Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P.Queiroz

Pau ferro e jucá.

Sinonímia 
Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul.
Família 
Informações gerais 

Endêmica do Brasil, ocorre principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste. Espécie típica do Bioma Caatinga, sendo também encontrada no Cerrado e Mata Atlântica. Muito cultivada com planta forrageira, ornamental e para a construção civil. Suas principais indicações são: anti-inflamatória, analgésica, cicatrizante, hipoglicemiante, cardiotônica, antiúlcera, antibacteriana, anti-helmíntica, antidiarreica e anti-hemorroidária[1,2,3,4].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 181-185.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 65-67.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 42-44.
4 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 542-547.
Descrição da espécie 

Árvore de porte médio, cerca de 3 a 10 m de altura, ramificada, possui madeira muito dura de lenho acastanhado ou arroxeado e o cerne quase negro, os ramos são glabros a puberulento nos eixos foliares e florais, com casca cinza escuro, com manchas irregulares proveniente da queda das cascas externas; as folhas são alternas, imparipinadas, 2 a 6 pares de folíolos pequenos (5 a 15 mm x 9 mm), opostos, ovais-elípticos a obovadas, ápice arredondado, lâmina cartácea, pubérula; inflorescência em panícula terminal, em cachos piramidais, com flores ovadas, pubescentes, de cor amarelo; o fruto é uma vagem achatada, glabra, contendo 3 a 5 sementes escuras, lisas,  subelípticas a ovais, com 1,0 a 1,4 cm de comprimento[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 149.
3 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 542.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Jucá Ceará (Brasil) Casca

Adstringente, hemostático e útil nas contusões.

Maceração.

Uso local.

-

[ 1 ]
Jucá Ceará (Brasil) Fruto

Adstringente, peitoral, vulnerário, útil nos casos de tosse, bronquite e coqueluche.

Infusão ou xarope.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Pau-ferro Brasil Casca do troco ou folha

No tratamento de feridas e úlceras com sangramento.

Decocção: colocar 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em pó em meio litro de água. Deixar ferver por 30 segundos. Esfriar e coar em filtro de papel ou algodão.

Aplicar na ferida até 3 vezes ao dia.

Usar com cautela quando associado com anticoagulantes, anti-inflamatórios não-esteroidais e corticoides. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo, por até 30 dias. Não utilizar em grávidas ou lactantes.

[ 2 ]
Pau-ferro Brasil Casca do troco ou folha

Para lesões, como adstringente, hemostático, cicatrizante e antisséptico.

Decocção: 7,5 g (2,5 colheres de sopa) em 150 mL de água (xícara de chá).

Aplicar a compressa na região afetada de 2 a 3 vezes ao dia.

Usar com cautela quando associado com anticoagulantes, anti-inflamatórios não-esteroidais e corticoides. Utilizar essa espécie para problemas de baixa gravidade e curto período de tempo, por até 30 dias. Não utilizar em grávidas ou lactantes.

[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 149.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 210.

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato aquoso: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em água. Rendimento: 27,2 g. Doses para ensaios: 10 e 20 mg/kg; 100 mg/k; 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos albinos Swiss submetidos ao teste antinociceptivo (ácido acético e placa quente) e ao teste de edema de pata induzido por carragenina.

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea apresenta potente atividade anti-inflamatória, e analgésica dose-dependente.

[ 4 ]

Antioxidante e Hipolipemiante

Antioxidante e Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico: 2,5 kg do material vegetal (pó) 70% de etanol/água (v/v). Dose: 300 mg/kg.

In vitro:

Determinação da atividade antioxidante pelo ensaio ORAC (capacidade de absorção dos radicais oxigenados) e da enzima HMG CoA redutase.

 

In vivo:

Em ratos albinos Wistar submetidos a alimentação hipercalórica.

Obeservou-se que extrato de C. ferrea apresenta atividade antioxidante, hipolipemiante e hepatoprotetora.

[ 1 ]

Antiúlcera

Antiúlcera
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato etanólico: material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar com lesão gástrica aguda induzida estresse, e tratadas posteriormente com pentobarbital.

Observou-se que o extrato de C. ferrea possui atividade antiúlcera, contudo não apresenta efeito no sistema nervoso central (locomoção, sono e analgesia).

[ 6 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato etanólico: 5 kg do material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar com lesões gástricas crônicas induzidas por ácido acético e avaliação da toxicidade subcrônica oral.

Observou-se que o extrato de C. ferrea apresenta propriedade gastroprotetora e ausência de toxicidade.

[ 5 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca do caule

Extrato aquoso: infusão de 7,5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Rendimento: 98%. Doses para ensaio: 300 e 450 mg/kg/dia.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina.

O extrato aquoso de C. ferrea apresenta atividade hipoglicemiante.

[ 2 ]

Vasodilatadora e Hipotensora

Vasodilatadora e Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca do caule

Extrato aquoso: 80 g do material vegetal (pó) em 1 L de água. Rendimento: 10,8%. Doses para ensaio (in vivo): 10, 20, 40, 60 e 80 mg/kg. Doses para ensaio (in vitro): 0,001 a 30 mg/mL.

In vitro:

Em artéria mesentérica superior isolada de ratos e submetida a tratamentos com agentes vasoconstritores.

 

In vivo:

Em ratos Wistar normotensos e tratados com atropina ou N-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME).

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea apresenta atividades vasodilatadora e hipotensora (associada à taquicardia).

[ 3 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade no sistema reprodutor

Toxicidade no sistema reprodutor
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato aquoso: material vegetal (pó) em água. Rendimento: 23% (p/p). Concentração final: 76,6 mg/mL. Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao tratamento crônico com o extrato vegetal (52 e 104 dias), para avaliar a toxicidade no sistema reprodutor.

Observou-se que o extrato aquoso de C. ferrea não alterou as funções normais do sistema reprodutor.

[ 7 ]

Toxicidade subcrônica

Toxicidade subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato etanólico: 5 kg do material vegetal em etanol à 70%. Dose para ensaio: 400 mg/kg/30 dias.

In vivo:

Em ratas Wistar submetidas a avaliação da toxicidade subcrônica oral.

Neste estudo, observou-se ausência de toxicidade após o tratamento com o extrato etanólico de C. ferrea.

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - NAWWAR, M. A. et al. Phenolics from Caesalpinia ferrea Mart.: antioxidant, cytotoxic and hypolipidemic activity. Pharmazie, v. 70, n. 8, p.553-558, 2015. doi: 10.1691/ph.2015.5526
2 - VASCONCELOS, C. F. et al. Hypoglycaemic activity and molecular mechanisms of Caesalpinia ferrea Martius bark extract on streptozotocin-induced diabetes in Wistar rats. J Ethnopharmacol, v. 137, n. 3, p.1533-1541, 2011. doi: 10.1016/j.jep.2011.08.059
3 - MENEZES, I. A. et al. Cardiovascular effects of the aqueous extract from Caesalpinia ferrea: involvement of ATP-sensitive potassium channels. Vacul Pharmacol, v. 47, n. 1, p.41-47, 2007. doi: 10.1016/j.vph.2007.03.005
4 - CARVALHO, J. C. et al. Preliminary studies of analgesic and anti-inflammatory properties of Caesalpinia ferrea crude extract. J Ethnopharmacol, v. 53, n. 3, p.175-178, 1996. doi: 10.1016/0378-8741(96)01441-9
5 - BACCHI, E. M. Antiulcer action and toxicity of Styrax camporum and Caesalpinia ferrea. Planta Med, v. 61, n. 3, p.204-207, 1995. doi: 10.1055/s-2006-958056
6 - BACCHI, E. M.; SERTIÉ, J. A. Antiulcer action of Styrax camporum and Caesalpinia ferrea in rats. Planta Med, v. 60, n. 2, p.118-120, 1994. doi: 10.1055/s-2006-959430
7 - LUCINDA, L. M. et al. Assessment of sperm production and reproductive organs of Wistar rats to long-term exposure of Caesalpinia ferrea. An Acad Bras Ciênc, v. 82, n. 4, p.907-914, 201. doi: 10.1590/S0001-37652010000400013

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 102, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 115, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Casca do ramo seca

100 g

Casca do ramo fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de casca do ramo seca, pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de casca do ramo fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Diabetes mellitus, processos inflamatórios em geral e infecções bacterianas e fúngicas.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

A tintura, após rota-evaporada, pode ser empregada na produção de pomada, gel ou creme.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fase A (infusos/decoctos)

 

Água destilada

1000 mL

Anacardium occidentale (entrecasca)

5 g

Annona muricata (entrecasca)

5 g

Bauhinia forficata (folha seca)

10 g

Caesalpinia ferrea (casca do ramo)

10 g

Syzygium cumini (entrecasca)

10 g

Fase B (alcoolaturas)

 

Anacardium occidentale (entrecasca)

2,5 mL

Annona muricata (entrecasca)

2,5 mL

Caesalpinia ferrea (casca do ramo)

5 mL

Eugenia punicifolia (folha)

20 mL

Syzygium cumini (entrecasca)

5 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

 
Modo de preparo

Fase A: colocar as entrecascas em água fervente, e deixar ferver por 5 minutos aproximadamente; em seguida colocar as folhas secas pesadas e rasuradas e após levantar fervura, desligar o fogo, deixando em infusão por no mínimo 2 horas.

Fase B: filtrar o chá em papel de filtro, na temperatura de 50°C, adicionar as alcoolaturas e o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. Deixar esfriar, envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiquetar.

Principais indicações

Diabetes mellitus tipo 2.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de chá, 2 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fruto sem sementes (seco)

200 g

Etanol 98°

100 mL

Propilenoglicol

900 mL

 
Modo de preparo

Pesar os frutos e em seguida colocar na solução de etanol e propilenoglicol.  Deixar por 7 dias em maceração e filtrar. Envasar e etiquetar.

Principais indicações

Cicatrizante.

Posologia

Uso tópico após incorporado em cremes, pomadas e loções.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Caesalpinia ferrea (extrato glicólico)

10 mL

Creme base não iônico

90 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar o extrato.

Principais indicações

Cicatrizante e anti-inflamatório.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Casca dos ramos seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou ½ colher (de café)

Água q.s.p.

150 mL

                                                                                           

Modo de preparo

Preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações
Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do decocto três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o decocto duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o decocto sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 68-70.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 327-328.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 339-340.
4 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 361.
5 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 43-44.

Dados Químicos
[ 1 , 2 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos insaturados

principalmente o ácido palmítico.

Alcaloides

Fitosteróis

β-sitosterol.

Flavonoides

chalcona (pauferrol A).

Óleos essenciais

felandreno.

Outras substâncias

traços de glicosídeos cardiotônicos octacosanóicos, ácido gálico e metil galato, 2,6-dihidroxiacetofenona, 2,3,4-dihidroxiacetofenona e 2,4,6-trihidroxi- acetofenona.

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 210.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
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Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável. O uso contínuo não deve ultrapassar 15 dias, podendo repetir o tratamento após 7 dias[1,2].

Contraindicações: 

em pacientes com histórico de alergia ou hipersensibilidade a plantas da família Asteraceae, crianças, gestantes, lactantes e em pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol)[1,3].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

não há dados na literatura.

Interações medicamentosas: 

estudo in vitro demonstra que a infusão dos frutos de L. ferrea pode alterar algumas vias de metabolização de medicamentos e seus metabólitos (CYP3A4 e P-gp)[4].

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 70.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 44.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 116, 2021.
4 - MAZZARI, A. L. D. A. et al. In vitro effects of European and Latin-American medicinal plants in CYP3A4 gene expression, glutathione levels, and P-glycoprotein activity. Front Pharmacol, v. 13, p.1-16, 2022. doi: 10.3389/fphar.2022.826395

Propagação: 

pode ser realizada por sementes, mudas ou brotações do tronco e raiz. Por sementes, faz-se necessário o processo de escarificação mecânica ou imersão em ácido sulfúrico por 5 a 10 minutos. A semeadura deve ser realizada em bandejas contendo substrato (areia lavada), com 3 cm de profundidade, posteriormente devem ser mantidas em ambiente com temperatura entre 15 a 40°C e com irrigação diária. A germinação inicia 30 dias após a semeadura. Por mudas, deve-se utilizar substratos com esterco bovino, mantendo-as em viveiros a pleno sol ou 50% de luminosidade. As mudas deverão ser transplantadas para local definitivo quando atingirem aproximadamente 1 m de altura [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & manejo: 

a floração ocorre na estação seca até início da chuvosa, e a frutificação ocorre no final da estação seca e prolonga até a chuvosa [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 182.
2 - MACHADO, F. A. et al. Libidibia ferrea (jucá). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 544-545.

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