Bignoniaceae

Tabebuia avellanedae

(Mart. ex DC.) Mattos
Referências informações gerais
1 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 135-137.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 229-232.
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 266-267.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 175-176.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 273-277.
6 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 185-186.
7 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 175.
8 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 269-271.
9 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 223-229.
10 - SALOMÃO, A. N.; CAMILO, J. Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 801-812.
11 - MIRANDA, M. J. A. C. et al. Handroanthus impetiginosus (pau-d’arco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 752-758.
Descrição da espécie 

Árvore arbórea silvestre, perene, decídua, de 8 a 30 m de altura, tronco rugoso, com 60 a 100 cm de diâmetro, possui cerne duro, de coloração pardo-cinzenta, casca áspera, pardacenta, fibrosa, sulcada longitudinalmente, fissurada transversalmente, de ramos glabros, eretos, copa arredondada e irregular; folhas opostas, decíduas, longos pecioladas, palmaticomposta, com 5 a 7 folíolos, medindo de 5 a 15 cm de comprimento x 3 a 4 cm de largura, verde-escuro na face adaxial e verde-claro na abaxial, pubescentes em ambas as faces, coriáceos, oblongos, elípticos ou ovados, ápice acuminado e bordo

Referências descrição da espécie
1 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 135-136.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p.229-230.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 175.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 274.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 224.
6 - SALOMÃO, A. N.; CAMILO, J. Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 801-802.
7 - MIRANDA, M. J. A. C. et al. Handroanthus impetiginosus (pau-d’arco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 752.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Pau d’arco Nordeste (Brasil) Casca ou madeira

Anti-inflamatória de uso oral ou tópico (pele e mucosas), no tratamento de gastrite e úlceras gástricas.

Cozimento: 100 g do material vegetal triturado em 1 L de solução hidroalcoólica (álcool de cereais diluído em 4 partes de água). Ferver por 5 a 10 minutos, coar, aguardar esfriar e filtrar. Realizar a extração 2 vezes. Armazenar a tintura em vidro âmbar.

Uso oral: tomar meia xícara (de café) 3 vezes ao dia. Uso tópico: diluir a tintura em 1 a 2 partes de água antes de usar.

-

[ 1 , 2 ]
Pau d’arco Ceará (Brasil) Entrecasca

Oral: adstringente e anti-inflamatória. Tópico: adstringente, anti-herpética, no tratamento de inflamações na boca, garganta e vagina.

Infusão ou decocção.

Uso oral (infusão) ou tópico (decocção). 

-

[ 3 ]
Ipê-roxo-de-bola, ipê-rosa e pau d’arco-roxo Brasil Casca

Anti-infecciosa, antifúngica, diurética, adstringente, no tratamento de impetigo, alguns tipos de câncer, lúpus, psoríase, alergias e doença de Parkinson.

Chá.

-

-

[ 4 ]
Ipê-roxo-de-bola, ipê-rosa e pau d’arco-roxo Brasil -

Anti-inflamatória.

Cozimento: 3 colheres (de sopa) do material vegetal (fragmentado) em 1 copo de água.

Tomar 2 xícaras (médias) ao dia ou utilizar (mesma proporção) para uso tópico (pele e mucosas). 

-

[ 4 ]
Lapacho, lapacho rosado, siempre viva e pau d’arco Argentina Casca

Antirreumática, para o tratamento de enfermidade pulmonar, renal, hepática e intestinal.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Lapacho, lapacho rosado, siempre viva e pau d’arco Argentina Casca

Antitumoral.

Decocção ou extrato.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Lapacho, lapacho rosado, siempre viva e pau d’arco Argentina Folha

Adstringente e antiblenorrágica.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Lapacho, lapacho rosado, siempre viva e pau d’arco. Argentina Flor

Expectorante.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Lapacho, lapacho rosado, siempre viva e pau d’arco Argentina Casca ou casca e folha

Vulnerária, adstringente, antisséptica e antitumoral.

Decocção.

Uso externo: na forma de gargarejo ou para lavar feridas e úlceras externas.

-

[ 5 ]
- Bolívia Córtex seco

Antitumoral.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Ipê-roxo Brasil Lenho com casca

No tratamento da candidíase oral.

Decocção: 1 colher (de sopa) do material vegetal em 1 copo cheio d’água. Ferver por 30 minutos, coar e deixar esfriar.

Fazer bochecho e gargarejo de 2/2 horas após escovação. Utilizar por curto período, até 30 dias.

Usar com cautela quando em associação com anticoagulantes, anti-inflamatórios não-esteroidas, corticoides, vitaminas E e K.  Contraindicada em pacientes com hemofilia, grávidas e na lactação.

[ 6 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 136-137.
2 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 267.
3 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 190-191.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 175-176.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 274.
6 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 175.

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em água. Rendimento: 35 g. concentrações para ensaio (in vitro): 0 à 400 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em macrófagos (RAW264.7) pré-incubados com o extrato vegetal para análise da viabilidade celular (MTT), e estimulados por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise da produção de PGE2, NO, COX-2, iNOS e ERK.

 

In vivo:

Em ratos portadores de edema de orelha induzido por ácido araquidônico e óleo de cróton, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da espessura do edema.

Observou-se que o extrato aquoso de T. avellanedae apresenta atividade anti-inflamatória, pois suprime a produção de PGE2.

[ 5 ]
-

Extrato etanólico (Tabetri®). Concentrações par ensaio (in vitro): 0 à 300 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0 à 240 mg/kg.

In vitro:

Em esplenócitos isolados de camundongos normais, incubados com o extrato vegetal, estimulados por concavalina A ou lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de expressão de IL-4, IL-5, IL-12, IFN-γ e GAPDH.

 

In vivo:

Em camundongos NC/Nga portadores de dermatite atópica induzida por 2,4-dinitroclorobenzeno (DNCB), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise histopatológica e níveis de expressão de histamina, proteína total, IgE, IL-4, IL-5, IL-12, IFN-γ, Syk, IKK, IkBα, p65 e β-actina.

Observou-se que T. avellanedae apresenta efetividade no tratamento de dermatite atópica, devido a atividade anti-inflamatória potente.

[ 10 ]
Entrecasca

Extrato: 500 g do material vegetal (seco) em 5 L de água. Doses para ensaio (in vitro): 100 à 2700 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 5%.

In vitro:

Em macrófagos murinos (RAW 264.7) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular; e análise da expressão de iNOS e arginase na presença de IFN-γ, em macrofagos M1 e M2, respectivamente.

 

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de colite induzida por dextrano sulfato de sódio, pré-suplementados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros clínicos e histológicos.

Observou-se que o extrato de T. avellanedae apresenta atividade anti-inflamatória.

[ 12 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: 1 kg do material vegetal (seco) em 12 L de etanol à 70%. Rendimento: 13%. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos ICR tratados com o extrato vegetal, submetidos aos teste da placa quente, contorções abdominais e permeabilidade vascular induzidas por ácido acético, edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol13-acetato e ácido araquidônico, e em ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de edema de pata induzido por carragenina.

Observou-se que T. avellanedae apresenta atividade anti-inflamatória e antinociceptiva, dose-dependente, além da ausência de efeitos tóxicos.

[ 14 ]

Anti-inflamatória e Condroprotetora

Anti-inflamatória e Condroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato etanólico (Tabetri®). Concentrações para ensaio (in vitro): 0 à 300 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 30, 60 e 120 mg/kg.

In vitro:

Em macrófagos (RAW 264.7) estimulados por lipopolissacarídeo (LPS), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de nitrito, PGE2, LTB4, IL-1β, IL-6, iNOS, COX-2, p85, IKKα/β, Ikβα, p50, p65, p38, JNK, ERK, c-Jun, c-Fos, Src, Syk, IRAK4 e β-actina.

Em macrófagos (RAW-264.7) e em células de condrossarcoma (SW1353) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT).

Determinar a atividade das enzimas quinases (Syk, Src e IRAK4) após incubadas com o extrato vegetal.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de osteoartrite induzida por monoiodoacetato (MIA), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de sensibilidade à dor, peso corporal, ensaios histológicos, histoquímicos e radiográficos da cartilagem, níveis de PGE2, LTB4, IL-1β e IL-6.

O extrato etanólico de T. avellanedae apresenta atividade anti-inflamatória (sinalização das vias NF-kB e AP-1) e condroprotetora, além da ausência de toxicidade.

[ 2 ]

Antiagregante plaquetária e Antiproliferativa

Antiagregante plaquetária e Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: 3 kg do material vegetal (seco) em 25 L de metanol. Rendimento: 12,13%. Frações: n-hexano, clorofórmio, acetato de etila, butanol e água. Concentrações para ensaio: 5 à 200 µg/mL.

In vitro:

Determinar a agregação plaquetária em plaquetas isoladas de coelhos, incubadas com as frações vegetais, colágeno, ácido araquidônico, trombina e fator ativador de plaquetas (PAF).

Em plaquetas isoladas de coelhos marcadas por [3H]AA, incubadas com as frações vegetais e estimuladas por colágeno, com posterior análise dos níveis de ácido araquidônico.

Em células musculares lisas vasculares (VSMC) marcadas com [3H]timidina, incubadas com as frações vegetais e estimuladas por PDGF-BB, com posterior análise da proliferação celular e da fosforilação de ERK1/2 MAPK.

 

Observou-se que a fração de clorofórmio de T. impetiginosa apresenta atividade antiagregante plaquetária e antiproliferativa, mais potente.

[ 17 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: 5 kg do material vegetal (pó) em etanol à 95%. Rendimento: 18,4%. Doses para ensaio: 10, 30 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de comportamentos depressivos induzidos por bulbectomia, tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de campo aberto, suspensão da cauda, borrifagem de sacarose, com posterior análise da fosforilação de Akt, CREB, GSK-3b, ERK1/2 e níveis de BDNF no homogenato do hipocampo.

Observou-se que T. avellanedae apresenta atividade antidepressiva através da modulação das vias ERK1 e BDNF.

[ 16 ]
Casca

Extrato: maceração de 5 kg do material vegetal (pó) em etanol à 95%. Rendimento: 18,4%. Dose para ensaio: 1 e 30 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal, NMDA, L-arginina, ODQ, 7-nitroindazol, MK-801 e sildenafil, com posterior análise dos testes de suspensão da cauda e do campo aberto, níveis de óxido nítrico e macroscopia do tecido cerebral.

Observou-se que T. avellanaedae apresenta atividade antidepressiva, por inibição dos receptores NMDA e da síntese de NO-cGMP.

[ 20 ]
Casca

Extrato: maceração de 5 kg do material vegetal (pó) em etanol à 95%. Rendimento: 919,2 g. Dose para ensaio: 1 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal, cetanserina, prazosina, ioimbina, propranolol, sulpirida, fluoxetina, desipramina, bupropiona, halobenzazepina, com posterior realização dos testes de natação forçada, suspensão da cauda e do campo aberto.

Observou-se que T. avellanaedae apresenta atividade antidepressiva dependente do sistema monoaminérgico.

[ 24 ]

Antidislipidêmica

Antidislipidêmica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato etanólico. Outras espécies em estudo: Carum carvi, Calendula officinalis, Elettaria cardamomum, Helianthus annuus, Linum usitatissimum, Arctium lappa e Thymus vulgaris.

In vivo:

Em ratos Wistar suplementados com dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de triglicerídeos pós-prandial.

Observou-se que o T. impetiginosa apresenta atividade antidislipidêmica mais potente.

[ 13 ]

Antiedematogênica e Antinociceptiva

Antiedematogênica e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina, contorções induzidas por ácido acético e dor neurogênica induzida por formalina.

O extrato aquoso da entrecasca de T. avellanedae apresenta atividade antinociceptiva e antiedematogênica, principalmente nas doses de 200 e 400 mg/kg.

[ 18 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Tintura. Doses para ensaio (in vivo): 500 à 2000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com a tintura vegetal, com posterior análise da dose máxima tolerada (DMT), através da letalidade e teste do micronúcleo em eritrócitos da medula óssea (eritrócitos normocromáticos e eritrócitos policromáticos).

Em camundongos Siwss tratados com a tintura vegetal e doxorrubicina (induz a genotoxicidade), com posterior análise da clastogenicidade e aneugenicidade em células da medula óssea.

Observou-se que a tintura de H. impetiginosus apresenta atividade antigenotóxica, além da baixa toxicidade e ausência de genotoxicidade.

[ 8 ]

Antiobesidade

Antiobesidade
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em 12 L de metanol. Rendimento: 110 g. Fração: n-butanol. Rendimento: 31,6 g. Dose para ensaio: 0,5%.

In vivo:

Em camundongos fêmeas portadoras de obesidade induzida por remoção dos ovários, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise do peso das trompas, coração, rim, fígado, baço e gorduras internas, parâmetros bioquímicos plasmáticos (glicose, triglicerídeos, colesterol total, colesterol lipoproteína de alta densidade reduzido, adiponectina e resistina) e das fezes (triglicerídeos).

Observou-se que o extrato de T. avellanedae apresenta atividade antiobesidade em ratas ovariectomizadas.

[ 11 ]
Casca

Extrato etanólico à 70%. Rendimento: 12%. Dose para ensaio: 150 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de obesidade induzida por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos plasmáticos e hepáticos (HDL, colesterol total, triglicerídeos, insulina e leptina), histopatológicos, expressão de genes (FAS, SCD1, ACLS, ACS, GPAM, PPARγ, C/EBPα, FABP4 e β-actina) e proteica.

O extrato hidroalcoólico de T. avellanedae apresenta atividade antiobesidade, pois regula a expressão de marcadores do metabolismo lipídico.

[ 21 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: 500 mg do material vegetal (pó) em 2 mL de água. Extrato: 250 mg do material vegetal (pó) em 1 mL de água. Dose para ensaio (in vivo): 5,000 mg/kg.

In vitro:

Em células de hepatoma humano (HepG2) transfectadas pelo plasmídeo ARE-Luciferase e por ensaio de silencimento gênico (RNAi), com posterior análise da expressão de Nrf2.

Em células intestinais de camundongos C57Bl/6NCrl tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da expressão de Nrf2.

 

Observou-se que T. avellanedae apresenta atividade antioxidante, pois estimula a expressão de Nrf2 (via MEK/ERK1), principalmente no intestino.

[ 6 ]

Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal (triturado) em 300 mL de metanol. Concentração para ensaio: 10 à 250 µg/mL.

In vitro:

Em células de carcinoma humano mucoepidermoide de pulmão (NCI-H292) e de laringe (HEp-2) submetidas ao ensaio MTT.

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH.

 

Neste estudo das 14 plantas, as espécies Annona muricata, Lantana camara, Handroanthus impetiginosus e Mentzelia aspera apresentam atividade antiproliferativa mais potente, enquanto que Poincianella pyramidalis, Jatropha mollissima, Anadenanthera colubrina e Croton blanchetianus demonstram propriedade antioxidante mais potente.

[ 1 ]

Antioxidante e Antitumoral

Antioxidante e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: infusão de 2 g do material vegetal (seco) em 200 mL de água.

Extrato: 4 g do material vegetal (seco) em 40 mL de metanol. Concentração final: 8 e 20 mg/mL.

Formulações: comprimido (5:1), diluído em 100 mL de água e xarope (10% do extrato vegetal). Concentrações finais: 5 e 0,94 mg/mL, respectivamente.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante (radical DPPH, redução do íon férrico, branqueamento do β-caroteno e inibição da peroxidação lipídica) dos extratos vegetais, comprimido e xarope.

Em células tumorais (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2) e em células suínas hepáticas normais (PLP2), incubadas com os extratos vegetais com posterior análise da citotoxicidade.

 

Observou-se que o extrato metanólico de T. impetiginosa apresenta atividade antioxidante e antitumoral, mais potente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 3 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: material vegetal (pó) em água. Concentrações para ensaio: 0,05 à 1,5 mg/mL.

In vitro:

Em células de câncer de mama (MCF-7) dependentes de estrogênio, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular, ciclo celular, indução de apoptose/necrose, ensaio clonogênico e expressão gênica (DUSP 4 e 10, GTSE 1, ciclina B1, CYP 1A1 e OKL 38).

 

Observou-se que o T. avellanedae apresenta atividade antiproliferativa em células MCF-7 dependente de estrogênio.

[ 7 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca In vivo:

Em camundongos CBA/Ca haplótipos H-2K, tratados com o extrato vegetal e 7,12-dimetilben[a]antraceto (DMBA), com posterior análise da expressão de marcadores oncológicos/supressores (c-myc, Bcl-2, p53 e Ha-ras) em homogenato do fígado, pulmão, rim e baço.

Observou-se que o chá CoDTM reduz a expressão de genes oncológicos/supressores.

[ 15 ]
Entrecasca

Extrato: 7 g do material vegetal em 100 mL de etanol/água (2:8 v/v). Rendimento: 17,7 g/100 g. Doses para ensaio: 30, 120 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos ao transplanta de células de carcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do tecido hematopoiético (fator estimulador de colônias de granulócitos e macrófagos, e diferenciação de celular na medula óssea e baço).

Observou-se que T. avellanedae apresenta atividade antitumoral, além de aumentar a taxa de sobrevida, principalmente na dose de 120 mg/kg.

[ 22 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: material vegetal (pó) em etanol à 95%. Rendimento: 18,4%. Doses para ensaio: 30, 100 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por ácido acético, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise histopatológica, conteúdo do muco gástrico e proliferação celular (PCNA).

Observou-se que o H. impetiginosus apresenta atividade cicatrizante de lesões gástricas, principalmente nas doses de 100 e 300 mg/kg.

[ 9 ]
Casca

Extrato: decocção de 20 g do material vegetal em 150 mL de água. Pomada: contendo 10% do extrato vegetal. Outra espécie em estudo: Stryphnodendron adstringens.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hipertensão venosa induzida por ligadura da veia femoral direita, e ferida cutânea de 1,5 cm de diâmetro, tratados topicamente com o fitoterápico, com poserior análise macroscópica e histológica.

Observou-se T. avellanedae e S. adstringens apresentam atividade cicatrizante de feridas cutâneas associadas à hipertensão venosa.

[ 19 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato (1:1 p/v): maceração do material vegetal em etanol à 95%. Rendimento: 18,38%. Concentrações para ensaio (in vitro): 10, 100 e 1000 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 30 à 1000 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima H+, K+, ATPase na presença do extrato vegetal.

 

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss portadores de lesões gástricas induzidas por etanol, ibuprofeno e ácido acético, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise morfológica das lesões gástricas, produção de muco na parede gástrica e acidez total.

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos a técnica de ligadura do piloro, tratados com o extrato vegetal, histamina e betanecol, com posterior análise do volume do suco gástrico e acidez total. 

Observou-se que o extrato etanólico de T. avellanedae apresenta atividade gastroprotetora, dose-dependente.

[ 23 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Entrecasca

Extrato: decocção de 100 g do material vegetal (fragmentado) em 100 mL água.

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (fragmentado) em 100 mL etanol à 100%.

In vitro:

Em linfócitos de humanos incubados com os extratos vegetais e anti-CD3, com posterior análise da proliferação e viabilidade celular.

Em amostra de sangue de voluntários saudáveis, incubadas com concanvanalina, forbol-12-miristato-13-acetato (PMA)/ionomicina e extratos vegetais, com posterior análise da expressão de CD-25 e CD-71, e dos níveis de IL-2, TNF-α e da proliferação celular.

 

Observou-se que T. avellanedae apresenta atividade imunomoduladora, além da ausência de citotoxicidade.

[ 4 ]
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Entrecasca

Extrato (1:10 p/v): material vegetal (pó) em água. Rendimento: 8,9%. Doses para ensaio: 1, 3 e 5 g/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato aquoso de T. avellanedae apresenta sinais de toxicidade leves e ausência de óbitos até a dose de 5 g/kg.

[ 18 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - DE MELO, J. G. et al. Antiproliferative activity, antioxidant capacity and tannin content in plants of semi-arid Northeastern Brazil. Molecules, v. 15, n. 12, p.8534-8542, 2010. doi: 10.3390/molecules15128534
2 - PARK, J. G. et al. Tabetri™ (Tabebuia avellanedae ethanol extract) ameliorates osteoarthritis symptoms induced by monoiodoacetate through its anti-inflammatory and chondroprotective activities. Mediators Inflamm, p.1-14, 2017. doi: 10.1155/2017/3619879
3 - PIRES, T. C. S. P. et al. Bioactive properties of Tabebuia impetiginosa-based phytopreparations and phytoformulations: a comparison between extracts and dietary supplements. Molecules, v. 20, n. 12, p.22863-22871, 2015. doi: 10.3390/molecules201219885
4 - BÖHLER, T. et al. Tabebuia avellanedae extracts inhibit IL-2-independent T-lymphocyte activation and proliferation. Transpl Immunol, v. 18, n. 4, p.319-323, 2008. doi: 10.1016/j.trim.2007.08.005
5 - BYEON, S. E. et al. In vitro and in vivo anti-inflammatory effects of taheebo, a water extract from the inner bark of Tabebuia avellanedae. J Ethnopharmacol, v. 119, n. 1, p.145-152, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.06.016
6 - RICHTER, M. et al. Pau d'arco activates Nrf2-dependent gene expression via the MEK/ERK-pathway. J Toxicol Sci, v. 39, n. 2, p.353-361, 2014. doi: 10.2131/jts.39.353
7 - MUKHERJEE, B. et al. Growth inhibition of estrogen receptor positive human breast cancer cells by taheebo from the inner bark of Tabebuia avellandae tree. Int J Mol Med, v. 24, n. 2, p.253-260, 2009. doi: 10.3892/ijmm_00000228
8 - BARIOLLO, M. F. G. et al. Reduction of doxorubicin-induced genotoxicity by Handroanthus impetiginosus in mouse bone marrow revealed by micronucleus assay. Braz J Biol, v. 78, n. 1, p.1-12, 2018. doi: 10.1590/1519-6984.18515
9 - PEREIRA, I. T. et al. Antiulcer effect of bark extract of Tabebuia avellanedae: activation of cell proliferation in gastric mucosa during the healing process. Phytother Res, v. 27, n. 7, p.1067-1073, 2013. doi: 10.1002/ptr.4835
10 - PARK, J. G. et al. Tabetri™ (Tabebuia avellanedae ethanol extract) ameliorates atopic dermatitis symptoms in mice. Mediators Inflamm, p.1-11, 2018. doi: 10.1155/2018/9079527
11 - IWAMOTO, K. et al. The anti-obesity effect of taheebo (Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb) extract in ovariectomized mice and the identification of a potential anti-obesity compound. Biochem Biophys Res Commun, v. 478, n. 3, p.1136-1140, 2016. doi: 10.1016/j.bbrc.2016.08.081
12 - PARK, H. J. et al. Oral administration of taheebo (Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb.) water extract prevents dss-induced colitis in mice by up-regulating type II T helper immune responses. BMC Complement Altern Med, v. 17, n. 1, p.1-14, 2017. doi: 10.1186/s12906-017-1952-4
13 - KIAGE-MOKUA, B. N. et al. Lapacho tea (Tabebuia impetiginosa) extract inhibits pancreatic lipase and delays postprandial triglyceride increase in rats. Phytother Res, v. 26, n. 12, p.1878-1883, 2012. doi: 10.1002/ptr.4659
14 - LEE, M. H. et al. Analgesic and anti-inflammatory effects in animal models of an ethanolic extract of taheebo, the inner bark of Tabebuia avellanedae. Mol Med Rep, v. 6, n. 4, p.791-796, 2012. doi: 10.3892/mmr.2012.989
15 - BUDÁN, F. et al. Mixtures of Uncaria and Tabebuia extracts are potentially chemopreventive in CBA/Ca mice: a long-term experiment. Phytother Res, v. 25, n. 4, p.493-500, 2011. doi: 10.1002/ptr.3281
16 - FREITAS, A. E. et al. Antidepressant-like action of the bark ethanolic extract from Tabebuia avellanedae in the olfactory bulbectomized mice. J Ethnopharmacol, v. 145, n. 3, p.737-745, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2012.11.040
17 - SON, D. J. et al. Inhibitory effects of Tabebuia impetiginosa inner bark extract on platelet aggregation and vascular smooth muscle cell proliferation through suppressions of arachidonic acid liberation and ERK1/2 MAPK activation. J Ethnopharmacol, v. 108, n. 1, p.148-151, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.04.016
18 - DE MIRANDA, F. G. et al. Antinociceptive and antiedematogenic properties and acute toxicity of Tabebuia avellanedae Lor. ex Griseb. inner bark aqueous extract. BMC Pharmacol, v. 1, p.1-5, 2001. doi: 10.1186/1471-2210-1-6
19 - COELHO, J. M. et al. Effects of silver sulfadiazine, ipê roxo (Tabebuia avellanedae) extract and barbatimão (Stryphnodendron adstringens) extract on cutaneous wound healing in rats. Rev Col Bras Cir, v. 37, n. 1, p.45-51, 2010. doi: 10.1590/s0100-69912010000100010
20 - FREITAS, A. E. et al. NMDA receptors and the L-arginine-nitric oxide-cyclic guanosine monophosphate pathway are implicated in the antidepressant-like action of the ethanolic extract from Tabebuia avellanedae in mice. J Med Food, v. 16, n. 11, p.1030-1038, 2013. doi: 10.1089/jmf.2012.0276
21 - CHOI, W. H. et al. Ethanolic extract of taheebo attenuates increase in body weight and fatty liver in mice fed a high-fat diet. Molecules, v. 19, n. 10, p.16013-16023, 2014. doi: 10.3390/molecules191016013
22 - QUEIROZ, M. L. S. et al. Comparative studies of the effects of Tabebuia avellanedae bark extract and beta-lapachone on the hematopoietic response of tumour-bearing mice. J Ethnopharmacol, v. 117, n. 2, p.228-235, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.01.034
23 - TWARDOWSCHY, A. et al. Antiulcerogenic activity of bark extract of Tabebuia avellanedae, Lorentz ex Griseb. J Ethnopharmacol, v. 118, n. 3, p.455-459, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.05.013
24 - FREITAS, A. E. et al. NMDA receptors and the L-arginine-nitric oxide-cyclic guanosine monophosphate pathway are implicated in the antidepressant-like action of the ethanolic extract from Tabebuia avellanedae in mice. J Med Food, v. 16, n. 11, p.1030-1038, 2013. doi: 10.1089/jmf.2012.0276

Formulário de Fitoterápico

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 51-52, 2018.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca seca

100 g

Entrecasca fresca

200 g

                                                                  * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Processo inflamatórios da pele incluindo eczema, psoríase e infecções fúngicas.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fase A: (infusos/decoctos)

 

Água destilada

1000 mL

Annona muricata (entrecasca seca)

5 g

Leonurus sibiricus (planta toda seca)

5 g

Orbignya speciosa (folha seca)

7,5 g

Rosa alba (pétala seca)

2,5 g

Stachytarpheta cayennensis (planta toda)

5 g

Tabebuia avellanedae (entrecasca seca)

7,5 g

Thuja occidentale (folha seca)

2,5 g

Fase B: (alcoolaturas)

 

Annona muricata (entrecasca)

5 mL

Cayaponia tayuya (raiz)

10 mL

Leonurus sibiricus (planta toda)

10 mL

Orbignya speciosa (folha)

5 mL

Rosa alba (pétala)

10 mL

Stachytarpheta cayennensis (planta toda)

2,5 mL

Tabebuia avellanedae (entrecasca)

15 mL

Thuja occidentale (folha)

15 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

 
Modo de preparo

Fase A: colocar as entrecascas em água fervente e deixar ferver por 5 minutos aproximadamente; em seguida colocar folhas e flores secas e pesadas, após levantar fervura, desligar o fogo, deixando em infusão por no mínimo 2 horas.

Fase B: filtrar em papel de filtro, na temperatura de 50°C, adicionar as alcoolaturas e o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. Deixar esfriar, envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiquetar.

Principais indicações

Esgotamento físico e mental, estados de convalescença, imunodeficiências secundárias.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa, 2 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Entrecasca seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 10 minutos.

Principais indicações

Processos inflamatórios da pele, incluindo eczema, psoríase e infecções fúngicas.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: borrifar o infuso sobre as lesões de pele duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 273-276.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 330-331.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 182-184.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

oleico, linoleico e linolênico.

Ácidos orgânicos

ácido oxálico.

Açúcares

glicose.

Alcaloides

tecomina.

Antraquinonas

ácido antraquinona-2-carboxílico, antraquinona-2-aldeído, metilantraquinona, hidroxiantraquinona, metoxiantraquinona, metilantraquinona, ortoquinona e furanonaftoquinona.

Flavonoides

quercetina, rutina, crisantemina e cianidina-3-O-β-D-rutinosídeo e peonidin-3-cinamil-soforosídeo.

Glicosídeos iridoides

avelanedaesídeos.

Lignanas

cicloolivil.

Minerais

zinco, ferro, manganês, selênio, cromo, cobre, cálcio, potássio, boro, enxofre, magnésio, fósforo, estrôncio e germânio.

Monoterpenos

ajugol.

Naftoquinona

lapachol, α-lapachol, α e β-lapachona, dehidro-α-lapachona, lapacherol, menaquinona, xiloidona, tabebuína, tectoquinona, desoxilapachol e ftiolol.

Óleos essenciais

4-metoxifenol, 4-metoxibenzil álcool, 1,2-propanodiol, 4-metoxibenzaldeido, elemicin, trans-anatole, carvona e linalol.

Outras substâncias

ácido benzoico, carnosol, coenzima Q, ácido anísico, vanilina, ácido vanilínico, ácido verátrico e aldeído verátrico.

Resinas

Saponinas esteroidais

Vitaminas

α e γ-tocoferol.

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 136.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 231.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 175.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 275-276.
5 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 185.
6 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 175.
7 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 225.
8 - SALOMÃO, A. N.; CAMILO, J. Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 803-804.
9 - PIRES, T. C. S. P. et al. Bioactive properties of Tabebuia impetiginosa-based phytopreparations and phytoformulations: a comparison between extracts and dietary supplements. Molecules, v. 20, n. 12, p.22863-22871, 2015. doi: 10.3390/molecules201219885
10 - MACEDO, L. et al. β-Lapachone activity in synergy with conventional antimicrobials against methicillin resistant Staphylococcus aureus strains. Phytomedicine, v. 21, n. 1, p.25-29, 2013. doi: 10.1016/j.phymed.2013.08.010
11 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 190.
12 - SUO, M. R.; YAN, S. Y. Iridoid glycosides from Tabebuia avellanedae. Chem Biodivers, v. 13, n. 12, p.1611-1616, 2016. doi: 10.1002/cbdv.201600018
13 - ZHANG, L. et al. Iridoid esters from Tabebuia avellanedae and their in vitro anti-inflammatory activities. Planta Med, v. 83, n. 1-2, p.164-171, 2017. doi: 10.1055/s-0042-110322

Propagação: 

é realizada por sementes. Deve-se introduzir 2 sementes em um único saco plástico, contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), com profundidade de 2 cm. A germinação ocorre em 10 a 30 dias após a semeadura. As sementes podem ser semeadas em canteiro, sendo necessário a repicagem das plântulas após 3 a 5 semanas após o início da germinação. As mudas devem permanecer em viveiro (sombrite 50%) por 3 a 6 meses após a emergência das plântulas. Posteriormente, as mudas devem ser transferidas para local definitivo no campo (a pleno sol) em covas de 20x20 cm contendo 1 kg de esterco, com espaçamento de 3 m entre plantas e 4 m entre ruas. A propagação por estacas de raiz também pode ser realizada, contudo esta técnica é trabalhosa e pouco material para produção de mudas, bem como por enxertia [ 1 , 2 , 3 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

as plantas jovens são exigentes à fósforo e nitrogênio. É uma planta resistente a períodos de estiagem, não necessitando ser irrigada [ 1 , 2 , 3 ] .

Colheita: 

a entrecasca deve ser colhida de ramos laterais e o corte é realizado em bisel.  A separação da entrecasca do cerne é realizada manualmente com instrumento de corte. Segundo a sabedoria popular, a colheita da entrecasca deve ser realizada preferencialmente na lua nova. As sementes devem ser colhidas a partir dos frutos maduros, estes podem estar aderidos à planta ou lançados ao chão. Em geral, as sementes apresentam alto teor de umidade, e a secagem é um procedimento fundamental. Pode ser realizada em estufa de ar circulante à 38°C ou em sala aclimatada à 20 e 40°C. Posteriormente, devem ser pesadas e acondicionadas em frasco de vidro com tampa, etiquetados e armazenados em temperatura ambiente [ 1 ] .

Pós-colheita: 

para o preparo do fitoterápico, a entrecasca deve ser seca em estufa de ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas, posteriormente moída em moinho de faca, até granulometria de 40 mesh. O armazenamento da droga vegetal moída deve ser realizado no período máximo de 6 meses, em ambiente não úmido. A temperatura ambiente reduz a viabilidade das sementes, assim devem ser conservadas em ambiente com temperatura de 20°C e umidade de 4,2 e 8,4%, ou em temperatura à -10°C e umidade inferior à 12,5% [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

as sementes devem ser acondicionadas em ambientes com umidade de 7 a 8% para obter viabilidade de 1 ano, aproximadamente. Estas podem ser atacadas por diferentes gêneros de fungos (Aspergillus, Curvularia, Penicillium, Pestalotia e Fusarium), sendo indicado a assepsia para reduzir os danos no desenvolvimento das plântulas. Este procedimento é realizado com a imersão da semente em álcool à 70%/1 minuto, posteriormente, em solução de hipoclorito de sódio à 2%/3 minutos. O ipê-roxo também pode ser acometido por fungos Oidium spp. (nas folhas) e Apiosphaeria guaranitica (na planta) [ 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 230-231.
2 - SALOMÃO, A. N.; CAMILO, J. Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 804-808.
3 - MIRANDA, M. J. A. C. et al. Handroanthus impetiginosus (pau-d’arco). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 754-755.

Parceiros

Pyrostegia venusta

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 243-244.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 184-185.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 131-135.
Descrição da espécie 

Trepadeira de até 4 m de comprimento, lenhosa, perene; as folhas são simples, inteiras, lanceoladas, de cor verde brilhante na face superior e prateada na face inferior; flores de coloração alaranjada[1].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 131-135.

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato hidroalcoólico. Rendimento: 6%. Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c suplementados com dieta rica em carboidratos, tratados com extrato vegetal, com posterior análise do índice de adiposidade, níveis de citocinas em homogenato do tecido adiposo epididimal e hepático (TNF-α, IL-4, IL-6, IL-10 e IL-13), parâmetros bioquímicos (glicose, colesterol total, triacilglicerol, insulina, adiponectina e resistina) e histológicos.

Observou-se que o extrato de P. venusta apresenta atividade anti-inflamatória, nas desordens metabólicas relacionadas à obesidade.

[ 6 ]

Anti-inflamatória e Hiperpigmentante

Anti-inflamatória e Hiperpigmentante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g do material vegetal (seco) em etanol/água (70:30 v/v). Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de edema de orelha induzido por óleo de cróton, tratados com extrato vegetal via oral e tópica, e em camundongos C56BL/6 portadores de vitiligo induzido por monobenzona, com posterior análise histológica, atividade de N-acetil-D-glucosamina (NAG), níveis de citocinas (IL-1β, IL-6 e TNF-α), espécies reativas ao oxigênio (ERO’s), pigmentação e infiltração celular.

Observou-se que P. venusta apresenta atividades anti-inflamatória, antioxidante e hiperpigmentante.

[ 2 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol/água. Doses para ensaio: 30, 100 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de comportamentos depressivos induzidos por lipopolissacarídeo (LPS), pré-tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de campo aberto (locomotor) e natação forçada (FST).

Observou-se que o extrato P. venusta reduz o comportamento exploratório e depressivo induzido por LPS.

[ 3 ]

Antifúngica e Antioxidante

Antifúngica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração de 1,5 kg do material vegetal (fresco) em etanol/água (7:3 v/v). Rendimento: 49 g. Frações: hexano, acetato de etila e n-butanol.

In vitro:

Em cepas de Candida albicans, C. krusei, C. tropicalis, C. parapsilosis e C. guilhermondii incubadas com extratos vegetais, submetidas ao teste de microdiluição, para determinar a concentração mínima inibitória (CIM).

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH.

 

O estudo demonstra que a fração de n-butanol apresenta ação antifúngica e antioxidante mais potente.

[ 8 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 200 g do material (pó) em etanol à 30%. Rendimento: 30 g. Frações: água, hexano, acetato de etila, n-butanol.

In vitro:

Em cepas de Streptococcus mutans, S. mitis, S. oralis e Candida albicans incubadas com extratos vegetais e submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração mínima inibitória (CIM), concentração bactericida mínima e concentração mínima fungicida (CFM), produção de ácidos por S. mutans, formação de tubos germinativos e brotação de C. albicans.

Em macrófagos murino (RAW 264.7) e células mononucleares de sangue periférico (PBMC), incubados com o extrato vegetal e frações, com posterior análise da produção de óxido nítrico e citotoxicidade, respectivamente.

 

Observou-se que P. venusta apresenta efetividade no tratamento da cárie e doença periodontal, principalmente a fração de acetato de etila.

[ 1 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor e raiz

Extratos: 250 g do material vegetal (pó) em metanol.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos radicais DPPH, ABTS e redução de íons férrico (FRAP).

 

Observou-se que os extratos (flor e raiz) apresentam atividade antioxidante significativa.

[ 9 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 250 mL etanol/água (70:30 v/v).

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 200 mL de heptano ou clorofórmio. Concentrações para ensaio (in vitro): 12 à 50 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 400 µg/mL.

In vitro:

Em células de melanoma de humanos (SKMel 28 e A2058), de câncer cervical humano (HeLa), endoteliais da veia umbilical humana (HUVEC), fibroblastos de prepúcio humano (HF), glioblastoma (U87-MG), adenocarcinoma do colorretal (CT26), melanoma murino (B16F10-Nex-2) e fibroblastos de ratos (3T3), incubadas com os extratos vegetais com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT).

Em células B16F10-Nex2 incubadas com extrato de heptano, com posterior análise da fragmentação de DNA, apoptose celular, atividade da caspase, viabilidade celular, níveis de ânion superóxido, potencial de membrana e ciclo celular.

 

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 transfectados com células B16F10-Nex2, tratados com extratos vegetais, com posterior análise do diâmetro tumoral.

Observou-se que o extrato de heptano de P. venusta apresenta atividade antitumoral.

[ 4 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 250 g do material vegetal (pó) em metanol. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em cepas de Bacillus subtilis, Staphylococcus epidermidis, S. pyogenes, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Micrococcus luteus, Enterobacter aerogenes, Salmonella typhi, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans, C. tropicana e Aspergillus niger incubadas com extrato vegetal e submetidas ao teste de difusão em ágar para determinar a concentração mínima inibitória (CIM).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas cutâneas (por incisão e excisão), tratados com extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de citocinas (IL-10, IL-6 e TNF-α), hidroxiprolina e hexosamina, substâncias reativas ao tiobarbitúrico (TBARS) e parâmetros histológicos.

Observou-se que P. venusta apresenta ação cicatrizante, associada as atividades antimicrobiana e antioxidante.

[ 5 ]

Hiperpigmentante

Hiperpigmentante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extratos: maceração de 100 g do material vegetal (seco) em etanol/água (70:30 v/v). Concentrações para ensaio: 0,01 á 3 µg/mL.

In vitro:

Em células de melanoma murino (B16F10), incubadas com extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio MTT) e do teor de melanina em melanócitos.

Determinar a atividade da enzima tirosinase em cogumelos incubados com os extratos vegetais e os níveis de alantoína por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE).

 

Observou-se que ambos extratos de P. venusta apresentam atividade hiperpigmentante significativa, além da ausência de citotoxicidade.

[ 7 ]

Redutora da hiper-responsividade brônquica

Redutora da hiper-responsividade brônquica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 1 L de água e em 1 L de etanol à 70%. Dose para ensaio: 300 mg/mL.

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de inflamação alérgica nas vias aéreas, induzida por ovoalbumina (OVA), tratados com extratos vegetais, com posterior análise parâmetros respiratórios (resistência e elastância), do lavado broncoalveolar, níveis de IgE, IL-4, IL-5, IL-9, IL-10, IL-13 e INF-γ, TGF-β, atividade antioxidante (ABTS) e análise histológica.

Observou-se que o extrato aquoso de P. venusta reduz a hiper-responsividade brônquica, associada as atividades antioxidante e anti-inflamatória.

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - DE SOUZA, M. B. et al. Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers crude extract and fractions: prevention of dental biofilm formation and immunomodulatory capacity. Pharmacogn Mag, v. 12, Suppl. 2, p.S218-S222, 2016. doi: 10.4103/0973-1296.182150
2 - MOREIRA, C. G. et al. Pre-clinical evidences of Pyrostegia venusta in the treatment of vitiligo. J Ethnopharmacol, v. 168, p.315-325, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.03.080
3 - VELOSO, C. C. et al. Pyrostegia venusta attenuate the sickness behavior induced by lipopolysaccharide in mice. J Ethnopharmacol, v. 132, n. 1, p.355-358, 2010. doi: 10.1016/j.jep.2010.07.053
4 - FIGUEIREDO, C. R. et al. Pyrostegia venusta heptane extract containing saturated aliphatic hydrocarbons induces apoptosis on B16F10-Nex2 melanoma cells and displays antitumor activity in vivo. Pharmacogn Mag, v. 10, Suppl. 2, p.S363-S376, 2014. doi: 10.4103/0973-1296.133284
5 - ROY, P. et al. In vivo antioxidative property, antimicrobial and wound healing activity of flower extracts of Pyrostegia venusta (Ker Gawl) Miers. J Ethnopharmacol, v. 140, n. 1, p.186-192, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.01.008
6 - VELOSO, C. C. et al. Hydroethanolic extract of Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers flowers improves inflammatory and metabolic dysfunction induced by high-refined carbohydrate diet. J Ethnopharmacol, v. 151, n. 1, p.722-728, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.11.046
7 - MOREIRA, C. G. et al. Hyperpigmentant activity of leaves and flowers extracts of Pyrostegia venusta on murine B16F10 melanoma. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.1005-1011, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.047
8 - PEREIRA, A. M. S. et al. Evaluation of anticandidal and antioxidant activities of phenolic compounds from Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers. Chem Biol Interact, v. 224, p.136-141, 2014. doi: 10.1016/j.cbi.2014.10.023
9 - ROY, P. et al. Preliminary study of the antioxidant properties of flowers and roots of Pyrostegia venusta (Ker Gawl) Miers. BMC Complement Altern Med, v. 11, p.1-8, 2011. doi: 10.1186/1472-6882-11-69
10 - BALE, A. C. et al. Aqueous Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers extract attenuates allergen-induced asthma in a mouse model via an antioxidant mechanism. J Asthma, p.1-11, 2020. doi: 10.1080/02770903.2020.1728768

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Flor seca

100 g

Flor fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de flor seca e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de flor fresca e picada, colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Infecções fúngicas, em especial candidíase e processo inflamatórios da pele incluindo eczema.

Posologia

Uso tópico: incorporar na forma de pomadas, cremes e loções.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Lippia origanoides (tintura a 10% em etanol 70%)

10 mL

Pyrostegia venusta (alcoolatura a 10% em etanol 80%)

10 mL

Creme base não iônico

80 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar a alcoolatura e tintura.

Principais indicações

Micoses cutâneas em geral.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Flor seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Dermatofitoses e candidíase vaginal.

Posologia

Uso tópico: aplicar o infuso na pele duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer banhos de assento duas a três vezes ao dia com volume suficiente do infuso.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 246-248.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 370-371.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 162-163.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido clorogênico.

Ácidos graxos

hexadecanóico, linoleico, oleico e palmítico.

Alcaloides

Alcanos

octasano, triacontano e n-hentriacontano.

Carboidratos

inositol, sacarose, glicose, frutose e ramnose.

Cetonas

acetofenona.

Compostos nitrogenados

alantoína.

Esteróis

Fenilpropanoides

verbacosídeo e isoverbascosídeo.

Fitosteróis

β-sitosterol.

Flavonoides

rutina, acacetina-7-O-glicosídeo, acacetina-7-O-β-glucopiranosídeo e quercetina-3-O-α-1-ramnopiranosil-(1–6)-β-d-galactopiranosídeo.

Outras substâncias

diazoprogesterona, arabipiranose, ácido propanoico, éster pentametildisilanílico, ácido trans-3-hexanodioico, ácido quinínico

Resinas

Saponinas

Taninos

Triterpenos

lupeol e ácido betulínico.

Vitaminas

colina.

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 131-135.
2 - VELOSO, C. C. et al. Hydroethanolic extract of Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers flowers improves inflammatory and metabolic dysfunction induced by high-refined carbohydrate diet. J Ethnopharmacol, v. 151, n. 1, p.722-728, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.11.046
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Evaluation of anticandidal and antioxidant activities of phenolic compounds from Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers. Chem Biol Interact, v. 224, p.136-141, 2014. doi: 10.1016/j.cbi.2014.10.023
4 - ROY, P. et al. Preliminary study of the antioxidant properties of flowers and roots of Pyrostegia venusta (Ker Gawl) Miers. BMC Complement Altern Med, v. 11, p.1-8, 2011. doi: 10.1186/1472-6882-11-69
5 - BALE, A. C. et al. Aqueous Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers extract attenuates allergen-induced asthma in a mouse model via an antioxidant mechanism. J Asthma, p.1-11, 2020. doi: 10.1080/02770903.2020.1728768

Colheita: 

a colheita das partes aéreas da planta deve ser feita, segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, em especial nos meses de maio e junho [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 131-135.

Parceiros

Jacaranda decurrens

Farias & Proença
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 126-130.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 146-147.
Descrição da espécie 

Subarbusto com cerca de 50 cm de altura (esta é a única espécie anã do gênero de árvores pertencentes à família Bignoniaceae), possui vários ramos partindo do tronco basal ou rizoma espesso; a parte aérea é curta e pouco ramificada, com até 60 cm de altura, os ramos novos são pilosos e os mais velhos glabros; folha recomposta-paripenada, com pecíolos longos, possui 8 ou mais jugos, de cor verde-acastanhados ou verde-acinzentados, com pinas opostas, alternadas, imparipinadas e pecíolo caniculado, folíolos frequentemente alternados, lineares, com cerce de 8 mm de comprimento e 2 mm d

Referências descrição da espécie
1 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 87.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 126-127.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Carobinha Brasil Folha e casca

Depurativa e no tratamento de problemas cutâneos.

Infusão e decocção.

-

-

[ 1 ]
Carobinha Brasil Folha e raiz

Antissifilítica, anti-inflamatória e no tratamento de problemas cutâneos.

­No vinho (garrafada).

-

-

[ 1 ]
Carobinha Brasil Casca

Para o tratamento de coceira.

Infusão.

-

-

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - GACHET, M. S.; SCHÜHLY, W. Jacaranda-an Ethnopharmacological and Phytochemical Review. J Ethnopharmacol, v. 121, n. 1, p.14-27, 2009. doi: 10.1016/j.jep.2008.10.015

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca da raiz ou do caule.

Extrato: 560 g do material vegetal (seco) em 0,7 L de etanol/água (70:30). Doses para ensaios: 100 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com extrato vegetal e submetidos ao teste de edema de pata induzido por carragenina, com posterior análise da espessura do edema e atividade da enzima mieloperoxidase.

Observou-se que o extrato de J. decurrens apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 300 mg/kg.

[ 4 ]

Antiobesidade

Antiobesidade
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol/água (80:20 v/v). Rendimento: 12%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a dieta hipercalórica e tratados com extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, depósito de tecido adiposo em orgãos e tecidos, ingestão de água e alimentos, excreção fecal e parâmetros bioquímicos (triglicerídeos, colesterol total, hemoglobina, hematócrito, leucócitos e glicemia).

Observou-se que o extrato de J. decurrens apresenta ação antiobesidade.

[ 1 ]

Antioxidante e Antitumoral

Antioxidante e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em etanol/água (80:20 v/v). Rendimento 12%. Concentrações para ensaios: (in vitro) 0,1 à 1000 µg/mL. Dose para ensaio (in vitro): (400 mg).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical (DPPH).

Em eritrócitos humanos incubados com extrato vegetal, com posterior análise da atividade hemolítica induzida por AAPH (2-amidinopropano) e a peroxidação lipídica através dos níveis de malondialdeído (MDA).

Em eritrocitários lisados, incubados com extrato vegetal, para avaliar a atividade das enzimas glutationa peroxidase (GPx), superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT).

Em linhagem celular de eritroleucemia (K-562) incubada com extrato vegetal, com posterior análise da citotoxicidade, morte celular, atividade da caspase-3 e potencial de membrana mitocondrial.

 

In vivo:

Em ratos Wistar suplementados com dieta rica em frutose, com posterior análise dos níveis de MDA.

Observou-se que o extrato de J. decurrens apresenta ação antioxidante dose-dependente, antitumoral, além a ausência de citotoxicidade em células normais.

[ 2 ]
Ensaio Toxicológico

Sistema reprodutor masculino

Sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água. Doses para ensaios: 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratas prenhes ou lactante Wistar tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da prole masculina quanto a descida testicular, peso corporal e dos órgãos reprodutivos, produção, histopatológica do testículo e epidídimo, contagem e morfologia de espermatozóides (testículo, epidídimo e ducto eferente), consumo de alimentos e água e histopatológica.

Observou-se que o extrato de J. decurrens altera o sistema reprodutor masculino na puberdade, sem prejudicar a produção de espermatozóides na idade adulta.

[ 3 ]
Sistema reprodutor masculino

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol/água (80:20 v/v). Rendimento: 12%. Doses para ensaio: 2 e 5 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o J. decurrens não apresenta mortalidade e sinais de toxicidade até a dose de 5000 g/kg.

[ 1 ]
Toxicidade aguda
Raiz

Extrato: 560 g do material vegetal (seco) em 0,7 L de etanol/água (70:30). Doses para ensaios: 0 à 2000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que J. decurrens não apresenta sinais de toxicidade até 2000 mg/kg.

[ 4 ]
Toxicidade aguda
Raiz

Extrato: material vegetal (seco) 560 g em 3,5 L água e etanol (70:30) v/v. Doses para ensaios: 0 à 1000 mgkg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com extrato vegetal submetidos ao teste de toxicidade subaguda, análise de parâmetros bioquímicos, hematológicos, histopatológicos (fígado e rim), produção e motilidade de espermatozóides (testículo e epidídimo).

Observou-se que o extrato de J. decurrens não apresenta danos para o sistema reprodutor masculino, além da ausência de toxicidade subaguda.

[ 5 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - ANTUNES, K. A. et al. Antiobesity effects of hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens leaves. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-8, 2016. doi: 10.1155/2016/4353604
2 - CASAGRANDE, J. C. et al. Antioxidant and cytotoxic activity of hydroethanolic extract from Jacaranda. PLoS One, v. 9, n. 11, p. e112748, 2014. doi: 10.1371/journal.pone.0112748
3 - ARENA, A. C. et al. Maternal exposure to aqueous extract of Jacaranda decurrens: effects on reproductive system in male rats. Pharm Biol, v. 50, n. 2, p.195-200, 2012. doi: 10.3109/13880209.2011.592538
4 - SANTOS, J. A. et al. Anti-inflammatory effects and acute toxicity of hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens roots in adult male rats. J Ethnopharmacol, v. 144, n. 3, p.802-805, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.10.024
5 - SANTOS, J. A. et al. Subacute and reproductive oral toxicity assessment of the hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens roots in adult male rats. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-6, 2013. doi: 10.1155/2013/414821

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Raiz seca

100 g

Raiz fresca

200 g

                                                             * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de raiz seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Intoxicações em geral e nódulos benignos.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 147-149.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Flavonoides

luteolina, mirricetrina, quercetina e caempferol.

Saponinas

Triterpenos

ácidos jacárico, usólico e oleanólico.

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 127.
2 - ANTUNES, K. A. et al. Antiobesity effects of hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens leaves. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-8, 2016. doi: 10.1155/2016/4353604
3 - CASAGRANDE, J. C. et al. Antioxidant and cytotoxic activity of hydroethanolic extract from Jacaranda decurrens leaves. PLoS One, v. 9, n. 11, p. e112748, 2014. doi: 10.1371/journal.pone.0112748
4 - SANTOS, J. A. et al. Subacute and reproductive oral toxicity assessment of the hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens roots in adult male rats. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-6, 2013. doi: 10.1155/2013/414821
5 - SANTOS, J. A. et al. Anti-inflammatory effects and acute toxicity of hydroethanolic extract of Jacaranda decurrens roots in adult male rats. J Ethnopharmacol, v. 144, n. 3, p.802-805, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.10.024

Propagação: 

é realizada por sementes. Estas devem ser semeadas em um recipiente com no mínimo 15 cm de diâmetro e 20 cm de altura para permitir o desenvolvimento normal das raízes pivotantes. Utilizar solos arenosos ou substrato solo/areia (1:1). As sementes apresentam dormência de 6 semanas e a germinação é de 72%. A rega deve ser realizada diariamente e após 6 meses da germinação deve ser realizada em dias alternados. As mudas devem ser mantidas em viveiro por 1 ano até que o ramo principal atingir 0,5 cm de diâmetro, posteriormente transferir para local definitivo com espaçamento de 1x1 m [ 1 ] .

Colheita: 

para propagação da espécie deve-se realizar a expedições de coleta das sementes. Os frutos devem estar abertos espontaneamente, e retirar manualmente a expansão alada que recobre a semente. As sementes não são longevas, portanto precisam ser plantadas no máximo de 1 mês após a coleta, depois desse período perdem rapidamente a viabilidade [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

a parte aérea apresenta crescimento limitado, sendo acentuado até os 320 dias após a germinação da semente, após este período o crescimento não é mais significativo. O peso fresco e seco das folhas aumenta com a idade da planta, atingindo estabilidade as 550 dias. O desenvolvimento do sistema radicular ocorre de forma inversa ao da parte aérea. O crescimento da raiz é constante, sendo que entre 380 e 470 dias após a germinação da semente é menos acentuado, e aos 550 dias mais mais acentuado. Após este período o desenvolvimento é constante [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 127-128.

Parceiros

Arrabidaea chica

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 46-48.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 30-31.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 174.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva trepadeira, com ramos escandentes; as folhas são compostas, bi ou trifolioladas, de fólios oblongo lanceoladas, cartáceos, de 8 a 13 cm de comprimento; as flores são campanuladas, de cores róseas ou violáceas, dispostas em panículas terminais; os frutos são cápsulas deiscentes [1].

Referências descrição da espécie
1 - PORTO VELHO. FERREIRA, M. G. R. et al. Crajiru (Arrabidaea chica Verlot). 2005. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/24786/1/folder-cr.... Acesso em: 09 abr. 2019.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Pariri Foz do Rio Mazagão/AP (Brasil) Folha

Antianêmica, antidiarreica, no tratamento de feridas de cutâneas e pele amarelada.

Decocção e maceração.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia/7 dias.

-

[ 1 ]
Cajiru Vale do Juruena/MT (Brasil) -

Cicatrizante de feridas, antitumoral, depurativa, analgésica, antitérmica, antiúlcera, antirreumática, antibiótica, no tratamento de cólicas menstruais e renais, infecções no útero, ovários, bexiga e rins. 

-

-

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - SARQUIS, R. S. F. R. et al. The use of medicinal plants in the riverside community of the Mazagão River in the Brazilian Amazon, Amapá, Brazil: ethnobotanical and ethnopharmacological studies. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-25, 2019. doi: 10.1155/2019/6087509
2 - BIESKI, I. G. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025

Analgésica

Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:4 m/v): material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 2 a 50 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50 a 450 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória das enzimas COX-1 e COX-2.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de osteoartrite (OA) de joelho induzida por monoiodoacetato de sódio, tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de rota rod, incapacitação/suporte de peso, hiperalgesia e alodinia mecânicas, análises de parâmetros histopatológicos e radiológicos.

O extrato de A. chica apresenta atividade analgésica significativa, sendo promissora para o tratamento da OA, além de ausência de toxicidade.

[ 3 ]

Anti-inflamatória e Cicatrizante

Anti-inflamatória e Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%, acidificado com ácido cítrico. Membrana eletrofiada de policaprolactona: contendo a associação dos extratos de Arrabidaea chica e Pterodon pubescens.

In vitro:

Em cultura de fibroblastos murino (NIH-3T3) incubados com a membrana contendo os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade e proliferação celular.

 

A membrana contendo os extratos vegetais apresenta atividade anti-inflamatória e cicatrizante, sendo promissora para a regeneração tecidual guiada (RTG).

[ 6 ]

Antiangiogênica e Anti-inflamatória

Antiangiogênica e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico e aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 25, 50 e 100 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 300 mg/kg. 

In vitro:

Em células humanas de leucemia promielocítica (HL-60), de câncer de mama (MCF-7) e linfócitos T (Jurkat), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (MTT) e níveis de DNA subdiploide (citometria de fluxo).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao implante subcutâneo de discos de esponja de poliéter-poliuretano, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, ureia, creatinina e proteínas totais) e histológicos, níveis de MPO, VEGF, TNF-α, IL-2, IL-4, IL-5, IFN-γ, hemoglobina e atividade de N-acetilglucosaminidase (NAG) em homogenato do implante.

Os extratos de A. chica apresentam atividades anti-inflamatória e antiangiogênica, contudo, apenas o extrato etanólico demonstra ação antiproliferativa significativa.

[ 2 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:10 p/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio: 3,25 a 800 μg/mL.

In vitro:

Em culturas de Escherichia coli, Helicobacter pylori, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhimurium, Shigella flexneri, Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Streptococcus pyogenes, Bacillus subtilis, Candida albicans, C. krusei e C. tropicalis, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o extrato de A. chica apresenta atividade antibacteriana, principalmente contra H. pylori (MIC = 12,5 μg/mL), contudo não exibiu ação antifúngica.

[ 12 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 350 g do material vegetal (pó) em etanol/água (9:1 v/v). Rendimento: 5,72 g. Concentrações para ensaio: 0 a 500 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos ensaios: radical DPPH, inibição do branqueamento do β-caroteno e potencial antioxidante total (TRAP).

 

O extrato hidroalcoólico de A. chica apresenta atividade antioxidante, concentração dependente.

[ 13 ]

Antioxidante e Antitumoral

Antioxidante e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 200 g de material vegetal (seco) em etanol. Rendimento: 10%. Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) portadores de câncer de mama induzido por DMBA, tratados com extrato vegetal, associado ou não à vincristina, com posterior análise do peso corporal, de imagem (18-FDG-PET scan e fluorescência), parâmetros bioquímicos (AST, ALT e GGT), oxidativos/antioxidantes em homogenato do tecido mamário (CAT, SOD, GPx e MDA) e histopatológicos.

O extrato de A. chica apresenta atividade antitumoral e antioxidante, principalmente quando associado à vincristina, além de reduzir a toxicidade da quimioterapia convencional.

[ 9 ]

Antioxidante e Cicatrizante

Antioxidante e Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de material vegetal (fresco) em metanol, acidificado com ácido cítrico. Rendimento: 15%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,25 e 250 µg/mL. Concentração para ensaio (in vivo): 100 mg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e ensaio com reagente Folin-Ciocalteau.

Em fibroblastos de humanos incubados com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT) e síntese de colágeno (hidroxiprolina).

 

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) portadores de feridas por excisão cutânea (1,5 cm2), submetidos a administração tópica do extrato vegetal, com posterior análise da área da ferida, síntese de colágeno (hidroxiprolina) e parâmetros histopatológicos.

O extrato de A. chica apresenta atividade antioxidante e cicatrizante.

[ 14 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol e 0,3% de ácido cítrico (1:5 v/v). Concentração para ensaio: 2,13 g/mL, em solução salina (0,85%).

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos à transecção parcial do tendão de Aquiles, submetidos a administração tópica do extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de colágeno (tipo I e III), proteínas não colágenas, hidroxiprolina, metaloproteínas (2 e 9), organização da matriz extracelular, recuperação da marcha, parâmetros histológicos e morfométricos. 

O uso tópico do extrato de A. chica apresenta atividade cicatrizante, pois aumenta a concentração de colágeno, além de melhorar a recuperação da marcha.

[ 4 ]
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol/ácido cítrico (1:5 v/v). Concentração para ensaio: 2,13 g/mL.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a transecção parcial de tendão calcâneo, tratados topicamente com o extrato vegetal (antes e após a suturação da pele), com posterior análise de birrefringência, microscopia eletrônica de transmissão, microscopia de luz e quantificação e caracterização de glicosaminoglicanos sulfatados.

O extrato de A. chica apresenta atividade cicatrizante, pois melhora a organização do colágeno e aumenta os níveis de dermatan sulfato (glicosaminoglicano).

[ 16 ]

Fotoprotetora

Fotoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1200 g de material vegetal (pó) em 60 L de etanol/água (9:1). Rendimento: 96 g. Frações: hexano, diclorometano, acetato de etila e n-butanol. Creme não iônico: contendo 1 a 5% do extrato ou frações vegetais.

In vivo:

Em coelhos albinos (Oryctolagus cuniculus) submetidos a radiação UVA e UVB na região da orelha, tratados topicamente com os fitoterápicos, com posterior análise da permeabilidade cutânea (espectroscopia fotoacústica), parâmetros hematológicos, bioquímicos e histológicos.

A preparações tópicas contendo extrato ou frações vegetais apresentam atividade fotoprotetora, além da ausência de toxicidade.

Folha

Extrato (1:10 p/v): maceração de 300 g de material vegetal (pó) em etanol/água (9: 1 v/v). Frações: n-hexano, clorofórmio e acetato de etila. Concentrações para ensaio: 0,269 a 100 μg/mL.

In vitro:

Determinar atividade através da eliminação do radical DPPH e do sistema xantina/luminol/xantina oxidase (XOD).

Em células de fibroblastos (L929) incubadas com extrato vegetal e fração clorofórmica, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

Em cultura de fibroblastos (L929) expostos a radiação UVA e UVB, incubados com o extrato vegetal e fração clorofórmica, com posterior análise dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO's), ânion superóxido e peroxidação lipídica.

 

Observou-se que o extrato hidroalcoólico e a fração clorofórmica de A. chica apresentam atividade fotoprotetora promissora.

[ 15 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 1 kg do material vegetal (seco) em etanol a 70%, acidificado com ácido cítrico. Nanopartícula de quitosana-tripolifosfato de sódio: contendo 10%, 15% e 25% do extrato vegetal. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,001 a 0,5 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 30, 100 e 300 mg/kg.

In vitro:

Em fibroblastos da pele de humanos incubados com o extrato vegetal e nanopartículas, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlcera gástrica induzida por etanol e indometacina, pré-tratados com o extrato vegetal e nanopartículas, com posterior análise do índice de lesão ulcerativa (ILU).

A nanopartícula contendo o extrato de A. chica apresenta atividade gastroprotetora, dose-dependente, além de preservar a viabilidade celular (baixa concentração) e estimular a proliferação celular (alta concentração).

[ 7 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em 10 L de etanol a 70% (v/v). Rendimento: 177,87 g. Doses para ensaio:  300 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros hematológicos (eritrócitos, leucócitos, níveis de bilirrubina, atividade de GPT e GOT).

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de A. chica apresenta atividade hepatoprotetora promissora.

[ 11 ]

Leishmanicida

Leishmanicida
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e caule

Extrato (1:3 p/v): maceração do material vegetal (seco) em etanol. Rendimento: 59,2 e 3,33%, respectivamente. Frações: clorofórmio, acetato de etila e metanol. Concentrações para ensaio: 0,97 a 600 μg/mL. Formulação tópica (Lanette®): contendo 10 e 20 mg/g do extrato etanólico das folhas.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c incubados com extratos e frações vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

Em cultura de Leishmania amazonensis (forma promastigota) incubadas com os extratos e frações vegetais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss Webster portadores de lesões cutâneas, tratados topicamente com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros histológicos.

Observou-se que A. chica apresenta atividade leishmanicida (60 a 155,9 μg/mL), contudo, a formulação tópica não demonstra ação cicatrizante promissora.

[ 1 ]
Ensaio Toxicológico

Mutagenicidade e Genotoxicidade

Mutagenicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato (1:10 p/v): 850 g de material vegetal (seco) em água. Fração: clorofórmio. Concentrações para ensaio (in vitro): 5 a 250 µg/placa. Doses para ensaio (in vivo): 100 a 1000 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos ensaios de DPPH e xantina/hipoxantina.

Em cepas de Salmonella typhimurium com ou sem ativação metabólica, incubadas com fração vegetal, com posterior análise da mutagenicidade.

 

In vivo:

Em camundongos CF1 tratados com a fração vegetal, com posterior análise de genotoxicidade/antigenotoxicidade em células da medula óssea (teste do micronúcleo), em eritrócitos e fígado induzidos a danos oxidativos por peróxido de hidrogênio (ensaio cometa).

A fração clorofórmica de A. chica não apresenta mutagenicidade e genotoxicidade, contudo, demonstra atividade antigenotóxica e antioxidante.

[ 5 ]
Mutagenicidade e Genotoxicidade
Folha

Extrato (1:10 p/v): infusão de 400 g de material vegetal (pó) em água. Rendimento: 4,26 g. Frações: butanol e resíduo aquoso. Concentrações para ensaio: 5 a 250 μg/placa; 0,625 a 5 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Salmonella typhimurium com ou sem ativação metabólica, incubadas com as frações e extrato vegetais, com posterior análise da mutagenicidade.

Em cultura de células de ovário de hamster chinês (CHO) incubadas com as frações e extrato vegetais, com ou sem ativação metabólica, com posterior análise de genotoxicidade (ensaio cometa).

 

Observou-se que as frações e o extrato de A. chica não apresentam mutagenicidade e genotoxicidade.

[ 8 ]
Mutagenicidade e Genotoxicidade

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato (1:10 p/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 3,12 a 800 μg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 200 a 3000 mg/kg.

In vitro:

Em células epiteliais de ovário de hamster chinês (CHO-K1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (Alamar Blue).

 

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus novergicus) e camundongos Swiss-Webster (Mus musculus) submetidos aos testes de toxicidade oral aguda e subcrônica.

O extrato de A. chica demonstra sinais de toxicidade apenas para o tratamento subcrônico.

[ 12 ]
Toxicidade aguda e subcrônica

Referências bibliográficas

1 - DE SÁ, J. C. et al. Leishmanicidal, cytotoxicity and wound healing potential of Arrabidaea chica Verlot. BMC Complement Altern Med, v. 16, p.1-11, 2016. doi: 10.1186/s12906-015-0973-0
2 - MICHEL, A. F. R. M. et al. Evaluation of anti-inflammatory, antiangiogenic and antiproliferative activities of Arrabidaea chica crude extracts. J Ethnopharmacol, v. 165, p.29-38, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.02.011
3 - VASCONCELOS, C. C. et al. Effects of Extract of Arrabidaea chica Verlot on an experimental model of osteoarthritis. Int J Mol Sci, v. 20, n. 19, p.1-22, 2019. doi: 10.3390/ijms20194717
4 - ARO, A. A. et al. Arrabidaea chica extract improves gait recovery and changes collagen content during healing of the Achilles tendon. Injury, v. 44, n. 7, p.884-92, 2013. doi: 10.1016/j.injury.2012.08.055
5 - DOS SANTOS, V. C. et al. Evaluation of the mutagenicity and genotoxicity of Arrabidaea chica Verlot (Bignoneaceae), an Amazon plant with medicinal properties. J Toxicol Environ Health, v. 76, n. 6, p.381-390, 2013. doi: 10.1080/15287394.2012.761947
6 - SALLES, T. H. C. et al. Electrospun PCL-based nanofibers Arrabidaea chica Verlot - Pterodon pubescens Benth loaded: synergic effect in fibroblast formation. Biomed Mater, v. 15, n. 6, p.1-34, 2020. doi: 10.1088/1748-605X/ab9bb1
7 - SERVAT-MEDINA, L. et al. Chitosan-tripolyphosphate nanoparticles as Arrabidaea chica standardized extract carrier: synthesis, characterization, biocompatibility, and antiulcerogenic activity. Int J Nanomedicine, v. 10, p.3897-3909, 2015. doi: 10.2147/IJN.S83705
8 - GEMELLI, T. F. et al. Evaluation of Safety of Arrabidaea chica Verlot (Bignoniaceae), a Plant with Healing Properties. J Toxicol Environ Health A, v. 78, n. 18, p.1170-1180, 2015. doi: 10.1080/15287394.2015.1072070
9 - ROCHA, K. B. F. et al. Effect of Arrabidaea chica extract against chemically induced breast cancer in animal model. Acta Cir Bras, v. 34, n. 10, p.1-12, 2019. doi: 10.1590/s0102-865020190100000001
11 - DE MEDEIROS, B. J. L. et al. Liver protective activity of a hydroethanolic extract of Arrabidaea chica (Humb. and Bonpl.) B. Verl. (pariri). Pharmacognosy Res, v. 3, n. 2, p.79-84, 2011. doi: 10.4103/0974-8490.81954
12 - MAFIOLETI, L. et al. Evaluation of the toxicity and antimicrobial activity of hydroethanolic extract of Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verl. J Ethnopharmacol, v. 150, n. 2, p.576-582, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.09.008
13 - SIRAICHI, J. T. G. et al. Antioxidant capacity of the leaf extract obtained from Arrabidaea chica cultivated in Southern Brazil. PLoS One, v. 8, n. 8, p.e72733, 2013. doi: 10.1371/journal.pone.0072733
14 - JORGE, M. P. et al. Evaluation of wound healing properties of Arrabidaea chica Verlot extract. J Ethnopharmacol, v. 118, n. 3, p.361-366, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.04.024
15 - RIBEIRO, F. M. et al. The extended production of UV-induced reactive oxygen species in L929 fibroblasts is attenuated by posttreatment with Arrabidaea chica through scavenging mechanisms. J Photochem Photobiol B, v. 178, p.175-181, 2018. doi: 10.1016/j.jphotobiol.2017.11.002
16 - ARO, A. A. et al. Effect of the Arrabidaea chica extract on collagen fiber organization during healing of partially transected tendo. Life Sci, v. 92, n. 13, p.799-807, 2013. doi: 10.1016/j.lfs.2013.02.011

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folhas secas pulverizadas e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folhas frescas, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente

Principais indicações

Processos inflamatórios em geral e anemia ferropriva.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Arrabidaea chica (droga vegetal)

N° 0 (250 a 260 mg)

Q.s.p

1 cápsula

Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (folha) e encapsular. 

Principais indicações

Processos inflamatórios em geral e anemia ferropriva.

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 a 2 vezes por dia, por no máximo 3 meses.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componentes

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Processos inflamatórios em geral e anemia ferropriva.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 51-53.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 381-382.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 32-33.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

n-hexadecanóico, linolênico, esteárico, eicosanóico e éster metílico.

Carotenoides

α e β-caroteno.

Compostos fenólicos

ácido elágico e ácido gálico.

Diterpenos

fitol.

Fitosterois

γ-sitosterol e campesterol.

Flavonoides

isoscutelareina, 6-hidroxiluteolina, hispidulina, luteolina, rutina, apigenina, escutelarina, 6,7,3’,4’-tetrahidroxi-5-metoxiflavílio e 6,7,4’-trihidroxi-5-metoxiflavílio.

Minerais

Cu, Fe, Mn e Zn.

Pigmentos

carajurina e carajurona.

Taninos

Vitaminas

E.

Referências bibliográficas

1 - RODRIGUES, I. A. et al. Arrabidaea chica hexanic extract induces mitochondrion damage and peptidase inhibition on Leishmania spp. Biomed Res Int, p.1-8, 2014. doi: 10.1155/2014/985171
2 - MAGALHÃES, I. R. S. et al. Determination of Cu, Fe, Mn, and Zn in the leaves and tea of Arrabidaea chica (Humb. & Bompl.) Verl. Biol Trace Elem Res, v. 132, n. 1-3, p.239-246, 2009. doi: 10.1007/s12011-009-8381-2
3 - SIRAICHI, J. T. G. et al. Antioxidant capacity of the leaf extract obtained from Arrabidaea chica cultivated in Southern Brazil. PLoS One, v. 8, n. 8, p.e72733, 2013. doi: 10.1371/journal.pone.0072733
4 - DEVIA, B. et al. New 3-deoxyanthocyanidins from leaves of Arrabidaea chica. Phytochem Anal, v. 13, n. 2, p.114-119, 2002. doi: 10.1002/pca.632
5 - DE SIQUEIRA, F. C. et al. Profile of phenolic compounds and carotenoids of Arrabidaea chica leaves and the in vitro singlet oxygen quenching capacity of their hydrophilic extract. Food Res Int, v. 126, p.1-8, 2019. doi: 10.1016/j.foodres.2019.108597
6 - GEMELLI, T. F. et al. Evaluation of safety of Arrabidaea chica Verlot (Bignoniaceae), a plant with healing properties. J Toxicol Environ Health A, v. 78, n. 18, p.1170-1180, 2015. doi: 10.1080/15287394.2015.1072070
7 - JORGE, M. P. et al. Evaluation of wound healing properties of Arrabidaea chica Verlot extract. J Ethnopharmacol, v. 118, n. 3, p.361-366, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2008.04.024

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2018
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Parceiros

Anemopaegma arvense

(Cham.) Mart. ex DC.
Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 43-45.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 168-169.
3 - SOARES, A. M.; BERTONI, B. W. Espécies medicinais nativas da região Centro-Oeste: Anemopaegma arvense. In: VIEIRA, R. P. et al. (Ed.). Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial Plantas para o Futuro - Região Centro-Oeste. Brasília: Biblioteca do Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 699-706.
4 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 97-98.
Descrição da espécie 

Subarbusto, perene, medindo de 30 a 40 cm de altura, decíduo, ereto, pouco ramificado, ramos flexuosos partindo da base lenhosa, hastes pubescentes, xilopódio desenvolvido de cor clara, grosso e duro, com atém 1,5 cm de diâmetro; as folhas opostas, sésseis, finas, compostas, trifolioladas, com folíolos rígido-coriáceos, lineares a oblongo-lanceolados, de base afilada, margem revoluta, sésseis ou curto-peciolados, de cor mais clara na face inferior, medem de 6 a 8 cm de comprimento; as flores são grandes campanuladas, pedunculadas, solitárias, axilares, brancas ou amareladas; os frutos são e

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 168.
2 - SOARES, A. M.; BERTONI, B. W. Espécies medicinais nativas da região Centro-Oeste: Anemopaegma arvense. In: VIEIRA, R. P. et al. (Ed.). Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial Plantas para o Futuro - Região Centro-Oeste. Brasília: Biblioteca do Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 699.
3 - SILVA, G. et al. Plantas pequenas do cerrado: biodiversidade negligenciada: Anemopaegma arvense (Vell.) Stellfeld ex de Souza. Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo: Rettec, 2018, p. 167. Disponível em: http://arquivo.ambiente.sp.gov.br/publicacoes/2018/12/plantaspequenasdocerrado.pdf. Acesso em: 5 ago. 2017.
4 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 78.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995, p. 176-177.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Catuaba verdadeira e catuíba Brasil -

estimulante, tônico, peitoral e afrodisíaca.

-

-

-

[ 1 ]
Catuaba Ceará (Brasil) Casca

Afrodisíaca e tônica.

Infusão.

Uso oral.

-

[ 2 ]
Catuaba, alecrim-do-campo, vergonteza e marapuama Brasil Caule e xilopódio (cascas)

Tônica geral, ansiolítica, antiasmática e no tratamento de bronquite.

Decocção: 20 g do material vegetal (picado) em água. Ferver por 30 minutos.

-

Pode provocar estímulos adrenérgicos e em doses excessivas pode produzir midríase. Não deve ser indicada para gestantes, recém-nascidos e crianças.

[ 3 ]
Catuaba, alecrim-do-campo, vergonteza e marapuama Brasil Raiz

Afrodisíaca.

Maceração (por 1 semana): 20 g do material vegetal (picado) em vinho.

Tomar 1 cálice durante as refeições (café da manhã, almoço e jantar).

Pode provocar estímulos adrenérgicos e em doses excessivas pode produzir midríase. Não deve ser indicada para gestantes, recém-nascidos e crianças.

[ 3 ]
Catuaba, alecrim-do-campo, vergonteza e marapuama Brasil Raiz

Peitoral e antissifilítica.

Xarope: a partir da infusão, espessada com açúcar.

Pode provocar estímulos adrenérgicos e em doses excessivas pode produzir midríase. Não deve ser indicada para gestantes, recém-nascidos e crianças.

-

[ 3 ]
Catuaba Brasil Rizoma

Tônica.

Pó (cápsula de 500 mg).

Tomar 1 a 2 cápsulas com água (250 mL), 2 vezes ao dia (1 hora antes das refeições).

Pode provocar taquicardia. Não indicado para pacientes portadores de glaucoma e uso com cautela em gestantes e lactantes.

[ 4 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 177.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 103.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 168-169.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 102.

Neuroprotetora

Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: 250 mg do material vegetal (pó) em 1 mL de DMSO. Concentrações para ensaio: 0,0097 a 1,250 mg/mL.

In vitro:

Em células de neuroblastomas de humanos (SH-SY5Y) incubadas com rotenona, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), morfológica (Microscopia invertida) e ultraestrutural (Microscopia Eletrônica).

 

Observou-se que A. mirandum apresenta atividade neuroprotetora, sendo promissora para o tratamento da doença de Parkinson.

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - DE ANDRADE, D. V. G. et al. Effects of the extract of Anemopaegma mirandum (Catuaba) on Rotenone-induced apoptosis in human neuroblastomas SH-SY5Y cells. Brain Res, v. 1198, p.188-196, 2008. doi: 10.1016/j.brainres.2008.01.006

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Raiz seca

100 g

Raiz fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de raiz seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Esgotamento físico e mental e nos estados de convalescença.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 43-45.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Alcaloides

catuabina.

Flavonoides

hesperidina, quercetina-3-O-glucosídeo, quercetina-3-O-ramnosídeo, cinchonainas IIa-IIb e kandelina A1.

Lipídeos

Resinas

Saponinas

Taninos

Triterpenos

ácido oleanólico, betulina, ácido betulínico e ácido ursólico.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 169.
2 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 97.
3 - SOARES, A. M.; BERTONI, B. W. Espécies medicinais nativas da região Centro-Oeste: Anemopaegma arvense (catuaba). In: VIEIRA, R. P. et al. (Ed.). Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial Plantas para o Futuro - Região Centro-Oeste. Brasília: Biblioteca do Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 700.
4 - TABANCA, N. et al. Flavan-3-ol-phenylpropanoid conjugates from Anemopaegma arvense and their antioxidant activities. Planta Med, v. 73, n. 10, p.1107-1111, 2007. doi: 10.1055/s-2007-981563

Propagação: 

por semente. Deve-se retirar a expansão alada que recobre a semente, pois favorece o processo de desenvolvimento do sistema radicular. Introduzir as sementes em saquinhos plásticos de 15 cm de comprimento x 10 cm diâmetro, contendo substrato e solo arenoso. Transferir os saquinhos para viveiro, com irrigação diária. Posteriormente, as mudas devem ser transferidas para local definitivo, quando atingirem 20 cm de altura, em solo arenoso, sobre leiras e em covas com espaçamento de 0,4x0,4 m [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

apresenta resistência ao estresse hídrico, sendo prescindível a utilização de sistema de irrigação no campo [ 2 ] .

Colheita: 

as raízes devem ser colhidas após o terceiro ano de cultivo [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

as sementes apresentam dormência inicial de 42 dias, após este período a emergência das plântulas ocorre até, aproximadamente, o 84º dia a semeadura. A micropropagação in vitro é técnica que pode ser utilizada para a propagação desta espécie, com técnicas validadas [ 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 168.
2 - SOARES, A. M.; BERTONI, B. W. Espécies medicinais nativas da região Centro-Oeste: Anemopaegma arvense (catuaba). In: VIEIRA, R. P. et al. (Ed.). Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial Plantas para o Futuro - Região Centro-Oeste. Brasília: Biblioteca do Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 702-703.
3 - PEREIRA, A. M. et al. Micropropagation of Anemopaegma arvense: conservation of an endangered medicinal plant. Planta Med, v. 69, n. 6, p.571-573, 2003. doi: 10.1055/s-2003-40644

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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