Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schldl.) Micheli

Chapéu-de-couro.

Família 
Informações gerais 

Originária da Região Amazônica, e encontra-se distribuída desde o México até a Argentina. No Brasil, ocorre frequentemente nas regiões de várzeas, litorâneas, no pantanal e em lagos de pouca profundidade. Cultivada como ornamental em lagos, parques e jardins, é também considerada como planta daninha. Suas principais indicações são: diurética, antisséptica, anti-inflamatória, analgésica, cardiotônica, antissifilítica, antitérmica, antioxidante, antiofídica, anti-helmíntica e desintoxicante[1,2,3,4,5,6,7,8,9].

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 99-102.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 320-328.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 113-115.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 74-77.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 42-43.
6 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 212.
7 - BRASÍLIA. CAMILLO, J.; PIMENTA, D. S. Echinodorus grandiflorus (chapéu-de-couro). In: Especies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 779-788.
8 - MARQUES, A. M. et al. Echinodorus grandiflorus: Ethnobotanical, phytochemical and pharmacological overview of a medicinal plant used in Brazil. Food Chem Toxicol, v. 109, n. Pt 2, p.1032-1047, 2017. doi: 10.1016/j.fct.2017.03.026
9 - ALVES, J. A. A. Echinodorus grandiflorus (chapéu-de-couro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 608-614.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, aquática, perene, rizomatosa, ereta, atingindo até 2 m de altura (habitualmente 1 m), com caule triangular e globoso; rizoma grosso, carnoso e septado; folhas glabras, coriáceas, simples, de cor verde-escura, em rosetas, ovaladas, ápice acuminado, de até 40 cm de largura, com 9 a 11 nervuras principais curvas e muito salientes na face inferior, longo-pecioladas, com pecíolos de até 1 m de comprimento, sulcado longitudinalmente e provido de estrias longitudinais; inflorescência em panículas ou racemos, a partir de um longo pedúnculo que nasce diretamente do rizoma, com 6 a 15 séries florais contendo 12 a 24 flores cada, as flores são hermafroditas, actimorfas, inodoras, com pétalas brancas, numerosos estames e pistilos amarelos expostos; fruto do tipo aquênio, arredondado ou achatado, de cor castanha, geralmente com nervuras longitudinais e contém apenas uma semente obovalada, de cor castanha e superfície reticulada[1,2,3,4,5,6].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 320-321.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 99.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 42.
4 - BRASÍLIA. CAMILLO, J.; PIMENTA, D. S. Echinodorus grandiflorus (chapéu-de-couro). In: Especies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2016. p. 779-788.
5 - MARQUES, A. M. et al. Echinodorus grandiflorus: Ethnobotanical, phytochemical and pharmacological overview of a medicinal plant used in Brazil. Food Chem Toxicol, v. 109, n. Pt 2, p.1032-1047, 2017. doi: 10.1016/j.fct.2017.03.026
6 - ALVES, J. A. A. Echinodorus grandiflorus (chapéu-de-couro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 608.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Chapéu-de-couro Brasil Folha (fresca)

Antirreumática, diurética, depurativa e no tratamento de afecções do sistema urinário.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
Chapéu-de-couro Brasil Folha (fresca)

Tratamento de erupções e manchas de pele.

-

Uso externo.

-

[ 1 ]
- Paraguai Folha (fresca)

Anti-hipertensiva.

-

-

-

[ 1 ]
Chapéu-de-couro Brasil Folha

Depurativa, hipotensiva, anti-arteriosclerose, anti-inflamatória (próstata, garganta e articulação) e diurética.

Infusão.

-

-

[ 2 ]
Chapéu-de-couro Brasil Rizoma

No tratamento de doenças hepáticas e da bexiga.

Infusão.

-

-

[ 2 ]
Chapéu-de-couro Brasil Folha

No tratamento da gota reumática.

Infusão.

Uso tópico.

-

[ 2 ]
- Colômbia (Zona Tropical) Folha

Antirreumática, antiasmática, antiartrítica, antissifilítica e no tratamento de problemas estomacais.

Decocção.

-

-

[ 3 ]
Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, congonha-do-brejo e aguapé Brasil Folha

Depurativa, diurética, tônica, antissifilítica, antirreumática, no tratamento de doenças da pele, fígado, rins e bexiga.

Chá: 1 colher (de sobremesa) do pó das folhas em 1 xícara (média) de água.

Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia.

-

[ 4 ]
Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, congonha-do-brejo e aguapé Brasil Folha

No tratamento de amigdalite, faringite, estomatite e gengivite.

Chá: 1 colher (de sobremesa) do pó das folhas em 1 xícara (média) de água.

Fazer gargarejo ou bochecho.

-

[ 4 ]
Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, congonha-do-brejo e aguapé Brasil Folha

No tratamento de gota reumática, dores nevrálgicas e prostite.

Chá: 1 colher (de sobremesa) do pó das folhas em 1 xícara (média) de água (fazer em grande quantidade, 1 L).

Compressa ou banho de assento: usar 3 vezes ao dia.

-

[ 4 ]
Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, congonha-do-brejo e aguapé Brasil Folha

No tratamento de hérnia.

Cataplasma.

Uso externo.

-

[ 4 ]
Chapéu-de-couro Brasil Folha (fresca)

Antirreumática, diurética, depurativa, no tratamento de problemas renais e afecções do sistema urinário.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Chapéu-de-couro Brasil Folha (fresca)

No tratamento de erupções e manchas cutâneas.

Infusão.

Uso externo.

-

[ 5 ]
- Paraguai -

Anti-hipertensiva.

-

-

-

[ 5 ]
- Brasil Folha

Anti-inflamatória e no tratamento de doenças da bexiga e feridas.

-

-

-

[ 6 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 10.
2 - MARQUES, A. M. et al. Echinodorus grandiflorus: Ethnobotanical, phytochemical and pharmacological overview of a medicinal plant used in Brazil. Food Chem Toxicol, v. 109, n. Pt 2, p.1032-1047, 2017. doi: 10.1016/j.fct.2017.03.026
3 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 212.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 42-43.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 10.
6 - DE SOUZA, G. C. et al. Ethnopharmacological studies of antimicrobial remedies in the south of Brazil. J Ethnopharmacol, v. 90, n. 1, p.135-143, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2003.09.039

Anti-hipertensiva

Anti-hipertensiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 900 g do material vegetal (seca) em etanol. Rendimento: 75 g. Doses para ensaio: 3 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos hipertensos (SHRs) pré-tratados com o extrato vegetal, posteriormente com L-NAME, HOE-140, atropina, indometacina, atenolol, enalapril e WEB-2086 para análise da pressão arterial, batimentos cardíacos, resistência vascular sistêmica e mecanismo de ação no sistema cardiovascular.

O extrato etanólico de E. grandiflorus apresenta atividade anti-hipertensiva, mediada pela via óxido nítrico, receptores muscarínicos e fator ativador plaquetário.

[ 14 ]

Anti-hipertensiva e Diurética

Anti-hipertensiva e Diurética
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 60 g do material vegetal (pó) em 1L de água, posteriormente extraído com etanol. Rendimento: 9,54% (p/p). Doses para ensaio: 10, 30 e 100 mg/kg.

In vitro:

Em rins isolados e incubados com o extrato vegetal com posterior análise da atividade da anidrase carbônica eritrocitária e Na+/K+/ATP.

 

In vivo:

Em ratos normotensos e portadores de hipertensão renovascular (2K1C) tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume urinário, condutividade, pH, densidade, níveis plasmáticos de sódio, cloreto de potássio, bicarbonato, proteína total, ureia, creatinina, aldosterona, vasopressina, nitrito, acetilcolinesterase e enzima conversora da angiotensina (ECA), e análise da ação diurética do extrato vegetal associado com substâncias químicas antagonistas ou inibidoras.

Observou-se que o extrato de E. grandiflorus apresenta atividade anti-hipertensiva e diurética, por ativação dos receptores muscarínicos e bradicinina, e com efeitos nas vias do óxido nítrico e prostaglandinas.

[ 6 ]
Folha

Extrato: infusão de 60 g do material vegetal (pó) em 1 L de água, com posterior precipitação com etanol. Rendimento: 13%. Doses para ensaio: 30, 100 e 300 mg/kg. Outras espécies em estudo: Cuphea carthagenensis e Phyllanthus tenellus. Rendimento: 16 e 15%, respectivamente.

In vivo:

Em ratos Wistar normotensos submetidos ao teste de atividade diurética aguda, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (níveis urinários e plasmáticos de sódio e potássio, pH, densidade da urina, concentração plasmática de proteínas totais, ureia e creatinina, atividade da Enzima Conversora de Angiotensina-ECA, análise da secreção de sódio, potássio, cloreto e bicarbonato), estudo hemodinâmico e ensaio de eliminação de estresse oxidativo (DPPH, AAPH, NO e NOx).

Observou-se que o extrato de E. grandiflorus apresenta atividades diurética e anti-hipertensiva, significativas, exceto as espécies C. carthagenensis e P. tenellus.

[ 8 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em diclorometano. Rendimento: 2,96 g.

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em etanol/água (30, 50, 70 e 96%, v/v). Rendimento: 15,04, 17,14, 15,03 e 9,11 g, respectivamente.

Extrato: infusão de 80 g do material vegetal (seco) em 1 L de água. Rendimento: 3,35 g.

In vitro:

Em células THP-1 estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de TNF-α por imunoabsorção enzimática (ELISA).

 

Observou-se que o extrato etanólico à 50% apresenta atividade anti-inflamatória mais potente, principalmente na concentração de 30 µg/mL.

[ 7 ]

Antiartrítica

Antiartrítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico à 70%. Doses para ensaio: 100, 300 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6j portadores de artrite de joelho induzida por antígeno, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior avaliação da hipernocicepção, quantificação de neutrófilos através da atividade da mieloperosidase (MPO), níveis de quimiocina (CXCL-1) e interleucinas (TNF-α e IL-1β) por imunoabsorção enzimática (ELISA), e exames histopatológicos.

Observou-se que o extrato etanólico de E. grandiflorus apresenta atividade antiartrítica. 

[ 5 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea In vitro:

Em cepas de Sthaphylococcus aureus, S. epidermidis, Micrococcus luteus, Bacillus subtilis, Escherichia coli e Candida albicans incubadas com o extrato vegetal, e submetidas o teste de disco-difusão em ágar.

 

Neste estudo das 18 plantas analisadas, o extrato de Parapiptadenia rigida apresenta atividade antimicrobiana mais potente, contudo, E. grandiflorus apresenta efetividade principalmente para B. subtilis e M. luteus.

[ 16 ]

Antiedematogênica

Antiedematogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em diclorometano ou etanol/água (à 30%, 50%, 70% e 96% v/v). Rendimento: 2,96, 15,04, 17,14, 15,03 e 9,11, respectivamente.

Extrato: infusão de 80 g do material vegetal (seco) em 1 L de água. Rendimento: 3,35 g. Doses para ensaio: 10, 100 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de edema de pata induzido por carragenina e tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da inibição do edema.

Observou-se que os extratos etanólicos à 50 e 70% apresentam atividade antiedematogênica significativa, principalmente na dose de 1000 mg/kg.

[ 12 ]

Cardioprotetora

Cardioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 60 g do material vegetal (pó) em 1L de água, posteriormente extraído com etanol. Rendimento: 9,5% (p/p). Doses para ensaio: 10, 30 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos da Nova Zelândia portadores de dislipidemia e aterosclerose, induzidas por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis lipidêmicos (CT, HDL e TG), perfil eletrocardiográfico, histopatológica e atividade antioxidante cardíaca (superóxido dismutase, glutationa e peroxidação lipídica).

Observou-se que E. grandiflorus apresenta atividade cardioprotetora, principalmente na dose de 100 mg/kg, devido as ações hipolipemiante e antioxidante.

[ 3 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:5, m/v): maceração de 500 g do material vegetal (seco) em 2,5 L de etanol à 98% ou hexano.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória das enzimas α-amilase, α-glucosidase e lipase pancreática, antioxidante (DPPH, ORAC e FRAP) e capacidade anti-glicação (modelo BAS/frutose).

 

Neste estudo das 10 plantas analisadas, observou-se que os extratos etanólicos de Echinodorus grandiflorus, Bauhinia forficata, Syzygium cumini e Chamomilla recutita apresentam atividade hipoglicemiante mais potente.

[ 4 ]

Hipolipemiante

Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 5 kg do material vegetal em etanol. Rendimento:  9,54% (p/p). Doses para ensaio: 10, 30 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos da Nova Zelândia suplementados com dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos (CT, TG e HDL), níveis de LDL oxidado, nitrotirosina, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, moléculas de adesão (sVCAM-1 e sICAM-1), interleucinas (IL-1β e IL-6) e análise histopatológica em anéis aórticos e seguimento torácico.

O extrato de E. grandiflorus apresenta atividades hipolipemiante, antioxidante e anti-inflamatória, reduzindo as lesões ateroscleróticas.

[ 1 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 250 g do material vegetal (seco) em 5,600 mL de água. Rendimento: 13,45%. Dose para ensaio: 23 mg/kg.

In vivo:

Em camundogos BALB/c submetidos a alergia pulmonar induzida por ovalbumina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da peroxidase de eosinófilo (EPO), dos níveis de proteínas CC11 e IgE (específica para ovalbumina), expressão de IL-4 e IL-13 e parâmetros histopatológicos.

Observou-se que o extrato de E. grandiflorus apresenta atividade imunomoduladora na alergia pulmonar.

[ 10 ]

Vasodilatadora

Vasodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:4, p/v): maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol. Rendimento: 11,6%. Frações: hexano, clorofórmio e n-butano. Rendimento: 9,84, 7,76 e 13,41 g, respectivamente. Concentrações para ensaio: 0,01 a 0,3 mg.

In vitro:

Em leito vascular do mesentério isolado de ratos Wistar, submetidos a perfusão com 4-aminopiridina, atropina, glibenclamida, HOE-140, cloreto de potássio, L-NAME, indometacina, tetraetilamônio e fenilefrina, com posterior análise do mecanismo vasorelaxante.

 

Observou-se que o extrato e a fração butanólica de E. grandiflorus apresentam atividade vasodilatadora, via óxido nítrico (receptores muscarínicos e bradicinina) e prostaglandina sintase, principalmente nas concentrações de 0,1 a 0,3 mg.

[ 2 ]
Folha

Extrato: infusão de 500 g do material vegetal (pó) em 2,5 L de água. Rendimento: 9% (p/p). Concentrações para ensaio: 0,1 a 10 mg.

In vivo:

Em rim isolado perfundido de coelho, submetido a pré-contração com norepinefrina, e em anéis da aorta incubados com acetilcolina, norepinefrina, L-NAME, atropina, indometacina, azul de metileno, glibenclamida, cloridrotoxina e WEB-2086, com posterior análise de parâmetros de vasodilatadores e vasoconstritores.

Observou-se que o extrato de E. grandiflorus apresenta atividade vasodilatorada, mediada pela via óxido nítrico (NO) e receptores do fator ativador plaquetário (PAF).

[ 15 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol/água (7:3). Rendimento: 15%. Dose para ensaio: 500, 1000 e 2000 mg/kg. Outra espécie em estudo: Cordia ecalyculata.

In vivo:

Em ratos tratados com o extrato vegetal, com posterior isolamento da medula óssea femoral e do sangue periférico, submetidos ao Teste do Micronúcleo (clastrogênico e aneugênico) e Ensaio do Cometa (danos no DNA).

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, consumo de alimentos e água, e citotoxidade (Micronúcleo e Cometa).

Observou-se que os extratos vegetais de E. grandiflorus e C. ecalyculata não apresentam citotoxidade e genotoxicidade significativas, bem como atividade antiobesidade.

[ 13 ]

Genotoxicidade

Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água.

Extrato: maceração de 400 g do material vegetal (seco) em 200 mL de etanol à 96%.

Extrato: infusão de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água.

Extrato: decocção de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água.

In vitro:

Ensaio de indução lisogênica bacteriana (Induteste), realizado com os diferentes extratos vegetais, esterilizados a vapor ou luz ultravioleta.

 

Observou-se que extratos de E. grandiflorus preparados por infusão e esterilizados a vapor apresentam atividade genotóxica, devido a presença de substâncias precursoras da reação de Maillard.

[ 9 ]

Toxicidade materna e fetal

Toxicidade materna e fetal
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 1800 g do material vegetal (seco) em 1000 mL. Rendimento: 13,45%. Doses para ensaio: 250, 500 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar prenhes pré e pós-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros hematológicos, bioquímicos e histopatológicos (fígado, rins e baço) maternos, investigação de corpos lúteos, implantes, reabsorções e mortalidade/viabilidade fetal.

Observou-se que o extrato de E. grandiflorus apresenta toxicidade materna, principalmente nas doses de 500 e 1000 mg/kg.

[ 11 ]

Referências bibliográficas

1 - GASPAROTTO, F. M. et al. Antiatherosclerotic properties of Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltdl.) Micheli: from antioxidant and lipid-lowering effects to an anti-inflammatory role. J Med Food, v. 22, n. 9, p.919-927, 2019. doi: 10.1089/jmf.2019.0017
2 - DE CARVALHO, E. S. et al. Endothelium-dependent effects of Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltdl.) Micheli mediated by M3-muscarinic and B2-bradykininergic receptors on peripheral vascular resistance and its modulatory effects on K+ channels in mesenteric vascular beds. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-11, 2019. doi: 10.1155/2019/4109810
3 - GASPAROTTO, F. M. et al. Heart-protective effects of Echinodorus grandiflorus in rabbits that are fed a high-cholesterol diet. Planta Med, v. 84, n. 17, p.1271-1279, 2018. doi: 10.1055/a-0644-2794 
4 - FRANCO, R. R. et al. Antioxidant and anti-glycation capacities of some medicinal plants and their potential inhibitory against digestive enzymes related to type 2 diabetes mellitus. J Ethnopharmacol, v. 215, p.140-146, 2018. doi: 10.1016/j.jep.2017.12.032
5 - GARCIA, E. F. et al. Effect of the hydroethanolic extract from Echinodorus grandiflorus leaves and a fraction enriched in flavone-C-glycosides on antigen-induced arthritis in mice. Planta Med, v. 82, n. 5, p.407-413, 2016. doi: 10.1055/s-0035-1568200
6 - PRANDO, T. B. et al. Involvement of bradykinin B2 and muscarinic receptors in the prolonged diuretic and antihypertensive properties of Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltdl.) Micheli. Phytomedicine, v. 23, n. 11, p.1249-1258, 2016. doi: 10.1016/j.phymed.2015.10.020 
7 - GARCIA, E. de F. et al. In vitro TNF-α inhibition elicited by extracts from Echinodorus grandiflorus Leaves and correlation with their phytochemical composition. Planta Med, v. 82, n. 4, p.337-343, 2016. doi: 10.1055/s-0035-1558290
8 - PRANDO, T. B. L. et al. Ethnopharmacological investigation of the diuretic and hemodynamic properties of native species of the Brazilian biodiversity. J Ethnopharmacol, v. 174, p.369-378, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.08.029 
9 - LIMA-DELLAMORA, E. C. et al. Genotoxic Maillard byproducts in current phytopharmaceutical preparations of Echinodorus grandiflorus. An Acad Bras Cienc, v. 86, n. 3, p.1385-1394, 2014. doi: 10.1590/0001-37652014201300065
10 - BRUGIOLO, A. S. et al. Effects of aqueous extract of Echinodorus grandiflorus on the immune response in ovalbumin-induced pulmonary allergy. Ann Allergy Asthma Immunol, v. 106, n. 6, p.481-488, 2011. doi: 10.1016/j.anai.2011.01.008 
11 - BRUGIOLO, S. S. S. et al. Reproductive toxicity of Echinodorus grandiflorus in pregnant rats. J Toxicol Sci, v. 35, n. 6, p.911-922, 2010. doi: 10.2131/jts.35.911
12 - GARCIA, E. de F. et al. Antiedematogenic activity and phytochemical composition of preparations from Echinodorus grandiflorus leaves. Phytomedicine, v. 18, n. 1, p.80-86, 2010. doi: 10.1016/j.phymed.2010.05.008
13 - DA SILVA, C. J. et al. Evaluation of the genotoxic and cytotoxic effects of crude extracts of Cordia ecalyculata and Echinodorus grandiflorus. J Ethnopharmacol, v. 127, n. 2, p.445-450, 2010. doi: 10.1016/j.jep.2009.10.015
14 - LESSA, M. A. et al. Antihypertensive effects of crude extracts from leaves of Echinodorus grandiflorus. Fundam Clin Pharmacol, v. 22, n. 2, p.161-168, 2008. doi: 10.1111/j.1472-8206.2008.00565.x
15 - TIBIRIÇÁ, E. et al. Pharmacological mechanisms involved in the vasodilator effects of extracts from Echinodorus grandiflorus. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 1, p.50-55, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.10.030
16 - DE SOUZA, G. C. et al. Ethnopharmacological studies of antimicrobial remedies in the south of Brazil. J Ethnopharmacol, v. 90, n. 1, p.135-143, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2003.09.039

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                                    * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Diurético leve e anti-inflamatório nas afecções urinárias e intoxicações em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Diurético leve e anti-inflamatório nas afecções urinárias e intoxicações em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a seis vezes ao dia.

Uso oral: crianças acima de 3 anos devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, três a seis vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 118-120.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 71-73.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

Alcaloides

Compostos fenólicos

ácido cafeico, ácido 2-O-cafeoiltartárico, ácido 2-O-feruloiltartárico.

Cumarinas

Esteróis

estigmasterol.

Flavonoides

swertisina, isoorientina, swertiajaponina, isovitexina e orientina.

Heterosídeos cardiotônicos

echinodorosídeo.

Óleos essenciais

diidroedulano, cariofileno, humuleno, nerolidol, óxido de cariofileno, bisabolano, drimenol, ácido hardwichico, dihidroedulano, cembranos (echinodol, ácido echinóico), clerodano, labdano, fitol, ácido echinólico, echinfofilina A-F, chapecoderina A e B.

Outras substâncias

ácido ferúlico, ácido chicórico (fenilpropanóide) e ácido trans e cis-aconítico.

Resinas

Sais minerais

iodo, potássio, cálcio e sódio.

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 10.
2 - MARQUES, A. M. et al. Echinodorus grandiflorus: Ethnobotanical, phytochemical and pharmacological overview of a medicinal plant used in Brazil. Food Chem Toxicol, v. 109, n. Pt 2, p.1032-1047, 2017. doi: 10.1016/j.fct.2017.03.026
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 99.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 321-322.
5 - GARCIA, E. F. et al. Effect of the hydroethanolic extract from Echinodorus grandiflorus leaves and a fraction enriched in flavone-C-glycosides on antigen-induced arthritis in mice. Planta Med, v. 82, n. 5, p.407-413, 2016. doi: 10.1055/s-0035-1568200
6 - GASPAROTTO, F. M. et al. Heart-protective effects of Echinodorus grandiflorus in rabbits that are fed a high-cholesterol diet. Planta Med, v. 84, n. 17, p.1271-1279, 2018. doi: 10.1055/a-0644-2794
7 - GARCIA, E. de F. et al. In vitro TNF-α inhibition elicited by extracts from Echinodorus grandiflorus Leaves and correlation with their phytochemical composition. Planta Med, v. 82, n. 4, p.337-343, 2016. doi: 10.1055/s-0035-1558290
8 - GARCIA, E. de F. et al. Antiedematogenic activity and phytochemical composition of preparations from Echinodorus grandiflorus leaves. Phytomedicine, v. 18, n. 1, p.80-86, 2010. doi: 10.1016/j.phymed.2010.05.008
9 - PRANDO, T. B. L. et al. Ethnopharmacological investigation of the diuretic and hemodynamic properties of native species of the Brazilian biodiversity. J Ethnopharmacol, v. 174, p.369-378, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.08.029
10 - MANNS, D.; HARTMANN, R. Echinodol: a new cembrene derivative from Echinodorus grandiflorus. Planta Med, v. 59, n. 5, p.465-466, 1993. doi: 10.1055/s-2006-959734

Propagação: 

por sementes (apresentam dormência no inverno) ou a partir de rebentos e brotações de verticilos florais que se formam nas hastes florais. As sementes apresentam dormência e a superação deve ser realizada colocando-as em recipiente com areia encharcada de água em ambiente com luminosidade e temperatura de 38°C/4 dias, posteriormente coloca-se as sementes à temperatura de 25°C/4 dias. Após este procedimento as sementes devem ser plantadas em saquinhos plásticos (10 cm de largura x 15 cm de comprimento) contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) a uma profundidade de 1 cm. As mudas devem permanecer em viveiro (sombrite 50%) por 60 dias, com irrigação 2 vezes ao dia. Após este período devem ser transferidas para loca definitivo (pleno sol e a meia sombra) em covas de 10x10 cm, com espaçamento de 0,3 m entre plantas e 0,3 m entre linhas. Esta espécie deve ser cultivada em local encharcado [ 1 , 2 , 3 , 4 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & Manejo: 

esta espécie não tolera sol intenso e escassez de água [ 4 ] .

Colheita: 

as sementes devem ser retiradas manualmente dos frutos, esfregando os mesmos em peneira até a separação. Posteriormente, devem ser pesadas e acondicionadas em frascos identificados e em local adequado. As folhas devem ser colhidas na primavera e verão, de preferência antes da floração, 20 cm acima do solo. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia. O fitoterápico deve ser preparado preferencialmente com a planta fresca [ 2 , 3 ] .

Pós-colheita: 

o processo de secagem é indicado, pois a produção da folha desta espécie é sazonal. O processo de secagem deve ser realizado em estufa de ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Posteriormente, a droga vegetal deve ser armazenada em local não úmido e ser utilizada dentro do período de 6 meses. A droga vegetal deve ser moída em moinho de faca, até a granulometria de 40 mesh, e após ser utilizada no preparo de tinturas e extratos. Drogas vegetais moídas não devem ser armazenadas por período superior à 3 meses [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

recomenda-se produzir vegetativamente os materiais que são cultivados em ambientes de farmácia viva e que apresentem efeitos terapêuticos comprovados nos serviços de ambulatório fitoterápico, pois o perfil fitoquímico varia muito dentro de acessos silvestres [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - MARQUES, A. M. et al. Echinodorus grandiflorus: Ethnobotanical, phytochemical and pharmacological overview of a medicinal plant used in Brazil. Food Chem Toxicol, v. 109, n. Pt 2, p.1032-1047, 2017. doi: 10.1016/j.fct.2017.03.026
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 100-101.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 321.
4 - ALVES, J. A. A. Echinodorus grandiflorus (chapéu-de-couro). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 611.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2010
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