Anacardiaceae

Myracrodruon urundeuva

(Allemão) Engl.
Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 59-60.
2 - SALOMÃO, A. N. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 835-843.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 194-196.
4 - PAREYN, R. G. C. et al. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 766-772.
5 - SILVA, R. C. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 931-937.
Descrição da espécie 

Árvore caducifólia, heliófita, seletiva xerófita, de tronco alto e reto, podendo atingir 30 m de altura, 80 a 100 cm de diâmetro, com casca escamosa, de cor castanho-escura externamente e avermelhada internamente; ramos peciolados quando novos; folhas compostas, imparipinadas, alternas, com 5 a 15 pares de folíolos, subcoriáceos, ovados-obtusos, cartáceos, com 3 a 6 cm de comprimento x 2 a 3,5 cm de largura, pubescentes em ambas as faces quando jovens, levemente crenado-serreados nas margens e com nervuras avermelhadas e proeminentes na face inferior; flores pequenas, dioicas, em panículas

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 59.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 32.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 264.
4 - SALOMÃO, A. N. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 835.
5 - SILVA, R. C. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 931.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Aroeira-do-sertão e aroeira Brasil Córtex (seco)

Antidiarreica e no tratamento de úlcera gástrica.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Cuchi, mudíudíuqui e tadíe Bolívia Córtex

Tramento de fratura e traumatismo.

Decocção: até obter um líquido espesso.

Cataplasma: o preparado tem aspecto pegajoso, e deve-se deixar em repouso no local aplicado até que se solte espontaneamente.

-

[ 1 ]
Cuchi, mudíudíuqui e tadíe Bolívia Córtex

Antiúlcerosa.

Decocção: até obter um líquido claro.

-

-

[ 1 ]
Cuchi, mudíudíuqui e tadíe Bolívia Córtex

Anti-hemorrágica.

Decocção: até obter um líquido concentrado.

Uso interno: embeber uma gaze com o líquido e introduzir na vagina.

-

[ 1 ]
Aroeira-do-sertão Ceará (Brasil) Casca

Tônica, adstringente, anti-inflamatória, cicatrizante, hipoglicemiante, antidispéptica e no tratamento de afecções pulmonares (bronquite, tuberculose e hemoptise).

Decocção.

Uso interno.

-

[ 2 ]
Aroeira-do-sertão Ceará (Brasil) Entrecasca

Adstringente, anti-inflamatória e cicatrizante.

Decocção.

Uso externo: na forma de gargarejo ou banho (ginecológico ou retal). 

-

[ 2 ]
Aroeira-do-sertão Ceará (Brasil) Entrecasca

Adstringente, anti-inflamatória, cicatrizante, antibacteriana e gastroprotetora.

Decocção (banho-maria): 100 g do material vegetal (triturado) em 450 mL e 500 mL de álcool de cereais. Ferver por 10 minutos, esfriar e coar. Repetir o processo 2 vezes. Juntar os filtrados e deixar em repouso por 24 horas para decantação da tintura (líquido escuro = 1 L).

Uso interno: tomar 1 colher (de chá ou sopa) diluída em água, 1 a 3 vezes ao dia.

-

[ 3 , 4 , 5 , 6 ]
Aroeira-do-sertão Ceará (Brasil) Entrecasca

No tratamento de inflamações de pele e mucosas.

Decocção (banho-maria): 100 g do material vegetal (triturado) em 450 mL e 500 mL de álcool de cereais. Ferver por 10 minutos, esfriar e coar. Repetir o processo 2 vezes. Juntar os filtrados e deixar em repouso por 24 horas para decantação da tintura (líquido escuro = 1 L).

Uso externo: diluir em 1 a 2 partes de água e usar na forma de banhos, gargarejos, bochechos ou compressas. Pode ser usado também na forma de creme ou em pequenos clisteres de retenção.

A tintura não deve ser usada em escoriação e queimadura cutâneas.

[ 3 , 4 , 5 , 6 ]
Aroeira-do-sertão Nordeste (Brasil) Entrecasca

No pós-parto.

Decocção. 

Uso externo: na forma de banho-de-assento.

-

[ 6 ]
Aroeira e aroeira-do-sertão Brasil -

Antidiarreica, anti-inflamatória, no tratamento de doenças do sistema reprodutor feminino, urinário e respiratório.

-

-

-

[ 7 ]
Aroeira Comunidades de Matozinho, Estância, Serra do Zé Gomes e Mangueiras (Exu, Pernambuco, Brasil) Casca e entrecasca

Anti-inflamatória, expectorante, no tratamento da gonorreia, afecções bucais (aftas e gengivite) e influenza.

Embebido em água ou infusão.

Uso oral ou na forma de banho.

-

[ 8 ]
Aroeira Triângulo de Crajubar (Ceará, Brasil) Casca

Analgésica, anti-inflamatória, antidiarreica, no tratamento de feridas de pele, coceira, cólica abdominal, cistite e uretrite.

Decocção.

-

-

[ 9 ]
Aroeira Comunidades Riachão de Malhada de Pedras e Alto das Ameixas (Pernambuco, Brasil) Caule (casca), folha e entrecasca

Analgésica, antitumoral, no tratamento de doenças cutâneas, do sistema reprodutor, urinário, respiratório, circulatório, muscular e esquelético.

Decocção, infusão, tintura (garrafada), xarope, shampo e sabão.

-

-

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 32.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 71.
3 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 1991, p. 25.
4 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 58.
5 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 178-179.
6 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 60.
7 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
8 - SARAIVA, M. E. et al. Plant species as a therapeutic resource in areas of the savanna in the state of Pernambuco, Northeast Brazil. J Ethnopharmacol, n. 171, p.141-153, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.05.034
9 - BITU, V. C. N. et al. Ethnopharmacological study of plants sold for therapeutic purposes in public markets in Northeast Brazil, J Ethnopharmacol, v. 172, p.265-272, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.06.022
10 - MONTEIRO, J. M. et al. Use patterns and knowledge of medicinal species among two rural communities in Brazil's semi-arid northeastern region. J Ethnopharmacol, v. 105, n. 1-2, p.173-186, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.10.016

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 250 mL de etanol a 80% ou água.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração dorsal de extratos vegetais e cultura bacteriana inativa (Porphyromonas gingivalis, P. endodontalis, Peptostreptococcus micros, Prevotella intermedia, Fusobacterium nucleatum e Enterococcus faecalis) ou implantação subcutânea de tubo de polietileno (contendo extratos e cultura bacteriana inativa), com posterior análise edematogênica, espectrofotométrica e histológica do tecido.

Os extratos de M. urundeuva apresentam atividade anti-inflamatória, além de estimular o processo de reparo tecidual.

[ 1 ]
Folha

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 250 mL de etanol a 80% ou água.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração dos extratos vegetais ou implantação dorsal de tubo de polietileno (contendo os extratos vegetais), com posterior análise edematogênica e histológica.

Os extratos de M. urundeuva não apresentaram atividade antiedematogênica, contudo o extrato aquoso demonstra uma discreta ação anti-inflamatória.

[ 8 ]
Caule (casca)

Extrato: decocção de 100 ou 200 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água. Enema (carboximetilcelulose): contendo 10 ou 20% do extrato vegetal. Dose para ensaio: 1 mL.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de colite induzida por ácido acético, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros morfológicos e histológicos.

O fitoterápico contendo o extrato da casca de M. urundeuva apresenta atividade anti-inflamatória, pois estimula a regeneração do tecido epitelial.

[ 12 ]

Anti-inflamatória e Antimicrobiana

Anti-inflamatória e Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato fluido: maceração do material vegetal (pó) em glicerina/etanol/água. Gel de Carbopol® a 2%: contendo 5% de extrato fluido de Myracrodruon urundeuva e 0,5% de óleo essencial de Lippia sidoides.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de doença periodontal induzida por ligadura de fio de naílon, tratados com o fitoterápico, com posterior análise da perda óssea alveolar, parâmetros histológicos, atividade antimicrobiana, atividade de MPO, níveis de IL-1β e TNF-α, no tecido gengival.

O gel contendo M. urundeuva e L. sidoides apresenta atividade anti-inflamatória e antimicrobiana, além de prevenir a reabsorção óssea alveolar.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Gastroprotetora

Anti-inflamatória e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca interna (planta adulta)/Caule e folha (planta jovem)

Extrato: hidroalcóolico. Doses para ensaio: 700 e 1000 mg/mL.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de lesões gástricas e edema de orelha, induzidos por etanol e óleo de cróton, respectivamente, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise macroscópica e microscópica dos tecidos.

O extrato do caule e folha (associados) da planta jovem de M. urundeuva apresenta atividade gastroprotetora e anti-inflamatória promissora.

[ 6 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 0,00244 a 20 mg/mL. Outra espécie em estudo: Qualea grandiflora.

In vitro:

Em cepas de Streptococcus mutans submetidas ao teste diluição em microplacas, para determinar concentração mínima (CIM), concentração bactericida mínima CBM) e a concentração mínima de inibição de biofilme (CMIB).

Em 135 amostras de dentes bovino com formação de biofilme por S. mutans, tratados com os extratos vegetais (associados ou não), com posterior análise da viabilidade do biofilme (fluorescência) e desmineralização do esmalte (microrradiografia transversal).

 

O extrato de M. urundeuva apresenta atividade antibacteriana (≥ 0,625 mg/mL), mais potente, contudo não previne a formação de cárie.

[ 3 ]
Folha

Extrato: infusão de 25 g do material vegetal (pó) em 125 mL de água. Concentração para ensaio: 7,5 mg/mL. Outra espécie em estudo: Psidium cattleianum.

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) infectados por Streptococcus mutans na cavidade oral, suplementados com dieta cariogênica e tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da quantificação bacteriana (ensaio PCR) e desmineralização do esmalte (Microdureza Transversal).

Observou-se que os extratos de M. urundeuva e P. cattleianum apresentam atividade antibacteriana (S. mutans), além de reduzir a desmineralização dentária.

[ 9 ]

Antibacteriana e Antitumoral

Antibacteriana e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento 0,02% (p/p). Concentrações para ensaio 0, 014 a 450 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Salmonella Enteritidis, submetidas aos testes de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

Em células HeLa (adenocarcinoma cervical humano), HEK-293 (rim embrionário de humano) e Vero E6 (epitelial renal de macaco), incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

O óleo essencial de M. urundeuva apresenta atividade antibacteriana, antitumoral leve e baixa citotoxicidade em células normais.

[ 18 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e casca

Extrato: 100 g do material vegetal (seco) em 900 mL de etanol absoluto. Frações: acetato de etila, etanol/água e clorofórmio. Concentrações para ensaio: 0,004 a 2,048 mg/mL.

In vitro:

Em culturas de Candida albicans, C. krusei, C. tropicalis e C. glabata submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração mínima inibitória (CIM) e concentração fúngica mínima (CFM).

 

O extrato etanólico da casca de M. urundeuva apresenta atividade antifúngica mais potente.

[ 2 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 300 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Concentração para ensaio: 6,25 a 800 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis (promastigota e amastigota) incubada com o óleo vegetal, com posterior análise do crescimento e viabilidade celular.

Em macrófagos de camundongos (Balb/c) infectados com Leishmania amazonensis (amastigota), incubados com o óleo vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos de camundongos (Balb/c) e em eritrócitos de humanos incubados com o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT), atividade lipossomal, fagocitária, produção de óxido nítrico e hemólise (ELISA).

 

O óleo essencial de M. urundeuva apresenta atividade antileishmaniose (CI50 = 44,5 µg/mL), por modulação fagocitária, além de baixa citotoxicidade.

[ 7 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1000 µg/mL. Outra espécie em estudo: Qualea grandiflora.

In vitro:

Em 306 amostras de dente bovino submetidos ao teste de biofilme microcosmo (a partir de saliva humana), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade do biofilme, viabilidade bacteriana (Streptococcus mutans e S. sobrinus), metabólica (ácido lático e polissacarídeo extracelular) e microscopia transversal.

 

O extrato de M. urundeuva apresenta atividade antimicrobiana mais potente, contudo não interfere no metabolismo do biofilme e na prevenção da cárie.

[ 5 ]

Antiproliferativa e Citotóxica

Antiproliferativa e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 1,5 L de etanol a 99%. Rendimento: 25,2%.

In vitro:

Em cultura de células tumorais humanas, leucêmica (HL-60), gliobastoma (SF-295), cólon (HCT-8) e melanoma (MDA/MB-435), incubadas com os extratos vegetais com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT), parâmetros morfológicos (Hematoxilina-Eosina) e microscópicos (citometria de fluxo).

Em suspensão de células de sarcoma 180, isolada de camundongos Swiss, incubada com os extratos vegetais, com posterior análise da proliferação celular (Alamar Blue).

 

Neste estudo, das 21 espécies vegetais, M. urundeuva apresenta atividade citotóxica, principalmente para HL-60, e antiproliferativa, mais potente.

[ 16 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação do material vegetal (seco) em etanol a 95%. Concentrações para ensaio: 50 a 5000 µg/mL.

In vitro:

Em células renais de macaco Rhesus (MA-104) incubadas com extrato vegetal, posteriormente infectadas com Rotavírus Símio (SA11), para determinar concentração máxima não tóxica (CMNT), efeito citopático e amplificação do material genético viral (RT-PCR).

 

Neste estudo, das 14 espécies analisadas, Hymenaea courbaril, Bryrsonima verbascifolia, Eugenia dysenterica e Myracrodroun urundeuva apresentam atividade antiviral significativa (CMNT = 50 a 500 µg/mL) e baixa citotoxicidade.

[ 15 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso a 10%: na forma de enema.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores submetidos a um processo cirúrgico no cólon descendente, seguido de anastomose colônica, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros morfológicos, histológicos e deposição de colágeno.

O extrato aquoso de M. urundeuva apresenta atividade anti-inflamatória e cicatrizante, além de inibir a deposição de colágeno.

[ 14 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade

Citotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca interna (planta adulta)/Caule e folha (planta jovem)

Extrato: hidroalcóolico. Concentrações para ensaio: 0,73 a 1500 µg/mL.

In vitro:

Em células embrionárias normais de rim humano (HEK 293) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (Alamar Blue).

 

Observou-se que os extratos de M. urundeuva não apresenta citotoxicidade nas concentrações indicadas.

[ 6 ]
Folha

Extrato: maceração de 604 g do material vegetal (pó) em metanol/água (8:8 v/v). Rendimento: 304 g. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em fibroblastos gengivais de humanos (FGH) incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (vermelho neutro e cristal violeta).

 

O extrato de M. urundeuva apresenta citotoxicidade em concentrações acima de 100 µg/mL.

[ 17 ]

Citotoxicidade e Toxicidade aguda

Citotoxicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e casca

Extrato: 100 g do material vegetal (seco) em 900 mL de etanol absoluto. Doses para ensaio (in vivo): 0 a 2000 mg/mL.

In vitro:

Bioensaio em Allium cepa e em cepas de Salmonella typhimurium (teste Ames) para determinar a genotoxicidade, citotoxicidade e mutagenicidade dos extratos vegetais.

Em eritrócitos isolados de humanos saudáveis incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade hemolítica.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos da folha e casca de M. urundeuva não apresentam atividade hemolítica, genotóxica e mutagênica, contudo, houve citotoxicidade e toxicidade aguda.

[ 2 ]

Genotóxica e Mutagênica

Genotóxica e Mutagênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 600 g do material vegetal (fresco) em 2,5 L de água. Rendimento: 83,1 g. Concentrações para ensaio: 0,5 a 16 mg/mL.

In vitro:

Em células somáticas de Drosophila melanogaster incubadas com extrato vegetal, para avaliar a genotoxicidade (ensaio Cometa) e mutagenicidade (SMART).

 

Observou-se que o extrato aquoso seco das folhas de M. urundeuva apresenta atividade genotóxica e mutagênica, dose-dependente.

[ 4 ]

Redutora da diferenciação osteogênica

Redutora da diferenciação osteogênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação de 604 g do material vegetal (pó) em metanol/água 8:2 (v/v). Rendimento 304 g. Concentrações para ensaio: 0,1, 1 e 10 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de osteblastos primários isolados de humanos, incubada com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), níveis de espécies reativas ao oxigênio (fluorescência), atividade da enzima fosfatase alcalina, teste de mineralização (ensaio colorimétrico), expressão de MMP-2 e ANKH (qRT-PCR).

 

O extrato de M. urundeuva reduz a diferenciação osteogênica e a mineralização da matriz óssea, provavelmente devido ao aumento do estresse oxidativo.

[ 19 ]

Toxicidade na prole

Toxicidade na prole
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: decocção de 10 a 12 g do material vegetal em 140 a 150 mL de água. Rendimento: 13,8 mg. Doses para ensaio: 13,8 a 276 mg/kg. Outra espécie em estudo: Schinus terebinthifolius.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade crônica, com posterior análise histopatológica, peso corporal, atividade locomotora (rota rod), parâmetros bioquímicos e hematológicos, capacidade reprodutiva e fertilidade.

Em ratas prenhes tratadas cronicamente com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros maternos e fetais (número de fetos, peso e tamanho médio, malformações, peso da placenta, número de corpos lúteos e reabsorções).

Os extratos de M. urundeuva e S. terebinthifolius apresentam toxicidade na prole, contudo não alteram a capacidade reprodutiva e a fertilidade masculina.

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - BUENO, C. R. E. et al. Tissue reaction to Aroeira (Myracrodruon urundeuva) extracts associated with microorganisms: an in vivo study. Braz Oral Res, v. 32, p.1-9, 2018. doi: 10.1590/1807-3107bor-2018.vol32.0042
2 - DE OLIVEIRA, F. A. et al. In vitro antifungal activity of Myracrodruon urundeuva Allemão against human vaginal Candida species. An Acad Bras Cienc, v. 89, n. 3 Suppl, p.2423-2432, 2017. doi: 10.1590/0001-3765201720170254
3 - PIRES, J. G. et al. Hydroalcoholic extracts of Myracrodruon urundeuva All. and Qualea grandiflora Mart. leaves on Streptococcus mutans biofilm and tooth demineralization. Arch Oral Biol, v. 91, p.17-22, 2018. doi: 10.1016/j.archoralbio.2018.04.005
4 - DE AMORIM, E. M. et al. Genotoxic assessment of the dry decoction of Myracrodruon urundeuva Allemão (Anacardiaceae) leaves in somatic cells of Drosophila melanogaster by the Comet and SMART Assays. Environ Mol Mutagen, v. 61, n. 3, p.329-337, 2020. doi: 10.1002/em.22332
5 - PIRES, J. G. et al. Effect of hydroalcoholic extract of Myracrodruon urundeuva All. and Qualea grandiflora Mart. leaves on the viability and activity of microcosm biofilm and on enamel demineralization. J Appl Oral Sci, v. 27, p.1-9, 2019. doi: 10.1590/1678-7757-2018-0514
6 - GALVÃO, W. R. A. et al. Gastroprotective and anti-inflammatory activities integrated to chemical composition of Myracrodruon urundeuva Allemão - a conservationist proposal for the species. J Ethnopharmacol, n. 222, p.177-189, 2018. doi: 10.1016/j.jep.2018.04.024
7 - CARVALHO, C. E. S. et al. Anti-Leishmania activity of essential oil of Myracrodruon urundeuva (Engl.) Fr. All.: composition, cytotoxity and possible mechanisms of action. Exp Parasitol, v. 175, p.59-67, 2017. doi: 10.1016/j.exppara.2017.02.012
8 - MACHADO, A. C. et al. Evaluation of tissue reaction to Aroeira (Myracrodruon urundeuva) extracts: a histologic and edemogenic study. J Appl Oral Sci, v. 20, n. 4, p.414-418, 2012. doi: 10.1590/s1678-77572012000400005
9 - DE MENEZES, T. E. C. et al. Protective efficacy of Psidium cattleianum and Myracrodruon urundeuva aqueous extracts against caries development in rats. Pharm Biol, v. 48, n. 3, p.300-305, 2010. doi: 10.3109/13880200903122202
10 - CARLINI, E. A. et al. Assessment of the toxicity of the Brazilian pepper trees Schinus terebinthifolius Raddi (aroeira-da-praia) and Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira-do-sertão). Phytother Res, v. 27, n. 5, p.692-698, 2013. doi: 10.1002/ptr.4767
11 - BOTELHO, M. A. et al. Lippia sidoides and Myracrodruon urundeuva gel prevents alveolar bone resorption in experimental periodontitis in rats. J Ethnopharmacol, v. 113, n. 3, p.471-478, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2007.07.010
12 - RODRIGUES, L. V. et al. Morphologic and morphometric analyses of acetic acid-induced colitis in rats after treatment with enemas from Myracrodruon urundeuva Fr. All. (aroeira do sertão). Phytother Res, v. 16, n. 3p.267-272, 2002. doi: 10.1002/ptr.841
14 - GOES, A. C. A. M. et al. Histologic analysis of colonic anastomotic healing, in rats, under the action of 10% aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All.) enema. Acta Cir Bras, v. 20, n. 2, p.144-151, 2005. doi: 10.1590/s0102-86502005000200008
15 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
16 - FERREIRA, P. M. P. et al. Study of the antiproliferative potential of seed extracts from Northeastern Brazilian plants. An Acad Bras Cienc, v. 83, n. 3, p.1045-1058, 2011. doi: 10.1590/s0001-37652011005000017
17 - MACHADO, A. C. et al. "Aroeira" (Myracrodruon urundeuva) methanol extract: the relationship between chemical compounds and cellular effects. Pharm Biol, v. 54, n. 11, p.2737-2741, 2016. doi: 10.1080/13880209.2016.1182555
18 - DE ARAÚJO, I. D. R. et al. Chemical composition and evaluation of the antibacterial and cytotoxic activities of the essential oil from the leaves of Myracrodruon urundeuva. BMC Complement Altern Med, v. 17, n. 1, p.1-8, 2017. doi: 10.1186/s12906-017-1918-6
19 - MATOS, A. A. et al. An extract from Myracrodruon urundeuva inhibits matrix mineralization in human osteoblastos. J Ethnopharmacol, v. 237, p.192-201, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2019.03.052

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca seca

100 g

Entrecasca fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Infecções ginecológicas.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso tópico: incorporar a tintura na forma de pomadas ou cremes para uso tópico.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 194-196.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Carboidratos

arabinitol, manitol, glucitol, xilitol, glicose, arabinose e amido.

Chalconas

urundeuvinas A, B e C.

Flavonoides

quercetina, agatisflavona, epicatequina, luteolina, caempferol, isorhamnetina.

Lipídeos

Óleos essenciais

α e β-pineno, γ-terpineno, β-cariofileno, trans-cariofileno, linalol, citronelol, eugenol, α-humuleno, germacreno, nerolidol, limoneno e mirceno.

Polifenóis

ácido gálico e ácido elágico.

Proteínas

albumina, globulina, prolamina e glutelina.

Taninos

catéquico e pirogálico.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 59.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 33.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 265.
4 - DE ARAÚJO, I. D. R. et al. Chemical composition and evaluation of the antibacterial and cytotoxic activities of the essential oil from the leaves of Myracrodruon urundeuva. BMC Complement Altern Med, v. 17, n. 1, p.1-8, 2017. doi: 10.1186/s12906-017-1918-6
5 - GALVÃO, W. R. A. et al. Gastroprotective and anti-inflammatory activities integrated to chemical composition of Myracrodruon urundeuva Allemão - a conservationist proposal for the species. J Ethnopharmacol, n. 222, p.177-189, 2018. doi: 10.1016/j.jep.2018.04.024

Propagação: 

por sementes, logo após a coleta a partir de frutos maduros. As sementes devem ser submetidas a tratamentos específicos, pois apresentam dormência fisiológica.  A semeadura deve ser realizada em bandejas contendo substrato (vermiculita e pó de coco), com emergência das plântulas após 10 a 40 dias. Contudo, temperaturas entre 20 e 30°C aceleram o processo de germinação das sementes. A combinação de casca de madeira ou bagaço de cana e esterco (1:1) apresenta fatores positivos para o desenvolvimento das plântulas. A propagação vegetativa deve ser realizada em areia, terra ou solo, associados com matéria orgânica, vermiculita ou minerais, respectivamente, e as mudas devem ser mantidas em ambiente sombreado. A transferência das mudas para local definitivo deve ser realizada entre o 6 a 8º mês após a emergência das plântulas, em covas contendo calcário, com espaçamento de 5x5 ou 10x10 m. A propagação também pode ser realizada através da rebrotações após o corte e raízes [ 1 , 2 , 3 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

esta espécie apresenta crescimento lento a moderado, assim deve-se realizar o tutoramento, sombreamento e adubação nos primeiros anos de desenvolvimento [ 2 , 3 ] .

Problemas & Soluções: 

o cultivo pode ser realizado em consórcio com Guazuma ulmifolia (mutambo), Anandenanthera falcata (angico) e Eucalyptus spp. (eucalipto) [ 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 57-58.
2 - SALOMÃO, A. N. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: Especies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 839. 
3 - PAREYN, R. G. C. et al. Myracrodruon urundeuva (aroeira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 768-769.

Parceiros

Anacardium occidentale

Ducke
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 74-81.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 35-37..
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 56-57.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 62.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 28-29.
Descrição da espécie 

Árvore decídua, heliófita, de 5 a 15 m de altura, com tronco atarracado, grosso e tortuoso, com galhos longos, sinuosos, glabros e lisos, com copa alargada; seiva resinosa e transparente, discretamente avermelhada, ao corte do tronco; folhas simples, alternas, pecioladas, ovaladas, onduladas, oblongo-elípticas a arredondado-elípticas, glabras e coriáceas, medindo de 12 a 14 cm de comprimento x 6 a 8 cm de largura, de cor verde amarelada ou roxo avermelhada quando novas, com nervuras proeminentes em ambos os lados; flores pequenas, perfumadas, de cor avermelhada, dispostas em panículas termi

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 75.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 56.
3 - GUPTA, M. P. (editor). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 16.
4 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribenha. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 47.
5 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 157.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
- Guatemala Raiz

Dor no estômago, tônico uterino e no tratamento da asma.

-

-

-

[ 1 ]
Cajú Brasil Castanha

Estimulante uterino.

-

-

A casca da castanha fresca pode provocar dermatite, eritema, edema e descamação.

[ 1 ]
- Cuba e Índia Castanha tostada e pulverizada

Afrodisíaca.

-

-

A castanha contém um óleo tóxico, por isso deve ser tostada antes da ingestão.

[ 1 ]
- Cuba Resina

Tratamento de resfriado.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Costa Rica Pseudofruto

Anti-hemorrágica nasal.

Suco.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Costa Rica Pericarpo da castanha (substância negra)

No tratamento de calos e verrugas.

-

Uso externo.

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá Folha

Anti-hipertensiva e antidiarreica.

Infusão: 2 a 3 folhas.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia.

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá Pseudofruto

Afecção de garganta.

-

Ingerir o fruto em jejum.

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá Pseudofruto

Diurética.

Suco.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá Córtex

Anti-inflamatória e antidiarreica.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá Planta toda

Anti-hipertensiva e diurética.

Decocção.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Província Los Santos (Panamá) Córtex interno

Hipoglicemiante.

Infusão.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá (indígenas Kunas) Córtex

No tratamento de asma, resfriado e congestão.

Infusão com adição de açúcar.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marañón Panamá (indígenas Kunas) Castanha

Repelente de insetos.

Óleo.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Castanha tostada

Afrodisíaca, nutritiva e estimulante da memória.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Castanha

Rubefaciente e esfoliante.

Óleo.

Uso externo.

O óleo é irritante, pode ter tóxico quando usado internamente.

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Castanha

Debilidade devido longo período de doença.

Tintura.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Pseudofruto

Expectorante, anticatarral, antitussígena, antigripal e laxante.

Xarope.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Pseudofruto

No tratamento de verrugas, lúpus e acne.

Suco.

-

Usar com cautela.

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Folha

Antidisentérica.

Maceração no vinho.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Folha

No tratamento de úlceras bucais e gástricas, antiescorbútica e antiacnéica.

Decocção.

-

Usar dose baixa pois apresenta toxicidade.

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Córtex

Antidiabética.

Maceração em água fria/24 horas.

Tomar 3 a 4 xícaras ao dia.

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Córtex

Antimalárica e febrífuga.

Maceração em álcool.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Córtex

Anti-hipertensiva.

Tintura ou extrato.

Uso interno.

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Córtex

Anti-inflamatória e no tratamento de dermatoses, aftas e infecção de garganta.

Maceração em água fria/24 horas.

Uso externo.

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Flor

Adstringente, tônica e afrodisíaca.

Infusão.

-

-

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Fruto verde

Tratamento de enfermidades cutâneas (verrugas, acne e lúpus).

Sumo.

Aplicar em uma extensão regular.

Usar com cautela, pois pode provocar o aparecimento de úlceras.

[ 1 , 2 ]
Amarillo, anacardo, caujil, cujil, marey e merey Colômbia Córtex e fruto

Anticancerígena e antitussígena.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
- - Córtex

Antidiabética.

Maceração em água por 24 horas.

Uso interno.

-

[ 1 ]
- - Córtex

Antimalárica e febrífuga.

Maceração em água por 24 horas.

-

-

[ 1 ]
- - Córtex

antidiarreica, hipoglicemiante e nos inchaços das articulações (sífilis).

Infusão.

-

-

[ 1 ]
- - Flor

Debilidade devido longo período de doença.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
- - Córtex seco

Antidiarreica.

-

-

-

[ 1 ]
- - Córtex seco

Tratamento de edemas nos pés.

Decocção: 40 g/L litro de água - por 15 minutos.

Escalda pés.

-

[ 1 ]
Acaya, acuyu, caju, marañón Bolívia (Kallawaya) Fruto

Tratamento de verrugas.

Partir o fruto (fresco) ao meio e aplicar sobre as verrugas.

Uso externo.

-

[ 1 ]
Acaya, acuyu, caju, marañón Bolívia (Kallawaya) Fruto seco

Dores estomacais.

Maceração aquosa do fruto cortado em pedaços pequenos.

-

-

[ 1 ]
Acaya, acuyu, caju, marañón Bolívia (Kallawaya) Fruto fresco

Tônico cerebral.

Maceração etanólica do fruto cortado em pedaços pequenos.

-

-

[ 1 ]
Acaya, acuyu, caju, marañón Bolívia (Kallawaya) Fruto seco (pó)

Parasitose intestinal.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
- Haiti Córtex

Tratamento da amenorreia.

-

-

-

[ 1 ]
- Nicarágua Córtex

Antidiarreica e erupções de pele.

-

Nos casos de diarreia associar com Psidium guajava (goiabeira).

-

[ 1 ]
- Gana (África) Córtex seco

Tratamento da infertilidade.

-

-

-

[ 1 ]
- Índia Fruto verde

Inseticida.

Suco.

-

-

[ 1 ]
- Índia Fruto fresco

Emoliente (pele ressecada).

-

-

-

[ 1 ]
- Índia Fruto

Tratamento da lepra.

-

Uso externo.

-

[ 1 ]
- Índia Casca da semente seca

Tratamento da filariose.

-

-

-

[ 1 ]
- Índia Castanha tostada

Afrodisíaca.

-

-

-

[ 1 ]
- Índia Ocidental Folha

Tratamento de úlceras.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
- Índia Ocidental Fruto

Desordens uterinas.

Suco.

-

-

[ 1 ]
- Índia Ocidental Córtex

Antidiabética.

-

-

-

[ 1 ]
- México Fruto e folha

Tratamento de verrugas.

Exsudado.

-

-

[ 1 ]
- Senegal (África) Fruto

Afrodisíaca.

-

Associado com Securinega virosa.

-

[ 1 ]
- Senegal (África) Córtex seco

Antidiarreica.

-

-

-

[ 1 ]
- Guiné (África) Fruto verde

Anti-hemorrágica e diurética.

-

-

-

[ 1 ]
- Guiné (África) Fruto maduro

Antiescorbútica.

-

-

-

[ 1 ]
- Tailândia Folha seca

Antidiabética.

-

-

-

[ 1 ]
Marañón China Fruto

Tratamento da lepra e nematoides intestinais.

-

-

-

[ 1 ]
- Europa Castanha seca

Antidiabética.

-

-

-

[ 1 ]
Cajueiro Ceará (Brasil) Semente (tegumento, película que cobre a amêndoa)

Anti-inflamatória.

Cozimento: 1 colher (de chá) do pó vegetal em meia xícara de água.

Uso externo ou interno (tomar até 3 xícaras por dia).

-

[ 3 ]
Cajueiro, acajaíba, acajú e caju-manso Brasil Entrecasca, goma e líquido da castanha

Antidiabética, adstringente, antidiarreica, depurativa, tônica e antiasmática.

-

Uso oral.

-

[ 4 ]
Cajueiro, acajaíba, acajú e caju-manso Brasil Entrecasca, goma e líquido da castanha

Antisséptica e anti-inflamatória.

Cozimento.

Uso externo: na forma de bochecho e gargarejo. 

O líquido da castanha desta espécie pode provocar irritações cutâneas.

[ 4 ]
Marañón, cashewnut tree e kaschubaum Colômbia Fruto (casca)

No tratamento da lepra e elefantíase.

Extração do óleo.

Uso tópico.

Cautela pois pode provocar dermatite.

[ 5 ]
Marañón, cashewnut tree e kaschubaum - Pseudofruto (carnoso)

Laxante e no tratamento de resfriados.

Extrato.

-

-

[ 5 ]
Marañón, cashewnut tree e kaschubaum Colômbia Fruto (castanha)

No tratamento de gastrite.

-

-

-

[ 5 ]
Marañón, cashewnut tree e kaschubaum Colômbia Fruto (castanha)

No tratamento de gastrite.

-

-

-

[ 5 ]
Cajueiro Ceará (Brasil) Casca

Adstringente e anti-inflamatório.

Decocção. 

Uso local.

-

[ 6 ]
Cajueiro Ceará (Brasil) Entrecasca

Adstringente e hipoglicemiante.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 6 ]
Cajueiro Brasil Caule (casca) e folha

No tratamento de dor de garganta e gengivite. – –

Decocção: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal rasurada em 1 xícara de água (200 mL). Ferver por 2 minutos e coar.

Fazer bochecho ou gargarejo por até 6 vezes ao dia. Não engolir.

Manter a preparação em geladeira por até 24 horas em recipiente fechado. Atenção ao associar com hipoglicemiantes, glicosídeos cardiotônicos, anti-inflamatórios não esteroidais, corticoides e anticoagulantes. Gestantes e lactantes devem evitar o uso excessivo.

[ 7 ]
Cajueiro Brasil Caule (casca) e folha

Antidiarreica (não infecciosa).

Decocção: 4,5 g (1 e 1/2 colher de sopa) da droga vegetal rasurada em 150 mL de água (1 xícara de chá).

Tomar 1 xícara 3 a 4 veze ao dia.

Atenção ao associar com hipoglicemiantes, glicosídeos cardiotônicos, anti-inflamatórios não esteroidais, corticoides e anticoagulantes. Gestantes e lactantes devem evitar o uso excessivo.

[ 7 ]
Cajueiro Brasil Caule (casca) e folha

Antisséptica e cicatrizante.

Decocção: 4,5 g (1 e 1/2 colher de sopa) da droga vegetal rasurada em 150 mL de água (1 xícara de chá). 

Uso tópico.

Atenção ao associar com hipoglicemiantes, glicosídeos cardiotônicos, anti-inflamatórios não esteroidais, corticoides e anticoagulantes. Gestantes e lactantes devem evitar o uso excessivo.

[ 7 ]
Cashew Ikwuano e Isiala Mbano (Sudeste da Nigéria) Folha

Antidiabética.

Material vegetal embebido em gin seco.

-

-

[ 8 ]
Caju Triângulo de Crajubar (Ceará, Brasil) Folha e casca

Antidiabética, antirreumática, anti-inflamatória, anti-hemorrágica, cicatrizante de feridas, no tratamento de retenção urinária e constipação.

Decocção e maceração.

-

-

[ 9 ]
Yalagué porto Planícies Costeiras de Guiné Caule (casca)

Antidiabética.

Decocção.

-

-

[ 10 ]
Caju ão Luiz (Maranhão, Brasil) -

No tratamento de afecções orais, como cicatrizante (aftas, pós-extração e erupção dentária).

-

-

-

[ 11 ]
Ahkryt e caju Indígenas Krahô (Tocantins, Brasil) Casca

Contraceptiva.

Decocção.

-

Contraindicado na gravidez.

[ 12 ]
Cajueiro branco Três Braços e Corte de Pedra (Bahia, Brasil) Casca ou pó

No tratamento de lesões cutâneas por Leishmania braziliensis.

Decocção.

Uso externo: na forma de banho.

-

[ 13 ]
Caju-roxo Comunidades Riação de Malha de pedra e Alto das Ameixas (Pernambuco, Brasil) -

Anti-inflamatória.

-

-

-

[ 14 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 23-26.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 17-18.
3 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 70.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 56-57.
5 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 62.
6 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 89.
7 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 82.
8 - OYEDEMI, S. O. et al. Alpha-amylase inhibition and antioxidative capacity of some antidiabetic plants used by the traditional healers in Southeastern Nigeria. Sc World J, p.1-11, 2017. doi: 10.1155/2017/3592491
9 - BITU, V. C. N. et al. Ethnopharmacological study of plants sold for therapeutic purposes in public markets in Northeast Brazil, J Ethnopharmacol, v. 172, p.265-272, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.06.022
10 - DIALLO, A. et al. Management of diabetes in Guinean traditional medicine: an ethnobotanical investigation in the coastal lowlands. J Ethnopharmacol, v. 144, n. 2, p.353-361, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.09.020
11 - VIEIRA, D. R. P. et al. Plant species used in dental diseases: ethnopharmacology aspects and antimicrobial activity evaluation. J Ethnopharmacol, v. 155, n. 3, p.1441-1449, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.07.021
12 - RODRIGUES, E. et al. Plants of restricted use indicated by three cultures in Brazil (Caboclo-river dweller, Indian and Quilombola). J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.295-302, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.11.017
13 - FRANÇA, F. et al. Plants used in the treatment of leishmanial ulcers due to Leishmania (Viannia) braziliensis in an endemic area of Bahia, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop, v. 29, n. 3, p.229-232, 1996. doi: 10.1590/s0037-86821996000300002
14 - DE ALBUQUERQUE, U. P.; DE OLIBEIRA, R. F. Is the use-impact on native caatinga species in Brazil reduced by the high species richness of medicinal plants? J Ethnopharmacol, v. 113, n. 1, p.156-170, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2007.05.025

Afrodisíaca

Afrodisíaca
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha In vivo:

Em ratos Wistar machos, tratados com extrato vegetal e submetidos ao estresse por imobilização, com posterior análise do comportamento sexual, níveis de PDE-5, MAO-B, testosterona, corticosterona e óxido nítrico sintetase endotelial, transcrição da tirosina hidroxilase e parâmetros histológicos testiculares.

Observou-se que A. occidentale apresenta afrodisíaca, por estímulo do sistema dopaminérgico.

[ 12 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: material vegetal (pó) em metanol/água (1:1). Rendimento: 19,8%. Concentrações para ensaio: 25 a 100 mg/mL.

In vitro:

Em células gliais de ratos Sprague-Dawley incubadas com o extrato vegetal e estimuladas por lipopolissacarídeos (LPS), com posterior análise dos níveis de óxido nítrico, prostaglandina E e citocinas (TNF-α e IL-6), expressão de COX-2, iNOS e mPGES-1, translocação de NF-kBp65 (gene repórter Luciferase), fosforilação de IkB (ELISA), ativação de proteínas quinases e viabilidade celular (MTT).

 

O extrato de A. occidentale apresenta atividade anti-inflamatória por inibir a produção de citocinas e as vias NF-kB e MAPK.

[ 4 ]
Caule (casca)

Extrato (1:10 p/v): maceração do material vegetal (pó) em acetona/água (70:30). Concentrações para ensaio: 12,5 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss (Mus musculus) tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina, bradicinina, prostaglandina e peritonite induzida por carragenina, com posterior análise dos níveis de IL-1, IL-6, IL-10 e TNF-α (ELISA) e fenotipagem de leucócitos (Citometria de Fluxo).

Observou-se que o extrato de A. occidentale apresenta antividade anti-inflamatória.

[ 16 ]
Tronco

Goma: 15% em gel de carbopol a 2%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de periodontite induzida por ligadura, tratados com gel, com posterior análise da expressão de COX-2, NOS-2, INF-γ, OSCAR, IL-10, TGFβ1 e MYD88 no tecido gengival.

O gel contendo a goma de A. occidentale apresenta atividade anti-inflamatória, comparável à clorexidina.

[ 19 ]
Flor

Extrato etanólico. Rendimento: 21,46%. Dose para ensaio: 5 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de diabetes induzido por estreptozotocina e sepsia por exposição da cavidade peritoneal, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da contagem celular do baço, medula óssea, peritoneal e pulmonar, unidade formadoras de colônias (UFC), oxidação de diidrorradamina-123, níveis de óxido nítrico, IL-6, IL-10, IL-12, MCP-1, IFN-γ e TNF-α.

O extrato da flor de A. occidentale apresenta atividade anti-inflamatória, prolongando o tempo de vida dos animais em estudo.

[ 21 ]
Caule (casca)

Extrato: material vegetal (pó) em metanol/água (1:1). Concentrações para ensaio: 25 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extrato vegetal e submetidos aos testes de choque séptico e permeabilidade microvascular induzidos por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de alanina e aspartato aminotransferases e extravasamento de plasma na pele.

Observou-se que o extrato de A. occidentale apresenta ação anti-inflamatória, dose-dependente.

[ 23 ]
Tronco

Goma: 50 e 150 mg/g, em gel de carbopol a 2%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de periodontite induzida por ligadura, tratados com gel, com posterior análise de parâmetros bioquímicos, hematológicos e histopatológicos, lesões hepáticas e renais, perda óssea alveolar, atividade de MPO e expressão de TNF-α, IL-1β, RANK, RANKL, OPG e GAPDH no tecido gengival.

O gel contendo a goma de A. occidentale apresenta atividade anti-inflamatória, sendo promissor para o tratamento da periodontite.

[ 27 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (castanha)

Pó. Doses para ensaio: 30 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley e camundongos CD1 portadores de edema de pata e colite induzidos por carragenina e DNBS, respectivamente, pré-tratados com o pó vegetal, com posterior análise de parâmetros macroscópicos e histológicos, níveis de TNF-α, IL-8 e MDA, expressão de IKB-α, NF-kB p65, iNOS e MnSOD.

O fruto (castanha) de A. occidentale apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória, sendo promissora para o tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

[ 10 ]
Fruto (castanha)

Pó. Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de lesões intestinais por isquemia-reperfusão (artéria mesentérica superior), pré-tratados com o pó vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (peroxidação lipídica, proteína carbonila, atividade de MPO e enzimas antioxidantes), níveis de TNF-α, IL6 e IL-1β, expressão de NRF2, iNOS, IKB-α, NF-kB, ICAM-1, P-selectina, PARP e nitrotirosina, permeabilidade intestinal e translocação bacteriana.

Observou-se que o fruto (castanha) de A. occidentalis apresenta atividade antioxidante potente, através da ativação das vias NRF2 e NF-kB, além da ação anti-inflamatória.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Broncodilatadora

Anti-inflamatória e Broncodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 2 kg do material vegetal (pó) em 10 L de etanol. Rendimento: 16%. Doses para ensaio: 250, 375 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em porquinos-da-Índia submetidos à broncoconstrição induzida por histamina, e em ratos Wistar submetidos ao edema de pata induzido por histamina.

O extrato etanólico de A. occidentale aumentou significativamente as atividades broncodilatadora e anti-inflamatória.

[ 1 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato metanólico a 60%. Rendimento: 28 g de 153,5 g de extrato seco. Concentração para ensaio: 20mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Bacillus cereus, B. stearothermophilus, B. subtilis, Clostridium sporogenes, Corynebacterium pyogenes, Eschericia coli, Klebsiella pneumoniae, Micrococcus luteus, Proteus vulgaris, Pseudomonas aeruginosa, P. fluorescens, Shigela dysenteriae, Staphylococcus aureus, S. faecalis e Candida albicans, submetidas aos testes de disco-difusão, com posterior análise da zona de inibição (mm) e concentração inibitória mínima (CIM).

 

O extrato metanólico de A. occidentale apresenta atividade antibacteriana, exceto em culturas de E. coli (bactéria) e C. albicans (fungo).

[ 9 ]
Folha e casca

Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 50 mL de etanol a 80%. Outras espécies em estudo: Angeiossus schimperi, Guiera senegalensis, Bauhinia thonningii, Cassia goratensis, Butyrospernum parkii, Khaya senegalensis e Boswellia dalzeili.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Streptococcus pneumoniae, Enterococcus faecalis, Enterobacter spp., Acinetobacter spp. e Corynebacterium pyogenes, submetidas ao teste de difusão em placa.

 

Observou-se que os extratos de A. occidentale e A. schimperi apresentam atividade antibacteriana, principalmente contra E. coli e P. aeruginosa.

[ 35 ]
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água ou água/etanol. Outras espécies em estudo: Daniellia oliveri, Diospyros mespiliformis, Khaya senegalensis, Manihot esculenta, Ocimum gratissimum, Pterocarpus erinaceus, Rauvolfia vomitoria, Senna italica e Vernonia amygdalina.

In vitro:

Em culturas de Salmonella typhimurium, Escherichia coli, Shigella spp., Salmonella spp. e Campylobacter spp. submetidas ao teste de disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar o halo de inibição e as concentrações bactericida mínima e inibitória mínima, respectivamente, e teste de permeabilidade através da membrana externa bacteriana.

 

Os extratos de A. occidentale apresentam atividade antibacteriana mais potente.

[ 37 ]

Antiofídica

Antiofídica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Extrato: material vegetal (seco) em 100 mL de etanol a 95%.

In vitro:

Determinar a atividade enzimática (proteolítica, hialuronidase, hemolítica e coagulante) do extrato vegetal. Em camundongos albinos submetidos a administração do veneno de Vipera russelii (pré-incubado com o extrato vegetal) ou separadamente do extrato vegetal, com posterior análise da atividade hemorrágica; testes de edema de pata induzido por veneno de serpente, miotoxicidade, letalidade (CL50), histopatológico, microscópico e níveis de proteínas.

 

Observou-se que o extrato A. occidentale apresenta atividade antiofídica significativa.

[ 22 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 15g do material vegetal (pó) em 150 mL de metanol. Outras espécies em estudo: Chlrophora excelsa, Strophanthus hispidus, Picralina nitida, Persia americana, Loranthus micranthus, Ceiba pentandra, Synsepalum dulcificum e Anthocleista djalonensis.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da redução de íons ferrosos (FRAP), eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e atividade inibitória da enzima α-amilase.

 

Observou-se que os extratos de A. occidentale e C. pentandra apresentam atividade antioxidante significativa, além de inibir a enzima α-amilase.

[ 7 ]
Fruto (casca)

Óleo: material vegetal (pó) em metanol. Doses para ensaio: 50 e 100 µL; tópico: 2,5 e 5%.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de enzimas antioxidantes (GSH, SOD, CAT, GST e metilglioxalase I) e níveis de peroxidação lipídica, em homogenato hepático, citosol e microssoma; em camundongos portadores de papiloma cutâneo induzido por DMBA, submetidos a administração tópica do óleo vegetal, com posterior análise do tamanho (mm) do tumor.

O óleo da casca do fruto (castanha) de A. occidentale apresenta atividade antioxidante, contudo não demonstra ação antitumoral.

[ 26 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: material vegetal (pó) em 900 mL de etanol a 70%. Rendimento: 28,9%. Concentrações para ensaio (in vitro): 7,5 e 15 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): via subcutânea - 300 mg/kg; via tópica - 40% em vaselina.

In vitro:

Em amostras de sangue de coelho infectadas por Leishmania brasilensis (forma promastigota), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da curva de crescimento da forma parasitária.

 

In vivo:

Em hamsters infectados por Leishmania brasilensis (forma promastigota), no dorso da pata, tratados com extrato vegetal e com posterior análise histológica (fígado e baço), largura e comprimento da lesão cutânea.

O extrato de A. occidentale apresenta atividade antiparasitária, apenas no modelo experimental in vitro

[ 36 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Goma.

In vitro:

Em células humanas de câncer colorretal (HCT116), de próstata (PC3), glioblastoma (SNB19), leucemia promielocítica (HL60), melanoma (B16F10) e linhagem epitelial renal normal (HEK293), incubadas com a goma vegetal, com posterior análise da morfologia e viabilidade celular (Microscopia Atômica e MTT).

 

A goma de A. occidentale apresenta atividade antiproliferativa, principalmente para HCT116, B16F10 e HL60, além da ausência de citotoxicidade para HEK293.

[ 2 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Goma. Rendimento: 98%. Doses para ensaio (in vivo): 50 e 100 mg/kg.

In vitro:

Em células humanas de câncer colorretal (HCT116), de próstata (PC3), glioblastoma (SF-295), leucemia promielocítica (HL60), melanoma (B16F10), incubadas com a goma vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT).

 

In vivo:

Em ratos Mus musculus (C57bl/6) infectados por células B16-F10 e tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do tumor (FTIR), parâmetros hematológicos, histopatológicos, níveis de GSH, MDA e MPO, expressão de capspase-3 e γ-H2AX.

A goma de A. occidentale apresenta atividade antitumoral (in vivo), além de baixa toxicidade.

[ 5 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 45 a 256 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células leucêmicas (Jurkat) e de linfócitos T normais incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (CI50) e indução de apoptose.

 

Observou-se que o extrato de A. occidentale apresenta atividade antitumoral, além de baixa citotoxicidade para linfócitos normais.

[ 6 ]

Antiulcerogênica

Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação de 100 g de material vegetal (pó) em 1000 mL de etanol a 70%. Rendimento: 26,11%. Frações: diclorometano e metanol. Doses para ensaio: 100, 200, 400 e 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratas albinas Wistar portadoras de lesões gástricas induzidas por ácido clorídrico e etanol, pré-tratadas com extrato e frações vegetais, com posterior análise do tamanho da lesão e dose efetiva média (DE50).

Observou-se que o extrato e a fração metanólica de A. occidentale apresentam atividade antiulcerogênica, significativa.

[ 20 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 8 g do material vegetal em 100 mL de água. Rendimento: 16,2 (p/p). Concentração para ensaio: 4 µg/mL.

In vitro:

Em células renais de macaco Rhesus africano (MA-104) infectadas por rotavírus símio (AS-11) e humano (HCR3), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade antiviral (TCID50) e concentração máxima não tóxica (MNTC).

 

Neste estudo, das 12 especies, Artocarpus integrifolia, Myristica fragrans e Spongias lutea apresentam atividade antiviral para o rotavírus humano, enquanto que Anacardium occidentale demonstra eficácia apenas para o rotavírus símio.

[ 8 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Goma. Doses para ensaio: 1 a 30 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gastrointestinais induzidas por naproxeno, pré-tratados com a goma vegetal, com posterior análise histológica, morfométrica, níveis de GSH, MDA e MPO, produção da secreção gástrica e aderência de muco na parede gástrica.

A goma de A. occidentale apresenta atividade gastroprotetora, devido as propriedades anti-inflamatória e aumento da aderência do muco gástrico.

[ 24 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 60 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Rendimento: 15%. Dose para ensaio: 175 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de peso corporal, ingestão de alimentos e líquidos, e níveis de glicemia e glicosúria.

Observou-se que o extrato de A. occidentale apresenta atividade hipoglicemiante, estabelecendo controle da glicosúria e do peso corporal.

[ 30 ]
Folha, Casca, semente e pseudofruto

Extrato hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 25 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em mioblastos de camundongos (C2C12) incubados com extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio LDH), captação de desoxiglicose e expressão de fosfo-AMPKa, fosfo-Akt e fosfo-receptor-β de insulina; e em mitocôndrias hepáticas de ratos Wistar incubadas com succinato e extratos vegetais, com posterior análise do consumo de oxigênio.

 

O extrato da semente de A. occidentale apresenta atividade antidiabética significativa, por estímulo da glicólise e captação da glicose.

[ 17 ]
Folha

Extrato: 400 g do material vegetal (pó) em 1500 mL de metanol. Rendimento: 13,70%. 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hiperglicemia (moderada e severa) induzida por aloxana, tratados com o extrato vegetal, associado ou não com tolbutamida, com posterior análise dos níveis glicêmicos.

O extrato metanólico das folhas de A. occidentale apresenta atividade hipoglicemiante (em casos moderados), comparável ao medicamento de referência tolbutamida.

[ 25 ]

Hipotensora

Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 250 mL de n-hexano, posteriormente, em água. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,01 a 10 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0,83 a 279 mg/kg.

In vitro:

Em coelhos normotensos submetidos a administração de atropina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de pressão arterial.

Em coração isolado de rato Wistar incubados com extrato vegetal, com posterior análise de contratilidade.

 

Observou-se que o extrato de A. occidentale apresenta atividade hipotensora, dose-dependente, além da ação cardioinibidora.

[ 15 ]

Indutora da secreção de ácido gástrico

Indutora da secreção de ácido gástrico
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração intragástrica por perfusão contínua do extrato vegetal, associado ou não com atropina (bloqueador dos receptores muscarínicos) e cimetidina (antagonista dos receptores histamínicos H2), com posterior análise dos níveis de ácido gástrico.

O extrato aquoso das folhas de A. occidentale aumenta a secreção de ácido gástrico, com reversão desta ação na presença de atropina e cimetidina.

[ 31 ]

Vasorelaxante

Vasorelaxante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL metanol. Rendimento: 30% (p/p). Concentrações para ensaio: 2,5 a 37,0 µg/mL. Outras espécies em estudo: Capsicum frutescens, Carica papaya, Cymbopogon citratus, Gynandropsis gynandra, Ipomoea batata, Mentha arvensis, Moringa citrifolia e Piper betle.

In vitro:

Em anéis aórticos torácicos descendentes, com ou sem endotélio, isolados de ratos Wistar, incubados com extratos vegetais, noradrenalina e NOLA, e em artéria mesentérica superior perfundida com extratos vegetais, acetilcolina, histamina, indometacina e NOLA, com posterior análise de contratilidade vascular.

 

Os extratos de I. batatas, P. betle, A. occidentale, G. gynandra, C. papaya e C. citratus apresentam atividade vasorelaxante mais potente.

[ 32 ]
Ensaios toxicológicos

Antimutagênica e Mutagênica

Antimutagênica e Mutagênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: 1,3 kg do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 62,28 g. Concentrações para ensaio: 500 a 2000 µg/mL. 

In vitro:

Em culturas de fibroblastos de pulmão de Hamster chinês incubadas com extrato vegetal, associando ou não com doxorrubicina, com posterior análise do teste de aberrações cromossômicas (CA)

 

Observou-se que A. occidentale apresenta atividade antimutagênica (500 e 2000 µg/mL), contudo demonstra ausência de mutagenicidade nas concentrações em estudo.

[ 28 ]

Carcinogênica

Carcinogênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo: diluído em acetona. Concentrações para ensaio: 1 a 2%.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de papiloma cutâneo, induzido por DMBA, óleo de cróton e óleo essencial, com posterior análise de parâmetros histopatológicos.

Observou-se que o óleo de A. occidentale não apresenta potencial carcinogênico, exceto quando associado com óleo de cróton e DMBA.

[ 34 ]

Carcinogênica e Mutagênica

Carcinogênica e Mutagênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Extrato: 20g do material vegetal em 250 mL de éter de petróleo. Concentrações para ensaio: 2 a 10%.

In vitro:

Em cepas de Salmonella typhimurium submetidas ao teste de Ames.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de tumorigenêse cutânea induzida por DMBA, óleo de cróton e extrato vegetal, com posterior análise de carcinogenicidade.

Observou-se que o extrato de A. occidentale não apresenta potencial mutagênico e carcinogênico.

[ 33 ]

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: 1,3 kg do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 61,28 g. Concentrações para ensaio: 500 a 6000 µg/mL.

In vitro:

Em fibroblastos de pulmão de Hamster chinês (V79) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular, genotoxicidade e antigenotoxicidade (ensaio Cometa).

 

O extrato de A. occidentale, até a concentração de 1000 µg/mL, apresenta atividade antigenotóxica, além ausência de citotoxicidade e genotoxicidade.

[ 14 ]

Genotoxicidade e Toxicidade aguda e subaguda

Genotoxicidade e Toxicidade aguda e subaguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação do material vegetal (pó) em etanol a 70%. 

In vitro:

Em linhagens de Salmonella typhimurium para o teste de Ames.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos aos testes de toxicidade aguda, subaguda e genotoxicidade (teste do micronúcleo).

Em ratos Wistar submetidos aos testes de toxicidade aguda, subaguda e genotoxicidade (teste do micronúcleo).

[ 18 ]

Hepatotoxicidade e Mutagenicidade

Hepatotoxicidade e Mutagenicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo essencial: 20 g do material vegetal em 250 mL de éter de petróleo. Concentrações para ensaio: 25 a 100%.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a depilação da pele, tratados topicamente com óleo vegetal, com posterior análise da atividade de enzimas transaminases séricas, parâmetros histológicos dos hepatócitos e potencial clastogênico em micronúcleo de células da medula óssea.

Observou-se que o óleo da casca do fruto de A. occidentale apresenta hepatotoxicidade e mutagenicidade.

[ 3 ]

Indutora de lesões gástricas

Indutora de lesões gástricas
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (castanha)

Extrato: percolação de 50 g do material vegetal (pó) em metanol a 80%. Doses para ensaio: 200 a 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos submetidos a administração do extrato vegetal ou indometacina, com posterior análise do índice de lesões gástricas.

O extrato hidrometanólico do fruto de A. occidentale, em doses acima de 200 mg/kg, aumenta o índice de lesões gástricas, porém inferior ao de indometacina.

[ 29 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação de 100 g de material vegetal (pó) em 1000 mL de etanol a 70%. Rendimento: 26,11%.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de A. occidentale não apresenta toxicidade, até a dose de 2000 mg/kg.

[ 20 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Em células RAW 264,7 incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT).

In vitro:

Em células RAW 264,7 incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT).

 

In vivo:

Em ratos Wistar (machos e fêmeas) submetidos aos testes de toxicidade aguda e subcrônica.

Observou-se que o extrato etanólico das folhas de A. occidentale não apresenta toxicidade in vitro e in vivo nas concentrações/doses analisadas.

[ 13 ]

Referências bibliográficas

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Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 39, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca do galho seco

100 g

Entrecasca do galho fresco

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca do galho seco, pulverizado e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca do galho fresco, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Como coadjuvante no tratamento do diabetes mellitus tipo 2.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fase A (infusos/decoctos)

 

Água destilada

1000 mL

Anacardium occidentale (entrecasca)

5 g

Annona muricata (entrecasca)

5 g

Bauhinia forficata (folha seca)

10 g

Caesalpinia ferrea (casca do ramo)

10 g

Syzygium cumini (entrecasca)

10 g

Fase B (alcoolaturas)

 

Anacardium occidentale (entrecasca)

2,5 mL

Annona muricata (entrecasca)

2,5 mL

Caesalpinia ferrea (casca do ramo)

5 mL

Eugenia punicifolia (folha)

20 mL

Syzygium cumini (entrecasca)

5 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

 
Modo de preparo

Fase A: colocar as entrecascas em água fervente, e deixar ferver por 5 minutos aproximadamente; em seguida colocar as folhas secas pesadas e rasuradas e após levantar fervura, desligar o fogo, deixando em infusão por no mínimo 2 horas.

Fase B: filtrar o chá em papel de filtro, na temperatura de 50°C, adicionar as alcoolaturas e o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. Deixar esfriar, envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiquetar.

Principais indicações

Diabetes mellitus tipo 2.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de chá, 2 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Entrecasca do galho seca fragmentada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações

Como coadjuvante no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e infecções bacterianas em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do decocto duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o decocto duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 40-41.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 327-328.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 28-29.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

ácidos oleico e linolênico.

Alcaloides

Alcanos

n-eicosano.

Cetonas

acetofenona.

Compostos fenólicos

ácido gálico, ácido cafeico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido vanílico, ácido trans-cinâmico, ácido siríngico, ácido 3,4-dihidroxibenzóico, cardol, ácido anacárdico, ácido gentísico, cardanol e naringenina.

Corantes

Cumarinas

Fitosteróis

campesterol e β-sitosterol.

Flavonoides

rutina, miricetina, quercetina, catequina, (-)-epiafzelequina, agathisflavona, apigenina, epicatequina, galocatequina, leucocianidina e robustaflavona.

Monossacarídeos

galactose, glicose e arabinose.

Óleos essenciais

limoneno, kaempferol e α-selineno.

Outras substâncias

anacardol, álcool araquidílico, resorcinol, pentadecilresorcinole e pentadecilfenol.

Resinas

acajucica.

Saponinas

Taninos

Triterpenoides

α-amirina e cicloartenol.

Vitaminas

C.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 28.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 18-19.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 57.
4 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribenha. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 48.
5 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 157.
6 - DIAS, C. C. Q. et al. Cashew nuts (Anacardium occidentale L.) decrease visceral fat, yet augment glucose in dyslipidemic rats. PLoS One, v. 14, n. 12, p.1-22, 2019. doi: 10.1371/journal.pone.0225736
7 - VILAR, M. S. A. et al. Assessment of phenolic compounds and anti-inflammatory activity of ethyl acetate phase of Anacardium occidentale L. bark. Molecules, v. 21, n. 8, p.1-17, 2016. doi: 10.3390/molecules21081087
8 - KONAN, N. A.; BACCHI, E. M. Antiulcerogenic effect and acute toxicity of a hydroethanolic extract from the cashew (Anacardium occidentale L.) leaves. J Ethnopharmacol, v. 112, n. 2, p.237-242, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2007.03.003
9 - AKINPELU, D. A. et al. Antimicrobial activity of Anacardium occidentale bark. Fitoterapia, v. 72, n. 3, p.286-287, 2001. doi: 10.1016/s0367-326x(00)00310-5

Propagação: 

a reprodução é feita por sementes [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & manejo: 

o desenvolvimento da planta é favorecido por clima quente, acima de 22°C. O florescimento ocorre em período de seca, nos meses de agosto a outubro e a colheita dos frutos de dezembro a abril [ 1 ] .

Pós-Colheita: 

a planta atinge em média 3 m de altura ao 3 anos, nesse período a entrecasca deve ser retirada a partir dos ramos laterais e não do tronco [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 75.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 70.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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