Ageratum conyzoides L.

Família 
Informações gerais 

Originária da América Tropical, ocorre na Ásia, África, América Central e do Sul. É considerada planta invasora, sendo encontrada em estradas e terrenos baldios. Suas principais indicações são: antibacteriana, anti-inflamatória, antialérgica, analgésica, antirreumática, antiespasmódica, antisséptica e cicatrizante. A. conyzoides produz alcaloides pirrolizidínicos, os quais apresentam efeitos hepatotóxico, pneumotóxico, carcinogênico e mutagênico; em decorrência disso, fitoterápicos produzidos a partir desta espécie, devem ser utilizados por curto período de tempo, não utltrapassando três semanas, e na forma diluída (decimal). A preparação do fitoterápico não deve incluir as flores, que são nessa espécie o principal órgão acumulador de alcaloides. Há relato de que extrato etanólico livre de acaloide pirrolizidínicos de A. conyzoides não apresenta toxicidade[1,2,3,4,5,6].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 35-44.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 27-29.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 115-116.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 56-57.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 22-23.
6 - PALMER, P. A. et al. A comprehensive toxicological safety assessment of an extract of Ageratum conyzoides. Regul Toxicol Pharmacol, v. 103, p.140-149, 2019. doi: 10.1016/j.yrtph.2019.01.027
Descrição da espécie 

Erva anual, ereta, pilosa, de até 1 m de altura, muito ramificada, caules revestidos com pelos claros, aromática de odor desagradável; folhas opostas, longo-pecioladas, ovadas ou deltoides, ásperas, serrilhadas, de até 5 cm de comprimento; inflorescências em capítulos corimbos-paniculados, de cor lilás a branca, com média de 30 a 40 flores; fruto do tipo aquênio, minúsculo e preto, com 5 facetas, esvoaçante, semente única[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 35-36.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 115.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Mentrasto, erva de São João, catinga de barão e maria preta Brasil Planta toda

Antirreumática, antidiarreica, febrífuga, carminativa, antiespasmódica e reguladora do ciclo menstrual.

Decocção.

Tomar 2 a 3 vezes ao dia.

-

[ 1 ]
Mentrasto, erva de São João, catinga de barão e maria preta Brasil Planta toda

Antitussígena e anticatarral.

Decocção com adição de açúcar.

-

-

[ 1 ]
Mentrasto, catinga-de-bode, erva-de-São-João, maria-preta e picão-roxo Brasil -

Hemostática e cicatrizante.

-

-

-

[ 2 ]
Mentrasto, catinga-de-bode, erva-de-São-João, maria-preta e picão-roxo Brasil Folha (fresca ou seca)

Analgésica, anti-inflamatória, antirreumática e no tratamento de cólicas menstruais.

Decocção: 30 a 40 do material vegetal (fresco) ou 15 a 20 g do material vegetal (seco) em 500 mL de água.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. 

É indicado interromper o tratamento por 1 semana a cada 30 dias.

[ 2 , 3 ]
Mentrasto, catinga-de-bode, erva-de-São-João, maria-preta e picão-roxo Brasil Folha (fresca ou seca)

Analgésica (dores reumáticas ou de traumatismos).

Extrato alcoólico a 20% ou unguento.

Uso externo: compressa ou fricção.

-

[ 2 ]
Mentrasto, catinga-de-bode, erva-de-São-João, maria-preta e picão-roxo Brasil Folha

Analgésica, anti-inflamatória, antirreumática, antitérmica e no tratamento de cólicas menstruais.

Pó: misturar 1 colher (de café) do material vegetal em mel, leite ou água. 

Tomar 3 a 4 vezes ao dia.

É indicado interromper o tratamento por 1 semana a cada 30 dias.

[ 2 , 3 ]
Mentrasto Ceará (Brasil) Folha, semente ou planta toda

Analgésica e anti-inflamatória (reumatismo, artrite e cólica menstrual).

Pó: cápsulas de 200 a 250 mg.

Tomar 2 cápsulas 3 vezes ao dia.

É indicado interromper o tratamento por 1 semana a cada 30 dias.

[ 3 , 4 ]
Mentrasto Ceará (Brasil) Folha

Analgésica e anti-inflamatória (reumatismo, artrite e cólica menstrual).

Chá: 4 a 6 g do material vegetal (fresco) ou 2 a 3 folhas secas.

Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.

É indicado interromper o tratamento por 1 semana a cada 30 dias.

[ 4 ]
Mentrasto Ceará (Brasil) Planta toda

Analgésica, anti-inflamatória, antirreumática, emenagoga, tônica, antidiarreica, carminativa e no tratamento de cólicas menstruais.

Infusão.

Uso interno. 

-

[ 5 ]
Retentina, chuva e wild ageratum Colômbia (Zona Tropical) Folha

Anticatarral e no tratamento de resfriados e problemas digestivos.

Infusão.

-

Uso com cautela pois apresenta toxicidade.

[ 6 ]
Mentrasto, catinga-de-bode e agerato Brasil Parte aérea

No tratamento de cólicas menstruais e intestinais.

Tintura.

Tomar 40 a 60 gotas em meia xícara (100 mL) de água até 4 vezes ao dia, antes das refeições.

O tratamento com esta planta não deve ultrapassar 30 dias. Não utilizar na gravidez ou lactação.

[ 7 ]
Imi-seu Sudeste da Nigéria Folha

Purgativa, cicatrizante (úlceras e feridas), anti-infecciosa, febrífuga, antirreumática, no tratamento de doenças mentais, cutâneas, pneumonia e dor de dente.

-

-

-

[ 8 ]
Z’herbe à femme Trinidad e Tobago (Caribe) -

No tratamento de doenças da próstata e do sistema reprodutor feminino.

-

-

-

[ 9 ]
Ogba okukp Rivers/Nigéria (povos indígenas) Folha

No tratamento de doenças de pele.

Cataplasma ou sumo.

Uso externo: aplicar no local 2 vezes ao dia/5 dias.

-

[ 10 ]
Sialmutri e uchondi Sudeste de Assame (Índia) Folha

No tratamento de doenças do sistema digestivo.

Infusão.

-

-

[ 11 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 62.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 115-116.
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 257.
4 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 129.
5 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 177.
6 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 56-57.
7 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 202.
8 - OGBOLE, O. et al. In vitro antiviral activity of twenty-seven medicinal plant extracts from Southwest Nigeria against three serotypes of echoviruses. Virol J, v. 15, n. 1, p.1-8, 2018. doi: 10.1186/s12985-018-1022-7
9 - LANS, C. et al. Ethnomedicines used in Trinidad and Tobago for reproductive problems. J Ethnobiol Ethnomed, v. 3, p.1-12, 2007. doi: 10.1186/1746-4269-3-13
10 - AJIBESIN, K. K. et al. Ethno medicinal survey of plants used by the indigenes of Rivers State of Nigeria. Pharm Biol, v. 50, n. 9, p.1123-1143, 2012. doi: 10.3109/13880209.2012.661740
11 - CHOUDHURY, P. R. et al. Plant utilization against digestive system disorder in Southern Assam, India. J Ethnopharmacol, v. 175, p.192-197, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.09.020

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: material vegetal em etanol a 70%. Dose para ensaio: 250 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos ao teste de granuloma induzido por “pellets” de algodão (inflamação subaguda) e artrite induzida por formaldeído (inflamação crônica), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise das glândulas suprarrenais e volume das patas.

Observou-se que o extrato de A. conyzoides apresenta atividade anti-inflamatória.

[ 12 ]
Anti-inflamatória
Folha

Extrato: maceração de 1 kg de material vegetal (triturado) em 3 L de etanol. Rendimento: 60 g. Concentrações para ensaio: 10 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de pleurisia induzida por carragenina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de mediadores inflamatórios no fluido da cavidade pleural (leucócitos, proteínas, MPO, ADA, NOx, Il-10, IL-17A, IL-6, TNF e IFN-γ).

Observou-se que o extrato de A. conyzoides apresenta ação anti-inflamatória.

[ 13 ]
Anti-inflamatória
Folha

Extrato hidroalcoólico: material vegetal em etanol a 70%. Dose para ensaio: 250 mg/kg.

Ensaio toxicológico: 250 a 500 mg/kg/90 dias.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos ao teste de granuloma induzido por “pellets” de algodão (inflamação subaguda), e artrite induzida por formaldeído (inflamação crônica) e análise hematológica para avaliação de toxicidade.

Observou-se ação anti-inflamatória do extrato de A. conyzoides, sem aparente efeitos tóxicos.

[ 12 ]
Anti-inflamatória

Antibacteriana e Cicatrizante

Antibacteriana e Cicatrizante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 6%. Concentração para ensaios: 20 mg/mL. Outras espécies em estudo: Anthocleista djalonensis, Napoleonaea imperialis, Ocimum gratissimum e Psidium guajava

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus spp., e Shigella spp., submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm).

 

In vivo:

Em ratos albinos portadores de incisão circular cutânea (20 mm) induzida, tratados com extratos vegetais, com posterior análise de cicatrização.

Os extratos de A. conyzoides, O. gratissimum e N. imperialis apresentam atividade cicatrizante mais potente, enquanto que apenas N. imperialis demonstra ação antibacteriana significativa.

[ 15 ]
Antibacteriana e Cicatrizante

Antibacteriana e Citotóxica

Antibacteriana e Citotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: maceração de 10 g de material vegetal em etanol a 95%. Rendimento: 11,19 g. Frações: éter de petróleo, clorofórmio e acetato de etila. Concentrações para ensaio: 0,024 a 250 mg/mL; 2 a 3,9 mg/mL. Outra espécie em estudo: Parkia biglobosa.

In vitro:

Em culturas de Escherichia coli, Pseudomonas aureginosa, Staphylococcus aureus (resistente ou não a meticilina) e Clostridium perfringes, submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e zona de inibição (mm).

Em cultura de células de câncer de pulmão de humanos (SK-MES 1 e SK-LU 1) e em fibroblasto da pele de humanos (FS5), incubados com extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Observou-se que os extratos e frações de A. conyzoides e P. biglobosa apresentam atividade antibacteriana (E. coli e S. aureus) e citotóxica (SK-MES 1).

[ 2 ]
Antibacteriana e Citotóxica

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato metanólico. Sabonetes: de Theobroma cacao (pó da vagem) ou Elaies guineenses (pó do fruto), com incorporação do extrato vegetal. Outra espécie em estudo: Aloe vera.

In vitro:

Em cultura de Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Candida spp., Aspergillus clavatus e Trychophyton spp., submetidas ao tes de disco-difusão em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM) e zona de inibição (mm).

 

Neste estudo, a base de sabonete com adição dos extratos de A. conyzoides ou A. vera não demonstram resultados promissores.

[ 3 ]
Antimicrobiana

Antinociceptiva e Antioxidante

Antinociceptiva e Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 1,2 L de etanol a 80%. Rendimento: 13,86%. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 100 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 250 e 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante (eliminação dos radicais DPPH e óxido nítrico, redução e capacidade quelante de íons ferrosos).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de contorções abdominais induzidas por ácido acético, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros clínicos.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de A. conyzoides apresenta atividade antioxidante e antinociceptiva, dose-dependente.

 

[ 10 ]
Antinociceptiva e Antioxidante

Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Antiproliferativa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Óleo essencial: 200 g de material vegetal (seco) submetido à hidrodestilação. Outras espécies em estudo: Ocimum basilicum, O. americanum, Hyptis spicigera, Lippia multiflora, Eucalyptus camaldulensis e Zingiber officinale.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e atividade da enzima lipoxigenase.

Em células de câncer prostático (LNCaP e PC-3) e de glioblastoma humano (SF-763 e SF-767), incubadas com extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Observou-se que os óleos essenciais de A. conyzoides, L. multiflora, O. basilicum e Z. officinale apresentam atividades antiproliferativa, antioxidante e anti-inflamatória mais potentes.

[ 4 ]
Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Gastroprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato etanólico: 1 kg do material vegetal (pó) em etanol 95%. Rendimento: 120 g. Doses para ensaio: 500 e 750 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos albinos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por ibuprofeno, etanol e estresse por contenção ao frio, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior analise de parâmetros histopatológicos.

Observou-se que o extrato de A. conyzoides apresenta atividade antioxidante e gastroprotetora, principalmente na dose de 750 mg/kg.

[ 17 ]
Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Radioprotetora

Antioxidante e Radioprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Planta toda

Extrato etanólico a 95%. Doses para ensaio (in vivo): 0 a 900 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante do extrato vegetal através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em camundongos tratados com o extrato vegetal (via oral ou intraperitoneal), submetidos posteriormente a radiação gama (6 a 11 Gγ), para análise de parâmetros clínicos (gastrointestinais e hematológicos).

O extrato de A. conyzoides apresenta atividade radioprotetora, principalmente na dose de 75 mg/kg, bem com antioxidante.

[ 19 ]
Antioxidante e Radioprotetora

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração de 40 g do material vegetal (seco) em etanol/água. Concentrações para ensaio: 0,03125 a 1,0 mg/mL. Outras espécies em estudo: Handroanthus impetiginosus e Ruta graveolens.

In vitro:

Em cultura de macrófagos murino (J774.G8), de Leishmania amazonensis (promastigota) e Trypanosoma cruzi (tripamastigota), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT) e concentração inibitória parasitária média (CI50); em macrófagos peritoneais de camundongos Balb/c, infectados com L. amazonensis e T. cruzi (pré-tratados com os extratos vegetais), com posterior análise da invasão celular e multiplicação parasitária (imunofluorescência), e dosagem de nitrito (ensaio Griess).

 

Os extratos vegetais em estudo apresentam atividade antiparasitária, sendo promissores para o tratamento da leishmaniose e doença de Chagas.

[ 6 ]
Antiparasitária

Antitrombótica

Antitrombótica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Dose para ensaio: 100 mg/kg. Outras espécies em estudo: Azadiractha indica, Bridelia ferruginea, Commiphora molmol, Garcinia kola e Curcuma longa.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de trombose induzida por ADP/adrenalina, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da análise de parâmetros antitrombóticos.

Neste estudo apenas o extrato metanólico de A. conyzoides não apresenta atividade antitrombótica.

[ 23 ]
Antitrombótica

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extratos: material vegetal (pó) em etanol a 70%, água ou metanol. Doses para ensaio: 30 a 200 mg/kg. Outras espécies em estudo: Dillenia pentagyna, Blumea lanceolaria, Pontentilla fulgens e Taxus baccata.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de ascite de linfoma Dalton, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de glutationa e proteínas nas células tumorais e hepáticas.

Neste estudo, os extratos metanólico de D. pentagyna e aquosos de A. conyzoides e P. fulgens apresentam atividade antitumoral mais potentes.

[ 22 ]
Antitumoral

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: 10 a 20 g de material vegetal (picado) em etanol a 50% (p/v). Dose para ensaio: 40 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a incisão cutânea dorsal (2 cm2), tratados topicamente com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos, biofísicos e histopatológicos.

Observou-se que o extrato tópico de A. conyzoides apresenta atividade cicatrizante, pois estimula a proliferação celular e a síntese de colágeno.

[ 7 ]
Cicatrizante

Citotóxica e Trombolítica

Citotóxica e Trombolítica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Planta toda

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol. Rendimento: 4,4 a 5,6% (p/p). Concentrações para ensaio: 20 a 800 μg/mL. Outras espécies em estudo: Clausena suffruticosa, Leea indica, Leucas aspera, Senna sophera e Solanum torvum.

In vitro:

Em amostras de sangue de humanos saudáveis, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da lise de coágulos.

Determinar a citotoxicidade através de bioensaio em Artemia salina.

 

Observou-se que A. conyzoides não apresenta atividade trombolítica significativa, contudo, demonstra citotoxicidade potente.

[ 5 ]
Citotóxica e Trombolítica

Espasmolítica e Miorrelaxante

Espasmolítica e Miorrelaxante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato hidroalcoólico: 100 g do material vegetal em 1500 mL de etanol/água (70:30 v/v). Fração: aquosa. Concentrações para ensaio: 0,1 a 0,4 mg/mL.

In vitro:

Em duodeno, jejuno e útero isolados de ratos Wistar, incubados com a fração aquosa, ocitocina, histamina e cloreto de cálcio, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

Observou-se que a fração aquosa apresenta atividade espasmolítica e miorrelaxante.

[ 21 ]
Espasmolítica e Miorrelaxante

Esquistossomicida

Esquistossomicida
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 10, 50 e 100 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de vermes adultos de Schistosoma mansoni incubados com óleo essencial, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT) e desenvolvimento dos ovos.

 

Observou-se que o óleo essencial de A. conyzoides apresenta atividade esquistossomicida, principalmente na concentração de 100 µg/mL.

[ 16 ]
Esquistossomicida

Estimuladora da hematopoiese

Estimuladora da hematopoiese
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato etanólico. Doses para ensaio: 200, 400 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros hematológicos.

O extrato etanólico das folhas de A. conyzoides estimula o sistema hematopoiético, principalmente nas doses de 400 e 500 mg/kg.

[ 14 ]
Estimuladora da hematopoiese

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 500 mg/kg. Outra espécie em estudo: Commelina africana.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com os extratos vegetais com posterior análise da glicemia em jejum.

Observou-se que o extrato de A. conyzoides apresenta baixa atividade hipoglicemiante, se comparado ao de C. africana.

[ 8 ]
Hipoglicemiante
Folha

Extrato: decocção de 138 g de material vegetal (pó) em 2,25 L de água. Rendimento de 29% (p/p). Doses para ensaio: 100, 200 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do teste de tolerância à glicose e do nível de glicemia.

Observou-se que o extrato de A. conyzoides reduziu os níveis de glicose, principalmente nas doses de 200 e 300 mg/kg.

[ 9 ]
Hipoglicemiante

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,01 a 10 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0,1 a 5 g/kg.

In vitro:

Em íleo isolado de porquinhos-da-Índia incubados com extrato vegetal, acetilcolina, atropina, histamina e difenidramina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em camundongos e ratos submetidos aos testes de sono induzido por pentobarbital, imersão da cauda em água quente, contorções abdominais induzidas por ácido acético, edema de pata induzido por carragenina, dextrana, adjuvante de Freund e formaldeído.

Observou-se que o extrato A. conyzoides apresenta atividade relaxante vascular, contudo não demonstra ação anti-inflamatória e analgésica.

[ 18 ]
Relaxante muscular
Ensaio Toxicológico

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em etanol à 99,8%. Concentrações para ensaio: 1, 10, 100 e 1000 µg/mL. Outras espécies em estudo: Acmella uliginosa, Justicia pectoralis, Eugenia uniflora, Plectranthus neochilus, Moringa oleifera e Equisetum sp.

In vitro:

Determinar a concentração letal média (CL50) dos extratos vegetais através do bioensaio em Artemia salina

 

Neste estudo o extrato de A. uliginosa exibe maior letalidade, seguido de P. neochilus, A. conyzoides e E. uniflora.

[ 20 ]
Letalidade

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato etanólico: 1 kg do material vegetal (pó) em etanol 95%. Rendimento: 120 g. Doses para ensaio: 100, 500, 1000, 3000, 6000 e 10,000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos a avaliação de perfis comportamentais, neurológicos, autonômicos e morte.

Não houve toxicidade aguda até a dose de 10,000 mg/kg.

[ 17 ]
Toxicidade aguda
-

Extrato: 1 kg do material vegetal (pó) em etanol 95%. Rendimento: 120 g. Doses para ensaio: 100 a 10.000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de A. conyzoides não apresenta toxicidade nas doses em análise.

[ 17 ]
Toxicidade aguda
Planta toda

Extrato etanólico a 95%. Doses para ensaio: 25 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que A. conyzoides não apresenta sinais de toxicidade nas doses analisadas.

[ 19 ]
Toxicidade aguda

Toxicidade crônica

Toxicidade crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato hidroalcoólico: material vegetal em etanol a 70%. Doses para ensaio: 250 a 500 mg/kg/90 dias.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos ao teste de toxicicidade crônica e análise hematógica.

Não observou efeitos tóxicos aparentes.

[ 12 ]
Toxicidade crônica
Folha

Extrato: maceração 400 g do material vegetal (pó) em 700 mL de etanol a 80%. Rendimento: 9,7%. Doses para ensaio: 200 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração crônica do extrato vegetal (por 21 dias), com posterior análise de parâmetros bioquímicos (proteína total, ALT, AST e ALP) e histológicos hepáticos.

O extrato hidroalcoólico das folhas de A. conyzoides não apresenta toxicidade hepática nas doses indicadas.

[ 11 ]
Toxicidade crônica
Folha

Extrato hidroalcoólico: material vegetal em etanol a 70%. Dose para ensaio: 250 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos ao teste toxicidade crônica.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico das folhas de A. conyzoides não apresenta toxicidade nas doses indicadas.

[ 12 ]
Toxicidade crônica

Toxicidade subcrônica

Toxicidade subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em etanol/água (90:10). Rendimento: 12,34. Concentrações para ensaio (in vitro): 50 a 500 µg/mL. Doses para ensaio (in vitro): 500 e 1000 mg/kg.

In vitro:

Em células de câncer do cólon de humanos (Caco-2) e de neuroblastoma de camundongos (N2A), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT e vermelho neutro).

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a toxicidade oral subcrônica (peso corporal, parâmetros hematológicos, bioquímicos e histológicos).

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de A. conyzoides apresenta toxicidade hepática, renal e hematológica, e citotoxicidade principalmente em células Caco-2.

[ 1 ]
Toxicidade subcrônica

Referências bibliográficas

1 - DIALLO, A. et al. In vivo and in vitro toxicological evaluation of the hydroalcoholic leaf extract of Ageratum conyzoides L. (Asteraceae). J Ethnopharmacol, v. 155, n. 2, p.1214-1218, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.07.005
2 - ADETUTU, A. et al. Antibacterial activity and in vitro cytotoxicity of extracts and fractions of Parkia biglobosa (Jacq.) Benth. stem bark and Ageratum conyzoides Linn. Leaves. Environ Toxicol Pharmacol, v. 34, n. 2, p.478-483, 2021. doi: 10.1016/j.etap.2012.06.008
3 - MOODY, J. O. et al. Do Aloe vera and Ageratum conyzoides enhance the anti-microbial activity of traditional medicinal soft soaps (Osedudu)? J Ethnopharmacol, v. 92, n. 1, p.57-60, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2004.01.018
4 - BAYALA, B. et al. Chemical composition, antioxidant, anti-inflammatory and anti-proliferative activities of essential oils of plants from Burkina Faso. PLoS One, v. 9, n. 3, p.e92122, 2014. doi: 10.1371/journal.pone.0092122
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11 - ANTAI, A. B. et al. Serum protein and enzyme levels in rats following administration of ethanolic leaf extract of Ageratum conyzoides (goat weed). Niger J Physiol Sci, v. 24, n. 2, p.117-120, 2009. doi: 10.4314/njps.v24i2.52900
12 - MOURA, A. C. et al. Antiinflammatory and chronic toxicity study of the leaves of Ageratum conyzoides L. in rats. Phytomed, v. 12, n. 1-2, p.138-142, 2005. doi: 10.1016/j.phymed.2003.12.003
13 - DE MELLO, S. V. G. V. Beneficial effect of Ageratum conyzoides Linn (Asteraceae) upon inflammatory response induced by carrageenan into the mice pleural cavity. J Ethnopharmacol, v. 194, p.337-347, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.09.003
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15 - CHAH, K. F. et al. Antibacterial and wound healing properties of methanolic extracts of some Nigerian medicinal plants. J Ethnopharmacol, v. 104, n. 1-2, p.164-167, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.08.070
16 - DE MELO, N. I. et al. Schistosomicidal activity of the essential oil of Ageratum conyzoides L. (Asteraceae) against adult Schistosoma mansoni worms. Molecules, v. 16, n. 1, p.762-773, 2011. doi: 10.3390/molecules16010762
17 - SHIRWAIKAR, A. et al. The gastroprotective activity of the ethanol extract of Ageratum conyzoides. J Ethnopharmacol, v. 86, n. 1, p.117-121, 2003.
18 - YAMAMOTO, L. A. et al. Pharmacological screening of Ageratum conyzoides L. (mentrasto). Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 86, n. Suppl 2, p.145-147, 1991. doi: 10.1590/s0074-02761991000600033
19 - JAGETIA, G. C. et al. Evaluation of the radioprotective effect of Ageratum conyzoides Linn. extract in mice exposed to different doses of gamma radiation. J Pharm Pharmacol, v. 55, n. 8, p.1151-1158, 2003. doi: 10.1211/0022357021576
20 - ARCANJO, D. D. R. et al. Bioactivity evaluation against Artemia salina leach of medicinal plants used in Brazilian Northeastern folk medicine. Braz J Biol, v. 72, n. 3, p.505-509, 2012. doi: 10.1590/s1519-69842012000300013
21 - SILVA, M. J. et al. Effects of the water soluble fraction from leaves of Ageratum conyzoides on smooth muscle. Phytother, v. 14, n. 2, p.130-132, 2000. doi: 10.1002/(SICI)1099-1573(200003)14:2<130::AID-PTR594>3.0.CO;2-4
22 - ROSANGKIMA, G.; PRASAD, S. B. Antitumour activity of some plants from Meghalaya and Mizoram against murine ascites Dalton's lymphoma. Indian J Exp Biol, v. 42, n. 10, p.981-988, 2004.
23 - OLAJIDE, O. A. et al. Investigation of the effects of selected medicinal plants on experimental thrombosis. Phytother Res, v. 13, n. 3, p.231-232, 1999. doi: 10.1002/(SICI)1099-1573(199905)13:3<231::AID-PTR414>3.0.CO;2-2

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Planta seca

100 g

Planta fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de Preparo

Tintura: pesar 100 g de planta seca fragmentada e colocar em frasco de vidro âmbar. Em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de planta fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar. Em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Processos inflamatórios e infecciosos das vias aéreas superiores.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componentes

Quantidade

Planta toda rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de Preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Processos inflamatórios e infecciosos das vias aéreas superiores.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 27-29.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 22-23.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos

hidroxicianídrico, clorogênico, cafeico e fumárico.

Alcaloides acetilcromenos

encecalina, dimetoxiencecalina e dimetilencecalina.

Alcaloides pirrolizidínicos

licopsamina, 1,2- desifropirrolizidinico e equinatina.

Cumarinas

fenilpropenos.

Esteroides

sitosterol, estigmasterol e brassicasterol.

Flavonoides

geconiflavona, eupalestina, nobiletina, 5’-metoxinobiletina, hexametoxiflavona, quercetina, caempferol, lindero-flavona e sinensetina.

Lignanas

sesamina.

Minerais

P, K, Na, Mg, Ca, Fe, Zn, Mn e Cu.

Mucilagens

Óleos essenciais

precoceno, acetato de bornila, friedelina, E-cariofileno, β-cariofileno, muroleno, cadineno, muuroleno, óxido de cariofileno, fenilpropenos, α-pineno, sabineno, limoneno, felandreno, β-sesquifelandreno, 1,8-cineol, terpineno, terpinoleno, linalol, α-terpineol, citronelol, eugenol, germacreno, biciclogermacreno, nerolidol, elemol e α-humuleno.

Óleos fixos

ácidos graxos livres, mono, di e triglicerídeos, ceras e hidrocarbonetos.

Outras substâncias

fitomelano.

Princípios amargos

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 36-37.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 63.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 115.
4 - BAYALA, B. et al. Chemical composition, antioxidant, anti-inflammatory and anti-proliferative activities of essential oils of plants from Burkina Faso. PLoS One, v. 9, n. 3, p.e92122, 2014. doi: 10.1371/journal.pone.0092122
5 - FAQUETI, L. G. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory activities of standardized extract of polymethoxyflavones from Ageratum conyzoides. J Ethnopharmacol, v. 194, p.369-377, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.09.025
6 - AGUNBIADE, O. S. et al. Hypoglycaemic activity of Commelina africana and Ageratum conyzoides in relation to their mineral composition. Afr Haealth Sci, v. 12, n. 2, p.198-203, 2012. doi: 10.4314/ahs.v12i2.19
7 - HOSSAIN, H. et al. Antinociceptive and antioxidant potential of the crude ethanol extract of the leaves of Ageratum conyzoides grown in Bangladesh. Pharm Biol, v. 51, n. 7, p.893-898, 2013. doi: 10.3109/13880209.2013.770535
8 - DE MELO, N. I. et al. Schistosomicidal activity of the essential oil of Ageratum conyzoides L. (Asteraceae) against adult Schistosoma mansoni worms. Molecules, v. 16, n. 1, p.762-773, 2011. doi: 10.3390/molecules16010762

Propagação: 

por sementes, com temperatura ideal para germinação de 20 a 25°C, ou por estaquia. O plantio deve ser realizado em canteiros semi-sombreados, em solo úmido e rico em matéria orgânica [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

deve ser realizada preferentemente antes da floração, pois contém menores teores de alcaloides pirrolizidínicos. As partes aéreas das plantas devem ser coletadas preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as partes subterrâneas devem ser colhidas na lua minguante, buscando uma maior concentração de princípios ativos [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 36.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 129.