Fabaceae

Hymenaea courbaril

Stokes
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110-114.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 144-146.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 95-97.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257-258.
5 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 260.
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 359-360.
7 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024   
Descrição da espécie 

Árvore perene, de até 30 m de altura, esgalhada, com copa densa e ampla, de ramos glabros; tronco com córtex liso, cilíndrico de até 2 m de diâmetro, que secreta uma seiva resinosa, que se petrifica em várias formas; folhas alternas, bifolioladas, assimétricas, falciformes, glabras, de 4 a 15 cm de comprimento x 2 a 5 cm de largura, pecioladas, oval a elíptica ou oval-lanceolada, ápice acuminado ou agudo; flores hermafroditas, brancas, oval-elípticas, reunidas em inflorescências terminais; frutos em vagens cilíndricas, de até 15 cm de comprimento, ápice arrendondado a apiculado, de cor marr

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 359.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110.
4 - SOUZA, I. M. et al. Morphological analyses suggest a new taxonomic circumscription for Hymenaea courbaril L. (Leguminosae, Caesalpinioideae). PhytoKeys, n. 38, p.101-118, 2014. doi: 10.3897/phytokeys.38.7408
5 - SOUZA, V. C. et al. Hymenaea L. In: TOZZI, A. M. G. A. (Ed.). Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo: Instituto de Botânica, 2016. p. 73. Disponível em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/wp-.... Acesso em: 22 set. 2020.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Jatobá Ceará (Brasil) Entrecasca

Antitussígena, adstringente, no tratamento de bronquite, coqueluche e escarro de sangue.

Infusão ou xarope.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Jatobá Ceará (Brasil) Entrecasca

Adstringente, no tratamento de feridas na boca e escorbuto.

Decocção.

Uso local.

-

[ 1 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex (macerado)

Antidiarreica, anti-hemorrágica, antiparasitária, antibiótica, hipoglicemiante, no tratamento de cistite, hepatite, prostatite e bronquite.

Decocção. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex

Antifúngica (pés), carminativa, anti-hemorrágica e no tratamento de problemas estomacais.

Infusão. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

No tratamento de úlceras bucais.

-

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Folha e córtex

Hipoglicemiante.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

Calmante.

Suco. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Resina

Sedativa, antiasmática, antitussígena e no tratamento de bronquite.

Tintura. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex

Anti-hipertensiva e no tratamento de sangue na urina.

Extrato. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

Anti-hipertensiva e antirreumática.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Folha

Antidiarreica e no tratamento de dores estomacais.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Resina (pulverizada)

Antiartrítica, antirreumática, no tratamento de infecções e feridas.

-

-

-

[ 2 ]
- Peru e Guianas (indígenas) Casca (moída)

Antidiarreica.

-

-

-

[ 3 ]
- Amazônia (indígenas) Seiva

Antitussígena e no de bronquite.

-

-

-

[ 3 ]
- Amazônia (indígenas) Casca

Antifúngica e problemas estomacais.

Chá.

-

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Casca

Antidiarreica, antidisentérica e no tratamento de cólicas intestinais.

Chá: 1 colher (de sopa) do material vegetal picado em 1 xícara (de chá) de água em fervura por 5 minutos.

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Casca

Antitussígena, antiasmática, expectorante, no tratamento de bronquite e fraqueza pulmonar.

Xarope: fazer o chá com 1 colher (de sopa) do material vegetal picado em 1 xícara (de chá) de água em fervura por 5 minutos. Adicionar açúcar e mel.

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Folha

No tratamento de afecções do sistema urinário e prostatite.

Chá.

-

-

[ 3 ]
- Estados Unidos -

Tônica, antiasmática, descongestionante, antifúngica, anti-hemorrágica, antiartrítica, no tratamento da bursite, infecções da bexiga e próstata.

-

-

-

[ 3 ]
Jatobá Brasil Casca

No tratamento da tosse alérgica, pigarros e inflamação da garganta.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em pó em 1 xícara de água. Tampar, deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Fazer gargarejos até 6 vezes ao dia. Não engolir.

Utilizar por até 30 dias, devido as altas concentrações de taninos, que são altamente adstringentes, podendo causar prisão de ventre e irritação gastrointestinal. Não utilizar na gravidez e lactação.

[ 4 ]
- Guatemala Córtex seco

Febrífuga, sudorífuga e antirreumática.

-

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica Córtex (óleo)

Antiasmática.

Inalação.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica Folha e córtex

Hipoglicemiante.

Infusão.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica (região Atlântica) Córtex do fruto

Anti-hipertensiva e antirreumática.

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica (região Guanacaste) Folha, córtex do tronco e raiz

Antidiarreica e para aliviar dores no estômago. 

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Fruto

No tratamento de úlceras na boca.

In natura.

Comer o fruto em jejum durante 10 dias.

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Resina

Antiasmática, antidispéptica, estomáquica, expectorante, orexígena, no tratamento da gonorreia, cistite, laringite e beribéri.

-

-

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Córtex

Antirreumática e analgésica.

-

-

-

[ 5 ]
Guapinol e nazareno Colômbia Córtex interno

Vermífuga.

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Guapinol e nazareno Colômbia Córtex interno

Adstringente e anti-hipertensiva.

Extrato fluido.

-

-

[ 5 ]
Jatobá e copal Brasil Seiva

No tratamento de bronquite.

-

-

-

[ 5 ]
Jatobá e copal Brasil Córtex

No tratamento de dores estomacais.

-

-

-

[ 5 ]
Jatobá Nordeste (Brasil) Casca e fruto

Antigripal, depurativa, antidiarreica, antianêmica, tônica geral, expectorante, antitérmica, anticonvulsivante e no tratamento da tuberculose.

Casca: infusão, maceração (etanol ou água), xarope e pó. Fruto (imaturo): infusão.

-

-

[ 6 ]
Jatobá e farinheira Brasil -

Antidiarreica, antidisentérica, no tratamento de cólica intestinal, fraqueza pulmonar e cistite crônica.

-

-

-

[ 7 ]
Jatobá Comunidade Minguiriba (Brasil) Casca e resina

Antitussígena, expectorante, antipirético, analgésica, cicatrizante de feridas, anti-inflamatória e útil no tratamento de bronquite.

-

-

-

[ 8 ]
Jatobá pequeno Brasil -

Antidiarreica, antidisentérica, antiviral, tônica pulmonar e útil no tratamento de cistite crônica e cólica intestinal.

-

-

-

[ 9 ]
Jatobá Comunidades de Matozinho, Estância, Serra do Zé Gomes e Mangueiras (Exu, Pernambuco, Brasil) Casca e fruto

Antitussígena, antiofídica, antigripal, no tratamento de constipação, congestão (nasal e peitoral) e problemas hematológicos.

Decocção, infusão e xarope.

Uso oral.

-

[ 10 ]
Jatobá Comunidade do Riacho da Catingueira (Aiuaba, Ceará, Brasil) Fruto, semente e haste

Antianêmica, antigripal, expectorante, anti-herpética, antileucêmica, útil no tratamento de problemas prostáticos, renais, estomacais, bronquite, inflamação da garganta e pediculose.

Decocção, infusão e tintura. 

-

-

[ 11 ]
Jatobá Povoado de Curituba (Caniridé do São Francisco, Sergipe, Brasil) Caule

Antimicótica.

Maceração.

Uso tópico.

-

[ 12 ]
Jatobá Brasil Casca

Tônico energético (“Vinho de Jatobá”).

Extrato etanólico.

-

-

[ 13 ]
Jatobá - Casca

Tônico energético, vermífuga, carminativa, laxante, sedativa, antifúngica, adstringente peitoral e digestiva.

Chá.

-

-

[ 13 ]
Jatobá Brasil Casca

No tratamento de feridas.

Óleo.

-

-

[ 13 ]
Jatobá Brasil Casca

Antisséptica, purgante, antidiarreica, útil no tratamento de cistite, laringite, hepatite, prostatite, tuberculose e úlceras.

Maceração em água quente.

Uso oral.

-

[ 13 ]
- Peru (Indígenas Karaja) e Guiana (povo crioulo) Casca

Antidiarreica, antitussígena, no tratamento de cistite, hepatite e prostatite.

Maceração. 

-

-

[ 13 ]
- Guatemala (povos indígenas) Casca

Vermífuga, antirreumática e no tratamento de úlceras bucais.

Decocção. 

-

-

[ 13 ]
- Venezuela e Suriname Casca

Antidiarreica, antidisentérica e no tratamento de doenças torácicas.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Venezuela e Suriname Folha

No tratamento de fraturas, feridas e problemas pulmonares.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Haiti Casca

Laxante e purgativa.

Decocção e infusão.

-

-

[ 13 ]
- Haiti Resina

Analgésica (artrite, reumatismo, cólica, mialgia, hematomas e feridas).

Pó.

Uso tópico.

-

[ 13 ]
- ha Planta toda

Antiasmática, antidiarreica, no tratamento de constipação, enfisema pulmonar, cefaleia, espasmo e enterose.

-

-

-

[ 13 ]
- Honduras Casca

Antimalárica.

Decocção e infusão. 

-

-

[ 13 ]
- Panamá Casca

Analgésica, hipoglicemiante, gastroprotetora, tônica e no tratamento de úlceras bucais, doenças das vias respiratórias superiores e cardiopulmonares.

Chá.

-

-

[ 13 ]
- Panamá Folha

Antidiarreica e no tratamento de dores estomacais.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Panamá Folha

Hipoglicemiante e no tratamento de bronquite (principalmente em crianças).

Infusão.

-

-

[ 13 ]
- México Resina

Antiasmática e no tratamento da histeria.

-

Inalação.

-

[ 13 ]
- - Seiva

Antitussígena, no tratamento de doenças cardíacas (misturar com mel), blenorragia, feridas, prostatite e cistite crônica.

-

-

-

[ 13 ]
- China Planta toda

Descongestionante, tônica energética, no tratamento de cistite e prostatite.

-

-

-

[ 13 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 143.
2 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 260-261.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257-258.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 180.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 360.
6 - MAGALHÃES, K. N. et al. Medicinal plants of the Caatinga, northeastern Brazil: Ethnopharmacopeia (1980-1990) of the late professor Francisco José de Abreu Matos. J Ethnopharmacol, n. 237, p.314-353, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2019.03.032
7 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
8 - SOUZA, R. K. D. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of carrasco, northeastern Brazil. J Ethnopharmacol, n. 157, p.99-104, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.09.001
9 - RIBEIRO, T. G. et al. Antileishmanial activity and cytotoxicity of Brazilian plants. Exp Parasitol, v. 143, p.60-68, 2014. doi: 10.1016/j.exppara.2014.05.004
10 - SARAIVA, M. E. et al. Plant species as a therapeutic resource in areas of the savanna in the state of Pernambuco, Northeast Brazil. J Ethnopharmacol, n. 171, p.141-153, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.05.034
11 - CARTAXO, S. L. et al. Medicinal plants with bioprospecting potential used in semi-arid northeastern Brazil. J Ethnopharmacol, v. 131, n. 2, p.326-342, 2010. doi: 10.1016/j.jep.2010.07.003
12 - CRUZ, M. C. S. et al. Antifungal activity of Brazilian medicinal plants involved in popular treatment of mycoses. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.409-412, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.005
13 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024

Anti-inflamatória e Relaxante muscular

Anti-inflamatória e Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em etanol. Rendimento: 86 g. Fração: acetato de etila. Rendimento: 2,41%. Dose para ensaio (in vivo): 150 mg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante do extrato e fração vegetal através do radical DPPH.

Em anéis de traqueia isoladas de ratos Wistar incubadas com o extrato e fração vegetal, carbacol, cálcio, bário, cloreto de potássio e acetilcolina, com posterior análise de contratilidade.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de leucocitose e hipersensibilidade das vias aéreas induzidos por ovalbulmina, pré-tratados com extrato vegetal e fração vegetal, com posterior análise dos níveis de cloreto de potássio nos anéis da traqueia e contagem total e diferencial de células em fluido de lavagem broncoalveolar.

Observou-se que o extrato e fração de acetato de etila de H. courbaril apresenta atividade antioxidante, anti-inflamatória e relaxante da musculatura lisa.

[ 4 ]

Anticitotóxica e Antigenotóxica

Anticitotóxica e Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Seiva. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,3 à 15 mL.

In vitro:

Em células da medula óssea femoral isoladas de camundongos Swiss (Mus musculus), incubadas com extrato vegetal e mitomicina, com posterior análise dos níveis de eritrócitos policromáticos micronucleados (MNPCE), eritrócitos policromáticos e a relação entre PCE/MMPCE, através do teste do micronúcleo.

Em larvas de Drosophila melanogaster incubadas com extrato vegetal, associado ou não a doxorubicina, submetidas ao teste de mutação e recombinação somática (SMART).

 

Observou-se que a seiva de H. courbaril apresenta atividade antigenotóxica, anticitotóxica e antimutagênica.

[ 2 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Seiva: 250 mL. Extrato seco: 2,6 g. Concentrações para ensaio: 0,25 à 256 µg/mL.

In vitro:

Em cepas de Cryptococcus neoformas e dermatófitos, incubadas com extrato vegetal, submetidas ao teste de microdiluição para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fúngica mínima (CFM).

Em cultura de fibroblastos (Balb/c 3T3-A31) incubados com extrato vegetal, para determinar a concentração inibitória média (CI50) através da coloração com vermelho neutro.

 

Observou-se que a seiva de H. courbaril apresenta atividade antifúngica e baixa citotoxicidade.

[ 3 ]
Caule

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (triturado) em água. Rendimento: 3 à 5%. Concentração para ensaio: 1 mg/mL. Outras espécies em estudo: Ziziphus joazeiro, Caesalpinia pyramidalis e Bumelia sartorum.

In vitro:

Em linhagens fúngicas de Cryptococcus neoformans, Candida albicans, Candida guilliermondii e Trichophyton rubrum, submetidas aos testes de difusão em ágar e microdiluição em ágar, para determinar a zona de inibição do halo e a concentração inibitória  mínima (CIM), respectivamente.

 

Observou-se que os extratos de Ziziphus joazeiro e Caesalpinea pyramidalis apresentam atividade antifúngica mais potente.

[ 9 ]

Antigenotóxica e Citotóxica

Antigenotóxica e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de etanol à 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 à 200 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50, 100 e 200 mg/1000 g do peso corporal.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH e teor de flavonoides.

Em células de melanoma murino (B16F10), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (Azul de tripano).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extrato vegetal, com posterior análise da medula óssea femoral (Teste de micronúcleo) e aberração cromossômica.

Observou-se que o extrato H. courbaril apresenta atividade antioxidante, antigenotóxica e citotóxica, dependente da dose e tempo de exposição ao extrato vegetal.

[ 1 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha, raiz e caule (casca)

Extrato: maceração de 1 Kg do material vegetal (pó) em etanol e hexano, sucessivamente. Concentrações para ensaio: 1,56 à 200 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de macrófagos de camundongos BALB/c infectados com Leishmania amazonensis (forma promastigota), incubados com extrato vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e concentração citotóxica média (CC50), através do ensaio MTT.

 

Neste estudo, das 16 espécies, Dipteryx alata, Syzygium cumini, Hymenaea courbaril, H. stignocarpa, Jacaranda caroba e J. cuspidifolia apresentam atividade antileishmaniose mais potente, além de baixa citotoxicidade.

[ 5 ]

Antiplasmódica

Antiplasmódica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca e folha

Extrato: 20 g do material vegetal (triturado) em 150 mL de petróleo/acetato de etila (1:1), posteriormente em metanol/água (8:2). Outras espécies em estudo: Albizia saman, Calea tenuifolia, Jatropha curcas, Momordica charantia e Moringa oleífera.

In vitro:

Em cultura de Plasmodium falciparum (sensível ou resistente à cloroquina), incubada com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) através de técnica de microcultura com radioisótopo.

 

Observou-se que os extratos de H. courbaril, M. oleira, M. charantia e C. tenuifolia apresentam atividade antiplasmódica mais potentes.

[ 7 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação do material vegetal (seco) em etanol à 95%. Concentrações para ensaio: 50 à 5000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura celular do rim de macaco Rhesus (MA-104), incubada com extrato vegetal, posteriormente infectada com Rotavírus Símio (SA11), para determinar concentração máxima não tóxica (CMNT), efeito citopático e amplificação do material genético viral (RT-PCR).

 

Observou-se que das 14 espécies analisadas, os extratos de Hymenaea courbaril, Bryrsonima verbascifolia, Eugenia dysenterica e Myracrodroun urundeuva apresentam atividade antiviral significativa, com CMNT = 50 à 500 µg/mL.

[ 6 ]

Inibidora enzimática (5-lipoxigenase)

Inibidora enzimática (5-lipoxigenase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Resina: 50 µL em etanol. Concentração para ensaio: 19 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima 5-lipoxigenase em leucócitos suínos incubados com o extrato vegetal, ionóforo de cálcio e cloreto de cálcio, na presença de [14C]-ácido araquidônico e ácido eicosatetraenóico, com posterior análise dos níveis de ácido araquidônico e metabólitos.

 

Neste estudo, dentre as 19 espécies vegetais, Hymenaea courbaril, Hedychium coronarium e Xylopia frutescens inibem significativamente, a atividade da enzima 5-lipoxigenase, com 100, 86,2 e 84,6%, respectivamente.

[ 8 ]
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Caule

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (triturado) em água. Rendimento: 3 à 5%. Doses para ensaio: 1,0 à 5,0 g/kg. Outras espécies em estudo: Ziziphus joazeiro, Caesalpinia pyramidalis e Bumelia sartorum.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que os extratos vegetais em estudo apresentam baixa toxicidade, nas doses analisadas.

[ 9 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - SPERA, K. D. et al. Genotoxicity, anti-melanoma and antioxidant activities of Hymenaea courbaril L. seed extract. An Acad Bras Cienc, v. 91, n. 4, p.1-10, 2019. doi: 10.1590/0001-3765201920180446
2 - VALE, C. R. et al. Assessment of toxic, genotoxic, antigenotoxic, and recombinogenic activities of Hymenaea courbaril (Fabaceae) in Drosophila melanogaster and mice. Genet Mol Res, v. 12, n. 3, p.2712-2724, 2013. doi: 10.4238/2013
3 - DA COSTA, M. P. Antifungal and cytotoxicity activities of the fresh xylem sap of Hymenaea courbaril L. and its major constituent fisetin. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-7, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-245
4 - BEZERRA, G. P. et al. Phytochemical study guided by the myorelaxant activity of the crude extract, fractions and constituent from stem bark of Hymenaea courbaril L. J Ethnopharmacol, v. 149, n. 1, p.62-69, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.05.052
5 - RIBEIRO, T. G. et al. Antileishmanial activity and cytotoxicity of Brazilian plants. Exp Parasitol, v. 143, p.60-68, 2014. doi: 10.1016/j.exppara.2014.05.004
6 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
7 - KÖHLER, I. et al. In vitro antiplasmodial investigation of medicinal plants from El Salvador. Z Naturforsch C J Biosci, v. 57, n. 3-4, p.277-281, 2002. doi: 10.1515/znc-2002-3-413
8 - BRAGA, F. C. et al. Screening Brazilian plant species for in vitro inhibition of 5-lipoxygenase. Phytomedicine, v. 6, n. 6, p.447-452, 2000. doi: 10.1016/S0944-7113(00)80073-2
9 - CRUZ, M. C. S. et al. Antifungal activity of Brazilian medicinal plants involved in popular treatment of mycoses. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.409-412, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.005

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca seca

100 g

Entrecasca fresca

200 g

                                                                    * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Estados consumptivos, estafa, estresse e debilidades orgânicas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Entrecasca seca fragmentada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 10 minutos.

Principais indicações

Estados consumptivos, estafa, estresse e debilidades orgânicas em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 145-147.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 87-88.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Cumarinas

Esteroides

β-sitosterol.

Flavonoides

astilbina, fisetina fisetinediol, fustin, 3-O-metil-2,3-trans-fustina e taxifolina.

Óleos fixos

Outras substâncias

ácido iso-enantio comúnico, copacanfeno e ácido 1,2,3-naftaleno-5-carboxílico.

Polissacarídeos

pectina, amido e xiloglucano.

Princípios amargos

Resinas

Taninos

Terpenoides

ácido copálico, β-bourboneno, α-, α-, β- e γ-cadineno, ciclosativeno, β-gurjeneno, α-himachaleno, α-humuleno, α-, β- e δ-selineno, selina-4, calareno, α-calacoreno, ciclosativeno, β-cariofileno, (E)- e (Z)-cariofileno, óxido de cariofileno, α-cubebeno, α-copaeno, β-elemeno, aromadrendreno, α- e γ-muuroleno, δ-amorfeno, trans-calameneno, α-calacoreno, germacreno-B e D, spatulenol, β-copaen-4α-ol, salvial-4(14)-em-1-one, 1-epi-cubenol, epi-α-muurolol e selin-11-em-4α-ol, biciclogermacreno, (13R)-13-hydroxy-1(10), ácido 14-ent-halimadien-18-oic, (2S,13R)-2,13-dihidroxi-1, ácido 14-ent-halimadien-18-oic, (13R)-2-oxo-13-hidroxi-1, ácido 14-ent-halimadien-18-oic.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 360.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 180.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 111.
4 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024
5 - AGUIAR, J. C. et al. Chemical constituents and larvicidal activity of Hymenaea courbaril fruit peel. Nat Prod Commun, v. 5, n. 12, p.1977-1980, 2010. 
6 - ROSÁRIO, M. M. T. et al. Degalactosylation of xyloglucans modify their pro-inflammatory properties on murine peritoneal macrophages. Int J Biol Macromol, v. 105, (Pt 1), p.533-540, 2017. doi: 10.1016/j.ijbiomac.2017.07.068
7 - ABDEL-KADER, M. et al. Isolation and absolute configuration of ent-Halimane diterpenoids from Hymenaea courbaril from the Suriname rain forest. J Nat Prod, v. 65, n. 1, p.11-15, 2020. doi: 10.1021/np0103261
8 - DA COSTA, M. P. Antifungal and cytotoxicity activities of the fresh xylem sap of Hymenaea courbaril L. and its major constituent fisetin. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-7, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-245
9 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031

Hymenaea courbaril: 

por sementes. A germinação ocorre entre 20 à 30 dias após a semeadura, com taxa de germinação de 40 à 90%. As sementes apresentam dormência, portanto, recomenda-se a escarificação através de cortes ou tratamento com solução de ácido sulfúrico concentrado por 1 hora [ 3 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

recomenda-se o controle de ervas daninhas antes e após o plantio (até que as mudas atinjam em torno de 2 metros de altura). Esta espécie tolera solo com baixa fertilidade [ 3 ] .

Colheita: 

a colheita das partes aéreas deve ser realizada segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as parte subterrânea deve ser colhida na lua minguante [ 1 ] .

Pós-colheita: 

a colheita das partes aéreas deve ser realizada segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as parte subterrânea deve ser colhida na lua minguante [ 3 ] .

Problemas & Soluções: 

os frutos podem ser atacados por Hypothenmus buscki, Myelois decolor e Acanthoscelides spp., enquanto que as sementes podem ser atingidas por Rhinocherus spp. (gorgulho). Formigas cortadeiras, Atta spp., alimentam-se das folhas de H. courbaril, e a madeira pode ser atacada por cupim (Nasutitermes costalis) e brocas marinhas (Toredo spp.). O crescimento desta planta é limitado por temperatura alta, assim o fenômeno El Niño é um dos fatores que pode influenciar a distribuição desta espécie [ 1 , 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110-111.
2 - LOCOSSELLI, G. M. et al. Impact of temperature on the growth of a Neotropical tree species (Hymenaea courbaril, Fabaceae) at its southern distribution limit. Int J Biometeorol, v. 63, n. 12, p.1683-1692, 2019. doi: 10.1007/s00484-019-01786-y
3 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024

Parceiros

Glycyrrhiza glabra

Referências informações gerais
1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 111.
2 - LEE, M. R. Liquorice (Glycyrrhiza glabra): the journey of the sweet root from Mesopotamia to England. J R Coll Physicians Edinb, v. 48, n. 4, p.378-382, 2018. doi: 10.1997/JRCPE.2018.419
3 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 421.
Descrição da espécie 

Arbusto de 90 a 120 cm de altura, com caule esbranquiçado; folhas verdes, compostas, com até 12 folíolos, trifoliadas ou pinadas, ovaladas ou lanceoladas; flores em espiga axilares, azuladas; frutos achatados, com até 2 cm de comprimento, contendo de 4 a 6 sementes; rizomas e raízes largas, profundas, com interior amarelado e epiderme negra[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 60.
2 - LEE, M. R. Liquorice (Glycyrrhiza glabra): the journey of the sweet root from Mesopotamia to England. J R Coll Physicians Edinb, v. 48, n. 4, p.378-382, 2018. doi: 10.4997/JRCPE.2018.419

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em 1 L de etanol à 80%. Doses para ensaio: 50 à 500 mg/kg.

In vitro:

Em membrana receptora do córtex de ratos Sprague-Dawley incubadas com o extrato vegetal e [3H]flumazenil, com posterior análise de ligação ao receptor GABAA-BZD.

 

In vivo:

Em camundongos ICR e C57BL tratados com pentobarbital e extrato vegetal, com posterior análise da arquitetura e perfil do sono.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade ansiolítica através da modulação alostérica positiva dos receptores GABAA-BZD.

[ 47 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Pó. Outras espécies em estudo: Boswellia sapindales, Commiphora wightii e Azadirachta indica.

In vitro:

Em células de mioblastos (C2C12) de camundongos estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de expressão de TNF-α, MCP-1 (RT-PCR) e ERK (Western blotting).

 

Observou-se que os extratos de G. glabra e A. indica apresentam atividade anti-inflamatória significativa, comparável ao ibuprofeno.

[ 75 ]
Raiz

Extrato (GutGardTM).

In vitro:

Em linhagem celular promielocítica leucêmica humana (HL-60) e em macrófagos murinos (J774A.1) incubados com o extrato vegetal e submetidas ao ensaio MTT.

Em macrófagos murinos (J774A.1) incubados com o extrato vegetal e estimulados por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de prostaglandinas (PGE2).

Em linhagem celular promielocítica leucêmica humana (HL-60) diferenciadas em metamielócitos e incubadas com o extrato vegetal, captopril e ácido salicílico, com posterior quantificação dos níveis de leucotrieno (LTB4) e tromboxano (TBX2).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade anti-inflamatória, pois reduz os níveis de PGE2, TBX2 e LTB4.

[ 13 ]
Raiz

Extrato (1:4): material vegetal em acetona. Rendimento: 40 à 50% (p/p). Concentrações para ensaio: 0,62 à 40 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos murinos (J774A.1) pré-incubados com o extrato vegetal e estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de prostaglandina (PGE-2), e em células de leucemia promielocítica de humanos (HL-60) diferenciadas em metamielócitos incubadas com o extrato vegetal e estimuladas por calcimicina (A23187), com posterior análise dos níveis de leucotrieno (LTB-4) e tromboxano (TXB-2).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade anti-inflamatória, pois reduz a produção de PGE-2, LTB-4 e TXB-2.

[ 48 ]
-

Extrato metanólico. Doses para ensaio: 12,5 à 200,0 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos RAW264.7 estimulados por lipopolissacarídeo (LPS) e incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), dos níveis de óxido nítrico, espécies reativas ao oxigênio (ERO’s), iNOS e COX-2 (RT-PCR), e expressão de TNF-α, IL-1β e IL-6 (ELISA).

 

O extrato metanólico de G. glabra apresenta atividade anti-inflamatória, além da ausência de citotoxicidade em concentrações ≤ 100 µg/mL.

[ 57 ]

Anti-inflamatória e Cicatrizante

Anti-inflamatória e Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso (maceração à quente). Outra espécie em estudo: Nericum indicum.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas por incisão de 2,5 cm de largura x 0,2 cm de profundidade (área circular = 4,90 cm2), tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do período de epitelização, taxa de cicatrização, evolução histológica, imuno-histoquímica (IL-1). 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade cicatrizante e anti-inflamatória mais potente.

[ 41 ]

Antiandrogênica

Antiandrogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato. Doses para ensaio: 75, 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos machos tratados com o extrato vegetal e testosterona, com posterior análise dos níveis de testosterona e histológica (próstata, vesícula seminal e músculo elevador do ânus).

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antiandrogênica, principalmente nas doses de 150 e 300 mg/kg.

[ 68 ]

Antiaterosclerótico

Antiaterosclerótico
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Kiom-18: aquecer 2470 g (associação de Cinnamomum cassia, Pinus densiflora, Curcuma longa e Glycyrrhiza glabra, 1,3:1,3:1,4:1) em 25 L de água.

In vitro:

Em células de músculo liso vascular (VSMCs) incubadas com o fitoterápico, com posterior análise da viabilidade celular, progressão do ciclo celular (incorporação de 3H-timidina), e expressão de CDK2, CDK4, ciclina D1, ciclina F1, p27 e PCNA, após estimuladas pelo fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF-BB).

 

In vivo:

Em camundongos LdB6.129s7-Ldlrtm1Her/J e C57BL/6 portadores de aterosclerose, tratados com o fitoterápico com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TG, AST, ALT, CT, HDL-C, LDL-C, glicose) e do peso corporal.

Observou-se que o fitoterápico apresenta atividade promissora para o tratamento da aterosclerose, pois reduz a proliferação de VSMC e regula positivamente a expressão de p27.

[ 40 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: maceração a quente do material vegetal (pó) em etanol à 67%. Rendimento: 50 mg. Outras espécies em estudo: Ficus religiosa (caule) e Plantago major (casca).

In vitro:

Em colonizadores primários de placa e patógenos periodontais submetidos ao teste de disco-difusão em ágar.

 

Observou-se que G. glabra apresenta atividade antibacteriana mais potente, seguidamente a espécie F. religiosa.

[ 3 ]
Raiz

Extrato em metanol à 75%. Rendimento: 18,3%. Concentrações para ensaio: 20, 17 e 14 mg/mL. Outras espécies em estudo: Baeckea frutescens, Kaempferia pandurata, Physalis angulata e Quercus infectoria.

In vitro:

Em cepas de Streptococcus mutans submetidas ao teste de difusão em ágar e análise da viabilidade bacteriana.

 

Observou-se que os extratos de G. glabra, K. pandurata e P. angulata apresentam atividade antibacteriana potente (50 µg/mL).

[ 37 ]
Raiz

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em 250 mL de água. Concentrações para ensaio: 1 à 10 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Helicobacter pylori (G27) submetidas ao ensaio de disco-difusão em ágar com o extrato vegetal; em lâminas de tecido ressecado do estômago de humanos tratados com o extrato vegetal com posterior análise da adesão bacteriana.

 

Observou-se que o extrato de G. glabra não apresenta atividade antibacteriana, contudo demonstra ação antiaderente significativa.

[ 12 ]
Caule

Extrato: 1,0 kg do material vegetal (pó) em etanol/água. Doses para ensaio: 20 e 80 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de infecção pulmonar induzida por Pseudomonas aeruginosa, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da bacteremia, hipotermia, peso corporal, imagem radiológica e exame histopatológico pulmonar.

Observou-se que G. glabra apresenta atividade antibacteriana pulmonar, principalmente na dose de 80 mg/kg.

[ 19 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em acetona, para obter pó seco lipossômico.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a inalação do pó seco lipossômico, com posterior análise da presença de constituintes químicos vegetais em homogenato pulmonar através da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE).

Em camundongos infectados por Mycobacterium tuberculosis (via nasal) e tratados com o pó seco lipossômico (inalação), com posterior análise morfológica e contagem bacteriana (UFC) em homogenato, dos pulmões e baço.

Observou-se que o pó seco lipossômico de G. glabra apresenta atividade antibacteriana, após inalação.

[ 52 ]
Raiz

Extrato etanólico. Outras espécies em estudo: Angelica dahurica, Arctium lappa e Coptis chinensis.

In vitro:

Determinar a atividade quimiotática de neutrófilos na presença de Propionibacterium acnes e extrato vegetal.

Em cepas de P. acnes submetidas ao teste de diluição para determinar a concentração inibitória mínima do extrato vegetal (CIM) e indução de resistência.

Em pele das orelhas de hamster tratadas com o extrato, com posterior análise da lipogênese cutânea através da incorporação de acetato de C14 nos lipídeos.

 

Observou-se que o extrato de G. glabra, A. dahurica e C. chinensis são promissoras para o tratamento de acne, pois apresentam atividades antibacteriana (CIM = 100 à 200 µg/mL) com resistência insignificativa, antiquimiotática e antilipogênica, respectivamente.

[ 30 ]

Anticonvulsivante e Antioxidante

Anticonvulsivante e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 500 gm do material vegetal (pó) em 500 mL de água e etanol. Rendimento: 15,4 e 16,0%, respectivamente. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos submetidos a crises convulsivas induzidas por pentilenotetrazol, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do início e duração da convulsão, parâmetros bioquímicos (MDA, SOD e CAT) em homogenato do tecido cerebral.

Observou-se que o extrato etanólico de G. glabra apresenta atividades anticonvulsivante e antioxidante mais potentes, principalmente nas doses de 200 e 400 mg/kg.

[ 54 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (1:8): maceração do material vegetal (pó) em clorofórmio/água. Rendimento: 34,6%. Doses para ensaio: 75, 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de natação forçada (associado ou não com reserpina) e de suspensão da cauda (associado ou não com reserpina, sulpirida, prazosina, p-clorofenilalanina e fluoxetina).

O extrato de G. glabra apresenta atividade antidepressiva, devido ao efeito inibitório da enzima monoamino oxidase (MAO).

[ 72 ]

Antiestresse

Antiestresse
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Dose para ensaio: 150 mg/100 g.

In vivo:

Em coelhos tratados com o extrato vegetal e expostos ao estresse por vibração, com posterior contagem de eritrócitos periféricos e reticulócitos, concentração de hemoglobina e índice de cores.

Observou-se que G. glabra melhora a resistência ao estresse externo, reduzindo os danos no organismo.

[ 99 ]

Antifibrótica

Antifibrótica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (seco) em etanol. Rendimento:18%. Associação de: Salvia miltiorrhiza, Ligusticum chuanxiong e Glycyrrhiza glabra (2:2:1). Dose para ensaio: 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de fibrose hepática induzida por dimetilnitrosamina (DEN), tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros histopatológicos, nível de colágeno hepático, α-SMA, NF-kB, expressão de TGFβ1, α-SMA, colágeno 1α2, iNOS e ICAM-1.

Observou-se que a associação de S. miltiorrhiza, L. chuanxiong e G. glabra apresenta atividade antifibrótica.

[ 95 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 1 g do material vegetal (pó) em 10 mL de água, etanol, acetato de etila e hexano. Concentração final: 100 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Candida albicans (ATCC 10231) e linhagens isoladas de recém-nascidos e adultos, submetidas ao teste de microdiluição em ágar (ELISA).

Determinar a atividade antifúngica para extratos aquosos após teste de estabilidade à 4, 23 e 33°C por 7 dias, por ensaio bioautográfico.

 

Neste estudo dentre as 24 plantas medicinais, os extratos aquosos de Allium sativum, Tulbaghia violacea, Glycyrrhiza glabra, Polygala myrtifolia apresentam atividade antifúngica mais potente, principalmente em cepas de recém-nascidos.

[ 29 ]

Antiglicante

Antiglicante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 1 kg do material vegetal em 3 L de metanol.

In vitro:

Determinar a atividade antiglicante (BSA e metilglioxal) e antioxidante (DPPH, quelação de ferro e eliminação de radicais superóxido) dos extratos vegetais.

 

Neste estudo, das 26 plantas medicinais, Glycyrrhiza glabra, Rosa indica e Sida cordifolia apresentam atividade antiglicação proteica mais potente (CI50 = 0,408 à 0,630 mg/mL), além da atividade antioxidante para R. indica e S. cordifolia.

[ 65 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: percolação de 100 g do material vegetal (pó) em etanol à 80%. Concentrações para ensaio (in vitro): 1,56 à 200 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 400 mg/kg.

In vitro:

Em eritrócitos de humanos infectados por Plasmodium falciparum (sensível à cloroquina) e incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por Plasmodium berghei e tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da parasitemia.

Neste estudo das 10 plantas medicinais, 3 demonstram atividade antimalárica promissora, Althea officinalis, Myrtus cummus e Glycyrrhiza glabra.

[ 76 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Pó: em propilenoglicol (200 mg/mL). Concentrações para ensaio: 0,19 à 100 mg/mL. Outras espécies em estudo: Equisetum arvense, Punica granatum e Stryphnodendron barbatimam.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Streptococcus mutans, Candida albicans, C. tropicalis e C. glabrata submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração microbicida mínima (CMM).

Em macrófagos murinos (RAW 264.7) incubados com os extratos vegetais, submetidas ao ensaio MTT e análise dos níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-1β e TNF-α).

 

Os extratos demonstram atividade antimicrobiana, contudo G. glaba demonstra menor citotoxicidade.

[ 79 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol à 95% (maceração) e água (decocção). Rendimento: 6,08 e 15,33%, respectivamente. Outras espécies em estudo: Garcinia mangostana, Syzygium aromaticum, Mimusops elengi, Nigella sativa, Phyllanthus emblica, Solanum indicum e S. trilobatum.

In vitro:

Em cepas de Streptococcus pyogenes, S. pneumoniae, S. mutans e Candida albicans submetidas aos testes de diluição em ágar para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM).

 

Observou-se que os extratos etanólicos de G. mangostana e G. glabra apresentam atividade antibacteriana mais potente, contudo demonstram baixa ação antifúngica.

[ 18 ]
Raiz e estolão

Extrato metanólico (espécies de diferentes localidades). Padronizado com: ácido glicirrízico e isoliquiritigenina.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, Enterococcus foecalis, Micrococcus luteus, Proteus mirabilis, P. vulgaris e Escherichia coli submetidas aos ensaios de diluição em ágar para determinar a concentração inibitória mínima (CIM), e em linhagens fúngicas de Phytium ultimum e Trichophyton mentagrophytes submetidas ao ensaio de disco-difusão em ágar.

 

Observou-se que a atividade antimicrobiana dos extratos de G. glabra está relacionada à concentração dos constituintes químicos, sendo estes influenciados por fatores ambientais (altitude, longitude e exposição solar).

[ 20 ]

Antimutagênica

Antimutagênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,001 à 100 mg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 10 mg/100 kg.

In vitro:

Em Allium fistulosum (raiz), Allium cepa (raiz) e Vicia faba (semente) incubadas com agente mutagênico (NMU) e extrato vegetal, com posterior análise de alterações cromossomais.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a radiação (6,5 Gγ) e tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de mutações na medula óssea.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antimutagênica.

[ 78 ]

Antiobesidade

Antiobesidade
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol à 95%. Rendimento: 9% (p/p). Misturado com triglicerídeos de cadeia média, padronizado com 1% de glabridina. Doses para ensaio: 0,5, 1,0 e 2,0%.

In vivo:

Em ratos portadores de obesidade induzida por alimentação hipocalórica, suplementados com o óleo vegetal, com posterior análise do peso do tecido adiposo abdominal (mesentérico, perirrenal e periuterino), níveis de triglicerídeos (plasmático e hepático), glicose e insulina, e atividade das enzimas acetil-CoA caboxilase e desidrogenase.

Observou-se que G. glabra apresenta atividade antiobesidade, pois regula a síntese e oxidação de ácidos graxos hepáticos.

[ 90 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 2 g do material vegetal (pó) em 20 mL de acetato de etila, seguido de acetona e metanol/água.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos vegetais através do radical ORALCFL.

 

Neste estudo das 55 espécies vegetais com potencial para tratamento de doenças do sistema urinário, observou-se que Olea europaea, Cimicifuga racemosa, Rheum palmatum, Glycyrrhiza glabra e Scutellaria lateriflora apresentam atividade antioxidante mais potente.

[ 36 ]
Raiz e rizoma

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em éter de petróleo, éter, clorofórmio e etanol à 70%, sucessivamente. Formulações: contendo 1,5% do extrato vegetal, ácido oleico, surfactante e água.

In vitro:

Em pele abdominal de ratos Wistar incubadas com as preparações dérmicas contendo o extrato vegetal, com posterior análise de permeabilidade (flavonoides e polifenóis) e da atividade antioxidante (DPPH).

Em homogenato hepático de ratos Wistar incubados com o extrato vegetal com posterior análise da peroxidação lipídica (TBARS).

 

Observou-se que a formulação contendo ácido oleico, surfactante, água e extrato, nas proporções de 6:54:38,5:1,5, apresenta atividade antioxidante mais potente.

[ 42 ]
Folha e raiz

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em etanol à 80% (v/v).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos vegetais através do radical ORAC, da capacidade de eliminação de nitrito e efeito inibidor da tirosinase (cogumelo).

 

Observou-se que o extrato da folha de G. glabra apresenta atividade antioxidante mais potente.

[ 49 ]
-

Extrato: 0,1 g do material vegetal (pó) em 5 mL de água/etanol (1:1). Outras espécies em estudo: Syzygium aromaticum, Myristica fragans e Amomun subulatum. Concentrações para ensaio: 10 à 200 µg/µL.

In vitro:

Em homogenato hepático de ratos Wistar incubados com os extratos vegetais, para determinar a atividade antioxidante através da quelação e redução de metal (Fe2+ e FRAP), oxidação do DNA dependente de bleomicina e radical DPPH.

 

Observou-se que os extratos vegetais apresentam atividade antioxidante.

[ 91 ]
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol. Doses para ensaio: 500 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley intoxicados por sílica (SiO2), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, GSH, CAT, ureia, ácido úrico, creatinina, albumina e peroxidação lipídica).

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antioxidante, reduzindo a toxicidade provocada pela intoxicação por sílica.

[ 92 ]
Raiz

Extrato: 3 g do material vegetal (pó) em 1 L de água.

In vivo:

Em ratos albinos submetidos a intoxicação por cloreto de cádmio (CdCl2), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos em homogenato hepático e renal (TBARS, CAT, GSH, SOD, caspase-3, paraoxonase-1 e KIM-1), plasmáticos (ALT, AST, BChE, GGT, ALP, bilirrubina, ureia, creatinina, T3 e T4) e histológicos (ovário e rim).

O extrato de G. glabra apresenta atividade antioxidante, reduzindo os efeitos tóxicos de CdCl2.

[ 58 ]
-

Extrato: 0,1 g do material vegetal (pó) em 5 mL de água/etanol (1:1). Outras espécies em estudo: Syzygium aromaticum, Myristica fragrans e Amomum subulatum. Concentrações para ensaio: 10 à 200 µg/µL.

In vitro:

Em homogenato hepático de ratos Wistar incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da peroxidação lipídica (MDA), redução de cloreto férrico (FeCl3), capacidade de eliminar radical superóxido e o teor de fenóis totais.

 

Observou-se que os extratos vegetais em estudo apresentam atividade antioxidante, contudo S. aromaticum demonstra ação mais potente.

[ 96 ]
-

Extrato aquoso. Outras espécies em estudo: Momordica charantia, Acacia catechu e Terminalia chebula.

In vitro:

Em microssomas/mitocôndrias hepáticos de ratos Wistar incubados com os extratos vegetais e submetidos a radiação gama (100 à 600 Gγ), com posterior análise da peroxidação lipídica (TBARS) e atividade da superóxido dismutase (SOD).

Determinar a atividade antioxidante através dos radicais ABTS e DPPH.

 

Observou-se que todos os extratos apresentam atividade antioxidante, contudo T. chebula demonstra-se mais potente.

[ 97 ]
Raiz

Dose para ensaio: 150 mg/100 g.

In vivo:

Em coelhos tratados com o extrato vegetal e expostos ao estresse por vibração, com posterior análise dos níveis e atividade da enzima catalase.

Observou-se que G. glabra apresenta atividade antioxidante, pois reduz a atividade enzimática, favorecendo a resistência ao estresse.

[ 98 ]
Raiz

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de metanol (10%, p/v) e 100 mL metanol/água (60:40, v/v).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH, redução do íon férrico (FRAP) e eliminação de peróxido de hidrogênio (H2O2).

Em células de carcinoma do cólon de humanos (Caco-2) incubadas com os extratos vegetais e estimuladas por peróxido de hidrogênio, com posterior análise dos níveis de espécies reativas ao oxigênio (EROs) e da viabilidade celular (MTT).

 

Observou-se que os extratos de G. glabra apresentam atividade antioxidante significativa, dose-dependente.

[ 32 ]

Antioxidante e Antitumoral

Antioxidante e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 1430 g do material vegetal (fresco), colhidas no mês de Maio, em metanol, e 789 g do material vegetal (fresco), colhidas no mês de Outubro, em metanol. Rendimento: 9,84 e 11,93%, respectivamente. Frações: n-hexano (rendimentos: 1,12 e 1,03%, respectivamente) e metanol (rendimentos: 6,79 e 10,43%, respectivamente).

In vitro:

Em linhagens celulares cancerígenas (HeLa, MCF-7, MDA-MB-231, Caco-2 e PC3) incubadas com o extrato e frações vegetais, submetidas ao ensaio MTT.

Determinar a atividade antioxidante (radical MTT, ABTS, branqueamento do β-caroteno e FRAP).

 

Observou-se que o extrato e frações de G. glabra apresentam atividade antitumoral (MCF-7 e HeLa) e antioxidante, principalmente para o material vegetal colhido no mês de Maio.

[ 7 ]
Raiz

Extrato: infusão e decocção (80 à 100°C) de 10 g do material vegetal (pó) em 200 mL de água ou solução salina. Concentrações para ensaio: 1, 2, 5 e 10 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos radicais DPPH e ABTS.

Em células de carcinoma laríngeo humano (HEp2) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade, espécies reativas ao oxigênio (ERO’s) e peroxidação lipídica (MDA).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra preparado à 80°C apresenta atividade antioxidante mais potente, e antitumoral dose-dependente.

[ 8 ]
Raiz

Extrato: 15 g do material vegetal (seco) em 400 mL de metanol.

In vitro:

Em células mamárias estáveis (AREc32) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da expressão do fator de transcrição tipo 2 (Nrf2) através do gene repórter Luciferase.

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

 

Observou-se que os extratos de G. glabra (de diferente origem geográfica) apresentam atividade antioxidante e antitumoral.

[ 26 ]

Antioxidante e Antiulcerogênica

Antioxidante e Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

GutGardTM. Doses para ensaio: 12,5, 25 e 50 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do ensaio de capacidade de absorção do radical oxigênio (ORAC).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por ligadura pilórica, estresse por frio e indometacina, com posterior análise do índice de úlcera, conteúdo gástrico, acidez total e pH do suco gástrico.

Observou-se que o fitoterápico apresenta atividade antioxidante e antiulcerogênica.

[ 82 ]

Antioxidante e Cardioprotetora

Antioxidante e Cardioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato hidroalcoólico: padronizado com 22% (p/p) de ácido glicirrízico. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a isquemia-reperfusão induzida pela ligação da artéria coronária descendente anterior esquerda, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros hemodinâmicos (pressão arterial e frequência cardíaca), bioquímicos (MDA, SOD, CAT, GSH, GSH-Px, CK-MB e LDH) e e histopatológicos.

Observou-se que G. glabra apresenta atividade cardioprotetora e antioxidante.

[ 43 ]

Antioxidante e Citotoxicidade

Antioxidante e Citotoxicidade
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em metanol. Frações: hexano, clorofórmio, acetato de etila, metanol e água.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante (radical DPPH, óxido nítrico, superóxido dismutase, ácido hipocloroso e L-ascorbato) e teste in silico (Autodock 4.2).

Em homogenato de tecido hepático, estimulados por peróxido de hidrogênio (H2O2) e incubados com as frações metanólica e clorofórmica, com posterior análise dos níveis dos níveis de MDA, SOD, CAT, GST, GPx e GR.

Em linhagens celulares cancerígenas (HeLa e HepG2) incubadas com o extrato vegetal com posterior análise de citotoxicidade (MTT) e apoptose (coloração fluorescente DAPI e Western Blotting).

 

Observou-se que a fração de metanólica de G. glabra apresenta atividade antioxidante mais potente, e citotoxicidade em células cancerígenas.

[ 5 ]

Antioxidante e Hipocolesterolemiante

Antioxidante e Hipocolesterolemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Pó. Outras espécies em estudo: Sesamum indicum, Withania somnifera, Asparagus racemosus e Chlorophytum borivilianum.

In vivo:

Em camundongos suplementados com dieta hipercalórica e tratados com 3 diferentes combinações dos extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos e hepáticos (CT, HDL, TG, LDL, VLDL, HMG-CoA, CAT, SOD, ácido ascórbico e peroxidação lipídica) e da excreção fecal (colesterol, esterol neutro e ácido biliar).

Observou-se que a Combinação I (13,266% de fibra, 13,313% fitosteróis, 5,260% de saponinas, 1,617% de polifenóis, 0,439% de flavonoides e 0,587% de ácido ascórbico) apresenta atividades hipocolesterolemiante e antioxidante mais potentes.

[ 77 ]
Raiz

Pó. Doses para ensaio: 5 e 10 gm% da dieta.

In vivo:

Em ratos suplementados com dieta hipercalórica, contendo o pó vegetal, com posterior análise de parâmetros hepáticos (atividade de HMG-CoA redutase, ácido biliar, peroxidação lipídica e perfil antioxidante) e fecal (colesterol, esterol neutro e ácido biliar).

Observou-se que G. glabra apresenta atividade hipocolesterolemiante e antioxidante, dose-dependente.

[ 51 ]

Antioxidante e Nefroprotetora

Antioxidante e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 2 g do material vegetal (pó) em 20 mL de acetato de etila, metanol e metanol/água à 50% (v/v). Rendimento: 30, 86 e 101 mg/g da planta seca, respectivamente. Concentrações para ensaio: 5, 50, 500 e 1250 µg/mL.

In vitro:

Em fibroblastos renais normais (NRK-49F) e células epiteliais tubulares normais (NRK-52E) de ratos, estimuladas por peróxido de hidrogênio (H2O2) e incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise das alterações celulares: apoptose e diferenciação (α-SMA e TGFβ1), necrose, mitose e atividade antioxidante.

 

Neste estudo das 47 plantas medicinais, os extratos de Glycyrrhiza glabra, Angelica sinensis e Centella asiatica são promissores paro tratamento de doenças renais, pois apresentam atividade antioxidante potente, além de induzir apoptose.

[ 81 ]

Antioxidante e Neuroprotetora

Antioxidante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do conteúdo total de fenol, capacidade de eliminação do radical DPPH e capacidade de absorção de radicais de oxigênio (ORAC).

Em neurônios corticais de camundongos submetidos a apoptose induzida por estaurosporina e tratados com os fitoterápicos, com posterior análise da neurotoxicidade (indução de apoptose).

 

Neste estudo das 13 espécies, observou-se que os extratos de Ganoderma lucidum, Glycyrrhiza glabra, Schizandra chinensis e Polygonum cuspidatum apresentam atividade antioxidante e neuroprotetora significativas.

[ 87 ]

Antioxidante e Quimiopreventiva

Antioxidante e Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Ankaferd BloodStopper®: associação com Thymus vulgaris, Vitis vinifera, Alpinia officinarum e Urtica dioica.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante (TBARS, GSH e T-SH) em homogenato da mucosa bucal.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de displasia epitelial oral induzida por 7,12-dimetilbenz[a]antraceno (DMBA), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise histopatológica.

Observou-se que o fitoterápico apresenta atividade quimiopreventiva e antioxidante.

[ 56 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal em metanol. Fração: clorofórmica (rendimento: 7,5%).

In vitro:

Em parasitas Plasmodium falciparum sensíveis (3D7) e resistentes (K1) à cloroquina incubados com os extratos e frações vegetais, com posterior análise da viabilidade parasitária (ELISA).

Em células de câncer de mama de humanos (MCF7) e em células renais bovinas normais (MDBK) incubadas com os extratos e frações vegetais e submetidas ao ensaio MTT.

 

In vivo:

Em ratos infectados por P. berghei tratados com os extratos e frações vegetais, com posterior análise da parasitemia em eritrócitos.

Neste estudo das 32 plantas analisadas, observou-se que a fração clorofórmica de G. glabra apresenta atividade antiparasitária, principalmente para linhagem K1, além da ausência de citotoxicidade.

[ 28 ]

Antiparasitária e Citotóxica

Antiparasitária e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: acetato de etila. Rendimento: 13,2%. Concentração para ensaio: 100 µg/mL.

In vitro:

Em eritrócitos infectados por parasitas Plasmodium falciparum sensíveis (3D7) e resistentes (INDO) à cloroquina, incubados com os extratos vegetais com posterior análise da mortalidade parasitária (CI50) por fluorescência.

Em células HeLa incubadas com os extratos vegetais e submetidas ao ensaio MTT.

 

Neste estudo das 17 plantas medicinais, os extratos de Aerva lanata, Anisomeles malabarica, Anogeissus latifolia, Cassia alata, Glycyrrhiza glabra, Juglans regia, Psidium guajava e Solanum xanthocarpum apresentam atividade antiparasitária promissora (CI50 ≤ 20 µg/mL) principalmente para a linhagem 3D7, e citotoxicidade em células HeLa.

[ 25 ]

Antipirética

Antipirética
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 100 g do material vegetal em 900 mL de água. Associação com: Salix alba, Emblica officinalis, Adhatoda vasica, Viola odorata, Thea sinensis, Valeriana officinalis, Sisymbrium irrio e Achillea millefolium. Doses para ensaio: 110 e 240 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos portadores de pirexia induzida por leveduras, tratados com a associação de extratos vegetais, com posterior análise da temperatura retal.

A formulação em estudo apresenta atividade antipirética, principalmente na dose de 240 mg/kg.

[ 64 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (1:15, g/mL): maceração e percolação do material vegetal em etanol, isopropanol e água (90:5:5, v/v). Rendimento: 12% (p/p). Outra espécie em estudo: Glycyrrhiza inflata.

In vitro:

Em células MCF-10A incubadas com os extratos vegetais com posterior análise da expressão de CYP1A1 e CYP1B1 por RT-PCR.

 

In vivo:

Em ratas ACI tratadas com os extratos vegetais e benzoato de estradiol, com posterior análise dos níveis plasmáticos de metabólitos por Cromatografia Líquida com Espectrômetro de Massa (LC-MS), e em homogenato hepático e mamário para análise da atividade da enzima NQO1 por absorbância.

Observou-se que os extratos vegetais induzem a atividade de NQO1 hepática e alteram a expressão de CYP1A1 e CYP1B1 mamária, demonstrando ação promissora para o tratamento da carcinogênese estrogênica.

[ 38 ]
Raiz

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em etanol à 80%. Concentrações para ensaio: 50 à 200 µg/mL.

In vitro:

Em células cancerígenas do cólon (HT-29) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da expressão de HSP90 (RT-PCR), apoptose (citometria de fluxo) e citotoxicidade (MTT).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antitumoral, principalmente na concentração de 200 µg/mL.

[ 6 ]
Raiz

Extrato aquoso: associação de Euphorbia pekinensis e Glycyrrhiza glabra (proporção de: 1:0,5, 1:1, 1:2, 1:4, 1:0 e 0:1).

In vitro:

Em células do ducto coletor (M-1) incubadas com o extrato vegetal com posterior análise da expressão de mRNAs (Frk, Arhgdib, Inpp5d, Avpr2 e Aqp4).

 

In vivo:

Em ratos Kunming portadores de carcinoma hepatocelular (HCC) tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos efeitos sinergéticos ou antagônicos a nível genético (qPCR e Western blotting), parâmetros bioquímicos (ALT, AST, creatinina e ureia) e histopatológicos.

Observou-se que o extrato contendo E. pekinensis e G. glabra apresenta atividade antitumoral, devido a redução da expressão do eixo Frk-Arhgdib-Inpp5d-Avpr2-Aqp4 por sinergismo.

[ 39 ]
Raiz

Extrato: 400 g do material vegetal em 400 mL de água. Rendimento: 29,2 g.

In vitro:

Em células de carcinoma nasofaríngeo (C666-1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), da atividade das enzimas caspase-3 e caspase-9 (citometria de fluxo) e apoptose (citometria de fluxo).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antitumoral.

[ 11 ]
Raiz

Extrato: 400 g do material vegetal em 400 mL de água. Rendimento: 29,2 g. Concentrações para ensaio: 0,25 à 1,0 mg/mL.

In vitro:

Em células de carcinoma nasofaríngeo de humanos (C666-1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT) e da expressão de lncRNAs (longos RNAs não codificantes) com posterior análise de apoptose e expressão proteica (caspase-3, caspase-8, caspase-9 e EZH1).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antitumoral, devido a regulação negativa no gene AK027294 e o aumento na expressão de EZH1.

[ 15 ]
Semente

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água.

In vitro:

Em células de glioblastoma humano (ATCC HTB-14) incubadas com nanopartículas de zinco a partir do extrato vegetal e marcadas com temozolomida, com posterior análise da viabilidade celular (MTT).

 

Observou-se que as nanopartículas de zinco a partir do extrato de G. glaba associado à temozolomida apresenta citotoxicidade significativa (CI50 = 30 µg/mL).

[ 22 ]
Raiz

Extrato aquoso: material vegetal (pó) em etanol à 50%. Frações: éter de petróleo, hexano, benzeno, água e metanol.

In vitro:

Em células de carcinoma ascítico de Ehrlich incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise da incorporação de 3[H]timidina e quantificação dos níveis de citocina VEGF, e em membrana corioalantóica de embrião de galinha (CAM) para análise da angiogênese.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por células de carcinoma ascítico de Ehrlich, tratados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise do crescimento tumoral, da angiogênese peritoneal e da densidade dos microvasos.

Observou-se que G. glabra inibe a inibe a angiogênese e as frações aquosa e metanólica de G. glabra apresentam atividade antitumoral mais potente.

[ 59 ]

Antitussígena

Antitussígena
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 50 mg/kg. Outras espécies em estudo: Adhatoda vasica e Withania somnifera.

In vivo:

Em porquinhos-da-Índia portadores de tosse induzida por ácido acético, pré-tratados com os extratos vegetais com posterior análise da resistência específica das vias aéreas.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antitussígena mais potente.

[ 23 ]

Antiulcerogênica

Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico. Iberogast (STW 5): associação de Iberis amara, Melissa officinalis, Matricaria recutita, Carum carvi, Mentha x piperita, Glycyrrhiza glabra, Angelica archangelica, Silybum marianum e Chelidonium majus. STW5-II: associação de Iberis amara, Melissa officinalis, Matricaria recutita, Carum carvi, Mentha x piperita e Glycyrrhiza glabra. Doses para ensaio: 2,5, 5,0 e 10,0 mL/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlcera gástrica induzida por indometacina, tratados com os extratos vegetais (em associação ou não), com posterior análise do índice de úlcera, acidez total, pH do suco gastrico, concentração de mucina e pepsina, níveis de prostaglandinas e leucotrienos, e analise histológica.

Observou-se as formulações apresentam atividade antiulcerogênica mais potente, principalmente na dose de 10 mL/kg, se comparado aos extratos isoladamente.

[ 85 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso.

In vitro:

Em células renais de macacos (MA-104) infectadas por rotavírus rhesus (RRV) e incubadas com os extratos vegetais (associados ou não).

Em células de adenocarcinoma de cólon de humanos (Caco-2) infectadas por rotavírus símio (AS-11) e incubadas com os extratos vegetais (associados ou não).

 

Neste estudo dos 150 extratos vegetais analisados, os extratos de Glycyrrhiza glabra, Nelumbo nucifera, Urtiga dioica, Aspalathus linearis e Olea europaea apresentam atividade antiviral mais potentes (CI50 < 300 µg/mL), além de demonstrar sinergismo positivo.

[ 16 ]

Cardioprotetora e Nefroprotetora

Cardioprotetora e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

DHC-1: associação de Bacopa monnieri (200 mg, planta toda), Emblica officinalis (200 mg, fruto), Glycyrrhiza glabra (200 mg, raiz), Mangifera indica (200 mg, casca) e Syzygium aromaticum (200 mg, botão floral). Doses para ensaio: 125 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores pré-tratados com o fitoterápico, submetidos ao infarto do miocárdio e nefrotoxicidade induzidos por isoproterenol e cisplatina, respectivamente, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (CK, LDH, SGOT, creatinina, ureia e ácido úrico), peroxidação lipídica (MDA), enzimas antioxidantes (SOD, CAT e GSH).

O fitoterápico em estudo apresenta atividades cardioprotetora e nefroprotetora, devido ação antioxidante potente.

[ 83 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Ankaferd Blood Stopper® (ABS): associação com Thymus vulgaris, Vitis vinifera, Alpinia officinarum e Urtiga dioica.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de cicatrização das anastomoses no cólon esquerdo, em condições normais, sépticas e isquêmicas, com posterior análise de parâmetros bioquímicos e histopatológicos.

Observou-se que G. glabra melhora a angiogênese e reduz a aderência, em condições sépticas e isquêmicas.

[ 71 ]

Citoprotetora

Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em etanol à 80%. Concentrações para ensaio: 0 à 400 µg/mL.

In vitro:

Em células de câncer de mama (MCF-7) incubadas com 2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD) e extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), do ciclo celular (citometria de fluxo) e de expressão proteica (AhR, ARNT, CYP1A1, p53, p27, CDK1, ciclina A e ciclina B1) por Western blotting.

 

Observou-se que o extrato de G. glabra reduz a citotoxicidade induzida por desreguladores endócrinos, pois inibem a fase G2 celular, além de modular a expressão de proteínas envolvidas na atividade antitumoral (p53, p27 e AhR).

[ 21 ]

Citotóxica

Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico.

In vitro:

Em células de câncer de próstata de humanos (LNCaP) incubadas com o extrato vegetal com posterior análise da viabilidade celular, ciclo celular (citometria de fluxo), apoptose (TUNEL), potencial de membrana (citometria de fluxo), presença de vacúolos autofágicos (Microscopia Eletrônica de Transmissão) e análise da expressão de proteínas marcadores de autofagia LC3-I e LC3-II (Immunoblotting).

 

Observou-se que o extrato etanólico de G. glabra induz autofagia e apopotose em células LNCaP.

[ 35 ]
Raiz

Extrato: 15 g do material vegetal (pó) em 400 mL de n-hexano, posteriormente em 400 mL de metanol. Concentrações para ensaio: 15,625 à 250 µg/mL.

In vitro:

Em queratinócitos imortais humanos (HaCaT), células de adenocarcinoma pulmonar (A459) e de carcinoma hepático (HepG2) incubadas com o extrato vegetal e submetidas ao ensaio MTT.

 

Observou-se que o extrato metanólico de G. glabra apresenta atividade citotóxica, principalmente para células HaCaT.

[ 10 ]
Raiz

Extrato (Prostaprotect): associação de Dendranthema morifolium, Ganoderma lucidium, Isatis indigotica, Panax pseudo-ginseng, Rabdosia rubescens, Scutellaria baicalensis e Pygeum africanum.

In vitro:

Em células de carcinoma de cabeça e pescoço (FADU, HLaC79 e HLaC79-Clone1 resistente ao paclitaxel) e em queratinócitos primários normais a partir do tecido tonsilar, incubados com os extratos vegetais (associados ou não), com posterior análise de citotoxicidade pelo ensaio MTT e da expressão de proteínas (P-GP, MRP-1, MRP-2, BCRP e AR) por Western blotting.

 

Observou-se que a combinação dos extratos vegetais (Prostaprotect) apresenta citotoxicidade para todas as linhagens celulares, sendo o extrato de P. africanum o mais potente.

[ 27 ]

Depressora do sistema nervoso central

Depressora do sistema nervoso central
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Frutos (esféricos-maduros-secos)

Amalkadi Ghrita (AG). Doses para ensaio: 100, 300, 500 e 750 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o fitoterápico e submetidos ao ensaior de sono induzido por fenobarbital, atividade locomotora, convulsões induzidas por eletrochoques e pentilenetetrazol e coordenação motora e antagonismo à anfetamina.

Observou-se que o fitoterápico apresenta atividade inibidora do sistema nervoso central, podendo auxiliar no tratamento da epilepsia.

[ 63 ]

Dermatoprotetora

Dermatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol, incorporado em nanosistemas (lipossomas e hialurossomas).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH, e em fibroblastos embrionários primários de camundongos (3T3) estimulados por peróxido de hidrogênio (H2O2), incubados com extrato vegetal (nanosistemas), submetidas ao ensaio MTT e análise da proliferação e migração celular.

 

In vivo:

Em camundongos CD-1 submetidos a inflamação e ulceração cutânea dorsal (~ 2 cm2) induzida por 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TBA), tratados topicamene com o extrato vegetal (nanosistemas), com posterior análise de edema e histológica.

Observou-se que o extrato em nanoesferas apresenta atividade dermatoprotetora, favorecendo processo de reepitelização cutânea.

[ 67 ]

Desintoxicante

Desintoxicante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 120 g. Dose para ensaio: 1 g/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley pré-tratados com o extrato vegetal, submetidos administração de acetaminofeno, com posterior análise da concentração de metabólitos na bile, urina e sangue por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), da glucuronidação hepática e da expressão hepática do gene UGT1A1.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade desintoxicante, pois aumenta a excreção biliar e urinária dos metabólitos, a glucuronidação hepática e a expressão de UGT1A1.

[ 45 ]

Estrogênica

Estrogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal em 600 mL de metanol. Outras espécies em estudo: Trifolium pratense, Vitex agnus-castus, Humulus lupulus, Panax ginseng, P. quinquefolius, Angelica sinensis e Cimicifuga racemosa.

In vitro:

Determinar a ligação competitiva dos extratos vegetais aos receptores estrogênicos ER-α e β.

Em células Ishikawa endometriais incubadas com os extratos vegetais e estradiol, com posterior análise dos níveis de p-nitroferol (ELISA).

Em células Ishikawa endometriais e em células de câncer de mama (S30) incubadas com os extratos vegetais com posterior análise da viabilidade celular (absorbância) e expressão genética de reguladores do estrogênio, receptor de progesterona (PR) e presenelina-2 (pS2).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra não apresenta atividade estrogênica significativa, enquanto que T. pratense demonstra-se potente, além da baixa citotoxicidade.

[ 34 ]
Raiz

Extrato: decocção do material vegetal (pó) em água.

In vitro:

Em células de câncer de mana (MCF-7) tratadas com 17-estradiol (E2), submetidos a transfecção com plasmídeo contendo o gene repórter Luciferase e o gene receptor do estrogênio humano (pG-ERα-AB), com posterior análise da expressão gênica (RT-PCR) e proteica (Western blotting).

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade estrogênica, induzido a proliferação celular (viA Erk1/2 e Akt).

[ 14 ]

Expressão de proliferadores de peroxissoma

Expressão de proliferadores de peroxissoma
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (1:10, p/v): material vegetal (pó) em metanol ou clorofórmio.

In vitro:

Em células de hepatoma de humanos (HepG2) e em células de ovário de hamster (CHO-K-1) transfectadas pelo gene repórter Luciferase (PPARγ-LBD e PPARα-LBD), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da expressão do proliferador de peroxissomo (PPARγ e PPARα).

 

Observou-se que o extrato metanólico de G. glabra ativa significativamente a expressão de PPARγ.

[ 60 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso: associação de Glycyrrhiza glabra (273 mg/kg), Alyxia reinwardtii (100, 200 e 300 mg/kg) e Blumea balsamifera (457,5 mg/kg).

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlcera gástrica induzida por aspirina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise macroscópica e histopatológica das lesões da mucosa gástrica.

Observou-se que o extrato contendo G. glabra, A. reinwardtii e B. balsamifera apresenta atividade gastroprotetora.

[ 44 ]

Hemostática

Hemostática
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Ankaferd Blood Stopper® (ABS): associação com Thymus vulgaris, Vitis vinifera, Alpinia officinarum e Urtiga dioica. Dose para ensaio: 4 mL.

In vivo:

Em ratos Wistar pré-tratados com ácido acetilsalicílico ou enoxaparina e submetidos ao corte da cauda, com posterior tratamento com o fitoterápico por via tópica e análise do tempo e quantidade de sangramento.

Observou-se que o fitoterápico em estudo apresenta atividade hemostática.

[ 89 ]
-

Ankaferd Blood Stopper® (ABS): associação com Thymus vulgaris, Vitis vinifera, Alpinia officinarum e Urtiga dioica. Dose para ensaio: 4mL.

In vivo:

Em ratos Wistar pré-tratados com varfarina e submetidos a amputação das pernas, com posterior tratamento tópico com o fitoterápico, para analisar o tempo e quantidade de sangramento.

Observou-se que o fitoterápico ABS apresenta atividade hemostática.

[ 94 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 30 g do material vegetal em acetona. Fração: clorofórmio, metanol, água e acetona. Outra espécie em estudo: Schisandra chinensis.

In vitro:

Em hepatócitos cultivados em microplacas, incubados com acetaminofeno e D-glactosamina, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT) na presença dos extratos e frações vegetais.

 

Observou-se que os extratos de G. glabra e S. chinensis apresentam atividade hepatoprotetora.

[ 93 ]

Hipocolesterolemiante e Hipoglicemiante

Hipocolesterolemiante e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Pó. Doses para ensaio: 5 e 10% da dieta.

In vivo:

Em ratos albinos submetidos a dieta hipercalórica e suplementados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de lipídeos totais, colesterol, triglicerídeos e fosfolipídeos (plasma, cérebro, coração, fígado e rim), glicose, creatinina e ácido úrico, e atividade das enzimas fosfatases (alcalinas e ácidas) e transaminases (GOT e GPT).

Observou-se que G. glabra apresenta atividades hipocolesterolemiante e hipoglicemiante.

[ 73 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico à 95% (misturado com triglicerídeos de cadeia média): padronizado com 1,2% de glabridina (p/p). Doses para ensaio (in vivo): 0,5, 1,0 e 2,0%.

In vitro:

Em pré-adipócitos subcutânea primário de humanos incubados com o óleo e extrato etanólico vegetais, com posterior análise da diferenciação celular.

 

In vivo:

Em ratas diabéticas tipo 2 (KK-Ay/Ta) suplementadas com dieta hipercalórica e com o óleo vegetal, com posterior análise dos níveis glicêmicos e peso dos tecidos adiposos abdominais (mesentérico, perirrenal e periuterino).

Observou-se que G. glabra apresenta atividade hipoglicemiante, além de estimular a adipogênese.

[ 86 ]

Imunoestimulante

Imunoestimulante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato etanólico à 40%. Outras espécies em estudo: Urtiga dioica, Arctium lappa e Bidens tripartite. Dose para ensaio: 50 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos CBA/CaLac tratados com os extratos vegetais e imunizados com antígenos timo-dependentes, com posterior análise da resposta imune humoral (IgG e IgM), níveis de células produtoras de anticorpos esplênicos e atividade fagocitária de neutrófilos.

Observou-se que os extratos vegetais apresentam atividade imunoestimulante.

[ 88 ]

Inibidora da MAO

Inibidora da MAO
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima MAO-B humana (derivada de células BTI-TN-5B1-4 infectadas por baculovírus contendo o cDNA para MAO-B humana) incubada com os extratos vegetais, substrato benzilamina e solução cromogênica, com posterior análise dos níveis de benzaldeído e peróxido de hidrogênio (H2O2).

 

Neste estudo dentre as 905 espécies vegetais, 5 demonstram atividade inibitória (CI50 < 0,07 mg/mL) da enzima MAO-B, mais potente, são elas: Phellodendron amurense, Cyamopsis psoralioides, Glycyrrhiza glabra, G. uralensis e Psorelea corylifolia.

[ 31 ]

Inibitória da acetilcolinesterase

Inibitória da acetilcolinesterase
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 150 mg/kg. Outra espécie em estudo: Myristica fragrans.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade da enzima acetilcolinesterase (AChE) em homogenato do tecido cerebral.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade inibitória da AChE mais potente.

[ 61 ]

Interação medicamentosa (cisplatina)

Interação medicamentosa (cisplatina)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico e hidroalcoólico.

In vitro:

Ensaio em sacrossomas (isolados de levedura) e células humanas incubadas com o extrato vegetal com posterior análise da inibição das enzimas CYP1B1 e CYP1A1.

Em células de câncer de mama (MDA-MG-468) transfectadas por plasmídeo contendo o gene CYP1B1, incubadas com os extratos vegetais e cisplatina, com posterior análise da expressão enzimática CYP1B1 e CYP1A1; e em células HEK293 transfectadas por plasmídeo contendo os genes CYP1B1 e CYP1A1, incubadas com os extratos vegetais e um agente carcinogênico (epóxido) com posterior análise da expressão enzimática.

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade inibitória das enzimas em estudo (CI50 = 16 a 20 µg/mL), reduzindo a resistência à cisplatina, além da ação protetora em células normais.

[ 2 ]

Moduladora da função intestinal

Moduladora da função intestinal
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Pó (Solaray Nutraceutical). Outras espécies em estudo: Emblica officinalis, Terminalia bellerica, Terminalia chebula (Banyan Botanicals) e Ulmus rubra (Now foods).

In vitro:

Em cultivo fecal de humanos (dieta vegetariana e vegana) incubados com os fitoterápicos com posterior análise do crescimento bacteriano através de sequenciamento genético (16S rDNA).

 

Observou-se que os fitoterápicos em estudo modulam a função intestinal, estimulando o crescimento de bactérias essenciais para a saúde humana (hidrólise de biomassa), além de reduzir o crescimento de bactérias patogênicas.

[ 4 ]

Neurotônica

Neurotônica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato (1:8): maceração do material vegetal (pó) em clorofórmio/água. Rendimento: 34,6%. Doses para ensaio: 75, 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes do labirinto em cruz elevado e evasão passiva para análise do aprendizado e memória, e aos ensaios de amnésia induzida por escopolamina e diazepam.

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade neurotônica, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 69 ]
-

Extrato (padronizado com 4,22% de glicirrizina): maceração do material vegetal (pó) em clorofórmio/água. Dose para ensaio: 75, 750 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos ao teste de inibição por pré-pulso (IPP) da resposta de sobressalto (após estímulo sonoro), com posterior análise dos níveis de noradrenalina, dopamina e serotonina no tecido cerebral, por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência com Detecção Eletroquímica (CLAE-DE).

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade antiamnésica, pois melhora a transmissão de monoaminas cerebrais, e consequentemente o déficit no filtro sensório-motor, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 74 ]
Rizoma

Extrato (padronizado com 3,3% de glicirrizina): decocoção de 100 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Dose para ensaio: 0,5, 2,5 e 5,0 mg/mL.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal e submetidos ao teste de retenção da memória espacial (labirinto aquático de Morris) e análise dos níveis plasmáticos do ácido glicirretínico (AG).

Observou-se que o extrato de G. glabra melhora a retenção da memória espacial, independente da dose, tempo de tratamento e níveis plasmáticos do AG.

[ 80 ]
Raiz

Extrato: maceração do material vegetal em 0,1% clorofórmio/água. Rendimento: 34,6%. Doses para ensaio: 75, 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos a ensaios comportamentais interoceptivos (amnésia induzida) e exteroceptivos (labirinto em cruz elevado e evasão passiva).

Observou-se que G. glabra melhora a aprendizagem e memória, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 53 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Extratos (metanólico e etanol/isopropranolol/água 90:5:5, v/v). Outras espécies em estudo: Glycyrrhiza uralensis e G. inflata.

In vitro:

Em células de hepatomas murinos (Hep1c1c7) incubadas com os extratos vegetais com posterior análise da atividade da enzima quinona oxido-redutase 1 (NQO1).

Em células de hepatoma humano transfectadas pelo gene repórter Luciferase (HepG2-ARE-C8), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade antioxidante.

Em células epiteliais mamárias não tumorais (MCF-10A) incubadas com os extratos vegetais com posterior análise de expressão proteica (NQO1 e actina-β) por Western blotting.

 

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley tratadas com os extratos vegetais com posterior análise dos níveis dos extratos no soro e tecidos (mama e fígado) em UHPLC-MS/MS e atividade da enzima quinona oxido-redutase 1 (NQO1).

Observou-se que os extratos vegetais apresentam atividade quimiopreventiva (via Keap1-Nrf2) devido a indução da enzima quinona oxido-redutase 1 (NQO1).

[ 17 ]

Radioprotetora

Radioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em metanol à 70%. Rendimento: 0,8%. Concentrações para ensaio: 0 à 100 µg/mL.

In vitro:

Em microssomas hepático de ratos Wistar e plasmídeo (pBR322 DNA) incubados com o extrato vegetal e submetidos à radiação gama (9,6 Gγ/min), com posterior análise da peroxidação lipídica (TBARS).

 

O extrato de G. glabra apresenta atividade radioprotetora, protegendo o DNA e a membrana celular da peroxidação lipídica.

[ 70 ]

Reguladora da síndrome metabólica

Reguladora da síndrome metabólica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato etanólico: padronizado com 15,0% de ácido glicirrízico. Dose para ensaio: 300 mg/kg. Outras espécies em estudo: Rhaponticum carthamoides (2,2% de 20-hidroxiecdiosona) e Punica granatum (40,0% ácido elágico).

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos à dieta hipercalórica, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de glicose, perfil lipídico (TG, CT, HDL-C, LDL-C), corticosterona, citocina (TNF-α), interleucina (IL-6), pressão arterial e expressão hepática de PPAR-α.

[ 46 ]
Raiz

Extrato etanólico: padronizado com 15,0% de ácido glicirrízico. Dose para ensaio: 300 mg/kg. Outras espécies em estudo: Rhaponticum carthamoides (2,2% de 20-hidroxiecdiosona) e Punica granatum (40,0% ácido elágico).

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos à dieta hipercalórica, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de glicose, perfil lipídico (TG, CT, HDL-C, LDL-C), corticosterona, citocina (TNF-α), interleucina (IL-6), pressão arterial e expressão hepática de PPAR-α.

Observou-se que os extratos de G. glabra, R. cathamoides e P. granatum são promissores para o tratamento da Síndrome Metabólica.

[ 46 ]

Sinergismo com atazanavir

Sinergismo com atazanavir
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Fitoterápico SH: associação com Morus alba, Artemisia capillaris, Astragalus membranaceus e Carthamus tinctorius. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 à 500 mg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade da protease do HIV-1 na presença do fitoterápico ou atazanavir (ATV), e de substrato de peptídeos sintéticos.

Em microssomas hepáticos de ratos incubados com o fitoterápico e midazolam, para determinar a inibição da enzima CYP3A2.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos a administração do fitoterápico e atazanavir (ATV), com posterior análise das concentrações plasmáticas por Cromatografia Líquida com Espectrômetro de Massa (LC-MS).

Observou-se sinergismo entre o fitoterápico SH e atazanavir quanto a inibição da enzima protease, além da ausência de efeitos significativos na enzima CYP3A2.

[ 24 ]

Supressora do eixo hipófise-adrenal

Supressora do eixo hipófise-adrenal
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso (1:1,25). Rendimento: 14,3%. Doses para ensaio: 100, 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (cortisol, hormônio adrenocorticotrófico, renina, aldosterona, sódio e potássio).

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta atividade supressora do eixo hipófise-adrenal, e aumento dos níveis de renina e sódio, dose-dependente.

[ 50 ]

Trombolítica

Trombolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 100 mg do material vegetal em 10 mL de água. Volume para estudo: 100 µL. Outras espécies em estudo: Tinospora cordifolia, Rubia cordifolia, Hemidesmus indicus, Fagonia arabica e Bacopa monnieri.

In vitro:

Em alíquotas de sangue venoso (sem soro) de humanos saudáveis incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da lise do coágulo.

 

Os extratos de G. glabra, T. cordifolia, R. cordifolia e H. indicus demonstram baixa atividade trombolítica, enquanto que F. arabica apresenta-se mais potente (75,6%).

[ 33 ]
Ensaio Toxicológico

Citotoxicidade

Citotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Pó. Outras espécies em estudo: Boswellia sapindales, Commiphora wightii e Azadirachta indica.

In vitro:

Em células de mioblastos (C2C12) de camundongos estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de expressão de TNF-α, MCP-1 (RT-PCR) e ERK (Western blotting) e células embrionárias do rim de humanos (HEK-293), incubadas com os extratos vegetais e estimuladas (ou não) por lipopolissacarídeo (LPS), submetidas aos ensaios de exclusão do Azul de Tripan e MTT, respectivamente.

 

Observou-se que os extratos vegetais não apresentam toxicidade em concentrações inferiores à 0,05 mg/mL.

[ 75 ]
Citotoxicidade

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 200 mL de metanol. Rendimento: 19,5% (p/p). Concentrações para ensaio: 25, 50 e 100 µg/mL.

In vitro:

Em linfócitos do sangue periférico de humanos (PBLs) incubados com extrato vegetal ou em associação com mitomicina C, com posterior análise de aberrações cromossômicas (CA) e teste dos micronúcleos (MN).

 

Observou-se que G. glabra não apresenta genotoxicidade para PBLs, além de demonstrar ação antigenotóxica.

[ 1 ]
Genotoxicidade
-

Extratos: aquoso, metanólico e clorofórmico. Outras plantas em estudo: Anethum graveolens, Carthamus tinctorius, Citrus aurantium, Cocos nucifera, Melissa officinalis, Nigella arvensis, Pinus pinea, Prunus mahaleb e Zingiber officinale.

In vitro:

Em linhagem de Salmonella typhimurium para o Teste de Ames, e em células renais de rato para o ensaio MTT.

 

Observou-se que os extratos aquosos não demonstram atividade citotóxica, contudo apresentam genotoxicidade mais potente.

[ 66 ]
Genotoxicidade

Interação medicamentosa

Interação medicamentosa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato (1:15, g/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol/isopropanol/água (90:5:5, v/v/v). Concentrações para ensaio: 0,005 à 400 µg/mL. Outras espécies em estudo: Glycyrrhiza uralensis e G. inflata.

In vitro:

Em microssomas hepáticos de humanos incubados com os extratos vegetais, na presença de enzimas do citocromo P450 e substratos: CYP1A2 (fenacetina), CYP2A6 (cumarina), CYP2B6 (buproiona), CYP2C8 (amodiaquina), CYP2C9 (tolbutamida), CYP2C19 (S-mefenitoína), CYP2D6 (dextrometorfano), CYP2E1 (clorzoxazona) e CYP3A4 (testosterona e midazolan), com posterior análise da atividade enzimática.

 

Observou-se que os extratos vegetais inibem a atividade das enzimas do citocromo P450, favorecendo a interação medicamentosa.

[ 9 ]
Interação medicamentosa
Raiz

Extrato hidroalcoólico.

In vitro:

Em microssomas hepáticos de ratos Wistar incubados com o extrato vegetal, para avaliar a interação com as isoenzimas CYP3A4 e CYP2D6 e a concentração inibitória por método fluorescente.

 

Observou-se que o extrato de G. glabra apresenta fraca interação inibitória com enzimas metabolizadoras de medicamentos, principalmente com CYP2D6.

[ 55 ]
Interação medicamentosa
Raiz

Extrato: 75 g do material vegetal em 50 mL de água. Dose para ensaio: 4 mL/kg.

In vivo:

Em coelhos da Nova Zelândia tratados com verapamil e extrato vegetal (dose única ou diária), com posterior análise da concentração plasmática do antiarrítmico por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE).

Observou-se o extrato de G. glabra interfere negativamente na farmacocinética do verapamil, em dose única ou diária.

[ 84 ]
Interação medicamentosa

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: percolação de 100 g do material vegetal (pó) em etanol à 80%. Concentrações para ensaio: 1,96 à 1,000 µg/mL.

In vitro:

Determinar a letalidade média (DL50) dos extratos vegetais em Artemia salina.

 

Neste estudo das 10 espécies vegetais analisadas, apenas 4 demonstram toxicidade (moderada), Melissa officinalis, Glycyrrhiza glabra, Stachys lavandulifolia e Articum lappa, com DL50 = 100 à 500 µg/mL.

[ 76 ]
Letalidade

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 500 gm do material vegetal (pó) em 500 mL de água e etanol. Rendimento: 15,4 e 16,0%, respectivamente. Doses para ensaio: 300, 1000 e 2000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato aquoso e etanólico de G. glabra não apresentam mortalidade em doses até 1000 mg/kg.

[ 54 ]
Toxicidade aguda
-

Extrato: 100 g do material vegetal em 900 mL de água. Associação com: Salix alba, Emblica officinalis, Adhatoda vasica, Viola odorata, Thea sinensis, Valeriana officinalis, Sisymbrium irrio e Achillea millefolium. Doses para ensaio: 1 ou 5 g/kg.

In vivo:

Em coelhos submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que a associação de plantas medicinais apresenta efeitos colaterais insignificativos.

[ 64 ]
Toxicidade aguda

Toxicidade na hematrose

Toxicidade na hematrose
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Ankaferd (ABS): associação com Thymus vulgaris, Vitis vinifera, Alpinia officinarum e Urtiga dioica. Doses para ensaio: 0,1 e 1,0 mL.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos a administração de ABS no joelho, associado ou não com sangue, para simular o quadro de hemartrose, com posterior análise histopatológica da cartilagem.

Observou-se que o fitoterápico, em modelo de hemartrose, apresenta efeitos tóxicos para a cartilagem do joelho.

[ 62 ]
Toxicidade na hematrose

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77 - VISAVADIYA, N. P.; NARASIMHACHARYA, A. V. R. L. Ameliorative effects of herbal combinations in hyperlipidemia. Oxid Med Cell Longev, p.1-8, 2011. doi: 10.1155/2011/160408
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Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 129-132, 2018.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 95, 2021.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

ácido tetradecanóico e ácido esteárico.

Açúcares

arabinogalactana (poli), arabinose e galactose (mono), ramnose e fucose (lipo).

Aminoácidos

alanina, aspartato, glutamato, cisteína, metionina, glicina, ácido glutâmico, glutamina, L-alanina, L-serina.

Cumarinas

herniarina, umbeliferona, furanocumarina, glicirrina, liquicumarina, glicirrol R, isoglicirrol e glabrocumarina.

Esteróis

estigmasterol, ergosterol e β-sitosterol.

Flavonoides

formononetina, glabrina, glabridina, hispaglabridina, glabrol, glabrona, glabreno, glizarina, kumataquenina, licoflavonol, canzonol, licoisoflavona, licoisoflavanona, licoricona liquiritina, liquiritigenina, faseolinisoflavano, isoliquiritigenina, equinatina, neolicurosídeo, licoagrochalcona, licochalcona, morachalcona A, isoprenilchalcona, pinocembrina, licoagrodina, licoagroaurona, gliinflanina B, glicirdiona A, neoliquiritina, genkwanina, lupiwighteona, hispaglabridina e isoononina.

Minerais

cálcio e potássio.

Óleos essenciais

ácido hexanóico, indol, eugenol, estragol, anetol, ácido propiônico, α-acetil-furano, α-acelil-pirrol, benzaldeído, pentanol, hexanol, α-terpineol, butirolactona, tuiona, fenchona, linalol, óxido de linalino, ácido furofurílico e γ-nonalactona.

Outras substâncias

aminas, gomas, lignina e ceras.

Saponinas

glicirrizina, glabradina, glabranina e glicirretol.

Taninos

Terpenoides

ácido glicirrízico, ácido liquirítico, ácido licórico e β-amirina.

Referências bibliográficas

1 - SHARMA, R. et al. Glycyrrhiza glabra extract and quercetin reverses cisplatin resistance in triple-negative MDA-MB-468 breast cancer cells via inhibition of cytochrome p450 1b1 enzyme. Bioorg Med Chem Lett, v. 27, n. 24, p.5400-5403, 2017. doi: 10.1016/j.bmcl.2017.11.013
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3 - FRANCESCHELLI, S. et al. Licocalchone-C extracted from Glycyrrhiza glabra inhibits lipopolysaccharide-interferon-γ inflammation by improving antioxidant conditions and regulating inducible nitric oxide synthase expression. Molecules, v. 16, n. 7, p.5720-5734, 2011. doi: 10.3390/molecules16075720
4 - REN, J. et al. Isoflavone lupiwighteone induces cytotoxic, apoptotic, and antiangiogenic activities in DU-145 prostate cancer cells. Anticancer Drugs, v. 26, n. 6, p.599-611, 2015. doi: 10.1097/CAD.0000000000000224
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8 - BIRARI, R. B. et al. Antiobesity and lipid lowering effects of Glycyrrhiza chalcones: experimental and computational studies. Phytomedicine, v. 18, n. 8-9, p.795-801, 2011.  doi: 10.1016/j.phymed.2011.01.002
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10 - ZHENG, C. et al. A metabolic investigation of anticancer effect of G. glabra root extract on nasopharyngeal carcinoma cell line, C666-1. Mol Biol Rep, v. 46, n. 4, p.3857-3864, 2019. doi: 10.1007/s11033-019-04828-1
11 - LEE, M. et al. Quercetin-induced apoptosis prevents EBV infection. Oncotarget, v. 6, n. 14, p.12603-12624, 2015. doi: 10.18632/oncotarget.3687
12 - NOSALOVA, G. et al. Herbal polysaccharides and cough reflex. Respir Physiol Neurobiol, v. 187, n. 1, p.47-51, 2013. doi: 10.1016/j.resp.2013.03.015
13 - VAYA, J. et al. Antioxidant constituents from licorice roots: isolation, structure elucidation and antioxidative capacity toward LDL oxidation. Free Radic Biol Med, v. 23, n. 2, p.302-313, 1997. doi: 10.1016/s0891.5849(97)00089-0
14 - LI, Y. J. et al. Screening and characterization of natural antioxidants in four Glycyrrhiza species by Liquid Chromatography Coupled With Electrospray Ionization Quadrupole Time-Of-Flight Tandem Mass Spectrometry. J Chromatogr A, v. 1218, n. 45, p.8181-8191, 2011. doi: 10.1016/j.chroma.2011.09.030
15 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 60-61.
16 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 421.

Propagação: 

por rizomas, no final do inverno. Prefere solo arenosos e úmidos, permeáveis, profundos e férteis [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

as raízes devem ser colhidas após 3 anos do plantio, quando os caules tornam-se secos [ 1 , 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 60.
2 - LEE, M. R. Liquorice (Glycyrrhiza glabra): the journey of the sweet root from Mesopotamia to England. J R Coll Physicians Edinb, v. 48, n. 4, p.378-382, 2018. doi: 10.4997/JRCPE.2018.419

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Organização Mundial de Saúde
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
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Tipo de Monografia: Farmacopeia
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Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Erythrina mulungu

Vell.
Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 281-282.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 339-344.
3 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 220.
Descrição da espécie 

Árvore de 10 a 14 m de altura, muito ramificada, de copa arredondada, decídua, heliófita, tronco tortuoso com 50 a 70 cm de diâmetro, revestido por casca corticosa e fissurada, avermelhada e aculeada; folhas alternas, compostas trifolioladas, pecioladas, folíolos cartáceos a coriáceos, os terminais são quase orbiculares e os laterais ovais a elípticos-oblongos, de base truncada, arredondada ou subcordada, ápice obtuso ou arredondado, medindo de 7 a 10 cm de comprimento x 8 cm de largura; flores reunidas em panículas terminais, grandes e de cor vermelha; frutos tipo vagem, coriáceos, deiscen

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 281.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 111.
3 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 201.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 340.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
- Brasil (indígenas) Casca

Sedativa.

-

-

-

[ 1 ]
- Estados Unidos -

Sedativa, calmante, hepatoprotetora, no tratamento de crises de histeria (de trauma ou choque) e palpitação cardíaca (extra-sístole).

-

-

-

[ 1 ]
Mulungu, amansa-senhor, bico-de-papagaio e corticeira Brasil Casca e ramos

Ansiolítica, calmante e no tratamento da insônia.

 Infusão: 1 colher (de sobremesa) do pó vegetal em 1 xícara média de água.

Tomar 1 xícara 1 ou 2 vezes ao dia, ou antes de deitar.

-

[ 1 ]
Mulungu, bico-de-papagaio e árvore-de-coral Brasil Casca

Ansiolítica, calmanate e no tratamento da insônia.

Decocção: 4 a 6 g (2 a 3 colheres de sobremesa) em 150 mL de água (1 xícara de chá).

Tomar 1 xícara (de chá) de 2 a 3 vezes ao dia.

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 281-282.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 204.

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Inflorescência

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em etanol/água (7:3). Rendimento: 5 g. Doses para ensaio: 50, 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao tratamento crônico com o extrato vegetal, com posterior análise dos testes de labirinto em cruz elevado, campo claro/escuro e exposição ao odor de gato.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico das inflorescências de E. mulungu apresenta atividade ansiolítica (sem alterar a atividade locomotora), semelhante ao diazepam.

[ 5 ]
Inflorescência

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em etanol/água (7:3). Rendimento: 5 g. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao tratamento agudo com o extrato vegetal, com posterior análise dos testes de labirinto em cruz elevado, campo claro/escuro e exposição ao odor de gato.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico das inflorescências de E. mulungu apresenta atividade ansiolítica (sem alterar a atividade locomotora), semelhante ao diazepam.

[ 6 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração de 1,02 kg do material vegetal (pó) em 5,6 L de etanol. Rendimento: 32,4 g. DER: 31:1. Doses para ensaio: 200 a 800 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Balb/c sensibilizados e desafiados com ovalbumina (OVA) para indução de asma, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de células inflamatórias (lavado broncoalveolar), IgE anti-OVA (sangue), IL-4, IL-5, IL-10, IL-13 e INF-γ (homogenato pulmonar) e parâmetros histológicos.

O extrato da flor de E. mulungu apresenta atividade anti-inflamatória, sendo promissora no tratamento da asma.

[ 1 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol a 95%.

In vitro:

Em culturas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus (resistentes ou não, NorA e MsrA) submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar a atividade antibacteriana dos extratos vegetais.

 

Neste estudo, das 25 plantas medicinais, Jartropha elliptica, Schinus terebinthifolius, Erythrina mulungu, Caesalpinia pyramidalis, Serjania lethalis e Lafoensia pacari, apresentam atividade antibacteriana significativa, exceto para E. coli.

[ 7 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: 300 g do material vegetal (pó) em etanol/água (3:7). Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Erythrina velutina.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, edema de pata induzido por formalina e da placa quente.

Os extratos de E. mulungu e E. velutina apresentam atividade antinociceptiva, independente do sistema opioide.

[ 2 ]

Depressora do sistema nervoso central

Depressora do sistema nervoso central
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato hidroalcoólico. Doses para ensaio:  200 e 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Erythrina velutina.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de convulsões induzidas por pentilenetetrazol e estricnina, e tempo de sono induzido por pentobarbital.

Os extratos vegetais apresentam atividade depressora do sistema nervoso central, devido a ação anticonvulsivante (somente no ensaio com estricnina) e potencialização do tempo de sono.

[ 3 ]
Caule (casca)

Extrato hidroalcoólico. Doses para ensaio: 200 a 800 mg/kg. Outra espécie em estudo: Erythrina velutina.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos ao teste de labirinto em cruz elevado, campo aberto e rota rod.

Os extratos de E. mulungu e E. velutina apresentam atividade depressora do sistema nervoso central, sem alterar a coordenação motora.

[ 4 ]

Referências bibliográficas

1 - AMORIM, J. et al. The ethanolic extract from Erythrina mulungu Benth. flowers attenuates allergic airway inflammation and hyperresponsiveness in a murine model of asthma. J Ethnopharmacol, v. 242, p.1-28, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2018.08.009
2 - VASCONCELOS, S. M. M. et al. Antinociceptive activities of the hydroalcoholic extracts from Erythrina velutina and Erythrina mulungu in mice. Biol Pharm Bull, v. 26, n. 7, p.946-949, 2003. doi: 10.1248/bpb.26.946
3 - VASCONCELOS, S. M. M. et al. Anticonvulsant activity of hydroalcoholic extracts from Erythrina velutina and Erythrina mulungu. J Ethnopharmacol, v. 110, n. 2, p.271-274, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.09.023
4 - VASCONCELOS, S. M. M. et al. Central activity of hydroalcoholic extracts from Erythrina velutina and Erythrina mulungu in mice. J Pharm Pharmacol, v. 56, n. 3, p.389-393, 2004. doi: 10.1211/0022357022746
5 - ONUSIC, G. M. et al. Effects of chronic treatment with a water-alcohol extract from Erythrina mulungu on anxiety-related responses in rats. Biol Pharm Bull, v. 26, n. 11, p.1538-1542, 2003. doi: 10.1248/bpb.26.1538
6 - ONUSIC, G. M. et al. Effect of acute treatment with a water-alcohol extract of Erythrina mulungu on anxiety-related responses in rats. Braz J Med Biol Res, v. 35, n. 4, p.473-477, 2002. doi: 10.1590/s0100-879x2002000400011
7 - DE LIMA, M. R. F. et al. Anti-bacterial activity of some Brazilian medicinal plants. J Ethnopharmacol, v. 105, n. 1-2, p.137-147, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.10.026

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 80, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca ou flor seca

100 g

Entrecasca ou flor fresca

200 g

                                                                    * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca seca pulverizada ou flor seca e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca fresca rasurada, lavar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de flor fresca (não lavar) e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Ansiedade e insônia.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Aloysia polystachya, Erythrina mulungu, Lippia alba, Melissa officinalis e Passiflora incarnata

1:1:1:1:1

 
Modo de preparo

Em uma proveta graduada, medir as quantidades de tinturas desejadas e verter em frasco de vidro âmbar esterilizado. Tampar, agitar e rotular.

Principais indicações

Ansiedade e depressão.

Posologia

Uso oral: Tomar 30 gotas, 3 vezes ao dia, por 60 dias.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Erythrina mulungu  (droga vegetal)

N° 0 (290 a 300 mg)

Q.s.p

1 cápsula

Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (entrecasca) e encapsular. 

Principais indicações

Ansiedade e insônia.

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

 

Componente

Quantidade

Entrecasca seca fragmentada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 

 

Componente

Quantidade

 Flor seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Entrecasca: preparar por infusão, por 10 a 15 minutos.

Flor: preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Ansiedade e insônia.

Posologia

Infuso da entrecasca (uso oral): adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do decocto duas a três vezes ao dia.

Infuso da flor (uso oral): adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 127-129.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 310-311.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 388-389.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 78-80.

Dados Químicos
[ 1 , 2 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

eicosanoico, linoleico, mirístico, palmítico e esteárico.

Alcaloides

eritrina, erisotrina, erisopina, erisodina, eritratina, eritralina, eritramina, eritravina, eritrartina, ericristagalina, cristamidina, cristadina, pelargodina, hipoforina e β-eritroidina.

Fitosteróis

β-sitosterol e estigmasterol.

Flavonoides

homohesperitina e faseolina.

Isoflavonas

Saponinas

eritrocoraloidina e migurrina.

Triterpenos pentacíclicos

lupeol e eritrodiol.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 113.
2 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 220.

Propagação: 

por sementes, contudo, antes da semeadura devem ser submetidas ao processo de escarificação e imersão em água por 24 horas. Para o plantio utiliza-se saquinhos plásticos (10 cm de largura x 15 cm de comprimento), contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e profundidade de 1 cm. A germinação (aproximadamente 90%) ocorre de 5 a 7 após a semeadura. Os saquinhos contendo as sementes devem permanecer em viveiro (sombrite 50%) por aproximadamente 40 dias. Posteriormente, as mudas devem ser transferidas para local definitivo, a pleno sol, em covas de 20x20 cm, contendo 0,5 kg de esterco, espaçamento de 4 m entre plantas e 5 m entre ruas. As mudas que permanecem em viveiro por mais de 40 dias, a raiz pivotante pode ultrapassar o saco plástico, e ocorrer lesão da mesma durante o processo de transferência para o campo, comprometendo assim, o desenvolvimento da planta [ 1 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

a irrigação em áreas de coleção de plantas medicinais deve ser realizada quinzenalmente [ 1 ] .

Colheita: 

a entrecasca deve ser retirada de ramos laterais, preservando íntegro o tronco da planta. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada preferencialmente na lua cheia. As sementes devem ser retiradas manualmente, a partir de frutos colhidos diretamente da planta ou daqueles lançados pelo vento ao chão (após 1 semana no chão torna-se inviável encontrar as sementes, pois estas se desprendem do fruto) [ 1 ] .

Pós-colheita: 

as flores e a entrecasca podem ser utilizadas frescas ou secas, sendo que para as flores a melhor opção é utiliza-las na forma fresca. O processo de secagem pode ser realizado em estufa de ar circulante com temperatura de 45°C/2 dias (flores) e 45°C/5 dias (entrecasca). Posteriormente, a droga vegetal deve ser armazenada em local não úmido e utilizada dentro do período de 6 meses. A droga vegetal deve ser moída em moinho de faca (até 40 mesh), para o preparo de tinturas e extratos, e não deve ser armazenada por período superior a 3 meses [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie desenvolve-se melhor em área com boa disponibilidade de água (próximo de afluentes). Observa-se a redução da viabilidade das sementes, após 1 ano de armazenamento [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 111-113.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2008
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1929
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
Arquivo: PDF icon Download (92.39 KB)

Parceiros

Dimorphandra mollis

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 107-109.
2 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 761-762.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 292-293.
Descrição da espécie 

Árvore de porte médio, medindo até 15 m de altura, com caule cilíndrico, delgado e tortuoso, com casca espessa, escura, escamosa e decorticante, os ramos novos apresentam pilosidade ferrugínea; as folhas são alternas, compostas, bipinadas, pecioladas, com margens revolutas, com 6 a 19 folíolos, alternos, opostos elípticos, base e ápice obtusos, com pilosidade em ambas as faces, com cerca de 1 cm de comprimento e 0,5 cm de largura; as flores sésseis, amareladas, dispostas em densas espigas reunidas em panículas corimbosas, pequenas, eretas, hermafroditas, com odor agradável; os frutos são na

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 292-293.
2 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 761.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018
3 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 122.
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda e crônica

Toxicidade aguda e crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato: material vegetal (pó) em água:etanol (8:2). Padronizado com 76 ± 3% de rutina. Doses para ensaio: 500 a 5000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de toxicidade aguda e crônica, com análise de parâmetros hematológicos, bioquímicos e histológicos.

Observou-se que o extrato de D. mollis apresenta segurança até a dose de 1000 mg/kg, contudo, o uso por tempo prolongado deve ser realizado com cautela.

[ 1 ]
Toxicidade aguda e crônica

Referências bibliográficas

1 - FÉRES, C. A. et al. Acute and chronic toxicological studies of Dimorphandra mollis in experimental animals. J Ethnopharmacol, v. 108, n. 3, p.450-456, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.06.002

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Alcoolatura

Componente

Quantidade*

Etanol/água 80%

1000 mL

Fruto fresco verde sem semente

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Alcoolatura: pesar 200 g de fruto verde fresco sem semente, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Varizes e hematomas.

Posologia

Uso tópico: na forma de tintura, pomada, creme ou gel, aplicar na área afetada 2 a 3 vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 112-113.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos orgânicos

gálico.

Antocianidinas

cianidina.

Enzimas

serina proteinases (DMTI e DMTI-II).

Flavonoides

rutina, quercetina e astilbin (5,7,3', 4'-tetra-hidroxi-2,3-di-hidroflavonol-3-β-o-ramamida).

Polifenóis

catequina e epicatequina.

Polímeros

Proteínas

Taninos condensáveis

Referências bibliográficas

1 - ROSEGHINI, R. et al. Flavonoid rutin alters the viability and function of mitogen-stimulated splenocytes and thymocytes compared with non stimulated cells. Immunopharmacol Immunotoxicol, v. 29, n. 2, p.271-285, 2007. doi: 10.1055/s-0029-1185316
2 - MELLO, G. C. et al. Enhancement of the pulmonary allergic granulocyte recruitment in rats exposed to DMTI-II, a Kunitz-type inhibitor isolated from Dimorphandra mollis seeds. Int Immunopharmacol, v. 11, n. 6, p.740-747, 2011. doi: 10.1016/j.intimp.2011.01.024
3 - MELLO, G. C. et al. Oedematogenic activity induced by Kunitz-type inhibitors from Dimorphandra mollis seeds. Toxicon, v. 47, n. 2, p.150-155, 2006. doi: 10.1016/j.toxicon.2005.10.003
4 - PETACCI, F. et al. Inhibition of peroxidase activity and scavenging of reactive oxygen species by astilbin isolated from Dimorphandra mollis (Fabaceae, Caesalpinioideae). Biol Res, v. 43, n. 1, p.63-74, 2010. doi: /S0716-97602010000100008
5 - SANTOS, S. C. et al. Tannin composition of barbatimão species. Fitoterapia, v. 73, n. 4, p.292-299, 2002. doi: 10.1016/s0367-326x(02)00081-3

Propagação: 

por sementes. Faz-se necessário escarificação, e colocadas em recipiente com água, por um período de 8 a 12 horas para intumescimento. Posteriormente, as sementes são enterradas em sacos plásticos contendo terra ou areia, numa profundidade de 2 cm. A irrigação deve ser realizada de 1 a 3 vezes ao dia. Para o plantio definitivo no campo, recomentada-se o espaçamento de 5 a 10 metros entre as plantas [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

apresenta crescimento lento e desuniforme [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 765.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018.

Parceiros

Copaifera langsdorffii

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 248-253.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 90-92.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 255-256.
4 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 114-115.
5 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 220.
Descrição da espécie 

Arbusto ou árvore perene, frondosa, de 18 a 30 m de altura, podendo chegar a 40 m de altura e diâmetro de 80 cm, com córtex externamente de coloração cinza escuro a marrom, e vermelho nas porções mais internas, com sulcos longitudinais profundos; folhas compostas, paripinadas, alternadas, espiraladas, com 4 a 12 folíolos coriáceos, alternos ou opostos, elípticos ou oblongos, de 3 a 8 cm de comprimento x 2 a 4 cm de largura, ápices obtusos, arredondados ou assimétricos, margens inteiras, nervura central saliente em ambas as faces, curto-pecioladas, os folíolos das brotações são de cor rósea

Referências descrição da espécie
1 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 121.
2 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 220.
3 - CAMILLO, J. (Ed.). Copaifera langsdorffii (copaíba). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 731-732.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995, p. 358.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Cupaigba e copaíba Costa brasileira (indígenas) -

Balsâmica.

Óleo.

Untar o corpo.

-

[ 1 ]
Copaíba vermelha, pau-d’óleo, copaíba de várzea e copaíba Brasil -

Cicatrizante (feridas e úlceras), antisséptica (vias urinárias), orexígena, antidisentérica e no tratamento de bronquite e dermatoses.

-

-

-

[ 2 ]
Copaíba Ceará (Brasil) Casca

Emoliente e anti-hemorroidária.

Decocção.

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 3 ]
Copaíba Ceará (Brasil) -

Emoliente, útil no tratamento de doenças infecciosas como a blenorragia.

Óleo: misturar gotas do óleo vegetal em aguardente ou chá.

Uso interno.

-

[ 3 ]
Copaíba Ceará (Brasil) -

Emoliente e antirreumática.

Óleo.

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 3 ]
Copaíba Brasil Tronco

Anti-inflamatória ou como fixador em preparações farmacêuticas.

Oleoresina: adicionar 5% do volume total de óleo-resina em preparações líquidas ou semi-sólidas.

Uso externo: lavar o local e aplicar a preparação sobre a área afetada, até 3 vezes ao dia.

Usar por até 30 dias, em problemas de baixa gravidade. Não indicado na gravidez e lactação.

[ 4 ]
Copaíba, pau-d’óleo e podoi Norte do Araguaia/MT (Brasil) Casca, oleoresina e semente

Anti-infecciosa (doença venérea, intestinal, pulmonar, renal, garganta, tétano e erisipela), antitumoral, hipoglicemiante, depurativa, antiasmática, anti-hemorroidária, gastroprotetora, antidispéptica, purgativa, anti-inflamatória (próstata, intestino, útero e ovário, rins e garganta), diurética, litolítica, cicatrizante, antiofídica, analgésica e repelente

Decocção, maceração, xarope e in natura.

-

-

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - CAMARGO, M. T. L. A. As plantas medicinais e o sagrado: a etnofarmacobotânica em uma revisão historiográfica da medicina popular no Brasil. 1 ed. São Paulo: Ícone, 2014, p. 134.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995, p. 358.
3 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 113-114.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 121.
5 - RIBEIRO, R. V. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants used by Ribeirinhos in the North Araguaia microregion, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 205, p.69-102, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.04.023

Angiogênica

Angiogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Pomada: contendo 10% de oleoresina.

In vivo:

Em ratos Rattus norvegicus albinus portadores de incisões retangulares dorsais com sutura, tratados com o fitoterápico, com posterior análise parâmetros morfológicos e morfométricos.

A pomada contendo a oleoresina de C. langsdorffii apresenta atividade angiogênica, favorecendo o processo de cicatrização.

[ 10 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Concentrações para ensaio: 0,1 a 10 µM.

In vitro:

Em monócitos humanos (THP-1) estimulados por lipopolissacarídeos (LPS), incubados com a oleoresina, com posterior análise dos níveis de IL-1β, IL-6 e TNFα (ELISA) e expressão de NF-kB (Western blotting).

 

A oleoresina de C. langsdorffii apresenta atividade anti-inflamatória promissora.

[ 1 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Dose para ensaio: 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de incisões retangulares dorsais com sutura, tratados topicamente com a oleoresina, com posterior análise dos níveis cutâneos de TBARS, GSH e MPO.

A oleoresina de C. langsdorffii apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória potentes, em modelo de isquemia-reperfusão cutâneo.

[ 7 ]

Antiedematogênica e Anti-inflamatória

Antiedematogênica e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Concentrações para ensaio: 30 a 120 µg/mL. Doses para ensaio: 30 a 400 mg/kg.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais de ratos estimulados por lipopolissacarídeos (LPS), incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da citotoxicidade, níveis de óxido nítrico, TNF-α, IL-6, IL-10.

 

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, da formalina, placa quente, edema de pata induzido por carragenina/dextrana e migração de celular (mononuclear, neutrófilo e eosinófilo).

O extrato hidroalcoólico das folhas de C. langsdorffii apresenta atividade antiedematogênica e anti-inflamatória, contudo não demonstra ação analgésica.

[ 2 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Emulsões nanoestruturadas: contendo 5% de oleoresina ou óleo essencial. Outra espécie em estudo: Rana catesbeiana. Concentrações para ensaio: 0,0001 a 248,7 mg/mL.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans, C. parapsilosis, C. glabrata, C. krusei e C. tropicalis submetidas ao teste de microdiluição em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM), ensaio de bioautografia e antibiofilme.

 

Observou-se que o óleo essência de C. langsdorffii apresenta atividade antimicrobiana mais potente, quando comparado à oleoresina.

[ 12 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões intestinais induzidas por isquemia-reperfusão mesentérica, pré-tratados com a oleoresina, com posterior análise dos níveis de MPO, MDA, CAT, GSH e NO em homogenato do íleo.

Observou-se que a oleoresina apresenta atividade antioxidante, reduzindo os danos intestinais.

[ 11 ]

Antioxidante e Antilipoperoxidativa

Antioxidante e Antilipoperoxidativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de colite induzida por ácido acético, pré-tratados com a oleoresina, com posterior análise de parâmetros morfológicos, microscópicos e níveis de MPO e MDA em homogenato do cólon.

A oleoresina de C. langsdorffii apresenta atividade antioxidante e antilipoperoxidativa.

[ 8 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal em 150 mL de metanol. Concentrações para ensaio: 1,9 a 125 µg/mL.

In vitro:

Em células leucêmicas humanos (HL-60), de câncer de mama (MCF-7) e colón (HCT-8), e células de pele de ratos (B16) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

Determinar a letalidade e atividade hemolítica dos extratos vegetais através do ensaio em Artemia salina e em eritrócitos de ratos, respectivamente.

 

Neste estudo, das 50 espécies vegetais, Lantana fucata, Copaifera langsdorffii e Momordica charantia apresentam atividade antitumoral mais potente.

[ 4 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Concentração para ensaio: 100 µL de 2 ou 4%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões cutâneas, por incisão ou excisão, tratados com a oleoresina, com posterior análise da contração das feridas.

Observou-se que a oleoresina apresenta atividade cicatrizante promissora, principalmente na concentração a 4%.

[ 14 ]

Citotóxica

Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina (sistema manométrico). Concentrações para ensaio: 10 a 300 µg/mL.

In vitro:

Em células estromais do endométrio humano eutópico (EuEsCs) e ectópico (EctESCs) incubadas com a oleoresina, com posterior análise da viabilidade, proliferação e morfologia celular, apoptose e citotoxicidade.

 

O sistema nanométrico contendo a oleoresina de C. langsdorffii apresenta citotoxicidade, principalmente para EctESCs, sendo promissor para o tratamento da endometriose.

[ 3 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Oleoresina. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gástricas induzidas (etanol, indometacina e restrição hipotérmica), pré-tratados com a oleoresina, com posterior análise da dimensão das lesões, e submetidos a ligadura do piloro para análise do volume de suco e muco gástricos.

A oleoresina de C. langsdorffii apresenta atividade gastroprotetora, principalmente na dose de 400 mg/kg.

[ 13 ]

Litolítica

Litolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e galho

Extrato: maceração de 3,1 kg do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Rendimento: 16,8%. Dose para ensaio: 20 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de urolitíase induzida por pellet de oxalato de cálcio introduzidos na bexiga, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (sódio, potássio, creatinina, magnésio, fosfato, cálcio, ácido úrico, oxalato, citrato e pH).

Observou-se que C. langsdorffii apresenta atividade litolítica, significativa.

[ 6 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Rendimento: 38 g. Doses para ensaio: 20, 40 e 80 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de câncer de cólon induzido por 1,2-dimetilhidrazina (DMH), tratados com o extrato vegetal, com posterior excisão do cólon para analise dos testes do Cometa e de focos de cripta aberrante (ACF).

O extrato hidroalcoólico das folhas de C. langsdorffii reduz os danos no DNA, e consequentemente a carcinogênese de cólon.

[ 5 ]
Folha

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Rendimento: 32 g. Doses para ensaio: 10 a 80 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal e doxorrubicina (associados ou não), com posterior análise do teste de micronúcleo em sangue periférico.

O extrato de C. langsdorffii não apresenta genotoxicidade, além disso demonstra atividade quimiopreventiva quando associado com doxorrubicina.

[ 9 ]
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Doses para ensaio: 30 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de C. langsdorffii não apresenta toxicidade significativa, nas doses em estudo.

[ 2 ]
Toxicidade aguda
Tronco

Oleoresina (sistema manométrico). Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O sistema nanométrico contendo a oleoresina de C. langsdorffii não apresenta toxicidade na dose de 100 mg/kg.

[ 3 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - GELMINI, F. et al. GC-MS profiling of the phytochemical constituents of the oleoresin from Copaifera langsdorffii Desf. and a preliminary in vivo evaluation of its antipsoriatic effect. Int J Pharm, v. 440, n. 2, p.170-178, 2013. doi: 10.1016/j.ijpharm.2012.08.021
2 - FURTADO, R. A. et al. Antiedematogenic evaluation of Copaifera langsdorffii leaves hydroethanolic extract and its major compounds. Biomed Res Int, p.1-7, 2015. doi: 10.1155/2015/913152
3 - DA SILVA, J. H. et al. The oil-resin of the tropical rainforest tree Copaifera langsdorffii reduces cell viability, changes cell morphology and induces cell death in human endometriotic stromal cultures. J Pharm Pharmacol, v. 67, n. 12, p.1744-1755, 2015. doi: 10.1111/jphp.12479
4 - DOS SANTOS JÚNIOR, H. M. Evaluation of native and exotic Brazilian plants for anticancer activity. J Nat Med, v. 64, n. 2, p.231-238, 2010. doi: 10.1007/s11418-010-0390-0
5 - SENEDESE, J. M. et al. Chemopreventive effect of Copaifera langsdorffii leaves hydroalcoholic extract on 1,2-dimethylhydrazine-induced DNA damage and preneoplastic lesions in rat colon. BMC Complement Altern Med, v. 13, p.1-8, 2013. doi: 10.1186/1472-6882-13-3
6 - BRANCALION, A. P. S. et al. Effect of hydroalcoholic extract from Copaifera langsdorffii leaves on urolithiasis induced in rats. Urol Res, v. 40, n. 5, p.475-481, 2012. doi: 10.1007/s00240-011-0453-z
7 - SILVA, J. J. L. et al. Effects of Copaifera langsdorffii Desf. on ischemia-reperfusion of randomized skin flaps in rats. Aesthetic Plast Surg, v. 33, n. 1, p.104-109, 2009. doi: 10.1007/s00266-008-9263-2
8 - PAIVA, L. A. F. et al. Protective effect of Copaifera langsdorffii oleo-resin against acetic acid-induced colitis in rats. J Ethnopharmacol, v. 93, n. 1, p.51-56, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2004.03.028
9 - ALVES, J. M. et al. In vivo protective effect of Copaifera langsdorffii hydroalcoholic extract on micronuclei induction by doxorubicin. J Appl Toxicol, v. 33, n. 8, p.854-860, 2013. doi: 10.1002/jat.2777
10 - ESTEVÃO, L. R. M. et al. Effects of the topical administration of copaiba oil ointment (Copaifera langsdorffii) in skin flaps viability of rats. Acta Cir Bras, v. 28, n. 12, p.863-869, 2013. doi: 10.1590/s0102-86502013001200009
11 - PAIVA, L. A. F. et al. Attenuation of ischemia/reperfusion-induced intestinal injury by oleo-resin from Copaifera langsdorffii in rats. Life Sci, v. 75, n. 16, p.1979-1987, 2004. doi: 10.1016/j.lfs.2004.05.011
12 - ALENCAR, E. N. et al. Chemical characterization and antimicrobial activity evaluation of natural oil nanostructured emulsions. J Nanosci Nanotechnol, v. 15, n. 1, p.880-888, 2015. doi: 10.1166/jnn.2015.9187
13 - PAIVA, L. A. et al. Gastroprotective effect of Copaifera langsdorffii oleo-resin on experimental gastric ulcer models in rats. J Ethnopharmacol, v. 62, n. 1, p.73-78, 1998. doi: 10.1016/s0378-8741(98)00058-0
14 - PAIVA, L. A. F. et al. Investigation on the wound healing activity of oleo-resin from Copaifera langsdorffi in rats. Phytother Res, v. 16, n. 8, p.737-739, 2002. doi: 10.1002/ptr.1049

Formulário de Fitoterápico

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 108, 2011.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Componente

Quantidade

Etanol 98%

900 mL

Óleo

100 mL

Modo de preparo

Tintura: adicionar 100 mL de óleo a etanol 98% (900 mL) e acondicionar em frascos de vidro âmbar.

Principais indicações

Processos inflamatórios em geral e das vias urinárias.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 90-92.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Aminoácidos

N-metil-trans-4-hidroxiprolina.

Cumarinas

umbeliferona.

Enzimas

β-galactosidase e peroxidase.

Flavonoides

quercitrina e afzelina.

Óleos essenciais

γ e δ-cadineno, óxido de cariofileno, α e β-copaeno, β-cubeleno, α e β-selineno, α e γ-muuroleno, cipereno, α e β-cariofileno, α e γ-humuleno, β-bisaboleno, α-bergamoteno, α-himachaleno, α e β-cubebeno, calameneno, calameseno, ∆ e γ-cadineno, ∆, β e γ-elemeno, β-muroleno, cariazuleno, aromadendreno, p-cimeno, cânfora, β-gurjuneno, α e β-guaieno, germacreno B e D, elemol, selina-3,11-dien-6α-ol, carotol, guajol, γ e β-eudesmol, epi-α-cadinol, α-muurolol, β-bisabolol, espatuleol, ent-caur-16-eno, (E)-3-octeno, isocariofileno, ciclosativeno, α-himachaleno, α-longipineno, β-farnesceno e β-cedreno.

Óleos fixos

ácidos octanóico, decanóico, hexadecanóico, octadecanóico, eicosenóico, docosanóico, tetracosanóico e hexacosanóico.

Polissacarídeos

galactomanano e xiloglucano.

Resinas

ácido eperu-8(20)-en-15,18-dicarboxílico, ácido (-)-16β-kaurane-19-carboxílico, ácido copaiférico, ácido caurenóico, ácido (+)-hardwickiico, ácido copálico, pacido abiético, ácido daniélico, ácido lambertínico, ácido poláltico, ácido pimárico, ácido kaur16-en-18-óico, 2,4-dimetil-heptano, sclaral, ácido isopimárico, ácido 13-metil-pentacecanóico, ácido 8-11-octadecadienóico, ácido ladb-7-en-15-óico e valenceno.

Taninos

Referências bibliográficas

1 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 114.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 249.
3 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 220.
4 - CAMILLO, J. (Ed.). Copaifera langsdorffii (copaíba). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 733-734. 
5 - GUPTA, M. P. (editor). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 359.
6 - GELMINI, F. et al. GC-MS profiling of the phytochemical constituents of the oleoresin from Copaifera langsdorffii Desf. and a preliminary in vivo evaluation of its antipsoriatic effect. Int J Pharm, v. 440, n. 2, p.170-178, 2013. doi: 10.1016/j.ijpharm.2012.08.021

Propagação: 

por sementes. O processo de escarificação das sementes aumenta taxa de germinação de 60 para 90%. A semeadura pode ser realizada em sementeiras, sacos plásticos (20x7 cm) ou em tubetes médios e transferidas para viveiro (sombrite 50%). A repicagem pode ser realizada, se necessário, somente após 2 a 4 semanas após a germinação. O plantio em local definitivo ocorre cerca de 9 meses após a semeadura das sementes [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

prefere solos bem drenados, arenosos e temperatura mínima de 15°C [ 1 ] .

Colheita: 

as sementes devem ser colhidas a partir de frutos em processo de abertura espontânea, sendo colocados ao sol para facilitar a liberação das sementes [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

a propagação vegetativa não é muito recomendada para esta espécie. A copaíba é de crescimento lento, podendo atingir cerca de 4 m de altura e 8 anos e apresenta plasticidade fenotípica [ 1 , 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 249.
2 - CAMILLO, J. (Ed.). Copaifera langsdorffii (copaíba). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 737-739.  

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Senna alexandrina

Vahl
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 207-201.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 73-74.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 261-262.
4 - CAMARGO, M. T. L. A. As plantas medicinais e o sagrado: a etnofarmacobotânica em uma revisão historiográfica da medicina popular no Brasil. 1 ed. São Paulo: Ícone, 2014. p. 80.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 49-51.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva, perene, com 1,2 a 1,5 m de altura, ereta e glabra; folhas pinadas, compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos, obtuso-acuminados, coriáceos, com cerca de 6 a 8 cm de comprimento, glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior, com uma glândula pequena entre cada par de folíolos; flores amarelo-claro, em rácimos curtos, dispostas em panículas terminais; fruto tipo folículo, elípticos, reniformes, contendo 7 a 9 sementes[1].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 207.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Sena Ceará (Brasil) Folha

Laxante e purgativa.

Laxante: 1 a 5 g (1 colher de café) do pó.

Purgativa: 10 a 15 g (1 colher de sobremesa até 1 colher de sopa) do pó das folhas. Pode-se preparar por infusão.

Uso interno. Adicionar açúcar, se desejar.

Em altas doses, recomenda-se lavar rapidamente o pó ou as folhas ainda inteiras com etanol, para a remoção da resina existente nas folhas que é a responsável por causar cólicas. Apresenta ação nefrotóxica em altas doses, por isso não deve ser usada na forma de lambedor, especialmente em crianças.

[ 1 ]
Sene Brasil Folha

No tratamento de constipação intestinal eventual.

Decocção: 1 g (1 colher de café) em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara de chá antes de dormir.

Não usar em caso de obstrução e inflamação intestinal (doença de Chron), colite, apendicite, refluxo ou dor abdominal. Não usar por mais de 4 semanas, pois pode provocar diarreia, lesão intestinal e perda de eletrólitos. Em altas doses ocorre desconforto gastrointestinal. Não utilizar em associação com glicosídeos cardiotônicos, e não usar na gravidez e lactância. 

[ 2 ]
Sana sana Cordofão do Norte (Sudão) Raiz

Antidisentérica.

Decocção.

-

-

[ 3 ]
Sanu Randa (Djibouti) Folha

No tratamento de prisão de ventre, lesões e doenças de pele.

Pasta das folhas (uso externo). Maceração: triturar as folhas e deixar por 30 minutos na água (uso interno).

Aplicar no local (pasta). Uso interno (macerado).

-

[ 4 ]
Senna Newcastlhe (Kwa-Zulu Natal/África do Sul) Folha

Hipoglicemiante.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 276.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 230.
3 - SULEIMAN, M. H. An ethnobotanical survey of medicinal plants used by communities of Northern Kordofan region, Sudan. J Ethnopharmacol, v. 176, p.232-242, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.10.039
4 - HASSAN-ABDALLAH, A. et al. Medicinal plants and their uses by the people in the Region of Randa, Djibouti. J Ethnopharmacol, v. 48, n. 2, p.701-713, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.05.033 
5 - BOADUO, K. K. et al. Evaluation of six plant species used traditionally in the treatment and control of diabetes mellitus in South Africa using in vitro methods. Pharm Biol, v. 52, n. 6, p.756-761, 2014. doi: 10.3109/13880209.2013.869828

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico: 50 g do material vegetal (pó) em 250 mL de etanol à 50%. Rendimento: 23%. Doses para ensaio: 0,5 e 1,0 mg/orelha.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA), oxazolona, ácido araquidônico e fosfolipase A2 (Naja naja).

Observou-se que o extrato etanólico de C. angustifolia apresenta atividade anti-inflamatória, exceto para fosfolipase A2.

[ 6 ]

Antioxidante e Antimicrobiana

Antioxidante e Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de material vegetal em água e solventes orgânicos (metanol, etanol, acetona e acetato de etila).

In vitro:

Em cepas de Acinetobacter junii, Serratia mercescens, Enterobacter cloacae, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhi e Candida albicans para análise antimicrobiana pelo método disco-difusão em ágar e antioxidante através do radical DPPH.

 

Observou-se que os extratos de C. angustifolia apresentam atividade antioxidante significativa, e antimicrobiana principalmente para E. cloacae, P. aeruginosa, S. mercencens e S. typhi.

[ 1 ]

Contraceptiva

Contraceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico: Cassia agustifolia, Carum copticum (semente), Terminalia chebula (fruto), Embelia ribes (fruto) e Glycyrrhiza glabra (raiz). Dose para ensaio: 1 g/kg.

In vivo:

Em ratos e ratas Sprague-Dawley tratados com extrato vegetal e submetidos a análise de fertilidade (ciclo espermatogênico e ciclo pré e pós-implantação).

Observou-se que o extrato vegetal não altera os paramentos de fertilidade masculina, contudo houve redução do número de implantação (embriões) nas ratas.

[ 7 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 3 g do material vegetal (pó) em 30 mL de acetona, metanol, hexano ou acetato de etila. Concentrações para ensaio: 0,2, 0,4, 0,6, 0,8 e 1 mg/mL.

In vitro:

Avaliação da atividade estimulante da insulina, e das enzimas α-amilase e α-glucosidase.

 

Os extratos de C. angustifolia não alteraram os níveis de insulina, contudo houve ação inibitória das enzimas em estudo, principalmente para o extrato de hexano.

[ 5 ]

Laxante

Laxante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso: infusão de 2 g do material vegetal (pó) em 50 mL de água. Doses para ensaio: entre 1,5 e 3,0 mL.

In vivo:

Em camundongos tratados com extrato vegetal.

Observou-se que senna apresenta atividade laxativa.

[ 4 ]
-

Senna (Shaanxi Medicine Corporation). Dose para ensaio: 0,3 g.

In vivo:

Em camundongos Balb/c submetidos as avaliações da motilidade (via gástrica, intramuscular e hipodérmica) e morfologia do tecido gastrointestinal, e proteômica do cólon por eletroforese em gel de poliacrilamida bidimensional.

Observou-se que senna possui ação laxativa por via gástrica, com alterações morfológicas após administração a longo prazo, promovendo a expressão de proteínas nos tecidos do cólon.

[ 8 ]
Ensaio Toxicológico

Carcinogênica

Carcinogênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Fruto

Extrato seco contendo: 50% de senosídeo B. Doses para ensaio: 30 e 60 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal por 110 semanas, e submetidos a avaliação da presença de foco de criptas aberrantes (FCA) no cólon.

Observou-se que o uso crônico do extrato de C. angustifolia não apresenta potencial carcinogênico.

[ 2 ]
Carcinogênica

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 2000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos RMNI submetidos ao Teste do Micronúcleo.

Observou-se que o extrato de C. angustifolia não apresenta genotoxicidade.

[ 12 ]
Genotoxicidade

Hepatotoxicidade

Hepatotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato seco: contendo 60% de senosídeo B. Doses para ensaio (in vivo): 12 e 58 mg/kg.

In vitro:

Em células hepáticas de ratos BRL-3A submetidas ao ensaio Azul de Tripan e Teste de redução de brometo.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a testes bioquímicos, histomorfológicos e imuno-histoquímicos após tratamento com extrato seco vegetal.

Observou-se que o extrato seco de C. angustifolia apresenta hepatotoxicidade em altas doses.

[ 11 ]
Hepatotoxicidade

Mutagenicidade

Mutagenicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Fruto e folha

Extrato aquoso. Concentração: 150 mg/mL.

In vitro:

Em linhagens de Salmonella typhimurium na presença ou não de microssomas hepáticos.

 

Observou-se que C. angustifolia apresenta atividade mutagênica fraca.

[ 3 ]
Mutagenicidade

Reações adversas

Reações adversas
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso: decocção do material vegetal.

In vitro:

Em culturas de células mononucleadas periféricas de 1 paciente tratado com extrato vegetal, submetidas a análise de transcrição reversa por PCR (Reação em cadeia da polimerase).

 

Observou-se que o extrato aquoso de C. angustifolia aumentou os níveis de mRNA de citocinas pró-inflamatórias IL-4 e IL-5, o que explica a ocorrência de erupções cutâneas no paciente em estudo.

[ 9 ]
Reações adversas
-

Dose para ensaio: 10 mg/kg.

In vivo:

Em ratos C57BL/6j submetidos a avaliação de alterações imunológicas no cólon e na pele após a administração de senna.

Observou-se que o tratamento a longo prazo com C. angustifolia pode provocar alterações no cólon (aumento de IgA) e redução dos níveis de células Langerhans na pele.

[ 13 ]
Reações adversas

Sistema metabólico

Sistema metabólico
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso: decocção de 600 g do material vegetal em 12 L de água. Concentração: 1,0 g folha/mL. Dose para ensaio: 10 mL.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos a ensaios metabólicos após administração de senna na forma de decocção.

Observou-se que C. angustifolia que as antraquinonas são rapidamente metabolizadas em glucuronídeos, contudo houve inibição do efluxo da glicoproteína-P no intestino.

[ 10 ]
Sistema metabólico

Referências bibliográficas

1 - AHMED, S. I. et al. Pharmacologically active flavonoids from the anticancer, antioxidant and antimicrobial extracts of Cassia angustifolia Vahl. BMC Complement Altern Med, v. 16, n. 1, p.1-9, 2016. doi: 10.1189/s12906-016-1443-z
2 - BORRELLI, F. et al. Senna and the formation of aberrant crypt foci and tumors in rats treated with azoxymethane. Phytomedicine, v. 12, n. 6-7, p.501-505, 2005. doi: 10.1016/j.phymed.2003.10.008
3 - SANDNES, D. et al. Mutagenicity of crude senna and senna glycosides in Salmonella typhimurium. Pharmacol Toxicol, v. 71, n. 3 Pt 1, p.165-172, 1992. doi: 10.1111/j.1600-0773.1992.tb00539.x
4 - MILLER, L. C.; ALEXANDER, E. B. The biologic assay of senna. J Am Pharm Assoc Am Pharm Assoc, v. 38, n. 8, p.417-424, 1949. doi: 10.1002/jps.3030380802
5 - BOADUO, K. K. et al. Evaluation of six plant species used traditionally in the treatment and control of diabetes mellitus in South Africa using in vitro methods. Pharm Biol, v. 52, n. 6, p.756-761, 2014. doi: 10.3109/13880209.2013.869828 
6 - CUÉLLAR, M. J. et al. Topical anti-inflammatory activity of some Asian medicinal plants used in dermatological disorders. Fitoterapia, v. 72, n. 3, p.221-229, 2001. doi: 10.1016/S0367-326X(00)00305-1
7 - SRIVASTAVA, S. R. et al. Evaluation of contraceptive activity of a mineralo-herbal preparation in Sprague-Dawley rats. Contraception, v. 72, n. 6, p.454-458, 2005. doi: 10.1016/j.contraception.2005.05.026
8 - WANG, X. et al. Screening and identification of proteins mediating senna induced gastrointestinal motility enhancement in mouse colon. World J Gastroenterol, v. 8, n. 1, p.162-167, 2002. doi: 10.3748/wjg.v8.il.162
9 - NORISUGI, O. et al. In vitro cytokine expression by peripheral mononuclear cells in herbal drug-induced skin eruption. Acta Derm Venereol, v. 94, n. 1, p.58-62, 2014. doi: 10.2340/00015555-1631
10 - PENG, Y. H. et al. Serum concentrations of anthraquinones after intake of Folium Sennae and potential modulationon P-glycoprotein. Planta Med, v. 80, n. 15, p.1291-1297, 2014. doi: 10.1055/s-0034-1383040 
11 - VITALONE, A. et al. Cassia angustifolia extract is not hepatotoxic in an in vitro and in vivo study. Pharmacology, v. 88, n. 5-6, p.252-259, 2011. doi: 10.1159/000331858
12 - MENGS, U. et al. No clastogenic activity of a senna extract in the mouse micronucleus assay. Mutat Res, v. 444, n. 2, p.421-426, 1999. doi: 10.1016/s1383-5718(99)00115-1
13 - YAMATE, Y. et al. Immunological changes in the intestines and skin after senna administration. Pharm Biol, v. 53, n. 6, p.913-920, 2015. doi: 10.3109/13880209.2014.948636 

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                                * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98% se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Constipação intestinal (BLUMENTHAL, 1998; WHO, 1999a; BRASIL, 2016).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira rasa*

Água q.s.p.

150 mL

                                                                                      *Essa dose, para pessoas sensíveis, pode ser reduzida para evitar desconforto abdominal.

Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Preparar por maceração por 12 horas. A preparação por maceração causa menor desconforto abdominal.

Principais indicações

Constipação intestinal (BLUMENTHAL, 1998; WHO, 1999a; BRASIL, 2016).

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso ou macerado à noite e, se necessário, também pela manhã.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 263-265.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 175-177.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido salicílico.

Antraquinonas

senosídeos A, B, C e D, senidinas A e B, aloe-emodina, crisofanol, reína e antranol.

Fitosteróis

Flavonoides

kempferol, quercimeritrina, escuteleaína e rutina.

Mucilagens

derivados da arabinose, ramnose, ácido galacturônico e galactose.

Óleos essenciais

Outras substâncias

glicosídeos naftalênicos, pinitol, ácido crisofânico e catártico, catartina, feoretina, senacrol, senapicrina e galactomanan.

Polissacarídeos

glicose, frutose, pinitol e sucrose.

Resinas

Sais minerais

Saponinas

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 208.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 230.
3 - AHMED, S. I. et al. Pharmacologically active flavonoids from the anticancer, antioxidant and antimicrobial extracts of Cassia angustifolia Vahl. BMC Complement Altern Med, v. 16, n. 1, p.1-9, 2016. doi: 10.1186/s12906-016-1443-z

Propagação: 

é realizada por sementes ou estacas. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor de células grandes, contendo substrato organomineral. As estacas devem ser enraizadas em areia ou vermiculita, umedecidas. O plantio deve ser realizado no mês de setembro, com adubação de 1 kg/planta de húmus de minhoca adicionado 200 g de fosfato natural [ 1 ] .

Tratos culturais & manejo: 

deve-se realizar a adubação anualmente [ 1 ] .

Colheita: 

o florescimento ocorre de dezembro à março, e a colheita dos folíolos deve ser realizada antes do florescimento [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 207.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Ano de Publicação: 2016
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2010
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Organização Mundial de Saúde
Ano de Publicação: 1999
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Organização Mundial de Saúde
Ano de Publicação: 1999
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1959
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Caesalpinia ferrea

(Mart. ex Tul.) L.P. Queiroz
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 181-185.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 65-67.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 42-44.
4 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 542-547.
Descrição da espécie 

Árvore de porte médio, cerca de 3 a 10 m de altura, ramificada, possui madeira muito dura de lenho acastanhado ou arroxeado e o cerne quase negro, os ramos são glabros a puberulento nos eixos foliares e florais, com casca cinza escuro, com manchas irregulares proveniente da queda das cascas externas; as folhas são alternas, imparipinadas, 2 a 6 pares de folíolos pequenos (5 a 15 mm x 9 mm), opostos, ovais-elípticos a obovadas, ápice arredondado, lâmina cartácea, pubérula; inflorescência em panícula terminal, em cachos piramidais, com flores ovadas, pubescentes, de cor amarelo; o fruto é uma

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 149.
3 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 542.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Jucá Ceará (Brasil) Casca

Adstringente, hemostático e útil nas contusões.

Maceração.

Uso local.

-

[ 1 ]
Jucá Ceará (Brasil) Fruto

Adstringente, peitoral, vulnerário, útil nos casos de tosse, bronquite e coqueluche.

Infusão ou xarope.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Pau-ferro Brasil Casca do troco ou folha

No tratamento de feridas e úlceras com sangramento.

Decocção: colocar 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em pó em meio litro de água. Deixar ferver por 30 segundos. Esfriar e coar em filtro de papel ou algodão.

Aplicar na ferida até 3 vezes ao dia.

Usar com cautela quando associado com anticoagulantes, anti-inflamatórios não-esteroidais e corticoides. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo, por até 30 dias. Não utilizar em grávidas ou lactantes.

[ 2 ]
Pau-ferro Brasil Casca do troco ou folha

Para lesões, como adstringente, hemostático, cicatrizante e antisséptico.

Decocção: 7,5 g (2,5 colheres de sopa) em 150 mL de água (xícara de chá).

Aplicar a compressa na região afetada de 2 a 3 vezes ao dia.

Usar com cautela quando associado com anticoagulantes, anti-inflamatórios não-esteroidais e corticoides. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo, por até 30 dias. Não utilizar em grávidas ou lactantes.

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 149.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 210.

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato aquoso: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em água. Rendimento: 27,2 g. Doses para ensaios: 10 e 20 mg/kg; 100 mg/k; 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos albinos Swiss submetidos ao teste antinociceptivo (ácido acético e placa quente) e ao teste de edema de pata induzido por carragenina.

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea apresenta potente atividade anti-inflamatória, e analgésica dose-dependente.

[ 4 ]

Antiúlcera

Antiúlcera
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato etanólico: material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar com lesão gástrica aguda induzida estresse, e tratadas posteriormente com pentobarbital.

Observou-se que o extrato de C. ferrea possui atividade antiúlcera, contudo não apresenta efeito no sistema nervoso central (locomoção, sono e analgesia).

[ 6 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato etanólico: 5 kg do material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar com lesões gástricas crônicas induzidas por ácido acético e avaliação da toxicidade subcrônica oral.

Observou-se que o extrato de C. ferrea apresenta propriedade gastroprotetora e ausência de toxicidade.

[ 5 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca do caule

Extrato aquoso: infusão de 7,5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Rendimento: 98%. Doses para ensaio: 300 e 450 mg/kg/dia.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina.

O extrato aquoso de C. ferrea apresenta atividade hipoglicemiante.

[ 2 ]

Hipolipemiante e Antioxidante

Hipolipemiante e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: 2,5 kg do material vegetal (pó) 70% de etanol/água (v/v). Dose: 300 mg/kg.

In vitro:

Determinação da atividade antioxidante pelo ensaio ORAC (capacidade de absorção dos radicais oxigenados) e da enzima HMG CoA redutase.

 

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos a alimentação hipercalórica.

Obeservou-se que extrato de C. ferrea apresenta atividade antioxidante, hipolipemiante e hepatoprotetora.

[ 1 ]

Vasodilatadora e Hipotensora

Vasodilatadora e Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca do caule

Extrato aquoso: 80 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Rendimento: 10,8%. Doses para ensaio (in vivo): 10, 20, 40, 60 e 80 mg/kg. Doses para ensaio (in vitro): 0,001 a 30 mg/mL.

In vitro:

Em artéria mesentérica superior isolada de ratos e submetida a tratamentos com agentes vasoconstritores.

 

In vivo:

Em ratos Wistar normotensos e tratados com atropina ou N-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME).

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea apresenta atividades vasodilatadora e hipotensora (associada à taquicardia).

[ 3 ]
Ensaio Toxicológico

Toxicidade no sistema reprodutor

Toxicidade no sistema reprodutor
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Fruto

Extrato aquoso: material vegetal (pó) em água. Rendimento: 23% (p/p). Concentração final: 76,6 mg/mL. Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao tratamento crônico com o extrato vegetal (52 e 104 dias), para avaliar a toxicidade no sistema reprodutor.

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea não alterou as funções normais do sistema reprodutor.

[ 7 ]
Toxicidade no sistema reprodutor

Toxicidade subcrônica

Toxicidade subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Caule

Extrato etanólico: 5 kg do material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg/30 dias.

In vivo:

Em ratas Wistar submetidas a avaliação da toxicidade subcrônica oral.

Neste estudo, observou-se ausência de toxicidade após o tratamento com o extrato etanólico de C. ferrea.

[ 5 ]
Toxicidade subcrônica

Referências bibliográficas

1 - NAWWAR, M. A. et al. Phenolics from Caesalpinia ferrea Mart.: antioxidant, cytotoxic and hypolipidemic activity. Pharmazie, v. 70, n. 8, p.553-558, 2015. doi: 10.1691/ph.2015.5526
2 - VASCONCELOS, C. F. et al. Hypoglycaemic activity and molecular mechanisms of Caesalpinia ferrea Martius bark extract on streptozotocin-induced diabetes in Wistar rats. J Ethnopharmacol, v. 137, n. 3, p.1533-1541, 2011. doi: 10.1016/j.jep.2011.08.059
3 - MENEZES, I. A. et al. Cardiovascular effects of the aqueous extract from Caesalpinia ferrea: involvement of ATP-sensitive potassium channels. Vacul Pharmacol, v. 47, n. 1, p.41-47, 2007. doi: 10.1016/j.vph.2007.03.005
4 - CARVALHO, J. C. et al. Preliminary studies of analgesic and anti-inflammatory properties of Caesalpinia ferrea crude extract. J Ethnopharmacol, v. 53, n. 3, p.175-178, 1996. doi: 10.1016/0378-8741(96)01441-9
5 - BACCHI, E. M. Antiulcer action and toxicity of Styrax camporum and Caesalpinia ferrea. Planta Med, v. 61, n. 3, p.204-207, 1995. doi: 10.1055/s-2006-958056
6 - BACCHI, E. M.; SERTIÉ, J. A. Antiulcer action of Styrax camporum and Caesalpinia ferrea in rats. Planta Med, v. 60, n. 2, p.118-120, 1994. doi: 10.1055/s-2006-959430
7 - LUCINDA, L. M. et al. Assessment of sperm production and reproductive organs of Wistar rats to long-term exposure of Caesalpinia ferrea. An Acad Bras Ciênc, v. 82, n. 4, p.907-914, 201. doi: 10.1590/S0001-37652010000400013

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 102, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 115, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Casca do ramo seca

100 g

Casca do ramo fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de casca do ramo seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de casca do ramo fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Diabetes mellitus, processos inflamatórios em geral e infecções bacterianas e fúngicas.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

A tintura, após rota-evaporada, pode ser empregada na produção de pomada, gel ou creme.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fruto sem sementes (Seco)

200 g

Etanol 98°

100 mL

Propilenoglicol

900 mL

 
Modo de preparo

Pesar os frutos e em seguida colocar na solução de etanol e propilenoglicol.  Deixar por 7 dias em maceração e filtrar. Envasar e etiquetar.

Principais indicações

Cicatrizante.

Posologia

Uso tópico após incorporado em cremes, pomadas e loções.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Caesalpinia ferrea (extrato glicólico)

10 mL

Creme base não iônico

90 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar o extrato.

Principais indicações

Cicatrizante e anti-inflamatório.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Casca dos ramos seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou ½ colher de café

Água q.s.p.

150 mL

                                                                                                      Obs: ¼ colher de chá padrão corresponde a 1,0 g.

 

Modo de preparo

Preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações
Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do decocto três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o decocto duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o decocto sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 68-70.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 339-340.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 361.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 43-44.

Dados Químicos
[ 1 , 2 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos insaturados

principalmente o ácido palmítico.

Alcaloides

Fitosteróis

β-sitosterol.

Flavonoides

chalcona (pauferrol A).

Óleos essenciais

felandreno.

Outras substâncias

traços de glicosídeos cardiotônicos octacosanóicos, ácido gálico e metil galato, 2,6-dihidroxiacetofenona, 2,3,4-dihidroxiacetofenona e 2,4,6-trihidroxi- acetofenona.

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 210.

Propagação: 

pode ser realizada por sementes, mudas ou brotações do tronco e raiz. Por sementes, faz-se necessário o processo de escarificação mecânica ou imersão em ácido sulfúrico por 5 a 10 minutos. A semeadura deve ser realizada em bandejas contendo substrato (areia lavada), com 3 cm de profundidade, posteriormente devem ser mantidas em ambiente com temperatura entre 15 a 40°C e com irrigação diária. A germinação inicia 30 dias após a semeadura. Por mudas, deve-se utilizar substratos com esterco bovino, mantendo-as em viveiros a pleno sol ou 50% de luminosidade. As mudas deverão ser transplantadas para local definitivo quando atingirem aproximadamente 1 m de altura [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & manejo: 

a floração ocorre na estação seca até início da chuvosa, e a frutificação ocorre no final da estação seca e prolonga até a chuvosa [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 544-545.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Parceiros

Bauhinia forficata

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 156-160.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 47-49.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 272-273.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 95-96.
5 - DOS SANTOS, K. L.; SIMINSKI, A. Bauhnia forficata (pata-de-vaca). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 561-567.
Descrição da espécie 

Árvore de copa aberta, com até 10 m de altura, de tronco canelado, tortuoso, com casca cinza a castanho-amarronzado, sulcados longitudinalmente; apresenta acúleos nos ramos, quase sempre gêmeos, ora uniformemente retos, ora ligeiramente curvos para dentro, finos, ou grossos; folhas simples, alternas, ovaladas a lanceoladas, membranáceas e coriáceas, brilhante na face superior, possuem 9 nervuras principais (palmada), levemente pilosa, de formato bifoliolada, sendo que os folíolos são unidos pela base, parecido com um corte transverso da pata da vaca, com até 10 cm de comprimento x 6 cm de l

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 156-157.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 47.
3 - DOS SANTOS, K. L.; SIMINSKI, A. Bauhnia forficata (pata-de-vaca). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 561-562.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Costo de vaca, patevaca e poor mans orchid Colômbia (Zona Tropical) Folha

Antidisentérica.

Infusão: 5 g de folhas/200 mL de água.

-

-

[ 1 ]
Costo de vaca, patevaca e poor mans orchid Colômbia (Zona Tropical) Raiz

Purgativo suave.

Decocção: 10 g de raiz/500 ml de água.

-

-

[ 1 ]
Pata de cabra, perna de touro, casco de vaca e mogno falso Argentina Folha

Hipoglicemiante, digestiva, Adstringente, antitussígena, anticatarral, diurética, anti-hipertensiva e nas palpitações e dores cardíacas.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 2 ]
Pata de cabra, perna de touro, casco de vaca e mogno falso Argentina Folha e casca

Adstringente e antisséptica.

-

Uso externo. Na forma de gargarejo.

-

[ 2 ]
Pata de vaca, pata de boi, unha de boi e mororó Brasil -

Hipoglicemiante, hipocolesterolemiante, diurética, no tratamento de afecções urinárias e cutâneas.

-

-

-

[ 3 ]
Pata-de-vaca Brasil Folha

Auxilia no tratamento de emagrecimento.

Tintura.

Tomar de 30 a 50 gotas/200 mL de água, antes das refeições, até 4 vezes ao dia.

Cautela com a associação com hipoglicemiantes orais e insulina. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo (até 30 dias). Não utilizar em grávidas e na lactância.

[ 4 ]
Pata-de-vaca Brasil Folha

Auxilia no tratamento do diabetes, diurética, antidiarreica, cicatrizante, calmante suave e litolítica.

-

-

Cautela com a associação com hipoglicemiantes orais e insulina. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo (até 30 dias). Não utilizar em grávidas e na lactância.

[ 4 ]
Capa-bode Brasil Casca

No tratamento de feridas e úlceras (adstringente).

Decocção.

Uso local.

-

[ 5 ]
Capa-bode Brasil -

Decocção.

Uso local.

-

[ 6 ]
Capa-bode Brasil Casca

Adstringente, útil na cicatrização de úlceras e feridas.

Decocção.

Uso local.

-

[ 5 ]
Mororó Brasil Folha e casca

Hipoglicemiante.

Na forma de chá ou decocção. Para a decocção: usar 10 g do pó vegetal (1 colher de sopa)/150 mL de água (1 xícara).

Tomar de meia a duas xícaras, até 2 vezes ao dia. Pode-se modificar a dose conforme resultado obtido.

-

[ 6 , 7 ]
Pata-de-vaca Vale do Juruena/MT (Brasil) -

Hipoglicemiante, Antirreumática, analgésica (local), depurativa, reduz o ácido úrico, no tratamento de problemas uterinos e renais.

-

-

-

[ 8 ]
Pata-de-vaca São Pedro do Iguaçu/PR (Brasil) Flor, folha ou casca

No tratamento ginecológicas, urinárias, gastrointestinais, cardiovasculares e endócrinas.

Infusão, decocção ou tintura.

-

-

[ 9 ]
- Rio Grande do Sul (Brasil) Folha e flor

Antidiabética.

Chá.

-

-

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 95.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 514.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 83-84.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 209.
5 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 92.
6 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 260-261.
7 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 1991, p. 64-65.
8 - BIESKI, I. G. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants by population of Valley of Juruena Region, Legal Amazon, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 173, p.383-423, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.07.025
9 - BOLSON, V. et al. Ethno-medicinal study of plants used for treatment of human ailments, with residents of the surrounding region of forest fragments of Paraná, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 161, p.1-10, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2014.11.045
10 - TROJAN-RODRIGUES, M. et al. Plants used as antidiabetics in popular medicine in Rio Grande do Sul, southern Brazil. J Ethnopharmacol, v. 139, n. 1, p.155-063, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2011.10.034

Antiofídica

Antiofídica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato aquoso. Dose para ensaio in vivo: 1/50 (p/p).

In vitro:

Em plasma humano incubado com veneno de serpente e extrato vegetal para investigação da atividade proteolítica.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss com edema de pata induzido por veneno de serpente.

O extrato aquoso vegetal apresenta baixa atividade antiofídica, contudo foi efetivo na redução do edema.

[ 5 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso: decocção de 2,5 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Dose para ensaio: 250 a 300 mg/kg/dia.

In vivo:

Em ratos Wistar pré-tratados com a decocção de B. forficata, submetidos à excisão cerebral e a avaliação motora após tratamento com antipsicótico (decanoato de haloperidol).

Observou-se atividade antioxidante potente e redução dos movimentos de mascar no vazio induzidos pelo antipsicótico.

[ 1 ]

Hipoglicêmica

Hipoglicêmica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: material vegetal (pó) em etanol à 70%. Fração aquosa: dose para ensaio 800 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos diabéticos não obesos submetidos à excisão das glândulas salivares após tratamento com o extrato vegetal.

Observou-se que a fração aquosa de B. forficata possui ação hipoglicêmica e reguladora do metabolismo.

[ 2 ]
Folha

Extrato fluido (1:1 p/v): 500 g do material vegetal (pó) em água/etanol (1:2). Dose para ensaio: 200 mg/kg de extrato seco (produzido através de ventilação de ar, aspersão ou granulação úmida).

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina.

Observou-se atividade hipoglicêmica, principalmente para os extratos secos produzidos através de ventilação de ar e aspersão.

[ 3 ]
Folha

Extrato aquoso: decocção de 50 g do material vegetal em 1 L de água. Doses para ensaio: 500, 600 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar normoglicêmicas ou portadoras de diabetes induzido por estreptozotocina, e prenhes.

A decocção de B. forficata não alterou a hiperglicemia materna, contudo não apresentou toxicidade.

[ 4 ]
Folha

Extrato aquoso: infusão do material vegetal (fresco) em água. Rendimento: 5 g de extrato/100 g de folha fresca. Dose para ensaio: 1 g/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos à avaliação hiperglicêmica após tratamento com veneno de Tityus serrulatus e extrato vegetal.

O extrato aquoso de B. forficata não apresentou atividade hipoglicêmica significativa neste estudo.

[ 6 ]
Folha

Extrato aquoso: decocção de 50 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Doses para ensaio: 500, 600 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar prenhes, normoglicêmicas ou portadoras de diabetes induzido por estreptozotocina.

Observou-se que o extrato vegetal não alterou a hiperglicemia e hiperlipidemia, porém reduziu a concentração de ácido úrico, aumentou o glicogênio hepático e a atividade da glutationa.

[ 7 ]
Folha

Extrato aquoso: material vegetal (fresco).  Extrato de hexano: material vegetal (seco). Extrato etanólico: material vegetal previamente extraído com hexano. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina.

Os extratos de B. forficata apresentaram atividades hipoglicemiante e hipolipemiante.

[ 8 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico: maceração de 960 g do material vegetal (pó) em etanol/água (8:1). Fração n-butanol: rendimento de 11,80 g. Doses para ensaio: 400, 500, 600 e 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar normoglicêmicos, suplementados com glicose e hiperglicêmicos induzido por aloxana.

A fração butanólica apresentou efeito hipoglicemiante em altas doses (500, 600 e 800 mg/kg), exceto em animais suplementados com glicose.

[ 9 ]
Folha

Extrato aquoso: decocção de 150 g de material vegetal (fresco) em 1 L de água. Rendimento: 87%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina.

Observou-se que a decocção apresenta efeito hipoglicemiante, além de reduzir os níveis de ácido úrico.

[ 10 ]
Ensaio Toxicológico

Evolução de toxicidade

Evolução de toxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso: decocção de 150 g de material vegetal (fresco) em 1 L de água. Rendimento: 87% (v/v). Dose para ensaio: 150 g/L.

In vivo:

Avaliação de marcadores de toxicidade em ratos Wistar normoglicêmicos e portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, após tratamento com o extrato vegetal.

A decocção de B. forficata não apresentou efeitos tóxicos.

[ 11 ]
Evolução de toxicidade

Referências bibliográficas

1 - PEROZA, L. R. et al. Bauhinia forficata prevents vacuous chewing movements induced by haloperidol in rats and has antioxidant potential in vitro. Neurochem Res, v. 38, n. 4, p.789-796, 2013. doi: 10.1007/s11064-013-0981-8
2 - CURCIO, S. A. et al. Hypoglycemic effects of an aqueous extract of Bauhinia forficata on the salivary glands of diabetic mice. Park J Pharm Sci, v. 25, n. 3, p.493-499, 2012.
3 - CUNHA, A. M. et al. Hypoglycemic activity of dried extracts of Bauhinia forficata Link. Phytomedicine, v. 17, n. 1, p.37-41, 2010. doi: 10.1016/j.phymed.2009.06.007
4 - VOLPATO, G. T. et al. Effect of Bauhinia forficata aqueous extract on the maternal-fetal outcome and oxidative stress biomarkers of streptozotocin-induced diabetic rats. J Ethnopharmacol, v. 116, n. 1, p.131-137, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2007.11.013
5 - OLIVEIRA, C. Z. et al. Anticoagulant and antifibrinogenolytic properties of the aqueous extract from Bauhinia forficata against snake venoms. J Ethnopharmacol, v. 98, n. 1-2, p.213-216, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2004.12.028
6 - VASCONCELOS, F. et al. Insulin-like effects of Bauhinia forficata aqueous extract upon Tityus serrulatus scorpion envenoming. J Ethnopharmacol, v. 95, n. 2-3, p.385-392, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2004.08.006
7 - DAMASCENO, D. C. et al. Effect of Bauhinia forficata extract in diabetic pregnant rats: maternal repercussions. Phytomedicine, v. 11, n. 2-3, p.196-201, 2004. doi: 10.1078/0944-7113-00348
8 - LINO, C. S. et al. Antidiabetic activity of Bauhinia forficata extracts in alloxan-diabetic rats. Biol Pharm Bull, v. 27, n. 1, p.125-127, 2004. doi: 10.1248/bpb.27.125
9 - SILVA, F. R. et al. Acute effect of Bauhinia forficata on serum glucose levels in normal and alloxan-induced diabetic rats. J Ethnoparmacol, v. 83, n. 1-2, p.33-37, 2002. doi: 10.1016/S0378-8741(02)00193-9
10 - PEPATO, M. T. Anti-diabetic activity of Bauhinia forficata decoction in streptozotocin-diabetic rats. J Ethnopharmacol, v. 81, n. 2, p.191-197, 2002. doi: 10.1016/S0378-8741(02)00075-2
11 - PEPATO, M. T. et al. Evaluation of toxicity after one-months treatment with Bauhinia forficata decoction in streptozotocin-induced diabetic rats. BMC Complement Altern Med, v. 4, p.1-7, 2004. doi: 10.1186/1472-6882-4-7

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Alcaloides

trigonellina (N-metilbetaína do ácido nicotínico).

Cumarinas

Fitosteróis

β-sitosterol.

Flavonoides

quercetina e derivados, rutina, campferol e derivados, astragolina e caempferitrina.

Outras substâncias

terpenoides, insulina-like (peptídeo), antocianidina, substâncias fenólicas, colina, ácidos orgânicos, minerais, aminoácidos e pinitol.

Quinonas

bainiona.

Saponinas

Taninos

flobatênicos e perogálico.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 515.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 49.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 157.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 209.
5 - DOS SANTOS, K. L.; SIMINSKI, A. Bauhnia forficata (pata-de-vaca). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 563.

Propagação: 

é realizada por sementes, as quais são colocadas para germinar em saquinhos plásticos ou tubetes (2 sementes por saquinho ou tubete), contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1). Se o solo for de consistência arenosa, recomenda-se apenas adicionar esterco na proporção de 3:1. A germinação das sementes ocorre entre 15 e 25 dias após a semeadura. A porcentagem de germinação é de aproximadamente 50%, contudo se a semente for escarificada ou imersas em banho quente, é possível obter 80% de germinação. Pode-se fazer a repicagem após 2 a 4 semanas do início da germinação. Após 5 meses da semeadura as mudas podem ser transferidas para local definitivo, à pleno sol, com espaçamento de 3 m entre as plantas e 4 m entre as ruas. A propagação desta espécie também pode ser realizada por estacas de brotações de raízes e de cepas [ 1 , 2 , 3 , 4 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & manejo: 

desenvolve-se melhor em solos profundos, férteis e drenados, enquanto que solos ácidos e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta. Não é uma espécie exigente quanto a irrigação, plantas mantidas em coleções podem ser irrigadas 1 vez/semana [ 2 , 3 , 4 ] .

Colheita: 

as folhas devem ser colhidas antes do florescimento, no período da manhã (9 às 10 horas). A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deve ser realizada na lua cheia [ 2 ] .

Pós-Colheita: 

a secagem deve ser realizada em estufa com ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Após este procedimento a droga vegetal deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada dentro do período de 6 meses. A droga vegetal deve ser moída em moinho de faca até a granulometria de 40 mesh e posteriormente ser utilizada para a preparação de tinturas e extratos [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

a colheita dos frutos deve ser realizada quando apresentarem tonalidade marrom escura e ainda presas à planta. A dispersão das sementes desta espécie é autocórica (o fruto quando maduro expulsa a semente por explosão espontânea) e se a colheita não for realizada no momento certo as sementes são espalhadas, dificultando sua localização. Os frutos podem ser colhidos ainda fechados e devem ser abertos manualmente para a separação das sementes. As sementes são ortodoxas (toleram a dessecação). Esta espécie pode ser atacada por pragas como Oncideres saga (caule e folha) e Gibbobruchus speculifer (semente) [ 2 , 4 ] .

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 514.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 47-49.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 157.
4 - DOS SANTOS, K. L.; SIMINSKI, A. Bauhnia forficata (pata-de-vaca). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 564-565.

Parceiros

Anadenanthera colubrina

(Benth.) Brenan
Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 81-84.
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 42-43.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 291.
4 - PAREYN, F. G. C. et al. Anadenanthera colubrina (angico). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 740-745.
Descrição da espécie 

Árvore melífera, caducifólia, muito ramificada, de copa aberta, com até 17 m de comprimento, tronco de até 50 cm de diâmetro, casca de cor marrom-avermelhada, rugosa (5 a 12 mm), escamosa e com espinhos espaçados; folhas compostas bipinadas, com até 20 jugas, com 15 a 20 folíolos opostos, de 4 a 6 mm de comprimento; flores esbranquiçadas, em inflorescências do tipo espigas paniculares globosas, axilares ou terminais, de coloração branca a creme, levemente aromáticas; frutos em vagens achatadas, longas, rígidas, encurvadas, marrom-avermelhados, brilhantes, com cerca de 10 a 20 cm de comprime

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 81.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 291.
3 - MOTA, G. S. et al. Bark anatomy, chemical composition and ethanol-water extract composition of Anadenanthera peregrina and Anadenanthera colubrina. PLoS One, v. 12, n. 12, p.e0189263, 2017. doi: 10.1371/journal.pone.0189263
4 - PAREYN, F. G. C. et al. Anadenanthera colubrina (angico). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 740.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Angico, angico-branco, cambuí-angico e goma-de-angico Brasil Casca do caule

Antitussígena, no tratamento do bronquite e coqueluche.

Xarope. 

-

-

[ 1 ]
Angico, angico-branco, cambuí-angico e goma-de-angico Brasil Casca

No tratamento de problemas respiratórios.

Extração da goma-resina. 

-

-

[ 1 ]
Angico Brasil Casca

Antitussígena e no tratamento de bronquite.

Xarope.

Uso interno.

-

[ 2 ]
Angico Brasil Casca

Cicatrizante, hemostático e no tratamento de contusões.

Tintura.

Uso externo. 

-

[ 2 ]
Angico Brasil Casca

No tratamento de tosses produtivas.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em pó em 1 xícara de água (200 mL). Deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Usar 5 mL da infusão e fazer inalação até 3 vezes ao dia.

Armazenar a infusão em recipiente fechado e em geladeira por até 24 horas. Cuidado ao associar com anti-inflamatórios não-esteroidais, anticoagulantes e corticoides. É recomentado o uso desta espécie por até 30 dias e não deve ser indicada na gravidez e lactação.

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 291.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 67.
3 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 57.

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em água (3:10 p/v). Rendimento: 16%. Doses para ensaio: 100, 200 e 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, da placa quente, edema de pata e inflamação (edema de pata, peritonite e sinovite) induzida por carragenina.

Observou-se que o extrato apresenta atividade analgésica e anti-inflamatória, principalmente nas doses de 200 e 400 mg/kg.

[ 9 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato etanólico e hexânico.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus e Escherichia coli submetidos ao teste de microdiluição em ágar, associados ou não com neomicina, amicacina e clorpromazina, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que os extratos vegetais de A. colubrina não apresentam atividade antimicrobiana significativa, no entanto, houve sinergismo com antibióticos aminoglicosídicos contra S. aureus.

[ 7 ]
Fruto

Extrato hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 0,38 a 3,13 mg/mL. Outras espécies em estudo: Libidibia ferrea e Pityrocarpa moniliformis.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM), e análise da viabilidade celular por Microscopia Eletrônica de Transmissão.

 

Os extratos de A. colubrina, L. ferrea e P. moniliformis apresentam atividade antibacteriana promissora.

[ 8 ]

Antifúngica e Antitumoral

Antifúngica e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 250 mL de etanol a 80%. Frações: hexano, clorofórmio, acetato de etila e água.

In vitro:

Em culturas de Streptococcus mutans, S. sanguinis, Pseudomonas aeruginosa, Enterococcus faecalis e Candida albicas, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e concentração fungicida mínima (CFM), e análise da formação de biofilme oral por Microscopia Eletrônica de Varredura.

Em culturas de queratinócitos humanos (HaCaT), células tumorais humanas de ovário (NCI-ADR/RES e OVCAR-3), rim (786-0), pulmão (NCI-H460), cólon (HT-29) e medula óssea (K562), incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

 

Observou-se que o extrato de A. colubrina apresenta atividade antifúngica e antiproliferativa.

[ 1 ]

Antinociceptiva e Antioxidante

Antinociceptiva e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): Doses para ensaio (in vivo): 100 a 400 mg/mL.

In vitro:

Determinar a peroxidação lipídica induzida por AAPH e FeSO4.

 

In vivo:

Em camundongos tratados com o extrato vegetal, submetidos ao teste rota rod, dor orofacial induzida por formalina, glutamato e capsaicina.

Observou-se que o extrato de A. colubrina apresenta atividade antioxidante e antinociceptiva, através dos receptores glutamatérgico e vaniloide, além de não alterar a coordenação motora.

[ 5 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal (triturado) em 300 mL de metanol. Concentração para ensaio: 10 à 250 µg/mL.

In vitro:

Em células de carcinoma humano mucoepidermoide de pulmão (NCI-H292) e de laringe (HEp-2) submetidas ao ensaio MTT.

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH.

 

Neste estudo das 14 plantas, Annona muricata, Lantana camara, Handroanthus impetiginosus e Mentzelia aspera apresentam atividade antiproliferativa mais potente, enquanto que Poincianella pyramidalis, Jatropha mollissima, Anadenanthera colubrina e Croton blanchetianus demonstram propriedade antioxidante mais potente.

[ 2 ]
Fruto

Extrato hidroalcoólico. Outras espécies em estudo: Libidibia ferrea e Pityrocarpa moniliformis.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos ensaios de fosfomolibdênio, redução do íon férrico, eliminação de radicais superóxido, peróxido de hidrogênio e óxido nítrico.

Em DNA de plasmídeo (pBR 322) tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos no DNA (TotalLab Quant).

 

Os extratos vegetais apresentam atividade antioxidante, além de proteger contra danos no DNA.

[ 6 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato hidroalcoólico: a partir de 5 g do extrato metanólico em etanol a 70%. Concentração para ensaio: 5%.

In vivo:

Em ratos portadores de incisões cutâneas na região torácica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise macroscópica, histológica e morfométrica.

O extrato hidroalcoólico de A. colubrina var. cebil apresenta atividade cicatrizante, principalmente no 7º e 14º dias de tratamento.

[ 3 , 4 ]

Referências bibliográficas

1 - LIMA, R. de F. et al. Antimicrobial and antiproliferative potential of Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan. Evid Based Complement Alternat Med, p. 1-7, 2014. doi: 10.1155/2014/802696
2 - DE MELO, J. G. et al. Antiproliferative activity, antioxidant capacity and tannin content in plants of semi-arid Northeastern Brazil. Molecules, v. 15, n. 12, p.8534-8542, 2010. doi: 10.3390/molecules15128534
3 - PESSOA, W. S. et al. Fibrogenesis and epithelial coating of skin wounds in rats treated with angico extract (Anadenanthera colubrina var. cebil). Acta Cir Bras, v. 30, n. 5, p.353-358, 2015. doi: 10.1590/S0102-865020150050000007
4 - PESSOA, W. S. et al. Effects of angico extract (Anadenanthera colubrina var. cebil) in cutaneous wound healing in rats. Acta Cir Bras, v. 27, n. 10, p.655-670, 2012. doi: 10.1590/s0102-86502012001000001
5 - DAMASCENA, N. P. et al. Antioxidant and orofacial anti-nociceptive activities of the stem bark aqueous extract of Anadenanthera colubrina (Velloso) Brenan (Fabaceae). Nat Prod Res, v. 28, n. 10, p.753-756, 2014. doi: 10.1080/14786419.2013.877902
6 - DA SILVA, L. C. N. et al. Comparative analysis of the antioxidant and DNA protection capacities of Anadenanthera colubrina, Libidibia ferrea and Pityrocarpa moniliformis fruits. Food Chem Toxicol, v. 49, n. 9, p.2222-2228, 2011. doi: 10.1016/j.fct.2011.06.019
7 - BARRETO, H. M. et al. Enhancement of the antibiotic activity of aminoglycosides by extracts from Anadenanthera colubrine (Vell.) Brenan var. cebil against multi-drug resistant bactéria. Nat Prod Res, v. 30, n. 11, p.1289-1292, 2016. doi: 10.1080/14786419.2015.1049177
8 - DA SILVA, L. C. N. et al. Anti-Staphylococcus aureus action of three Caatinga fruits evaluated by electron microscopy. Nat Prod Res, v. 27, n. 16, p.1492-1496, 2013. doi: 10.1080/14786419.2012.722090
9 - SANTOS, J. S. et al. Beneficial effects of Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan extract on the inflammatory and nociceptive responses in rodent models. J Ethnopharmacol, v. 148, n. 1, p.218-222, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.04.012

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Casca e entrecasca seca

100 g

Casca e entrecasca fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de casca e entrecasca seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de casca e entrecasca fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Infecções bacterianas em geral e infecções das vias aéreas superiores.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 42-43.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Alcaloides indólicos

óxido de N,N-dimetiltriptamina e bufotenina.

Compostos fenólicos

dalbergina, 3,4,5-dimethoxidalbegiona e kuhlmannina.

Esteroides

stigmasterol e β-sitosterol.

Flavonoides

anadantoflavona e apigenina

Monossacarídeos

ramnose, arabinose, xilose, galactose e glicose.

Outras substâncias

ácido 4-hidroxibenzoico, ácido cinâmico, suberia e lignina.

Polissacarídeos

Taninos

Terpenoides

luperona, lupeol, ácido betulínico, alnusenol, α- e β-amirina.

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 81-82.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 57.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 291.
4 - MOTA, G. S. et al. Bark anatomy, chemical composition and ethanol-water extract composition of Anadenanthera peregrina and Anadenanthera colubrina. PLoS One, v. 12, n. 12, p.e0189263, 2017. doi: 10.1371/journal.pone.0189263
5 - GUTIERREZ-LUGO, M. T. et al. Lipoxygenase inhibition by anadanthoflavone, a new flavonoid from the aerial parts of Anadenanthera colubrina. Planta Med, v. 70, n. 3, p.263-265, 2004. doi: 10.1055/s-2004-818920

Propagação: 

multiplica-se por sementes (mais comum), estaquia ou rebrota. Sementes recém colhidas devem ser semeadas em sacos plásticos (20x7 cm) ou tubetes e a germinação ocorre após 5 a 10 dias. Após 2 a 3 semanas, pode realizar a repicagem, caso necessário. O plantio deve ser realizado a pleno sol, em solos férteis, areno-argilosos, profundos, bem drenados e com boa disponibilidade hídrica [ 1 , 2 , 3 ] .

Pós-Colheita: 

a colheita da entrecasca deve ser realizada em plantas adultas, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova. A entrecasca deve ser retirada a partir dos ramos laterais e não do tronco [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

pode ser acometida por fungos do gênero Phytophthora. As sementes devem ser armazenadas em câmara fria, reduzindo assim, a perda da viabilidade [ 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 81.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 291.
3 - PAREYN, F. G. C. et al. Anadenanthera colubrina (angico). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 742-743.

Tipo: Nacional
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