Amaranthaceae

Pfaffia glomerata

Referências informações gerais
1 - LOPES, S. B. Pfaffia spp. (ginseng-brasileiro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 670-675.
2 - MENDES, F. R.; CARLINI, E. A. Brazilian plants as possible adaptogens: an ethnopharmacological survey of books edited in Brazil. J Ethnopharmacol, v. 109, n. 3, p.493-500, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.08.024
3 - CORRÊA-JÚNIOR, C. et al. Pfaffia glomerata (ginseng-brasileiro). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 844-860.
4 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 130-131.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 7-14.
Descrição da espécie 

Planta subarbustiva a arbustiva, semi-lenhosa, perene, de 0,5 a 2,5 m de altura, caules eretos, geralmente ocos, estriados, delgados, glabros ou levemente pubescentes, com ramos nodosos; raízes tuberosas, bifurcadas, em forma humanoide; folhas opostas, pubescentes (principalmente na face dorsal), curto-pecioladas, ovado-lanceoladas ou ovado-oblongas, de 1 a 14 cm de comprimento x 0,3 a 4,5 cm de largura, sendo as superiores sempre menores, ápice acuminado ou agudo, mucronuladas, base decurrente, com nervuras mais proeminentes na face dorsal; flores em panícula completa, branco-amareladas, h

Referências descrição da espécie
1 - LOPES, S. B. Pfaffia spp. (ginseng-brasileiro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 670.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 177.
3 - CORRÊA-JÚNIOR, C. et al. Pfaffia glomerata (ginseng-brasileiro). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 844-845.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 7.

Afrodisíaca

Afrodisíaca
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato hidroalcoólico. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extrato vegetal (dose diária ou intermitente), com posterior análise morfométrica e histológica (testículos, pênis e células Leydig), níveis de testosterona, 17-β-estradiol, colágeno, músculo liso e óxido nítrico.

A administração diária do extrato de P. glomerata apresenta atividade afrodisíaca, contudo, reduz a viabilidade das células de Leydig e dos níveis de testosterona.

[ 1 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 95%. Rendimento: 9,3%. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal (diário ou intermitente), com posterior análise testicular (biométrica, histológica, patológica, morfométrica e níveis de marcadores de estresse oxidativo).

O extrato de P. glomerata apresenta atividade afrodisíaca, principalmente na dose de 100 mg/kg, contudo, em doses altas observa-se morte celular e aumento dos níveis de óxido nítrico testicular.

[ 3 ]

Anabólica e Antiandrogênica

Anabólica e Antiandrogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Extrato seco etanólico: padronizado com 0,96% de ecdisterona. Doses para ensaio: 8,5 a 85 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar machos submetidos ao teste de Hershberger (castrados ou não), tratados com extrato vegetal, com posterior análise de pesos de órgãos, quantificação de andrógenos fecais, testosterona sérica e espermátides/testículo, histologia testicular e em músculo sóleo do membro posterior direito (efeito anabólico). 

O extrato de P. glomerata não apresenta atividade anabólica-androgênica e antiandrogênica, nas doses em estudo.

[ 7 ]

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração de 1600 g do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 19%. Doses para ensaio: 100 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata e contorções abdominais induzidos por carragenina, placa quente e tecido granulomatoso subcutâneo induzido por rolos de algodão.

O extrato hidroalcoólico de P. glomerata apresenta atividade analgésica e anti-inflamatória (não esteroidal), sendo promissor para o tratamento de inflamação crônica.

[ 8 ]

Antiedematogênica

Antiedematogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (1:20 p/v): maceração do material vegetal em etanol/água (6:4 v/v). Doses para ensaio: 1 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de edema de pata induzido por carragenina, bradicinina, substancia P, serotonina, histamina e LPS, tratados com o extrato vegetal e L-NAME, com posterior análise do volume da pata, nível de óxido nítrico, atividade inibitória das enzimas óxido nítrico sintetase e guanilato ciclase.

O extrato de P. glomerata apresenta atividade antiedematogênica, dose-dependente, pois aumenta os níveis de óxido nítrico endógeno e ativa a enzima guanilato ciclase. 

[ 13 ]

Antimutagênica

Antimutagênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Cápsulas: contendo 300 mg de extrato seco vegetal, padronizado com 0,96% de β-ecdisona. Concentrações para ensaio: 0,15 a 15 mg/mL. Outra espécie em estudo Ginkgo biloba.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com os vegetais (associados ou não), na presença ou não de ciclosfofamida, com posterior análise do teste de aberração cromossômica e índice mitótico em células da medula óssea.

Os extratos de P. glomerata e G. biloba apresenta atividade antimutagênica, além da ausência de citotoxicidade e mutagenicidade.

[ 5 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração de 2 kg do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Rendimento: 64,1% (v/v). Doses para ensaio: 100 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de dor abdominal e na pata, induzida por ácido acético e glutamato, respectivamente, e estimulação de receptores glutamatérgicos na presença de NMDA, AMPA, cainato, ACPD, IL-1β e TNF-α, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade antinociceptiva.

O extrato de P. glomerata apresenta atividade antinociceptiva, por interação com o sistema glutamatérgico (receptores metabotrópicos) e citocinas TNF-α.

[ 4 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Rendimento: 20%. Concentrações para ensaio: 1 a 50 µg/mL.

In vitro:

Em culturas de protozoários, Trypanosoma cruzi (tripomastigota) e Leishmania braziliensis (promastigota), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da concentração inibitória media (CI50).

 

O extrato de P. glomerata apresenta atividade antiprotozoária, somente para L. braziliensis, com CI50 = 168,6 µg/mL.

[ 12 ]
Parte aérea

Extrato: por infusão. Concentrações para ensaio: 1 a 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Hyptis pectinata, Aloe vera, Ruta graveolens e Chenopodium ambrosioides.

In vitro:

Em macrófagos murinos (J774) incubados com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (LDH); e infectados com Leishmania amazonensis (amastigota) com posterior análise do número de promastigotas viáveis.

 

Os extratos vegetais em estudo apresentam atividade antiprotozoária promissora.

[ 14 ]

Depressora do sistema nervoso central

Depressora do sistema nervoso central
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (liofilizado): material vegetal (pó) em etanol a 60%. Rendimento: 28%. Doses para ensaio: 100 a 1500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de campo aberto, sono induzido por pentobarbital, convulsão induzida por pentilenotetrazol, labirinto em cruz elevado, esquiva inibitória e natação forçada.

O extrato de P. glomerata apresenta atividade depressora do sistema nervoso central, via intraperitoneal.

[ 10 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso liofilizado (10% p/v). Rendimento: 39%. Doses para ensaio: 125 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gástricas induzidas por estresse (restrição hipotérmica), etanol ou indometacina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do número de úlceras gástricas e índice de dano a mucosa; submetidos a ligadura do piloro, tratados com o extrato vegetal, betanecol, histamina, pentagastrina e L-NAME, com posterior análise da secreção gástrica e nível de óxido nítrico.

O extrato de P. glomerata apresenta atividade gastroprotetora, por ativação da via histaminérgica e aumento na produção de óxido nítrico no suco e mucosa gástrica.

[ 11 ]

Neurotônica

Neurotônica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato hidroalcoólico (liofilizado): contendo 10% do material vegetal, padronizado com 1,07% de ecdisona. Dose para ensaio: 10 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss machos (jovens e velhos) tratados com o extrato vegetal (agudo e crônico), com posterior análise dos testes de movimento espontâneo (caixas de madeira), rota rod, tempo de sono induzido por pentobarbital, esquiva passiva, labirinto em cruz elevado, quantificação da mortalidade e peso corporal.

O extrato de P. glomerata, na dose de 100 mg/kg, reduz o déficit de memória em ratos velhos tratados cronicamente, contudo demonstra sinais de toxicidade.

[ 9 ]
Ensaios toxicológicos

Letalidade e Toxicidade aguda

Letalidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato hidroalcoólico (liofilizado): contendo 10% do material vegetal. Dose para ensaio: 3 g/kg; 1 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Determinar a dose letal média (DL50) em camundongos Swiss machos (jovens e velhos) e a toxicidade aguda (intraperitoneal e oral).

O extrato liofilizado de P. glomerata apresenta DL50 superior a 3 g/kg, contudo, em doses de 10 mg/kg (intraperitoneal) demonstra sinais de toxicidade.

[ 9 ]

Sistema reprodutor masculino

Sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato hidroalcoólico. Doses para ensaio: 600 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos machos C57BL/6J (Mus musculus) tratados com o extrato vegetal, nos períodos pré-natal, lactação e pós-natal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (índices gonadossomático e anogenital, distância anogenital e tamanho do pênis).

O extrato de P. glomerata reduz o peso dos testículos no inicio da fase pós-natal (1000 mg/kg), contudo, não demonstra toxicidade testicular.

[ 2 ]
Raiz

Extrato: percolação de 1,2 kg do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Rendimento: 10,35%. Doses para ensaio: 300 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Balb/c tratados com extrato vegetal, com posterior análise do tecido testicular (diâmetro tubular, altura do epitélio seminífero, proporções volumétricas, índice tubular/peso corporal e espermatogênese, contagem de células germinativas e apoptose).

A administração prolongada do extrato de P. glomerata apresenta efeitos deletérios na espermatogênese, pois induz a apoptose em células germinativas e altera o epitélio do túbulo seminífero.

[ 6 ]

Referências bibliográficas

1 - DIAS, F. C. R. et al. Pfaffia glomerata hydroalcoholic extract stimulates penile tissue in adult Swiss mice. J Ethnopharmacol, v. 261, p.1-12, 2020. doi: 10.1016/j.jep.2020.113182
2 - AUHAREK, S. A. et al. Evaluation of the testis function of mice exposed in utero and during lactation to Pfaffia glomerata (Brazilian ginseng). Andrologia, v. 51, n. 8, p.1-8, 2019. doi: 10.1111/and.13328
3 - DIAS, F. C. R. et al. Hydroalcoholic extract of Pfaffia glomerata alters the organization of the seminiferous tubules by modulating the oxidative state and the microstructural reorganization of the mice testes. J Ethnopharmacol, v. 233, p.179-189, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2018.12.047
4 - FREITAS, C. S. et al. Involvement of glutamate and cytokine pathways on antinociceptive effect of Pfaffia glomerata in mice. J Ethnopharmacol, v. 122, n. 3, p.468-472, 2009. doi: 10.1016/j.jep.2009.01.033
5 - ALMEIDA, I. V. et al. In vivo antimutagenic activity of the medicinal plants Pfaffia glomerata (Brazilian ginseng) and Ginkgo biloba. Genet Mol Res, v. 16, n. 3, p.1-11, 2017. doi: 10.4238/gmr16039785
6 - MATTA, A. P. L. F. et al. Deleterious effects of Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen hydroalcoholic extract on the seminiferous epithelium of adult Balb/c mice. Int J Exp Pathol, v. 101, n. 5, p.183-191, 2020. doi: 10.1111/iep.12363
7 - FERNANDES, N. F. et al. Supplementation with Pfaffia glomerata (Sprengel) Pedersen does not affect androgenic-anabolic parameters in male rats. J Ethnopharmacol, v. 161, p.46-52, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2014.11.049
8 - NETO, A. G. et al. Analgesic and anti-inflammatory activity of a crude root extract of Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. J Ethnopharmacol, v. 96, n. 1-2, p.87-91, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.08.035
9 - MARQUES, L. C. et al. Psychopharmacological assessment of Pfaffia glomerata roots (extract BNT-08) in rodents. Phytother Res, v. 18, n. 7, p.566-572, 2004. doi: 10.1002/ptr.1500
10 - DE-PARIS, F. et al. Psychopharmacological screening of Pfaffia glomerata Spreng. (Amarathanceae) in rodents. J Ethnopharmacol, v. 73, n. 1-2, p.261-269, 2000. doi: 10.1016/s0378-8741(00)00329-9
11 - FREITAS, C. S. et al. Involvement of nitric oxide in the gastroprotective effects of an aqueous extract of Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen, Amaranthaceae, in rats. Life Sci, v. 74, n. 9, p.1167-1179, 2004. doi: 10.1016/j.lfs.2003.08.003
12 - NETO, A. G. et al. Evaluation of the trypanocidal and leishmanicidal in vitro activity of the crude hydroalcoholic extract of Pfaffia glomerata (Amarathanceae) roots. Phytomedicine, v. 11, n. 7-8, p.662-665, 2004. doi: 10.1016/j.phymed.2003.06.005
13 - TEIXEIRA, C. G. L. et al. Involvement of the nitric oxide/soluble guanylate cyclase pathway in the anti-oedematogenic action of Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen in mice. J Pharm Pharmacol, v. 58, n. 5, p.667-675, 2006. doi: 10.1211/jpp.58.5.0012
14 - DE QUEIROZ, A. C. et al. Antileishmanial activity of medicinal plants used in endemic areas in northeastern Brazil. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-9, 2014. doi: 10.1155/2014/478290

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Raiz seca

100 g

Raiz fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de raiz seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 

Alcoolatura: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.
Principais indicações

Estados de convalescença e sintomas decorrentes do estresse. 

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Pfaffia glomerata (droga vegetal)

N° 0 (300 a 330 mg)

Q.s.p

1 cápsula

 
Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal e encapsular.

Principais indicações

Estados de convalescença e sintomas decorrentes do estresse. 

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 ou 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Raiz seca fragmentada

0,9 a 1,1 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

Modo de preparo

Preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações

Estados de convalescença e sintomas decorrentes do estresse.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia, preferencialmente antes das 18 horas. 

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 218-220.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 400-401.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 141-142.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Alcaloides

Carboidratos

frutose.

Cumarinas

Esteroides

rubrosterona, campesterol, estigmasterol, β-sisterol, ∆-7-estigmastenol e ∆-7-espinasterol.

Fitoecdisteroides

20-hidroxiecdisona, pfaffiaglicosídeos C, D e E.

Flavonoides

quercetina e caempferol.

Minerais

P, Ca e K.

Mucilagens

Outras substâncias

ácido pfáfico, ácido glucônico, alantoína e β-glicopiranosil oleanolato.

Saponinas triterpênicas

Taninos

Triterpenoides

ácido glomérico, ácido pfaméico e ácido oleanólico.

Triterpenos

oleanano, noroleanano, pfaffianol A, pfaffiaglicosídeos A e B.

Vitaminas

A, B, C, D, E e F.

Referências bibliográficas

1 - DIAS, F. C. R. et al. Hydroalcoholic extract of Pfaffia glomerata alters the organization of the seminiferous tubules by modulating the oxidative state and the microstructural reorganization of the mice testes. J Ethnopharmacol, v. 233, p.179-189, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2018.12.047
2 - CALEFFI, E. R. et al. Isolation and prebiotic activity of inulin-type fructan extracted from Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen roots. Int J Biol Macromol, v. 80, p.392-399, 2015. doi: 10.1016/j.ijbiomac.2015.06.053
3 - LIAN, L. et al. Two new triterpenes from the roots of Pfaffia glomerata. J Asian Nat Prod Res, v. 21, n. 5, p.442-448, 2019. doi: 10.1080/10286020.2018.1446949
4 - SILVA, M. L. A. E. et al. In vitro activities of Pfaffia glomerata root extract, its hydrolyzed fractions and pfaffic acid against Trypanosoma cruzi trypomastigotes. Chem Biodivers, v. 14, n. 1, p.1-16, 2017. doi: 10.1002/cbdv.201600175
5 - FELIPE, D. F. et al. Phytochemical analysis of Pfaffia glomerata inflorescences by LC-ESI-MS/MS. Molecules, v. 19, n. 10, p.15720-15734, 2014. doi: 10.3390/molecules191015720
6 - NAKAMURA, S. et al. Brazilian natural medicines. IV. New noroleanane-type triterpene and ecdysterone-type sterol glycosides and melanogenesis inhibitors from the roots of Pfaffia glomerata. Chem Pharm Bull (Tokyo), v. 58, n. 5, p.690-695, 2010. doi: 10.1248/cpb.58.690
7 - HAN, Y. Z. et al. Three new noroleanane-type triterpenes from the roots of Pfaffia glomerata. J Asian Nat Prod Res, v. 20, n. 5, p.460-466, 2018. doi: 10.1080/10286020.2017.1343820
8 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 130.

Propagação: 

por estacas (ramos) ou sementes (não apresentam dormência). A propagação por estacas é mais prática, e consiste no corte de ramos de plantas adultas, localizados na parte basal. A estaca deve conter 3 gemas (nós), sendo que duas gemas devem ser introduzidas em sacos plásticos (10x22 cm), contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), e uma gema deve permanecer fora do substrato, preferencialmente, com um par de folhas cortadas ao meio. Transferir as estacas para viveiro (sombrite 50%) onde permanecerão por 60 dias. Posteriormente, as mudas devem ser transplantadas para local definitivo (pleno sol), no final do inverno ou início da primavera, em covas de 20x20 cm, contendo 1 kg de esterco, com espaçamento de 0,5 m entre plantas e 1 m entre linhas. O mais adequado é fazer o plantio em leiras ou valas contendo solo arenoso adubado com matéria orgânica, pois favorece o desenvolvimento das raízes e a colheita. A propagação por sementes inicia-se com a semeadura em sementeiras contendo solo e areia (1:1). Quando as plântulas (60% de germinação) atingirem, aproximadamente, 5 centímetros de altura, devem ser transferidas para sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e permanecerem em viveiro por 60 dias. Após este período realizar o plantio em local definitivo como descrito anteriormente. Técnicas de micropropação para P. glomerata tem sido desenvolvidas com êxito, bem como a propagação através de propágulos obtidos do colo da planta [ 1 , 2 , 3 , 4 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

quando o plantio não for realizado nos meses de dezembro e janeiro, é necessário a irrigação nos primeiros 30 dias. Em períodos de estiagem longos faz-se necessária a irrigação e a capina para o controle de ervas invasoras [ 2 , 3 ] .

Colheita: 

a colheita das sementes é realizada a partir de ramos contendo frutos maduros. Separar as sementes manualmente, com auxilio de uma peneira, procedimento este lento e minucioso. Após pesar e acondicionar as sementes em temperatura ambiente, em frasco previamente etiquetado. As raízes devem ser colhidas 1 ano após o plantio, no final do outono e início do inverno. Neste período observa-se maior produtividade do sistema radical, enquanto que, após 207 dias do plantio ocorre diminuição na massa das raízes, pois esta espécie entra no estágio reprodutivo. A colheita pode ser realizada com subsolador ou de forma manual com enxadão. Segundo a sabedoria popular a colheita do sistema radicular das plantas deve ser realizada na lua minguante e em estações do ano com menor índice pluviométrico [ 1 , 2 , 3 , 4 ] .

Pós-colheita: 

as raízes devem ser lavadas com máquinas de alta pressão ou com água corrente com auxílio de escova de cerdas macias (pequenas quantidades), para retirada do excesso de solo. Posteriormente, devem ser estendidas em telado por 2 horas, para reduzir o excesso de umidade, fatiadas e transferidas para estufa com ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas. A droga vegetal pode ser armazenada por 1 ano, enquanto que a droga vegetal pulverizada em moinho de faca (até granulometria de 40 mesh), utilizada para a preparação do fitoterápico, deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada por período máximo de 3 meses [ 2 , 3 ] .

Problemas & Soluções: 

durante o inverno, perde as folhas, paralisa o crescimento e a produção de raízes. Pode ser acometida por fungos (Uromyces platensis), vírus (mosaico da Pfaffia), nematoides (gênero Meloidogyne) e insetos (Lyriomyza spp.) [ 2 , 3 , 4 ] .

Referências bibliográficas

1 - LOPES, S. B. Pfaffia spp. (ginseng-brasileiro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 673.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 177-179.
3 - CORRÊA-JÚNIOR, C. et al. Pfaffia glomerata (ginseng-brasileiro). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 848-853.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 7-8.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2009
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Parceiros

Pfaffia paniculata

Mart.
Referências informações gerais
1 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 130-131.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 139.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 52-53.
Descrição da espécie 

Arbusto ou subarbusto de ramos escandentes, nodosos nas articulações, com 2 a 3 m de comprimento; folhas opostas, simples, de 4 a 7 cm de comprimento, membranáceas, glabra, de coloração verde mais clara na face abaxial; as flores são pequenas, esbranquiçadas, dispostas em panículas abertas; possui raízes tuberosas e longas[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 52.
2 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 130.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Fáfia e ginseng brasileiro Brasil Rizoma

Tônica.

Cápsulas de 500 mg.

Ingerir 2 a 3 cápsulas com 1 copo de água (250 mL), 2 vezes ao dia, 1 hora antes das refeições.

Usar com cautela em pacientes hipertensos ou em uso de anticoagulantes, estimuladores do sistema nervoso central, hormônios sexuais e corticoides. Contraindicado na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Paratudo Indígenas da Amazônia (Brasil) Raiz

Tônica geral e rejuvenescedora.

-

-

-

[ 2 ]
- Indígenas da América -

Tônica, afrodisíaca, calmante e no tratamento de úlceras.

-

-

-

[ 2 ]
- Europa -

Tônica, imunoestimuladora, hipolipemiante, desintoxicante, no tratamento da infertilidade, disfunções nervosas, glandulares e hormonais.

-

-

-

[ 2 ]
Paratudo, fáfia e suma América Raiz

Tônica, imunoestimulante, hipoglicemiante, afrodisíaca, antiartrítica, antianêmica, anti-hipertensiva e disfunções hormonais.

-

-

-

[ 2 ]
- Brasil Raiz

No tratamento do cansaço físico e mental, ativador da formação de hemácias e leucócitos no sangue.

Infusão: 1 colher (de sobremesa) da raiz fatiada em 1 xícara média de água fervente.

Tomar 2 vezes ao dia.

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 139.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 52-53.

Afrodisíaca

Afrodisíaca
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato fluido: percolação do material vegetal (pó) em etanol à 30%. Doses para ensaio: 0,25 à 1,0 mL/kg. Outra espécie em estudo: Turnera diffusa.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley impotentes, tratados com os extratos vegetais (associados ou não), com posterior análise de parâmetros comportamentais sexuais e atividade locomotora.

Observou-se que os extratos de P. Paniculata e T. diffusa apresentam atividade afrodisíaca, além de não alterar a atividade locomotora.

[ 10 ]

Anemia falciforme

Anemia falciforme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato metanol/éter (6:1). Concentrações para ensaio: 0, 0,2 e 0,5 mg/mL.

In vitro:

Em hemácias isoladas de pacientes portadores de anemia falciforme, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros reológicos.

 

Observou-se quo o extrato de P. paniculata apresenta reduz a deformabilidade nas células falciformes.

[ 3 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração de 1,146 kg do material vegetal (fresco) em metanol à 70%. Rendimento: 33,28%. Doses para ensaio: 25 à 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de inflamação intestinal induzida por ácido 2,4,6-trinitrobenzenossulfônico (TNBS), tratados com extrato vegetal, com posterior análise da expressão de mediadores inflamatórios (Gapdh, actin-β, Hprt1, Hsp70, heparanase, Mapk1, Mapk3, Mapk6, Mapk9, Muc1, Muc2, Muc3, Muc4 e NF-κB) no cólon e histoquímica da mucina.

Observou-se que o extrato de P. paniculata apresenta atividade anti-inflamatória intestinal, pois modula a expressão de Mapks, da mucina e a secreção de muco.

[ 1 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em 4 L de metanol à 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 à 1000 µM. Doses para ensaio (in vivo): 50 à 400 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do ensaio peroxidação lipídica (membranas cerebrais de ratos) e eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de inflamação intestinal induzida por ácido 2,4,6-trinitrobenzenossulfônico (TNBS), tratados com extrato vegetal, com posterior análise histológica, microscópica (microscopia eletrônica) e bioquímica (MPO, GSH, IL-6, IL-10, IL-β, INF-γ, TNF-α e CRP) no cólon.

Observou-se que P. paniculata apresenta ação anti-inflamatória e antioxidante no cólon.

[ 7 ]

Antiangiogênica

Antiangiogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato metanol/éter (6:1). Doses para ensaio: 250 à 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos a cauterização da córnea com nitrato de prata, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise da neovascularização.

Observou-se que o extrato de P. paniculata apresenta atividade antiangiogênica, principalmente na dose de 1000 mg/kg.

[ 2 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato glicólico. Concentrações para ensaio: 0,19 à 200 mg/mL. Outras espécies em estudo: Juglans regia e Rosmarinus officinalis.

In vitro:

Em cepas de Klebsiella pneumoniae (forma planctônica) submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar concentração mínima inibitória (CIM), concentração microbicida mínima (CMM), análise antimicrobiana em biofilme (cristal violeta) e viabilidade celular (MTT).

 

Observou-se que os extratos vegetais apresentam atividade antimicrobiana, contudo apenas R. officinalis P. paniculata exibem redução do biofilme.

[ 13 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados por células de adenocarcinoma ascítico de Ehrlich, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise do volume ascítico e número de células tumorais.

Observou-se que P. paniculata apresenta atividade antitumoral.

[ 5 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol à 95%. Frações: aquosa e butanólica. Doses para ensaio: 50 à 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por células de adenocarcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com extrato e frações vegetais, com posterior análise de volume ascítico, contagem de células tumorais e tempo de sobrevivência.

Observou-se que a fração butanólica de P. paniculata apresenta atividade antitumoral mais potente.

[ 6 ]
Raiz

Pó. Doses para ensaio: 0, 2 e 10%.

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de hepatocarcinogênese induzida por N-nitrosodietilamina (DEN), suplementados com dieta contendo o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, histopatológica, imuno-histoquímica, apoptose, permeabilidade celular, expressão de conexinas 26 e 32, em tecido hepático.

Observou-se que P. paniculata apresenta atividade antitumoral, principalmente na dose de 2%, pois reduz a proliferação celular e induz a apoptose. 

[ 8 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em metanol/éter (6:1). Doses para ensaio: 100 à 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados por células de adenocarcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com extrato vegetal, com posterior análise da atividade dos macrófagos (índice de fagocitose e espalhamento, níveis de peróxido de oxigênio e nitrogênio).

O extrato de P. paniculata apresenta atividade antitumoral, pois aumenta a atividade fagocitária dos macrófagos, dose-dependente.

[ 9 ]
Raiz

Extrato: maceração de material vegetal (pó) em etanol à 95%. Fração: butanólica. Concentrações para ensaio: 100 à 900 mg/mL.

In vitro:

Em células de câncer de mama de humanos (MCF-7), incubadas com a fração butanólica, com posterior análise de citotoxicidade (cristal violeta), viabilidade celular (brometo de etídio e laranja de acridina), proliferação celular (imuno-histoquímica) e microscopia (Microscopia Eletrônica de Transmissão).

 

Observou-se que a fração butanólica de P. paniculata apresenta atividade antitumoral (citotóxica).

[ 11 ]
Raiz

Pó. Doses para ensaio: 0,5, 2 e 10%.

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de hepatocarcinogênese induzida por N-nitrosodietilamina (DEN), suplementados com dieta contendo o extrato vegetal, com posterior análise macroscópica hepática e morfológica das lesões hepáticas.

Observou-se que o extrato de P. paniculata apresenta atividade antitumoral, principalmente nas doses de 2 e 10%.

[ 12 ]

Aumenta os níveis de hormônios sexuais

Aumenta os níveis de hormônios sexuais
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Dose para ensaio: 5 g/100 mL.

In vivo:

Em camundongos ICR suplementados com água contendo o extrato vegetal, com posterior análise das concentrações plasmáticas de progesterona, testosterona e estradiol-17β, por radioimunoensaio.

Observou-se que o extrato de P. paniculata aumentou a concentração plasmática dos hormônios sexuais, além da ausência de reações adversas.

[ 4 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato metanol/éter (6:1). Doses para ensaio: 250 à 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de P. paniculata não apresenta toxicidade nas doses analisadas.

[ 2 ]
Raiz

Extrato aquoso. Doses para ensaio:  200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que P. paniculata não apresenta toxicidade nas doses analisadas.

[ 5 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol à 95%. Frações: aquosa e butanólica. Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato e frações de P. paniculata não apresentam toxicidade na dose em analisada.

[ 6 ]

Referências bibliográficas

1 - COSTA, C. A. R. A. et al. Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) extract modulates Mapk and mucin pathways in intestinal inflammation. J Ethnopharmacol, n. 213, p. 21-25, 2018. doi: 10.1016/j.jep.2017.10.009
2 - CARNEIRO, C. S. et al. Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) methanolic extract reduces angiogenesis in mice. Exp Toxicol Pathol, v. 58, n. 6, p.427-431, 2007. doi: 10.1016/j.etp.2006.11.005
3 - MOZAR, A. et al. Pfaffia paniculata extract improves red blood cell deformability in sickle cell patients. Clin Hemorheol Microcirc, v. 62, n. 4, p.327-33. doi: 10.3233/CH-15197
4 - OSHIMA, M.; GU, Y. Pfaffia paniculata-induced changes in plasma estradiol-17beta, progesterone and testosterone levels in mice. J Reprod Dev, v.49, n. 2, p.175-180, 2003. doi: 10.1262/jrd.49.175
5 - MATSUZAKI, P. et al. Effect of Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) on the Ehrlich tumor in its ascitic form. Life Sci, v. 74, n. 5, p.573-579, 2003. doi: 10.1016/j.lfs.2003.05.010
6 - MATSUZAKI, P. et al. Antineoplastic effects of butanolic residue of Pfaffia paniculata. Cancer Lett, v. 238, n. 1, p.85-89, 2006. doi: 10.1016/j.canlet.2005.06.020
7 - COSTA, C. A. R. A. et al. Anti-inflammatory effects of brazilian ginseng (Pfaffia paniculata) on TNBS-induced intestinal inflammation: experimental evidence. Int Immunopharmacol, v. 28, n. 1, p.459-469, 2015. doi: 10.1016/j.intimp.2015.07.002
8 - DA SILVA, T. C. et al. Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) roots decrease proliferation and increase apoptosis but do not affect cell communication in murine hepatocarcinogenesis. Exp Toxicol Pathol, v. 62, n. 2, p.145-155, 2010. doi: 10.1016/j.etp.2009.03.003
9 - PINELLO, K. C. et al. Effects of Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) extract on macrophage activity. Life Sci, v. 78, n. 12, p.1287-1292, 2006. doi: 10.1016/j.lfs.2005.06.040
10 - ARLETTI, R. et al. Stimulating property of Turnera diffusa and Pfaffia paniculata extracts on the sexual-behavior of male rats. Psychopharmacology (Berl), v. 143, n. 1, p.15-19, 1999. doi: 10.1007/s002130050913
11 - NAGAMINE, M. K. et al. Cytotoxic effects of butanolic extract from Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) on cultured human breast cancer cell line MCF-7. Exp Toxicol Pathol, v. 61, n. 1, p.75-82, 2009. doi: 10.1016/j.etp.2008.01.017
12 - DA SILVA, T. C. et al. Inhibitory effects of Pfaffia paniculata (brazilian ginseng) on preneoplastic and neoplastic lesions in a mouse hepatocarcinogenesis model. Cancer Lett, v. 226, n. 2, p.107-113, 2005. doi: 10.1016/j.canlet.2004.12.004
13 - PAULA-RAMOS, L. et al. Klebsiella pneumoniae planktonic and biofilm reduction by different plant extracts: in vitro study. Scientific World J, p.1-5, 2016. doi: 10.1155/2016/3521413

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Aminoácidos

Compostos fenólicos

Fitosteroides

estigmasterol, sitosterol, ecdisona, 20-hidroxiecdisona, β-ecdisterona, pterosterona e rapisterona.

Flavonoides

Monoterpenos

(+)-angelicoidenol-2-O-β-D-glucopiranosídeo.

Mucilagens

Proteínas

alantoína.

Sais minerais

Mg, Co, Zn, P, Ca, K e Fe.

Saponinas

ácido pfáfico e fasfosídeos A-F.

Triterpenoides

ácido pfaffico, pfaffine A e B, ácido pfamérico, ácido mesembriantemoidigênico, éster calendulosídeo E 6’-metil e ácido oleanólico 28-O-β-D-glicopiranodídeo.

Vitaminas

A, B, C, D, E, F, K e P.

Referências bibliográficas

1 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 130.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 53.
3 - ZUCCHI, O. L. A. D. et al. Characterization of hypoglycemiant plants by total reflection X-ray fluorescence spectrometry. Biol Trace Elem Res, v. 103, n. 3, p.277-290, 2005. doi: 10.1385/BTER:103:3:277
4 - LIAN, L. et al. Two new triterpenes from the roots of Pfaffia glomerata. J Asian Nat Prod Res, v. 21, n. 5, p.442-448, 2019. doi: 10.1080/10286020.2018.1446949
5 - COSTA, C. A. R. A. et al. Anti-inflammatory effects of brazilian ginseng (Pfaffia paniculata) on TNBS-induced intestinal inflammation: experimental evidence. Int Immunopharmacol, v. 28, n. 1, p.459-469, 2015. doi: 10.1016/j.intimp.2015.07.002
6 - LI, J. et al. Triterpenoids from brazilian ginseng, Pfaffia paniculata. Planta Med, v. 76, n. 6, p.635-639, 2010. doi: 10.1055/s-0029-1240631

Parceiros

Gomphrena officinalis

L. f.
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 71-73.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 130-131.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 51.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, com até 40 cm de altura, pouco ramificada; folhas simples, inteira, opostas, com aproximadamente 7 cm de comprimento, revestidas de pelos longos, rígidos e amarelados, atingindo de 4 a 7 cm de comprimento; flores pequenas, alaranjadas, dispostas em inflorescências globosas terminas; possui raiz tuberosa ou lenhosa (xilopódio)[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 71.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 51.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Paratudo, paratudinho, perpétua e raiz do padre Brasil Folha, Flor e raiz

Antimalárica, antitérmica, antidiarreica, tônica, emenagoga, eupéptica e desintoxicante.

-

-

-

[ 1 ]
Paratudo, paratudinho, perpétua e raiz do padre Brasil Raiz

Tônico digestivo, febrífugo, carminativo e excitante.

Chá (decocção).

Uso interno.

-

[ 2 ]
Paratudo, paratudinho, perpétua e raiz do padre Brasil Inflorescência

Antidismenorreica.

Chá (infusão). 

Uso interno.

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - BOTSARIS, A. S. et al. Plants used traditionally to treat malaria in Brazil: the archives of Flora Medicinal. J Ethnobiol Ethnomed, v. 3, p.1-8, 2007. doi: 10.1186/1746-4269-3-18
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 51.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Raiz seca

100 g

Raiz fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de raiz seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Quadros infecciosos em geral e inflamação intestinal.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 136-137.

Dados Químicos
[ 1 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Fitosteroides

ecdisteona.

Saponinas

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 51.

Parceiros

Dysphania ambrosioides

L.
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 222-233.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 67-70.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 77-79.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 163-164.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p.
6 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 51-52.
Descrição da espécie 

Planta anual ou perene, com até 1,5 m de altura; os ramos são numerosos, delgados, caule ereto e glabro; as folhas são alternas, com os bordos mais ou menos sinuosos, oblongo-lanceoladas, denteadas, pecioladas (as da base) e sésseis, e glandulosas (folhas superiores), com pubescência rala e curta, e glandulífera na face dorsal, medindo 3 a 9 cm de comprimento x 1 a 4 cm de largura, são pronunciadamente aromáticas, canforáceas e amargas, de coloração verde-clara ou verde amarelada, e as sumidades apresentam aroma desagradável; as flores são bem verdes, minúsculas, envolvidas por cálices, em

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 223.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 68.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 49.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Apasote Cuba Planta toda fresca

Antiparasitária, anti-hemorroidária, nas afecções renais, transtornos renais, cólicas e dores no estômago.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Epazote, epazote morado, ambrosía de México e bitia. México -

Antiparasitária

Infusão.

Uso interno.

-

[ 1 ]
- México (Astecas) -

Antidisentérica e no tratamento de picadas de insetos e lesões causadas por aranha.

-

-

-

[ 1 ]
Apazote, epazote e ipazote Honduras -

Antiparasitária, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, antitussígena e no tratamento de gastralgia.

-

-

-

[ 1 ]
Epazote e apezote El Salvador -

Anti-helmíntica e tratamento de gastralgia.

Óleo.

Uso interno. Posteriormente, usar purgativo (sulfato de magnésio).

-

[ 1 ]
Apazote Nicarágua -

anti-helmíntica, antidiarreica, carminativa, dismenorreica e no tratamento de gastralgia.

-

-

-

[ 1 ]
Paico Panamá Planta toda

anti-helmíntica, amebicida e antiasmática.

Suco: 3 colheres (chá)/1 copo de água ou leite.

Para crianças: tomar em jejum durante 5 dias.

-

[ 1 ]
Paico, erva de Santa Maria, chá dos jesuítas e caa-ne Argentina -

Vermífuga.

-

-

-

[ 1 ]
Paico e paico macho Uruguai Parte aérea

Eupéptica, diaforética, carminativa, emenagoga, anti-helmíntica, febrífuga, antimalárica e no tratamento de bronquite.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 1 ]
Paico e paico macho Uruguai Parte aérea

anti-hemorroidária, antirreumática e resolutiva.

Infusão.

Uso externo. Na forma de banhos.

-

[ 1 ]
Paico, cashiva e caschua Peru Planta toda

Antiespasmódica, estomáquica, orexígena, carminativa, diurética e antidispéptica.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
Paico, cashiva e caschua Peru Planta toda ou folhas

Anti-helmíntica.

Decocção ou sumo em água ou leite.

Tomar em jejum.

-

[ 1 ]
Paico, cashiva e caschua Peru Semente

Antiparasitária.

Óleo.

-

-

[ 1 ]
Paico, cashiva e caschua Peru Folha

No tratamento de feridas.

Decocção. Associar com folhas de mamão.

Uso externo.

-

[ 1 ]
Paico, cashiva e caschua Peru Caule

Anti-hemorroidária e no tratamento de picada de insetos.

Decocção.

Uso externo.

-

[ 1 ]
Erva-de-Santa-Maria, ambrisina, apazote e mentrusto Brasil Folha

No tratamento de bronquite e tuberculose.

Sumo. Associado com leite.

Uso interno.

-

[ 2 ]
Erva-de-Santa-Maria, ambrisina, apazote e mentrusto Brasil Planta toda (triturada)

No tratamento de contusões e fraturas.

-

Compressa ou atadura.

-

[ 2 ]
Erva-de-Santa-Maria, ambrisina, apazote e mentrusto Brasil -

estomáquica, anti-reumática e anti-helmíntica.

-

-

-

[ 2 ]
Erva-de-Santa-Maria - Vale do Jurema/MT (Brasil)

Cicatrizante de feridas, analgésica local, anti-helmítica, Antibiótica, antigripal, anti-inflamatória, útil no tratamento de lesões, contusões, regeneração óssea, gastrite, hepatite e infecção intestinal.

-

-

-

[ 3 ]
Erva-de-Santa-Maria São Luís/MA (Brasil) Folha

Utilizado após extração de dente.

-

-

-

[ 4 ]
Mastruz Bahia (Brasil) Folha (fresca ou seca)

No tratamento de leishmania cutânea.

Decocção.

Uso externo: na forma de banho.

-

[ 5 ]
Pazote e hipazote México -

Anti-helmíntica e emenagoga.

-

-

Esta planta apresenta ação abortiva.

[ 6 ]
Mastruço Ceará (Brasil) Folha

Vermífuga, antitussígena, emoliente, útil no tratamento da coqueluche.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 7 ]
Mastruço Ceará (Brasil) Folha (triturada)

emoliente, anti-inflamatória, anti-infecciosa, útil nos casos de contusões, luxações e fraturas reduzidas.

-

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 7 ]
Erva-de-Santa-Maria Brasil Folha e caule

Repelente de pulga e carrapatos.

Infusão: 2 a 3 colheres (sopa) da droga vegetal rasurada em 2 L de água fervente (com o fogo apagado). Tampar bem. Deixar esfriar em infusão por no mínimo 20 minutos. Coar e aplicar após lavagem com sabão neutro. Não enxaguar devendo apenas retirar o excesso da infusão com toalha limpa.

Uso externo.

Planta altamente tóxica. Deve-se evitar o uso em pacientes com cardiopatia, nefropatia e hepatopatia. Não utilizar na gravidez e durante a lactação.

[ 8 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 233.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 49.
3 - BIESKI, I. G. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025
4 - VIEIRA, D. R. et al. Plant species used in dental diseases: ethnopharmacology aspects and antimicrobial activity evaluation. J Ethnopharmacol, v. 155, n. 3, p.1441-1449, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.07.021
5 - FRANÇA, F. et al. Plants used in the treatment of leishmanial ulcers due to Leishmania (Viannia) braziliensis in an endemic area of Bahia, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop, v. 29, n. 3, p.229-232, 1996. 
6 - CONWAY, G. A.; SLOCUMB, J. C. Plants used as abortifacients and emmenagogues by Spanish New Mexicans. J Ethnopharmacol, v. 1, n. 3, p.241-261, 1979. doi: 10.1016/S0378-8741(79)80014-8
7 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 173-174. 
8 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 132.

Ansiolítica e Antipirética

Ansiolítica e Antipirética
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso: maceração 15 g do material vegetal (seco) em 50 mL de água. Rendimento: 4%. Doses para ensaio: 4, 12, 40 e 120 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de labirinto em cruz elevado e de hipertermia induzida por estresse.

O extrato aquoso de C. ambrosioides apresenta atividades ansiolítica e antipirética, principalmente na dose de 120 mg/kg.

[ 21 ]

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: 594 g do material vegetal (pó) em etanol à 70% (1:5 p/p). Rendimento: 16,03%. Doses para ensaio: 0,5, 5 e 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de osteoartrite de joelho induzido por monoiodoacetato de sódio.

Observou-se que o extrato de C. ambrosioides apresenta ação anti-inflamatória e analgésica.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Cicatrizante

Anti-inflamatória e Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha ou caule

Extrato etanólico: maceração do material vegetal (seco) em 12 L de etanol. Rendimento: 48,44 g (folha) e 24,42 g (caule). Doses para ensaio: 150, 300 e 500 mg/kg, e 1, 3 e 5%.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a dor aguda induzida por formalina, prostaglandina, capsaicina e bradicinina; inflamação induzida por carragenina, substância P e bradicinina; inflamação tópica induzida por ácido araquidônico, óleo de cróton e capsaicina; pleurisia induzida por carragenina lambda; modelos de feridas por excisão e atividade motora em rota-rod.

O extrato etanólico de C. ambrosioides apresenta atividades anti-inflamatória, analgésica e cicatrizante, principalmente nas doses de 500 mg/kg e 5%, não alterando o desempenho motor e temperatura corporal.

[ 17 ]

Antiartrítica

Antiartrítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em etanol à 70%. Rendimento: 10,4% (p/p). Concentrações para ensaio: 1 ou 5 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos DBA1/J portadores de artrite induzida por colágeno.

O extrato etanólico de C. ambrosioides apresenta atividade antiartrítica, reduzindo os níveis de mediadores inflamatórios (IL-6 e TNF-α), principalmente na concentração de 5 mg/kg.

[ 6 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentração (in vitro): 1-512 mg/L, e dose para ensaio (in vivo): 49,32 mg/kg.

In vitro:

Em cepas de Helicobacter pylori submetidas ao método de diluição em ágar.

 

In vivo:

Em camundongos Kunming infectados com H. pylori.

O óleo essencial de C. ambrosioides apresentou ação anti-Helicobacter, sendo comparada a terapia tripla (lanzoprazol, metronidazol e claritromicina).

[ 12 ]

Antibacteriana e Antifúngica

Antibacteriana e Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial.

In vitro:

Determinação da atividade antimicrobiana em Bacillus subtilis, Escherichia coli e Candida albicans.

 

O óleo essencial de C. ambrosioides apresenta atividade antibacteriana potente, contudo não houve ação antifúngica.

[ 13 ]

Antifertilidade

Antifertilidade
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato metanólico: 2 kg do material vegetal (pó) em metanol (1:10). Doses para ensaio: 50, 100 e 150 mg/kg,

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com o extrato vegetal e submetidos a avaliação do efeito antifertilidade.

O extrato metanólico de C. ambrosioides reduz a fertilidade masculina, de modo reversível, principalmente em altas doses.

[ 5 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: hidrodestilação. Isolado ou em associação com o óleo essencial de Cymbopogon martini (1:1 v/v).

In vitro:

Em culturas de: Aspergillus flavus, A. niger, A. fumigatus, M. audouni, M. nanum, T. mentagrophytes, T. verrucosm e T. violaceum.

 

In vivo:

Em porquinhos-da-Índia infectados com Microspoum gypseum e Tricophyton rubrum.

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides apresenta atividade antifúngica, isoladamente ou em associação com C. martini.

[ 23 ]
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (fresco).

In vitro:

Em cepas de Aspergillus fumigatus, Cladosporium trichoides, Epidermophyton floccosum, Microsporum spp., Trichophyton spp., Trichophyton rubrum e Microsporum gypseum.

 

In vivo:

Em porquinhos-da-Índia infectados por Trichophyton rubrum e Microsporum gypseum.

O óleo essencial de C. ambrosioides apresentou atividade antifúngica, principalmente contra Trichophyton rubrum, Microsporum gypseum, Aspergillus fumigatus e Cladosporium trichoides.

[ 31 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: 594 g do material vegetal (pó) em etanol à 70% (1:5 p/p). Rendimento: 16%. Concentrações para ensaio (in vitro): 7,8-250 µL/Ml, e dose para ensaio (in vivo): 5 mg/kg.

In vitro:

Em eritrócitos humanos (W2 e 3D7) infectados por Plasmodium falciparum.

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados por P. berghei.

Observou-se que C. ambrosioides apresenta atividade antimalárica.

[ 1 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea (folha e fruto)

Extratos: maceração de 633,3 g do material vegetal em hexano, diclorometano, acetato de etila e etanol. Rendimento: 15,2, 18,6, 9,2 e 34,2, respectivamente. Concentrações para ensaio: 12,5-500 µg/mL.

In vitro:

Avaliação da atividade antimicrobiana em cepas de Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Candida albicans, C. parapsilosis e C. krusei, da atividade antifúngica em parede celular de Neurospora crassa e bioatividade pelo ensaio usando Artemia salina.

 

Observou-se que os extratos C. ambrosioides apresenta atividade antimicrobiana, principalmente o extrato de hexano, contudo a ação antifúngica não está relacionada a inibição da síntese da parede celular em N. crassa.

[ 3 ]
-

Óleo essencial.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c infectados por Leishimaniose.

Em microrganismos: Leishmania amazonensis, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Trichophyton rubrum, Candida albicans, Plasmodium falciparum, Trypanosoma brucei e Trypanosoma cruzi.  

 

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides é efetiva contra L. amazonensis (formas promastigotas e amastigotas), P. falciparum e T. brucei, contudo, não apresenta atividade antibacteriana e antifúngica.

[ 16 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleos essencial. Dose para ensaio: 25 µL (30 mg/kg).

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis (promastigota).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados com L. amazonensis (promastigota).

O óleo essencial de C. ambrosioides apresenta efetividade no tratamento da leishmaniose cutânea.

[ 14 ]
-

Extrato metanólico: 0,5 kg do material vegetal (pó) em 1 L de metanol. Dose para ensaio: 1250 mg/kg (C. ambrosioides) e 1000 mg/kg (Conyza dioscorides e Sesbania sesban).

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados com Schistosoma mansoni e submetidos a avaliação bioquímica.

O tratamento com a associação dos extratos vegetais apresentou atividade antiparasitária, além de melhorar a função hepática.

[ 19 ]
Parte aérea

Óleo essencial: hidrodestilação do material vegetal fresco, ou seco à temperatura ambiente ou fermentado em água por 3 dias.

In vitro:

Em parasita Leishimania amazonesis para avaliar a atividade antipromastigota.

Em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c para avaliar a atividade antiamastigota e teste de citotoxicidade.

 

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides apresenta atividade antiparasitária, independente do tratamento prévio do material vegetal, contudo a citotoxicidade foi estatisticamente diferente para o material fresco.

[ 20 ]
Parte aérea

Óleo essencial: hidrodestilação. Doses para ensaio: 30, 60, 90, 120 e 150 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados com Leishimania amazonesis (promastigota).

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides reduziu as lesões cutâneas provocadas por leishmaniose, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 22 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico: 200 g do material vegetal (pó) em 1 L de etanol à 70%. Rendimento: 10,4% (p/p). Dose para ensaio: 5 mg/kg.

In vitro:

Em células peritoneais ou gânglios linfáticos de camundongos infectados para avaliar a produção de óxido nítrico (NO).

 

In vivo:

Em camundongos C3H/HePas infectados (pata direita traseira) com Leishmania amazonensis (promastigota) e tratados com extrato vegetal via oral ou intralesional.

O tratamento intralesional com o extrato hidroalcoólico de C. ambrosioides foi mais efetivo quando comparado ao oral, pois aumentou a concentração de NO produzido por macrófagos e reduziu significativamente a carga parasitária.

[ 24 ]
-

Óleo essencial: hidrodestilação.

In vitro:

Em cultura de Leishimania amazonensis (promastigota) para avaliar o sinergismo do óleo vegetal, com drogas utilizadas na terarpia antileishmaniose como, antimoniato de meglumina, anfotericina B e pentamidina.

 

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides apresentou sinergismo, somente quando associado à pentamidina.

[ 25 ]
-

Óleo essencial: hidrodestilação.

In vitro:

Em parasita Leishimania donovani para avaliar a atividade antipromastigota.

Em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c para avaliar a atividade antiamastigota.

 

Observou-se que o óleo essencial de C. ambrosioides apresenta atividade frete as formas promastigota e amastigota do parasita.

[ 26 ]
-

Óleo essencial. Doses para ensaio: 30 mg/kg/0,1 mL (intraperitoneal), 30 mg/kg/0,1 mL (oral) ou 3%/0,02 mL (intralesional).

In vitro:

Em cultura de Leishimania amazonensis (promastigota) isoladas de ratos infectados.

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados (pata direita traseira) com L. amazonensis (promastigota) e tratados com o óleo vegetal por via i.p., oral ou intralesional.

Observou-se que o tratamento por via i.p. foi mais potente, pois preveniu o desenvolvimento da lesão cutânea e reduziu a carga parasitária, contudo houve sinais de toxicidade. O tratamento por via oral não apresentou efetividade.

[ 27 ]
-

Óleo essencial: hidrodestilação. Doses para ensaio: 15, 30 e 60 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de Leishimania amazonensis (promastigota) e em macrófagos peritoneais de camundongos infectados por este parasita (amastigota).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados (pata direita traseira) com L. amazonensis (promastigota).

O óleo essencial de C. ambrosioides apresentou atividade antiparasitária frente as formas amastigota e promastigota, principalmente na dose de 30 mg/kg, contudo observou-se toxicidade moderada em macrófagos.

[ 29 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 15,6 a 250 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia origanoides, Ocimum gatissimum, Justicia pectoralis e Vitex agnus-castus.

In vitro:

Em protozoário Trypanosoma cruzi (formas epimastigota e tripomastigota) e macrófagos de camundongos Balb/c infectados pela forma amastigota, incubados com os óleos essenciais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e concentração letal média (CL50); e análise de citotoxicidade em macrófagos (CC50) através do ensaio MTT.

 

Observou-se que os óleos essências de L. origanoides e C. ambrosioides apresentam atividade tripanocida mais potentes, e efeitos citotóxicos insignificativos.

[ 18 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato metanólico: 5 g do material vegetal (pó) em 40 mL de metanol (x 3). Rendimento: 0,320 g. Concentração: 10 mg/mL.

In vitro:

Em carcinoma hepatocelular humano (Hep G2) submetidos ao teste de citotoxicidade.

 

O extrato metanólico de C. ambrosioides não apresentou atividade antitumoral.

[ 4 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico: 200 g do material vegetal (pó) em 1 L de etanol à 70%. Rendimento: 10,4% (p/p). Dose para ensaio: 5 mg/kg (in vivo), e 5, 50 e 500 µg/mL (in vitro).

In vitro:

Em macrófagos de camundongos tratados com o extrato vegetal.

 

In vivo:

Em camundongos C3H/HePas submetidos ao tratamento com o extrato vegetal, e posterior avaliação da atividade macrofágica e celularidade de órgãos linfoides (baço, linfonodo e medula óssea).

O extrato hidroalcoólico de C. ambrosioides aumentou o recrutamento celular para órgãos linfoides, bem como a atividade dos macrófagos.

[ 28 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico: 200 g do material vegetal (pó) em 1 L de etanol à 70%. Rendimento: 500 mL. Concentração: 10 mg/mL. Dose para ensaio: 5 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a implantação de células tumorais Ehrlich na pata esquerda (tumor sólido) e na cavidade peritoneal (tumor ascítico).

Observou-se que o extrato de C. ambrosioides apresenta atividade antitumoral.

[ 30 ]

Bactericida

Bactericida
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo. Concentração para ensaio: 0,64 g/L.

In vitro:

Em cepa de Helicobacter pylori resistente à antibióticos.

 

O óleo de C. ambrosioides apresentou ação bactericida, após 4 horas de incubação.

[ 2 ]

Hipotensora

Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso: infusão de 50 g do material vegetal em 1000 mL de água. Rendimento: 20%. Frações: 100 g do material vegetal (seco) em diferentes solventes (acetato de etila, metanol e água). Rendimentos: 1,32, 11,95 e 5,07, respectivamente. Doses para ensaio: 1, 2,5, 5, 10 e 20 mg/kg, e 0,1, 0,25, 0,5, 1, 2,5 e 5 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar normotensos submetidos a avaliação da pressão arterial e frequência cardíaca, e ao tratamento com atropina e L-NAME.

Observou-se que o extrato aquoso de C. ambrosioides apresenta atividade hipotensora, dose-dependente, bem como as frações. O tratamento com atropina reduziu o efeito hipotensor das frações, enquanto que com L-NAME não houve alteração da pressão arterial.

[ 15 ]

Preventiva da perda óssea

Preventiva da perda óssea
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato etanólico: material vegetal (seco) em etanol. Concentração: 10%. Dose para ensaio: 50 mg/dia.

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de osteoporose induzida por ovariectomia bilateral.

O extrato de C. ambrosioides atua sobre o metabolismo ósseo, prevenindo tanto a perda óssea, como a substituição da medula óssea por adipócitos e alterando proteínas e enzimas.

[ 10 ]

Regenerador ósseo

Regenerador ósseo
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato hidroalcoólico: material vegetal em etanol à 96%. Concentração: 10 mg/mL. Dose para ensaio: 0,05 mL.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos à lesão óssea (tíbia), com posterior inserção de enxerto contendo o extrato vegetal ou não.

Observou-se que o extrato de C. ambrosioides apresenta ação importante no processo de regeneração óssea.

[ 8 ]
Folha

Extrato aquoso: maceração de 1000 g do material vegetal em água (1:4 v/v). Rendimento: 90 g. Gel de carbopol: 20 g contendo 5% de extrato vegetal.

In vivo:

Em coelhos submetidos à fratura radial, com posterior inserção de diferentes enxertos: de extrato vegetal, autógeno medular ou de óleo de rícino.

Os resultados demonstraram que o enxerto contendo C. ambrosioides estimula a regeneração óssea, sendo similar ao enxerto de medula óssea.

[ 9 ]

Sistema metabólico

Sistema metabólico
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso: 300 g do material vegetal (pó) em 20 mL de água. Concentração: 15 mg/mL. Dose para ensaio: 1 mL.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com extrato vegetal e expostos ou não a vibração mecânica com frequência de 50 Hz.

Animais submetidos apenas a vibração mecânica, observou-se aumento no consumo de alimento, enquanto que aqueles tratados apenas com extrato vegetal houve redução no consumo de alimentos. Contudo, animais tratados com C. ambrosioides e expostos a vibração mecânica, houve alteração no consumo de alimento, sem afetar a massa corporal, bem como aumento nos níveis de aspartato aminotransferase (AST).

[ 7 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato aquoso: decocção ou infusão de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Concentração: 10% (p/v). Concentrações para ensaio: 1, 10, 100 e 1000 µg/mL.

In vitro:

Em linfócitos humanos submetidos aos testes: Aberrações cromossômicas (AC), Trocas de cromátides-irmãs (SCE), Cinética de proliferação celular (CPK) e Índice mitótico (IM).

 

O extrato aquoso de C. ambrosioides apresentou citotoxicidade e genotoxicidade.

[ 33 ]

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato aquoso: decocção ou infusão à 10% (p/v). Concentrações para ensaio: 1, 10 e 100 µg/mL.

In vitro:

Em linfócitos humanos submetidos aos testes: Aberrações cromossômicas (AC), Trocas de cromátides-irmãs (SCE), Cinética de proliferação celular (CPK) e Índice mitótico (IM).

 

Observou-se que ambas as preparações, decocção e infusão, de C. ambrosioides apresentaram efeito genotóxico.

[ 32 ]

Mutagenicidade

Mutagenicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
toda planta

Extrato etanólico: maceração 100 g do material vegetal (pó) em etanol. Doses para ensaio: 50, 100 e 200 mg/kg.

In vitro:

Em camarão-de-salmoura (Artemia salina) submetidos aos testes de letalidade, de encurtamento e alongamento telométrico e protocolo de amplificação de repetições teloméricas (TRAP).

 

In vivo:

Em ratos submetidos ao teste de mutagenicidade.

Observou-se que o extrato de C. ambrosioides inibe a telomerase, contudo não apresenta mutagenicidade (in vivo) e toxicidade (in vitro).

[ 36 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso: 50 g do material vegetal (fresco) em 200 mL de água. Concentração: 0,25 g/mL. Doses para ensaio: 0,3, 1,0 e 3,0 g/kg.

In vitro:

Em ratos Wistar submetidos aos testes de toxicidade agudo e subcrônico.

 

O extrato aquoso de C. ambrosioides apresentou hepatotoxicidade leve.

[ 34 ]

Toxicidade subcrônica

Toxicidade subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: 200 g do material vegetal (pó) em 1 L de etanol à 70%. Rendimento: 10,4% (p/p). Doses para ensaio: 5, 50 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a avaliação da toxicidade subcrônica via oral.

O tratamento com extrato hidroalcoólico de C. ambrosioides não apresentou efeitos tóxicos significativos, nem mortalidade.

[ 35 ]

Referências bibliográficas

1 - CYSNE, D. N. et al. Antimalarial potential of leaves of Chenopodium ambrosioides L. Parasitol Res, v. 115, n. 11, p.4327-4334, 2016. doi: 10.007/s00436-016-5216-x
2 - LIU, W. et al. In vitro bactericidal activity of Jinghua Weikang Capsule and its individual herb Chenopodium ambrosioides L. against antibiotic-resistant Helicobacter pylori. Chin J Integr Med, v. 19, n. 1, p.54-57, 2013. doi: 10.1007/s11655-012-1248-y 
3 - SOUZA, Z. L. et al. Biological activities of extracts from Chenopodium ambrosioides Lineu and Kielmeyera neglecta Saddi. Ann Clin Microbiol Antimicrob, v. 11, p.1-7, 2012. doi: 10.1186/1476-0711-11-20 
4 - RUFFA, M. J. et al. Cytotoxic effect of Argentine medicinal plant extracts on human hepatocellular carcinoma cell line. J Ethnopharmacol, v. 79, n. 3, p.335-339, 2002. doi: 10.1016/S0378-8741(01)00400-7
5 - AIN, Q. U. et al. Antifertility effect of methanolic leaf extract of Chenopodium ambrosioides Hook. in male Sprague Dawley rats. Andralogia, v. 50, n. 10, p.1-11, 2018. doi: 10.1111/and.13129
6 - PEREIRA, W. S. et al. Anti-arthritic properties of crude extract from Chenopodium ambrosioides L. leaves. J Pharm Pharmacol, v. 70, n. 8, p.1078-1091, 2018. doi: 10.1111/jphp.12926
7 - CARDOSO, A. L. B. D. et al. Chenopodium ambrosioides associated with whole body vibration exercises alters the feed intake in Wistar rats. Biosci Rep, v. 37, n. 4, p.1-9, 2017. doi: 10.1042/BSR20170846
8 - PENHA, E. S. D. et al. Effect of Chenopodium ambrosioides on the healing process of the in vivo bone tissue. Microsc Res Tech, v. 80, n. 11, p.1167-1173, 2017. doi: 10.1002/jemt.22913 
9 - PINHEIRO NETO, V. F. et al. Chenopodium ambrosioides as a bone graft substitute in rabbits radius fracture. BMC Complement Altern Med, v. 17, n. 1, p.1-10, 2017. doi: 10.1186/s12906-017-1862-5 
10 - SOARES, C. D. et al. Chenopodium ambrosioides L. extract prevents bone loss. Acta Cir Bras, v. 30, n. 12, p.812-818, 2015. doi: 10.1590/S0102-865020150120000004
11 - CALADO, G. P. et al. Chenopodium ambrosioides L. reduces synovial inflammation and pain in experimental osteoarthritis. PLoS One, v. 10, n. 11, p.1-18, 2015. doi: 10.1371/journal.pone.0141886
12 - YE, H. et al. Anti-Helicobacter pylori activities of Chenopodium ambrosioides L. in vitro and in vivo. World J Gastroenterol, v. 21, n. 14, p.4178-4183, 2015. doi: 10.3748/wjg.v21.i14.4178
13 - HARRAZ, F. M. et al. Chemical composition, antimicrobial and insecticidal activities of the essential oils of Conyza linifolia and Chenopodium ambrosioides. Nat Prod Res, v. 29, n. 9, 2015. doi: 10.1080/14786419.2014.988714
14 - MONZOTE, L. et al. Antileishmanial activity of essential oil from Chenopodium ambrosioides and its main components against experimental cutaneous leishmaniasis in BALB/c mice. Phytomedicine, v. 21, n. 8-9, p.1048-1052, 2014. doi: 10.1016/j.phymed.2014.03.002
15 - ASSAIDI, A. et al. Hypotensive property of Chenopodium ambrosioides in anesthetized normotensive rats. J Complement Integr Med, v. 11, n. 1, p.1-7, 2014. doi: 10.1515/jcim-2013-0045
16 - MONZOTE, L. et al. Essential oil from Chenopodium ambrosioides and main components: activity against Leishmania, their mitochondria and other microorganisms. Exp Parasitol, v. 136, p.20-26, 2014. doi: 10.1016/j.exppara.2013.10.007
17 - TRIVELLATOGRASSI, L. et al. From popular use to pharmacological validation: a study of the anti-inflammatory, anti-nociceptive and healing effects of Chenopodium ambrosioides extract. J Ethnopharmacol, v. 145, n. 1, p.127-138, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2012.10.040 
18 - BORGES, A. R. et al. Trypanocidal and cytotoxic activities of essential oils from medicinal plants of Northeast of Brazil. Exp Parasitol, v. 132, n. 2, p.123-128, 2012. doi: 10.1016/j.exppara.2012.06.003 
19 - KAMEL, E. G. et al. Parasitological and biochemical parameters in Schistosoma mansoni-infected mice treated with methanol extract from the plants Chenopodium ambrosioides, Conyza dioscorides and Sesbania sesban. Parasitol Int, v. 60, n. 4, p.388-392, 2011. doi: 10.1016/j.parint.2011.06.016 
20 - MONZOTE, L. et al. Comparative chemical, cytotoxicity and antileishmanial properties of essential oils from Chenopodium ambrosioides. Nat Prod Commun, v. 6, n. 2, p.281-286, 2011. doi: 10.1177/1934578X1100600232
21 - BUM, E. N. et al. Anxiolytic activity evaluation of four medicinal plants from Cameroon. Afr J Tradit Complement Altern Med, v. 8, 5 Suppl, p.130-139, 2011. doi: 10.4314/ajtcam.v8i5S.19
22 - MONZOTE, L. et al. Effect of oral treatment with the essential oil from Chenopodium ambrosioides against cutaneous leishmaniasis in BALB/c mice, caused by Leishmania amazonensis. Forsch Komplementmed, v. 16, n. 5, p.334-338, 2009. doi: 10.1159/000237741 
23 - PRASAD, C. S. et al. In vitro and in vivo antifungal activity of essential oils of Cymbopogon martini and Chenopodium ambrosioides and their synergism against dermatophytes. Mycoses, v. 53, n. 2, p.123-129, 2010. doi: 10.1111/j.1439-0507.2008.01676.x
24 - PATRÍCIO, F. J. et al. Efficacy of the intralesional treatment with Chenopodium ambrosioides in the murine infection by Leishmania amazonensis. J Ethnopharmacol, v. 15, n. 2, p.313-319, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2007.10.009
25 - MONZOTE, L. Combined effect of the essential oil from Chenopodium ambrosioides and antileishmanial drugs on promastigotes of Leishmania amazonensis. Rev Inst Med Trop São Paulo, v. 49, n. 4, p.257-260, 2007. doi: 10.1590/s0036-46652007000400012
26 - MONZOTE, L. et al. In vitro activity of an essential oil against Leishmania donovani. Phytother Res, v. 21, n. 11, p.1055-1058, 2007. doi: 10.1002/ptr.2210
27 - MONZOTE, L. et al. Activity, toxicity and analysis of resistance of essential oil from Chenopodium ambrosioides after intraperitoneal, oral and intralesional administration in BALB/c mice infected with Leishmania amazonensis: a preliminary study. Biomed Pharmacother, v. 61, n. 2-3, p.148-153, 2007. doi: 10.1016/j.biopha.2006.12.001
28 - CRUZ, G. et al. Increase of cellular recruitment, phagocytosis ability and nitric oxide production induced by hydroalcoholic extract from Chenopodium ambrosioides leaves. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 1, p.148-154, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.11.006
29 - MONZOTE, L. et al. Activity of the essential oil from Chenopodium ambrosioides grown in Cuba against Leishmania amazonensis. Chemotherapy, v. 52, n. 3, p.130-136, 2006. doi: 10.1159/000092858
30 - NASCIMENTO, F. R. et al. Ascitic and solid Ehrlich tumor inhibition by Chenopodium ambrosioides L. treatment. Life Sci, v. 78, n. 22, p.2650-2653, 2006. doi: 10.1016/j.lfs.2005.10.006
31 - KISHORE, N. et al. Fungitoxicity of essential oils against dermatophytes. Mycoses, v. 36, n. 5-6, p.211-215, 1993. doi: 10.1111/j.1439-0507.1993.tb00753.x
32 - GADANO, A. B. et al. Argentine folk medicine: genotoxic effects of Chenopodiaceae family. J of Ethnopharmacol, v. 103, p.246-251, 2006. doi: 10.1016j.jep.2005.08.043
33 - GADANO, A. et al. In vitro genotoxic evaluation of the medicinal plant Chenopodium ambrosioides L. J of Ethnopharmacol, v. 81, p.11-16, 2002. doi: 10.1016/S0378-8741(01)00418-4
34 - DA SILVA, M. G. et al. Acute and sub-chronic toxicity of aqueous extracts of Chenopodium ambrosioides leaves in rats. J Med Food, v. 17, n. 9, p.979-984, 2014. doi: 10.1089/jmf.2013.0134
35 - PEREIRA, W. S. et al. Evaluation of the subchronic toxicity of oral treatment with Chenopodium ambrosioides in mice. J Ethnopharmacol, v. 127, n. 3, p.602-605, 2010. doi: 10.1016/j.jep.2009.12.018
36 - SOWEMIMO, A. A. et al. Toxicity and mutagenic activity of some selected Nigerian plants. J Ethnopharmacol, v. 113, n. 3, p.427-432, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2007.06.024

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Parte aérea seca

100 g

Parte aérea fresca

200 g

                                                                    * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de parte aérea seca, fragmentada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de parte aérea fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Artrites, artroses, processos reumáticos, inflamatórios crônicos e degenerativos das articulações e contusões.

Posologia

Uso oral: uso sempre em diluição decimal (DH1 a DH5), tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Parte aérea seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou 1 colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 

Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Artrites, artroses, processos reumáticos, inflamatórios crônicos e degenerativos das articulações e contusões.

Posologia

Uso tópico: aplicar o infuso na forma de compressas na área afetada duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 82-85.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 51-52.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos

butírico, salicílico, tartárico, vanílico, ferúlico, cítrico, succínico, palmítico, oleico e linoleico.

Flavonoides

quercetina e campferol.

Minerais

cálcio, fósforo, especialmente rico em Na, K, Mg e Zn.

Óleos essenciais

ascaridiol, cineol, p-cimeno, salicilato de metila, cânfora, limoneno, silvestreno, α e β-pineno, geraniol, p-cimol, mirceno, felandreno, terpineno, metadieno, aritasona, safrol, N-docosano, N-hentriacontano, N-heptacosano, N-octacosano, metilsalicilato, dimetilsulfóxido, δ-terpineol, (-)-(2S,4S) e (-)-(2R,4S)-p-menta-1(7), 8-dien-2-hidroperóxido (2a e 3a) e (-)-(1R,4S) e (-)-(1S,4S)-p-menta-2,8-dien-1-hidroperóxido (4a e5a), 4-hidroxi14(α ou β)-isopropil-2-metil-2-ciclohexen-1-eno, 1-metil-4β-isopropil-1-ciclohexeno-4α,5α,6α-triol, (1S,2S,3R,4S)-metil-4-(propano-2-il)ciclohexano-1,2,3,4-tetrol, (1R,2S,3S,4S)-tetrahidroxi-p-mentano, (1R,2S)-3-p-menten-1,2-diol, (1R,4S)-P-ment-2-em-1-ol e 1,4-dihidroxi-p-ment-2-eno.

Outras substâncias

quenopodina, histamina, matérias resinosas e pépticas, saponinas, urease, triacontil álcool, santonina, betaína, ambrosídeo, chenopodiosídeos A e B, kaempferol rhamnosídeo.

Vitaminas

ácido ascórbico, niacina e tiamina.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 233.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 69-70.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 223-224.
4 - KIUCHI, F. Monoterpene hydroperoxides with trypanocidal activity from Chenopodium ambrosioides. J Nat Prod, v. 65, n. 4, p.509-512, 2002. Doi: 10.1021/np010445g
5 - HOU, S. Q. et al. Polyol monoterpenes isolated from Chenopodium ambrosioides. Nat Prod Res, v. 31, n. 21, p.2467-2472, 2017. doi: 10.1080/14786419.2017.1314278
6 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 132.

Propagação: 

é realizada por sementes. A semeadura pode ser feita diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor (ou sementeiras) contendo substrato industrializado. As sementes são minúsculas e devem ser lançadas sobre o substrato e recoberta por ele com uma fina camada de 1 cm, e em seguida molhar com borrifador de água. Após a semeadura, colocar a sementeira sob armação de plástico e irrigar diariamente. A porcentagem de germinação das sementes é de 82 a 97%. Após 40 dias quando as plântulas apresentarem de 3 a 5 cm faz-se o transplante para local definitivo, a pleno sol, em covas de 10x10 cm, com espaçamento de 0,3 m entre plantas e 0,5 m entre linhas. Realizar adubação com esterco [ 1 , 2 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & manejo: 

é uma espécie exigente em água, por isso a irrigação deve ser realizada diariamente [ 1 ] .

Colheita: 

os frutos amadurecem de modo não uniforme, dificultando a obtenção de semente com o mesmo estágio fisiológico. Os ramos com frutos devem ser coletados e colocados para secar sob um lona por 3 dias. Após este período esfrega-se os frutos com as mãos sob uma peneira de malha fina (3 mm) para separar as sementes dos frutos e cascas. Posteriormente, as sementes são pesadas e acondicionadas em frascos etiquetados e armazenadas em local adequado. A colheita das folhas deve ser realizada no início do florescimento, 15 cm acima do solo e no período da manhã. A sabedoria popular recomenta que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 ] .

Pós-colheita: 

a planta fresca deve ser, preferencialmente, utilizada para o preparo de tintura e extrato, enquanto que para a preparação de cataplasma pode-se usar a planta seca. A secagem deve ser realizada em estufa de ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Após este procedimento a droga vegetal, não triturada, deve ser armazenada em ambiente sem umidade e pode ser utilizada por um período de 1 ano. Cuidado ao armazenar esta espécie, deve-se acondiciona-la em local distante de outras plantas para que o aroma característico de não fique impregnado em outras drogas vegetais [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie é susceptível à Cercospora spp., sobretudo no verão, causando prejuízos a produção de folhas e sementes [ 1 , 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 68-69.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 223.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
Arquivo: PDF icon Download (46.32 KB)

Parceiros

Alternanthera brasiliana

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 31-33.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 72-74.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 38-39.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 26-28.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 46-47.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, perene, ramos decumbentes ou semi-eretos, muito ramificada, com até 120 cm de altura; folhas simples, opostas cruzadas, de 4 a 8 cm de comprimento, membranáceas, subsésseis (superiores) ou pecioladas (inferiores), levemente pilosas em ambas as faces e a coloração pode ser verde, em várias tonalidades, até cores mais fortes como vermelho e púrpura; as flores são pequenas, de cor branca, formando uma panícula aberta no ápice dos ramos[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 31.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 72.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 46.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Terramicina, doril, perpétua-do-mato e carrapichinho Brasil Folha

Diurética, digestiva, depurativa e hepatoprotetora.

Infusão. 

-

-

[ 1 ]
Terramicina, doril, perpétua-do-mato e carrapichinho Brasil Inflorescência

Antitussígena.

Infusão: 1 colher (sobremesa) do material vegetal picado em 1 L de água.

Tomar 3 a 4 xícaras (de chá) ao dia.

-

[ 1 ]
- Guianas (povos indígenas) Folha

Adstringente e antidiarreica.

-

-

-

[ 1 ]
- Guianas (povos indígenas) Planta toda

Laxativa.

Maceração. 

-

-

[ 1 ]
Terramicina Vale do Juruena/MT (Brasil) -

Cicatrizante, anticâncer, antidiarreica, analgésica, antitérmica, antigripal, diurética, no tratamento de infecções da garganta, do sistema reprodutor feminino e urinário. 

-

-

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 47.
2 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Infusão: por infusão. Doses para ensaio: 25 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de pleurisia induzida por carragenina, contorções abdominais induzidas por ácido acético, campo aberto e labirinto de cruz elevado.

O extrato de A. brasiliana apresenta ação anti-inflamatória e analgésica, principalmente na dose de 400 mg/kg, contudo não demonstra atividade ansiolítica.

[ 1 ]

Antibacteriana e Anti-inflamatória

Antibacteriana e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico. Rendimento: 95%. Concentrações para ensaio (in vitro): 10, 20 e 40 µg/mL; 0,5 a 512 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 25 a 100 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de cepas multirresistentes de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus submetidas aos testes de microdiluição para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e o sinergismo com antibióticos comerciais.

 

In vivo:

Em camundongos Mus musculus e Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos ao teste de edema de pata induzido por formalina.

O extrato de A. brasiliana apresenta atividade anti-inflamatória e antibacteriana (sinergismo com gentamicina), além de baixa toxicidade.

[ 2 ]

Anticonvulsivante e Ansiolítica

Anticonvulsivante e Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de metanol. Rendimento: 6,12%. Doses para ensaio: 100 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes da placa com furos, campo aberto, labirinto em cruz elevado, transição claro-escuro, atividade locomotora e convulsões induzidas por pentilenotetrazol e eletrochoque.

Observou-se que A. brasiliana apresenta atividade ansiolítica e anticonvulsivante.

[ 7 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha, Caule e flor

Extrato: maceração de 149 g do material vegetal em etanol a 80%. Frações: hexano, diclorometano e acetato de etila. Outras espécies em estudo: Inga spp, Schinus terebinthifolius, Punica granatum, Piper regnellii, P. abutiloides, Herissantia crispa, Rubus urticaefolius, Rumex acetosa e Baccharis dracunculifolia.

In vitro:

Em cultura de Paracoccidioides brasiliensis e macrófagos murinos, incubados com o extrato e frações vegetais, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e citotoxicidade.

 

O extrato e frações de A. alternathera brasiliana não apresentam atividade antifúngica, exceto as frações de hexano de P. regnellii, P. granatum e B. dracunculifolia.

[ 8 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em acetato de etila. Rendimento: 12,5%. Concentrações para ensaio: 4 a 64 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 200 e 400 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células de carcinoma ascítico de Ehrlich, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (azul tripano e MTT).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de carcinoma ascítico de Ehrlich induzido, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do crescimento tumoral, parâmetros hematológicos, bioquímicos, antioxidantes e histopatológicos.

O extrato de acetato de etila das folhas de A. brasiliana apresenta atividade antitumoral promissora.

[ 5 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de metanol. Rendimento: 6,12%. Pomada: contendo 5% (p/p) do extrato vegetal.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley envelhecidos, portadores de feridas cutâneas por excisão, tratados com a pomada, com posterior análise de parâmetros bioquímicos e histopatológicos.

A pomada contendo o extrato de A. brasiliana apresenta ação cicatrizante promissora, em modelo de feridas cutâneas em ratos envelhecidos.

[ 3 , 4 ]
Folha

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de metanol. Rendimento: 6,12%. Pomada: contendo 5% (p/p) do extrato vegetal.

In vitro:

Determinar a atividade angiogênica do extrato vegetal através do ensaio de membrana corioalantoide de embrião de galinha (CAM).

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley envelhecidos, portadores de feridas cutâneas por excisão e incisão, tratados com a pomada, com posterior análise de parâmetros histopatológicos.

O extrato metanólico das folhas de A. brasiliana apresenta atividade cicatrizante potente.

[ 6 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de metanol. Rendimento: 6,12%. Dose para ensaio: 2 g/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato metanólico de A. brasiliana, na dose indicada, não apresenta sinais de toxicidade.

[ 3 , 4 ]

Referências bibliográficas

1 - FORMAGIO, E. L. et al. Evaluation of the pharmacological activity of the Alternanthera brasiliana aqueous extract. Pharm Biol, v. 50, n. 11, p.1442-1447. doi: 10.3109/13880209.2012.688058
2 - COUTINHO, H. D. M. et al. Toxicity against Drosophila melanogaster and antiedematogenic and antimicrobial activities of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze (Amaranthaceae). Environ Sci Pollut Res Int, v. 25, n. 11, p.10353-10361, 2018. doi: 10.1007/s11356-017-9366-x
3 - BARUA, C. C. et al. Healing efficacy of methanol extract of leaves of Alternanthera brasiliana Kuntze in aged wound model. J Basic Clin Pharm, v. 3, n. 4, p.341-345, 2012. doi: 10.4103/0976-0105.105336
4 - BARUA, C. C. et al. Influence of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze on altered antioxidant enzyme profile during cutaneous wound healing in immunocompromised rats. ISRN Pharmacol, p.1-8, 2012. doi: 10.5402/2012/948792
5 - SAMUDRALA, P. K. et al. Evaluation of antitumor activity and antioxidant status of Alternanthera brasiliana against Ehrlich ascites carcinoma in Swiss albino mice. Pharmacognosy Res, v. 7, n. 1, p.66-73, 2015. doi: 10.4103/0974-8490.147211
6 - BARUA, C. C. et al. Wound healing activity of methanolic extract of leaves of Alternanthera brasiliana Kuntz using in vivo and in vitro model. Indian J Exp Biol, v. 47, n. 12, p.1001-1005, 2009. 
7 - BARUA, C. C. et al. Anxiolytic and anticonvulsant activity of methanol extract of leaves of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze (Amaranthaceae) in laboratory animals. Indian J Exp Biol, v. 51, n. 6, p.450-457, 2013.
8 - JOHANN, S. et al. Antifungal activity of extracts of some plants used in Brazilian traditional medicine against the pathogenic fungus Paracoccidioides brasiliensis. Pharm Biol, v. 48, n. 4, p.388-396, 2010. doi: 10.3109/13880200903150385

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 37, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e inflorescência seca

100 g

Folha e inflorescência fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 

 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folhas e inflorescências secas rasuradas e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folhas e inflorescências frescas, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Processos inflamatórios com dor, febre e infecções bacterianas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha e inflorescência fresca

200 g

Etanol 98°

100 mL

Propilenoglicol

900 mL

 
Modo de preparo

Pesar as folhas e inflorescência, lavar e picar. Em seguida colocar na solução de etanol e propilenoglicol. Deixar por 7 dias em maceração e filtrar. Envasar e etiquetar.

Principais indicações

Debridante e cicatrizante em úlceras cutâneas crônicas.

Posologia

Uso tópico após incorporado em cremes, pomadas e loções

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Alternanthera brasiliana (infusão de folha fresca a 10%)

10 mL

Carbopol

1 g

Trietanolamina

0,5 mL

Glicerina

15 mL

EDTA (Na)2

0,1 g

Nipagin® 0,2%

0,2 g

Água destilada

73,2 mL

 
Modo de preparo

Em um Becker de vidro ou recipiente de inox, acrescentar a água, glicerina, EDTA (Na)2 e nipagin, quando a água entrar em ebulição pulverizar o carbopol sobre a água e manter o aquecimento até a total hidratação do gel. Após hidratação colocar a trietanolamina para correção do PH, acrescentar a infusão de Alternanthera brasiliana, homogeneizar e aferir o pH final da preparação que deve ser na faixa de 5,0 a 6,5.

Principais indicações

Antisséptico e debridante de feridas.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada na troca de curativos, 1 ou 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Alternanthera brasiliana (extrato glicólico)

10 mL

Petiveria alliacea (extrato glicólico)

10 mL

Gel base aniônico

80 g

 
Modo de preparo

Pesar o gel base e incorporar o infuso.

Principais indicações

Antisséptico e debridante de feridas.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada na troca de curativos, 1 ou 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha e inflorescência secas rasuradas

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Processos inflamatórios com dor, febre e infecções bacterianas em geral.

Posologia

Processos inflamatórios com dor, febre e infecções bacterianas em geral.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 38-39.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 337-338.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 353-354.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 358.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 26-28.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

gálico, caféico, clorogênico, cumárico, ferúlico, 4-ácido hidroxibenzóico, 2,5-ácido diidroxibenzóico e ácido glicosídeo diidroxibenzóico.

Betacianinas

amarantina, isoamarantina, betanina e isobetanina.

Fitosteróis

β-sitosterol, stigmasterol e spinasterol.

Flavonoides

rutina, vitexina, kaempferol, apigenina, quercetina, luteolina e orientina.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 33.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 73.
3 - DE ALENCAR FILHO, J. M. T. Phytochemical analysis in Alternanthera brasiliana by LC-MS/MS and GC-MS. Nat Prod Res, v. 34, n. 3, p.429-433, 2020. doi: 10.1080/14786419.2018.1533827
4 - DELADINO, L. et al. Betalains and phenolic compounds of leaves and stems of Alternanthera brasiliana and Alternanthera tenella Food Res Int, v. 97, p.240-249, 2017. doi: 10.1016/j.foodres.2017.04.017
5 - COUTINHO, H. D. M. et al. Toxicity against Drosophila melanogaster and antiedematogenic and antimicrobial activities of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze (Amaranthaceae). Environ Sci Pollut Res Int, v. 25, n. 11, p.10353-10361, 2018. doi: 10.1007/s11356-017-9366-x
6 - FERREIRA, D. F. et al. Antioxidant activities and triterpenoids isolated from Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze leaves. Nat Prod Res, v. 27, n. 18, p.1660-1663, 2013. doi: 10.1080/14786419.2012.750313

Propagação: 

a propagação é realizada por estacas. Retira-se da planta matriz ramos de 20 cm de comprimento contendo 3 gemas. Duas gemas são inseridas em sacros plásticos contendo solo, areia e esterco (3:2:1), e a outra gema composta por 1 par de folhas cortadas ao meio, deverá permanecer fora do substrato. As mudas são mantidas em viveiro (sombrite 50%) por 60 dias, e posteriormente são transferidas para local definitivo. O plantio deve ser realizado a pleno sol, em covas de 15x15 cm, adubadas com 1/2 kg de esterno. O espaçamento deve ser de 30 cm entre as plantas e 40 cm entre linhas [ 1 , 2 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & manejo: 

a irrigação no campo deve ser realizada em dias alternados. Floresce e frutifica várias vezes ao ano, sendo o pico mais intenso na primavera [ 1 ] .

Pós-Colheita: 

a colheita deve se realizada a partir de 3 meses, após o plantio no campo, preferencialmente depois das 10 horas. O corte dos ramos deve ser realizado a 40 cm de altura do chão. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada preferencialmente na lua cheia. O processo de secagem é realizado em estufa circulante a 40°C/36 horas, posteriormente deve ser armazenada em ambiente sem umidade e ser utilizada por período máximo de 6 meses. A droga vegetal pode ser moída em moinho de faca, até a granulometria de 40 mesh e armazenada por 2 meses [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

deve-se evitar a colheita em dias nublados e/ou chuvosos [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 31-32.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 72.

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