Ocimum gratissimum L.

Alfavacão, alfavaca-cravo e alfavaca.

Família 
Informações gerais 

Originária da Índia e África Ocidental, ocorre espontaneamente no Brasil. Esta espécie é muito cultivada e apreciada na forma de chá, e também como condimento na culinária. Suas principais indicações são: broncodilatadora, antisséptica, analgésica, anti-inflamatória, cicatrizante, febrífuga, antibacteriana, antifúngica, antiviral, antialérgica, repelente de insetos, orexígena, carminativa, diurética, antioxidante, hepatoprotetora, hipoglicemiante, tônica geral e hemostática[1,2,3,4,5].

Referências informações gerais
1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 173-174.
2 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 358.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 167-171.
4 - SHIVASHANKARA, A. R. et al. Dietary agents in the prevention of alcohol-induced hepatotoxicty: preclinical observations. Food Funct, v. 3, n. 2, p.101-109, 2012. doi: 10.1039/c1fo10170f
5 - UGBOGU, O. C. et al. A review on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacological activities of clove basil (Ocimum gratissimum L.). Heliyon, v. 7, n. 11, p.1-17, 2021. doi: 10.1016/j.heliyon.2021
Descrição da espécie 

Subarbusto perene, aromático, ereto, anual, de 1 a 3 m de altura, caule ereto com secção arredondada a quadrangular, muito ramificado, pubescente (quando jovem), lenhoso (quando velho); folhas opostas, ovalado-lanceoladas, delgada, pubescente, membranáceas, com bordos denteados, de 4 a 10 cm de comprimento, com pecíolos de 2 a 4,5 cm de comprimento; flores pequenas, roxo-pálidas, dispostas em racemos paniculados curtos e agrupados; fruto do tipo aquênio, com 4 sementes (tetraquênio); as sementes são pequenas, oblongos, de coloração preta[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 167.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Alfavaca-cravo Nordeste (Brasil) Parte aérea

Bactericida, analgésica, antisséptica e aromatizante bucal.

Chá ou tintura (10 a 20% de etanol diluído).

Na forma de bochechos após escovação dos dentes.

-

[ 1 , 2 ]
Alfavaca-cravo Nordeste (Brasil) Parte aérea

Antigripal (para crianças) e em casos de nervosismo e paralisia. 

-

Na forma de banhos. 

-

[ 1 , 2 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Folha

Larvicida (miíase nasal e do ouvido) e repelente de insetos (longa duração). 

In natura (em pedaços).

Uso local. 

-

[ 3 , 4 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Planta toda

Sudorífica, antitussígena, tônica e no tratamento do resfriado.

Infusão.

Uso oral.

-

[ 3 , 4 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Parte aérea

Sudorífica e tônica (nos sintomas de fraqueza).

Infusão.

Uso local: na forma de banhos.

-

[ 3 , 4 ]
Albahaca e basilienkraut Colômbia (Zona Tropical) -

Orexígena, antirreumática, no tratamento de problemas menstruais, dor de cabeça e nas costas, resfriados e coqueluche.

 Infusão. 

-

-

[ 5 ]
Albahaca e basilienkraut Colômbia (Zona Tropical) -

Antitérmica, sudorífica, antiofídica, antidiarreica, no tratamento de dor de ouvido, doenças sexuais e cutâneas (parasitas e ácaros).

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Folha

No tratamento de micoses.

Uso externo: na forma de banhos.

-

-

[ 6 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Folha ou raiz

Antitussígena, no tratamento de dores de cabeça e bronquite.

Xarope (com mel).

-

-

[ 6 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Raiz

Antidiarreica, sedativa (para crianças), no tratamento de distúrbios estomacais e dores de cabeça.

Decocção.

-

-

[ 6 ]
Tchao e ciyayo Benin (África Ocidental) Folha e caule

Antifúngica (candidíase).

Decocção ou amassada.

Uso oral ou tópico.

-

[ 7 ]
- Ado Ekiti (Nigéria) Folha (fresca)

Hipoglicemiante. Outras espécies vegetais indicadas para o tratamento do diabetes nesta região: Anthocleista djalonensis, Vernonia amygdalina e Mormodica charantia.

Decocção.

-

A superdosagem pode provocar tonturas e dores no estomago.

[ 8 ]
Ouwali Kakamega (Quênia) Folha

Antitumoral (colorretal).

Infusão: 30 g material vegetal (pó) em 1 L de água. Associar com Glinsoga parviflora, Senna didymobotyra e Triumfetta rhomboidea.

Tomar 1 copo 2 vezes ao dia/2 semanas.

-

[ 9 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Decocção: associar com Newbouldia laevis, Mormodica charantia e Vernonia amygdalina.

Tomar 3 vezes ao dia.

-

[ 10 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Pomada: contendo o sumo do material vegetal fresco. Associar com Vernonia amygdalina e Butyrosperum parasoxum.

Uso tópico: aplicar no local 2 vezes ao dia após o banho.

-

[ 10 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Maceração: material vegetal (fresco) em vinho de palma/24 horas. Associar com Vernonia amygdalina.

Tomar 1 xícara (de chá) 2 vezes ao dia até melhora dos sintomas.

-

[ 10 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de conjuntivite e dor de ouvido.

Suco.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

Vermífuga (em crianças).

-

Uso oral. 

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de picadas de escorpião e vespas.

Pasta.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de infecções de pele.

Pasta com sal.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha e raiz

Antitérmica.

Decocção: adicionar gengibre e adoçante.

Uso interno.

-

[ 11 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

No tratamento de dor de cabeça.

Suco.

Aplicar nas narinas, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

Antitussígena.

Suco.

Aplicar nas narinas ou olhos, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

Anticonvulsivante.

Suco. 

Aplicar nos olhos, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Reserva indígena em Rio das Cobras-PR (Brasil) Folha

Antigripal, no tratamento de dor de dente e feridas.

Chá.

Uso interno ou externo (lavar as feridas).

-

[ 13 ]
Tea bush e efinrin nla Lagos (Nigéria) Folha

Antidiabética.

Infusão ou decocção: associar com Peperomia pellucida, Vernonia amygdalina, Bridelia micranta, Allium sativum, Momordica charantia, Carica papaya ou Bidens pilosa.

Tomar 1 copo 3 vezes ao dia.

-

[ 14 ]
Efinrin Indígenas Nigerianos Folha

Antirreumática, antitérmica, antidiarreica, anti-hemorroidária, anti-inflamatória (olhos e garganta), no tratamento da paralisia, epilepsia, doença mental e problemas estomacais.

-

-

-

[ 15 ]
- África Folha e semente

No tratamento da dor de cabeça.

Infusão ou decocção.

Uso oral ou nasal.

-

[ 16 ]
Efinrin nla e foromoba Ile-Ifé (Osun, Nigéria) Folha

No tratamento de feridas.

Suco.

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 17 ]
Efinrin nla e foromoba Ile-Ifé (Osun, Nigéria) Folha

Antimalárica.

Maceração em água.

-

-

[ 17 ]
Babusui, onunum, sulu e aprim Gana (África) Folha

Analgésica, antidepressiva e ansiolítica.

Decocção.

-

-

[ 18 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 174.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
3 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 58.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
5 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 358.
6 - BARROS, L. F. Herbarium - Ewé. Maringá/RJ: Bábálawo ati Ojé Ifagbenusola Aworeni, 2014, p. 358-359.
7 - FANOU, B. A. et al. Ethnobotanical survey on plants used in the treatment of candidiasis in traditional markets of southern Benin. BMC Complement Med Ther, v. 20, n. 1, p.1-18, 2020. doi: 10.1186/s12906-020-03080-6
8 - AKHARAIYI, F. C. et al. Some antidiabetic medicinal plants used by traditional healers in Ado Ekiti, Nigeria. Bratisl Lek Listy, v. 118, n. 8, p.504-505, 2017. doi: 10.4149/BLL_2017_097
9 - OCHWANG’I, D. O. et al. Medicinal plants used in treatment and management of cancer in Kakamega County, Kenya. J Ethnopharmacol, v. 151, n. 3, p.1040-1055, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2013.11.051
10 - SONIBARE, M. A. et al. Use of medicinal plants for the treatment of measles in Nigeria. J Ethnopharmacol, v. 122, n. 2, p.268-272, 2009. doi: 10.1016/j.jep.2009.01.004
11 - KAMARAJ, C. et al. Antiplasmodial potential of medicinal plant extracts from Malaiyur and Javadhu hills of South India. Parasitol Res, v. 111, n. 2, p.703-15, 2012. doi: 10.1007/s00436-011-2457-6
12 - MALAN, D. et al. Medicinal plants and traditional healing practices in Ehotile people, around the Aby Lagoon (eastern littoral of Côte d'Ivoire). J Ethnobiol Ethnomed, v. 11, p.1-18, 2015. doi: 10.1186/s13002-015-0004-8
13 - MOURA-COSTA, G. F. et al. Antimicrobial activity of plants used as medicinals on an indigenous reserve in Rio das Cobras, Paraná, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 143, n. 2, p.631-638, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.07.016
14 - GBOLADE, A. A. Inventory of antidiabetic plants in selected districts of Lagos State, Nigeria. J Ethnopharmacol, v. 121, n. 1, p.135-139, 2009. doi: 10.1016/j.jep.2008.10.013
15 - AKINMOLADUN, A. C. et al. Evaluation of antioxidant and free radical scavenging capacities of some Nigerian indigenous medicinal plants. J Med Food, v. 13, n. 2, p.444-451, 2010. doi: 10.1089/jmf.2008.0292
16 - FRIMPONG, E. K. et al. A review on medicinal plants used in the management of headache in Africa. Plants (Basel), v. 10, n. 10, p.1-21, 2021. doi: 10.3390/plants10102038
17 - MUKAILA, Y. O. et al. Which plants for what ailments: a quantitative analysis of medicinal ethnobotany of Ile-Ife, Osun State, Southwestern Nigeria. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-21, 2021. doi: 10.1155/2021/5711547
18 - AMOATENG, P. et al. Medicinal plants used in the treatment of mental and neurological disorders in Ghana. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-14, 2018. doi: 10.1155/2018/8590381

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Doses para ensaio: 25 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos A/J portadores de alergia respiratória induzida por ácaro Blomia tropicalis (Bt), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do lavado broncoalveolar (atividade da peroxidase eosinofílica, níveis de IL-4 e anti-Bt IgE) e histológica pulmonar.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 100 mg/kg, sendo promissor para o tratamento da asma alérgica.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (fresco) em água. Doses para ensaio: 100 a 1200 mg/kg. Outras espécies em estudo: Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Carica papaya (folha), Citrus sinensis (folha) e Ocimum gratissimum (folha).

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de hiperpirexia induzida por D-anfetamina e levedura Brewer, edema de pata induzido por carragenina, da placa quente, pressão mecânica e calor radiante na cauda.

Os extratos vegetais apresentaram atividades antipirética, anti-inflamatória e antinociceptiva. Esta associação de ervas compõe o fitoterápico Nefang, indicado para o tratamento sintomático da malária.

[ 64 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em hexano, clorofórmio e metanol a 80%, respectivamente. Rendimento: 5,42%. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 a 800 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50 a 100 mg/kg.

In vitro:

Determinar as atividades antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e NO, inibitória das enzimas lipoxigenase e xantina oxidase.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata (induzido por carragenina) e bolsa de ar (contendo carragenina), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TNF-α, nitrito, MPO, GSH e TBARS) e histológica (revestimento da bolsa de ar).

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante, principalmente na dose de 100 mg/kg.

[ 12 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial. Outra espécie em estudo: Zanthoxylum xanthoxyloides.

In vitro:

Em cepas de Bacillus cereus, B. subtilis, Corynebacterium glutamicum, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Escherichia coli submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

O óleo de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana mais potente, principalmente para B. cereus e E. fecalis.

[ 34 ]
Folha

Extrato: metanólico e hexânico. Rendimento: 2,49 e 1,49 g, respectivamente. Concentrações para ensaio: 8 a 512 µg/mL. Outra espécie em estudo: Croton campestris.

In vitro:

Em cepas multirresistentes de Staphylococcus aureus submetidas ao teste de microdiluição em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM) e ensaio de modulação quando associados ao antibiótico norfloxacina.

 

Os extratos de O. gratissimum e C. campestris potencializam a ação do antibiótico norfloxacina, sendo promissores para o tratamento de doenças provenientes de cepas bacterianas multirresistentes.

[ 17 ]
Folha

Óleo essencial: incorporado em solução de metanol (50 e 80%) ou base semi-sólida. Concentrações para ensaio: 0,25 a 50% (v/v).

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Proteus spp. submetidos ao teste de disco-difusão em ágar com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

A formulação contendo 2% do óleo vegetal em solução hidrometanólica apresenta atividade antibacteriana mais potente.

[ 52 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,75 a 1,5 µg/mL.

In vitro:

Em isolados de Shigella (multirrestentes) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da atividade da protease extracelular, virulência, incidência de ceratoconjuntivite, níveis de ramnose e da suscetibilidade aos antibióticos tetraciclina, ampicilina, cotrimoxazol e estreptomicina.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana (shigelose), sendo promissor quando em associação aos antibióticos comerciais citados neste estudo.

[ 24 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,21%.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus mirabilis, Klebsiella sp., Salmonella enteritidis e Shigella flexineri submetidos ao teste de disco-difusão e diluição em ágar, para determinar o halo de inibição (mm) e as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM), respectivamente.

 

[ 67 ]

Antibacteriana e Antifúngica

Antibacteriana e Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial (pré-floração e floração plena): por hidrodestilação. Rendimento: 0,65 a 0,78%. Concentrações para ensaio: 0,005 a 10 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM), bactericida mínima (CBM) e fungicida mínima (CFM).

Determinar a toxicidade através do teste com Artemia salina.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana (pré-floração colhida às 7 horas da manhã) e antifúngica (floração plena colhida às 7 da manhã), além de baixa toxicidade.

[ 18 ]

Antibacteriana e Antitumoral

Antibacteriana e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (pó) em 800 mL de água, por hidrodestilação. Encapsulados em nanopartículas de quitosana e N,N,N-quitosana. Concentrações para ensaio: 40 a 150 mg/mL; 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em culturas de Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, Escherichia coli e Salmonella typhimurium submetidas ao teste de disco-difusão, com posterior análise da zona de inibição (mm).

Em células de câncer de mama (MDA-MB-231) incubadas com as nanopartículas contendo o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

As nanopartículas contendo o óleo de O. gratissimum, principalmente as de N,N,N-quitosana, apresentam atividades antibacteriana, antitumoral e antioxidante promissoras.

[ 6 ]

Antibacteriana e Citotóxica

Antibacteriana e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extratos: 100 g do material vegetal (triturado) em 600 mL de etanol, metanol e água. Concentrações para ensaios: 2 a 500 mg/mL; 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em culturas de Escherichia coli, Bacillus cereus, Staphylococcus aureus e Salmonella typhimurium submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

Em cultura de células de câncer de mama (MDA-MB-231), incubados com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (Azul de tripano).

 

O extrato metanólico (a 40°C) de O. gratissimum apresenta atividades antioxidante, antibacteriana e citotóxica mais potentes.

[ 2 ]

Antidiarreica

Antidiarreica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em 50 mL de água. Doses para ensaio: 10 a 25 mL/kg.

In vitro:

Em seguimentos de íleos isolados de porquinhos-da-Índia incubados com o extrato vegetal, acetilcolina, histamina e nicotina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em ratos submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise do número de eventos diarreicos induzidos por óleo rícino e motilidade intestinal através da ingestão de carvão.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antidiarreica, pois inibe a motilidade intestinal, relativamente por inibição dos receptores muscarínicos.

[ 50 ]

Antiespasmódica e Analgésica

Antiespasmódica e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 20 mg do material vegetal (pó) em água. Concentrações para ensaio (in vitro): 10,2 e 23,2 mg. Dose para ensaio (in vivo): 23,2 mg/kg.

In vitro:

Em seguimentos do jejuno e estômago isolados de ratos, incubados com o extrato vegetal e acetilcolina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em ratos tratados com o extrato vegetal e submetidos ao teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antiespasmódica (ação inibitória não competitiva) e analgésica (sistema nervoso periférico), além da ausência de efeitos adversos.

[ 44 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 0,65%.

In vitro:

Em cultura de Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes, T. interdigitale, Microsporum canis, M. gypseum, Scopulariopsis brevicaulis, Aspergilus fumigatus, Candida albicans, Cryptococcus neoformans e Malassezia pachydermatis submetidos ao teste de diluição em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM)

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antifúngica promissora.

[ 58 ]

Antifúngica e Antiprotozoária

Antifúngica e Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 23,23 e 9,67% (p/p), respectivamente.

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis e L. chagasi e macrófagos murinos (J774) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade (MTT).

Em cultura de Candida albicans e Cryptococcus neoformans submetida ao teste de disco-difusão de ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm) e concentração inibitória mínima (MIC).

 

Neste estudo, dentre os 20 extratos vegetais, Vernonia polyanthes, Ocimum gratissimum, Schinus terebintifolius, Cajanus cajan, Piper aduncum e Syzygium cumini apresentam atividade antiprotozoária e antifúngica mais potentes.

[ 53 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 300 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Doses para ensaio: 200, 300 e 500 mg/kg. Outra espécie em estudo: Cymbopogon citratus.

In vivo:

Em ratos infectados por Plasmodium berghei, tratados com óleo vegetal, com posterior quantificação da parasitemia.

Os óleos essenciais de C. citratus e O. gratissimum apresentam atividade antimalárica, dose-dependente.

[ 27 ]
Folha

Extrato: 1000 g do material vegetal em 2,4 L de água e 2,0 L de etanol, separadamente. Rendimento: 4,64 e 5,63, respectivamente. Associação com as espécies: Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Carica papaya (folha), Citrus sinensis (folha) e Cymbopogon citratus (folha).

In vitro:

Em células de hepatoma (Hep G2) e epiteliais de osteossarcoma (U2OS) de humanos, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular.

Em eritrócitos infectados por Plasmodium falciparum (3D7 e Dd2) e incubados com os extratos vegetais (isolados ou associados), submetidos ao ensaio de fluorescência (SYBR-Green I), com posterior análise da concentração efetiva (CE50), concentração inibitória fracionada (CIF50) e o índice de combinações (IC).

 

A associação dos extratos vegetais deste estudo apresenta atividade antimalárica promissora, além de baixa citotoxicidade.

[ 61 ]
Folha

Extrato (Nefang): maceração de 1000 g do material vegetal (pó) em 2,4 L de água ou 2,0 L de etanol, das seguintes espécies Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Cymbopogon citratus (folha), Citrus sinensis (folha) e Ocimum gratissimum (folha). Doses para ensaio: 75 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c e ratos Wistar infectados por Plasmodium chabaudi chabaudi e P. berghei, respectivamente, tratados com o fitoterápico, com posterior análise da parasitemia, tempo de sobrevivência, temperatura e peso corporal.

O fitoterápico Nefang apresenta atividade antimalárica, sem relatos de toxicidade.

[ 63 ]

Antimelanoma e Radioprotetora

Antimelanoma e Radioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em 4 L de metanol/água (50:50). Dose para ensaio: 200 mg/kg. Rendimento: 13 g. Outras espécies em estudo: Ocimum sanctum, O. basilicum, O. canum e O. kilimandscharicum.

In vivo:

Em camundongos C57BL e Swiss expostos a radiação (cobalto: 12 Gγ) e infectados com células B16F10 (isoladas de melanoma murino), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume tumoral, peso corporal, taxa de sobrevivência, parâmetros histopatológicos tumorais, níveis de glutationa e atividade da enzima S-transferase em homogenato do fígado, pulmão e estômago.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antimelanoma e radioprotetora.

[ 38 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Doses para ensaio: 10 a 40 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J portadores de dor neuropática induzida por lesão constritiva crônica no nervo ciático, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da hipernocicepção mecânica (teste de Von Frey) e térmica (teste da placa quente), e parâmetros bioquímicos (IL-1β).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, principalmente nas doses de 20 e 40 mg/kg, sendo promissor para o tratamento da dor neuropática.

[ 3 ]
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Doses para ensaio: 10 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de contrações abdominais e edema de pata induzidos por ácido acético e formalina, respectivamente, pré-tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros antinociceptivos.

O óleo de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, dose-dependente, além de baixa toxicidade.

[ 49 ]
-

Óleo essencial. Doses para ensaio: 10 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J submetidos a administração do óleo vegetal, com posterior análise dos testes rota-rod, placa quente, formalina e análise do mecanismo de ação (antagonista naloxona).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, com atuação do sistema opioide.

[ 20 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em 500 mL de acetona, metanol ou água.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH, ABTS e redução do íon férrico (FRAP).

 

O extrato metanólico de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante mais potente.

[ 23 ]
Folha

Extrato (10:1): material vegetal (pó) em metanol. Concentrações para ensaio: 0,1 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais isolados de camundongos Swiss incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT); e incubados com nicotina e extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ânion superóxido, proteínas e oxidação de proteínas, NADPH, MPO, MDA, SOD, CAT, GSH, GSSH, GPx, GR e GST).

 

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante potente, principalmente na na concentração de 25 µg/mL, reduzindo os danos provocados pela nicotina, além da ausência de citotoxicidade.

[ 30 ]

Antioxidante e Antiamnésica

Antioxidante e Antiamnésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo, seguidamente, em metanol/água (70:30). Rendimento: 8,52%. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Ocimum basilicum e O. sanctum.

In vitro:

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo, seguidamente, em metanol/água (70:30). Rendimento: 8,52%. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Ocimum basilicum e O. sanctum.

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de amnésia induzida por escopolamina, tratados com os extrato vegetais, com posterior análise dos testes do labirinto em cruz elevado e prevenção passiva de choque, parâmetros bioquímicos em homogenato do córtex e hipocampo (AChE, GSH, TBARS e proteína total) e histopatológico cerebral.

Os extratos em estudo apresentam atividade antioxidante e antiamnésica, principalmente o extrato de O. basilicum.

[ 43 ]

Antioxidante e Dermatoprotetora

Antioxidante e Dermatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de queratinócitos epidérmicos humanos (HaCaT) submetidas a radiação UVC, pré-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da morfologia celular e ensaio de cicatrização de feridas (microscopia invertida), viabilidade (MTT) e ciclo celular (citometria de fluxo). 

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante e dermatoprotetora, contudo, demonstra toxicidade em concentrações acima de 800 µg/mL.

[ 35 ]

Antioxidante e Hepatoprotetora

Antioxidante e Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: material vegetal (pó) em metanol a 70%. Rendimento: 7,8%. Dose para ensaio: 100 mg/kg. Outra espécie em estudo: Ocimum canum.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de estresse oxidativo induzido por ingestão de etanol, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TBARS, GSH, CAT, SOD, ALT, AST, vitaminas E e C).

Os extratos de O. gratissimum e O. canum apresentam atividade antioxidante (e hepatoprotetora), elevando os níveis, principalmente, de vitamina E e C, respectivamente.

[ 65 ]

Antioxidante e Hipoglicemiante

Antioxidante e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 425 g do material vegetal em 3000 mL de água. Rendimento: 57 g. dose para ensaio: 208 mg/kg. Outra espécie em estudo: Vernonia amygdalina.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com os extratos vegetais (associados ou não), com posterior análise dos níveis de glicose, metahemoglobina, sulfahemoglobina e atividade da catalase no sangue.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante mais potente, além da ação hipoglicemiante.

[ 15 ]

Antioxidante e Neuroprotetora

Antioxidante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Rendimento: 8,45%. Doses para ensaio: 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões cerebrais induzida por isquemia-reperfusão cerebral, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume do infarto cerebral, parâmetros bioquímicos no tecido cerebral (TBARS, SOD e GPx), testes do labirinto em cruz elevado, de caminhada com viga inclinada e rota rod.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade neuroprotetora e antioxidante, atenuando o comprometimento da memória de curto prazo e da coordenação motora.

[ 14 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 50 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em culturas de Leishmaniose amazonensis (promastigota e amastigota) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da dose letal média (DL50) e concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos isolados de camundongos Swiss infectados por L. amazonensis (promastigota), pré-tratados com o óleo vegetal, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antiparasitária, com CI50 = 150 µg/mL, além da ausência de citotoxicidade.

[ 40 ]
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 a 100 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Trypanosoma brucei brucei incubada com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade antitripanossoma.

 

In vivo:

Em ratos albinos infectados com T. brucei brucei, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do grau de parasitemia e mortalidade.

O extrato aquoso de O. gratissimum não apresenta atividade antiparasitária significativa.

[ 41 ]
Folha, caule e semente

Extratos: 100 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol. Rendimentos: 4,84% (folha) e 1,97% (caule) - pré-floração; 3,44% (folha), 2,06 (caule) e 2,66% (semente) - floração plena.

Óleo essencial: parte aérea (fresca), por hidrodestilação. Rendimentos: 0,71% - pré-floração e 0,78% - floração plena.

In vitro:

Em culturas de Trypanosoma brucei brucei e Plasmodium falciparum (sensível a cloroquina) incubadas com o extratos e óleos vegetais, com posterior análise da viabilidade parasitária (pLDH) e atividade antiprotozoária, respectivamente.

Determinar a toxicidade através do teste com Artemia salina.

Em células de ovários de Hamsters Chinês (CHO) e fibroblastos não canceroso humano (WI38) incubadas com os extratos e óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Os extratos das folhas e sementes (floração plena) apresentam atividade antiparasitária mais potente (T. brucei brucei), contudo demonstram citotoxicidade para CHO e WI38.

[ 9 ]
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,02 a 50 nL/mL.

In vitro:

Em cultura de parasitas Leishmania mexicana mexicana, e de células normais (WI38) e de câncer (J774) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e citotoxicidade (MTT), respectivamente.

 

Neste estudo, dentre os 37 óleos vegetais, Ocimum gratissimum (seletividade para J774), Cinnamomum cassia, Zingiber zerumbet, Elsholtzia ciliata e Amomum aromaticum, apresentam atividade antiparasitária mais potente.

[ 57 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0 a 800 µg/mL.

In vitro:

Em células humanas de osteossarcoma (HOS e U2-OS) e osteoblasto (hFOS) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de caspase 3, Bax, Bcl-2 (imunoblotting) e outros genes reguladores do ciclo celular (Microarray e RT-PCR).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antiproliferativa (induz a parada do ciclo celular e apoptose), além de baixa toxicidade para hFOS.

[ 37 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso. Frações: metanol (hidrofóbica e hidrofílica). Concentração para ensaio: 0 a 300 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de câncer de mama (MDA-MB-231), pré-malignas (MCF10AT1 e MCF10AT1-EIII8) e uma linhagem clonal (MCF10DCIS.com) incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise dos testes de quimiotaxia e quimioinvação celular, atividade inibitória de MMP-2 e MMP-9 (Zimografia) e níveis de galectina-3.

 

In vivo:

Em camundongos fêmeas sem pelos (NCR nu/nu) infectados por células MCF10DCIS.com, tratados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise do peso dos tumores, expressão de galectina-3, anticolágeno IV, p63, CD31 e pCNA (imuno-histoquímica).

O extrato e a fração hidrofóbica apresentam atividade antitumoral mais potente, devido a redução da clivagem de galectina-3 por MM-2 e MM-9.

[ 7 ]
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 a 800 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 60 mg/kg.

In vitro:

Em células de carcinoma hepatocelular (SK-Hep1 e HA22T) e em células hepáticas normais (Chang ATCC) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de caspase 3, PARP, p-ERK1/2, CDK4, CDK2 e PFKFB3 (Western blotting), taxas de consumo de oxigênio e acidificação extracelular.

 

In vivo:

Em camundongos nus (BALB/c) infectados com células de câncer hepático (Mahlavu), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso do tumor, corporal, baço, coração, fígado e rim.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade citotóxica (400 a 800 µg/mL), mediada por alteração em proteínas relacionadas ao ciclo celular e apoptose.

[ 10 ]
Folha

Extrato: 1 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 a 0,5% (p/v). Dose para ensaio (in vivo): 1%.

In vitro:

Em culturas de células de câncer de mama (MDA-MB-435, MDA-MB231 e MCF10DCIS.com) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da angiogênese (quimiotaxia, viabilidade e proliferação celular, apoptose, crescimento e morfogênese 3D, e expressão da proteína COX-2).

 

In vivo:

Em camundongos NCR nu/nu infectados com células tumorais (DCIS.com), tratados com o óleo vegetal com posterior análise da expressão de CD34, VEGF, COX-2, MMP9, Ki67 e PCNA. 

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antitumoral, sendo promissor para o tratamento e prevenção da doença.

[ 21 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em água (decocção), etanol a 50 e 70% (turbo-extração).

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Bacillus subtilis, Candida albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis, Leishmania amazonensis, Polivírus e HSV-1 submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM), bactericida mínima (CBM), fungicida mínima (CFM), inibitória média (CI50) e efetiva média (CE50).

Em células Vero incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (CC50).

 

O extrato hidroalcoólico a 50% de O. gratissimum apresenta atividade antiviral (Polivírus e HSV-1) promissora, contudo, demonstra citotoxicidade.

[ 62 ]
Folha, Semente, Fruto, Caule, casca e raiz

Extrato aquoso. Outras plantas em estudo: Clausena anisata, Ficus polita, Alchornea cordifolia e Elaeophorbia drupifera.

In vitro:

Em culturas de células Molt-4 e M8166 infectadas por vírus HIV-1 e 2, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da ação antiviral e citotoxicidade, replicação celular, efeitos citopáticos, atividade da enzima transcriptase reversa e amplificação do DNA pró-viral.

 

Os extratos de O. gratissimum (folha) e Alchornea cordifolia (semente) apresentam atividade antiviral mais potente.

[ 29 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial. Volume para ensaio: 0,2 mL.

In vivo:

Em coelhos albinos portadores de lesões cutâneas dorsais (por excisão e incisão), tratados topicamente com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros semi-quantitativos de cicatrização e microbiológicos.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade cicatrizante promissora.

[ 46 ]
Folha

Extrato: maceração de 250 g do material vegetal (pó) em metanol.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas cutâneas com remoção do panículo carnoso, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros morfológicos e histológicos.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade cicatrizante promissora.

[ 54 ]
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 4%. Concentração para ensaios: 20 mg/mL. Outras espécies em estudo: Anthocleista djalonensis, Napoleonaea imperialis, Ageratum conyzoides e Psidium guajava.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus spp. e Shigella spp. submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

In vivo:

Em ratos albinos portadores de incisão circular cutânea (20 mm) induzida, tratados com extratos vegetais, com posterior análise de cicatrização.

Os extratos de A. conyzoides, O. gratissimum e N. imperialis apresentam atividade cicatrizante mais potente, enquanto que apenas N. imperialis demonstra ação antibacteriana significativa.

[ 56 ]

Citoprotetora

Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 400 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Concentrações para ensaio: 0 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em células Schwann (RSC96) portadoras de estresse oxidativo induzido por peróxido de hidrogênio, pré-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de GAPDH, HSP70 e HSP72 (RT-PCR) e caspase-3, PI3K, Bcl2, Bax e tubulina (Western blotting).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade citoprotetora (150 e 200 µg/mL), sendo promissor para terapia complementar de transplante de células.

[ 36 ]

Disfunção sexual masculina

Disfunção sexual masculina
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 70 g do material vegetal (pó) em 700 mL de água. Rendimento: 40,45 g. Concentrações para ensaio: 20 a 100 µg/mL.

In vitro:
Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radicaL DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

Em homogenato de tecido peniano e testicular de ratos Wistar incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade inibitória das enzimas conversora de angiotensina I (ECA), fosfodiesterase-5 (PDE-5), arginase e acetilcolinesterase (AChE).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum reduz a atividade de enzimas envolvidas na disfunção erétil, concentração dependente, além da ação antioxidante potente.

[ 5 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em 150 mL de água. Rendimento: 33,2%. Doses para ensaio: 500 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise da produção de ácido gástrico (induzido por histamina), secreção de muco gástrico e índice de úlceras induzidas por ácido clorídrico.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade gastroprotetora, pois aumenta a produção do muco gástrico, reduz a secreção de ácido gástrico e as ulcerações.

[ 39 ]
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 75 a 250 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos da Nova Zelândia submetidos a ligadura do piloro, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do pH gástrico, volume de secreção gástrica, número de úlceras, células parietais e de células da mucosa gástrica.

O extrato aquoso de O. gratissiumum apresenta potencial gastroprotetor, devido as atividades antissecretora e antiúlcera, dose dependente.

[ 25 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 0 a 40 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células estreladas hepáticas (HSCs) isoladas de ratos normais, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), expressão de α-SMA e colágeno-α (imunofluorescência e RT-PCR).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de fibrose hepática induzida por tetracloreto de carbono (CCl4), tratados como extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT e TBARS), expressão de proteínas (α-SMA e α-tubulina) e histológicos hepáticos.

O extrato aquoso de O. gratissiumum apresenta atividade hepatoprotetora, pois reduz a fibrose no tecido, devido a ação antioxidante significativa.

[ 4 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 6,25%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar normais ou portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis glicose plasmática.

O extrato metanólico de O. gratissimum apresenta atividade hipoglicemiante em animais normais ou hiperglicêmicos (56 ou 68%, respectivamente).

[ 42 ]
Folha

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em 450 mL de água. Doses para ensaio: 250 a 1500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose, bilirrubina, proteína total, albumina, ALT, AST e ALP).

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade hipoglicemiante, além da ausência de toxicidade.

[ 31 ]

Hipolipemiante

Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 10 e 20 mg/kg.

In vivo:

Em hamsters portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros lipidêmicos (CT, TG, LDL e HDL) e histológicos hepáticos.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade hipolipemiante promissora.

[ 51 ]

Hipotensora

Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por destilação a vapor. Doses para ensaio: 1 a 20 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (conscientes ou inconscientes) submetidos a vagotomia bilateral e administração do óleo vegetal, hexametônio ou metilatropina, com posterior análise da pressão arterial sistólica e frequência cardíaca.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, além de induzir a bradicardia.

[ 45 ]
Parte aérea

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 1000 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 1 a 20 mg/kg.

In vitro:

Em aortas torácicas isoladas de ratos hipertensos, na presença ou ausência de endotélio, incubadas com o óleo vegetal, fenilefrina, cloreto de cálcio e cafeína, com posterior análise de contratilidade.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hipertensão induzida por DOCA-sal, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da pressão arterial e frequência cardíaca.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, em consequência do relaxamento vascular, mediado pela presença de endotélio e inibição do influxo de cálcio.

[ 26 ]
Parte aérea

Óleo essencial. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 20 mg/kg. Doses para ensaio (in vivo): 1 a 20 mg/kg.

In vitro:

Em ratos Wistar portadores de hipertensão induzida por DOCA-sal, tratados com o óleo vegetal, hexametônio e metilatropina, com posterior análise da pressão arterial e frequência cardíaca.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, devido ao aumento do relaxamento vascular.

[ 33 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (10:1): material vegetal (fresco) em água. Concentração para ensaio: 10 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais isolados de camundongos Swiss incubados com o extrato vegetal e nicotina, com posterior análise dos níveis de nitrito e citocinas, adesão celular, índice quimiotático e fagocítico, morte intracelular, expressão do gene iNOSII e citocinas Th1 (IL-12p40 e TNF-α) e Th2 (TGF-β e IL-10).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade imunomoduladora (regulação negativa de Th1 e positiva de Th2), reduzindo os efeitos inflamatórios provenientes da nicotina.

[ 13 ]
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em 1,5 mL de metanol. Outras espécies em estudo: Adenocarpus mannii, Caucalis melananta, Asystasia intrusa e Clematis chinensis.

In vitro:

Em cultura de macrófagos e linfócitos peritoneais incubados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico, viabilidade e proliferação celular (MTT e mitógeno).

 

Os extratos de A. mannii, C. melananta, Ocimum gratissimum, A. intrusa e C. chinensis apresentam atividade imunomoduladora.

[ 55 ]

Inibidora da enzima aldose redutase

Inibidora da enzima aldose redutase
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato. Concentrações para ensaio: 10 a 100 mg/mL. Outras espécies em estudo: Boswellia serrata, Lagerstroemia speciosa e Syzygium cominho.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima aldose redutase isolada da lente do globo ocular e rins de ratos, em enzima recombinante de humanos e os níveis de de produtos de glicação avançada (AGES).

 

Os extratos vegetais inibem a atividade da enzima aldose redutase, sendo promissores para o tratamento de complicações em pacientes diabéticos.

[ 59 ]

Inibidora enzimática (AChE)

Inibidora enzimática (AChE)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e semente

Óleo essencial: por hidrodestilação. Outras espécies em estudo: Aframomum melegueta, Crassocephalum crepidioides e Monodora myristica.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima acetilcolinesterase (AChE).

 

Os óleos essenciais de O. gratissimum apresentam atividade inibitória da enzima AChE mais potente (CI50 = 6,54 e 6,71 mg/L), comparável a galatamina.

[ 69 ]

Preventiva da anemia hemolítica

Preventiva da anemia hemolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

In natura. Dose para ensaio: 40% da dieta. Outras espécies em estudo: Amaranthus cruentus, Baselia alba, Solanum macrocarpon e Corchorus olitorium.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de anemia hemolítica induzida por dieta rica em Allium sativum, associada a ingestão dos vegetais citados, com posterior análise do volume de células compactadas (PCV), hemoglobina (Hb), glóbulos vermelhos (RBC) e brancos (WBC).

Observou-se que O. gratissimum, A. cruentus e B. alba previnem a manifestação da anemia hemolítica induzida pela ingestão excessiva de A. sativum.

[ 60 ]

Redutora de distúrbios lipídicos e hematológicos

Redutora de distúrbios lipídicos e hematológicos
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 80 g do material vegetal (pó) em 250 mL de diclorometano e metanol, respectivamente. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TG, CT, HDL, VLDL e LDL) e hematológicos (RBC, Hb, HCM, PLT e WBC).

O extrato de O. gratissimum reduz os distúrbios lipídicos e hematológicos provocados pelo diabetes.

[ 1 ]

Redutora dos sintomas da menopausa

Redutora dos sintomas da menopausa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Dose para ensaio: 0,1 e 0,2 mg/mL.

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley ovariectomizadas tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise histológica do tecido adiposo perigonadal e parâmetros bioquímicos (cálcio, glicose, fosforo, colesterol total e triglicerídeos).

O extrato aquoso de O. gratissimum pode auxiliar no controle do peso corporal em mulheres com deficiência de estrogênio (menopausa).

[ 16 ]

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em seguimentos de íleos isolados de porquinhos-da-Índia, incubados com o óleo vegetal, cloreto de potássio e acetilcolina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade relaxante da musculatura lisa intestinal.

[ 47 ]
Folha

Óleo essencial: a partir do material vegetal colhido às 8 ou 12 horas. Concentrações para ensaio: 1 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em íleos isolados de porquinhos-da-Índia incubados com o óleo vegetal, cloreto de potássio, acetilcolina, papaverina e diltiazem, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

Os óleos essenciais de O. gratissimum, de ambos períodos de colheita, apresentam atividade relaxante da musculatura lisa, concentração dependente.

[ 32 ]

Renoprotetora

Renoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 323 g do material vegetal (pó) em 3 L de água. Rendimento: 33,60 g. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões renais induzidas por gentamicina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, ingestão de água e alimentos, volume urinário, parâmetros bioquímicos urinários e plasmáticos (creatinina, ureia, proteína, GSH e TBARS) e histológicos renal.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade renoprotetora, devido a ação antioxidante potente.

[ 22 ]

Vasodilatadora

Vasodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 3 a 300 µg/mL.

In vitro:

Em aortas torácicas e leito mesentérico arterial isolados de ratos Wistar, na presença ou ausência de endotélio, incubadas com o óleo vegetal, L-NAME, indometacina, desoxicolato, tetraetilamônio, acetilcolina, fenilefrina e noradrenalina, com posterior análise de contratilidade.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade vasodilatadora, dependente da liberação de óxido nítrico no leito mesentérico arterial e na aorta (parcialmente).

[ 28 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Toxicidade aguda

Citotoxicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em água ou etanol a 50% (v/v). Dose para ensaio (in vivo): 2000 mg/kg. Outras espécies em estudo: Anacardium occidentale, Daniellia oliveri, Diospyros mespiliformis, Khaya senegalensis, Manihot esculenta, Pterocarpus erinaceus, Rauvolfia vomitoria, Senna italica e Vernonia amygdalina.

In vitro:

Determinar a citotoxicidade através do bioensaio em Artemia salina.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos vegetais não apresentam sinais de toxicidade, exceto os de Senna italica e Daniellia oliveri.

[ 68 ]

Interação medicamentosa

Interação medicamentosa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em metanol e água, respectivamente. Outras espécies em estudo: Vernonia amygdalina, Moringa oleifera, Azadirachta indica e Picralima nitida.

In vitro:

Em microssomas hepáticos de humanos incubados com os extratos vegetais e substratos (fenacetina, amodiaquina, diclofenaco, S-mefenitoína, dextrometorfano e midazolam), com posterior análise da atividade inibitória de enzimas do citocromo P450 (CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4, respectivamente), através da formação de metabólitos (LC-MS/MS).

 

Os extratos em estudo inibem a atividade de enzimas do citocromo P450, sendo que o extrato metanólico de O. gratissimum demonstra atividade inibitória reversível para as enzimas CYP1A2, 2C8, 2C9 e 2C19.

[ 48 ]

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato fluido (3:1).

In vitro:

Determinar a concentração letal média (CL50) através do bioensaio em Artemia salina.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal média (DL50).

Este estudo demonstra a similitude entre os resultados in vivo e in vitro, sendo o ensaio em A. salina indicado para estudos toxicológicos, assim, o extrato de Ocimum gratissimum apresenta CL50 = 18,76 µg/mL e DL50 = 2081,00 mg/kg.

[ 66 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em 50 mL de água.

In vivo:

Em ratos submetidos ao teste de toxicidade aguda (DL50).

O extrato de O. gratissimum apresenta DL50 = 1706 ± 126 mg/kg.

[ 50 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Doses para ensaio: 0,16 a 3,73 g/kg; 80 a 213 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de toxicidade aguda (oral e intraperitoneal) e subcrônica (intraperitoneal).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta toxicidade via oral (DL50 = 1,41 e 2,29; DL100 = 2,50 e 4,07 g/kg) e, principalmente via intraperitoneal (DL50 = 0,27 e 0,43 g/kg; DL100 = 0,59 e 0,74 g/kg).

[ 19 ]

Toxicidade no sistema reprodutor masculino

Toxicidade no sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 1 kg do material vegetal (fresco) em água. Rendimento: 8,51%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de frutosamina, qualidade espermática do epidídimo e histomorfometria testicular

O extrato de O. gratissimum potencializa as anomalias espermáticas e testiculares provocadas pelo diabetes.

[ 8 ]

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Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e flor seca

100 g

Folha e flor fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e flor seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e flor fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 
Principais indicações

Afecções respiratórias em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Casearia sylvestris (tintura a 10% em etanol 70%)

10 mL

Cocos nucifera (alcoolatura a 10% em etanol 80%)

10 mL

Melissa officinalis (tintura a 10% em etanol 70%)

10 mL

Ocimum gratissimum (tintura a 10% em etanol 70%)

10 mL

Creme base não iônico

60 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar as tinturas.

Principais indicações

Herpes simples e herpes zóster.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Óleo de girassol

100 mL

Ocimum gratissimum (folha fresca)

10 g

 
Modo de preparo

Em um recipiente de aço inox ou de vidro, colocar o óleo de girassol e a folha fresca, lavada um dia antes do preparo, levar ao fogo em banho maria. Quando a água entrar em ebulição e o óleo estiver quente, manter a fonte de calor por 15 minutos e após esse período, desligar o fogo. Deixar esfriar e filtrar em peneira de inox. 

Principais indicações

Analgésico, anti-inflamatório e antiviral.

Posologia

Uso externo: Passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem flor) seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Afecções respiratórias em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia. 

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 201-203.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 367.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 349.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 127-129.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

cafeico, paracumárico, elágico, ferúlico, caftárico, chicórico, rosmarínico, sinápico e gálico.

Ácidos orgânicos

acético, cítrico, lático, succínico e tartárico.

Aminoácidos

γ-aminoburirato.

Carboidratos

sucrose.

Cumarinas

esculetina.

Flavonoides

eridioctol, quercetina, quercitrina, kaempferol, esculosídeo, vicentina-2, rutina, miricetina, morina, apigenina, catequina, epicatequina, salvigenina, xantomicrol, cirsimaritina, luteolina, vitexina, isovitexina, nepetoidina A, nevadensina, cirsimaritina, himenoxina, basilimosídeo e isotimosina.

Minerais

cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio, zinco, cobre, manganês e nitrogênio.

Mucilagens

Óleos essenciais

eugenol, linalol, cineol, acetato de linalilo, lineol, trans-β-ocimeno, p-cimeno, geraniol, cânfora, metil-cinamato, α e β-pineno, timol, carvacrol, β-cariofileno, sabineno, β-mirceno, limoneno, α, β e γ-selineno, α e γ-terpineno, α e β-humuleno, α-tujeno, p-cimeneno, terpinen-4-ol, 1,8-cineol, germacreno-D, δ-3-careno, α e β-felandreno, α-terpinoleno, α-terpineol, 3,9-epoxi-p-menta-1,8-dieno, canfeno, trans-tujona, citronelal, umbelulona, borneol, α-copaeno, β e γ-elemeno, α-trans-bergamoteno, β-bourbuneno, α-guaieno, δ e γ-cadieno, (Z,E)-α-farneseno, eudesmadieno, espatulenol, fenchona e α-cadinol.

Outras substâncias

estragol ou metilchavicol e colina.

Saponinas

Taninos

Triterpenoides

ácido pomólico, ácido tormêntico, ácido ursólico e ácido oleanólico.

Vitaminas

tiamina, riboflavina, ácido ascórbico e niacina.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 170.
3 - KOBENAN, K. C. et al. Chemical composition and spectrum of insecticidal activity of the essential oils of Ocimum gratissimum L. and Cymbopogon citratus stapf on the main insects of the cotton entomofauna in Côte d'Ivoire. Chem Biodivers, v. 18, n. 11, p.1-31, 2021.  doi: 10.1002/cbdv.202100497
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8 - CHEN, Y. H. et al. Protective effects of Ocimum gratissimum polyphenol extract on carbon tetrachloride-induced liver fibrosis in rats. Chin J Physiol, v. 58, n. 1, p.55-63, 2015. doi: 10.4077/CJP.2015.BAD285
9 - TCHOUMBOUGNANG, F. et al. In vivo antimalarial activity of essential oils from Cymbopogon citratus and Ocimum gratissimum on mice infected with Plasmodium berghei. Planta Med, v. 71, n. 1, p.20-23, 2005. doi: 10.1055/s-2005-837745
10 - CASNOVA, L. M. et al. The use of NMR metabolite profiling and in vivo hypoglycemic assay for comparison of unfractionated aqueous leaf extracts of two Ocimum species. Chem Biodivers, v. 13, n. 6, p.686-694, 2016. doi: 10.1002/cbdv.201500180
11 - UGBOGU, O. C. et al. A review on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacological activities of clove basil (Ocimum gratissimum L.). Heliyon, v. 7, n. 11, p.1-17, 2021. doi: 10.1016/j.heliyon.2021
12 - MOHR, F. B. M. et al. Antifungal activity, yield, and composition of Ocimum gratissimum essential oil. Genet Mol Res, v. 16, n. 1, p.1-10, 2017. doi: 10.4238/gmr16019542
13 - JOSHI, R. K. et al. Chemical composition, in vitro antimicrobial and antioxidant activities of the essential oils of Ocimum gratissimum, O. sanctum and their major constituents. Indian J Pharm Sci, v. 75, n. 4, p.457-462, 2013. doi: 10.4103/0250-474X.119834
14 - TREVISAN, M. T. S. et al. Characterization of the volatile pattern and antioxidant capacity of essential oils from different species of the genus Ocimum. J Agric Food Chem, v. 54, n. 12, p.4378-4382, 2006. doi: 10.1021/jf060181+
15 - MARTINS, A. P. et al. Composition of the essential oils of Ocimum canum, O. gratissimum and O. minimum. Planta Med, v. 65, n. 2, p.187-189, 1999. doi: 10.1055/s-2006-960465

Propagação: 

por estacas ou sementes. As estacas são preparadas a partir de ramos semi-lenhosos (preferencialmente na parte basal dos ramos), contendo 15 cm de comprimento, no mínimo de 4 gemas (2 gemas inseridas no substrato e 2 permanecem acima da superfície do mesmo) e 1 par de folhas cortadas ao meio na parte apical da estaca. Introduzir a estaca em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e transferir para viveiro (sombrite 50%) permanecendo por 60 dias. A propagação por sementes inicia-se retirando-as manualmente dos frutos, batendo-os sobre peneira. Este procedimento deve ser realizado em dias ensolarados, no final de tarde, pois a presença de fungos nas sementes é uma das principais causas de baixa germinação. Posteriormente, deve-se preparar a sementeira (com 15 cm de altura, de madeira ou plástico e com orifício para no fundo para o escoamento do excesso de água) contendo substrato industrializado ou solo e areia (1:1) e com superfície homogênea. Em seguida, as sementes devem ser distribuídas em fina camada sobre o substrato/areia e molhar com borrifador de água. A exposição das sementes a luz favorece a germinação (normalmente é em média 50%). Após 60 dias, quando as plântulas apresentarem de 6 a 8 folhas, deve-se transferi-las para sacos plásticos (10 cm de largura x 15 cm de comprimento), mantendo as em viveiro por mais 60 dias. O processo de plantio em local definitivo (a pleno sol) é o mesmo para mudas a partir de estacas ou sementes. As covas devem conter 20x20 cm, com adubação de 1 kg de esterco, com espaçamento de 1 m entre plantas e 1 m entre linhas [ 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

prefere solos bem drenados e ricos em matéria orgânica. A irrigação deve ser realizada em dias alternados [ 2 ] .

Colheita: 

os ramos com frutos são colhidos manualmente e batidos sob peneira (malha 3 mm) para a separação das sementes. Em seguida as sementes devem ser dispostas em estufa de ar circulante a temperatura constante de 35°C/2 horas. Posteriormente, são pesadas e acondicionadas em frasco hermeticamente fechado, contendo sílica dessecante. Este procedimento se faz necessário para evitar a contaminação por fungos, que é frequente nesta espécie. A colheita das folhas deve ser realizada em dias ensolarados, com tesouras de poda, retirando 60% dos ramos. O teor máximo de eugenol (analgésico) ocorre às 12:00 e o teor mínimo às 17:00 horas, enquanto que para obtenção de maior teor de cineol (broncodilatador e expectorante), recomenda-se a colheita por volta das 11:00 e 14:00 horas. Segundo a sabedoria popular a colheita das partes aéreas das plantas deve ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 ] .

Pós-colheita: 

o fitoterápico deve ser produzido preferencialmente a partir das folhas frescas, pois apresentam maior teor de compostos voláteis do que as secas. Caso seja necessário a secagem, esta deve ser realizada em estufa de ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas, posteriormente, moída em moinho de faca (até 40 mesh). O armazenamento deve ser em ambiente não úmido e ser utilizada por no máximo 3 meses, devido a volatilidade dos óleos essenciais [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 168-169.

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