Asteraceae

Vernonanthura polyanthes

(Spreng.) Less.
Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 166.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 249-251.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 293-294.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 227-229.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 307-311.
Descrição da espécie 

Arbusto ou arvoreta, silvestre, heliófita, perene, ereta, anual, com ramos angulosos, pubescentes acinzentados, atinge em média 2,5 m de altura; as folhas são agudas, estreitas na base, alternadas, pecioladas, gríseo-pilosas, lanceoladas, margem inteira ou pouco serreada, rugosas e ásperas na face adaxial, cerosa e verde-clara na face abaxial, medindo de 10 a 24 cm de comprimento; inflorescências brancas, reunidas em número de 10 a 15 em panículas escorpioides, dispostas nos ápices dos ramos; frutos (sementes) em aquênios pequenos e escuros.

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 166.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 249.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Assa-peixe Brasil Parte aérea

No tratamento de bronquite e tosse persistente.

Infusão: 3 g (1 colher de sopa) do material vegetal em 150 mL de água (1 xícara de chá).

Gargarejar e em seguida ingerir 1 xícara (150 mL) 3 vezes ao dia. Utilizar por até 30 dias. 

Não indicado na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Assa-peixe Brasil Parte aérea

No tratamento de dores musculares.

Infusão: 3 g (1 colher de sopa) do material vegetal em 150 mL de água (1 xícara de chá).

Aplicar sobre a área afetada 2 vezes ao dia/2 horas. Utilizar por até 30 dias.

Não indicado na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Assa-peixe Brasil Parte aérea

No tratamento de gripes e resfriados.

Infusão: 1 a 1,5 colheres (de sobremesa) do material vegetal em 200 mL de água (1 xícara de chá). Tampar e deixar em repouso por 20 minutos. Coar.

Ingerir até 4 xícaras ao dia. Pode-se associar xaropes e comprimidos antigripais. Utilizar por até 30 dias.

Não indicado na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Assa-peixe, chamarrita, assa-peixe-branco e cambará-guaçu Brasil Folha e raiz

Diurética, balsâmica, antirreumática e no tratamento de bronquite e tosse persistente.

Infusão ou decocção.

-

-

[ 2 ]
Assa-peixe, chamarrita, assa-peixe-branco e cambará-guaçu Brasil Raiz

Diurética, no tratamento de hemoptise e abscessos internos.

Infusão. 

-

-

[ 2 ]
Assa-peixe, chamarrita, assa-peixe-branco e cambará-guaçu Brasil Folha (fresca)

Diurética e litolítica.

Chá: 3 colheres (de sopa) do material vegetal picado em 1 L água quente. 

Tomar durante o dia, até às 17 horas.

-

[ 2 ]
Assa-peixe, chamarrita, assa-peixe-branco e cambará-guaçu Brasil Folha

No tratamento de tosse noturna e bronquite.

Infusão: 1 colher (de sopa) em 1 xícara (de chá).

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

-

[ 2 ]
Assa-peixe, chamarrita, assa-peixe-branco e cambará-guaçu Brasil Folha (fresca)

No tratamento de afeções cutâneas, dores musculares e reumatismo.

Maceração: amassar 3 colheres (de sopa) do material vegetal picado.

Aplicar na área afetada 2 vezes ao dia/2 horas.

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 63.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 166.

Anti-hipertensiva

Anti-hipertensiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em etanol à 70%. Rendimento: 350 g. Doses para ensaio: 0,5 e 1,0 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar-Hannaver normotensos, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos e urinários (sódio, potássio, creatinina e lítio), da função renal e aferição da pressão arterial.

Observou-se que o extrato V. polyanthes apresenta atividade anti-hipertensiva, dose-dependente, atuando como vasodilatador.

[ 4 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em 850 mL de n-hexano. Rendimento: 420 g. Fração acetato de etila. Concentrações para ensaio: 0,1 à 1,0 mg/orelha.

In vivo:

Em camundongos Swiss (Mus musculus) submetidos ao teste de edema de orelha induzido por óleo de cróton, ácido araquidônico (AA), fenol e etil fenilpropiolato (EPP), capsaicina, pré-tratados (via tópica) com o extrato e fração vegetais, com posterior análise histopatológica e atividade das enzimas mieloperoxidase (MPO) e N-acetil-β-D-glucosaminidase (NAG).

Observou-se que o extrato de V. polyanthes apresenta atividade anti-inflamatória significativa.

[ 1 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 450 g do material vegetal em 2,5 L de etanol à 95%. Rendimento: 36,68 g. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com extratos vegetais, submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, dor induzida por formalina, placa quente, edema de pata e pleurisia induzidos por carragenina.

Observou-se que o extrato de V. polyanthes apresenta atividade anti-inflamatória e antinociceptiva.

[ 6 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: metanólico. Rendimento:  62,5 mg/mL. Óleo essencial. Rendimento: 0,15%. Outras espécies em estudo: Eugenia uniflora, Baccharis dracunculifolia e Matricaria chamonilla.

In vitro:

Em cepas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus, submetidas ao teste de diluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM90%) dos extratos vegetais e óleos essenciais.

 

Observou-se que os extratos e óleos vegetais apresentam atividade antibacteriana, principalmente contra cepas de S. aureus.

[ 7 ]

Antifúngica e Genotóxica

Antifúngica e Genotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 3 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,001 à 0,016 g/mL.

In vitro:

Em células somáticas de Drosophila melanogaster incubadas com o extrato vegetal, associado ou não com doxorrubicina, com posterior análise de genotoxicidade e antigenotoxicidade.

Em cepas de Candida albicans e Candida parapsilosis, submetidas ao teste de difusão-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição.

 

O extrato V. polyanthes apresenta ausência de efeitos genotóxico, antigenotóxico e antifúngico, contudo quando associado à doxorrubicina apresenta atividade genotóxica potencializada.

[ 5 ]

Antifúngica e Leishmanicida

Antifúngica e Leishmanicida
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (seco) em metanol. Rendimento: 10% (p/p).

In vitro:

Em culturas de Leishmania amazonensis e L. chagasi (forma promastigota), incubadas com extratos vegetais, com posterior análise da viabilidade parasitária (MTT), para determinar a concentração inibitória media (CI50); e em cepas de Candida albicans e Cryptococcus neoformans, incubadas com extratos vegetais, submetidas aos testes de disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar o halo de inibição e concentração mínima inibitória (CIM).

 

Neste estudo, dentre as 20 espécies vegetais, os extratos de Vernonia polyanthes e Ocimum gratissimum apresentam atividade leishmanicida mais potente, enquanto que os extratos de Schinus terebinthifolius, O. gratissimum, Cajanus cajan, Piper aduncum, Bixa orellana, O. gratissimum e Syzygium cumini apresentam atividade antifúngica mais potente.

[ 9 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação.

In vitro:

Em protozóarios Leishmania infantum (forma de promastigota) incubados com o óleo vegetal, submetidos ao ensaio MTT para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

Em macrófagos incubados com o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de V. polyanthes apresenta atividade leishmanicida (CI50 = 19,4 µg/mL) e citotoxicidade (< 10 µg/mL).

[ 3 ]

Antiulcerogênica

Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: material vegetal (pó) em metanol e clorofórmio. Rendimento: 45,1% e 54,8%, respectivamente. Doses para ensaio: 12,5 à 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss portadores de lesões gástricas induzidas por etanol, piroxicam e ligadura do piloro, pré-tratados com extratos vegetais, L-NAME e NEM, com posterior análise das lesões gástricas, histológica, secreção gástrica, muco gástrico, níveis de óxido nítrico e grupamentos sulfidrilo endógenos.

Observou-se que o extrato de clorofórmio apresenta atividade antiulcerogênica mais potente.

[ 2 ]
Ensaio Toxicológico

Antigenotóxica e Genotóxica

Antigenotóxica e Genotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: decocção de 3 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,001 à 0,016 g/mL.

In vitro:

Em células somáticas de Drosophila melanogaster incubadas com o extrato vegetal, associado ou não com doxorrubicina, com posterior análise de genotoxicidade e antigenotoxicidade.

 

O extrato V. polyanthes apresenta ausência de efeitos genotóxico e antigenotóxico, contudo quando associado à doxorrubicina apresenta atividade genotóxica potencializada.

[ 5 ]
Antigenotóxica e Genotóxica

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso. Frações: aquosa, n-butanol e acetato de etila.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante do extrato e frações vegetais através do radical DPPH.

Em eritrócitos humanos incubados com com o extrato e frações vegetais, com posterior análise da citotoxicidade; e em linfócitos humanos incubados com o extrato e frações vegetais, associado ou não à doxorrubicina, com posterior análise de citotoxicidade/anticitotoxicidade e genotoxicidade/antigenotoxicidade.

 

O extrato e frações apresentam toxicidade em eritrócitos, genotoxicidade e citotoxicidade em linfócitos, contudo quando em associação com a doxorrubicina observa-se aumento da citotoxicidade e redução da genotoxicidade.

[ 8 ]
Citotoxicidade e Genotoxicidade

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: maceração de 450 g do material vegetal em 2,5 L de etanol à 95%. Rendimento: 36,68 g. Doses para ensaio: 0,5 à 3 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda para determinar a DL50.

Observou-se que o extrato de V. polyanthes apresenta toxicidade, com DL50 = 2,78 g/kg.

[ 6 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - RODRIGUES, K, C. M. et al. Evidence of bioactive compounds from Vernonia polyanthes leaves with topical anti-inflammatory potential. Int J Mol Sci, v. 17, n. 12, p.1-16, 2016. doi: 10.3390/ijms17121929
2 - BARBASTEFANO, V. et al. Vernonia polyanthes as a new source of antiulcer drugs. Fitoterapia, v. 78, n. 7-8, p.545-551, 2007. doi: 10.1016/j.fitote.2007.07.003
3 - MOREIRA, R. R. D. et al. Composition and leishmanicidal activity of the essential oil of Vernonia polyanthes Less (Asteraceae). Nat Prod Res, v. 31, n. 24, p.2905-2908, 2017. doi: 10.1080/14786419.2017.1299723
4 - DA SILVEIRA, R. R. et al. Effect of the crude extract of Vernonia polyanthes Less. on blood pressure and renal sodium excretion in unanesthetized rats. Phytomedicine, v. 10, n. 2-3, p.127-131, 2003. doi: 10.1078/094471103321659825
5 - GERRA-SANTOS, I. J. et al. Vernonanthura polyanthes leaves aqueous extract enhances doxorubicin genotoxicity in somatic cells of Drosophila melanogaster and presents no antifungal activity against Candida spp. Braz J Biol, v. 76, n. 4, p.928-936, 2016. doi: 10.1590/1519-6984.04615
6 - TEMPONI, V. S. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of ethanol extract from Vernonia polyanthes leaves in rodents. Int J Mol Sci, v. 13, n. 3, p.3887-3899, 2012. doi: 10.3390/ijms13033887
7 - SILVA, N. C. C. et al. Antimicrobial activity and phytochemical analysis of crude extracts and essential oils from medicinal plants. Nat Prod Res, v. 26, n. 16, p.1510-1514, 2012. doi: 10.1080/14786419.2011.564582
8 - ROCHA, J. D. et al. In vitro hematotoxicity of Vernonanthura polyanthes leaf aqueous extract and its fractions. Drug Chem Toxicol, p.1-9, 2020. doi: 10.1080/01480545.2020.1802481
9 - BRAGA, F. G. et al. Antileishmanial and antifungal activity of plants used in traditional medicine in Brazil. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.396-402, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.006

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 64, 2011.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Tosses em geral e infecções das vias aéreas superiores.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Tosses em geral e infecções das vias aéreas superiores.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 298-299.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 202-203.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fixos

Alcaloides

Compostos fenólicos

Cumarinas

Ésteres metílicos

caprilato, perlagonato, caprato, undecanoato, laurato, tridecanoato, palmitato.

Esteróis

estigmasterol.

Flavonoides

luteolina apegenina, rutina, hirsutinolida, aurone, velutina e genkwanina.

Heterosídeos cardiotônicos

Óleos essenciais

cariofileno, mirceno, zerumbona, biciclogermacreno, α-humuleno e germacreno D.

Quinonas

Sais minerais

Saponinas

Taninos

Triterpenoides

α e β-amirina, lupeol e seus isômeros acetilados, germanicol, taraxasterol, carbenoxolona, ácido oleanólico e ácido ursólico.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 251.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 63.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 166.
4 - RODRIGUES, K, C. M. et al. Evidence of bioactive compounds from Vernonia polyanthes leaves with topical anti-inflammatory potential. Int J Mol Sci, v. 17, n. 12, p.1-16, 2016. doi: 10.3390/ijms17121929
5 - MOREIRA, R. R. D. et al. Composition and leishmanicidal activity of the essential oil of Vernonia polyanthes Less (Asteraceae). Nat Prod Res, v. 31, n. 24, p.2905-2908, 2017. doi: 10.1080/14786419.2017.1299723
6 - TEMPONI, V. S. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of ethanol extract from Vernonia polyanthes leaves in rodents. Int J Mol Sci, v. 13, n. 3, p.3887-3899, 2012. doi: 10.3390/ijms13033887
7 - SILVA, N. C. C. et al. Antimicrobial activity and phytochemical analysis of crude extracts and essential oils from medicinal plants. Nat Prod Res, v. 26, n. 16, p.1510-1514, 2012. doi: 10.1080/14786419.2011.564582
8 - BARBASTEFANO, V. et al. Vernonia polyanthes as a new source of antiulcer drugs. Fitoterapia, v. 78, n. 7-8, p.545-551, 2007. doi: 10.1016/j.fitote.2007.07.003
9 - BRAGA, F. G. et al. Antileishmanial and antifungal activity of plants used in traditional medicine in Brazil. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.396-402, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.006
10 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 308-309.

Propagação: 

sementes (principalmente) e estaca. A germinação das sementes deve ser realizada em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral, a taxa de germinação menor que 40%. As estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve [ 1 , 2 , 3 ] .

Propagação.

Propagação.

Propagação.

Propagação.

Colheita: 

a parte aérea deve ser colhida no outono, antes da floração [ 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 250-251.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 166.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 308.

Parceiros

Vernonanthura condensata

Baker
Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 165.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 291-292.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 225-227.
Descrição da espécie 

Arbusto ou arvoreta, ramificada, de ramos quebradiços, com até 4 m de altura; folhas simples, inteiras, membranáceas, glabras, de 5 a 12 cm de comprimento; as flores são esbranquiçadas, reunidas em panículas terminais e axilares, de capítulos alongados; fruto tipo aquênio com papus[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 165.
2 - GRANDI, T. S. M. Tratado das plantas medicinais: mineiras, nativas e cultivadas. 1 ed. Belo Horizonte: Adaequatio Estúdio, 2014, p. 231.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Boldo-da-terra, macela grande, alumã e heparema Nordeste (Brasil) Folha

Digestiva e hepatoprotetora.

-

-

-

[ 1 ]
Boldo, alumã, alcachofra e boldo-japonês Brasil Folha

Antidispéptica, hepatoprotetora, analgésica, antissifilítica, orexígena e antidiarreica.

Infusão: 1 colher (de sopa) do material vegetal seco em 1 xícara (de chá) de água. 

Tomar 1 xícara (de café) em jejum e antes das principais refeições.

-

[ 2 ]
Boldo, alumã, alcachofra e boldo-japonês Brasil Folha

Orexígena, hipocolesterolemiante, hepatoprotetora, carminativa e no tratamento de cálculos biliares e afecções da vesícula biliar.

Maceração: 3 colheres (de sopa) do material vegetal seco em 1 garrafa de vinho.  Deixar em maceração por 5 dias. 

Tomar 1 cálice 30 minutos antes das principais refeições.

-

[ 2 ]
Assa-peixe, boldo, boldo grande, macelão e alumã Brasil Folha

No tratamento de problemas hepáticos, estomacais, intestinais, cefaleia, antiofídica e colagoga.

Infusão, decocção ou maceração.

-

-

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 188-189.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 165.
3 - MONTEIRO, M. H. et al. Toxicological evaluation of a tea from leaves of Vernonia condensata. J Ethnopharmacol, v. 74, n. 2, p.149-157, 2001. doi: 10.1016/s0378-8741(00)00363-9

Analgésica e Antiulcerogênica

Analgésica e Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 40 g do material vegetal (fresco) em 200 mL de água. Rendimento: 1 à 2 g. Fração: clorofórmio (polar e menos polar). Doses para ensaio: 50 à 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com o extrato e frações vegetais, submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético e caulino, suspensão da cauda, tempo de sono induzido por tiopental e ulcerações gástricas induzidas por indometacina.

Observou-se que a fração polar de V. condensata apresenta atividade analgésica e antiulcerogênica, enquanto que a menos polar demonstra efeito sedativo.

[ 9 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração 465 g do material vegetal (pó) em 2,5 L de etanol à 95%. Rendimento: 27 g. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com extrato vegetal submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, lambida de pata induzido por formalina, placa quente, tempo de sono induzido por pentobarbital, diazepam e meprobamato, edema de pata e pleurisia induzidos por carragenina.

O extrato de V. condensata apresenta atividade antinociceptiva e anti-inflamatória, principalmente nas doses de 200 e 400 mg/kg.

[ 8 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em etanol à 96%. Fração: acetato de etila. Concentrações para ensaio: 625 à 5000 µg/mL.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus (resistentes ou não à meticilina), submetidas aos testes de microdiluição em ágar, com o extrato e fração vegetais associados ou não aos antibióticos ampicilina ou clorafenicol, para determinar concentração inibitória (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM), curva de crescimento e viabilidade bacteriana, absorção de compostos à 280 nm e porcentagem de adesão em microplaca de poliestireno.

 

A fração de acetato de etila apresenta atividade antibacteriana significativa, além dos efeitos sinérgico e redutor de biofilmes.

[ 3 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 30 g do material vegetal (pó) em 600 mL de água. Frações: acetato de etila, acetona, diclorometano e etanol, e misturas binárias e ternárias de solventes. Doses para ensaio: 40, 60 e 160 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético, pré-tratados com extrato e frações vegetais, com posterior análise do numero de contorções.

Observou-se que o extrato e frações de V. condensata apresentam atividade antinociceptiva com DE50 = 88,3 mg/kg.

[ 6 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração 465 g do material vegetal (pó) em 2,5 L etanol à 95%. Rendimento: 27 g. Frações: hexano, acetato de etila, diclorometano e butanol.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante do extrato e frações vegetais através do radical DPPH, redução do íon férrico e fosfomolibdênio, ácido tiobarbitúrico (TBA), teor fenólico e de flavonoide.

 

Observou-se que V. condensata apresenta atividade antioxidante, principalmente a fração de acetato de etila.

[ 2 ]

Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 184 g do material vegetal (pó) em etanol à 99,6%. Rendimento: 4,34%. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 à 10 µg/mL e 1 à 100 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 3, 30 e 300 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante do extrato vegetal através do radical DPPH.

Em enzima H+/K+-ATPase isolada de microssomas da mucosa gástrica de coelho, incubada com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade enzimática.

 

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de úlceras gástricas induzidas por etanol, indometacina e ácido acético, pré-tratadas com extrato vegetal, com posterior análise da dimensão das lesões gástricas, histológica, histoquímica (níveis de mucina), bioquímica (GSH, LOOH, SOD, CAT, MPO e proteínas totais).

Em ratas Wistar submetidas à ligadura pilórica, pré-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da secreção gástrica, na presença de agentes agonistas e antagonistas (betanecol, histamina e pentagastrina), e atividade da pepsina.

O extrato de V. condensata apresenta atividades gastroprotetora (via colinérgica e gastrinérgica) e antioxidante.

[ 4 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 300 mg do material vegetal (pó) em água. Concentrações para ensaio: 1 à 20 mg/mL. Dose para ensaio: 50 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células leucêmicas (Reh, K562, Nalm6 e Molt4), adenocarcinoma da mama (MCF7), renais embrionárias humana (HEK293T) e células mononucleares de sangue periférico humano (PBMCs), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade e proliferação celular (Azul tripano e MTT), ciclo celular e potencial da membrana mitocondrial (Citometria de fluxo), apoptose (Anexina V-FITC/Iodeto de propídeo) e expressão de BcL2, BAX, PARP, caspase-3 e 9, KU70, KU80, p53, p-p53 e GAPDH (Western blotting).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de carcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume tumoral, tempo de sobrevivência, histológica (fígado, baço e coxa).

Observou-se que o extrato de V. condensata apresenta atividade antitumoral, dependente da concentração, além da ausência de citotoxicidade em células normais.

[ 1 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em etanol à 96%. Fração: acetato de etila. Concentrações para ensaio: 0,5 à 40 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50, 100 e 200 mg/mL.

In vitro:

Em macrófagos (RAW 264.7) estimuladospor lipopolissacarídeo (LPS), incubados com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), níveis de NO, IL-6, e TNF-α.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões hepáticas agudas induzida por acetaminofeno, pré-tratados com a fração de acetato de etila, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos (ALT, AST, ALP, VLDL-c, LDL-c, HDL-c, CT e TRIGL) e histopatológico, níveis de MDA e atividade de GSH, CAT e SOD em homogenato hepático.

Observou-se que a fração de acetato de etila de V. condensata apresenta atividade hepatoprotetora, devido as ações anti-inflamatória, antioxidante e hipocolesterolemiante.

[ 5 ]
Ensaio Toxicológico

Mutagenicidade e Teratogênese

Mutagenicidade e Teratogênese
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: 1 g do material vegetal (pó) em 10 mL de água. Rendimento: 3% (p/p). Doses para ensaio (in vivo): 0 à 5000 mg/kg.

In vitro:

Em linhagens de Salmonella typhimurium para o Teste de Ames.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda e em camundongos Han (NMRI) prenhes para análise de anormalidades na prole (peso corporal e estrutura esquelética).

Observou-se que o extrato de V. condensata não apresenta teratogênese e mutagenicidade, contudo demonstra baixa toxicidade, em doses acima de 2000 mg/kg.

[ 7 ]
Mutagenicidade e Teratogênese

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: maceração de 184 g do material vegetal (pó) em etanol à 99,6%. Rendimento: 4,34%. Dose para ensaio (in vivo): 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar submetidas ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de V. condensata não apresenta toxicidade na dose indicada.

[ 4 ]
Toxicidade aguda
Folha

Extrato: 30 g do material vegetal (pó) em 600 mL de água. Frações: acetato de etila, acetona, diclorometano e etanol, e misturas binárias e ternárias de solventes. Doses para ensaio: 2000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda para determinar a DL50.

Observou-se que a fração etanólica apresenta menor toxicidade (DL50 superior à 2000 m/kg), a ternária acetona/diclorometano/acetato de etila (DL50 = 300 mg/kg) maior toxicidade, enquanto que a de acetona apresenta maior margem de segurança (DL50/DE50).

[ 6 ]
Toxicidade aguda
Folha

Extrato: maceração 465 g do material vegetal (pó) em 2,5 L de etanol à 95%. Rendimento: 27 g. Doses para ensaio: 0,5 à 3 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda para determinar a DL50.

Observou-se que o extrato V. condensata não apresenta toxicidade significativa, apenas sinais de sedação.

[ 8 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - THOMAS, E. et al. Extract of Vernonia condensata, inhibits tumor progression and improves survival of tumor-allograft bearing mouse. Sci Rep, p.1-12, 2016. doi: 10.1038/srep23255
2 - DA SILVA, J. B. et al. Vernonia condensata Baker (Asteraceae): a promising source of antioxidants. Oxid Med Cell Longev, p.1-9, 2013. doi: 10.1155/2013/698018
3 - DA SILVA, J. B. et al. A promising antibiotic, synergistic and antibiofilm effects of Vernonia condensata Baker (Asteraceae) on Staphylococcus aureus. Microb Pathog, p.385-392, 2018. doi: 10.1016/j.micpath.2018.07.031
4 - BOEING, T. et al. Antiulcer mechanisms of Vernonia condensata Baker: a medicinal plant used in the treatment of gastritis and gastric ulcer. J Ethnopharmacol, v. 184, p.196-207, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.02.049
5 - DA SILVA, J. B. et al. New aspects on the hepatoprotective potential associated with the antioxidant, hypocholesterolemic and anti-inflammatory activities of Vernonia condensata Baker. J Ethnopharmacol, v. 198, p.399-406, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.01.039
6 - RISSO, W. E. et al. Antinociceptive and acute toxicity evaluation of Vernonia condensata Baker leaves extracted with different solvents and their mixtures. Indian J Exp Biol, v. 48, n. 8, p.811-816, 2010. 
7 - MONTEIRO, M. H. et al. Toxicological evaluation of a tea from leaves of Vernonia condensata. J Ethnopharmacol, v. 74, n. 2, p.149-157, 2001. doi: 10.1016/s0378-8741(00)00363-9
8 - DA SILVA, J. B. et al. New approaches to clarify antinociceptive and anti-inflammatory effects of the ethanol extract from Vernonia condensata leaves. Int J Mol Sci, v. 12, n. 12, p.8993-9008, 2011. doi: 10.3390/ijms12128993
9 - FRUTUOSO, V. S. et al. Analgesic and anti-ulcerogenic effects of a polar extract from leaves of Vernonia condensata. Planta Med, v. 60, n. 1, p.21-25, 1994. doi: 10.1055/s-2006-959400

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 63, 2011.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Afecções respiratórias, hepáticas e das vias biliares.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem flores) seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Antidispéptica e nas afecções hepáticas e das vias biliares.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 296-297.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 200-201.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

cinarina, ácido clorogênico e ácido 1,5-dicafeoilquínico.

Alcaloides

Cumarinas

Esteroides glicosídeos

vernonioside B2.

Esteróis

Flavonoides

apigenina, swertisina, luteolina e luteolina-7-O-glicosídeo.

Glicosídeos cardiotônicos

vernonina.

Lactonas sesquiterpênicas

substâncias amargas.

Óleos essenciais

Saponinas

Taninos

Triterpenoides

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 188-189.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 165.
3 - DA SILVA, J. B. et al. Vernonia condensata Baker (Asteraceae): a promising source of antioxidants. Oxid Med Cell Longev, p.1-9, 2013. doi: 10.1155/2013/698018
4 - VALVERDE, A. L. et al. Analgesic and antiinflammatory activities of vernonioside B2 from Vernonia condensata. Phytother Res, v. 15, n. 3, p.263-264, 2001. doi: 10.1002/ptr.733
5 - BOEING, T. et al. Antiulcer mechanisms of Vernonia condensata Baker: a medicinal plant used in the treatment of gastritis and gastric ulcer. J Ethnopharmacol, v. 184, p.196-207, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.02.049
6 - RISSO, W. E. et al. Antinociceptive and acute toxicity evaluation of Vernonia condensata Baker leaves extracted with different solvents and their mixtures. Indian J Exp Biol, v. 48, n. 8, p.811-816, 2010.
7 - DA SILVA, J. B. et al. New aspects on the hepatoprotective potential associated with the antioxidant, hypocholesterolemic and anti-inflammatory activities of Vernonia condensata Baker. J Ethnopharmacol, v. 198, p.399-406, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.01.039
8 - DA SILVA, J. B. et al. New approaches to clarify antinociceptive and anti-inflammatory effects of the ethanol extract from Vernonia condensata leaves. Int J Mol Sci, v. 12, n. 12, p.8993-9008, 2011. doi: 10.3390/ijms12128993

Propagação: 

por estacas [ 1 ] .

Colheita: 

as folhas podem ser colhidas em qualquer época do ano, preferencialmente antes da floração [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 165.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2021
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Parceiros

Solidago microglossa

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 261-262.
2 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Arnica nacional, arnica brasileira e cravo-de-urubu Brasil Planta toda

No tratamento de pico-de-papagaio e esporão.

Pomada: incorporar 10 mL da tintura de arnica-brasileira em 100 g de vaselina sólida.

Aplicar até 6 vezes ao dia.

Utilizar por até 30 dias, em problemas de baixa gravidade. Contraindicada na gestação e lactação.

[ 1 ]
Arnica-brasileira Vale do Juruena/MT (Brasil) -

Cicatrizante (feridas, lesões e fraturas), analgésica e anti-inflamatória (contusões e reumatismo), no tratatamento de infecções da próstata e útero, anemia, bronquite, gripe e pneumonia.

-

-

-

[ 2 ]
Arnica-brasileira Distrito de Nossa Senhora Aparecida do Chumbo (Poconé-MT, Brasil) Planta toda, Folha e raiz

Cicatrizante (feridas e fraturas), analgésica, depurativa, anti-hipertensiva, relaxante muscular, estomáquica, vermífuga, no tratamento de inflamação uterina, renal, constipação intestinal e pneumonia.

Infusão, decocção, maceração e tintura.

-

-

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 61.
2 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025
3 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of the Pantanal region (Mato Grosso, Brazil). Evid Based Complement Alternat Med, p.1-36, 2016. doi: 10.1155/2012/272749

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial (folha). Rendimento: 0,5%.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Klebiella pneumoniae, Escherichia coli, Salmonella setubal, Bacillus subtilis, Pseudomas aureginosa, Saccharomyces cerevisae e Candida albicans submetidas aos testes de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração letal mínima (CLM), e disco-difusão para determinar o halo de inibição (mm).

 

Observou-se que o óleo essencial de S. microglossa apresenta atividade antimicrobiana, dose-dependente.

[ 1 ]

Hemolítica e Anti-hemolítica

Hemolítica e Anti-hemolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 20 g do material vegetal (seco) em 200 mL de água. Outras plantas em estudo: Artemisia absinthium, Lippia sp., Bryophyllum sp., Cymbopogon citratus e Mentha x vilosa.

In vitro:

Em eritrócitos isolados de humanos saudáveis, incubados com os extratos vegetais e cloreto de sódio (NaCl), com posterior análise de parâmetros de estabilidade osmótica dos eritrócitos.

 

Observou-se que os extratos protegeram contra a hemólise, contudo S. microglossa e Bryphyllum sp., também demonstram ação hemolítica.

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - MOREL, A. F. et al. Antimicrobial activity of extractives of Solidago microglossa. Fitoterapia, v. 77, n. 6, p.453-455, 2006. doi: 10.1016/j.fitote.2006.05.006
2 - DE FREITAS, M. V. Influence of aqueous crude extracts of medicinal plants on the osmotic stability of human erythrocytes. Toxicol In Vitro, v. 22, n. 1, p.219-224, 2008. doi: 10.1016/j.tiv.2007.07.010

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e flor seca

100 g

Folha e for fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e flor seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e flor fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. (Não lavar as flores)

Principais indicações

Contusões, artralgias e mialgias.

Posologia

Uso oral: em diluições decimais, tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso tópico: incorporar em pomadas ou cremes.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 265-267.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Aminas

α-amirina.

Carotenoides

Diterpenos

solidaginona.

Esteroides

α-espinasterol.

Fenóis

Flavonoides

quercetrina.

Hidrocarbonetos

β-farneseno.

Lactonas sesquiterpênicas

helenalina e dihidrohelenalina.

Óleos essenciais

α e -β-pineno, mirceno, α-felandereno, δ-3-careno, limoneno, β-ocimeno, acetofenona, α-camfolenal, sesamol, isolongifoleno, α-1,7-di-epi-cedreno, cariofileno, α-humuleno, β-cubebeno, biciclogermacreno, α-farneseno, δ-cadineno, spatulenol, 1,10-di-epi-cubenol, α-epi-cadinol, cubenol, α-eudesmol, dihidroeudesmol e zizanal.

Poliacetilenos

Polissacarídeos

Saponinas

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 61.
2 - MOREL, A. F. et al. Antimicrobial activity of extractives of Solidago microglossa. Fitoterapia, v. 77, n. 6, p.453-455, 2006. doi: 10.1016/j.fitote.2006.05.006
3 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of the Pantanal region (Mato Grosso, Brazil). Evid Based Complement Alternat Med, p.1-36, 2016. doi: 10.1155/2012/272749

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Pluchea quitoc

(Lam.) Cabrera
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 58-62.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 230-232.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 173-175.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 154.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 132-134.
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 222-225.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, perene, aromática, pode atingir até 1,5 m de altura, de caule anguloso, cilíndrico, multialado, com densa pubescência lanuginosa, lenhoso na base e fibroso na parte superior, dotado de alas membranáceas verdes; folhas simples, alternas e oblongas, alongadas, serreadas, rígido-pubescentes, estendendo-se ao longo do caule, medindo cerca de 8 a 14 cm de comprimento x 2 a 4 cm largura; as flores são esbranquiçadas, quando novas, castanho, quando maduras, dispostas em capítulos subglobosos, denso-corimbosos terminais, paniculados, sésseis, providos de brácteas involucrais estrei

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 154.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 223.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 133.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 58.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Madre-cravo Ceará (Brasil) Planta toda

Antidispéptica, carminativa e antiespasmódica.

Infusão.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Lucera, quitoco, tabacarana e madrecravo Brasil Talo e folha

Digestivo e expectorante.

Chá.

Tomar 1 xícara de chá (média) 2 vezes o dia.

-

[ 2 ]
Lucera, quitoc, yacare-caa e yerba del lucero Argentina Parte aérea

Carminativa, antiespasmódica, anti-inflamatória, febrífuga, tônica, calmante e nos distúrbios estomacais e hepáticos. 

Decocção.

-

-

[ 3 , 4 ]
Yerbs lucera, lucera e quitoco Uruguai Folha e caule

Eupéptica, sedativa, febrífuga, hepatoprotetora e no tratamento da gonorreia.

Infusão.

-

-

[ 3 , 4 ]
Yerbs lucera, lucera e quitoco Uruguai Folha e caule

Antitussígena, antipirética e antisséptica.

Infusão.

Associar com mate.

-

[ 3 , 4 ]
Yerbs lucera, lucera e quitoco Uruguai Planta toda

Estomáquica e tônica.

Decocção.

-

-

[ 3 , 4 ]
Quitoco Brasil (indígenas) -

Antimalárica.

-

-

-

[ 4 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 157.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 154.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 133.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 223.

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 600 g do material vegetal (pó) em 1800 mL de etanol à 98%. Rendimento: 6,17%. Concentrações para ensaio (uso tópico): 1,25, 2,5 e 5,0 mg/orelha. Dose para ensaio: 1,0, 1,5 e 2 g/kg. 

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de edema de orelha induzido por óleo de cróton, edema de pata induzido por carragenina e formalina, contorções abdominais induzidas por ácido acético e movimento da cauda.

Observou-se que o extrato de P. quitoc apresenta atividade antinociceptiva e anti-inflamatória.

[ 1 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: material vegetal (triturado) em hexano, seguidamente em etanol. Doses para ensaio: 250, 500 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c normais ou portadores de carcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com extrato vegetal, com posterior análise da concentração do fator estimulador das colônias de granulócitos e macrófagos (GM-CSF) na medula óssea femoral.

Observou-se que o extrato de P. quitoc apresenta atividade antitumoral, sendo sugerido como adjuvante no tratamento de câncer.

[ 2 ]

Moduladora da hematopoiese

Moduladora da hematopoiese
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: percolação do material vegetal (triturado) em hexano, seguidamente em etanol. Dose para ensaio: 250, 500 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados por Listeria monocytogenes, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise do fator estimulador de colônias de granulócitos e macrófagos recombinantes (rmGM-CSF).

Observou-se que o extrato etanólico de P. quitoc apresenta ação moduladora hematopoética na infecção bacteriana.

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - BARROS, I. M. C. et al. Anti-inflammatory and anti-nociceptive activities of Pluchea quitoc (DC.) ethanolic extract. J Ethnopharmacol, v. 106, n. 3, p.317-320, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.01.030
2 - QUEIROZ, M. L. et al. Adjuvant effect of Pluchea quitoc extract on the resistance of tumor-bearing mice by modulation of the host hematopoietic response. Immunopharmacol Immunotoxicol, v. 23, n. 2, p.215-228, 2001. doi: 10.1081/iph-100103861
3 - QUEIROZ, M. L. et al. Stimulatory action of Pluchea quitoc extract on the hematopoietic response during murine listeriosis. Immunopharmacol Immunotoxicol, v. 22, n. 4, p.721-740, 2000. doi: 10.3109/08923970009016435

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Parte aérea seca

100 g

Parte aérea fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de parte aérea seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de parte aérea fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Afecções ginecológicas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Parte aérea seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Afecções ginecológicas em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 233-235.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 153-155.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

cafeico, clorogênico e isocloregênico.

Benzenotriol

floroglucinol e pirogalol.

Cumarinas

Esteróis

taraxasterol.

Flavonoides

5,7,3’4’-tetrahidroxi-3,6,8-trimetoxi-flavona, 5,7,3’-trihidroxi-flavona, 5,7,3’-trihidroxi-3,6,4’-trimetoxi-flavona, centaureidina e quercitrina.

Glicosídeos cianogenéticos

Óleos essenciais

canfeno, alcanfor, humuleno, α-pineno, β-pineno, limoneno, 1,8-cineol, p-cimeno, metilheptenona, citronelol, α-terpineol, linalol, acetato de bornilo, cariofileno, α-terpineol, borneol, geraniol, acetato de geraniol, α-tujeno e canfeno.

Outras substâncias

resorcinol, crisofenol D, leucoantocianidina, crisofenol, pirocatequina

Saponinas

Taninos

Terpenoides

eudesmanos.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 224.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 133.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 154.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 58-59.

Propagação: 

por semente e estacas. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral [ 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

prefere temperaturas amenas, e desenvolve-se em todos os tipos de solo. Floresce no verão [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

as partes aéreas da planta devem ser colhidas, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, segundo a sabedoria popular [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 223.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 58.

Parceiros

Mikania laevigata

Referências informações gerais
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 90-96.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 238-243.
3 - NAPIMOGA, M. H.; YATSUDA, R. Scientific evidence for Mikania laevigata and Mikania glomerata as a pharmacological tool. J Pharm Pharmacol, v. 62, n. 7, p.809-820, 2010.  doi: 10.1211/jpp.62.07.0001
4 - DICKEL, M. L. et al. Mikania laevigata (guaco-cheiroso). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 652.
Descrição da espécie 

Subarbusto, liana, perene, caule cilíndrico, lenhoso, glabro, de coloração castanho-acinzentado (mais velhos) a verde claro (mais novos); folhas aromáticas, opostas, glabras, oblongo-lanceoladas, deltoides, ápice acuminado, base obtusa a atenuada, coriáceas, medindo cerca de 6,5 a 15 cm de comprimento x 3,0 a 8 cm de largura, com lóbulos menos proeminentes (se comparado a Mikania glomerata) e ausentes em folhas jovens, pecioladas, trinérveas a quinquenérveas, a pleno sol as folhas medem de 79,8 a 95,6 mm de comprimento x 44,0 a 56,0 mm de largura (base), 38,0 a 49,0 mm (meio) e 3,0

Referências descrição da espécie
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 91-92.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 159.
3 - NAPIMOGA, M. H.; YATSUDA, R. Scientific evidence for Mikania laevigata and Mikania glomerata as a pharmacological tool. J Pharm Pharmacol, v. 62, n. 7, p.809-820, 2010.  doi: 10.1211/jpp.62.07.0001
4 - COSTA, V. C. O. et al. Comparison of the Morphology, anatomy, and chemical profile of Mikania glomerata and Mikania laevigata. Planta Med, v. 84, n. 3, p.191-200, 2018. doi: 10.1055/s-0043-119226
5 - DICKEL, M. L. et al. Mikania laevigata (guaco-cheiroso). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 652. 

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão do material vegetal (fresco) em água. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Mikania glomerata.

In vitro:

Em mastócitos peritoneais isolados de ratos Wistar estimulados com composto 48/80 e incubados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de histamina (degranulação de mastócitos).

 

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata e pleurisia (diferenciação e contagem de leucócitos), induzidos por carragenina ou composto 48/80.

Os extratos vegetais apresentam atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 400 mg/kg, contudo não influenciam na liberação de histamina; apenas o extrato de M. laevigata reduz a migração de leucócitos.

[ 1 ]
Folha

Extrato etanólico. Concentrações para ensaio: 20 a 80 µL/mL.

In vitro:

Em nervo frênico-diafragma de camundongo e músculo biventer cervicis de pintinhos, incubados com veneno de Philodryas olfersii, pré ou pós-tratados com o extrato vegetal com posterior análise morfológica, morfométrica e imuno-histoquímica (TNF-α e IFNγ).

 

O extrato de M. laevigata apresenta atividade anti-inflamatória, além de reduzir a miotoxicidade e neurotoxicidade provenientes do veneno de P. olfersii.

[ 9 ]
Folha

Extrato (1:8 p/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 0,3 a 3 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de peritonite induzida por carragenina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da migração de neutrófilos, níveis de nitrito (plasmático), TNF-α e IL-1β, permeabilidade vascular e microscópica.

O extrato hidroalcoólico de M. laevigata apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 3 mg/kg.

[ 10 ]
Folha e caule

Extrato: por decocção. Dose para ensaio: 100 a 400 mg/kg. Outras espécies em estudo:  Mikania hirsutissima e Mikania involucrata.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata e pleurisia induzidos por carragenina, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do volume da pata e contagem de leucócitos plasmáticos, respectivamente.

Os extratos das folhas de M. laevigata e M. involucrata apresentam atividade anti-inflamatória, mais potente, exceto para os extratos de M. hirsutissima.

[ 14 ]

Anti-inflamatória e Citoprotetora

Anti-inflamatória e Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 400 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol/água (70:30 v/v). Dose para ensaio: 100 mg/kg. Outra espécie em estudo: Mikania glomerata.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de pneumoconiose induzida por instilação intratraqueal de carvão, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos do líquido broncoalveolar (LDH, MPO, TBARS, total de células e proteínas) e histopatológicos pulmonares.

Os extratos vegetais apresentam atividade anti-inflamatória, contudo, apenas M. laevigata demonstra ação citoprotetora.

[ 4 ]

Anticoagulante

Anticoagulante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1 g de material vegetal (pó) em 5 mL de etanol a 96%. Concentrações para ensaio: 1,67, 2,26 e 2,86 mg/mL.

In vitro:

Em amostras de plasma de doadores saudáveis incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade anticoagulante (tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada, concentração plasmática de fibrinogênio e ensaio de geração de trombina). 

 

O extrato de M. laevigata apresenta atividade anticoagulante, pois prolonga o tempo de protrombina e tromboplastina parcial ativada, além de reduzir os níveis de fibrinogênio e o potencial de geração de trombina.

[ 2 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 400 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol/água (70:30 v/v). Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a instilação intratraqueal aguda de carvão mineral em pó, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de ensaio do Cometa (sangue periférico, medula óssea e células hepáticas) e teste de micronúcleo (sangue periférico).

O extrato de M. laevigata não apresenta atividade antigenotóxica, neste modelo de estudo.

[ 13 ]

Antigenotóxica e Citoprotetora

Antigenotóxica e Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 400 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol/água (70:30 v/v). Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos CFI portadores de genotoxicidade induzida por metanossulfonato de metila e ciclofosfamida, pré e pós-tratados com o extrato vegetal, com posterior isolamento de células sanguíneas para análise do teste do Cometa e microscópica.

O extrato hidroalcoólico de M. laevigata apresenta atividade antigenotóxica e citoprotetora, reduzindo os danos provocados por agentes aquilantes.

[ 11 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g de material vegetal (fresco) em hexano, clorofórmio, acetato de etila, etanol e etanol/água (1:1, v/v), separadamente. Concentrações para ensaio: 10 a 800 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células tumorais (Hep-2 e HeLa) e não tumorais (MRC-5) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Os extratos de hexano e etanólico de M. laevigata apresentam atividade antitumoral mais potente, bem como seletividade.

[ 3 ]

Antiulcerogênica

Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Rendimento: 40 g. Dose para ensaio: 250 a 2000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por indometacina, etanol, reserpina e estresse por restrição hipotérmica, tratados com extrato vegetal, com posterior análise do índice de lesão ulcerativa, e ligadura pilórica para análise do suco gástrico (volume e constituição) na presença de histamina, pentagastrina e betanecol.

O extrato de M. laevigata apresenta atividade antiulcerogênica, principalmente na dose de 1000 mg/kg, devido as ações citoprotetora e antissecretora (mediada pelo sistema parassimpático).

[ 12 ]

Controle da reabsorção óssea

Controle da reabsorção óssea
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Rendimento: 1:8 (p/v). Dose para ensaio: 10 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de periodontite induzida por ligadura, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da infiltração de neutrófilos nos tecidos gengivais (MPO), histológica e imuno-histoquímica (RANKL).

O extrato de M. laevigata apresenta resultados promissores no controle da reabsorção óssea na periodontite.

[ 6 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 80% (v/v), submetido a técnica de spray dried para obtenção do extrato seco. Doses para ensaio: 250 a 2000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de lesões gástricas induzidas por indometacina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice de danos na mucosa gástrica (inchaço, sangramento, intensidade da ulceração, número total de úlceras e petéquias).

O extrato seco liofilizado de M. laevigata apresenta atividade gastroprotetora promissora, dose dependente.

[ 5 ]

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:2 p/v): maceração de 9 kg de material vegetal em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 2,97%. Liofilização: 5,95%. Concentrações para ensaio: 300 a 2000 µg/mL.

In vitro:

Em anéis da traqueia isolados de ratos Wistar, com ou sem epitélio, incubados com extrato vegetal, bradicinina, acetilcolina, L-NAME, cloreto de cálcio, glibenclamida, 4-aminopiridina e tetraetilamônio, com posterior análise de relaxamento.

 

O extrato de M. laevigata apresenta atividade relaxante do músculo da traqueia, por alterar na mobilização de cálcio intracelular e ativar os canais de potássio.

[ 7 ]
Ensaio Toxicológico

Sistema reprodutor masculino

Sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Xarope (1:10): contendo o extrato hidroalcoólico [maceração de 9 kg de material vegetal em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 2,97%] e açúcar. Doses para ensaio: 3,5 a 14,0 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o fitoterápico, com posterior análise do peso corporal e órgãos reprodutores, morfológica do esperma, número e produção de espermatozoides.

O xarope de M. laevigata não apresenta toxicidade para o sistema reprodutor masculino, nas doses em estudo.

[ 8 ]
Sistema reprodutor masculino

Toxicidade aguda, subcrônica e crônica

Toxicidade aguda, subcrônica e crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato (1:2 p/v): maceração de 9 kg de material vegetal em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 2,97%. Liofilização: 5,95%. Doses para ensaio: 0,3 a 3,0 g/kg.

Xarope (1:10): extrato liofilizado em açúcar. Doses para ensaio: 3,0 a 10,0 g/kg; 75 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda, subcrônica e crônica.

O xarope de M. laevigata apresenta segurança para uso subcrônico ou crônico (90 dias), com DL50 = 0,548 a 0,967 g/kg.

[ 7 ]
Toxicidade aguda, subcrônica e crônica
Folha

Extrato (1:2 p/v): maceração de 9 kg de material vegetal em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 2,97%. Liofilização: 5,95%. Doses para ensaio: 0,3 a 3,0 g/kg.

Xarope (1:10): extrato liofilizado em açúcar. Doses para ensaio: 3,0 a 10,0 g/kg; 75 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda, subcrônica e crônica.

O xarope de M. laevigata apresenta segurança para uso subcrônico ou crônico (90 dias), com DL50 = 0,548 a 0,967 g/kg.

[ 7 ]
Toxicidade aguda, subcrônica e crônica

Referências bibliográficas

1 - PASQUA, C. S. P. D. et al. Pharmacological study of anti-inflammatory activity of aqueous extracts of Mikania glomerata (Spreng.) and Mikania laevigata (Sch. Bip. ex Baker). J Ethnopharmacol, v. 231, p.50-56, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2018.11.012
2 - LEITE, P. M. et al. In vitro anticoagulant activity of Mikania laevigata: deepening the study of the possible interaction between guaco and anticoagulants. J Cardiovasc Pharmacol, v. 74, n. 6, p.574-583, 2019. doi: 10.1097/FJC.0000000000000745
3 - RUFATTO, L. C. et al. Mikania laevigata: chemical characterization and selective cytotoxic activity of extracts on tumor cell lines. Phytomedicine, v. 20, n. 10, p.883-889, 2013. doi: 10.1016/j.phymed.2013.03.016
4 - FREITAS, T. P. et al. Effects of Mikania glomerata Spreng. and Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker (Asteraceae) extracts on pulmonary inflammation and oxidative stress caused by acute coal dust exposure. J Med Food, v. 11, n. 4, p.761-766, 2008. doi: 10.1089/jmf.2008.0051
5 - PINTO, M. V. et al. Obtaining a dry extract from the Mikania laevigata leaves with potential for antiulcer activity. Pharmacogn Mag, v. 13, n. 49, p.76-80, 2017. doi: 10.4103/0973-1296.197640
6 - BENATTI, B. B. et al. Effects of a Mikania laevigata extract on bone resorption and RANKL expression during experimental periodontitis in rats. J Appl Oral Sci, v. 20, n. 3, p.340-346, 2012. doi: 10.1590/s1678-77572012000300008
7 - GRAÇA, C. et al. In vivo assessment of safety and mechanisms underlying in vitro relaxation induced by Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker in the rat trachea. J Ethnopharmacol, v. 112, n. 3, p.430-439, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2007.03.026
8 - GRAÇA, C. et al. Mikania laevigata syrup does not induce side effects on reproductive system of male Wistar rats. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 1, p.29-32, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.10.039
9 - COLLAÇO, R. C. O. et al. Protection by Mikania laevigata (guaco) extract against the toxicity of Philodryas olfersii snake venom. Toxicon, v. 60, n. 4, p.614-622, 2012. doi: 10.1016/j.toxicon.2012.05.014
10 - ALVES, C. F. et al. Anti-inflammatory activity and possible mechanism of extract from Mikania laevigata in carrageenan-induced peritonitis. J Pharm Pharmacol, v. 61, n. 8, p.1097-1104, 2009. doi: 10.1211/jpp/61.08.0014
11 - MAZZORANA, D. M. et al. Influence of Mikania laevigata extract over the genotoxicity induced by alkylating agents. ISRN Toxicol, p.1-7, 2013. doi: 10.1155/2013/521432
12 - BIGHETTI, A. E. et al. Antiulcerogenic activity of a crude hydroalcoholic extract and coumarin isolated from Mikania laevigata Schultz Bip. Phytomedicine, v. 12, n. 1-2, p.72-77, 2005. doi: 10.1016/j.phymed.2003.09.006
13 - FREITAS, T. P. et al. Genotoxic evaluation of Mikania laevigata extract on DNA damage caused by acute coal dust exposure. J Med Food, v. 12, n. 3, p.654-60, 2009. doi: 10.1089/jmf.2008.0185
14 - SUYENAGA, E. S. et al. Antiinflammatory investigation of some species of Mikania. Phytother Res, v. 16, n. 6, p.519-523, 2002. doi: 10.1002/ptr.908

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 44, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 84, 2011. 
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 121, 2011. 
4 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 64-65, 2018.
5 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 136-139, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 
Principais indicações

Expectorante e broncodilatadora (BRASIL, 2014; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo). Uso tópico: incorporar em cremes para uso tópico nas artralgias.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Mikania laevigata (folha - tintura 20% p/v em etanol 70%)

100 mL

Xarope simples

900 mL

 
Modo de preparo

Com o auxílio de uma proveta, medir a quantidade necessária do xarope simples e acrescentar a tintura de acordo com a formula padrão. Misturar até a preparação se tornar homogenia.

Pode preparar o xarope simples no momento que for preparar o xarope composto, de acordo com a técnica descrita em xarope simples. Inicia-se o processo com a preparação do xarope simples, efetuando os cálculos de acordo com a quantidade de xarope simples necessário para a quantidade de xarope composto, na sequência, em uma temperatura abaixo de 50°C, acrescentar a tintura, homogeneizar, filtrar se necessário, envasar em frascos âmbar esterilizados e etiquetar. 
Principais indicações

Tosses secas e produtivas em geral. 

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Mikania laevigata (folha jovem fresca)

100 g

Água destilada

1000 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

 
Modo de preparo

Colocar as folhas secas em água destilada fervente, e deixar em infusão por no mínimo 2 horas. Filtrar em papel de filtro e na temperatura de 50 °C adicionar o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. A seguir envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiquetar. 

Principais indicações

Mucosite orofaríngea.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia. 

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha jovem (fresca)

200 g

Etanol 98°

100 mL

Propilenoglicol

900 mL

 
Modo de preparo

Pesar e lavar as folhas. Em seguida picar e colocar na solução de etanol e propilenoglicol. Deixar por 7 dias em maceração e filtrar. Envasar e etiquetar. 

Principais indicações

Cicatrizante, anti-inflamatória e antialérgica.

Posologia

Extrato glicólico: Uso tópico após incorporado em cremes, loções e shampoos. 

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Mikania laevigata (extrato glicólico)

10 mL

Creme base não iônico

90 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar o extrato. 

Principais indicações

Úlceras cutâneas. 

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia. 

Farmácia da Natureza
[ 6 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

Modo de preparo

Preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações

Expectorante e broncodilatadora (BRASIL, 2014; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do decocto duas a três vezes ao dia.

Uso oral: crianças acima de 3 anos devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do decocto por quilograma de peso corporal por dose, duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 187-189.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 319.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 325.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 344-345.
5 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 363-364.
6 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 117-119.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

clorogênico, dicafeoilquínico e cumárico.

Ácidos graxos

ácido hexadecanóico.

Aldeídos

trans-2-hexenal.

Curmarinas

Diterpenos

ácido caurenoico, ácido benzoilgrandiflórico e ácido cinamoilgrandiflórico.

Esteróis

estigmasterol.

Flavonoides

patuletina, kaempferol e quercetina.

Óleos essenciais

β-cubebeno, mirceno, cineol, eugenol, óxido de cariofileno, biciclogermacreno, α e β-pineno, limoneno, β-elemeno, α-copaeno, β-cariofileno, germacreno B e D.

Outras substâncias

ácido cinamoilgrandiflórico, adenosina e ácido melilótico.

Resinas

Saponinas

Sesquiterpenos

espatulenol.

Substâncias amargas

guacina.

Taninos

Triterpenoides

taraxerol e lupeol.

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 96.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 239-240.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 161.
4 - NAPIMOGA, M. H.; YATSUDA, R. Scientific evidence for Mikania laevigata and Mikania glomerata as a pharmacological tool. J Pharm Pharmacol, v. 62, n. 7, p.809-820, 2010.  doi: 10.1211/jpp.62.07.0001
5 - COSTA, V. C. O. et al. Comparison of the Morphology, anatomy, and chemical profile of Mikania glomerata and Mikania laevigata. Planta Med, v. 84, n. 3, p.191-200, 2018. doi: 10.1055/s-0043-119226
6 - UENO, V. A. et al. Influence of environmental factors on the volatile composition of two Brazilian medicinal plants: Mikania laevigata and Mikania glomerata. Metabolomics, v. 15, n. 6, p.1-11, 2019.  doi: 10.1007/s11306-019-1546-x

Propagação: 

por estacas semi-lenhosas (simples ou cruzeta), com cerca de 20 cm de comprimento, com no mínimo 3 gemas (2 gemas inseridas no substrato e 1 gema na parte apical, contendo 2 pares de folhas cortadas ao meio). Inserir a estaca em sacos plásticos contendo o substrato solo, areia e esterco (3:2:1), permanecendo em viveiro (sombrite 50%) por 40 a 60 dias. O início da primavera é a melhor época para o enraizamento das estacas. Posteriormente, as mudas devem ser transferidas para o campo (a pleno sol ou meia sombra) em covas de 20x20 cm, adubadas com 1 kg de esterco, com espaçamento de 1,0 a 2,0 m entre plantas e 2,0 a 2,5 m entre linhas. A propagação também pode ser realizada por mergulhia ou alporquia [ 1 , 2 , 3 , 11 ] .

Mikania laevigata

Estaca

Mikania laevigata

Estaca

Mikania laevigata

Muda

Mikania laevigata

Muda

Tratos culturais & Manejo: 

adapta-se bem em ambientes com pouca luminosidade e não tolera deficiência hídrica, por isso a irrigação deve ser realizada em dias alternados. Necessita de tutoramento vertical em espaldeiras de arame liso, com cerca de 1,5 m de altura para facilitar a colheita ou em latada. Realizar adubação anual com 1 kg de esterco/planta [ 1 , 2 , 3 , 11 ] .

Colheita: 

as folhas jovens devem ser colhidas 1 ano após o plantio, posteriormente, realiza-se até 2 colheitas ao ano. Deve ser realizada no período da tarde, após às 13 horas, nos meses de julho e janeiro, antes ou após o florescimento, pois apresenta maior teor de cumarina (principalmente no verão). A sabedoria popular recomenda a colheita das partes aéreas das plantas na lua cheia. É realizada com tesouras de poda retirando 60% dos ramos laterais e deixando intacto o ramo central [ 2 , 3 , 9 , 10 ] .

Pós-colheita: 

o processo de secagem é realizado em estufa de ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Após secagem, a droga vegetal poderá ser moída em moinho de faca (até 40 mesh), armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada por período máximo de 3 meses, devido a volatilidade da cumarina [ 3 , 5 ] .

Problemas & Soluções: 

o cultivo em área de sombreamento parcial aumenta o teor de cumarina, assim como a sazonalidade e os métodos de cultivo também podem alterar a presença e concentração de princípios ativos. As espécies Mikania glomerata e Mikania laevigata apresentam diferenças na produção de constituintes químicos, como a cumarina (marcador das espécies e responsável pelas atividades farmacológicas), que se encontra em níveis baixos em M. glomerata e alto em M. laevigata [ 2 , 3 , 4 , 6 , 7 , 8 , 9 , 11 ] .

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 91.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 239.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 159-160.
4 - UENO, V. A. et al. Influence of environmental factors on the volatile composition of two Brazilian medicinal plants: Mikania laevigata and Mikania glomerata. Metabolomics, v. 15, n. 6, p.1-11, 2019.  doi: 10.1007/s11306-019-1546-x
5 - BERTOLUCCI, S. K. V. et al. Isolation and HPLC quantitation of kaurane-type diterpenes and cinnamic acid derivatives of long-term stored leaves of Mikania laevigata and Mikania glomerata. An Acad Bras Cienc, v. 85, n. 2, p.473-485, 2013. doi: 10.1590/S0001-37652013005000029
6 - BERTOLUCCI, S. K. V. et al. Seasonal variation on the contents of coumarin and kaurane-type diterpenes in Mikania laevigata and M. glomerata leaves under different shade levels. Chem Biodivers, v. 10, n. 2, p.288-295, 2013. doi: 10.1002/cbdv.201200166
7 - PASSARI, L. M. Z. G. et al. Seasonal changes and solvent effects on fractionated functional food component yields from Mikania laevigata leaves. Food Chem, v. 273, p.151-158, 2019. doi: 10.1016/j.foodchem.2017.12.075
8 - AGOSTINI-COSTA, T. S. et al. Effect of accessions and environment conditions on coumarin, o-coumaric and kaurenoic acids levels of Mikania laevigata. Planta Med, v. 82, n. 16, p.1431-1437, 2016. doi: 10.1055/s-0042-108339
9 - PASSARI, L. M. Z. G. et al. Experimental designs characterizing seasonal variations and solvent effects on the quantities of coumarin and related metabolites from Mikania laevigata. Anal Chim Acta, v. 821, p.89-96, 2014. doi: 10.1016/j.aca.2014.03.003
10 - BIAVATTI, M. W. et al. Coumarin content and physicochemical profile of Mikania laevigata extracts. Z Naturforsch C J Biosci, v. 59, n. 3-4, p.197-200, 2004. doi: 10.1515/znc-2004-3-412
11 - DICKEL, M. L. et al. Mikania laevigata (guaco-cheiroso). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 653.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1996
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Parceiros

Mikania hirsutissima

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 235-238.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 151.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva, de pequeno porte, com pelos nas extremidades dos ramos mais jovens; as folhas são densamente revestidas de pelos rígidos e esbranquiçados; inflorescências em pequenas panículas axilares terminais, esbranquiçadas e perfumadas; frutos em aquênio providos de pelos (favorecem a dispersão pelo vento)[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 235.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 151.

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção. Dose para ensaio: 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Mikania laevigata e Mikania involucrata.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com extratos vegetais, posteriormente submetidos aos testes de edema de pata e pleurisia induzidos por carragenina.

Observou-se que os extratos de M. hirsutissima não apresentam atividade anti-inflamatória, exceto para os extratos da folha de M. laevigata e M. involucrata.

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - SUYENAGA, E. S. et al. Antiinflammatory investigation of some species of Mikania. Phytother Res, v. 16, n. 6, p.519-523, 2002. doi: 10.1002//ptr.908

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido 1,5-dicafeoilquínico e ácido 2-O-glucosiloxi-4-metoxi-cinâmico.

Bisnorditerpenolactona

mikanialactona.

Cumarinas

herniarina.

Diterpenos

ácido cupressênico, ácido ent-caurenóico e derivados.

Flavonoides

crisina.

Óleos essenciais

Sais minerais

cálcio, ferro, potássio, sódio e alumínio (traços).

Saponinas

Sesquiterpenos

mikaniahumuleno I e II.

Taninos catéquicos

Referências bibliográficas

1 - OHKOSHI, E. et al. ent-Kaurenoic acids from Mikania hirsutissima (Compositae). Phytochemistry, v. 65, n. 7, p.885-890, 2004. doi: 10.1016/j.phytochem.2004.02.020
2 - OHKOSHI, E. et al. Studies on the constituents of Mikania hirsutissima (Compositae). Chem Pharm Bull (Tokyo), v. 47, n. 10, p.1436-1438, 1999. doi: 10.1248/cpb.47.1436
3 - OHKOSHI, E. et al. A novel bisnorditerpenelactone from Mikania hirsutissima. Chem Pharm Bull (Tokyo), v. 48, n. 11, p.1774-1775, 2000. doi: 10.1248/cpb.48.1774
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 235-236.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Mikania glomerata

G.M. Barroso
Referências informações gerais
1 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 160-161.
2 - NAPIMOGA, M. H.; YATSUDA, R. Scientific evidence for Mikania laevigata and Mikania glomerata as a pharmacological tool. J Pharm Pharmacol, v. 62, n. 7, p.809-820, 2010.  doi: 10.1211/jpp.62.07.0001
3 - SILVEIRA, D. et al. COVID-19: is there evidence for the use of herbal medicines as adjuvant symptomatic therapy? Front Pharmacol, v. 11, p.1-93, 2020. doi: 10.3389/fphar.2020.581840
4 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 99-103.
5 - BRANDÃO, M. G. L. Planta úteis e medicinais na obra de Frei Vellozo. 2ª ed. Belo Horizonte: Imprensa Universitária da UFMG, 2019, p. 53.
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 212-217.
7 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 228-235.
8 - DICKEL, M. et al. Mikania glomerata (guaco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 649-651.
Descrição da espécie 

Planta melífera, liana sem gavinhas, de médio a grande porte, perene, caule sublenhoso, cilíndrico, glabro e ramoso; folhas apresentam odor característico, próximo de baunilha, são opostas, simples, carnoso-coriáceas, com pecíolos de 3 a 6 cm de comprimento, ovalada a lanceolado-hastadas, cordiformes-deltoides, base cordada a atenuada, ápice acuminado, verde escura, brilhante na parte superior, com nervura principal, de 3 a 5 nervuras secundárias, a pleno sol as folhas medem cerca de 70 a 133 mm de comprimento, 39 mm de largura (base), 48 mm de largura (meio), 3 a 7 mm de largura (ápice), c

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 229.
2 - COSTA, V. C. O. et al. Comparison of the Morphology, anatomy, and chemical profile of Mikania glomerata and Mikania laevigata. Planta Med, v. 84, n. 3, p.191-200, 2018. doi: 10.1055/s-0043-119226
3 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 24.
4 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 91-93.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 213.
6 - DICKEL, M. et al. Mikania glomerata (guaco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 649.
7 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 149.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Guaco Brasil Folha

Antisséptica, anti-inflamatória e antibacteriana.

Infusão. 

-

-

[ 1 ]
Guaco, coração de Jesus, erva de cobra e cipó almecega Brasil Folha e flor

Antiofídica, antirreumática, antiofídica, antitérmica, antidismenorreica, no tratamento da malária, problemas intestinais e cólicas.

-

-

-

[ 2 ]
Guaco Brasil Folha

Antigripal, expectorante e no tratamento de resfriados, bronquites alérgicos e infecciosos.

Tintura ou infusão [3 g (1 colher de sopa) em 150 mL de água (1 xícara de chá)].

Tomar 2 a 7 mL da tintura em 75 mL de água, 3 vezes ao dia ou tomar 1 xícara (de chá) da infusão 3 vezes ao dia.

Superdosagem pode ocasionar vômito e diarreia, enquanto que o uso prologado pode ocasionar acidentes hemorrágicos (efeito antagônico com a vitamina K). Usar com cautela a associação com plantas ou substâncias anticoagulantes, bem como durante a gravidez e lactação.

[ 3 ]
Guaco Botucatu-SP (Brasil) Folha

Antialérgica, expectorante, no tratamento de gripes, resfriados e bronquite.

Infusão: 3 g (1 colher de sopa) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá).

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

Usar com cautela em pacientes em tratamento com anticoagulantes e anti-inflamatórios não-esteroidais. Altas doses podem provocar vômito e diarreia.

[ 4 ]
Cipó-almécega-cabeludo, cipó-catinga, coração-de-Jesus e guaco-de-cheiro Brasil Folha

Antitussígena, antiasmática, broncodilatadora, expectorante e antiedematogênica.

Xarope: ferver as folhas picadas em água (1:10 p/v) até a aparecimento do cheiro de cumarina. Acrescentar hortelã-japonesa (Mentha arvensis var. piperancens), malvariço (Plectranthus amboinicus) ou poejo (Mentha pulegium) e coar. Adicionar açúcar e ferver até solubilização. Armazenar em frasco limpo por até 15 dias.

Tomar 1 colher (de sopa) 3 a 4 vezes ao dia.

-

[ 5 , 6 ]
Cipó-almécega-cabeludo, cipó-catinga, coração-de-Jesus e guaco-de-cheiro Brasil Folha

Antitussígena, antiasmática, broncodilatadora, expectorante e antiedematogênica.

Infusão: 4 a 6 folhas picadas em 1 xícara (média) de água.

Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia.

-

[ 5 , 6 ]
Cipó-almécega-cabeludo, cipó-catinga, coração-de-Jesus e guaco-de-cheiro Brasil Folha

No tratamento de nevralgias, prurido e dores reumáticas.

Tintura: maceração de 100 g do material vegetal (triturado) em 300 mL de etanol a 70%. Filtrar.

Uso externo: na forma de fricção ou compressa.

-

[ 5 ]
Cipó-almécega-cabeludo, cipó-catinga, coração-de-Jesus e guaco-de-cheiro Brasil Folha

Antitussígena, antiasmática, broncodilatadora, expectorante e antiedematogênica.

Tintura: adicionar ao material vegetal (picado) em ¼ do volume de álcool de cereais e completar com água. Filtrar após 3 dias.

Tomar 1 colher (de café) 4 vezes ao dia. Se necessário adoçar com mel ou açúcar.

-

[ 6 ]
Cipó-caatinga, coração-de-Jesus, erva-de-cobra, guaco e uaco Brasil -

Tônica, depurativa, febrífuga, orexígena, antigripal, antiasmática, expectorante, antitussígena, broncodilatadora, diurética, anti-hipertensiva e antiofídica

Infuso (2%), decocto, extrato fluido, tintura, elixir, vinho ou xarope.

Uso interno.

-

[ 7 , 8 ]
Cipó-caatinga, coração-de-Jesus, erva-de-cobra, guaco e uaco Brasil -

Tratamento de inflamações da boca e garganta.

Decocção.

Uso externo: na forma de gargarejo.

-

[ 7 , 8 ]
Cipó-caatinga, coração-de-Jesus, erva-de-cobra, guaco e uaco Brasil -

Antisséptica e analgésica (nevralgia, prurido e dores reumáticas).

Tintura.

Uso externo.

-

[ 7 , 8 ]
Cipó-caatinga, coração-de-Jesus, erva-de-cobra, guaco e uaco Brasil Folha (fresca)

Diurética e anti-hipertensiva.

-

-

-

[ 8 ]

Referências bibliográficas

1 - HOLETZ, F. B. et al. Screening of some plants used in the Brazilian folk medicine for the treatment of infectious diseases. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 97, n. 7, p.1027-1031, 2002. doi: 10.1590/s0074-02762002000700017
2 - BOTSARIS, A. S. et al. Plants used traditionally to treat malaria in Brazil: the archives of Flora Medicinal. J Ethnobiol Ethnomed, v. 3, p.1-8, 2007. doi: 10.1186/1746-4269-3-18
3 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 162.
4 - LIMA, G. P. P. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Saúde - Prescritores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 21.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 149-150.
6 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 227-278.
7 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 213-214.
8 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995, p. 125.

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação de 1 g do material vegetal (seco) em etanol a 70%. Doses para ensaio: 200 a 400 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração de flumazenil (antagonista benzodiazepínico) e extrato vegetal, com posterior análise das atividades locomotora e coordenação motora (testes de campo aberto e rota-rod), ansiolítica (testes de labirinto em cruz elevado e claro-escuro) e níveis de aminoácidos (GABA, glutamato, glutamina e aspartato) no hipocampo.

O extrato hidroalcoólico de M. glomerata apresenta atividade ansiolítica, pois aumenta os níveis de GABA (sistema GABAérgico), além de reduzir os níveis de glutamato e aspartato no hipocampo.

[ 2 ]

Anti-hemorrágica e Anti-inflamatória

Anti-hemorrágica e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de material vegetal (seco) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 3,2 a 12,8 µg/µL.

In vivo:

Em ratos Wistar infectados por veneno de Bothrops jararaca, previamente incubado com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos e morfométricos.

O extrato hidroalcoólico de M. glomerata apresenta atividade anti-inflamatória e anti-hemorrágica, concentração dependente, sendo promissor, como coadjuvante, para tratamentos de envenenamentos.

[ 12 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão do material vegetal (fresco) em água. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Mikania laevigata.

In vitro:

Em mastócitos peritoneais isolados de ratos Wistar estimulados com composto 48/80 e incubados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de histamina (degranulação de mastócitos).

 

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata e pleurisia (diferenciação e contagem de leucócitos), induzidos por carragenina ou composto 48/80.

Os extratos vegetais apresentam atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 400 mg/kg, contudo não influenciam na liberação de histamina; apenas o extrato de M. laevigata reduz a migração de leucócitos.

[ 3 ]
Folha

Extrato: maceração de 400 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol/água (70:30 v/v). Dose para ensaio: 100 mg/kg. Outra espécie em estudo: Mikania laevigata.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de pneumoconiose induzida por instilação intratraqueal de carvão, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos do líquido broncoalveolar (LDH, MPO, TBARS, total de células e proteínas) e histopatológicos pulmonares. 

Os extratos vegetais apresentam atividade anti-inflamatória, contudo, apenas M. laevigata demonstra ação citoprotetora.

[ 4 ]
Folha

Extrato: 40 g de material vegetal (seco) em 160 mL de etanol. Concentrações para ensaio (in vitro): 4% a 50%. Dose para ensaio (in vivo): 4%. Outras espécies em estudo: Arctium lappa, Plantago major e Equisetum arvense.

In vitro:

Em cultura de hemácias incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), induzida por exposição a fumaça de cigarro, tratados com extratos vegetais, com posterior análise quantitativa de células no lavado broncoalveolar, parâmetros bioquímicos (glicose, colesterol e gama GT), histopatológicos (pulmão e traqueia), imuno-histoquímicos (AnxA1 e NF-kβ) e níveis plasmáticos de citocinas (IL-1β, IL-6, IL-10, TNF-α e MCP-1).

Os extratos vegetais em estudo apresentam atividade anti-inflamatória promissora, sendo promissores para o tratamento da DPOC, além da ausência de toxicidade.

[ 14 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 400 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol/água (70:30 v/v). Rendimento: 58,2 g. Frações: hexano e acetato de etila. Concentrações para ensaio: 1,5 a 800 µg/mL. Outra espécie em estudo: Mikania laevigata.

In vitro:

Em culturas de patógenos orais, Streptococcus mutans, S. sobrinus e S. cricetus, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) e ao teste de adesão celular em superfície de vidro.

 

A fração hexânica de M. glomerata apresenta atividade antibacteriana mais potente (de 12 a 400 µg/mL), além de reduzir a adesão celular a superfície.

[ 8 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 40 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,32% (p/p).

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL etanol a 70%. Rendimento: 43,82%.

In vitro:

Em cultura de Candida albicans incubada com óleo ou extrato vegetal, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM).

 

Neste estudo, das 35 espécies vegetais, os óleos essenciais de Aloysia triphylla, Anthemis nobilis, Cymbopogon martini, C. winterianus, Cyperus articulatus, C. rotundus, Lippia alba, Menha spp., M. arvensis, M. piperita, Mikania glomerata, Stachys byzantina e Solidago chilensis, apresentam atividade antifúngica, exceto os extratos etanólicos.

[ 15 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (a partir de cultivo orgânico ou convencional): maceração por infusão de 50 g de material vegetal (pó) em água.

In vitro:

Em sangue periférico de humanos saudáveis incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (Azul tripano) e genotoxicidade (Ensaio do Cometa).

 

O extrato aquoso obtido por cultivo orgânico, apresenta atividade antigenotóxica, devido ao alto teor de cumarina, resultados estes não encontrados para o extrato obtido por cultivo convencional.

[ 1 ]

Antiofídica

Antiofídica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso.

In vivo:

Em ratos Wistar infectados com veneno de Crotalus durissus, tratados com soro antiofídico e extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros clínicos e bioquímicos (hematológico, ureia, creatinina e cretina quinase).

O extrato aquoso de M. glomerata reduz os efeitos adversos provocados pelo veneno de C. durissus, sendo promissor como terapia coadjuvante.

[ 13 ]

Antiproliferativa e Genotóxica

Antiproliferativa e Genotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: por infusão. Concentrações para ensaio: 4 e 16 g/L.

In vitro:

Determinar as atividades antiproliferativa e genotóxica em ciclo celular de Allium cepa.

 

Observou-se que o extrato de M. glomerata apresenta atividade antiproliferativa e genotóxica.

[ 7 ]

Broncodilatadora

Broncodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso: infusão ou decocção de 15 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água.

Extrato etanólico: material vegetal (fresco) em etanol. Rendimento: 10% (p/v). Fração: diclorometano (fase orgânica e aquosa).

In vitro:

Em brônquios de humanos, traqueia isoladas de porquinhos-da-Índia, músculo vascular mesentério superior e aorta de ratos incubados com os extratos vegetais, acetilcolina, histamina, mepiramina, propranolol, indometacina e L-NAME, com posterior análise de contratilidade; e genotoxicidade em DNA de plasmídeo.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de edema de pata induzido por veneno de Bothrops jararaca, pré-tratados com a fração de diclorometano (fase orgânica), com posterior análise do volume da pata.

A fração de diclorometanto (fase orgânica) de M. glomerata apresenta atividade broncodilatadora mais potente, além da ausência de genotoxicidade. 

[ 6 ]
Ensaio Toxicológico

Interação medicamentosa (mutagenicidade)

Interação medicamentosa (mutagenicidade)
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3).

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de mutagenicidade induzida por doxorrubicina, submetidos ao tratamento subcrônico com o extrato vegetal, com posterior análise do Ensaio de Micronúcleo e de parâmetros bioquímicos (GSH, MDA e vitamina E).

O extrato de M. glomerata não apresenta mutagenicidade, contudo pode potencializar esta ação quando associado com doxorrubicina.

[ 9 ]
Interação medicamentosa (mutagenicidade)

Mutagenicidade e Genotoxicidade

Mutagenicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso: infusão de 50 g do material vegetal (fragmentado) em 1000 mL de água. Extrato etanólico (1:5 m/v): maceração do material vegetal em etanol a 80%. Concentrações para ensaio: 2,5 a 40 µL/mL. Outra espécie em estudo: Bidens pilosa.

In vitro:

Em células de hepatoma de rato (HTC) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise dos Ensaios do Cometa e do Micronúcleo.

 

Os extratos de M. glomerata apresentam genotoxicidade e mutagenicidade, principalmente nas concentrações de 10 a 40 µL/mL.

[ 5 ]
Mutagenicidade e Genotoxicidade

Sistema reprodutor feminino

Sistema reprodutor feminino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato seco. Doses para ensaio: 0,2 (1 mL) e 0,4 g (2 mL).

In vivo:

Em ratas hipertensas e prenhes submetidas a administração do extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros morfológicos e anatômicos (número de corpos lúteos, implantes, fetos e placenta), histológicos (placenta) e índice de fertilidade.

O estudo de toxicidade durante o período gestacional demonstra progressão da hipertensão materna, contudo, os efeitos adversos estão associados a pressão arterial do que ao extrato seco de M. glomerata propriamente dito.

[ 11 ]
Sistema reprodutor feminino

Sistema reprodutor masculino

Sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 90%. Dose para ensaio: 3,3 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal em período de ciclo espermatogênico, com posterior análise do peso corporal e dos órgãos (testículo, epidídimo, vesícula seminal, próstata, fígado, rim, pulmão, cérebro e glândula pituitária), produção de espermatozoides, nível plasmática de testosterona e consumo de alimentos.

O extrato hidroalcoólico de M. glomerata não apresenta sinais de toxicidade no sistema reprodutor masculino.

[ 10 ]
Sistema reprodutor masculino

Referências bibliográficas

1 - DOS SANTOS, R. R. et al. Evaluation of genotoxicity and coumarin production in conventional and organic cultivation systems of Mikania glomerata Spreng. J Environ Sci Health B, v. 54, n. 10, p.866-874, 2019. doi: 10.1080/03601234.2019.1634423
2 - SANTANA, L. C. L. R. et al. Mikania glomerata: phytochemical, pharmacological, and neurochemical study. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-11, 2014. doi: 10.1155/2014/710410
3 - PASQUA, C. S. P. D. et al. Pharmacological study of anti-inflammatory activity of aqueous extracts of Mikania glomerata (Spreng.) and Mikania laevigata (Sch. Bip. ex Baker). J Ethnopharmacol, v. 231, p.50-56, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2018.11.012
4 - FREITAS, T. P. et al. Effects of Mikania glomerata Spreng. and Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker (Asteraceae) extracts on pulmonary inflammation and oxidative stress caused by acute coal dust exposure. J Med Food, v. 11, n. 4, p.761-766, 2008. doi: 10.1089/jmf.2008.0051
5 - COSTA, R. J. et al. In vitro study of mutagenic potential of Bidens pilosa Linné and Mikania glomerata Sprengel using the comet and micronucleus assays. J Ethnopharmacol, v. 118, n. 1, p.86-93, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.03.014
6 - DE MOURA, R. S. et al. Bronchodilator activity of Mikania glomerata Sprengel on human bronchi and guinea-pig trachea. J Pharm Pharmacol, v. 54, n. 2, p.249-256, 2002. doi: 10.1211/0022357021778277
7 - NORA, G. D. et al. Antiproliferative and genotoxic effects of Mikania glomerata (Asteraceae). Biocell, v. 34, n. 3, p.95-101, 2010.
8 - YATSUDA, R. et al. Effects of Mikania genus plants on growth and cell adherence of mutans streptococci. J Ethnopharmacol, v. 97, n. 2, p.183-189, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.09.042
9 - BARBOSA, L. C. et al. Mikania glomerata Sprengel (Asteraceae) influences the mutagenicity induced by doxorubicin without altering liver lipid peroxidation or antioxidant levels. J Toxicol Environ Health A, v. 75, n.16-17, p.1102-1109, 2012. doi: 10.1080/15287394.2012.697842
10 - E SÁ, R. C. S. et al. Evaluation of long-term exposure to Mikania glomerata (Sprengel) extract on male Wistar rats' reproductive organs, sperm production and testosterone level. Contraception, v. 67, n. 4, p.327-331, 2003. doi: 10.1016/s0010-7824(02)00523-1
11 - FULANETTI, F. B. et al. Toxic effects of the administration of Mikania glomerata Sprengel during the gestational period of hypertensive rats. Open Vet J, v. 6, n. 1, p.23-29, 2016. doi: 10.4314/ovj.v6i1.4
12 - MOURÃO, V. B. et al. Anti-hemorrhagic effect of hydro-alcoholic extract of the leaves of Mikania glomerata in lesions induced by Bothrops jararaca venom in rats. Acta Cir Bras, v. 29, n. 1, p.30-37, 2014. doi: 10.1590/S0102-86502014000100005
13 - FLORIANO, R. S. et al. Effect of Mikania glomerata (Asteraceae) leaf extract combined with anti-venom serum on experimental Crotalus durissus (Squamata: Viperidae) envenomation in rats. Rev Biol Trop, v. 57, n. 4, p.929-937, 2009. doi: 10.15517/rbt.v57i4.5437
14 - POSSEBON, L. et al. Anti-inflammatory actions of herbal medicines in a model of chronic obstructive pulmonary disease induced by cigarette smoke. Biomed Pharmacother, v. 99, p.591-597, 2018. doi: 10.1016/j.biopha.2018.01.106
15 - DUARTE, M. C. T. et al. Anti-candida activity of Brazilian medicinal plants. J Ethnopharmacol, v. 97, n. 2, p.305-311, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.11.016

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 43, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 84, 2011.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 121, 2011.
4 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 64-65, 2018.
5 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 134-136, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                              * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 
Principais indicações

Expectorante e broncodilatadora (BRASIL, 2014; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo). 

Uso tópico: incorporar em cremes para uso tópico nas artralgias. 

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Mikania glomerata (folha - tintura 20% p/v em etanol 70%)

100 mL

Xarope simples 

900 mL

 
Modo de preparo

Com o auxílio de uma proveta, medir a quantidade necessária do xarope simples e acrescentar a tintura de acordo com a formula padrão. Misturar até a preparação se tornar homogenia. 

Pode preparar o xarope simples no momento que for preparar o xarope composto, de acordo com a técnica descrita em xarope simples. Inicia-se o processo com a preparação do xarope simples, efetuando os cálculos de acordo com a quantidade de xarope simples necessário para a quantidade de xarope composto, na sequência, em uma temperatura abaixo de 50°C, acrescentar a tintura, homogeneizar, filtrar se necessário, envasar em frascos âmbar esterilizados e etiquetar.
Principais indicações

Tosses secas e produtivas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componentes

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Expectorante e broncodilatadora (BRASIL, 2014; BRASIL, 2018). 

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Uso oral: crianças acima de 3 anos devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 185-187.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 318.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 115-117.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

clorogênico e dicafeoilquínico.

Ácidos graxos

ácido palmítico, metil cinamato, 2H-1-benzopiran-2-ona, (2-hidroxifenil) propionato de metila, (Z)-metil-hexadec-7-enoato, hexadecanoato de metila, ácido hexadecanóico, (Z)-metil-octadec-9-enoato, ácido octadecanóico e esqualeno.

Aldeídos

hexanal e trans-2-hexenal.

Cumarinas

ácido cumárico e diihdrocumarina.

Diterpenos

ácido caurenóico, ácido cinamoilgrandiflórico, ácido isobutiriloxicaurenóico e fitol.

Esteroides

estigmasterol e β-sitosterol.

Fenilpropanoides

ácido o-hidrocinâmico.

Flavonoides

Lactonas sesquiterpênicas

guacina.

Óleos essenciais

germacreno B e D, β-cariofileno, óxido de cariofileno, limoneno, α e β-pineno, α e β-elemeno, α-copaeno, biciclogermacreno, ∆-cadieno, α-copaeno, β-cubebeno, α-humuleno, elemol, espatulenol, muurolol, α-cadinol, isoterpinoleno, mirceno, cineol, borneol e eugenol.

Resinas

Saponinas

guacosídeo.

Sesquiterpenos

Taninos

Triterpenoides

lupeol e friedelina.

Referências bibliográficas

1 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 160.
2 - SANTANA, L. C. L. R. et al. Mikania glomerata: phytochemical, pharmacological, and neurochemical study. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-12, 2014.  doi: 10.1155/2014/710410
3 - SILVEIRA, D. et al. COVID-19: is there evidence for the use of herbal medicines as adjuvant symptomatic therapy? Front Pharmacol, v. 11, p.1-93, 2020. doi: 10.3389/fphar.2020.581840
4 - COSTA, V. C. O. et al. Comparison of the Morphology, anatomy, and chemical profile of Mikania glomerata and Mikania laevigata. Planta Med, v. 84, n. 3, p.191-200, 2018. doi: 10.1055/s-0043-119226
5 - UENO, V. A. et al. Influence of environmental factors on the volatile composition of two Brazilian medicinal plants: Mikania laevigata and Mikania glomerata. Metabolomics, v. 15, n. 6, p.1-11, 2019.  doi: 10.1007/s11306-019-1546-x
6 - DUARTE, M. C. T. et al. Anti-candida activity of Brazilian medicinal plants. J Ethnopharmacol, v. 97, n. 2, p.305-311, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.11.016
7 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 95-96.
8 - GUPTA, M. P. (editor). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 215-216.

Propagação: 

por estacas semi-lenhosas, de 10 a 25 cm de comprimento, com 3 a 5 gemas, sendo 2 gemas inseridas em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e 1 gema permanece acima da superfície do substrato, contendo 1 par de folhas cortadas ao meio. As estacas devem ser transferidas para viveiro (sombrite 50%). Após 2 a 3 meses as mudas devem ser transferidas para o local definitivo (em períodos chuvosos), a pleno sol ou a meia sombra, preferindo solos ricos em matéria orgânica, em covas de 20x20 cm, com espaçamento de 1,0 m entre plantas x 2,0 m entre linhas [ 3 , 4 , 6 , 7 , 8 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

necessita de tutoramento vertical em espaldeira (com arame liso) de 1,5 a 2,0 m de altura para facilitar a colheita. Deve-se fazer poda de formação, conduzindo seus ramos e adubação anual com 1 kg de esterco/planta. Esta espécie é exigente em água, assim, a irrigação deve ser realizada em dias alternados [ 3 , 4 , 6 , 7 , 8 ] .

Colheita: 

as folhas jovens devem ser colhidas no período da tarde, após as 13 horas, antes ou após o florescimento, pois apresentam maior teor de cumarina. A sabedoria popular recomenda a colheita das partes aéreas das plantas no período de lua cheia. A colheita deve ser realizada de 8 a 12 meses após o plantio, posteriormente, pode-se colher até 2 vezes ao ano. Utiliza-se tesouras de poda, retirando 60% dos ramos laterais e deixando intacto os ramos centrais [ 3 , 4 ] .

Pós-colheita: 

o processo de secagem das folhas deve ser realizado em estufa de ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas, posteriormente, pode ser moída em moinho de faca (até 40 mesh). O armazenamento deve ser em ambiente não úmido e ser utilizada por período máximo de 3 meses, devido a volatilidade da cumarinas [ 3 , 4 ] .

Problemas & Soluções: 

podem ser atacadas por larvas formadoras de galhas (folhas) e lagartas (inflorescências). As espécies Mikania glomerata e Mikania laevigata apresentam diferenças na produção de constituintes químicos, como a cumarina (marcador das espécies e responsável pelas atividades farmacológicas), que se encontra em níveis baixos em M. glomerata e alto em M. laevigata. A variação química também pode estar relacionada a sazonalidade e aos métodos de cultivo [ 1 , 2 , 3 , 5 ] .

Referências bibliográficas

1 - UENO, V. A. et al. Influence of environmental factors on the volatile composition of two Brazilian medicinal plants: Mikania laevigata and Mikania glomerata. Metabolomics, v. 15, n. 6, p.1-11, 2019.  doi: 10.1007/s11306-019-1546-x
2 - BERTOLUCCI, S. K. V. et al. Seasonal variation on the contents of coumarin and kaurane-type diterpenes in Mikania laevigata and M. glomerata leaves under different shade levels. Chem Biodivers, v. 10, n. 2, p.288-295, 2013. doi: 10.1002/cbdv.201200166
3 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 24.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p.159-160.
5 - COSTA, V. C. O. et al. Comparison of the Morphology, anatomy, and chemical profile of Mikania glomerata and Mikania laevigata. Planta Med, v. 84, n. 3, p.191-200, 2018. doi: 10.1055/s-0043-119226
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 213.
7 - DICKEL, M. et al. Mikania glomerata (guaco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 650.
8 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 213.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2010
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Matricaria chamomilla

(L.) Rauschert
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 194-203.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 127-128.
3 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 69-71.
4 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 152-155.
5 - CAMARGO, M. T. L. A. As plantas medicinais e o sagrado: a etnofarmacobotânica em uma revisão historiográfica da medicina popular no Brasil. 1 ed. São Paulo: Ícone, 2014, p. 45 e 64.
6 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 360-366.
7 - GARCÍA, E. C.; SOLÍS, I. M. Manual de fitoterapia. 2 ed. Barcelona: Elsevier, 2016, p. 493-496.
8 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 331-335.
9 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 47-48.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, aromática, anual, de 0,3 a 1 m de altura, caule ereto a prostado, ramificado, cilíndricos, glabro; as folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verde-claros e lisos na face ventral; flores radialmente simétricas, terminais, penduculadas e longas, com 2,5 cm de diâmetro, reunidas em capítulos compactos, agupados em corimbos, com várias flores tubulares centrais, hermafroditas, de cor amarela e 12 a 20 flores liguladas marginais, femininas, de cor branca, com brácteas ovais ou lanceoladas, de margem escariosa acastanhada a acinzentada, possui

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 127.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 194-195.
3 - LONDRES. The Department of Health. British Pharmacopoeia 2012, vol. IV. London: Stationery Office Books, p. 3641, 2011.
4 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 331-332.
5 - SHARIFI-RAD, M. et al. Matricaria genus as a source of antimicrobial agents: from farm to pharmacy and food applications. Microbiol Res, v. 215, p.76-88, 2018. doi: 10.1016/j.micres.2018.06.010
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Camomila Brasil Flor

Digestiva, sedativa, carminativa e orexígena.

Infusão ou decocção: 4 a 6 g do material vegetal (seco) em 1 xícara de água.

Tomar 2 vezes ao dia ou mais.

-

[ 1 , 2 , 3 ]
Camomila Brasil -

No tratamento de cólicas em crianças (aplicar ainda morno sobre o abdômen) e anti-inflamatória cutânea (aplicar na face).

Infusão: 4 a 6 g do material vegetal (seco) em 1 xícara de água. 

Uso tópico: na forma de compressa.

-

[ 1 , 2 , 3 ]
Camomila Brasil Flor

Cicatrizante cutâneo, anti-inflamatória (gengivas) e antiviral (herpes).

Infusão aquosa ou óleo essencial: adicionar em formulações farmacêuticas, como cremes, pomadas, etc.

Uso externo.

-

[ 1 ]
Camomila Brasil Flor

No tratamento de cólicas intestinais e menstruais.

Tintura.

Tomar de 40 a 60 gotas em meia xícara de água (100 mL) antes ou após as refeições, até 4 vezes ao dia.

É fotossensibilizante e pode causar dermatite de contato. Cuidado ao associar com sedativos, etanol, ansiolíticos e anticoagulantes.

[ 4 ]
Camomila Brasil Flor

Ansiolítica e calmante suaves, e no tratamento de cólicas intestinais.

Infusão: 3 g (1 colher de sopa) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara de chá (150 mL) 5 a 10 minutos após o preparo, 3 a 4 vezes ao dia entre as refeições.

É fotossensibilizante e pode causar dermatite de contato. Evitar o uso em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade à camomila ou plantas da família Asteraceae. Pode ocorrer náuseas, excitação nervosa e insônia em casos de superdosagem. Cuidado ao associar com sedativos, etanol, ansiolíticos e anticoagulantes.

[ 4 , 5 ]
Camomila Brasil Flor

No tratamento de contusões e anti-inflamatória (boca e gengiva).

Infusão: 6 a 9 g (2 a 3 colheres de sopa) em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Fazer compressa, bochecho ou gargarejo 5 a 10 após o preparo, 3 a 4 vezes ao dia.

É fotossensibilizante e pode causar dermatite de contato. Evitar o uso em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade à camomila ou plantas da família Asteraceae. Pode ocorrer náuseas, excitação nervosa e insônia em casos de superdosagem. Cuidado ao associar com sedativos, etanol, ansiolíticos e anticoagulantes. 

[ 4 , 5 ]
Manzanilla Guatemala Folha e flor

No tratamento de cólica menstrual, estomacal, afecções respiratórias e tosse convulsa (decocção).

Infusão.

Uso oral.

-

[ 6 ]
Manzanilla Honduras Planta toda

Antiasmática, antidiarreica, limpeza no pós-parto e no tratamento de dores no estômago.

Decocção.

Uso oral.

-

[ 6 ]
Manzanilla Honduras e Venezuela Planta toda

Antigripal.

Decocção.

Uso oral ou inalação. 

-

[ 6 ]
Manzanilla Venezuela Flor

Antiespasmódica.

Decocção.

Uso oral.

-

[ 6 ]
Manzanilla Nicarágua Planta toda

Antidiarreica e antiespasmódica.

-

-

-

[ 6 ]
Chamomille Maurícia (América Oriental) Planta toda

No tratamento de cólicas em crianças.

Decocção.

Tomar 2 ou 3 vezes ao dia/1 a 3 semanas.

-

[ 7 ]
Ārstniecības kumelīte Letônia (Europa) Flor e folha

Antidiarreica, antitérmica, antirreumática, ansiolítica, antitussígena, anti-infecciosa (sistema respiratório superior), no tratamento de constipação, dores (abdominal, dente, cabeça, ouvido, peito e garganta), candidíase genital feminina, pós-parto, pneumonia, coriza, furúnculos, cistite, problemas renais, cortes e feridas.

Banho, compressa, decocção, chá ou in natura.

Uso externo, inalação ou interno.

-

[ 8 ]
Kamilica e german Timok e Svrljig (Sérvia) Flor

Digestiva, calmante, no tratamento de doenças cutâneas, respiratórias e oculares.

Chá e cataplasma.

-

-

[ 9 ]
Babounj Fez-Meknès (Marrocos) Flor

No tratamento de insônia e doenças orais.

Decocção.

-

-

[ 10 ]
Kamilica Região Karst e Gorjanci (Eslovênia) Flor

Antidispéptica, carminativa, calmante, antitussígena, antidiarreica, no tratamento de dor de garganta, gripe, resfriado, cólica menstrual e no pós-parto.

Infusão e decocção.

Uso interno, bochecho ou gargarejo.

-

[ 11 ]
Kamilica Região Karst e Gorjanci (Eslovênia) Flor

No tratamento de dores oculares e para limpar feridas.

Infusão.

Tópico.

-

[ 11 ]
Kamilica Região Karst e Gorjanci (Eslovênia) Flor

No tratamento de bronquite e dor de garganta.

 Infusão.

Inalação.

-

[ 11 ]
Macina trava, očajnica e kamilica Montanha Suva Planina (Sudeste da Sérvia) Parte aérea

Anti-hemorroidária, antitussígena, reguladora do ciclo menstrual, no tratamento da infertilidade feminina, resfriados e laringite.

Chá.

Uso interno. 

-

[ 12 ]
Macina trava, očajnica e kamilica Montanha Suva Planina (Sudeste da Sérvia) Parte aérea

No tratamento de doenças da cavidade oral e do ouvido.

Chá.

Uso externo: enxaguatório oral e cataplasma (ouvido).

-

[ 12 ]
Manzanilla Colômbia Parte aérea (fresca)

No tratamento de cólicas.

Infusão ou decocção.

Uso oral.

-

[ 13 ]
Dişi papatya Manisa (Turquia) Parte aérea

Antigripal, antitumoral, no tratamento de doenças gastrointestinais, do sistema respiratória e dor de cabeça.

Infusão.

-

-

[ 14 ]
Beibûn Suleimânia (Curdistão, Iraque) Folha e flor

Anti-hipertensiva, vermífuga, antitussígena, ansiolítica, diurética, no tratamento de inflamações estomacais e circulatórias, pedra nos rins, queda de cabelo, dores de cabeça, abdominal e de garganta.

Infusão ou decocção.

-

-

[ 15 ]
Kamilica Montanha Kopaonik (Sérvia) Parte aérea

Antisséptica, anti-inflamatória e no tratamento de doenças de pele e mucosas (queimaduras, feridas e úlceras).

Chá.

Uso externo e na forma de ducha vaginal.

-

[ 16 ]
Kamilica Montanha Kopaonik (Sérvia) Parte aérea

Sedativa, analgésica, antidispéptica, laxativa e no tratamento de sinusite (inalação).

Chá.

Uso interno.

-

[ 16 ]
Manzanilla Caribe (Guatemala) Folha e flor

Calmante, antitussígena, tônica uterina, no tratamento de dores no estomago e cólicas menstruais.

 Infusão ou decocção.

Uso oral.

-

[ 17 ]
Kamilica Distrito de Zlatibor (Sudoeste da Sérvia) Parte aérea

No tratamento de resfriado e distúrbios estomacais.

Infusão. 

-

-

[ 18 ]
Chamomile Romênia e outros países do Leste Europeu Flor

No tratamento da acne e eczema.

-

Uso interno.

-

[ 19 ]
Chamomile Romênia e outros países do Leste Europeu Flor

No tratamento de problemas de pele e mucosas (feridas purulentas ou não, abscessos, impetigo, herpes zoster, acne, furúnculos, eczemas, leucorreia, coceira, queimaduras, estomatite, gengivite, úlceras e seborreia).

-

Uso externo.

-

[ 19 ]
Museţel e romaniță Romênia Flor

Carminativa, antigripal, analgésica, depurativa e antiepiléptica (indicações para recém-nascidos e crianças).

Uso interno.

-

-

[ 20 ]
Museţel e romaniță Romênia Flor

No tratamento de feridas, impetigo e fortalecimento geral (indicações para recém-nascidos e crianças).

-

Uso externo. 

-

[ 20 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 127.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 1991, p. 31.
3 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 72.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 86.
5 - LIMA, G. P. P. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Saúde - Prescritores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 12.
6 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 360-361.
7 - MAHOMOODALLY, M. F.; SREEKEESOON, D. P. A quantitative ethnopharmacological documentation of natural pharmacological agents used by pediatric patients in Mauritius. Biomed Res Int, p.1-14, 2014. doi: 10.1155/2014/136757
8 - SILE, I. et al. Medicinal plants and their uses recorded in the Archives of Latvian Folklore from the 19th century. J Ethnopharmacol, v. 249, p.1-30, 2020. doi: 10.1016/j.jep.2019.112378
9 - MATEJIC, J. et al. Traditional uses of autochthonous medicinal and ritual plants and other remedies for health in Eastern and South-Eastern Serbia. J Ethnopharmacol, v. 261, p.1-28, 2020. doi: 10.1016/j.jep.2020.113186
10 - BENIAICH, G. et al. Ethnobotanical survey about medicinal plants used in traditional treatment of insomnia, asthenia, and oral and gum infections in the region Fez-Meknes, Morocco. Environ Sci Pollut Res Int, v. 29, n. 1, p.133-145, 2022. doi: 10.1007/s11356-021-14439-8
11 - LUMPERT, M.; KREFT, S. Folk use of medicinal plants in Karst and Gorjanci, Slovenia. J Ethnobiol Ethnomed, v. 13, n. 1, p.1-34, 2017. doi: 10.1186/s13002-017-0144-0
12 - JARIC, S. et al. An ethnobotanical survey of traditionally used plants on Suva planina mountain (south-eastern Serbia). J Ethnopharmacol, v. 175, p.93-108, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.09.002
13 - GÓMEZ-ESTRADA, H. et al. Folk medicine in the northern coast of Colombia: an overview. J Ethnobiol Ethnomed, v. 7, p.1-11, 2011. doi: 10.1186/1746-4269-7-27
14 - SARGIN, S. A. et al. An ethnobotanical study of medicinal plants used by the local people of Alaşehir (Manisa) in Turkey. J Ethnopharmacol, v. 150, n. 3, p.860-874, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.09.040
15 - AHMED, H. M. et al. Ethnopharmacobotanical study on the medicinal plants used by herbalists in Sulaymaniyah Province, Kurdistan, Iraq. J Ethnobiol Ethnomed, v. 12, p.1-17, 2016. doi: 10.1186/s13002-016-0081-3
16 - JARIC, S. et al. An ethnobotanical study on the usage of wild medicinal herbs from Kopaonik Mountain (Central Serbia). J Ethnopharmacol, v. 111, n. 1, p.160-175, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.11.007
17 - GIRÓN, L. M. et al. Ethnobotanical survey of the medicinal flora used by the Caribs of Guatemala. J Ethnopharmacol, v. 34, n. 2-3, p.173-87, 1991. doi: 10.1016/0378-8741(91)90035-c
18 - SAVIKIN, K. et al. Ethnobotanical study on traditional use of medicinal plants in South-Western Serbia, Zlatibor district. J Ethnopharmacol, v. 146, n. 3, p.803-810, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.02.006
19 - GILCA, M. et al. Traditional and ethnobotanical dermatology practices in Romania and other Eastern European countries. Clin Dermatol, v. 36, n. 3, p.338-352, 2018. doi: 10.1016/j.clindermatol.2018.03.008
20 - PETRAN, M. et al. Historical ethnobotanical review of medicinal plants used to treat children diseases in Romania (1860s-1970s). J Ethnobiol Ethnomed, v. 16, n. 1, p.1-33, 2020. doi: 10.1186/s13002-020-00364-6

Ação em receptores opioides

Ação em receptores opioides
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: padronizado com 0,3% de apigenina. Dose para ensaio: 25 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de dependência a morfina, submetidos a síndrome de abstinência induzida por naloxona (antagonista de receptores opioides), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso coporal e dos níveis plasmáticos de AMPc.

Em ratos Wistar portadores de dependência a morfina, submetidos a síndrome de abstinência induzida por naloxona (antagonista de receptores opioides), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal e dos níveis plasmáticos de AMPc.

[ 11 ]

Anti-hipertensiva

Anti-hipertensiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: percolação de 300 g de material vegetal (seco) em 1 L de etanol a 95%. Rendimento: 25 g. Concentração para ensaio (in vitro): 0,1 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100 e 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima ECA através da hidrólise de furilacriloil-L-fenilalail-glicil-glicina.

 

In vivo:

Em ratos Wistar normotensos e hipertensos (induzidos por sal-sacarose), tratados com extrato vegetal, com posterior análise da frequência cardíaca, pressão arterial sistólica e diastólica, parâmetros bioquímicos (ALT, AST, ALP, CT, TG, LDL e HDL), níveis de GSH e SOD em homogenato do coração, fígado e rim.

O extrato e óleo essencial apresentam atividade anti-hipertensiva, além de reduzir os parâmetros bioquímicos e o perfil lipídico.

[ 41 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água ou etanol a 70%, padronizados com 0,078 e 0,25 mg/g de apigenina, respectivamente. Concentrações para ensaio: 25 a 1600 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de macrófagos isolados de camundongos BALB/c, incubados com os extratos vegetais, na presença ou não de LPS, com posterior análise da viabilidade celular e níveis de óxido nítrico.

Em cultura de linfócitos isolados do baço de ratos, incubados com os extratos vegetais, na presença ou não de concanavalina, com posterior análise da viabilidade celular e expressão de INF-γ e IL-10.

 

O extrato etanólico de M. chamomilla apresenta atividade anti-inflamatória mais potente, contudo reduz a viabilidade celular.

[ 3 ]
-

Extrato etanólico. Doses para ensaio: 148,196 a 1183,9 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata induzida por carragenina, tratados com o extrato vegetal, diclofenaco de sódio e indometacina (em associação ou não), com posterior análise da dose efetiva (DE) e lesões gástricas.

O extrato etanólico de M. chamomilla apresenta atividade anti-inflamatória, exceto ação gastroprotetora, quando em associação aos AINES.

[ 5 ]
-

Pomada (Marham-Mafasel): contendo os extratos de Arnebia euchroma e Matricaria chamomilla.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de artrite reumatoide (pata traseira) induzido por Adjuvante de Freund, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de exames radiográficos, histopatológicos e expressão gênica (IL-1β).

A associação dos extratos de A. euchroma e M. chamomilla apresenta atividade anti-inflamatória promissora, pois reduz a expressão da citocina IL-1β.

[ 27 ]

Anti-inflamatória (gastrointestinal)

Anti-inflamatória (gastrointestinal)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato seco: a partir do extrato etanólico a 60% (m/m). DER: 4 a 6 :1. Concentrações para ensaio: 0,1 a 200 µg/mL. Outras espécies em estudo: Commiphora molmol e Coffea arabica.

In vitro:

Em cultura de células epiteliais intestinais (IECs) e macrófagos (THP-1) estimulados por LPS, incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da medição de resistência elétrica transepitelial (TEER), níveis das citocinas TNF, IL-6, IL-8, MCP-1 e PGE2 (ELISA), viabilidade celular (MTT, LDH, JC-10 e BrdU) e dose/interação sinérgica, aditiva ou antagônica entre os extratos.

 

A combinação dos extratos vegetais em estudo apresenta efetividade para tratamento de doenças gastrointestinais inflamatórias, como por exemplo a doença de Crohn.

[ 23 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante (córneas)

Anti-inflamatória e Antioxidante (córneas)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Colírio DacriovisTM: contendo 0,1% do extrato fluido de Matricaria chamomilla e 0,1% do extrato de Euphrasia officinalis. Concentrações para ensaio: 0,5 a 5%.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da redução do íon férrico (FRAP).

Em células epiteliais da córnea humana (HCEC-12) expostas à radiação UVB para indução de estresse oxidativo e inflamação, tratadas com fitoterápico (antes, durante e após exposição), com posterior análise da viabilidade celular (MTS), níveis de espécies reativas ao oxigênio, resíduos de carbonila, peroxidação lipídica (TBARS), ensaio de cicatrização de feridas, expressão de COX-2, iNOS, IL-1β, SOD-2, HO-1 e GSS.

 

O fitoterápico apresenta atividade protetora para células epiteliais da córnea, devido as ações anti-inflamatória e antioxidante.

[ 6 ]

Anti-inflamatória e Antitumoral

Anti-inflamatória e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentração para ensaio: 100 μg/mL.

In vitro:

Determinar as atividades antioxidante através do radical ORAC e inibitória da enzima Pol α (extraída de timo de bezerro), através da inserção de dTTP em primers molde de DNA.

Em células de carcinoma do cólon de humanos (HCT116) incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise do crescimento celular (Ensaio WST); e em células de leucêmia basofílica (RBL-2H3) de ratos estimuladas com ionóforo de cálcio (A23187) e incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da atividade de anti-β-hexosaminidase.

Em células RAW264.7 estimuladas com lipopolissacarídeo (LPS) e pré-tratadas com os óleos vegetais, com posterior análise de níveis de TNF-α.

 

Neste estudo, entre os 20 diferentes óleos vegetais, M. chamomilla apresenta atividades antioxidante, antitumoral e anti-inflamatória mais relevantes.

[ 38 ]
Flor

Extrato: 2,5 g de material vegetal (seco) em 100 mL de água. Dose para ensaio: 150 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de câncer de colorretal induzido por 1,2-dimetilhidrazina (DMH), pré e pós-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de contagem de pólipos, parâmetros histopatológicos e expressão de genes e proteínas (Wnt5a, GSK3β, APC, β-catequina, Lef1, Tcf4, cMyc, ciclina D1, GAPDH, COX-2 e iNOS).

O extrato aquoso de M. chamomilla apresenta atividade antitumoral e anti-inflamatória, principalmente no pré-tratamento, por modulação da via Wnt e redução dos níveis de COX-2 e iNOS.

[ 13 ]

Antiamnésica

Antiamnésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 2,5 g do material vegetal (seco) em 100 mL de etanol a 50%. Rendimento: 1,3 g. Doses para ensaio: 25 e 75 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de amnésia induzida por escopolamina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos testes de labirinto em Y e labirinto de braço radial, parâmetros bioquímicos (AChE, SOD, GPx, CAT, GSH, MDA e proteína carbonil) e expressão de BDNF e IL-1β em homogenato do hipocampo.

O extrato de M. chamomilla apresenta atividade antiamnésica, devido as ações anti-inflamatória, antioxidante e moduladora colinérgica.

[ 7 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato aquoso (temperatura ambiente ou aquecimento). Concentrações para ensaio: 7,5 a 150 mg/mL. Outras espécies em estudo: Hypericum perforatum e Quercus alba.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, para determinar o halo de inibição (mm).

 

O extrato aquoso de M. chamomilla não apresenta atividade antibacteriana nas concentrações em estudo, exceto os extratos de H. perforatum e Q. alba.

[ 21 ]

Antibacteriana e Anti-inflamatória

Antibacteriana e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Formulação tópica (1:40 p/p): contendo Juglans regia, Myrtus communis, Matricaria chamomilla, Urtica dioica e Rosa damascena em água/propilenoglicol (60:40 p/p). Concentrações para ensaio: 0,01 a 100%.

In vitro:

Em cultura de Propionibacterium acnes submetidas ao teste de diluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM).

Em cultura de queratinócitos humanos (HaCaT) incubadas com o fitoterápico, com posterior análise da viabilidade celular (XTT) e expressão de IL-1α, SRD5A1 e TNFα (RT-qPCR).

 

A formulação tópica apresenta atividade antibacteriana e anti-inflamatória promissora para o tratamento da acne.

[ 30 ]

Antibacteriana e Antioxidante

Antibacteriana e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em metanol e etanol. Concentrações para ensaio: 1,5 a 20 µg/mL. Outra espécie em estudo: Atropa belladonna.

In vitro:

Determinar da atividade através da eliminação do radical DPPH.

Em cepas de Staphylococcus aureus, Escherchia coli e Salmonella typhi submetidas ao teste de placa de ágar, para determinar o halo de inibição (mm).

 

Os extratos etanólicos e metanólicos das espécies em estudo apresentam atividade antibacteriana, exceto para S. typhi, sendo que os metanólicos demonstram ação antioxidante mais potente.

[ 44 ]

Antiespasmódica

Antiespasmódica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 400 g de material vegetal (seco) em metanol a 70%. Rendimento: 15% (p/p). Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1 a 10 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 150 e 300 mg/kg.

In vitro:

Em jejuno isolados de coelhos incubados com o extrato vegetal, K+, glibenclamida, 4-aminopiridina, cromacalina e verapamil, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de diarreia induzida por óleo de rícino, pré-tratados com glibenclamida e 4-aminopiridina e submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise do acúmulo de fluido intestinal. 

O extrato de M. chamomilla apresenta atividade antidiarreica, antissecretoras e antiespasmódica, mediadas por ativação dos canais de K+ associado ao antagonismo dos de canais de Ca2+.

[ 4 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 500 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Rendimento: 50 g.

In vitro:

Em culturas de Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli submetidas ao teste de microdiluição, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM).

Em cultura de células de câncer de mama de humanos (MCF-7) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade.

 

O óleo essencial de M. chamomilla apresenta atividade antimicrobiana, principalmente contra S. aureus, P. aeruginosa e C. albicans (CIM = 313 µg/mL), contudo não demonstra atividade antitumoral.

[ 10 ]

Antiosteoporótica

Antiosteoporótica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato aquoso. Rendimento: 10%. Concentrações para ensaio: 10 a 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Sideritis euboea, S. clandestina e Pimpinella anisum.

In vitro:

Em cultura de células osteoblásticas (KS483) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade da fosfatase alcalina e depósitos de cálcio; em cultura de células de câncer de mama (MCF-7) incubadas com o extrato vegetal, na presença ou não de estradiol, com posterior análise dos níveis da proteína IGFBP3; e em cultura de células de adenocarcinoma cervical (HeLa), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da proliferação celular (MTT).

 

Os extratos vegetais em estudo apresentam atividade promissora na prevenção da osteoporose, pois estimulam a diferenciação celular, além dos efeitos antiestrogênico e antiproliferativo.

[ 31 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 5 a 50 g do material vegetal (pó) em 50 a 100 mL de água/etanol (30:70). Concentração estoque: 100 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Helicobacter pylori incubada com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade bacteriana, através da determinação de unidades formadores de colônias (UFC); em células de câncer gástrico (AGS) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da fragmentação do DNA; e em células AGS estimuladas por H. pylori ou TNF-α, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de IL-8 (ELISA) e espécies reativas de oxigênio (citometria de fluxo).

 

Neste estudo das 24 plantas analisadas, observou-se que Cinnamomum cassia, Myrtus communis, Syzygium aromaticum e Terminalia chebula apresentam atividade anti-inflamatória mais potente, enquanto que Achillea millefolium, Berberis aristata, Coriandrum sativum, Foeniculum vulgare, Matricaria chamomilla e Prunus domestica suprimem o estresse oxidativo.

[ 26 ]

Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 1 L de etanol a 37%. Rendimento: 17,7%. Doses para ensaio: 25 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gástricas induzidos por etanol, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice de úlcera gástrica, parâmetros bioquímicos plasmáticos e no tecido gástrico (MDA, GSH, ácido ascórbico, retinol e β-caroteno).

O extrato hidroalcoólico de M. chamomilla apresenta atividade gastroprotetora e antioxidante, principalmente na dose de 200 mg/kg.

[ 18 ]

Antioxidante e Hipoglicemiante

Antioxidante e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 100 g do material vegetal (seco) em 1 L de etanol a 37%. Rendimento: 17,7%. Doses para ensaio: 20, 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (MDA, GSH, SOD, CAT, nitrito, nitrato, ácido ascórbico, retinol e β-caroteno), e imuno-histoquímicos pancreáticos.

O extrato hidroalcoólico de M. chamomilla apresenta atividade hipoglicemiante e antioxidante, dose-dependente.

[ 9 ]

Antioxidante e Nefroprotetora

Antioxidante e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 25 g do material vegetal (pó) em 500 mL de etanol a 95%. Dose para ensaio: 50 mg/mL.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de nefrotoxicidade induzida por cisplatina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos (ureia, creatinina, óxido nítrico, tióis totais, cálcio, GGT, LPO e SOD) e em homogenato renal (NAG, β-Gal, LPO, SOD, GSH, proteína total e índices apoptóticos).

O extrato hidroalcoólico de M. chamomilla apresenta atividade nefroprotetora (inibe GGT), associada a ação antioxidante significativa.

[ 12 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Nanocápsula de quitosana: contendo o óleo essencial. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1000 μg/mL.

In vitro:

Em culturas de queratinócitos (HaCat) e macrófagos (J774A1) normais de humanos e de células Vero (CCL-81) incubadas com nanocápsula de quitosana contendo o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

Em cultura de Leishmania amazonensis (amastigota e promastigota) incubada com nanocápsula de quitosana contendo o óleo vegetal, com posterior análise da atividade antiproliferativa.

Em cultura de macrófagos infectados com L. amazonensis (promastigota) e incubados com a nanocápsula de quitosana contendo o óleo vegetal, com posterior análise do índice células infectadas.

 

A nanocápsula de quitosana contendo o óleo de M. chamomilla apresenta atividade antiparasitária promissora, bem como baixa citotoxicidade.

[ 19 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: material vegetal (pó) em metanol a 70%. Outras espécies em estudo: Laurus nobilis, Citrullus colocynthisCinnamum camphoraBoswellia scara e Melissa officionalis, óleos essenciais de Cymbopogon citratus, Origanum majorana, Nasturtium officionale, Triticum aestivum, Sesamum indicum, Salvia rosmarinus, Cymbopogon nardus, Syzygum aromaticum, Simmondsia chinesis e Ocimum basilicum. Concentrações para ensaio: 0,5 a 1,000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de fibroblastos de prepúcio humano (HFF) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (CCK-8).

Em células HFF infectadas por Toxoplasma gondii e incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de atividade anti-Toxoplasma (CI50).

 

O extrato metanólico de M. chamomilla e o óleo de C. nardus apresentam atividade antiprotozoária promissora, além do alto índice de seletividade (SI = 130,33 e 15,02, respectivamente).

[ 14 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extratos (5% p/v): aquoso e metanólico. Concentrações para ensaio: 100 a 4000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células cancerígenas de humanos de próstata (LNCaP, PC-3, DU145 e PZ-HPV-7), cervical (HeLa), mama (T-47D), cólon (RKO) e fibrossarcoma (HT 1080), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da proliferação celular (MTT), fragmentação do DNA (gel de agarose), morte celular (ELISA) e apoptose (microscopia fluorescente).

 

Os extratos de M. chamomilla apresentam atividade anticancerígena, além da baixa toxicidade para células normais.

[ 36 ]
Folha

Extrato: 15 g de material vegetal (pó) em 100mL em água. Nanopartículas de prata (AgNO3): contendo 10 mL de extrato vegetal. Concentrações para ensaio: 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de adenocarcinoma de pulmão humano (A549), incubadas com AgNO3 contendo o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), apoptose/necrose (DAPI e Anexina V-FITC/PI), ciclo celular e expressão de Bax, Bcl-2, caspase-3 e 7 (RT-PCR).

 

As nanopartículas de prata contendo o extrato de M. chamomilla apresenta atividade antitumoral, dependente da dose e tempo de exposição.

[ 8 ]
Parte aérea

Extrato: 10 g de material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 50 a 1300 μg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de câncer de mama (MCF-7 e MDA-MB-468) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT), apoptose (microscopia fluorescente), ensaio clonogênico (estereomicroscópio), migração/invasão/fixação e ensaio de cicatrização de feridas.

 

O extrato de M. chamomilla apresenta resultado promissor para o tratamento ou prevenção do câncer de mama, tempo e concentrações-dependentes.

[ 43 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Ad-Muc®: contendo 10% do extrato fluido vegetal. Dose para ensaio: 0,02 mL

In vivo:

Em ratos Wistar (Ratus norvegicus albino) portadores de lesões induzidas (5 mm de diâmetro) na língua, sem lesão do tecido muscular, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros histológicos.

O extrato fluido de M. chamomilla apresenta atividade cicatrizante (reepitelização e fibras de colágeno), principalmente após 10 dias de tratamento, contudo, não influencia na inflamação e contagem de fibroblastos.

[ 32 ]
Flor

Óleo: 100 g do material vegetal em 100 mL de óleo de oliva.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de incisão linear cutânea (3 cm), submetidos a administração tópica do óleo vegetal, com posterior análise da cicatrização da ferida.

A formulação contendo M. chamomilla apresenta cicatrizante promissora.

[ 22 ]
-

Ad-Muc®: contendo 100 mg de extrato fluido vegetal.

In vitro:

Em cultura de fibroblastos gengivais (FMM1) incubados com o fitoterápico, com posterior análise da viabilidade celular (MTT).

 

In vivo:

Em ratos (Rattus novegicus albinus) portadores de feridas cutâneas circulares (3 mm) realizadas com bisturi, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros clínicos e histológicos.

O extrato fluido de M. chamomilla apresenta atividade cicatrizante mais potente, quando comparado aos corticosteroides acetonida de triancinolona e propionato de clobetasol.

[ 24 ]
Flor

Extrato oleoso: 100 g do material vegetal em 100 mL de óleo de oliva.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões cutâneas por queimadura (2º grau) com água quente, tratados com o fitoterápico, com posterior análise do índice de cicatrização de feridas.

O extrato oleoso de M. chamomilla apresenta atividade cicatrizante promissora em feridas cutâneas por queimadura.

[ 25 ]

Dermatoprotetora

Dermatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Fase aquosa: material vegetal (fresco), por destilação por arraste a vapor. Formulação emoliente: contendo 7% do extrato aquoso vegetal liofilizado.

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de dermatite atópica (DA) induzida por 2,4-dinitroclorobenzeno, tratados com a formulação emoliente, com posterior análise dos níveis de leucócitos plasmáticos, parâmetros comportamentais (coçar), parâmetros clínicos e histopatológicos das lesões cutâneas.

A formulação emoliente contendo o extrato de M. chamomilla apresenta resultados promissores para o tratamento da DA.

[ 20 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 200 g do material vegetal (pó) em 1500 mL de água. Rendimento: 18 g. Doses para ensaio: 0 a 2 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por etanol, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de do índice de úlcera, níveis gástricos de GSH e parâmetros histológicos.

O extrato aquoso de M. chamomilla apresenta atividade gastroprotetora.

[ 40 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 1000 g do material vegetal (pó) em etanol a 50%. Rendimento: 30% (p/p). Dose para ensaio: 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões hepáticas induzidas por paraquat, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos e em homogenato hepático (ALT, AST, CAT, TAC, tióis e proteínas).

O extrato hidroalcoólico de M. chamomilla apresenta atividade hepatoprotetora, por intoxicação ao paraquat, devido a ação antioxidante potente.

[ 15 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 150 e 300 mg/kg. Outra espécie em estudo: Origanum vulgare.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com os extratos vegetais, separadamente ou em associação, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (insulina, glicose, amilase, hemoglobina, ureia, creatinina, ácido úrico, proteína total, CT, TG, HDL, VLDL, LDL), apoptose (células renais) e expressão de BCL-2 e BAX (Western immunoblotting).

A combinação dos extratos de M. chamomilla e O. vulgare apresenta atividade hipoglicemiante mais potente, além de reduzir os danos renais propiciados pela doença.

[ 28 ]
Flor

Extrato aquoso. Dose para ensaio (in vivo): 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória das enzimas α-glicosidase (substrato dissacarídeos), D- α-amilase (substrato amido), amilo-1,6-glicosidase (substrato 6-O-R-D-glucosil-R-ciclodextrina), aldose redutase (substrato D,L-gliceraldeído), glicose e fosforilase hepática de glicogênio.

Em eritrócitos isolados de humanos saudáveis incubados com glicose e extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de sorbitol.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de glicose plasmática e glicogênio hepático.

O extrato aquoso de M. chamomilla apresenta atividade hipoglicemiante, além de reduzir as complicações relacionadas a esta doença.

[ 29 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: material vegetal (pó) em metanol a 50%. Dose para ensaio: 20 mg/animal. Outras espécies em estudo: Silene nocturna e Nigella sativa.

In vivo:

Em camundongos Balb/c tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do peso do baço, contagem de glóbulos brancos e celularidade da medula óssea.

Em camundongos Balb/c imunossuprimidos com ciclofosfamida, pré-tratados com os extratos vegetais, submetidos a infecção sistêmica com Candida albicans, com posterior análise do peso corporal e do baço.

Os extratos hidrometanólicos de M. chamomilla, S. nocturna e N. sativa apresentam atividade imunomoduladora promissora.

[ 33 ]

Inibidora enzimática (metaloproteinase)

Inibidora enzimática (metaloproteinase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 1 g em 200 mL de água. Concentrações para ensaio: 10 a 100%. Outra espécie em estudo: Linum usitatissimum.

In vitro:

Em fibroblastos de camundongo L929 incubados com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (MTT).

Em saliva de pacientes portadores de Síndrome da boca ardente, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade inibitória de MMP2 e MMP9 (zimigrafia).

 

Os extratos de M. chamomilla e L. usitatissimum não inibem a atividade das metaloproteinases, além da ausência de citotoxicidade.

[ 42 ]

Neuroprotetora

Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 500 g do material vegetal (seco) em etanol a 80%. Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes (tipo 2) induzido por estreptozotocina e nicotinamida, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise das funções cognitivas (teste do labirinto aquático de Morris e esquiva passiva), parâmetros bioquímicos (MDA, TAC, ALT, AST e insulina) e histológicos (região neuronal CA3 do hipocampo).

O extrato de M. chamomilla atividade neuroprotetora e reduz o comprometimento cognitivo em animais portadores de diabetes tipo 2.

[ 2 ]
Flor

Extrato: 1 g do material vegetal em 150 mL de água. Dose para ensaio: 2,14 mL/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de Doença de Parkinson induzida por clorpromazina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da intensidade do comportamento cataléptico, parâmetros cerebrais histopatológicos e imuno-histoquímicos (CD68 e CD21).

O extrato aquoso de M. chamomilla apresenta atividade neuroprotetora, devido as ações anti-inflamatória e antioxidante, sendo promissor para o tratamento de sintomas semelhantes aos da Doença de Parkinson.

[ 34 ]
Flor

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 3,6 a 461,0 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 200 e 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de estresse oxidativo induzido por formaldeído, tratados com extrato vegetal, com posterior análise do teste de evitação passiva, parâmetros bioquímicos em homogenato do hipocampo (MDA e TAC) e histopatológicos (TUNEL).

O extrato de M. chamomilla apresenta atividade neuroprotetora, pois reduz a morte celular, além da ação antioxidante significativa.

[ 16 ]

Protetora do sistema reprodutor masculino

Protetora do sistema reprodutor masculino
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 200 e 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de estresse oxidativo induzido por formaldeído, tratados com extrato vegetal, com posterior análise índice gonadossomático (GSI), níveis de hormônios sexuais (testosterona, luteinizante e folículo-estimulante), motilidade e viabilidade de espermatozoides, parâmetros histológicos testiculares e apoptose de células germinativas (TUNEL).

O extrato de M. chamomilla apresenta reduz a toxicidade no sistema reprodutor masculino induzido por formaldeído, estimulando a espermatogênese.

[ 17 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 5 a 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e ensaio de tiocianato férrico.

Em células germinativas de camundongos submetidas a danos genotóxicos induzidos por daunorrubicina, incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise dos túbulos seminíferos (células germinativas).

 

O óleo essencial de M. chamomilla apresenta atividade quimioprotetora, dose-dependente, devido a ação antioxidante potente.

[ 35 ]

Redutora do hipotireoidismo

Redutora do hipotireoidismo
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 70%. Dose para ensaio: 75 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de hipotireoidismo e síndrome dos ovários policísticos (SOP) induzidos por valerato de estradiol, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, níveis de marcadores da função da tireoide (TSH, T3 e T4) e de estresse oxidativo/antioxidante (MDA, GSH, GPx, CAT e SOD), parâmetros histopatológicos, expressão de caspase-3 e PCNA.

O extrato de M. chamomilla apresenta reduz o hipotireoidismo associado a SOP, através das ações antioxidante e antiapoptótica.

[ 1 ]
Ensaio Toxicológico

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato: por infusão (200 mL). Outras espécies em estudo: Mentha piperita, Tilia cordata, Mentha pulegium, Uncaria tomentosa e Valeriana officinalis.

In vitro:

Em culturas de larvas de Drosophia melanogaster incubadas com peróxido de hidrogênio e extratos vegetais, com posterior análise do Teste de Mutação Somática e Recombinação (SMART).

 

As infusões em estudo não apresentam genotoxicidade, e sim ação antimutagênica.

[ 37 ]
Genotoxicidade
Flor

Óleo essencial: por destilação a vapor. Doses para ensaio: 5 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos NIH submetidos a administração do óleo vegetal, com posterior análise parâmetros genotóxicos (trocas de cromátides, índice mitótico e proliferação celular) em células da medula óssea femoral (marcadas por BrdU).

Em ratos NIH submetidos a administração agentes tóxicos (daunorubicina e metil metanossulfonato), pré-tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros antigenotóxicos (trocas de cromátides, índice mitótico e proliferação celular).

O óleo essencial de M. chamomilla não demonstra genotoxicidade, contudo apresenta atividade antigenotóxica.

[ 39 ]
Genotoxicidade

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Óleo essencial: 500 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Rendimento: 50 g.

In vitro:

Determinar a letalidade através do bioensaio em Artemia salina.

 

O óleo essencial de M. chamomilla baixa toxicidade (CL50 = 31,7 µg/mL).

[ 10 ]
Letalidade
Parte aérea

Extrato: percolação de 300 g de material vegetal (seco) em 1 L de etanol a 95%. Rendimento: 25 g. Doses para ensaio: 500 a 5000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de letalidade (DL50).

O extrato etanólico de M. chamomilla não apresenta sinais de toxicidade e letalidade até a dose de 5000 mg/kg.

[ 41 ]
Letalidade

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 400 g de material vegetal (seco) em metanol a 70%. Doses para ensaio: 1, 3 e 5 g/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato de M. chamomilla não apresenta sinais de toxicidade até a dose de 5 g/kg.

[ 4 ]
Toxicidade aguda
Flor

Extrato: 200 g do material vegetal (pó) em 1500 mL de água. Rendimento: 18 g. Doses para ensaio: 0,25 a 8 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato aquoso de M. chamomilla não apresenta sinais de toxicidade até a dose de 8 g/kg.

[ 40 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

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2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 128-131, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Componente

Quantidade

Etanol/água 70%

1000 mL

Sumidade florida seca

100 g

Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de sumidade florida seca e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Dispepsia, flatulência, inquietação, insônia secundária a transtornos ansiosos, inflamações e irritações da pele e mucosas, hemorroidas e resfriado (WHO, 1999a). Cólicas digestivas e doenças inflamatórias intestinais (BLUMENTHAL, 1998). Antiespasmódica, ansiolítica, sedativa leve e anti-inflamatória nas afecções da cavidade oral (BRASIL, 2016). Antidispéptica e anti-inflamatória tópica (BRASIL, 2014). Processos inflamatórios em geral, transtornos ansiosos ou depressivos leves. 

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo). Na forma diluída (DH5), usar 5 gotas duas vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Base de sabonete de glicerina (hipoalergênica)

1 kg

Achillea millefolium (tintura ou alcoolatura)

20 mL

Matricaria chamomilla (tintura)

20 mL

Sambucus australis (tintura ou alcoolatura)

20 mL

Essência para sabonete (opcional)

3 mL

Modo de preparo

Picar a base em pedaços pequenos e levar para derreter em banho-maria ou chapa elétrica. Se for em chapa, o recipiente deve ser de ágata ou Becker. Quando estiver derretido, colocar as tinturas ou alcoolaturas, misturar bem e retirar do fogo. Adicionar a essência (opcional). Envasar o sabonete em formas próprias. Depois de esfriar, desenformar, embalar com filme plástico e etiquetar.

Principais indicações

Anti-inflamatório e antialérgico.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 1 a 2 vezes ao dia, deixando agir por 1 minuto e enxaguar. 

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Sumidade florida seca íntegra

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Dispepsia, flatulência, inquietação, insônia secundária a transtornos ansiosos, inflamações e irritações da pele e mucosas, hemorroidas e resfriado (WHO, 1999a). Cólicas digestivas e doenças inflamatórias intestinais (BLUMENTHAL, 1998). Antiespasmódica, ansiolítica, sedativa leve e anti-inflamatória nas afecções da cavidade oral (BRASIL, 2016). Antidispéptica e anti-inflamatória tópica (BRASIL, 2014). Processos inflamatórios em geral, transtornos ansiosos ou depressivos leves.  

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Uso oral: crianças devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o infuso duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: borrifar o infuso sobre as lesões de pele duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 170-173.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 374-375.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 103-105.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ferúlico, caféico e clorogênico

Ácidos graxos

Aminoácidos

Cumarinas

umbeliferona, herniarina, escopoletina-7-glicosídeo e dioxicumarina.

Espiroéteres

cis e trans-en-in-dicicloéteres.

Flavonoides

apigenina, apigetrina, apiína, luteolina, quercetina, quercimeritrina, patuletina, rutina, crisoeriol, crisospenol, crisosplenetina, isorhamnetina e jaceidinem.

Hidrocarbonetos triterpênicos

triacontano.

Lactonas sesquiterpênicas

matricina e matricarina.

Mucilagens

ramanoglacturonano.

Óleos essenciais

óxido de cariofileno, α e β-cariofileno, germacreno D, biciclogermacreno, β-felandreno, espatuleno, limoneno, β-ocimeno, γ-terpineno, canfeno, sabineno, 1,8-cineol, cânfor e α-pineno.

Outras substâncias

ácidos antêmico, angélico e tíglico, guajazuleno e antemidina.

Polissacarídeos

galactose, glicose e arabinose.

Sais minerais

Sesquiterpenos

cadineno, farneseno, furfural, espantulenol, proazuleno, camazuleno, camaviolina, α-bisabolol, óxido de bisabolol A-D, óxido de bisabololona A, (E)-β-farneseno, (E,E)-α-farneseno e (Z,E)-α-farneseno.

Taninos

Vitaminas

colina e ácido ascórbico.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 127.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 86.
3 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 69.
4 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 152.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 195-196.
6 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 361.
7 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 332.
8 - HASHEMPUR, M. H. et al. Efficacy of topical chamomile oil for mild and moderate carpal tunnel syndrome: a randomized double-blind placebo-controlled clinical trial. Complement Ther Clin Pract, v. 26, p.61-67, 2017. doi: 10.1016/j.ctcp.2016.11.010
9 - SATYAL, P. et al. Composition and bioactivities of an (E)-β-farnesene chemotype of chamomile (Matricaria chamomilla) essential oil from nepal. Nat Prod Commun, v. 10, n. 8, p.1453-1457, 2015.
10 - MCKAY, D. L.; BLUMBERG, J. B. A review of the bioactivity and potential health benefits of chamomile tea (Matricaria recutita L.). Phytother Res, v. 20, n. 7, p.519-530, 2006. doi: 10.1002/ptr.1900
11 - BAYLIAK, M. M. et al. Chamomile as a potential remedy for obesity and metabolic syndrome. EXCLI J, v. 20, p.1261-1286, 2021. doi: 10.17179/excli2021-4013

Propagação: 

por sementes, que podem ser semeadas diretamente no campo ou em sementeiras (posteriormente transferir as mudas para local definitivo). O plantio deve ocorrer nos meses de abril a junho, bem drenado e rico em matéria orgânica, com espaçamento de 0,30x0,25 ou 0,50x0,15 m. O plantio deve ocorrer em períodos em que o desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas e invernos muito rigorosos [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

pode-se realizar a rotação com culturas de leguminosas [ 2 ] .

Colheita: 

deve realizar em período de floração plena, após 3 a 5 meses do plantio [ 1 , 2 ] .

Pós-colheita: 

as flores devem ser muito bem secas, à sombra ou em secador a 35°C [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

não suporta estiagem prolongada e chuva copiosa, principalmente no período de amadurecimento das flores. Pode ser acometida por doenças fúngicas (Alternaria spp.) e apresenta alelopatia positiva com carqueja e couve [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 195.
2 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 14.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2021
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Ano de Publicação: 2016
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2016
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2015
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2015
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Organização Mundial de Saúde
Ano de Publicação: 1999
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1996
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Lychnophora ericoides

Mart.
Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 166-168.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 172-181.
3 - DE MELO, L. Q.; VIEIRA, R. F (Ed.). Lychnophora ericoides. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 747.
Descrição da espécie 

Subarbusto com até 3 m de altura, de ramos lenhosos, robustos e alveolados pelas cicatrizes foliares; as folhas são simples, alternas, lineares, subsésseis, com 15 cm de comprimento x 2 cm de largura, ápice angusto e base truncada, margens inteiras revolutas, nervura central sulcada na face adaxial e nervuras secundárias discretas; inflorescências compostas do tipo glomérulo simples folhoso, no qual vários capítulos estão agregados terminalmente a um ramo folhoso, cada capítulo origina-se da axila de uma folha, que corresponde a uma bráctea folhosa, e o conjunto torna-se envolto por folhas

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 173.
2 - DE MELO, L. Q.; VIEIRA, R. F (Ed.). Lychnophora ericoides. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 747.

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em etanol. Outras espécies em estudo: Lychnophora passerina, Lychnophoriopsis candelabrum, Lychnophora pinaster, Lychnophora staavioides, Lychnophora ericoides e Lychnophora trichocarpha. Rendimentos: 13,6, 5,6, 5,7, 4,6, 2,3 e 6,4% (p/p), respectivamente. Doses para ensaio: 0,75 e 1,50 g / kg.

In vivo:

Em camundongos albinos tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas pelo ácido acético, placa quente e edema de pata induzido por carragenina.

Observou-se que extrato etanólico de L. ericoides apresenta atividade analgésica, e L. trichocarpha e L. pinaster apresentam ação anti-inflamatória e antinociceptiva.

[ 1 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico: maceração de 1,0 kg do material vegetal (pó) com 10 L de etanol à 20%. Rendimento: 4%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de câncer de cólon retal induzido por 1,2-dimetil-hidrazina (DMH), pré e pós-tratados com extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, da proliferação celular epitelial da mucosa, do número de de focos de cripta aberrante (FCA), da expressão de PCNA e  COX-2 (imuno-histoquímica) e análise morfométrica.

Observou-se que o extrato de L. ericoides apresenta atividade antitumoral, pois inibem a expressão de COX-2 e reduz a formação de FCA.

[ 2 ]

Inibidora da enzima xantina oxidase

Inibidora da enzima xantina oxidase
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em etanol. Frações: hexano, acetato de etila e etanol. Outras espéceis em estudo: Lychnophoriopsis candelabrum, Lychnophora passerina, L. staavioides, L. trichocarpha, L. pinaster e L. ericoides. Concetração final: 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima xantino oxidase após tratamento com os extratos vegetais por espectrofotometria.

 

Observou-se que as espécies L. trichocarpha, L. ericoides e L. staavioides apresentam atividade inibitória mais potente (CI50 = 6,16, 8,28 e 33,97 µg/mL, respectivamente).

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - GUZZO, L. S. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory activities of ethanolic extracts of Lychnophora species. J Ethnopharmacol, v. 116, n. 1, p.120-124, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2007.11.006
2 - FERNANDES, C. R. et al. The protective role of Lychnophora ericoides Mart. (Brazilian Arnica) in 1,2-dimethylhydrazine-induced experimental colon carcinogenesis. Nutr Cancer, v. 63, n. 4, p.593-599, 2011. doi: 10.1080/01635581.2011.539310
3 - FERRAZ FILHA, Z. S. et al. Xanthine oxidase inhibitory activity of Lychnophora Species from Brazil ("Arnica"). J Ethnopharmacol, v. 107, n. 1, p.79-82, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.02.011

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca íntegra e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha íntegra fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Processos inflamatórios em geral.

Posologia

Uso oral: em diluições decimais, tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso tópico: incorporar a tintura em pomada, creme ou gel.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 165-167.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido clorogênico, ácido 3-O-cafeoilquínico, ácido 3,5-di-O-(E)-cafeoilquínico, ácido 4,5-di-O-(E)-cafeoilquínico e ácido 3,4,5-tri-O-(E)-cafeoilquínico.

Cumarinas

Esteróis

estigmasterol, β-sitosterol e campesterol.

Flavonoides

luteolina, apigenina, crisina, quercetina, vicenina-2, C-glucosilflavonas, coumaroilglucosilflavonois, apigenina-6,8-di-C-β-D-glicopiranosideo, crisina-6,8-di-C-β-D-glicopiranosideo, ácido 3-O-feruloilquínico, ácido 4-O-cafeoilquínico, ácido 5-O-cafeoilquiníco, ácido 4-O-feruloilquínico, ácido cafeoilferuloilquínico, 6,8-di-C-β-glucosilcrisina, flavanona, chalcona, goiazensolídeo, eremantolídeo, pinocembrina, pinostrobina, pinosbanksina e 3-O-acetilpinobanksina e 6,8-di-C-β-glucosilcrisina e diidroflavonol pinobanksina.

Glicosídeos

dendrantemosideo A e icarisideo F2.

Lactonas sesquiterpênicas

eudesmanolídeos, trans-germacronolídeos, guaianosídeos, furanoeliangolídeos, eremantolídeos, centraterina, goiazensolídeo, (4S,6R,7S,8S,10R,11S,16R)-1-oxo-3(10),8(16)-diepoxi-16-metilprop-1Z-enil-16-metoxigermacra-2-en-6(12)-olideo e (4S,6R,7S,8S,10R,11S)-1-oxo-3,10-epoxi-8-angeloiloxigermacra-2-en-6(12)-olideo.

Lignanas

metilclusina, cubebina, metilcubebina, hinoquinina e di-hidrocubebina.

Óleos essenciais

α-bisabolol, α-cadinol, (E)-nerolidol e orto-acetoxi-bisabolol.

Saponinas

Terpenos

orto-acetoxi-bisabolol.

Triterpenos

lupeol, friedelina e friedelanol.

Referências bibliográficas

1 - GOBBO-NETO, L.; LOPES, N. P. Online identification of chlorogenic acids, sesquiterpene lactones, and flavonoids in the brazilian arnica Lychnophora ericoides Mart. (Asteraceae) leaves by HPLC-DAD-MS and HPLC-DAD-MS/MS and a validated HPLC-DAD method for their simultaneous analysis. J Agric Food Chem, v. 56, n. 4, p.1193-1204, 2008. doi: 10.1021/jf0728121
2 - DOS SANTOS, M. D. et al. Analgesic activity of di-caffeoylquinic acids from roots of Lychnophora ericoides (arnica da serra). J Ethnopharmacol, v. 96, n. 3, p.545-549, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.09.043
3 - BORSATO, M. L. et al. Analgesic activity of the lignans from Lychnophora ericoides. Phytochemistry, v. 55, n. 7, p.809-813, 2000. doi: 10.1016/s0031-9422(00)00388-5
4 - PAVARINI, D. P. et al. Novel bisabolane derivative from "Arnica-Da-Serra" (Vernonieae: Asteraceae) reduces pro-nociceptive cytokines levels in LPS-stimulated rat macrophages. J Ethnopharmacol, v. 148, n. 3, p.993-998, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.05.003
5 - GOBBO-NETO, L. et al. Negative ion 'chip-based' nanospray tandem mass spectrometry for the analysis of flavonoids in glandular trichomes of Lychnophora ericoides Mart. (Asteraceae). Rapid Commun Mass Spectrom, v. 22, n. 23, p.3802-3808, 2008. doi: 10.1002/rcm.3802
6 - SAKAMOTO, H. T. et al. Sesquiterpene lactones from Lychnophora ericoides. J Nat Prod, v. 66, n. 5, p.693-695, 2003. doi: 10.1021/np020314v
7 - FERNANDES, C. R. et al. The protective role of Lychnophora ericoides Mart. (Brazilian Arnica) in 1,2-dimethylhydrazine-induced experimental colon carcinogenesis. Nutr Cancer, v. 63, n. 4, p.593-599, 2011. doi: 10.1080/01635581.2011.539310
8 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 175-176.
9 - DE MELO, L. Q.; VIEIRA, R. F (Ed.). Lychnophora ericoides. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 747.
10 - LOPES, N. Desafios e oportunidades para o desenvolvimento de fitoterápicos inovadores no Brasil: Arnica da Serra (Lychnophora ericoides). Revista A Flora, n. 5, p. 4, 2022.

Propagação: 

por sementes, em bandejas de isopor contendo vermiculita como substrato. A geminação das sementes é favorecida se este processo for realizado logo após a colheita das mesmas. A temperatura ideal para geminação é de 20°C, enquanto que acima de 35°C a germinação é bastante reduzida [ 1 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

a adubação mista (orgânica associada com a mineral, 1:1) favorece o rendimento de óleos essenciais, pois esta mistura assemelha das condições naturais de fertilidade do solo onde ocorre esta espécie [ 1 ] .

Colheita: 

as sementes devem ser colhidas nos meses de abril a junho [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

as sementes toleram temperaturas muito baixas, podendo ser armazenadas por até 12 meses. Protocolos de micropropagação in vitro a partir de gemas apicais e embriões tem demonstrado promissor para a multiplicação desta espécie [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - DE MELO, L. Q.; VIEIRA, R. F (Ed.). Lychnophora ericoides. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 747.

Parceiros

Eclipta prostrata

(L.) Hassk.
Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 136-137.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 120-122.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 73-75.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 328-333.
Descrição da espécie 

Planta herbácea anual, silvestre, semiprocumbente, ereta a prostrada, medindo de 0,4 a 0,8 cm de altura, de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades, muito ramoso, cilíndrico, oco, áspero, estriado, verde-avermelhado, radicante nos nós quando em contato com solo úmido; folhas opostas, simples, sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores), oblongo-lanceoladas, cartáceas, base cuneadas e extremidade aguda, margens inteiras ou ligeiramente denticulada, medindo 8 a 10 cm de comprimento x 2 cm de largura; flores brancas, em capítulos subglobosos, com 0,5 a 1,0 cm de diâme

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 103.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 328-329.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 136.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Agrião-do-brejo Ceará (Brasil) Folha e flor

No tratamento de afecções do sistema respiratório (asma, bronquite, tosse).

Infusão.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Agrião-do-brejo Ceará (Brasil) -

Hepatoprotetora, imunoestimulante e antiofídica.

Decocção: juntar 3 porções de 20 a 30 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água, gradativamente, porção por porção.

-

-

[ 2 , 3 ]
Agrião-do-brejo Ceará (Brasil) -

Hepatoprotetora, imunoestimulante e antiofídica.

Tintura a 40% (preparada a quente com etanol diluído a 20 ou 30%).

Tomar meia xícara 2 vezes ao dia ou 15 mL em água 3 vezes ao dia (usar adoçante).

-

[ 2 , 3 ]
Botoncillo, botón blanco, clavel de pozo e monte negro Colômbia -

Purgativa, emética e antifúngica.

Decocção ou sumo.

-

-

[ 4 ]
Mò cǎo Povos Hoklos (Ilha de Hainan, China) Planta toda

Antitumoral, anti-hemorrágica (nasal e gástrica), anti-hipertensiva, no tratamento da hepatite e nefrite.

Decocção, maceração ou banho.

-

-

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 54.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 39-40.
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 162.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 212.
5 - LI, D. L.; XING, F. W. Ethnobotanical study on medicinal plants used by local Hoklos people on Hainan Island, China. J Ethnopharmacol, v. 194, p.358-368, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.07.050

Analgésica

Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: 5 g do material vegetal em etanol a 95%. Rendimento: 14% (p/p). Doses para ensaio: 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos posteriormente aos testes do clipe de cauda de Haffner, movimento da cauda e contorções abdominais induzidas por ácido acético.

O extrato de E. alba apresenta atividade analgésica central e periférica.

[ 18 ]

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso. Rendimento: 8 g. Doses para ensaio: 100 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar parturientes tratadas com o extrato vegetal, acomodadas em jaula juntamente com ratos machos, com posterior análise do teste de agressão.

Observou-se que o extrato de E. alba apresenta atividade ansiolítica no pós-parto, possivelmente por afinidade aos receptores estrogênicos beta (ER β).

[ 21 ]

Ansiolítica e Nootrópica

Ansiolítica e Nootrópica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato aquoso (decocção) ou hidroalcoólico (Soxhlet). Rendimento: 31,44 e 26,87% (p/p), respectivamente. Doses para ensaio: 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal com posterior análise da atividade locomotora (actofotômetro), coordenação motora (rota rod), nootrópica (câmara com estímulos), ansiolítica (labirinto em cruz elevado e aparelho hole-board) e anti-inflamatória (úlcera induzidas por estresse de contenção a frio e leucocitose induzida por administração subcutânea de leite).

Observou-se que o extrato aquoso de E. alba apresenta atividade nootrópica e ansiolítica promissoras.

[ 19 ]

Anti-hemorrágica e Antimiotóxica

Anti-hemorrágica e Antimiotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato aquoso.

In vitro:

Em músculo extensor digitorum longus (de ratos) incubados com venenos de Bothrops jararaca, B. jararacuçu e Lachesis muta (e algumas toxinas purficadas) e extrato vegetal, com posterior análise dos níveis da enzima creatina quinase.

 

In vivo:

Em ratos infectados com venenos de Bothrops jararaca, B. jararacuçu e Lachesis muta (e algumas toxinas purificadas), tratados com o extrato vegetal (misturado ou não ao veneno), com posterior análise da atividade hemorrágica e das enzimas creatina quinase plasmática, fosfolipase A2 e proteolítica.

O extrato aquoso de E. prostrata apresenta atividade antimiotóxica e anti-hemorrágica.

[ 41 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: decocção de 100 g do material vegetal em 1 L de água. Rendimento: 5%. Concentrações para ensaio (in vitro): 250 a 1000 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 500 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células de adenocarcinoma de cólon de humanos (HT-29) incubadas com o extrato vegetal e estimuladas por TNF-α, com posterior análise da viabilidade celular (MTS) e expressão de COX-2, HIF-1α e NF-κB.

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de colite aguda induzida por dextran sulfato de sódio (DSS), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da perda de peso, diarreia com sangue e muco, encurtamento do cólon, parâmetros histológicos, níveis de PGE2 e VEGF-A, e expressão de COX-2 e HIF-1α.

A decocção de E. alba apresenta atividade anti-inflamatória, por regulação de COX-2, HIF-1α e NF-κB.

[ 33 ]
Planta toda

Extrato: 4,5 kg do material vegetal (pó) em 23 L de metanol. Padronizado com: 0,02% de orobosídeo, 1,69% de desmetilvedelolactona e 1,71% de wedelolactona. Rendimento: 155 g. Doses para ensaio: 100, 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c sensibilizados com albumina de ovo, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da hiperresponsividade brônquica, níveis de IgE e células inflamatórias em lavado broncoalveolar, níveis de IL-4, IL-5, IL-10, IL-13 e IFN-γ em homogenato pulmonar.

O extrato metanólico de E. prostrata apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 250 mg/kg, sendo promissora para o tratamento da asma.

[ 36 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 6 kg de material vegetal (pó) em etanol a 80%, posteriormente em éter de petróleo. Rendimento: 12,77%. Doses para ensaio: 0,625 a 2,5 g/kg.

In vivo:

Em camundongos ICR portadores de fibrose pulmonar induzida por bleomicina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos, quantificação do índice pulmonar, níveis de MDA, SOD, hidroxiprolina e expressão de MMP-2, MMP-9, TIMP-1, COX-2, α-SMA e TGF-β1.

O extrato de E. prostrata apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória, sendo promissor para o tratamento da fibrose pulmonar induzida por bleomicina.

[ 48 ]

Antiadipogênica e Antidislipidêmica

Antiadipogênica e Antidislipidêmica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Extrato: 10 kg do material vegetal (pó) em etanol. Rendimento: 377 g. Frações: n-hexano, acetato de etila, n-butanol e aquosa. Concentração para ensaio: 50 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em células-tronco mesenquimais humanas (hMSCs) incubadas com o extrato e frações vegetais e estimuladas a diferenciação em pré-adipócitos (3T3-L1), com posterior análise da expressão de proteínas, ciclo celular e excreção de glicerol em células 3T3-L1.

 

In vivo:

Em hamsters sírios portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com a fração de acetato de etila, com posterior análise parâmetros bioquímicos (TG, CT, HDL e LDL) e histopatológicos.

A fração de acetato de etila apresenta atividade antiadipogênica e antidislipidêmica mais potente.

[ 11 ]

Antiangiogênica e Antitumoral

Antiangiogênica e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Sumo: 3 kg do material vegetal (fresco) picado e espremido em pano. Rendimento: 58,6 g. Extratos: maceração de 1 kg do material vegetal (fresco) em água a 60°C ou metanol. Rendimentos: 13,6 g e 16,5 g, respectivamente.

In vitro:

Em células humanas de carcinoma hepatocelular (HCC-S102 e SK-Hep-1), de adenocarcinoma pulmonar (A549), carcinoma de mama (MDAMB-231), endoteliais da veia umbilical (HUVEC) e em fibroblastos embrionários pulmonares (MRC-5) incubadas com o suco e extratos vegetais, com posterior análise de invasão, migração e adesão celular.

Determinar a atividade angiogênica do suco e extratos vegetais através do ensaio de membrana corioalantoide de embrião de galinha (CAM).

 

O sumo de E. alba apresenta atividades antitumoral e antiangiogênica mais potentes, além de baixa citotoxicidade em células normais.

[ 31 ]

Antigiardia

Antigiardia
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: material vegetal (seco) em clorofórmio, metanol e água. Concentrações: 31,25 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de Giardia intestinalis (trofozoítos) incubada com os extratos vegetais, com posterior análise das concentrações inibitória mínima (CIM) e inibitória média (CI50).

 

Neste estudo, das 12 plantas medicinais, Alpinia galanga, Boesenbergia pandurata, Eclipta prostrata, Piper betle, P. chaba e Zingiber zerumbet apresentam atividade antigiardia, principalmente os extratos de clorofórmio e metanol.

[ 51 ]

Antileishmaniose e Citotóxica

Antileishmaniose e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Galho

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0,001 a 2,0 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Leishmania donovani (forma promastigota e amastigota axênica) incubada com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração efetiva mínima (CEM) e da viabilidade celular.

Em células mononucleares de sangue periférico de humanos incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade (MTT).

 

Neste estudo, entre as 30 plantas medicinais, Agave americana, Azadirachta indica, Eclipta alba e Piper longum apresentam atividade antileishmania mais potente, contudo, apenas E. alba e P. longum demonstram baixa citotoxicidade.

[ 7 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: material vegetal (pó) em éter de petróleo, benzeno, clorofórmio, acetona, metanol ou água.

In vitro:

Em microrganismos isolados de culturas de sangue e esfregaços orais de pacientes portadores de cancro oral (em tratamento radioterápico), submetidos ao teste de disco-difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise do halo de inibição, concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fungicida mínima (CFM).

 

Neste estudo, das 10 plantas medicinais, Asphodelus tenuifolius, Asparagus racemosus, Balanites aegyptiaca, Eclipta alba, Murraya koenigii, Ricinus communis, Pedalium murex e Trigonella foenum graecum apresentam atividade antimicrobiana significativa, principalmente contra Pseudomonas aeruginosa.

[ 8 ]

Antimiotóxica e Neutralizante

Antimiotóxica e Neutralizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: material vegetal (fresco) em etanol a 40 ou 96%.

In vitro:

Em músculo extensor digitorum longus (de ratos) incubados com veneno de Crotalus durissus terrifwus (e algumas toxinas purificadas) e extratos vegetais, com posterior análise dos níveis da enzima creatina quinase.

 

In vivo:

Em ratos infectados com veneno de Crotalus durissus terrifwus (e algumas toxinas purificadas), tratados com os extratos vegetais (misturado ou não ao veneno), com posterior análise da ação neutralizante dos extratos vegetais (DL50) e atividade da enzima creatina quinase.

Os extratos de E. prostrata apresentam atividades neutralizante e antimiotóxica.

[ 46 ]

Antiosteoporótica

Antiosteoporótica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 200 g do material vegetal, por hidrodestilação. Rendimento: 0,24% (p/p). Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 75% (v/v). Rendimento: 1,3 g. Doses para ensaio: 1 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de osteoblastos primários isolados de ratos Sprague-Dawley, incubadas com o óleo e extrato vegetais, com posterior análise da proliferação celular (ensaio MTT) e atividade da enzima fosfatase alcalina (ALP).

 

O óleo e extrato de E. prostrata estimula a proliferação dos osteoblastos e a atividade de ALP, sendo promissora para o tratamento da osteoporose.

[ 38 ]

Antioxidante e Cérebro protetora

Antioxidante e Cérebro protetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 60%. Rendimento: 8,5% (p/p). Doses para ensaio: 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores lesões neuronais induzidas por oclusão bilateral/reperfusão da artéria carótida, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (SOD, GPx, GSH, CAT, GST, GR, MDA e níveis de proteínas) e histopatológicos, edema cerebral e tamanho do infarto cerebral.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de E. alba apresenta atividade antioxidante e cérebro protetora, principalmente na dose de 500 mg/kg.

[ 13 ]

Antioxidante e Citoprotetora

Antioxidante e Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato (1:2): decocção do material vegetal (pó) em água. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1 mg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante (eliminação dos radicais DPPH e superóxido, redução e capacidade quelante de íons ferrosos).

Em queratinócitos humanos (HaCaT) e fibroblastos de camundongos (3T3), tratadas com o extrato vegetal, expostas a radiação UVB (30 ou 60 mJ/cm2), com posterior análise da citotoxicidade (MTT e ELISA).

 

O extrato aquoso de E. alba apresenta atividade antioxidante e citoprotetora contra a radiação ultravioleta.

[ 30 ]

Antioxidante e Citotóxica

Antioxidante e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 80%. Rendimento: 12,5%.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante do extrato vegetal através da capacidade antioxidante total, eliminação dos radicais DPPH e óxido nítrico livres, peroxidação lipídica (MDA) e níveis de espécies reativas ao oxigênio (EROs).

Em culturas de células cancerígenas de humanos, de mama (MCF 7 e MDA-MB-231), cervical (HeLa), ovário (SK-OV-3), cólon (SW620), próstata (DU145), pulmão (A549) e pâncreas (PANC-1), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade, apoptose, microscópica, potencial de membrana mitocondrial e migração celular.

 

O extrato de E. alba apresenta atividade citotóxica, principalmente para as linhagens MCF-7 e MDA-MB-231, concentração dependente, além da ação antioxidante.

[ 1 ]

Antioxidante e Hipolipidêmica

Antioxidante e Hipolipidêmica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: 5 kg do material vegetal (pó) em 40 L de etanol a 70%. Doses para ensaio: 75 a 250 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos KM portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TC, TG, HDL, LDL, ALT, AST e índice aterogênico), morfológicos hepáticos, níveis de SOD, GSH-Px e MDA em homogenato hepático e expressão de HMGR, LCAT, SR-BI, PPARα e LDLR.

O extrato hidroalcoólico de E. prostrata apresenta atividade hipolipemiante, modulando a expressão de genes envolvidos no metabolismo lipídico, além da ação antioxidante.

[ 43 ]

Antioxidante e Nefroprotetora

Antioxidante e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: em metanol. Doses para ensaio: 300 e 600 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de nefrotoxicidade induzida por gentamicina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (nitrogênio ureico, creatinina e microproteína urinária), oxidativos em homogenato renal (CAT e TBARS) e histopatológicos.

Observou-se que o extrato de E. alba apresenta atividade nefroprotetora, devido a ação antioxidante potente.

[ 16 ]

Antioxidante e Neuroprotetora

Antioxidante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: 10% do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Concentrações para ensaio (in vitro): 3,1 a 100 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100 a 400 mg/kg.

In vitro:

Em células de neuroblastoma (S-SY5Y), estimuladas ou não com 1-metil-4-fenilpiridínio (MPP), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), concentração inibitória média (CI50) e expressão de biomarcadores (α-sinucleína, tirosina hidroxilase e mortalina).

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração de MPP, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos testes rota rod, atividade locomotora, extensão da catalepsia, parâmetros bioquímicos e expressão de biomarcadores (α-sinucleína, tirosina hidroxilase e mortalina) em homogenato do mesencéfalo.

O extrato hidroalcoólico de E. alba apresenta atividade neuroprotetora e antioxidante.

[ 9 ]

Antiparasitária e Citotóxica

Antiparasitária e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Nanopartículas de paládio (Pd NPs): sintetizadas a partir do extrato aquoso vegetal. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 500 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 150 mg/kg.

In vitro:

Em células de câncer hepático (Hep-G2) incubadas com as nanopartículas contendo o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por Plasmodium berghei, tratados com as nanopartículas contendo o extrato vegetal, com posterior análise da parasitemia.

Observou-se que as nanopartículas de paládio contendo o extrato vegetal apresenta atividade citotóxica e antiparasitária.

[ 34 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em etanol a 50%. Rendimento: 11,6%. Concentrações para ensaio: 1,5 a 1600 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células cancerígenas, de fígado humano (HepG2), de rim e glioma de ratos (A498 e C6), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), expressão de NF-Kb (Western blotting e RT-PCR) e nível de MMP-2 e 9 (Zimografia).

 

O extrato de E. alba apresenta atividade antiproliferativa, concentração dependente, por apoptose e regulação negativa da expressão de MMP e NF-kB.

[ 4 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em etanol a 50%. Rendimento: 11,6% (p/p). Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de câncer hepático induzido por dietilnitrosamina e 2-acetilaminofluoreno e resistente a múltiplas drogas (MDR), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histológicos hepáticos e bioquímicos (AST, ALT, HDL, GGT, bilirrubina e nível de alfa fetoproteína), fragmentação do DNA hepático e expressão de metaloproteínas, NF-kB e mdr1.

Observou-se que o extrato de E. alba apresenta atividade antitumoral, além da ação promissora na reversão da MDR.

[ 10 ]
Folha

Extrato: material vegetal (fresco) em acetona. Outras espécies em estudo: Trigonella foenumgraecum e Calendula officinalis. Dose para ensaio: 100 µL.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de carcinogênese cutânea induzida por DMBA e óleos de cróton, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do número, incidência e multiplicação dos tumores, parâmetros histológicos, oxidativo e antioxidantes (em homogenato cutâneo), expressão de NF-kB, p38 MAPK, COX-2, p53 e PCNA e apoptose no tecido tumoral.

Os extratos vegetais apresentam atividade antitumoral, pois reduzem a proliferação celular e induzem a apoptose mediada por p53.

[ 27 ]

Antitumoral e Hepatoprotetora

Antitumoral e Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Frações: hexano, clorofórmio, n-butanol e aquosa.

In vitro:

Em células epiteliais de mama não-tumorigênica (MCF 10A), células de câncer de mama humano (MCF-7 e MDA-MB-231) e de camundongo (4T1), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade, apoptose, potencial de membrana mitocondrial, expressão das proteínas Hsp60 e XIAP.

 

In vivo:

Em camundongos (fêmeas) portadores de câncer de mama (4T1), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise das dimensões tumorais e parâmetros bioquímicos (hepatorrenal).

A fração de clorofórmio apresenta atividade antitumoral promissora, hepatoprotetora e ausência de toxicidade para células normais.

[ 5 ]

Citotóxica

Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 1,55 a 1600 µg/mL.

In vivo:

Em células de carcinoma hepatocelular multirresistente (DR-HepG2) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), expressão de MDR1 (RT-PCR) e de glicoproteína P (Western blotting).

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de E. alba apresenta citotoxicidade promissora, nas concentrações de 10 e 20 µg/mL.

[ 3 ]
-

Extrato: 100 g do material vegetal em etanol a 50%. Concentrações para ensaio: 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de humanos de carcinoma escamoso da língua (HSC-3 e SCC-9) e de câncer oral (TW2.6) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da migração e invasão celular, atividade da enzima MMP-2 e expressão de MMP-2, FAK e MAPKs.

 

Observou-se que E. alba apresenta atividade citotóxica, pois inibe a expressão de MMP-2.

[ 32 ]

Estimuladora do crescimento capilar

Estimuladora do crescimento capilar
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: em éter de petróleo. Rendimento: 0,89%.

In vivo:

Em camundongos Balb/c sem pelos submetidos a administração tópica do extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros para avaliar o crescimento e densidade dos pelos, morfológica e histológica folicular, proliferação de queratinócitos foliculares e expressão de TGF-β1 em homogenato da pele.

O extrato de E. alba estimula a proliferação de queratinócitos, prolongando a fase de crescimento capilar, contudo, regula negativamente a expressão de TGF-β1.

[ 2 ]
Parte aérea

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em metanol a 95%. Rendimento: 12,40%. Concentração para ensaio: 2,5%. Outras espécies em estudo: Asiasarum sieboldii e Panax ginseng.

In vivo:

Em camundongos Balb/c sem pelos submetidos a administração tópica dos extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros para avaliar o crescimento e densidade dos pelos, morfológica e histológica folicular, e proliferação de queratinócitos foliculares.

O extrato metanólico de E. alba estimula o desenvolvimento e crescimento de pelos, sendo promissora para o tratamento da alopecia, além da ausência de toxicidade.

[ 6 ]
Planta toda

Extrato: 1000 g do material vegetal (pó) em metanol a 95%. Rendimento: 100 g. concentrações para ensaio: 1,6 mg/15 cm2 e 3,2 mg/15 cm2.

In vivo:

Em camundongos C57/BL6 normais submetidos a administração tópica (dorsal) do extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicas, histomorfométricos e expressão de promotores envolvidos no crescimento do cabelo (FGF-7, Shh e BMP4).

O extrato de E. alba estimula o crescimento capilar, dose-dependente, pois potencializa a transição do pelo da fase telógena para a anágena.

[ 12 ]
-

BeauTop (BT): associação dos extratos aquosos de Ginseng radix, Astragali radix, Radix Angelicae sinensis, Ligustri fructus, Rehmannia glutinosa e Eclipta prostrata. Dose para ensaio: 0,6 g/kg.

In vivo:

Em camundongos C57bl/ 6 portadores de alopecia (por cera depilatória), suplementados com o fitoterápico, com posterior análise do crescimento capilar e expressão de EGF, IGF-1, FGF-5 e FGF-7 no tecido cutâneo.

Observou-se que o fitoterápico estimula o crescimento capilar por modulação dos genes EGF, FGF-7 e FGF-5.

[ 47 ]
Parte aérea

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo ou etanol a 95%. Rendimento: 3,9 e 4,2% (p/p), respectivamente. Pomada: contendo de 2 ou 5% do extrato vegetal.

In vivo:

Em ratos Wistar com pele sem pelos, submetidos a administração tópica do fitoterápico, com posterior análise do tempo de crescimento de pelos.

O extrato de éter de petróleo de E. alba estimula o crescimento capilar, comparável ao minoxidil a 2%, pois aumenta o número de folículos na fase anágena.

[ 22 ]
-

Creme: contendo 5% dos extratos de éter de petróleo de Cuscuta reflexa, Citrullus colocynthis e Eclipta alba (1:2:3; 2:3:1 e 3:1:2, respectivamente).

In vivo:

Em ratos Wistar desprovidos de pelos tratados topicamente com o fitoterápico, com posterior análise quantitativa do crescimento dos pelos (tempo início e conclusão do crescimento).

As formulações apresentam resultados promissores no crescimento de pelos, principalmente aquela na proporção de 3:1:2.

[ 24 ]
-

Extrato: 100 g do material vegetal em 2 L de metanol. Rendimento: 6,38%. Concentrações para ensaio (in vitro): 5 a 50 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 1 e 10 mg/dia.

In vitro:

Em cultura de células da papila dérmica humana (HDPs) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da expressão de FGF-5, FGF-7, hFGF-5, hFGF-7, p-Akt e p-S6K.

 

In vivo:

Em camundongos C57BL/6N desprovidos de pelos, submetidos a administração oral do extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histológicos e expressão de FGF-7, FGF-5, p-Akt e p-S6K.

O extrato de E. alba estimula o crescimento de pelos, especificamente na fase anágena, através da regulação de FGF-5 e FGF-7.

[ 29 ]

Farmacocinética

Farmacocinética
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 2 kg do material vegetal (seco) em 20 L de etanol a 70%.

In vivo:

Em ratos submetidos a administração oral do extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros farmacocinéticos (plasma, coração, fígado, baço, pulmão e rim), por Cromatografia Líquida de Ultra-Alto Desempenho Acoplado à Espectrometria de Massa (UPLC-MS/MS).

Observou-se que a UPLC-MS/MS é uma técnica eficiente para detectar compostos químicos de E. prostrata no plasma e tecidos.

[ 37 ]
-

Fração: clorofórmio.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos a administração oral da fração vegetal, com posterior análise de parâmetros farmacocinéticos (quantitativo e qualitativo) dos bioativos luteolina, wedelolactona e apigenina por Cromatografia Líquida Acoplada à Espectrometria de Massas (LC-MS/MS).

Observou-se que a LC-MS/MS é uma técnica eficiente para detectar compostos químicos de E. alba no plasma.

[ 28 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 2 kg do material vegetal (pó) em 6 L de metanol a 70%. Doses para ensaio: 50 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) induzida por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, TC, TG, HDL e LDL) e lipidômica plasmática (CG-MS).

Observou-se que E. prostrata apresenta eficiência para o tratamento da DHGNA, principalmente nas doses de 200 e 300 mg/kg.

[ 42 ]
Parte aérea

Extrato: material vegetal (fresco) em etanol a 50%. Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Charles Foster portadores de hepatotoxicidade induzida por tetracloreto de carbono, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade de enzimas mitocondriais (amidopirina N-desmetilase, anilina hidroxilase, succinato desidrogenase, adenosina 5’-trifosfatase, glicose 6-fosfatase, fosfatase alcalina e fosfatase ácida) isoladas de homogenato hepático.

Observou-se que E. alba apresenta atividade hepatoprotetora, pois regula os níveis de enzimas microssomais hepáticas (metabolizadoras).

[ 23 ]
-

Extrato. Doses para ensaio: 6,6 mL/kg.

In vivo:

Em porquinhos da Índia portadores de lesões hepáticas agudas induzidas por tetracloreto de carbono (CCl4), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice de mortalidade, parâmetros bioquímicos (ALP, AST e ALT) e histológico hepático.

Observou-se que o extrato de E. alba apresenta atividade hepatoprotetora contra a toxicidade por CCl4.

[ 25 ]

Hipocolesterolemiante

Hipocolesterolemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato metanólico. Frações: clorofórmio, etanol, acetato de etila e butanol. Doses para ensaio: 25, 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley suplementados com dieta hipercalórica associada com a fração butanólica vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de triacilglicerol sérico, colesterol total, LDL, HDL, índice aterogênico, peroxidação lipídica, níveis de radicais hidroxila e conteúdo carbonil.

A fração de butanol de E. prostrata apresenta resultados promissores para o tratamento da hipercolesterolemia e aterosclerose, principalmente nas doses de 50 e 100 mg/kg.

[ 35 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato etanólico. Doses para ensaio: 100 e 250 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicemia, glicemia glicada, insulina, ureia, ácido úrico e creatinina) e atividade das enzimas α-redutase e aldose redutase (CI50).

O extrato de E. alba apresenta atividade hipoglicemiante, pois reduz a ação das enzimas α-redutase e aldose redutase (CI50 = 54 e 4,5 µg/mL, respectivamente).

[ 15 ]
Folha

Suspensão: pó vegetal em goma de acácia. Dose para ensaio: 2 e 4 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicemia, proteínas, hemoglobina, fósforo inorgânico e ureia) e atividade das enzimas hexoquinase, glicose-6-fosfatase e frutose 1,6-bisfosfatase em homogenato hepático. 

O extrato de E. alba apresenta atividade hipoglicemiante, principalmente na dose de 2 g/kg.

[ 17 ]

Hipolipemiante

Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Lei-gong-gen (grânulos): a partir da decocção do material vegetal (seco) de Centella asiatica, Eclipta prostrata e Smilax glabra em água (3:1:2). Doses para ensaio: 10 e 20 g/kg.

In vivo:

Em ratos Srague-Dawley portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TC, TG, LDL e HDL), histopatológicos hepáticos, farmacológicos (molecular docking) e expressão de genes e proteínas (RT-PCR e Western blotting) associados a hiperlipidemia.

O fitoterápico apresenta atividade hipolipemiante por sinalização da via Cgmp-PKG, através da regulação negativa dos genes ADRB2 e NOS3, e positiva para o gene LDLR.

[ 44 ]
Planta toda

Extrato: percolação a frio de 2,5 kg do material vegetal (pó) em etanol a 90%. Rendimento: 5,3%. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar suplementados com dieta hipercalórica associada ao extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (LT, CT, TG, fosfolipídeos e ácido livres) plasmáticos e nos tecidos (fígado e coração).

O extrato hidroalcoólico de E. prostrata apresenta atividade hipolipemiante, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 45 ]
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica associado ao tratamento com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (CT, TG, PT e HDL) e índice aterogênico.

Observou-se que o extrato aquoso de E. prostrata apresenta atividade hipolipidêmica significativa.

[ 50 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato metanólico: contendo 1,6% de wedelolactona. Doses para ensaio: 100 a 500 mg/kg. Outra espécie em estudo: Centella asiatica.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao ensaio de mielossupressão induzida por ciclofosfamida e imunização com eritrócitos de ovelhas (SRBC), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal (depuração de carbono) e dos níveis de leucócitos.

Observou-se que os extratos de C. asiatica e E. alba apresentam atividade imunomoduladora.

[ 14 ]

Neurotônica

Neurotônica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato metanólico. Frações: clorofórmio, etanol, acetato de etila e butanol. Doses para ensaio: 25, 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley suplementados com dieta hipercalórica associada com a fração butanólica vegetal, com posterior análise da atividade do neurotransmissor acetilcolina, das enzimas acetilcolinesterase e monoamina oxidase-B em homogenato cerebral, níveis dos radicais superóxido e atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase no plasma. 

A fração de butanol de E. prostrata aumenta os níveis de acetilcolina e reduz a estresse oxidativo cerebral, sendo promissora para a prevenção da demência e perda de memória, principalmente nas doses de 50 e 100 mg/kg.

[ 39 ]
-

Extrato: 4200 g do material vegetal (pó) em 7 L de etanol a 70%. Padronizado com: 0,85% de wedelolactona. Rendimento: 17,8%. Dose para ensaio: 25 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos ICR com déficit de memória induzido por escopolamina, tratados com o extrato vegetal, submetidos posteriormente aos testes de esquiva passiva, labirinto (Y e aquático de Morris) e campo aberto, análise da potenciação de longa duração (LTP) e expressão de Akt e GSK-3β no hipocampo.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de E. prostrata apresenta atividade neurotônica.

[ 40 ]
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes do labirinto em cruz elevado e campo aberto.

Observou-se que E. alba apresenta atividade significativa na recuperação da memória.

[ 20 ]

Neutralizante

Neutralizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (fresco) em metanol, posteriormente em água. Frações: acetato de etila e butanol. Doses para ensaio: 2,5 a 50 mg/mL.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do veneno de Calloselasma rhodostoma e extrato vegetal, com posterior análise da neutralização da letalidade (DL50), atividade hemorrágica, proteolítica e da fosfolipase A2.

A fração butanólica de E. prostrata, na dose de 2,5 mg, reduz a letalidade, contudo não demonstra ação significativa como anti-hemorrágica, proteolítica e antifosfolipase A2

[ 49 ]
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 80%. Rendimento: 12,5%. Doses para ensaio: 500, 1000, 1500 e 2000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos CF submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de E. alba não apresenta sinais de toxicidade, nas doses indicadas.

[ 1 ]
Toxicidade aguda
Parte aérea

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em metanol a 95%. Rendimento: 12,40%. Concentração para ensaio: 5%. Outras espécies em estudo: Asiasarum sieboldii e Panax ginseng.

In vivo:

Em camundongos Balb/c sem pelos submetidos a administração tópica dos extratos vegetais, com posterior análise de toxicidade.

Observou-se que o extrato de E. alba não apresenta toxicidade significativa.

[ 6 ]
Toxicidade aguda
Planta toda

Extrato aquoso (decocção) ou hidroalcoólico (Soxhlet). Rendimento: 31,44 e 26,87% (p/p), respectivamente. Doses para ensaio: 100 a 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos, aquoso e hidroalcoólico, de E. alba não apresentam sinais de toxicidade, nas doses analisadas.

[ 19 ]
Toxicidade aguda
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 500 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda, com posterior análise da dose letal média (DL50), níveis de ALP, SGPT, proteína total e albumina, e parâmetros histológicos.

O extrato aquoso de E. alba demonstra sinais de toxicidade em doses acima de 2000 mg/kg e DL50 = 2316,626 mg/kg.

[ 26 ]
Toxicidade aguda
Planta toda

Extrato: 5 kg do material vegetal (pó) em 40 L de etanol a 70%. Dose para ensaio: 10,4 g/kg.

In vivo:

Em camundongos KM submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato hidroalcoólico de E. prostrata não demonstra sinais de toxicidade na dose indicada.

[ 43 ]
Toxicidade aguda

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46 - MORS, W. B. et al. Neutralization of lethal and myotoxic activities of South American rattlesnake venom by extracts and constituents of the plant Eclipta prostrata (Asteraceae). Toxicon, v. 27, n. 9, p.1003-1009, 1989. doi: 10.1016/0041-0101(89)90151-7
47 - LEE, C. Y. et al. Hair growth is promoted by BeauTop via expression of EGF and FGF‑7. Mol Med Rep, v. 17, n. 6, p.8047-8052, 2018. doi: 10.3892/mmr.2018.8917
48 - YOU, X. Y. et al. Preventive effects of Ecliptae Herba extract and its component, ecliptasaponin A, on bleomycin-induced pulmonary fibrosis in mice. J Ethnopharmacol, v. 175, p.172-180, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.08.034
49 - PITHAYANUKUL, P. et al. Anti-venom potential of butanolic extract of Eclipta prostrata against Malayan pit viper venom. J Ethnopharmacol, v. 90, n. 2-3, p.347-352, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2003.10.014
50 - DHANDAPANI, R. et al. Hypolipidemic activity of Eclipta prostrata (L.) L. leaf extract in atherogenic diet induced hyperlipidemic rats. Indian J Exp Biol, v. 45, n. 7, p.617-619, 2007.
51 - SAWANGJAROEN, N. et al. The in vitro anti-giardial activity of extracts from plants that are used for self-medication by AIDS patients in southern Thailand. Parasitol Res, v. 95, n. 1, p.17-21, 2005. doi: 10.1007/s00436-004-1264-8

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Planta toda seca

100 g

Planta toda fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de planta toda seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de planta toda fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Alergias em geral, sobretudo em picadas de insetos e afecções hepáticas.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso externo: na forma de creme ou gel, passar na área afetada 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Eclipta alba  (droga vegetal)

N° 0 (245 a 255 mg)

Q.s.p

1 cápsula

 
Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (planta toda) e encapsular.

Principais indicações

Alergias em geral, sobretudo em picadas de insetos e afecções hepáticas, sobretudo esteatose hepática.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso externo: na forma de creme ou gel, passar na área afetada 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Planta toda seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Alergias em geral, sobretudo em picadas de insetos e afecções hepáticas.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 120-122.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 386-388.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 73-75.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido clorogênico.

Alcaloides

ecliptamina.

Cumestanos

wedelolactona, dimetil-wedelolactona e tertienilcarbinol.

Fitosteróis

sitosterol e estigmasterol.

Flavonoides

apigenina, euteolina, luteolina, quercetina, caempferol, catequina, epicatequina, pratensein, diosmetina, 3’-hidroxibiocanina A e 3’-O-metilorobol.

Óleos essenciais

heptadecano, pentadecanona, pentadecano, hexadecano, eudesmol, fitol, ácido octadec-9-enóico e ácido n-hexadecanóico.

Outras substâncias

ácido mandélico, derivados do tiofeno, β-caroteno, entriacontanol e 14-heptacosanol.

Poliacetilenos

Saponinas

ecliptina e eclalbasaponina.

Taninos

Tiofenos

α-tertienilmetanol e α-formiltertienil.

Triterpenos

ácido echinocístico, ecliptasaponina, eclalbasaponina e ácido 3-Oxo-16-α-hidroxi-olean-12-en-28-óico.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 105.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 328.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 136-137.
4 - GUENNÉ, S. et al. Phytochemistry and neuroprotective effects of Eclipta alba (L.) Hassk. J Complement Integr Med, v. 17, n. 1, p.1-7, 2019. doi: 10.1515/jcim-2019-0026
5 - LIU, Q. M. et al. Eclipta prostrata L. phytochemicals: isolation, structure elucidation, and their antitumor activity. Food Chem Toxicol, v. 50, n. 11, p.4016-4022, 2012. doi: 10.1016/j.fct.2012.08.007
6 - KIM, H. Y. et al. Constituents of the aerial parts of Eclipta prostrata and their cytotoxicity on human ovarian cancer cells in vitro. Arch Pharm Res, v. 38, n. 11, p.1963-1969, 2015. doi: 10.1007/s12272-015-0599-2
7 - XI, F. M. et al. Thiophenes, polyacetylenes and terpenes from the aerial parts of Eclipta prostrata. Bioorg Med Chem, v. 22, n. 22, p.6515-6522, 2014. doi: 10.1016/j.bmc.2014.06.051
8 - LEE, M. K. et al. Stimulatory constituents of Eclipta prostrata on mouse osteoblast differentiation. Phytother Res, v. 23, n. 1, p.129-131, 2009. doi: 10.1002/ptr.2560

Propagação: 

por sementes ou estacas. A semeadura pode ser realizada em canteiros com sulcos transversais de 2 cm, recobertos por fina camada de solo e após a germinação das plântulas, deve se fazer o desbaste. A propagação também pode ser realizada em caixilhos de isopor ou bandejas plásticas contendo substrato industrializado. O plantio definitivo deve ser realizado 60 dias após a germinação, a pleno sol e a meia sombra, com espaçamento de 0,3 m entre plantas e 0,3 m entre linhas. A propagação por estacas deve ser realizada em canteiros contendo solo orgânico e úmido [ 1 , 2 , 3 ] .

Eclipta prostrata

Eclipta prostrata

Eclipta prostrata

Eclipta prostrata

Tratos culturais & Manejo: 

esta espécie adapta-se em diferentes tipos de solo, contudo, prefere os úmidos e menos ácidos. A irrigação pode ser realizada em dias alternados [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

a planta toda (folha, flor e raiz) deve ser colhida entre 60 a 90 dias após a germinação das sementes, preferencialmente no final do período da lua cheia. As sementes devem ser colhidas manualmente, esfregando os frutos em peneira de malha fina (2 mm) [ 1 ] .

Pós-colheita: 

o processo de secagem deve ser realizado em estufa de ar circulante em temperatura de 45°C/36 horas. Posteriormente, armazenar a droga vegetal em ambiente não úmido por um período de 6 meses. O processo de moagem da droga vegetal em moinho de faca (até 40 mesh) deve ser realizada para a preparação de tinturas e extratos. O armazenamento de droga vegetal moída não deve ultrapassar de 90 dias. O fitoterápico pode ser preparado a partir do material vegetal fresco ou seco, sendo esta uma espécie sazonal, torna-se indispensável o processo de secagem [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

as sementes podem ser armazenadas por mais de 2 anos, sem perder a viabilidade [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 104.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 328.
3 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 39.

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