Verbenaceae

Stachytarpheta cayennensis

(Rich.) Hitchc.
Referências informações gerais
1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 909.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 263-265.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 199-202.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 532-533.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 207-216.
Descrição da espécie 

Planta subarbustiva anual, perene e ereta, bastante ramificada, com até 1 m de altura, caule semiquadrangular, pubescente ou glabro em sua parte inferior; folhas simples, alternas, lobadas ou inteiras, enrugadas, obovais ou largo-espatuladas, com base atenuada ou decorrente no pecíolo, margens crenado-serrilhada, pubescentes, com até 8 cm de comprimento x 3 cm de largura; inflorescências em espigas terminais, azuladas ou púrpura, de até 4 cm de comprimento e glabras; fruto marrom-escuro, com cerca de 3 mm de comprimento[1,2,3,4].

Referências descrição da espécie
1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 909.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 532.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 208.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Gervão, chá brasileiro e erva daninha de cobra azul Colômbia (Zona Tropical) Planta toda

Bactericida, laxante, antiviral, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, antialérgica, hipoglicemiante, antiparasitária, antitérmica e galactagoga.

Decocção ou suco.

Tomar 1 copo ao dia por 3 meses.

-

[ 1 ]
Gervão, chá brasileiro e erva daninha de cobra azul Colômbia (Zona Tropical) Folha

No tratamento de cólicas hepáticas.

Sumo: adicionar água e limão. 

Tomar 1 copo ao dia.

-

[ 1 ]
Gervão, chá brasileiro e erva daninha de cobra azul Colômbia (Zona Tropical) Folha

No tratamento de problemas na gravidez e parto, constipação intestinal, antiparasitária e antitérmica.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Gervão Brasil Folha

Digestiva.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal rasurada em 200 mL de água. Tambar, deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Tomar o chá após as principais refeições.

– Usar com cautela pois apresenta propriedade depressora do sistema nervoso central. Atenção ao indicar na gravidez e lactação.

[ 2 ]
- Caribe e Jamaica -

Vermífuga e anti-helmíntica.

-

-

-

[ 3 ]
- Índia Folha

Antidisintérica, antitérmica, anti-inflamatória e externamente no tratamento de úlceras purulentas.

Chá. 

-

-

[ 3 ]
Gervão, gervão-roxo, chá-do-Brasil e verbena Brasil Folha

Estimulante digestivo e no tratamento da prisão de ventre.

Infusão: 1 colher (sobremesa) do material vegetal fatiado, em 1 xícara (de chá).

Tomar 1 xícara (de chá) 2 vezes ao dia, antes das refeições.

-

[ 3 ]
Gervão, gervão-roxo, chá-do-Brasil e verbena Brasil Folha

Antitérmica e no tratamento de resfriados, gripes e bronquite catarral.

Xarope: 1 colher (sobremesa) do material vegetal fatiado, em 1 xícara (de chá).

-

-

[ 3 ]
Gervão, gervão-roxo, chá-do-Brasil e verbena Brasil Folha

No tratamento de contusões e afecções cutâneas (ferida, eczema e erisipela).

Cataplasma.

Uso externo.

-

[ 3 ]
- Colômbia Planta toda

Emenagoga.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 4 ]
Gervão Brasil Planta toda seca

Inseticida e vermífuga.

-

-

-

[ 4 ]
Gervão Brasil Planta toda seca

Anti-inflamatória, diurética e analgésica.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 4 ]
Gervão Brasil Folha fresca

Laxante, anti-hemorroidária e emenagoga. 

-

Uso interno.

-

[ 4 ]
San Diego verbena Guatemala Folha

Antimalárica, febrífuga, analgésica (dores de cabeça) e no tratamento de problemas urinários. 

Decocção.

Uso interno.

-

[ 4 ]
- - Folha e raiz

No tratamento de feridas cutâneas. 

Maceração.

Uso externo.

-

[ 4 ]

Referências bibliográficas

1 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 457.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 154.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 532.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 909.

Analgésica e Gastroprotetora

Analgésica e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda, Caule, Flor e folha

Extrato aquoso (2,5% p/v). Fração: etanol. Doses para ensaio: 0,5 à 2 g/kg.

In vivo:

Em ratos FI e Wistar tratados com os extratos vegetis, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina, dextrano e histamina, inflamação crônica induzida por bolsas de ar, pleurisia induzida por carragenina, contorções abdominais induzidas por ácido acético, movimento de cauda, dor induzida por formalina, edema de orelha, dor neurogênica induzido por capsaicina, produção de secreção gástrica por ligadura do piloro e motilidade gastrointestinal.

Observou-se que S. cayennensis apresenta atividade analgésica, gastroprotetora e laxante, além da ausência de toxicidade.

[ 6 ]

Ansiolítica e Estimulante

Ansiolítica e Estimulante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 3 L de metanol/água (1:1). Rendimento: 17,7% (p/p). Frações: acetato de etila, n-butanol e aquosa. Rendimentos: 21,69, 40,13 e 32,52%, respectivamente. Concentrações para ensaio: 2,5 à 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extrato vegetal e frações, com posterior análise comportamental na criação induzida por novidade (NIR), atividade locomotora espontânea, tempo de sono induzido por pentobarbitona de sódio, labirinto em cruz elevado e campo aberto.

Observou-se que S. cayennensis apresenta atividade sedativa (extrato metanólico, frações n-butanol e aquosa), ansiolítica (frações n-butanol e aquosa) e estimulante (fração acetato de etila).

[ 2 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão e decocção de 5% do material vegetal (seco) em água. Extrato: 120 g do material vegetal (seco) em etanol à 70%. Rendimento: 30,4% (p/p). Frações: acetato de etila e n-butanol. Rendimento: 9,5 e 38,9 %, respectivamente. Doses para ensaio: 100 à 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais e frações, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina e placa quente.

Os extratos e frações de S. cayennensis apresentam atividade anti-inflamatória e antinociceptiva.

[ 8 ]

Anti-inflamatória e Gastroprotetora

Anti-inflamatória e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 55 g do material vegetal (fresco e seco) em etanol/água (70:30 e 96:4). Rendimento: 4,61 g e 6,5, respectivamente. Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina e zimosan, pleurisia induzida por carragenina, zimosan e lipopolissacarídeos, lesão gástrica induzida por diclofenaco de potássio.

Observou-se que os extratos de S. cayennensis apresentam ação anti-inflamatória e gastroprotetora.

[ 5 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Fração: n-butanol.

Concentrações para ensaio: 1 à 1000 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade da enzimática em arginase recombinante de Leishmaniose amazonensis e de macrófagos, expressa em concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos (RAW 264.7) infectados por Leishmania amazonensis (forma amastigota), incubados com a fração butanólica vegetal, com posterior análise da concentração efetiva média (CE50) e índice de infectividade; e teste toxicidade através do ensaio MTT.

Em culturas de Leishmania amazonensis (forma promastigota) e em macrófagos infectados (forma amastigota), estimulados por L-ornitina, incubados com a fração butanólica vegetal, com posterior análise da viabilidade celular e índice de infectividade.

 

Observou-se que a fração de n-butanol de S. cayennensis apresenta atividade antileshimaniose, através da inibição da enzima arginase.

[ 1 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol à 70%. Rendimento 0,48%. Doses para ensaio: 90, 180 e 270 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos à inoculação via intraperitoneal com sangue infectado por Plasmodium berguei (sensível à cloroquina), tratados com extrato vegetal, com posterior análise do nível da parasitemia e tempo médio de sobrevivência.

Observou-se que o extrato de S. cayennensis apresenta atividade antimalárica.

[ 3 ]

Gastroprotetora e Laxante

Gastroprotetora e Laxante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso (2,5% p/v). Rendimento: 11% (p/v). Doses para ensaio: 0,5 à 2 g/kg.

In vivo:

Em ratos F1 e Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de motilidade intestinal após ingestão de carvão, produção de ácido gástrico induzida por ligadura do piloro, betanecol e histamina, e lesões gástricas induzidas por estresse, etanol e indometacina.

O extrato aquoso de S. cayennensis apresenta atividade laxante e gastroprotetora, além da ausência de toxicidade.

[ 9 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão 24 g do material vegetal (fresco) em 200 mL de água. Rendimento: 4,8% (p/p). Extrato: 2,6 kg do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 27,3 % (p/p). Frações: acetato de etila, n-butanol e aquosa. Rendimento: 17,0, 59,2 e 9,0%, respectivamente. Doses para ensaio (in vivo): 125 à 2000 mg/kg.

In vitro:

Em células insulinoma INS-1 incubadas com os extratos vegetais e glicose, com posterior análise dos níveis de insulina por radioimunoensaio.

 

In vivo:

Em ratos Wistar normoglicêmicos ou portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com extratos vegetais, com posterior análise do teste de tolerância à glicose.

Observou-se que S. cayennensis apresenta atividade hipoglicemiante, sendo a fração de n-butanol a mais potente.

[ 7 ]

Imunoestimulante

Imunoestimulante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 700 g do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 13,6% (p/p). Concentrações para ensaio: 25 à 100 µg/mL. Doses para ensaio: 100 à 500 mg/kg.

In vitro:

Em leucócitos polimorfonucleares (PMN) de ratos, incubados com extrato vegetal, associado ou não com artesunato, na presença de cepas de Candida albicans, com posterior análise do índice fagocítico (IF).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos tratados com o extrato vegetal, submetidos a administração de glóbulos vermelhos de ovelha (SRBC), com posterior análise da espessura do edema de pata (hipersensibilidade tardia) e níveis de anticorpos (resposta imune humoral).

Em camundongos submetidos a administração do extrato vegetal e ágar à 3%, com posterior análise da mobilização e contagem total de leucócitos.

Observou-se que o extrato de S. cayennensis apresenta atividade imunoestimuladora, com efeito sinérgico quando associado ao medicamento artesunato.

[ 4 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 3 L de metanol/água (1:1). Rendimento: 17,7% (p/p). Frações: acetato de etila, n-butanol e aquosa. Rendimentos: 21,69, 40,13 e 32,52%, respectivamente. Concentrações para ensaio: 20 à 140 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de toxicidade aguda para determinar a dose letal média (LD50) e índice terapêutico (DL50/DE50).

Observou-se que S. cayannensis apresenta baixo índice terapêutico, sugerindo cautela na administração de fitoterápicos a partir desta espécie.

[ 2 ]
Folha

Extrato: maceração de 700 g do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 13,6% (p/p). Doses para ensaio: 10 à 5000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos, submetidos ao teste de toxicidade aguda para determinar a dose letal média (DL50).

Observou-se que o extrato de S. cayennensis apresenta baixa toxicidade, com DL50 = 5000 mg/kg.

[ 4 ]

Toxicidade e Dose letal

Toxicidade e Dose letal
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol à 70%. Rendimento 0,48%. Doses para ensaio: 500 à 4000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal média (DL50).

Observou-se que o extrato de S. cayennensis apresenta sinais de toxicidade (500 à 1000 mg/kg) e DL50 = 938,08 mg/kg.

[ 3 ]

Toxicidade excessiva e subaguda

Toxicidade excessiva e subaguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão e decocção de 5% do material vegetal (seco) em água. Extrato: 120 g do material vegetal (seco) em etanol à 70%. Rendimento: 30,4% (p/p). Frações: acetato de etila e n-butanol. Rendimento: 9,5 e 38,9 %, respectivamente. Doses para ensaio: 100 à 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar submetidos ao ensaio de toxicidade excessiva e subaguda.

Observou-se que o extrato de S. cayenennesis não apresenta toxicidade até a dose de 500 mg/kg.

[ 8 ]

Referências bibliográficas

1 - MAQUIAVELI, C. C. et al. Stachytarpheta cayennensis extract inhibits promastigote and amastigote growth in Leishmania amazonensis via parasite arginase inhibition. J Ethnopharmacol, v. 192, p.108-113, 2016.  doi: 10.1016/j.jep.2016.07.044
2 - OLAYIWOLA, G. et al. Sedative and anxiolytic effects of the extracts of the leaves of Stachytarpheta cayennensis in mice. Afr J Tradit Complement Altern Med, v. 10, n. 6, p.568-579, 2013. doi: 10.4314/ajtcam.v10i6.32
3 - OKOKON, J. E. et al. In vivo antimalarial activity of ethanolic leaf extract of Stachytarpheta cayennensis. Indian J Pharmacol, v. 40, n. 3, p.111-113, 2008. doi: 10.4103/0253-7613.42303
4 - OKOYE, T. C. et al. Immunomodulatory effects of Stachytarpheta cayennensis leaf extract and its synergistic effect with artesunate. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-8, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-376
5 - PENIDO, C. et al. Anti-inflammatory and anti-ulcerogenic properties of Stachytarpheta cayennensis (L.C. Rich) Vahl. J Ethnopharmacol, v. 104, n. 1-2, p.225-233, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.09.006
6 - MESIA-VELA, S. et al. Pharmacological study of Stachytarpheta cayennensis Vahl in rodents. Phytomedicine, v. 11, n. 7-8, p.616-624, 2004. doi: 10.1016/j.phymed.2003.05.001
7 - ADEBAJO, A. C. et al. Hypoglycaemic constituents of Stachytarpheta cayennensis leaf. Planta Med, v. 73, n. 3, p.241-250, 2007. doi: 10.1055/s-2007-967125
8 - SCHAPOVAL, E. E. et al. Antiinflammatory and antinociceptive activities of extracts and isolated compounds from Stachytarpheta cayennensis. J Ethnopharmacol, v. 60, n. 1, p.53-59, 1998. doi: 10.1016/s0378-8741(97)00136-0
9 - VELA, S. M. et al. Inhibition of gastric acid secretion by the aqueous extract and purified extracts of Stachytarpheta cayennensis. Planta Med, v. 63, n. 1, p.36-39, 1997. doi: 10.1055/s-2006-957599

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Planta seca

100 g

Planta fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de planta seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de planta fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Doenças inflamatórias do sistema respiratório, processos dolorosos crônicos, afecções digestivas e hepáticas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Planta toda seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 a 10 minutos.

Principais indicações

Doenças inflamatórias do sistema respiratório, processos dolorosos crônicos, afecções digestivas e hepáticas em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 267-269.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 177-179.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido clorogênico.

Alcaloides

Arilpropanoides glicosilados

verbacosídeo e isovervacosídeo.

Esteroides

espinasterol, estigmasterol e 3-O-(β-D-glucosil)-espinasterol.

Fenilpropanoides

acteosídeo.

Flavonoides

escutelareína, hispidulina e luteína.

Monoterpenos

ipolamida.

Óleos essenciais

citral e geraniol.

Outras substâncias

ácido butírico, ácido salicílico, stachytarpina, tarphetalina, triacontane e escutelareína.

Polissacarídeos

Saponinas

lanostano.

Taninos

Triterpenos

ácido ursólico, oleanólico e fridelina.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 910.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 144.
3 - MAQUIAVELI, C. C. et al. Stachytarpheta cayennensis extract inhibits promastigote and amastigote growth in Leishmania amazonensis via parasite arginase inhibition. J Ethnopharmacol, v. 192, p.108-113, 2016.  doi: 10.1016/j.jep.2016.07.044
4 - OKOYE, T. C. et al. Immunomodulatory effects of Stachytarpheta cayennensis leaf extract and its synergistic effect with artesunate. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-8, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-376
5 - PENIDO, C. et al. Anti-inflammatory and anti-ulcerogenic properties of Stachytarpheta cayennensis (L.C. Rich) Vahl. J Ethnopharmacol, v. 104, n. 1-2, p.225-233, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.09.006
6 - MESIA-VELA, S. et al. Pharmacological study of Stachytarpheta cayennensis Vahl in rodents. Phytomedicine, v. 11, n. 7-8, p.616-624, 2004. doi: 10.1016/j.phymed.2003.05.001
7 - ADEBAJO, A. C. et al. Hypoglycaemic constituents of Stachytarpheta cayennensis leaf. Planta Med, v. 73, n. 3, p.241-250, 2007. doi: 10.1055/s-2007-967125
8 - SCHAPOVAL, E. E. et al. Antiinflammatory and antinociceptive activities of extracts and isolated compounds from Stachytarpheta cayennensis. J Ethnopharmacol, v. 60, n. 1, p.53-59, 1998. doi: 10.1016/s0378-8741(97)00136-0
9 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 208-209.

Propagação: 

por sementes, estacas ou divisão das raízes. Cresce melhor em solos ricos, arenosos e bem drenados, não tendo muita preferência quanto ao clima [ 1 ] .

Colheita: 

deve ser realizada quando a planta atinge a fase adulta [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 208.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Parceiros

Lippia origanoides

Cham.
Referências informações gerais
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78-86.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530-531. 
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 164-165.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 113-115.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 167-172.
6 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 370-376.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva esgalhada, ereta, com até 3 m de altura, muito resistente à seca, ramos quebradiços, com casca sulcada e frágil, perde as folhas na estação da seca e rebrota na primavera; folhas simples, elípticas a ovadas, pecioladas, opostas, ápice agudo, margens crenadas, aromáticas com odor canforáceo, picantes, finamente serreadas, com 2 a 3 cm de comprimento; flores pequenas, brancas, com pedúnculo longo, dispostas em inflorescências tetragonais, em racemos curtos, em espigas axilares; frutos do tipo aquênio diminutos, com cerca de 0,1 a 0,2 cm de comprimento; as sementes são extrema

Referências descrição da espécie
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 135.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530. 
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 167-168.
5 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 370.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Alecrim-pimenta, alecrim-do-cavalo, estrepa-cavalo e alecrim-bravo Nordeste (Brasil) Folha e flor

No tratamento da renite alérgica com espirros (“estalicido”).

Chá.

Fazer lavagem nasal. 

-

[ 1 , 2 , 3 ]
Alecrim-pimenta, alecrim-do-cavalo, estrepa-cavalo e alecrim-bravo Nordeste (Brasil) Folha e flor

No tratamento de afecções de pele (acne, sarna, pano branco, impingens, mau-cheiro dos pés, axilas e virilhas), couro cabeludo, infecções de garganta, boca e vaginal.

Infusão: 15 a 20 folhas em 1 xícara (de chá) de água. Tintura: 10 g das folhas secas à sombra ou 20 g das folhas frescas em 30 mL de etanol e 70 mL de água. Tintura caseira: encher de folhas um frasco de boca larga, adicionar álcool até a metade e completar com água. Após 3 dias coar. Esta preparação conserva-se bem até 3 meses. Óleo: extraído por hidrodestilação.

Uso tópico, gargarejo, bochecho ou lavagem vaginal. A tintura deve ser diluída em 1 ou 2 partes de água fervida para uso como gargarejo, bochecho e lavagem vaginal.

O óleo não deve ser inalado pois é irritante.

[ 1 , 2 , 3 ]
Alecrim-pimenta Brasil Folha

No tratamento do corrimento vaginal.

Infusão: 3 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em 1 L de água. Abafar por 20 minutos e coar.

Fazer banho de assento até 3 vezes/dia.

Utilizar por até 30 dias em problemas de baixa gravidade. Não indicada na gravidez e lactação.

[ 4 ]
Alecrim-pimenta - Folha

Antisséptica e no tratamento de inflamações da boca e garganta.

Infusão: 2 a 3 g (2 a 3 colheres de chá) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Fazer gargarejos e lavagens 2 a 3 vezes/dia. 

Utilizar por até 30 dias em problemas de baixa gravidade. Não indicada na gravidez e lactação.

[ 4 ]
Alecrim-estrepa-cavalo Nordeste (Brasil) Folha

Antisséptica (mucosas e pele), antifúngica e no tratamento de infecção de garganta.

Infusão.

-

-

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530-531.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 1991, p. 53-54.
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 172.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 47.
5 - MAGALHÃES, K. N. et al. Medicinal plants of the Caatinga, northeastern Brazil: Ethnopharmacopeia (1980-1990) of the late professor Francisco José de Abreu Matos. J Ethnopharmacol, v. 237, p.314-353, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2019.03.032

Amebicida

Amebicida
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 75g do material vegetal (pó), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 5 a 40 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia gracilis, L. pendunculosa e L. alba.

In vitro:

Em trofozoítos de Acanthamoeba polyphaga incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória media (CI50).

Em cultura de células de carcinoma mucoepidermoide pulmonar de humano (NCI-H29), incubadas com óleos essenciais, para determinar citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Os óleos essenciais de L. sidoides e L. gracilis apresentam atividade amebicida mais potente, enquanto que L. alba apresenta melhor ação citotóxica.

[ 35 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico a 96%. Rendimento: 18%. Frações: n-hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Concentrações para ensaio: 62,5 a 250 µg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH.

Em células monocíticas de humanos (THP-1), estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), incubadas com extratos vegetais e frações, com posterior análise dos níveis de fator de necrose tumoral (TNF-α) e quimiocina (CCL2) por imunoabsorção enzimática e viabilidade celular (MTT).

 

Neste estudo, das 18 espécies analisadas, Caryocar brasiliense, Casearia sylvestris, Coccoloba cereifera, Lippia sidoides e Terminalia glabrescens apresentam atividade anti-inflamatória mais potente.

[ 34 ]
Parte aérea

Extrato: 50 mg material vegetal (pó) em 1 mL etanol a 85%. Concentrações para ensaio: 1,6 a 160 µg/mL.

In vitro:

Em células embrionárias renais de humanos (HEK293T) transfectadas com vetor contendo o gene repórter Luciferase, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade da enzima fosfodiasterase.

Em células de leucemia monocítica aguda de humanos (THP-1), incubadas com extrato vegetal e lipopolissacarídeos (LPS), com posterior análise dos níveis de IL-10 e expressão de p38.

 

Observou-se que o extrato de L. sidoides apresenta ação anti-inflamatória, pois aumenta a concentração cAMP intracelular, IL-10 e ativação da via p38 MARK.

[ 18 ]
Folha

Óleo essencial: 140 mg do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06% (p/p). Concentração para ensaio: 2 mg/orelha.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de inflamação aguda na orelha induzida por óleo de cróton (dose única ou múltiplas doses), ácido araquidônico, fenol ou histamina, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da espessura do edema e peso da orelha.

O óleo essencial de L. sidoides reduz, significativamente, o edema induzido por ácido araquidônico e fenol, contudo o uso crônico tem efeito inflamatório.

[ 27 ]

Anti-inflamatória e Antimicrobiana

Anti-inflamatória e Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 300 g do material vegetal (fresco). Rendimento: 1,2% (p/p). Gel: associação de 0,5% de Lippia sidoides (óleo essencial) e 5% de Myracrodruon urundeuva (extrato fluido).

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de periodontite induzida por ligadura ao redor dos segundos molares superiores esquerdos, tratados com o gel, com posterior análise da perda óssea alveolar, histopatológica, atividade da mieloperoxidase, níveis das citocinas TNF-α e IL-1β, e da flora bacteriana no tecido gengival.

O gel contendo L. sidoides e M. urundeuva apresenta atividade antimicrobiana e anti-inflamatória, demonstrando efetividade na prevenção da reabsorção óssea.

[ 24 ]

Anti-inflamatória e Gastroprotetora

Anti-inflamatória e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: extração do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 66,67%. Concentração para ensaio: 1 a 10 mg/orelha e 10 a 100 mg/kg.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH (CI50).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de edema de orelha induzido por TPA (via tópica) e lesões gástricas induzidas por etanol, tratados com óleo essencial, com posterior análise das dimensões do edema, índice de úlcera e concentração do muco gástrico. 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação anti-inflamatória, gastroprotetora e antioxidante.

[ 26 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 140 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06%. Concentrações para ensaio: 3 a 50%.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa submetidas ao teste de contato gasoso com o óleo vegetal, na presença ou não de discos contendo gentamicina, amicacina e neomicina, com posterior análise da zona de inibição (mm) e a dose inibitória mínima (DIM).

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antibacteriana, principalmente para P. aeruginosa, além de sinergismo com os aminoglicosídeos em estudo.

[ 32 ]
Parte aérea

Óleo essencial: 180 g do material vegetal (pó), por hidrodestilação. Rendimento: 1,6 % (estação seca) e 1,7 % (estação chuvosa). Concentração para ensaio:  90 µL/mL.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli e Staphylococcus aureus, submetidas aos testes de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta atividade antibacteriana, com eficácia independente da época de colheita do material vegetal.

[ 9 ]
Folha

Extrato: maceração de 1,120 g do material vegetal (pó) em etano. Rendimento: 309,5 g. Frações: hexano, diclorometano e acetato de etila.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus (MRSA) incubadas com extratos e frações, associado ou não à antibióticos, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, com posterior análise de concentração inibitória mínima (CIM) e modulação de atividade antibiótica (neomicina e amicacina).

 

Observou-se que L. origanoides não apresenta atividade antibacteriana para a linhagem em estudo, contudo as frações de hexano e diclorometano demonstram sinergismo com os antibióticos neomicina e amicacina.

[ 15 ]

Antibacteriana e Antibiofilme

Antibacteriana e Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 200 g do material vegetal em 300 mL de água, por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,37 a 3 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli e Staphylococcus aureus (MRSA), submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM), e ao teste de formação de biofilme em microplaca (ELISA e MEV).

Em células Vero incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Neste estudo, das 12 plantas analisadas, observou-se que os óleos essenciais de L. origanoides, ricos em carvacrol ou timol, apresentam ação antibacteriana e antibiofilme relevante, contudo demonstram citotoxicidade significativa.

[ 12 ]
-

Óleo essencial (quimiotipos: timol/carvacrol e felandreno): 200 g do material vegetal em 300 mL de água, por hidrodestilação assistida por micro-ondas.

In vitro:

Em cepas de Escherichia coli e Staphylococcus epidermidis, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM), e ao teste de formação de biofilme (cristal violeta).

Em cepas de Chromobacterium violaceum incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da produção do pigmento violaceína e viabilidade celular.

Em cultura de células Vero incubadas com óleos essenciais, com posterior análise da viabilidade celular (CC50) através do ensaio MTT.

 

Neste estudo, das 14 plantas analisadas, L. origanoides e Thymus vulgaris apresentam atividade antibacteriana, antibiofilme e anti-quórum sensing, contudo demonstra citotoxicidade significativa.

[ 16 ]

Antibiofilme

Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 140 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06% (p/p). Concentrações para ensaio: 2,5 a 10%.

In vitro:

Em cultura de Enterococcus faecalis, incubadas com óleo essencial, com posterior análise de inibição da formação de biofilme.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação antibiofilme, podendo auxiliar no tratamento de canais radiculares.

[ 19 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 1 kg do material vegetal, por hidrodestilação. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de comportamento depressivo induzido por corticosterona, tratados com óleo essencial, submetidos aos testes de natação forçada, campo aberto, suspensão de cauda, labirinto em cruz elevado e preferência por sacarose.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação antidepressiva, sem alterar a atividade locomotora.

[ 28 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,002 a 100 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Microsporum canis, Candida parapsilosis e C. krusei submetidas aos testes de difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm), concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fúngica mínima (CFM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antifúngica, além de baixa toxicidade.

[ 23 ]

Antifúngica e Antioxidante

Antifúngica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em metanol. Outras espécies em estudo: Lippia pseudo-thea, L. hermannioides, L. rubella e L. alba.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante dos extratos vegetais através do radical DPPH e efeito redutor com ferrricianeto de potássio e a letalidade média (DL50) em Artemia salina.

Em culturas de Streptococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhyimurium, Shigella sonnei, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Bacillus cereus, Candida albicans e Cryptococcus neoformans, submetidas ao teste de microdiluição e difusão em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e ao ensaio de bioautografia (TLC).

 

O extrato de L. sidoides apresenta antifúngica e antioxidante, mais potente, sendo L. rubeola a mais citotóxica.

[ 33 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato: material vegetal (fresco) por extração com CO2 supercrítico. Concentração para ensaio: 5 µl.

In vitro:

Em linhagem de Escherichia coli, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da genotoxicidade (Cromoteste SOL), atividade de β-galactosidade e fosfatase alcalina; submetidas a radiação (UVA/UVB) e tratadas com os extratos vegetais, para análise da inibição da genotoxicidade (CGI).

 

Neste estudo, das 37 plantas analisadas, observou-se os extratos de Baccharis nitida, Solanum crotonifolium, Hyptis suaveolens, Persea caerulea e Lippia origanoides apresentam atividade antigenotóxica mais potente, além da ausência de genotoxicidade.

[ 11 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,13 a 100 µg/mL. Dose para ensaio: 100 a 1000 mg/kg. Outras espécies em estudo: Vanillosmopsis arborea e Croton zehntneri.

In vitro:

Em eritrócitos de humanos infectados por Plasmodium falciparum (resiste à cloroquina), incubados com óleo essencial, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

Em camundongos Swiss infectados com Plasmodium berghei, tratados com óleo essencial, com posterior análise da parasitemia.

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. sidoides, V. arborea e C. zehntneri apresentam atividade antimalárica, além da ausência de toxicidade.

[ 21 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule, Folha e flor

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em metanol. Frações: hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Outras espécies em estudo: Lippia alnifolia e Lippia thymoides.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Bacillus cereus, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans e C. parapsilosis submetidas ao teste de difusão-difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm) e da concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o extrato das folhas de L. origanoides apresenta atividade antimicrobiana mais potente.

[ 10 ]
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,625 a 80 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de patógenos orais, Streptococcus mutans, S. mitis, S. sanguis, S. salivarius e Candida albicans, submetidas aos testes de difusão em disco-difusão e diluição em ágar, para determinar a zona de inibição (mm), concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e concentração fungicida mínima (CFM).

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antimicrobiana, principalmente para S. mutans e C. albicans.

[ 31 ]

Antimicrobiana e Antinociceptiva

Antimicrobiana e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (pó), por hidrodestilação. Rendimento: 0,8%.

Extrato (1:5 p/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Fração: hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Doses para ensaio (in vivo): 100, 300 e 1000 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de Candida parapsilosis, C. albicans, Cryptococcus sp., Cryptococcus neoformans, C. gatti, Bacillus cereus, B. subtilis, Micrococcus roseus, M. luteus, Staphylococcus epidermidis, S. aureus, Enterobacter aerogenes, E. clocae, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella spp. e Serrattia marcenscens, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória (CIM).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise dos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, edema de pata e orelha induzido por formalina e óleo de cróton, respectivamente, movimento de cauda, campo aberto, chaminé e tempo de sono induzido por pentobarbital.

Observou-se que L. sidoides apresenta atividade antimicrobiana, além das ações anti-inflamatória e antinoceciptiva provenientes do extrato etanólico.

[ 29 ]

Antioxidante e Inibidora enzimática

Antioxidante e Inibidora enzimática
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial (quimiotipos: 1,8-cineol, timol, β-cariofileno/α e β-felandreno e (E)-nerolidol/β-cariofileno) : 100 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH e atividade inibitória da enzima tirosinase na presença dos substratos L-tirosina e L-dopa.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides rico em timol, apresenta atividade antioxidante e inibitória da tirosinase, mais potente.

[ 14 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 10,3 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em protozoários Trypanosoma cruzi (formas epimastigota e tripomastigota), incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise morfológica (MET), viabilidade e atividade mitocondrial (microscopia confocal e citometria de fluxo), e motilidade (Câmara de Neubauer).

Em macrófagos peritoneais infectados por T. cruzi (forma amastigota), incubados com o óleo vegetal, com posterior análise o Índice de sobrevivência (porcentagem de macrófagos infectados e número de parasitas intracelular).

 

Observou-se que L. origanoides apresenta atividade antiparasitária significativa.

[ 13 ]
Folha

Óleo essencial (quimiotipos: timol e carvacrol): 75 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Rendimentos: 6,7% e 6,8 % (p/v), respectivamente. Concentrações para ensaio: 2,5 a 160 nL/ mL.

In vitro:

Em cultura de Leishmania chagasi (forma promastigota) incubada com óleos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides com maior concentração de carvacrol apresenta atividade leishmanicida mais potente (CI50 = 54,8 μg/mL).

[ 30 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimentos: 1,0 a 4,4%. Concentrações para ensaio: 0 à 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia citriodora, L. micromera, L. alba e L. dulcis.

In vitro:

Em cultura de Trypanosoma cruzi (epimastigota) e Leishmania chagasi (promastigota), incubadas com com óleos essenciais, com posterior contagem parasitária em hemocitômetro.

Em células Vero (linhagem de macacos) infectadas com T. cruzi (tripamastigota) e células THP-1 (leucêmica de humanos) infectadas com L. chagasi (promastigota), incubadas com óleos essenciais, com posterior análise do nível de infecção celular (coloração de Giemsa).

Em células Vero e THP-1 incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba e L. origanoides apresentam atividade antiprotozoária contra de T. cruzi e L. chagasi, respectivamente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 5 ]
-

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 15,6 a 250 µg/mL. Outras espécies em estudo: Chenopodium ambrosioides, Ocimum gatissimum, Justicia pectoralis e Vitex agnus-castus.

In vitro:

Em protozoário Trypanosoma cruzi (formas epimastigota e tripomastigota) e macrófagos de camundongos Balb/c infectados pela forma amastigota, incubados com os óleos essenciais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e concentração letal média (CL50); e análise de citotoxicidade em macrófagos (CC50) através do ensaio MTT.

 

Observou-se que os óleos essências de L. origanoides e C. ambrosioides apresentam atividade tripanocida mais potentes, e efeitos citotóxicos insignificativos.

[ 7 ]
Parte aérea

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 4%.

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis (forma promastigota), isoladas de camundongos Balb/c, incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise do crescimento celular através da concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos peritoneais de camundongos Balb/c, incubados com o óleo vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), e infectados com L. amazonensis (promastigota-amastigota) na presença do óleo vegetal, com posterior análise das células infectadas, sobrevivência do protozoário e ultraestrutura morfológica.

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade leishmanicida, além da ausência de citotoxicidade.

[ 20 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato (50 mg/mL): material vegetal (fresco) em metanol.

In vitro:

Em cultura de células de mama TNBC (MDA-MB-231 e CRL-231), células epiteliais normais (MCF10A-H e MCF-10A), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de atividade metabólica (ensaio MTT); em células MDA-MB-231 incubadas com o óleo vegetal para análise do ciclo celular e apoptose (citometria de fluxo), nível de caspase 3, 7 e 8 (fluorescência), expressão de ciclina D1, cIAP2, RIPI e RIP1 (Western blotting).

 

O extrato de L. origanoides apresenta atividade antitumoral (induz apoptose e reduz a sinalização de NF-kB), sem efeitos significativos nas células normais.

[ 1 ]
Folha e caule

Extrato: 200 g do material vegetal (pó) por extração com CO2 supercrítico. Concentrações para ensaio: 0,09 a 0,15 mg / ml.

In vitro:

Em células de câncer de mama triplo-negativo (MDA-MB-231) e epiteliais normais (MCF-10A), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT); em celula MDA-MB-231 incubadas com o extrato para análise da expressão de ciclina D1 e caspase-8 (Western blotting), e investigação proteômica.

 

O extrato de L. origanoides apresenta atividade antitumoral (apoptose), além de baixa citotoxicidade para a linhagem normal.

[ 2 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: material vegetal (seco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimento: 3,5% (p/p). Concentrações para ensaio: 3,7 a 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia alba, Oreganum vulgare e Artemisia vulgaris.

In vitro:

Em células Vero incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade (MTT).

Em células Vero infectadas por vírus da febre amarela (YFV), incubadas com os óleos vegetais (antes e após a adsorção viral), para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e a reprodução viral.

 

Observou-se que os óleos essenciais das plantas analisadas, apresentam atividade antiviral, além da ausência de citotoxicidade.

[ 6 ]

Bloqueadora da excitabilidade de nervos periféricos

Bloqueadora da excitabilidade de nervos periféricos
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 10 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em nervo ciático de rato Wistar submetidos a eletroestimulação e exposição ao óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros eletrofisiológicos (reobase, cronaxia, PPA e CAP).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides bloqueia a excitabilidade dos nervos periféricos.

[ 22 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 12, 25, 50 e 100%. Pomada: contendo 6 e 12% (p/v) de óleo essencial.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar com a pele íntegra submetidos a administração tópica do óleo vegetal (dose única ou múltiplas doses) em uma área de 1 cm2, e em animais com de feridas cutâneas dorsais por excisão, submetidos a administração tópica do óleo vegetal, com posterior análise morfológica, histológica e imuno-histoquímica (COX-2 e VEGF).

Em ratos Wistar com feridas dorsais por excisão (4 cm2), tratados com a pomada contendo o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros macroscópicos, taxa de contração e área da ferida.

O óleo de L. sidoides aumenta a resposta inflamatória, sem alterar o processo de cicatrização das lesões, contudo deve ser usado em doses mais baixas.

[ 25 ]

Espasmolítica

Espasmolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco) em 1000 mL de água, por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1 a 729 µg/mL.

In vitro:

Em traqueia isolada de porquinhos-da-índia, incubada com óleo essencial, com posterior análise da contratilidade muscular induzida por histamina, carbacol e KCL, e mecanismo de ação com adição de diferentes drogas agonistas e antagonistas (glibenclamida, propranolol, indometacina, hexametônio, aminofilina, L-NAME, dexametasona, atropina, 4-aminopiridina, tetraetilamônio, nitroprussiato de sódio, CsCl e ODQ).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta efeito espasmolítico, com ativação da enzima guanilato ciclase solúvel (GCs) e dos canais de Ca2+ e K+.

[ 4 ]

Estimulante da viabilidade e proliferação celular

Estimulante da viabilidade e proliferação celular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1,0, 5,0 e 25,0 µg/mL.

In vitro:

Em células-tronco isoladas do tecido adiposo de humanos, incubadas com o óleo essencial, com posterior análise da taxa de crescimento/viabilidade (MTT) e contagem (Câmara Neubauer) celulares.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides aumenta a viabilidade e a proliferação de células-tronco.

[ 3 ]

Moduladora enzimática

Moduladora enzimática
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:25 p/v): infusão do material vegetal (pó) em água.

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima fosfolipase A2 em gema de ovo na presença dos extratos vegetais.

Determinar a atividade hemolítica em eritrócitos, trombolítica em coágulos de sangue de humanos, coagulante em plasma de humanos e fibrinogenolítica, incubados com os extratos vegetias e venenos de Bothrops atrox, B. jararacuçu, B. moojeni e Lachesis muta muta.

Determinar a genotoxicidade em leucócitos incubados com veneno de L. muta muta e extratos vegetais (Teste do Cometa).

Determinar a atividade das enzimas (suínas) lipase pancreática, α-amilase pancreática, tripsina pancreática e α-glicosidase do duodeno, incubadas com os extratos vegetais na presença ou não de fluido gástrico simulado.

 

Os extratos de L. sidoides modulam a atividade das fosfolipases, proteases e enzimas digestivas, além ação antigenotóxica.

[ 17 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 1,8 a 475 µg/mL.

In vitro:

Em linhagem de Escherichia coli incubadas com o óleo vegetal e bleomicina, submetidas ao ensaio Cromoteste SOS, para determinar atividade antigenotoxicidade e genotoxicidade.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta atividade quimiopreventiva, dose-dependente.

[ 8 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Toxicidade aguda

Citotoxicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 500 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0,15 a 10 g/kg. Outras espécies em estudo: Vanillosmopsis arbórea e Croton zehntneri.

In vitro:

Em células HeLa (carcinoma cervical de humano) e macrófagos de camundongos, incubados com os óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda (DL50).

Observou-se que o óleo essencial apresenta toxicidade baixa.

[ 21 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco) por hidrodestilação. Rendimento: 66,67%. Doses para ensaio: 0,5 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides não apresenta toxicidade nas doses analisadas.

[ 26 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 100 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) e camundongos Swiss (Mus musculus) submetidos aos testes de toxicidade aguda e subcrônica.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta baixa toxicidade.

[ 23 ]

Referências bibliográficas

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Referências bibliográficas

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2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 80, 2011.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 104, 2011.
4 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 123, 2011.
5 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 58, 2018.
6 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 118, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e sumidade florida seca

100 g

Folha e sumidade florida fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e sumidade florida seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e sumidade florida fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Anti-inflamatório e antisséptico da cavidade oral, afecções da pele e couro cabeludo, antisséptico tópico, antimicótico e escabicida (BRASIL, 2016; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso tópico: incorporar em pomada, creme ou gel, ou usar a tintura diluída em água na forma de gargarejos.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem sumidade florida) seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Anti-inflamatório e antisséptico da cavidade oral, afecções da pele e couro cabeludo, antisséptico tópico, antimicótico e escabicida (BRASIL, 2016; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o infuso duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer banhos de assento duas a três vezes ao dia com volume suficiente do infuso.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 163-165.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 101-103.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 , 20 , 21 , 22 , 23 , 24 , 25 , 26 , 27 , 28 , 29 , 30 , 31 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

vanílico, ferúlico, caféico e p-cumárico.

Alcaloides

Antraquinonas

Cumarinas

Fitosteroides

β-sitosterol.

Flavonoides

taxifolina, quercetina, luteolina, circimaritina, pinocembrina, naringenina, gliciteína e eriodictiol.

Lignanas

isolariciresinol.

Óleos essenciais

timol, carvacrol, cineol, eugenol, p-cimeno, terpineol, 1,8-cineol, trans-β-cariofileno, (E)-cariofileno, óxido cariofileno, mirceno, α e γ-terpineno, linalol, α-copaeno, aromadendreno, α-humuleno, γ-muuroleno, δ-candieno, α e β-felandreno, limoneno, spathulenol, biciclogermacreno, nerolidol, α-terpineol, p-metoxitimol, β-pineno, acetato de timila, trans-β-ocimeno, timol metil éter, isoborneol, acetato de bornila, α-fenchona e β-selineno.

Polifenóis

catequina, epicatequina e galato de epigalocatequina.

Quinonas

isocatalponol, tecomaquinona I, lapachenol, tectol, acetato de tectol, 6-oxo-3,4,4a,5-tetrahidro-3-hidroxi-2-,2-dimetilnafto-1,2-pirano e lippsidoquinona.

Resinas

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 80-82.
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30 - DE MEDEIROS, M. G. F. et al. In vitro antileishmanial activity and cytotoxicity of essential oil from Lippia sidoides Cham. Parasitol Int, v. 60, n. 3, p.237-241, 2011. doi: 10.1016/j.parint.2011.03.004
31 - MOTA, M. L. et al. In vitro and in vivo antimalarial activity of essential oils and chemical components from three medicinal plants found in northeastern Brazil. Planta Med, v. 78, n. 7, p.658-664, 2012. doi: 10.1055/s-0031-1298333

Propagação: 

por estaquia, através de ramos não lenhosos e mais finos, com 10 a 20 cm de comprimento, deixando de 2 a 5 pares de folhas cortadas ao meio na parte superior da estaca. Inserir em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e transferi-las para viveiro com sombrite de 50%, A irrigação deve ser realizada 1 vez/dia e evitar o excesso de água durante a rega. De modo geral o enraizamento não ultrapassa 60%. Após 90 dias, as mudas bem enraizadas devem ser transferidas para local definitivo (a pleno sol), em covas medindo 15x15 cm, adubadas com ½ kg de esterco, com espaçamento de 1,5 m entre plantas e 1,0 m entre linhas. O plantio deve ser realizado, preferencialmente, em meses com maior índice pluviométrico [ 1 , 2 , 3 , 4 , 6 ] .

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Tratos culturais & Manejo: 

a irrigação em coleções de plantas medicinais de ser realizada 1 vez/semana e em campo de cultivo comercial não é necessário fazer a irrigação [ 1 ] .

Colheita: 

a primeira colheita deve ser realizada após 120 dias do plantio, aproximadamente 30 cm acima do solo, entre 11 e 13 horas. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 , 6 ] .

Pós-colheita: 

a secagem das folhas deve ser realizada a temperatura ambiente ou em estufa com ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas. Posteriormente, a droga vegetal deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada no período máximo de 6 meses, devido a redução de óleos essenciais nas folhas. A droga vegetal não deve ser moída e o fitoterápico pode ser preparado a partir das folhas frescas ou secas [ 1 , 2 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie apresenta plasticidade química, sendo necessário a seleção de genótipos que garantam a ação farmacológica [ 5 , 6 ] .

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78-79.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 135-136.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530.
4 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 171.
5 - TOZIN, L. R. S. et al. Glandular trichome density and essential oil composition in leaves and inflorescences of Lippia origanoides Kunth (Verbenaceae) in the Brazilian Cerrado. An Acad Bras Cienc, v. 87, n. 2, p.943-953, 2015. doi: 10.1590/0001-3765201520140376
6 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 372-373.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Ano de Publicação: 2016
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Parceiros

Lippia alba

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 157-167.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p.  158-164.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 131-134.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 525-526.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 557-559.
6 - VIEIRA, R. F. (Ed.). Lippia alba. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 383-39.
7 - HENNEBELLE, T. et al. Ethnopharmacology of Lippia alba. J Ethnopharmacol, v. 116, n. 2, p.211-222. doi: 10.1016/j.jep.2007.11.044
8 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 107-113.
9 - GILBERT, B. et al. Monografia de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 67-72.
10 - SILVA, T. D. et al. Lippia alba (erva-cidreira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 363-369.
Descrição da espécie 

Arbusto ou subarbusto, perene, de morfologia variável, com até 2 m de altura, ramos ou caules finos, quadrangulares, esbranquiçados, quebradiços, podendo apresentar porte decumbente, ereto ou intermediário; folhas opostas, inteiras, elípticas, ápice agudo, estreitas na base, de bordos serreados, curto-pecioladas, membranáceas, pubescentes, com até 6 cm de comprimento, muito aromática; flores hermafroditas, reunidas em inflorescências axilares capituliformes, de eixo curto e tamanho variável, com brácteas ovais, cálice labiado e corola hipocrateriforme, rosa, lilás ou alva, e amarelo no inte

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 158.
2 - HENNEBELLE, T. et al. Ethnopharmacology of Lippia alba. J Ethnopharmacol, v. 116, n. 2, p.211-222. doi: 10.1016/j.jep.2007.11.044
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 214-215.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 558.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 525.
6 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p.131-132.
7 - VIEIRA, R. F. (Ed.). Lippia alba. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 383.
8 - GILBERT, B. et al. Monografia de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 62-63.
9 - SILVA, T. D. et al. Lippia alba (erva-cidreira). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 363.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Erva-cidreira Oriximiná (Pará, Brasil) Folha

Sedativa, digestiva, estomacal, antiflatulenta, antiespasmódica, anti-hipertensiva, antigripal e expectorante.

Infusão ou decocção.

-

-

[ 1 ]
Erva-cidreira Comunidade Salamina/Putumuju (Maragogipe, Bahia) -

Calmante, antitussígena, digestiva, antiespasmódica, hipocolesterolemiante, anti-hipertensiva e antitérmica.

-

-

-

[ 2 ]
Salvia sija Guatemala Folha e flor

Expectorante, antitussígena, antitérmica, no tratamento de bronquite, dor de gargante ou no peito.

-

-

-

[ 3 ]
- Vale do Ribeira (São Paulo, Brasil) Raiz e folha

Anti-hipertensiva, sedativa, no tratamento de problemas digestivos em geral, náuseas, vômitos, bronquite.

Infusão e xarope.

-

-

[ 4 ]
- Vale do Ribeira (São Paulo, Brasil) Folha

No tratamento de feridas.

-

Uso local.

-

[ 4 ]
- Igarassu (Pernambuco, Brasil) Folha

No tratamento de problemas digestivos em geral e anemia.

Infusão.

-

-

[ 4 ]
- San Jose de Pare-Boyacá (Colômbia) -

No tratamento de problemas digestivos em geral, antidiarreica, antigripal, antitussígena e analgésica.

-

-

-

[ 4 ]
- Itacaré (Bahia, Brasil) -

No tratamento de problemas digestivos em geral.

-

-

-

[ 4 ]
- Livingston (Guatemala) Folha

Antitussígena, no tratamento de náusea, vômito e flatulência.

Infusão, decocção e inalação.

-

-

[ 4 ]
- Livingston (Guatemala) Folha

No tratamento da dor de cabeça.

Cataplasma.

-

-

[ 4 ]
- Livingston (Guatemala) Folha

No tratamento de doenças de pele.

Maceração.

Lavar o local.

-

[ 4 ]
- Oaxaca e Istmo Tehuantepec (México) Folha

No tratamento de dores estomacais.

-

-

-

[ 4 ]
- Sapucaia (Bahia, Brasil) -

Antiflatulenta, sedativa, anti-hipertensiva e analgésica.

-

-

-

[ 4 ]
- Quilombola de Olho D’água dos Pires (Esperantina, Piauí, Brasil) Folha

Antigripal e no tratamento de dor de garganta.

Infusão.

-

-

[ 4 ]
- Pontes/Lacerda e Comodo (Mato Grosso, Brasil) Folha

Sedativa.

Infusão ou xarope.

-

-

[ 4 ]
- Ponta Grossa (Porto Alegre, Brasil) Folha

Sedativa.

-

-

-

[ 4 ]
Cidreira Nordeste (Brasil) Folha e caule

Ansiolítica, calmante, antiespasmódica, antidiarreica, útil no tratamento de doenças digestivas, hepática e cardíaca.

Infusão e decocção. 

-

-

[ 5 ]
Erva-cidreira Comunidade Marron (Mata Atlântica, Brasil) -

Calmante, antiespasmódica, indigestão, anti-hipertensiva, hipocolesterolemiante e antitérmica.

-

-

-

[ 6 ]
Falsa-melissa, erva-cidreira, sálvia-da-gripe Brasil Folha

Sedativa, espasmolítica, expectorante, antisséptica e no tratamento de infecções respiratórias.

-

-

-

[ 7 ]
Erva-cidreira Ceará (Nordeste, Brasil) Folha

Calmante, ansiolítica, estomacal, tônica e antidiarreica.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 8 ]
Oraganillo, poleo, mejorana, ponto alivio e licorice verbena Colômbia (Zona Tropical) Folha

Cardiotônica, expectorante, antiartrítica, antirreumática, hipocolesterolemiante, útil no tratamento de problemas digestivos e dor de cabeça.

Infusão.

-

-

[ 9 ]
Erva-cidreira, chá-de-tabuleiro, cidrila, cidreira-brava e falsa-melissa Nordeste (Brasil) Folha (quimiotipos: citral/mirceno e citral/limoneno)

Calmante, espasmolítica e analgésica.

Chá.

-

-

[ 10 , 11 ]
Alecrim-do-campo, alecrim-selvagem, cidreira-carmelitana, salva-do-Brasil e salva-brava Nordeste (Brasil) Folha (quimiotipo: carvona/limoneno)

Mucolítica.

Chá.

-

-

[ 12 ]
Erva-cidreira Botucatu-SP (Brasil) Parte aérea

Ansiolítica, calmante, antiespasmódica, antiflatulenta, digestiva e expectorante.

Infusão: 1 a 3 g (1 a 3 colheres de chá) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara de chá de 3 a 4 vezes ao dia.

Dose alta pode provocar irritação gástrica, bradicardia e hipotensão.

[ 14 ]
Mastranto e orozul Panamá Folha

Digestiva e antiespasmódica (hepática).

Infusão.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia.

-

[ 13 ]
- - -

Antitussígena e no tratamento de resfriado.

Infusão.

-

-

[ 13 ]
Jaunilama Costa Rica Folha e inflorescência

Antiespasmódica (hepática), sudorífica, expectorante e emenagoga.

Infusão.

-

-

[ 13 ]
Jaunilama Costa Rica -

No tratamento de resfriado.

Extrato etanólico.

Uso externo na forma de fricções.

-

[ 13 ]
Pronto alivio. Quita dolor, menta americana, anis de Espanha e toronjil mentol Colômbia e Cuba -

Sedativa, hipoglicemiante, diaforética, emenagoga, antiespasmódica e digestiva.

-

-

-

[ 13 ]
Capim do negro, mirto, salvia betônica e sonora México Caule fresco.

No tratamento pós-parto.

-

-

-

[ 13 ]
- Venezuela Planta toda

Indutora do sono.

-

Associar com Plantago major e alface.

-

[ 13 ]
- Argentina -

Expectorante e anti-hemorroidária.

-

-

-

[ 13 ]
Salvia sija, juanilama, mastranto e salvia santa Guatemala Folha e flor

Antiespasmódica, antidiarreica, antidispéptica, carminativa, antiemética, antiasmática, anticatarral, antitussígena, sedativa, antiartrítica, analgésica (dor muscular e de dente), anti-hipertensiva, no tratamento de doenças venéreas, cutâneas e no pós-parto.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
Salvia sija, juanilama, mastranto e salvia santa Guatemala Folha (triturada)

Indutora do sono.

-

Inalação.

-

[ 13 ]
Salvia sija, juanilama, mastranto e salvia santa Guatemala -

Descongestionante das vias respiratórias e no tratamento de resfriados.

Extrato etanólico.

Uso externo na forma de fricções.

-

[ 13 ]
Salvia sija, juanilama, mastranto e salvia santa. Guatemala -

Antisséptica, adstringente, emenagoga, espasmolítica, estomáquica, expectorante, febrífuga e sudorífera.

-

-

-

[ 13 ]

Referências bibliográficas

1 - OLIVEIRA, D. R. et al. Ethnopharmacological study of two Lippia species from Oriximiná, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 108, n. 1, p.103-108, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.04.018
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6 - DE SANTANA, B. F. et al. Ethnomedicinal survey of a maroon community in Brazil's Atlantic tropical forest. J Ethnopharmacol, v. 181, p.37-49, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.01.014
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12 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 525.
13 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 558.
14 - LIMA, G. P. P. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Saúde - Prescritores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 17.

Analgésica

Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico (50:50 p/p). Rendimento: 4,2%. Dose para ensaio: 1 g/kg.

In vivo:

Em camundongos albino tratados com extratos vegetais, submetidos aos testes de contorção abdominal e movimento de cauda.

Neste estudo, das 17 espécies vegetais, Lippia alba, Piper abutiloides, P. cincinnatoris, P. lindbergii e Tillandsia usneoides apresentam atividade analgésica significativa.

[ 39 ]

Anestésica

Anestésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 3 à 1000 µg/mL.

In vitro:

Em nervos ciáticos de ratos Wistar (Rattus norvegicus), estimulados por frequência elétrica (0,2 Hz) e incubados com o óleo essencial, para determinar parâmetros eletrofisiológicos (reóbase, cronaxia e Vpp).

 

Observou-se que o óleo de L. alba deprime a excitabilidade do nervo ciático, demonstrando atividade anestésica, dependente da concentração.

[ 8 ]

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Óleo essencial (quimiotipo carvona): 1 kg do material vegetal, por destilação à vapor.

Doses para ensaio: 12,5 à 25 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos aos testes do labirinto em T elevado e campo aberto, pré-tratados com os óleos vegetais, com posterior análise de parâmetros comportamentais.

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade ansiolítica, além da ausência de alteração locomotora.

[ 21 ]

Anti-quorum sensing

Anti-quorum sensing
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial (quimiotipos: limoneno/carvona e geranial/neral): 500 g do material vegetal em 4 L de água, por hidrodestilação e hidrodestilação assistida em micro-ondas. Concentrações para ensaio:  0,025 à 1,25 µg/mL. Outras espécies em estudo: Ocotea sp., Swinglea glutinosa, Elettaria cardamomum, Zingiber officinale e Minthostachys mollis.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli (plasmídeo pJBA132) e Pseudomonas putida (plasmídeo pKRC12), incubadas com N-acil-homoserina lactona (AHL) e óleos essenciais, com posterior análise de atividade anti-quorum (QS).

 

Observou-se que L. alba e Ocotea sp. apresentam atividade anti-QS, principalmente para plasmídeo sensor pJBA123.

[ 7 ]
Planta toda e folha

Óleos essenciais: por destilação à vapor e hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 0,01 à 300 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de Chromobacterium violaceum (CV026), estimulada por N-acil-homoserina lactona (C6-HSL) e incubada com os óleos vegetais, com posterior análise dos níveis de violaceína (quorum sensing-QS).

Em cepas de Staphyloccus aureus, submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do diâmetro da zona de inibição (mm).

 

Observou-se que L. alba (quimiotipo geranial: neral) inibe o mecanismo QS, demonstrando atividade antibacteriana.

[ 17 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de etanol à 88%.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae e S. pyogenes, submetidas ao teste de disco-difusão, para determinar a zona de inibição (mm).

 

Neste estudo, foram analisadas 68 espécies vegetais, dentre as quais Physalis philadelphica e Lippia alba apresentam atividade antibacteriana mais potente.

[ 38 ]
Folha

Óleo essencial: 236 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,52%. Concentrações para ensaio: 3 à 50 µg/mL.

In vitro:

Em diferentes culturas de Staphylococcus aureus, incubadas com óleo essencial na presença de eritromicina, submetidas ao teste antibacteriano por contato gasoso e disco-difusão (com eritromicina) em ágar para determinar a zona de inibição (mm). 

 

O óleo essencial de L. alba apresenta ação antibacteriana, demonstrando sinergismo significativo quando associado ao antibiótico eritromicina.

[ 28 ]

Antibacteriana e Antibiofilme

Antibacteriana e Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: extração de 1 kg do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,0625 à 4 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, submetida ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM), formação de biofilme (cristal violeta).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade antibacteriana e antibiofilme.

[ 5 ]

Antibacteriana e Antioxidante

Antibacteriana e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato etanólico: a partir do material vegetal seco ou fresco. Frações: hexano, diclorometano, acetato de etila e hidroalcoólica. Concentrações para ensaio: 1 à 2000 µg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH.

Em cepas de Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Streptococcus mutans e cepas multirresistentes, incubadas com o extrato vegetal e frações, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o extrato etanólico a partir do material vegetal fresco de L. alba apresenta atividades antibacteriana e antioxidante mais potentes.

[ 11 ]

Antibiofilme

Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Óleo essencial: por destilação à vapor. Rendimento: 0,5%. Concentrações para ensaio: 0,001 à 0,1 mg/100 mL. Outra espécie em estudo: Cymbopogon citratus.

In vitro:

Em biofilme de Streptococcus mutans, inoculado com os óleos essenciais, para determinar concentração mínima de erradicação do biofilme (MBEC).

Em células de ovário de hamster, incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de viabilidade celular (MTT e ELISA).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba e C. citratus, apresentam atividade antibiofilme, com MBEC = 95,8% e 95,4% respectivamente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 3 ]

Anticonvulsivante

Anticonvulsivante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial (quimiotipos: citral, limoneno e mirceno). Doses para ensaio: 50 à 800 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (PTZ), pré-tratados com o óleo vegetal (i.p. ou oral), associado ou não com diazepam, com posterior análise do tempo de latência e ocorrência de convulsão e morte, e caracterização da convulsão severa.

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba apresentam atividade anticonvulsivante, além de sinergismo com diazepam.

[ 23 ]

Antiespasmódica

Antiespasmódica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 1 à 3000 µg/mL.

In vitro:

Em segmentos da traqueia isolada de ratos Wistar (Rattus norvegicus), incubados com óleo essencial, ACh, KCl e BaCl2, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade antiespasmódica, através do bloqueio dos canais de cálcio.

[ 15 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial (rico em linalol): a partir do material vegetal (seco), por destilação à vapor. Concentrações para ensaio: 1 à 5 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de dermatófitos de humanos, Trichophyton rubrum, Microsporum gypseum e Epidermophyton flocosum, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM), análise da atividade fungicida e fungistática, atividade inibitória das enzimas peptidase/queratinase na presença dos substratos albumina e queratina (SDS-PAGE).

 

O óleo essencial rico em linalol de L. alba inibe a atividade das enzimas peptidase e queratinase, demonstrando ação antifúngica.

[ 14 ]
Folha

Extrato: maceração de 216,73 g do material vegetal (fresco) em etanol à 95%. Rendimento: 5,83 g. Frações: hexano, diclorometano, acetato de etila, butanol e hidroalcoólica. Rendimento: 1,13, 0,15, 0,08, 0,26 e 0,35 g, respectivamente.

In vitro:

Em cultura de Candida albicans, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis, C. tropicalis, Cryptococcus gatti e C. neoformans, incubadas com extrato e frações vegetais, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

Em cultura de C. glabrata incubadas com a fração butanólica associada com anfotericina B, itraconazol e fluconazol, para determinar a concentração inibitória fracionária (FIC) e o índice de concentração inibitória mínima (FICI).

 

O extrato e frações de L. alba apresentam atividade antifúngica, contudo a fração butanólica demonstra sinergismo significativo quando associada aos antifúngicos fluconazol e itraconazol.

[ 31 ]
Folha

Óleo essencial: 40 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,10% (p/p).

Extrato: maceração de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL etanol à 70%. Rendimento: 32,30%.

In vitro:

Em cultura de Candida albicans incubada com óleo ou extrato vegetal, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM).

 

Neste estudo, das 35 espécies vegetais, os óleos essenciais de Aloysia triphylla, Anthemis nobilis, Cymbopogon martini, C. winterianus, Cyperus articulatus, C. rotundus, Lippia alba, Mentha arvensis, M. piperita, Menha spp., Mikania glomerata, Stachys byzantina e Solidago chilensis, apresentam atividade antifúngica, exceto os extratos etanólicos.

[ 32 ]

Antifúngica e Antitumoral

Antifúngica e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 150 g do material vegetal (fresco), por destilação a vapor. Rendimento: 0,21%. Concentrações para ensaio: 0 à 100 µg/mL.

In vitro:

Em células de melanoma murino (B16F10Nex2), de adenocarcinoma de pulmão humano (A549), de câncer mama humano (MCF-7) e endoteliais da veia umbilical de humano (HUVEC), incubadas com óleo essencial, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio MTT).

Em cepa de Candida tropicalis, C. dubliniensis, C. glabata, C. parapsilosis, C. krusei, C. albicans, Cryptococcus gatti, C. neoformans, Saccharomyces cerevisiae, Eschericia coli, Serratia marcescens, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus epidermidis e Enterococcu faecalis, submetidas ao teste disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade antifúngica e antitumoral (B16F10Nex2 e A549), além da ausência de citotoxicidade.

[ 6 ]

Antifúngica e Citotóxica

Antifúngica e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e caule

Óleos essenciais (quimiotipos: carvona e citral): 300 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 31,25 à 500 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células Vero e HeLa, incubadas com óleo essencial, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

Em cepas de Candida parapsilosis, C. krusei, Aspergillus flavus e A. fumigatus, incubadas com óleo essencial, submetidas aos testes de microdiluição e macrodiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba, quimiotipo citral, apresenta atividade citotóxica e antifúngica (A. fumigatus e C. krusei) mais potente.

[ 18 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 0,4 à 0,8%. Outras espécies em estudo: Lippia citriodora, L. dulcis, L. graveolens, L. micromera e L. origanoides.

In vitro:

Em cepas de E. coli submetidas a radiação ultravioleta (UV, 1,4 e 27,0 J/m2) e incubadas com óleo essencial, com posterior análise da genotoxicidade (ensaio SOS Chromotest).

Determinar atividade antioxidante através da Capacidade de Absorção do Radical de Oxigênio (ORAC).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. graveolens (quimiotipo timol), L. origanoides (quimiotipos carvacrol e timol), L. alba (quimiotipo citral e mircenona), L. citriodora (quimiotipo citral) e L. micromera (qumiotipo timol) apresentam atividade antigenotóxica mais potentes, sendo promissoras para fotoproteção e prevenção do câncer de pele.

[ 27 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 0,25% Outra espécie em estudo: Lippia alba f. intermedia.

In vitro:

Em culturas de Candida albicans, C. parapsilosis, C. guilliermondii, Cryptococcus neoformans, Trichophyton rubrum, Lactobacillus casei, Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans, incubadas com os óleos essenciais e submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, para determinar a zona de inibição (cm).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba e L. alba f. intermedia apresentam atividade antimicrobiana.

[ 24 ]

Antimicrobiana e Citotóxica

Antimicrobiana e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Óleo essencial: extração do material vegetal (seco), por destilação à vapor. Concentrações para ensaio: 5 à 500 µg/mL.

In vitro:

Em patógenos periodontais, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Fusobacterium nucleaatum, Porphyromonas gingivalis e Bacteroides fragilis, submetidos ao teste de macrodiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

Em osteoclastos maduros (OCs) de humanos, incubados com o óleo vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT), apoptose (ensaio TUNEL) e expressão do receptor Fas e metaloproteinase-9 (Imuno-histoquímica).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba apresentam atividade antimicrobiana e citotóxica, sendo promissora para o tratamento da periodontite.

[ 12 ]
Folha e flor

Extrato: 400 g do material vegetal (pó)) em etanol. Frações:  n-hexano, clorofórmio e acetato de etila. Concentração para ensaio: 500 (μg/disco) e 2,5 à 100 µg/mL.

In vitro:

Em cepas de Bacilus subtilis, B. megaterium, Staphylococcus aureus, Sarcina lutea, Escherichia coli, Shigella dysenteriae, Salmonella typhi, S. paratyphy, Vibrio mimicus, V. parahemolyticus, Saccharromyces cerevaceaeAspergillus flavus, A. niger e Candida albicans, submetidas ao teste de disco-difusão em água, com posterior análise do diâmetro da zona de inibição (mm).

Determinar a letalidade média (DL50) dos extratos e frações vegetais em Artemia spp.

 

Observou-se que L. alba apresenta atividade antimicrobiana (fração de clorofórmio) e citotóxica (fração de n-hexano e extrato etanólico).

[ 16 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 1 kg do material vegetal (seco) em solução hidroalcoólica. Rendimento: 1 L.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH, peroxidação lipídica e radical hidroxila (OH).

Em cultura de Escherichia coli (IC 188) e linhagem isogênica (IC 203), incubadas com os extratos vegetais, associados ou não com tert-butil-hidroperóxido (TBH), com posterior análise da mutagenicidade.

 

Neste estudo, foram analisadas 45 espécies de plantas, dentre as quais Lippia alba, Curcuma longa, Tamarindus indica, Pimenta dioica, Rheedia aristata apresentam ação antioxidante, contudo apenas P. dioica apresenta potencial antimutagênico.

[ 37 ]
Folha e caule

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1,0 à 20 g/L.

In vitro:

Determinar de atividade antioxidante, através da oxidação do ácido linoleico, com posterior análise da peroxidação lipídica.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade antioxidante equivalente à vitamina E.

[ 22 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor, Folha, Caule, Raiz

Óleo essencial (quimiotipos citral e carvone): 100 g do material vegetal (fresco e seco) em 0,5 L água (hidrodestilação assistida por micro-ondas). Concentrações para ensaio: 3,7 à 300 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células Vero, incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (CC50); e infectadas com Trypanosoma cruzi (forma tripomastigota), incubadas com os óleos essenciais, com posterior análise da morte parasitária (corante de Giemsa).

Em cultura celular de T. cruzi (formas epimastigota e tripomastigota), incubadas com óleos essenciais (Azul de tripan), para determinar a concentração inibitória media (CI50).

 

Neste estudo, o quimiotipo citral apresenta atividade antiprotozoária mais potente, contudo exibe alta citotoxicidade.

[ 4 ]
Parte aérea

Óleo essencial: hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimentos: 0,3 à 1%. Concentrações para ensaio: 0 à 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia citriodora, L. micromera, L. origanoides e L. dulcis.

In vitro:

Em cultura de Trypanosoma cruzi (epimastigota) e Leishmania chagasi (promastigota), incubadas com com óleos essenciais, com posterior contagem parasitária em hemocitômetro.

Em células Vero (linhagem de macacos) infectadas com T. cruzi (tripomastigota) e células THP-1 (leucêmica de humanos) infectadas com L. chagasi (promastigota), incubadas com óleos essenciais, com posterior análise do nível de infecção celular (coloração de Giemsa).

Em células Vero e THP-1 incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba e L. origanoides apresentam atividade antiprotozoária contra de T. cruzi e L. chagasi, respectivamente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 25 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 0,02 à 900 µg/mL. Outra espécie em estudo: Lipia citriadora.

In vitro:

Em células Vero incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

Em células Vero infectadas com vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), incubadas com óleos essenciais (antes e após a adsorção viral), com posterior análise da reprodução viral através da concentração inibitória media (CI50).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba e L. citriodora apresentam atividade antiviral (antes da adsorção viral), contudo L. alba demonstra menor citotoxicidade.

[ 33 ]
-

Óleo essencial: material vegetal (seco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimento: 0,4% (p/p). Concentrações para ensaio: 3,7 à 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia origanoides, Oreganum vulgare e Artemisia vulgaris.

In vitro:

Em células Vero incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade (MTT).

Em células Vero infectadas por vírus da febre amarela (YFV), incubadas com os óleos vegetais (antes e após a adsorção viral), para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e a reprodução viral.

 

Observou-se que os óleos essenciais das plantas analisadas, apresentam atividade antiviral, além da ausência de citotoxicidade.

[ 34 ]
Parte aérea

Extrato: maceração de 840 g do material vegetal (seco) em etanol/água (80:20). Frações: hidroalcoólica, diclorometano, acetato de etila e n-butanol. Rendimento: 10%, 0,3%, 0,3% e 1,3%, respectivamente. Outras espécies em estudo: Araucaria augustifolia, Bromelia antiacantha, Cuphea carthagenensis, Tillandsia usneoides e Wilbrandia ebractaeata.

In vitro:

Em células Vero infectadas por vírus da Herpes Simples 1 (HSV-1) e poliovírus (PV-2), incubadas com extratos e frações vegetais, com posterior análise da concentração citotóxica média (CC50), concentração efetiva média (CE50) e índice de seletividade (CC50/CE50).

 

Observou-se que as frações de n-butanol e acetato de etila de L. alba apresentam atividade antiviral mais potente.

[ 35 ]
Folha e caule

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de metanol ou água (infusão). Concentrações para ensaio: em diferentes concentrações.

In vitro:

Em cultura de células Vero, rim bovino (MDBK) e rim canino (MDCK), infectadas por vírus da Herpes Simples (HSV-1 e 2), vírus da diarreia bovina (BVDV-1) e influenza A (Inf A), respectivamente, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração efetiva média (CE50) e concentração citotóxica média (CC50).

Em cultura de células mononucleares de sangue periférico de humanos (PBMC), infectadas com vírus da imunodeficiência tipo 1 (HIV-1), incubadas com extratos vegetais, com posterior análise da expressão do antígeno p24 (ELISA).

 

Neste estudo, das 15 espécies vegetais, observou-se que Coronopus didymus, Juglans australis e Lippia alba apresentam atividade antiviral contra BVDV-1, HSV e Inf A, respectivamente.

[ 36 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Dose para ensaio: 12,5 g/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gástricas induzidas por indometacina, pré-tratados com extrato vegetal (agudo e subagudo), com posterior análise da secreção gástrica (volume e pH), macroscópica e homogenato (grupo sulfidrila e proteínas) do estômago.

Observou-se que o uso agudo e subagudo de L. alba apresenta eficácia na prevenção de ulceras gástricas induzidas por acetaminofeno.

[ 29 ]

Hipolipemiante

Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial (quimiotipos: carvona, piperitona, tagetenona e citral). Concentrações para ensaio: 3,2 à 32 µg/mL.

In vitro:

Em células de hepatoma (HepG2) e de adenocarcinoma pulmonar (A549) de humanos, incubadas com os óleos essenciais, com posterior análise da concentração de lipídeos totais (saponificáveis e não saponificáveis); em células marcadas por acetato(14C) com posterior quantificação de colesterol e outros metabólitos da Via do Mevalonato, expressão de 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA redutase (HMGCR) e permeabilidade celular (coloração de DAPI).

 

Observou-se que L. alba apresenta atividade hipolipemiante, pois inibe diferentes vias lipogênicas.

[ 10 ]

Miorrelaxante e Sedativa

Miorrelaxante e Sedativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: percolação de 50 g do material vegetal (pó) em etanol à 40, 60 e 80%. Rendimento: 37,98, 27,36 e 17,32 g, respectivamente. Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal, e posteriormente aos testes de sono e convulsão induzidos por pentobarbital e pentilenotetrazol, respectivamente, Rota-Rod e temperatura corporal.

Em camundongos Swiss tratados com formulações spray-dried (dióxido de silício coloidal e dióxido de silício coloidal/β-ciclodextrina) a partir do extrato etanólico à 80%, e submetidos ao teste do sono induzido por pentobarbital.

Observou-se que o extrato etanólico à 80% apresenta atividade sedativa e miorrelaxante significativa, bem como a formulação spray-dried contendo como excipiente apenas o dióxido de silício coloidal.

[ 40 ]
Parte aérea

Extrato: percolação de 50 g do material vegetal (pó) em etanol à 40, 60 e 80 % (v/v). Dose para ensaio: 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos a convulsão e sono induzidos por pentilenotetrazol e pentobarbital, respectivamente, ao ensaio Rota-Rod e análise da temperatura corporal.

Observou-se que o extrato etanólico à 80% de L. alba apresenta ação sedativa e miorrelaxante mais potente.

[ 20 ]
Folha

Óleos essenciais (quimiotipos: citral/β-mirceno/limoneno, citral/limoneno e carvona/limoneno): 1 kg do material vegetal por hidrodestilação a vapor. Concentrações para ensaio: 10 à 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do óleo vegetal, com posterior análise dos testes do Labirinto em cruz elevado, Campo aberto, Rota-rod e temperatura retal.

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba apresentam atividade sedativa, miorrelaxante e hipotérmica, contudo sem alteração locomotora.

[ 30 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Óleos essenciais (quimiotipos: citral e carvona/limoneno): 300 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 0,9 à 450 mg/mL

In vitro:

Em cepas de Escherichia coli, incubadas com extrato vegetal e bleomicina, com posterior análise da genotoxicidade (Cromoteste SOS) e antigenotoxicidade (danos no DNA), através do Fator de Indução (FI).

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. alba apresentam atividade quimiopreventiva, além da ausência de genotoxicidade

[ 9 ]

Redutora da frequência cardíaca

Redutora da frequência cardíaca
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 65 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,077 à 77 mg/mL. Outras espécies em estudo: Melissa officinalis e Cymbopogon citratus.

In vitro:

Em corações isolados de ratos (Rattus norvegicus albinus), submetidos a perfusão pelo método de Langendorff, com posterior análise da força de contração e frequência cardíaca.

 

Observou-se que os extratos das espécies em estudo reduziram a frequência cardíaca, contudo não houve alteração na força cardíaca.

[ 13 ]

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 1 à 600 µg/mL.

In vitro:

Em miométrio de ratas Wistar (Rattus norvegicus), incubado com óleo essencial, KCl, BaCl2, ACh, oxitocina e serotonina, com posterior análise da contração muscular.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade relaxante da musculatura lisa, dependente da concentração, por inibição dos canais de cálcio.

[ 1 ]
Folha, Caule e flor

Óleos essenciais (quimiotipos: citral e linalol): a partir do material vegetal (seco), por destilação à vapor. Rendimento: 0,67 à 1,15%, respectivamente. Concentrações para ensaio: 0,3 à 300 µL/mL.

In vitro:

Em duodeno e íleo isolados de ratos Sprague-Dawley, incubados com óleos essenciais, acetilcolina, verapramil e L-NAME, com posterior análise da contratilidade muscular, níveis de óxido nítrico e cálcio.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba, quimiotipo citral, apresenta atividade relaxante da musculatura lisa, mais potente.

[ 19 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (seco) por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1 à 1000 µg/mL.

In vitro:

Em anéis da aorta de ratos Wistar, com ou sem endotélio, incubados com acetilcolina, L-fenilefrina, tetraetilamônio, nifedipina, cloreto de cálcio e cloreto de potássio, com posterior análise de contratilidade.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta efeito relaxante, através do bloqueio dos canais cálcio.

[ 26 ]

Vasorelaxante

Vasorelaxante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 1 à 1000 µg/mL.

In vitro:

Em anéis aórticos de ratos Wistar (Rattus norvegicus), com endotélio preservado ou não, incubados com o óleo vegetal, KCl, ACh, BaCl2, L-NAME, BAY-K 8644, forbol 12,13-dibutirato, fenilefrina, nifedipina, indometacina e iberiotoxina com posterior análise da contratilidade muscular.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba apresenta atividade vasorelaxante, dependente dos mediadores endoteliais (óxido nítrico e cicloxigenase).

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - DE MORAIS, L. P. et al. Tocolytic activity of the Lippia alba essential oil and its major constituents, citral and limonene, on the isolated uterus of rats. Chem Biol Interact, v. 297, p.155-159, 2019. doi: 10.1016/j.cbi.2018.11.006
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8 - SOUSA, D. G. et al. Essential oil of Lippia alba and its main constituent citral block the excitability of rat sciatic nerves. Braz J Med Biol Res, v. 48, n. 8, p.697-702, 2015. doi: 10.1590/1414-431X20154710
9 - LÓPEZ, M. A. et al. Chemical composition and antigenotoxic properties of Lippia alba essential oils. Genet Mol Biol, v. 34, n. 3, p.479-488, 2011. doi: 10.1590/S1415-47572011005000030
10 - MONTERO-VILLEGAS, S. et al. Inhibition of mevalonate pathway and synthesis of the storage lipids in human liver-derived and non-liver cell lines by Lippia alba essential oils. Lipids, v. 52, n. 1, p.37-49, 2017. doi: 10.1007/s11745-016-4218-x
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12 - JUIZ, P. H. L. et al. Essential oils and isolated compounds from Lippia alba leaves and flowers: antimicrobial activity and osteoclast apoptosis. Int J Mol Med, v. 35, n. 1, p.211-217, 2015. doi: 10.3892/ijmm.2014.1995
13 - GAZOLA, R. et al. Lippia alba, Melissa officinalis and Cymbopogon citratus: effects of the aqueous extracts on the isolated hearts of rats. Pharmacol Res, v. 50, n. 5, p.477-480, 2004. doi: 10.1016/j.phrs.2004.01.012
14 - COSTA, D. C. M. et al. Inhibitory effect of linalool-rich essential oil from Lippia alba on the peptidase and keratinase activities of dermatophytes. J Enzyme Inhib Med Chem, v. 29, n. 1, p.12-17, 2014. doi: 10.3109/14756366.2012.743537
15 - CARVALHO, P. M. M. et al. Effect of the Lippia alba (Mill.) N.E. Brown essential oil and its main constituents, citral and limonene, on the tracheal smooth muscle of rats. Biotechnol Rep (Amst), v. 17, p.31-34, 2017. doi: 10.1016/j.btre.2017.12.002
16 - ARA, N. et al. In vitro antimicrobial and cytotoxic activities of leaves and flowers extracts from Lippia alba. Pak J Biol Sci, v. 12, n. 1, p.87-90, 2009. doi: 10.3923/pjbs.2009.87.90
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18 - MESA-ARANGO, A. C. et al. Citral and carvone chemotypes from the essential oils of Colombian Lippia alba (Mill.) N.E. Brown: composition, cytotoxicity and antifungal activity. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 104, n. 6, p.878-884, 2009. doi: 10.1590/s0074-02762009000600010
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21 - HATANO, V. Y. et al. Anxiolytic effects of repeated treatment with an essential oil from Lippia alba and (R)-(-)-carvone in the elevated T-maze. Braz J Med Biol Res, v. 45, n. 3, p.238-243, 2012. doi: 10.1590/s0100-879x2012007500021
22 - STASHENKO, E. E. et al. Comparison of different extraction methods for the analysis of volatile secondary metabolites of Lippia alba (Mill.) N.E. Brown, grown in Colombia, and evaluation of its in vitro antioxidant activity. J Chromatogr A, v. 1025, n. 1, p.93-103, 2004. doi: 10.1016/j.chroma.2003.10.058
23 - VIANA, G. S. et al. Anticonvulsant activity of essential oils and active principles from chemotypes of Lippia alba (Mill.) N.E. Brown. Biol Pharm Bull, v. 23, n. 11, p.1314-1317, 2000 Nov;23(11):1314-7. doi: 10.1248/bpb.23.1314
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40 - ZÉTOLA, M. et al. CNS activities of liquid and spray-dried extracts from Lippia alba-Verbenaceae (Brazilian false melissa). J Ethnopharmacol, v. 82, n. 2-3, p.207-215, 2002. doi: 10.1016/s0378-8741(02)00187-3

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 36, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 56, 2018.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 117, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e sumidade florida seca

100 g

Folha e sumidade florida fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo
Tintura: pesar 100 g de folha e sumidade florida seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.
 
Alcoolatura: pesar 200 g de folha e sumidade florida fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.
Principais indicações

Transtornos depressivos e migrânea (CONDE et al., 2011; CARMONA et al., 2013).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e sumidade florida seca

100 g

Folha e sumidade florida fresca

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e sumidade florida seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e sumidade florida lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Hipertensão arterial leve.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Lippia alba  (droga vegetal)

N° 0 (180 a 200 mg)

Q.s.p

1 cápsula

 
Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (folhas) e encapsular.

Principais indicações

Transtornos depressivos e migrânea (CONDE et al., 2011; CARMONA et al., 2013).

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 a 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Lippia alba  (droga vegetal)

N° 0 (210 a 220 mg)

Q.s.p

1 cápsula

 
Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (folhas) e encapsular.

Principais indicações

Hipertensão arterial leve.

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 a 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem sumidade florida) secas rasuradas

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Migrânea (CONDE et al., 2011; CARMONA et al., 2013).

Posologia
Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.
 
Uso oral: crianças acima de 3 anos devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, duas a três vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 6 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem sumidade florida) secas rasuradas

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Hipertensão arterial leve.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 159-161.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 161-163.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 391-392.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 392-394.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 98-100.
6 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 100-101.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 , 20 , 21 , 22 , 23 , 24 , 25 , 26 , 27 , 28 , 29 , 30 , 31 , 32 , 33 , 34 , 35 , 36 , 37 , 38 , 39 , 40 , 41 , 42 , 43 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido clorogênico.

Alcaloides

Fenilpropanoides

acteosídeo, isonuomiosídeo, decafeoilverbacosídeo, verbacosídeo, 2-acetil verbacosídeo, isoacteosídeo, isoverbacosídeo, calceolariosídeo E, forsitosídeo B e cistanosídeo F.

Flavonoides

apinegnina, luteolina, naringina, rutina, apigenina-7-O-diglucuronídeo, crisoeriol-7-O-diglucuronídeo, tricina-7-O-diglucuronídeo, luteolina-7-O-glucuronídeo, clerodendrina, 3-acetilclerodendrina, 5,5''-dihidroxi-6,4',6'',3''',4'''-pentamethoxi-[C(7)--O--C(7'')]-biflavona e 4',4,5,5''-tetrahidroxi-6,6'',3'''-trimethoxi-[C(7)--O--C(7'')]-biflavona.

Iridoides

tevesídeo, 8-epi-loganina, éster metílico de shanzhizida, ácido geniposídico, carioptosídeo e mussaenosídeo.

Minerais

Ca, Mg, P, Ba, Zn, Cu, Fe, Mn e Ni.

Óleos essenciais

citral (neral + geranial), limoneno, carvona, γ-terpineno, (E)-cariofileno, trans-β-cariofileno, acetato de geranil, germacreno-D, mono-(2-etilhexil) ftalato, 3,7-dimetil-2,6-octadieno, guaieno, α-humuleno, nerol, trans-verbenol, 6-metil-5-hepten-2-ona, mirceno, p-cimeno, E-4-tujanol, linalol, E-óxido limoneno, citronelol, geraniol, citronelal, acido gerânico, elemol, óxido cariofileno, guaiol, α e β-felandreno, (E)-β-ocimeno, α-terpineol, longipinanol, trans-β-cariofileno, biciclosesquifelandreno, 1,8-cineol, sabineno, piperitona, piperitenona, β-bourboneno, β-elemeno, santolina trieno, cis e trans-β-ocimeno, carvenona, β-santaleno, α e γ-muureleno, bulnesol, epóxido rosefurano, canfeno, α e β-pineno, mircenona, borneol, epi-α-muurolol, (Z)- e (E)-ocimenona, α-copaeno, trans-nerolidol, 3-octanol, alcanfor, (±)-dihidrocarvona, acetato de citronelol, metildecilcetona, lipiona, metiloctil-cetona, metil-heptenona, óxido de ceriofileno, allo-aromadendreno, cis-α-bisaboleno, isobutirato de geranilo, cubenol, butirato de geranilo, eugenol, eucaliptol, 1-octen-3-ol, biciclogermacreno, 1-metil-3-(1-metiletil), cânfora e tagetenona.

Taninos

Referências bibliográficas

1 - DE MORAIS, L. P. et al. Tocolytic activity of the Lippia alba essential oil and its major constituents, citral and limonene, on the isolated uterus of rats. Chem Biol Interact, v. 297, p.155-159, 2019. doi: 10.1016/j.cbi.2018.11.006
2 - DA SILVA, R. E. R. Vasorelaxant effect of the Lippia alba essential oil and its major constituent, citral, on the contractility of isolated rat aorta. Biomed Pharmacother, v. 108, p.792-798, 2018. doi: 10.1016/j.biopha.2018.09.073
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4 - PORFÍRIO, E. M. et al. In Vitro Antibacterial and antibiofilm Activity of Lippia alba essential oil, citral, and carvone against Staphylococcus aureus. Scientific World J, p.1-7, 2017. doi: 10.1155/2017/4962707
5 - DOS SANTOS, N. O. et al. Cytotoxic and antimicrobial constituents from the essential oil of Lippia alba (Verbenaceae). Medicines (Basel), v. 3, n. 3, p.19, 2016. doi: 10.3390/medicines3030022
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41 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 160.
42 - VIEIRA, R. F. (Ed.). Lippia alba. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 385.
43 - GILBERT, B. et al. Monografia de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 64-66.

Propagação: 

por estacas, a partir de ramos não lenhosos com 10 à 12 cm de comprimento, deixando 3 a 5 pares de folhas cortadas ao meio na parte terminal da estaca. Posteriormente, inserir as estacas em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), transferir para viveiro com sombrite de 50% e irrigar 1 vez/dia. O enraizamento, de modo geral, é superior à 80%. Após 60 dias as mudas devem ser transferidas para local definitivo à pleno a sol, em covas de 15x15 cm, adubadas com ½ kg de esterco, com espaçamento de 40 cm entre plantas e 40 cm entre linhas. Em períodos chuvosos estacas plantadas diretamente no solo, bem como a semeadura das sementes [ 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 ] .

Propagação.

Propagação por estaca

Propagação.

Propagação por estaca

Tratos culturais & Manejo: 

espécie não exigente quanto ao solo e clima. Em ambiente de coleção de plantas medicinais a irrigação deve ser realizada 3 vezes/semana [ 2 , 3 ] .

Colheita: 

as folhas devem ser colhidas a partir de 60 dias após o plantio no campo, em  até 2/3 da planta, entre às 15 e 17 horas. O corte dos ramos deve ser feito de 30 à 45 cm de altura do chão. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia. As espécies vegetais colhidas na estação seca apresentam maior concentração de óleos essenciais, devido a maior intensidade de luz e baixo índice pluviométrico [ 2 , 3 , 5 , 7 ] .

Pós-colheita: 

a secagem das folhas deve ser realizada em temperatura ambiente ou em estufa de ar circulante à 40°C/36 horas. Após este processo a droga vegetal íntegra deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada por período máximo de 6 meses [ 3 ] .

Problemas & Soluções: 

a espécie Lippia alba apresenta variabilidade significativa quanto a produção qualitativa e quantitativa (quimiotipos) dos metabólitos secundários, sendo influenciado por fatores externos como adubação, luminosidade, clima e estações do ano. Neste contexto, as condições de cultivo devem ser avaliadas segundo o interesse quanto ao rendimento e qualidade do óleo essencial. Esta espécie pode ser atacada por fungos Alternaria spp. e Cercospora spp [ 1 , 2 , 3 , 7 ] .

Referências bibliográficas

1 - GOMES, A. F. et al. Seasonal variation in the chemical composition of two chemotypes of Lippia alba. Food Chem, v. 273, p.186-193, 2019. doi: 10.1016/j.foodchem.2017.11.089
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 158-159.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 132-133.
4 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 19.
5 - VIEIRA, R. F. (Ed.). Lippia alba. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 386-389.
6 - GILBERT, B. et al. Monografia de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 62-63.
7 - SILVA, T. D. et al. Lippia alba (erva-cidreura). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 365-366.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2008
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Parceiros

Aloysia polystachya

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 23-25.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 63-66.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 34-36.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 23-25.
Descrição da espécie 

Planta aromática, subarbustiva, com até 1,5 m de altura, apresenta ramos finos e quebradiços, esbranquiçados e decumbentes, de porte ereto quando jovem e semiprostrado e prostrado quando adulta; folhas alternadas (raramente opostas), pecioladas, pequenas, com 3 cm de comprimento, de cor verde claro; as flores são numerosas e de cor branca[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 23.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 64.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Burrito, té-de-burro e poleo de Castilha Argentina Folha

Antiespasmódica, carminativa e no tratamento de doenças hepáticas.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - CAMPOS-NAVARRO, R.; SCARPA, G. F. The cultural-bound disease "empacho" in Argentina. A comprehensive botanico-historical and ethnopharmacological review. J Ethnopharmacol, v. 148, n. 2, p.349-360, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.05.002

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato:  1474 g do material vegetal (pó) em etanol/água (60:40). Rendimento: 208,7 g (14,48%). Doses para ensaio: 1, 10, 100 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da temperatura corporal e testes de avaliação comportamental (tempo de sono induzido por barbitúricos e éter, campo aberto, placa perfurada, rota-rod e labirinto de cruz elevado).

Observou-se que o extrato de A. polystachya apresenta atividade ansiolítica, sem alterar significativamente a coordenação motora.

[ 2 ]

Ansiolítica e Antidepressiva

Ansiolítica e Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (seco) em etanol/água (80:20 v/v). Rendimento: 12 g. RDE: 7,1:1. Dose para ensaio: 10 mg/kg.

In vivo:

Em Danio rerio (peixe-zebra) portadores de ansiedade e depressão induzidas por cafeína e etanol a 1%, respectivamente, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos testes claro-escuro, isolamento social e estresse crônico imprevisível.

O extrato hidroalcoólico de A. polystachya apresenta atividade ansiolítica e antidepressiva, sem alterar a locomoção.

[ 1 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato:  1474 g do material vegetal (pó) em etanol/água (60:40). Rendimento: 208,7 g (14,48%). Doses para ensaio: 1 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato (agudo, curto prazo ou repetido), com posterior análise do teste de natação forçada.

O extrato de A. polystachya apresenta ação antidepressiva, principalmente na dose de 10 mg/kg, administrada a curto prazo ou repetidas vezes.

[ 4 ]

Antidepressiva e Sedativa

Antidepressiva e Sedativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato:  1474 g do material vegetal (pó) em etanol/água (60:40). Rendimento: 208,7 g (14,48%). Doses para ensaio: 1,56 a 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley tratadas com o extrato vegetal e submetidas aos testes de análise da atividade motora espontânea, labirinto em cruz elevado e natação forçada.

Observou-se que o extrato de A. polystachya apresenta atividade sedativa, ansiolítica e antidepressiva, principalmente nas doses de 25 e 50 mg/kg.

[ 3 ]

Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 500 g do material vegetal (fresco) por hidrodestilação.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e peróxido de hidrogênio, redução do íon férrico (FRAP) e potencial antioxidante reativo total (TRAP).

Em cultura de células de cânceres de humanos, do cólon (HT-29), próstata (PC-3) e mama (MCF-7) e células epiteliais normais do cólon de humanos (CCD 841), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da proliferação celular (fluorescência).

 

O óleo essencial de A. polystachya apresenta atividades antioxidante e antiproliferativa promissoras.

[ 5 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato:  1474 g do material vegetal (pó) em etanol/água (60:40). Rendimento: 208,7 g (14,48%). Doses para ensaio: 30 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda (DL50).

Observou-se que o extrato de A. polystachya apresenta baixa toxicidade e ausência de letalidade, nas doses indicadas.

[ 2 ]

Referências bibliográficas

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3 - MOURA, S. et al. Anxiolytic and antidepressant-like effects of the hydroalcoholic extract from Aloysia polystachya in rats. Pharmacol Biochem Behav, v. 82, n. 2, p.373-378. doi: 10.1016/j.pbb.2005.09.007
4 - HELLIÓN-IBARROLA, M. C. et al. The antidepressant-like effects of Aloysia polystachya (Griseb.) Moldenke (Verbenaceae) in mice. Phytomed, v. 15, n. 6-7, p.478-483. doi: 10.1016/j.phymed.2007.11.018
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Referências bibliográficas

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2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 34, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folhas secas rasuradas e colocar em frasco de vidro âmbar. Em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folhas frescas, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar. Em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Transtornos ansiosos (CARMONA et al., 2019).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fase A: (infusos/decoctos)

 

Água destilada

1000 mL

Erythrina mulungu (entrecasca seca)

5 g

Lippia alba (folha e flor seca)

10 g

Melissa officinalis (folha seca)

10 g

Mentha spicata (parte aérea seca)

7,5 g

Ocimum gratissimum (folha e flor seca)

5 g

Fase B: (alcoolaturas)

 

Aloysia polystachya (folha)

150 mL

Erythrina mulungu (entrecasca)

15 mL

Hymenaea courbaril (entrecasca)

10 mL

Lactuca sativa (raiz e talo)

5 mL

Lavandula officinalis (folha)

10 mL

Lippia alba– variedade maior (folha e flor)

10 mL

Melissa officinalis (folha)

5 mL

Mentha spicata (parte aérea)

3,75 mL

Ocimum gratissimum (folha e flor)

2,5 mL

Passiflora alata (folha)

15 mL

Pfaffia glomerata (raiz)

15 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

 
Modo de preparo

Fase A: colocar as entrecascas em água fervente e deixar ferver por 5 minutos aproximadamente; em seguida colocar folhas e flores secas e pesadas, após levantar fervura, desligar o fogo, deixando em infusão por no mínimo 2 horas. 

Fase B: filtrar em papel de filtro, na temperatura de 50°C, adicionar as alcoolaturas e o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. Deixar esfriar, envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiqueta
Principais indicações

Ansiedade e depressão.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de chá ou sobremesa, 2 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Aloysia polystachya, Erythrina mulungu, Lippia alba, Melissa officinalis e Passiflora incarnata

1:1:1:1:1

 
Modo de preparo

Em uma proveta graduada, medir as quantidades de tinturas desejadas e verter em frasco de vidro âmbar esterilizado. Tampar, agitar e rotular.

Principais indicações

Ansiedade e depressão.

Posologia

Uso oral: Tomar 30 gotas, 3 vezes ao dia, por 60 dias.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Aloysia polystachya (droga vegetal)

N° 0 (270 a 280 mg)

Q.s.p

1 cápsula

 
Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (parte aérea) e encapsular.

Principais indicações

Transtornos ansiosos.

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, 1 a 3 vezes por dia.

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componentes

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Transtornos ansiosos.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso  três  a quatro vezes ao dia.

Uso tópico: fazer banhos de assento duas a três vezes ao dia com volume suficiente do infuso.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 34-36.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 331-332.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 310-311.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 380-381.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 23-25.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Fenilpropanoides

verbascosideo, isoverbascosideo, forsitosídeo, leucosceptosídeo, plantainosídeo, purpureasídeo, martinosídeo e isomartinosídeo.

Flavonoides

4`,4```,5,5``-tetrahydroxy-6,6``,3```- trimethoxy-[C7–O–C7``]-biflavona.

Óleos essenciais

carvacrol, carvona, eucarvone, limoneno, linalol, α-pineno, sabineno, β-pineno, tuiona, β-tujonaisothuhone, isotuiona, trans-ρ-menta-2,8-dien-1-ol, óxido cis-limoneno, cis-ρ-menta-2,8-dien-1-ol, óxido trans-limoneno, trans-ρ-menta-1(7),8-dien-2-ol, α-terpineol, trans-carveol, z-ocimenona, cis-ρ-menta-carvona, longifolena, E-cariofileno, trerpineol e α-curucumeno.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 25.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 65.
3 - MARCHETTI, L. et al. Identification and determination of bioactive phenylpropanoid glycosides of Aloysia polystachya (Griseb. et Moldenke) by HPLC-MS. J Pharm Biomed Anal, v. 166, p.364-370, 2019. doi: 10.1016/j.jpba.2019.01.033
4 - MOLLER, A. C. et al. Antioxidant and anti-proliferative activity of essential oil and main components from leaves of Aloysia polystachya Harvested in Central Chile. Molecules, v. 26, n. 1, p.1-10, 2020. doi: 10.3390/molecules26010131

Propagação: 

a reprodução é realizada por estacas. Retira-se ramos não lenhosos com 10 cm de comprimento, deixando somente na parte terminal da estaca 3 a 5 pares de folhas cortadas ao meio. Inserir as estacas em sacos plásticos contendo substrato, areia e esterco (3:2:1), e transferidas para viveiro (sombrite 50%) onde permanecerão por 60 dias. A irrigação deve ser realizada uma vez por dia. As mudas devem ser transferidas para local definitivo (a pleno sol) em covas de 15x15 cm e adubadas com 1/2 kg de esterco. O espaçamento deve ser de 40 cm entre as plantas e 80 cm entre linhas [ 1 , 2 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & manejo: 

a irrigação da planta no campo deve ser realizada em dias alternados[1] .

Pós-Colheita: 

a colheita dos ramos deve ser realizada a partir de 120 dias após o plantio no campo, 30 cm acima do solo, no período da manhã (10 a 12 horas) e em dias ensolarados. O fitoterápico deve ser preparado a partir das folhas secas. O processo de secagem deve ser realizado a temperatura ambiente ou em estufa de ar circulante a 40°C por 36 horas. Armazenar a droga vegetal em local seco e deve ser utilizada por um período máximo de 3 meses. Esta deve ser moída em moinho de faca até granulometria de 40 mesh, somente quando for dispensada, pois com passar do tempo, reduz o teor de óleos essenciais[1] .

Problemas & Soluções: 

a droga vegetal não deve ser armazenada por mais de 3 meses e nem próxima de outras plantas para que o aroma característico desta espécie não comprometa outras drogas vegetais[1] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 25.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 65.

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