Moraceae

Dorstenia brasiliensis

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 311-314.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 109-111.
3 - BIESKI, I. G. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of the pantanal region (Mato Grosso, Brazil). Evid Based Complement Alternat Med, p.1-36, 2012. doi: 10.1155/2012/272749
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 410.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, perene, rasteira, rizomatosa, aromática, de até 25 cm de comprimento; folhas simples, de 8 cm de comprimento e 6 cm de largura, reniformes ou ovais, radicais, finamente denteadas, coriáceas, ásperas, com pecíolos pubescentes e longos; flores pequenas reunidas em receptáculo carnoso e unissexuais; raiz tuberosa simples ou ramificada, rugosa, grossa e fibrosa, com 10 cm de comprimento[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 409.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 311.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Carapiá, taropé, caapiá-assu e eiga-eiga Brasil -

Antirreumática, Expectorante, antitérmica (febre intermintente), antidiarreica, Antidisentérica, tônica digestiva, no tratamento de irregularidade menstrual, orquite e afecções cutâneas.

-

-

-

[ 1 ]
- Argentina Folha

febrífuga, diaforética, diurética e emenagoga.

-

-

-

[ 1 ]
- Paraguai -

No tratamento da infertilidade.

-

-

-

[ 1 ]
Contra-erva Ceará (Brasil) Raiz

antitussígena, Antitérmica, emenagoga, no tratamento de bronquite e irregularidades menstruais.

Infusão.

Uso oral.

-

[ 2 ]
Carapiá Distrito de Nossa Senhora Aparecida do Chumbo-MT (Brasil) Raiz

antigripal, laxante, emenagoga, Antidisentérica, analgésica, no tratamento de pneumonia, problemas renais e no pós-parto.

Infusão, decocção ou xarope.

-

-

[ 3 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 409-410.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 113.
3 - BIESKI, I. G. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of the pantanal region (Mato Grosso, Brazil). Evid Based Complement Alternat Med, p.1-36, 2012. doi: 10.1155/2012/272749

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 10% do material vegetal (seco) ou 20% do material vegetal (fresco) em água. Doses para ensaio: 1,0 ou 2,0 g/kg, respectivamente. Outras espécies em estudo: Chiococca brachiata (raiz), Elephantopus scaber (folha), Mikania glomerata (folha), Trianosperma tayuya (raiz), Casearia sylvestris (folha e casca), Cynara scolymus (folha), Marsypianthes chamaedrys (folha), Apuleia leiocarpa (casca e cerne) e Brunfelsia uniflora (folha).

In vivo:

Em ratos albinos submetidos a contorções abdominais induzidas por ácido acético, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da presença e intensidade do corante azul de Evans na cavidade abdominal.

Observou-se que D. brasiliensis não apresenta atividade anti-inflamatória e analgésica significativas, sendo os extratos de C. scolymus e A. leiocarpa os mais potentes.

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - RUPPELT, B. M. et al. Pharmacological screening of plants recommended by folk medicine as anti-snake venom--I. Analgesic and anti-inflammatory activities. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 86, Suppl 2, p.203-205, 1991. doi: 10.1590/s0074-02761991000600046

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Alcoolatura

Componente

Quantidade*

Etanol/água 80%

1000 mL

Rizoma fresco

200 g

                                                                       * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Alcoolatura: pesar 200 g de rizoma fresco, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Processos inflamatórios cutâneos, vitiligo e fraturas ósseas.

Posologia

Uso oral: apenas em diluições decimais, tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 114-115.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos

benzoico, cítrico, málico, tartárico e secrópico.

Cumarinas

umbeliferona.

Diterpenoides

tipo isopimarano.

Fitosteróis

estigmasterol.

Flavonoides

quercetina, quercitrina e amentoflavona.

Furanocumarinas

psoraleno, bergapteno e dorstenina.

Óleos essenciais

Outras substâncias

bartericina A e B, isobavachalcone, 4-hidroxilonchocarpin, dorsmanina F, 6,8-diprenileridictiol, secropina e caapina.

Taninos

Triterpenoides

ácido dorstênico A e B (tipo seco-adianano).

Referências bibliográficas

1 - BIESKI, I. G. C. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of the Pantanal Region (Mato Grosso, Brazil). Ev-Based Comp and Alternat Med, p. 1-36, 2012.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 409.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 312.
4 - UCHIYAMA, T. et al. seco-Adianane-type triterpenoids from Dorstenia brasiliensis (Moraceae). Phytochemistry, v. 60, n. 8, p.761-764, 2002. doi: 10.1016/s003-9422(02)00180-2

Propagação: 

por rizomas [ 1 ] .

Colheita: 

a colheita das partes aéreas das plantas deve ser realizada, segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as partes subterrâneas devem ser colhidas na lua minguante [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 311-312.

Parceiros

Brosimum gaudichaudii

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 61-63.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva, pouco ramificada, de casca áspera, descamante e cor clara, possui grande quantidade de látex; as folhas são simples, alternas, elípticas ou oblanceoladas, com base obtusa a subcordada, ápice arredondado a acuminado, com 5 cm de comprimento x 2 cm de largura, glabras na face adaxial, pubescentes na abaxial e margem levemente denteada; as flores são amarelas e dispostas em glomérulos axilares pêndulos; frutos em bagas globosas, pêndulas, de 2,5 cm de diâmetro, alaranjadas, verrucosas e com látex abundante[1].

Referências descrição da espécie
1 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 318.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Mama-cadela e mama-de-cadela. Brasil Casca

No tratamento de hemorroidas, varizes e varicocele.

Tintura.

Tomar de 20 a 30 gotas em 100 mL de água (meia xícara) após café da manhã e jantar.

-

[ 1 ]
Inharé, mama-cachorro e mama-cadela Brasil Raiz, casca e látex

No tratamento de infecções e inflamações, doenças venéreas, doenças de pele (furúnculo, micose e vitiligo), calor espinhoso, problemas renais, antitumoral, antianêmica, depurativa, analgésica potente, Antirreumática, cicatrizante de feridas e tônica.

Decocção, infusão e maceração.

-

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 194.
2 - RIBEIRO, R. V. et al. Ethnobotanical study of medicinal plants used by Ribeirinhos in the North Araguaia microregion, Mato Grosso, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 205, p.69-102, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.04.023

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca e folha

Extrato etanólico.

In vitro:

Em microrganismos multirresistentes isolados de lesões de membros inferiores, como: Staphylococcus aureus, Beta-haemolytic streptococci, Pseudomonas aeruginosa, Enterococci spp., linhagens não ferementativas e Enterobacteriaceae spp.

 

O extrato etanólico (casa ou folha) de B. gaudichaudii apresentou atividade antimicrobiana principalmente para S. aureus e P. aeruginosa.

[ 1 ]
Ensaio Toxicológico

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Casca da raiz

Extrato aquoso: 5 g do material vegetal (pó) em 250 mL de água.

Extrato metanólico: 5 g do material vegetal (pó) em 250 mL de metanol.

Extrato butanólico: material vegetal (pó) em água, com posterior adição de n-butanol.

In vitro:

Teste de mutagenicidade pelo ensaio Salmonella/microssoma e teste das aberrações cromossômicas em células CHO.

 

Observou-se que apenas o extrato metanólico da casca da raiz de B. gaudichaudii apresentou mutagenicidade e aberrações cromossômicas.

[ 2 ]
Genotoxicidade

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Casca da raiz

Pó: a partir do exsudado do material vegetal (fresco). Dose para ensaio (oral): 1400, 2000, 3000, 4000 e 5000 mg/kg, e (intraperitoneal): 1000, 1500, 2250, 3500 e 5000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que pó de B. gaudichaudii apresentou baixa toxicidade, com dose letal aproximada (DLA) p.o = 3750 mg/kg e i.p = 2920 mg/kg, dose letal mediana (DL50) p.o = 3517,54 mg/kg e i.p. = 2871,76 mg/kg.

[ 3 ]
Toxicidade aguda

Referências bibliográficas

1 - BORGES, J. D. C. et al. Evaluation of antibacterial activity of the bark and leaf extracts of Brosimum gaudichaudii Trécul against multidrug resistant strains. Nat Prod Res, v. 31, n. 24, p.2931-2935, 2017. doi: 10.1080/14786419.2017.1305379
2 - VARANDA, E. A. et al. Genotoxicity of Brosimum gaudichaudii measured by the Salmonella/microsome assay and chromosomal aberrations in CHO cells. J Ethnopharmacol, v. 81, n. 2, p.257-264, 2002. doi: 10.1016/S0378-8741(02)00089-2
3 - DA CUNHA, L. C. et al. Acute toxicity of Brosimum gaudichaudii Trécul. root extract in mice: determination of both approximate and median lethal doses. Bras J of Pharmacogn, v. 18, n. 4, p.532-538, 2008. doi: 10.1590/S0102-695X2008000400006

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Casca da raiz seca

100 g

Casca da raiz fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de casca da raiz seca e pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de casca da raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Vitiligo.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 67-68.

Dados Químicos
[ 1 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Fitosteróis

β-sitosterol

Furanocumarinas

gaudichaudina, xantiletina, luvangetina, bergapteno, psoraleno, hidroximarmesina.

Triterpenos pentacíclicos

β-amirina e derivados.

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 194.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2018
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