Uncaria guianensis (Aubl.) J.F. Gmel.

Unha-de-gato.

Família 
Informações gerais 

Nativa da Amazônia, encontra-se distribuída nos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas, Tocantins, Amapá, Pará, Maranhão e Mato Grosso, especificamente nas matas várzeas inundáveis ou não. Pode ser encontrada também na Bolívia, Equador, Venezuela, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Trinidad (Caribe). Suas principais indicações são: anti-inflamatória, antitumoral, antirreumática, antiartrítica, analgésica, antioxidante, antiasmática, antidisentérica, antiespasmódica, gastroprotetora, hipotensora, vasodilatadora, antimicrobiana e imunoestimulante[1,2,3,4,5,6,7,8].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 270-276.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 285-288.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 466-467.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 801.
5 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 487-490.
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 485.
7 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 216-219.
8 - GATTUSO, M. et al. Morphoanatomical studies of Uncaria tomentosa and Uncaria guianensis bark and leaves. Phytomedicine, v. 11, n. 2-3, p.213-223, 2004. doi: 10.1078/0944-7113-00315
Descrição da espécie 

Liana ou arbusto lenhoso, robusto e vigoroso, pouco ramificado, perenifólio, com cerca de 10 a 30 m de altura, o tronco de plantas adultas podem atingir de 10 a 30 cm de diâmetro, os ramos jovens em forma quadrangular, talos com espinhos em forma de chifre de carneiro (o que não facilita a adesão em outras plantas) localizados em cada axila foliar; folhas simples, opostas, ovaladas a elípticas, membranáceas, medindo de 6 a 15 cm de comprimento x 2,5 a 11 cm de largura, curto pecioladas, com brilho intenso na parte superior, nervuras laterais proeminentes de 4 a 6 pares; inflorescências em glomérulos axilares, pedunculados, globosos, de 1,4 a 3, cm de diâmetro, com flores de até 3 cm de comprimento, branco-amareladas (tenro) e laranja-avermelhada (madura); fruto bivalvo, de cor castanho escuro, de 9 a 25 mm de comprimento e 5 a 7 mm de diâmetro; sementes oblongas, dispersíveis, minúsculas medindo cerca de 1 a 2 mm[1,2,3,4,5].

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 466.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 485.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 801.
4 - GATTUSO, M. et al. Morphoanatomical studies of Uncaria tomentosa and Uncaria guianensis bark and leaves. Phytomedicine, v. 11, n. 2-3, p.213-223, 2004. doi: 10.1078/0944-7113-00315
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 271.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Unha-de-gato, unha-de-cigana, carrapato-amarelo e garra-de-gavião Tribos indígenas da Amazônia (Brasil) Ramos finos

Antidisentérica.

Chá.

-

-

[ 1 ]
Unha-de-gato, unha-de-cigana, carrapato-amarelo e garra-de-gavião Tribos indígenas da Amazônia (Brasil) -

Antiasmática, antiartrítica, antirreumática, anti-inflamatória, analgésica, antitumoral e no tratamento de úlceras gástricas.

-

-

-

[ 1 ]
Jupindá vermelho Foz do Rio Mazagão (Amapá, Brasil) Folha e casca

Antidiarreica, anti-hemorrágica e antitumoral.

Decocção.

Tomar 1 copo 3 vezes ao dia/7 dias.

-

[ 2 ]
- - Casca

Antigripal e antitussígena.

Maceração com água quente.

Quando o macerado apresentar coloração de café, deve-se tomar 1 colher (de sopa) 3 vezes ao dia/4 dias.

Usar com cautela, pois é toxica. 

[ 3 ]
- - Casca

Anti-inflamatória, antirreumática, antitumoral, contraceptiva e antitumoral.

Decocção.

-

-

[ 3 ]
Unha de gato, garabato e unganangi Peru Casca

Antitumoral, antirreumática, antiartrítica, hipoglicemiante, hepatoprotetora (cirrose), gastroprotetora e nos casos de conjuntivite.

Decocção: 2 colheres (de sopa) do material vegetal/1,5 L água. Ferver por 30 minutos. Filtrar.

Tomar meio copo 3 vezes ao dia, antes das refeições.

-

[ 3 , 4 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 466.
2 - SARQUIS, R. S. F. R. et al. The use of medicinal plants in the riverside community of the Mazagão River in the Brazilian Amazon, Amapá, Brazil: ethnobotanical and ethnopharmacological studies. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-25, 2019. doi: 10.1155/2019/6087509
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 801.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 485.

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato liofilizado. Outra espécie em estudo: Uncaria tomentosa.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos através do radical DPPH.

Em macrófagos murino (RAW 264.7) estimulados por lipopolissarídeo (LPS), pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de TNF-α (ELISA) e PGE2 (EIA).

 

Observou-se que o extrato de U. guianensis e U. tomentosa apresenta atividade anti-inflamatória, pois inibe principalmente a produção de TNF-α, e antioxidante.

[ 1 ]
Casca

Extrato aquoso (50 g/L, p/v). Outra planta em estudo. Uncaria tomentosa. Dose para ensaio (in vivo): 5 mg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através dos radicais DPPH, ABTS e OH (MDA).

Em homogenato do cérebro de camundongos C57BL6, incubados com extratos vegetais, com posterior análise de peroxidação lipídica (TBARS).

Em macrófagos (RAW 264.7), estimulados por lipopolissacarideo (LPS) e incubados com extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de TNF-α.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de gastrite induzida por indometacina, tratados com extratos vegetais, com posterior análise do tamanho das lesões gástricas, expressão de TNF-α e detecção de apoptose.

Observou-se que o extrato de U. guianensis apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória mais potente, quando comparado ao de U. tomentosa.

[ 5 ]
Casca, Folha e raiz

Extratos: infusão (folha) e decocção (casca e raiz) de 50 g do material vegetal (pó) em 1 L de água.

In vitro:

Em cultura de células estromais do endométrio eutópico, de pacientes portadoras de endometriose retrocervical ou ovariana, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise em modelo 2D e 3D, da viabilidade e suscetibilidade celular, níveis de espécies reativas ao oxigênio (EROs), EGF, VEGF, TGF-α, TNF-α, TNF-β, IL-1A, IL-1B, IL-2, IL-4, IL-6, IL-8, IL-10, IL-15, e IL-17A.

 

Observou-se que os extratos de U. guianensis não apresentam atividade antioxidante e anti-inflamatória em lesões endometrióticas.

[ 7 ]

Anti-inflamatória e Antitumoral

Anti-inflamatória e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato etanólico à 95%. Fração e subfrações: acetato de etila (solúvel e insolúvel).

In vitro:

Em cultura de macrófagos (RAW 264.7), células de câncer de mama 4T1(murino) e MCF-7 (humano), células de carcinoma da próstata de humano (PC3) e células de carcinoma uterino humano (HeLa), incubadas com o extrato e fração vegetais, com posterior análise de citotoxicidade.

Em cultura de macrófagos (RAW 264.7), estimulados por lipopolissacarídeo (LPS), incubadas com extrato e fração vegetal, com posterior análise dos níveis e expressão de TNF-α, IL-6, PGE2, NO, COX-2, iNOS e IκB-α (ELISA e citometria de fluxo), e em célula HeLa transfectadas com gene repórter Luciferase, incubadas com extrato e fração vegetais e TNF-α humano recombinante (hu-TNF-α), com posterior análise da atividade enzimática.

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c e ratos Sprague-Dawley portadores de inflamação aguda induzida por lipopolissacarídeo (LPS) e edema de pata induzido por carragenina, tratados com extrato e subfrações vegetais, com posterior análise dos níveis de TNF-α, IL-6 e NO; e submetidos a inoculação de células tumorais mamárias 4T1, tratados com extrato e subfrações vegetais, com posterior análise das dimensões do tumor, metástase pulmonar, níveis e expressão de TNF-α, IL6, CD3, CD4, CD20, CD14, COX-2, iNOS, elastase e p65.

Observou-se que U. guainensis apresenta atividade anti-inflamatória e antitumoral, por inibição da via NF-kB.

[ 2 ]

Antialérgica e Anti-inflamatória

Antialérgica e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 30 g do material vegetal (pó) em etanol. Rendimento: 11%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,5 à 500 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 25 à 200 mg/kg.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais de camundongos C57BL/6, incubados com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio MTT); e estimulados por lipopolissacarídeo (LPS), com posterior análise dos níveis de NO, IL-5 e CXCL1.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss e C57BL/6, submetidos aos testes de edema de pata induzida por zimosan, edema de pata alérgico induzido por ovalbumina/hidróxido de alumínio e pleurisia induzida por zimosan/lipopolissacarideo (LPS), pré-tratados como extrato vegetal com posterior análise da espessura do edema, quantificação de proteínas no líquido pleural e níveis de IL-5 em esplenócitos (em ovalbumina/hidróxido de alumínio).

Observou-se que o extrato de U. guianensis apresenta atividade anti-inflamatória e antialérgica.

[ 4 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato etanólico. Outras espécies em estudo: Copaifera reticulate, Simaba cedron, Licania macrophylla, Dalbergia subcymosa, Calophyllum brasiliense, Geissospermum argenteum, Brosimum acutifolium, Ptycopetalum olacoides e Hymenaea coubaril.

In vitro:

Em cepas de Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Streptococcus pneumoniae, incubadas com extratos vegetais, submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que os extratos vegetais apresentam atividade antibacteriana, principalmente contra cepas de S. aureus.

[ 8 ]

Antiviral e Imunomoduladora

Antiviral e Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e casca

Extratos: 787 e 528 g do material vegetal (folha e casca secas) em água/etanol (1:1 v/v). Rendimento: 187 e 18 g, respectivamente. Concentrações para ensaio: 0,1 à 50 µg/mL.

In vitro:

Em células de carcinoma hepatocelular de humanos (Huh-7), incubadas com extratos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade; e infectadas com vírus da dengue (DENV-2), com posterior análise dos níveis de antígeno-DENV, viabilidade celular, proteína não estrutural NSI, níveis de citocinas IL-6, IL-8 e fator inibidor da migração de macrófagos (MIF).

 

Observou-se que os extratos de U. guianensis apresentam atividades antiviral, imunomoduladora e hepatoprotetora.

[ 3 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Chá CoDTM (Uncaria guianensis, U. tomentosa e Tabebuia avellanedae): infusão de 10 g do material vegetal (pó) em 750 mL de água.

In vivo:

Em camundongos CBA/Ca haplótipos H-2K, tratados com o extrato vegetal e 7,12-dimetilben[a]antraceno (DMBA), com posterior análise da expressão de marcadores oncológicos/supressores (c-myc, Bcl-2, p53 e Ha-ras) em homogenato do fígado, pulmão, rim e baço.

Observou-se que o chá CoDTM reduz a expressão de genes oncológicos.

[ 6 ]

Referências bibliográficas

1 - PISCOYA, J. et al. Efficacy and safety of freeze-dried cat's claw in osteoarthritis of the knee: mechanisms of action of the species Uncaria guianensis. Inflamm Res, v. 50, n. 9, p.442-448, 2001. doi: 10.1007/PL00000268
2 - URDANIBIA, I. et al. Anti-inflammatory and antitumoural effects of Uncaria guianensis bark. J Ethnopharmacol, v. 150, n. 3, p.1154-1162, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.10.055
3 - MELLO, C. S. et al. Decrease in Dengue virus-2 infection and reduction of cytokine/chemokine production by Uncaria guianensis in human hepatocyte cell line Huh-7. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 112, n. 6, p.458-468, 2017. doi: 10.1590/0074-02760160323
4 - CARVALHO, M. V. et al. Investigations on the anti-inflammatory and anti-allergic activities of the leaves of Uncaria guianensis (Aublet) J. F. Gmelin. Inflammapharmacol, v. 14, n. 1-2, p.48-56, 2006. doi: 10.1007/s10787-006-1509-5
5 - SANDOVAL, M. et al. Anti-inflammatory and antioxidant activities of cat's claw (Uncaria tomentosa and Uncaria guianensis) are independent of their alkaloid contente. Phytomedicine, v. 9, n. 4, p.325-337, 2002. doi: 10.1078/0944-7113-00117
6 - BUDÁN, F. et al. Mixtures of Uncaria and Tabebuia extracts are potentially chemopreventive in CBA/Ca mice: a long-term experiment. Phytother Res, v. 25, n. 4, p.493-500, 2011. doi: 10.1002/ptr.3281
7 - HERNANDES, C. The effect of rutin and extracts of Uncaria guianensis (Aubl.) J. F. Gmeland on primary endometriotic cells: a 2D and 3D study. Molecules, v. 25, n. 6, p.1-19, 2020. doi: 10.3390/molecules25061325
8 - CORREIA, A. F. et al. Amazonian plant crude extract screening for activity against multidrug-resistant bactéria. Eur Ver Med Pharmacol Sci, v. 12, n. 6, p.369-380, 2008. doi: 10.1016/j.fct.2014.01.013

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Ramo e caule seco

100 g

Ramo e caule fresco

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de ramo e caule secos, pulverizados e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de ramo e caule frescos, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Doenças inflamatórias agudas e crônicas e processos dolorosos crônicos.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Número da cápsula e quantidade

Uncaria guianensis (droga vegetal)

N° 0 (420 a 430 mg)

Q.s.p

1 cápsula

Modo de preparo

Pulverizar a droga vegetal (ramo e caule) e encapsular. 

Principais indicações

Doenças inflamatórias agudas e crônicas e processos dolorosos crônicos.

Posologia

Uso oral: tomar 1 cápsula, à noite.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha e ramo secos rasurados

1,4 a 1,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 

Componente

Quantidade

Casca do caule seca pulverizada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Doenças inflamatórias agudas e crônicas e processos dolorosos crônicos.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 287-289.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 412-414.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 192-194.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos

quínico, quinínico e clorogênico.

Açúcares livres

Alcaloides pentacíclicos indólicos

acuamigina, augustina, augustolina, isoamalicina, tetrahidroalstonina.

Alcaloides pentacíclicos oxindólicos

especiofilina, mitrafilina, isomitrafilina, pteropodina, isopteropodina e uncarina E e F.

Alcaloides tetracíclicos indólicos

corinanteína, dihidrocorinanteína, hirsutina e hirsuteína.

Alcaloides tetracíclicos oxindólicos

isorinchofilina, rinchofilina, corinoxeína, isocorinoxeína, rotundifolina e isorotundifolina.

Ésteres

éster etílico de feoforbida.

Flavonoides

kaempferol, kaempferitina, dihidrokaeferol, catequina, epigalocatequina, epicatequina e galato de epigalocatequina.

Glicosídeos

ácido quinóvico, ácido quinóvico 3-β-O-[β-D-glucopiranosil-(1--3)β-D-fucopiranosil]-(27--1)-β-D-glucopiranosiléster, ácido quinóvico 3-β-O-D-fucopiranosídeo, ácido quinóvico-3-β-O-D-fucopiranosil-(27--1)-β-D-glucopranosiléster, ácido quinóvico 3-β-O-β-D-quinovopiranosídeo.

Polifenóis

epicatequina e procianidina.

Taninos

Referências bibliográficas

1 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 487.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 485.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 802.
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 272.
5 - URDANIBIA, I. et al. Anti-inflammatory and antitumoural effects of Uncaria guianensis bark. J Ethnopharmacol, v. 150, n. 3, p.1154-1162, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.10.055
6 - CARVALHO, M. V. et al. Investigations on the anti-inflammatory and anti-allergic activities of the leaves of Uncaria guianensis (Aublet) J. F. Gmelin. Inflammapharmacol, v. 14, n. 1-2, p.48-56, 2006. doi: 10.1007/s10787-006-1509-5
7 - SANDOVAL, M. et al. Anti-inflammatory and antioxidant activities of cat's claw (Uncaria tomentosa and Uncaria guianensis) are independent of their alkaloid contente. Phytomedicine, v. 9, n. 4, p.325-337, 2002. doi: 10.1078/0944-7113-00117
8 - HERNANDES, C. The effect of rutin and extracts of Uncaria guianensis (Aubl.) J. F. Gmeland on primary endometriotic cells: a 2D and 3D study. Molecules, v. 25, n. 6, p.1-19, 2020. doi: 10.3390/molecules25061325
9 - YÉPEZ, A. M. et al. Quinovic acid glycosides from Uncaria guianensis. Phytochemistry, v. 30, n. 5, p.1635-1637, 1991. doi: 10.1016/0031-9422(91)84223-f

Propagação: 

multiplica-se por sementes e estacas. As sementes devem ser depositadas sobre substrato leve (comercial ou preparado com solo misturado a resíduos vegetais como palha de arroz ou café, acrescido de húmus). A germinação inicia a partir do 20° dia após a semeadura. As plântulas devem permanecer em vivieiro por 4 meses. Após este período, recomenda-se individualiza-las em recipientes contendo solo e esterco (1:1), permanecendo em viveiro por mais 3 meses. O plantio em local definitivo deve ser realizado na época das chuvas [ 1 , 2 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie apresenta expressiva variação no conteúdo de alcaloides, assim a propagação in vitro (micropropagação) é recomendada [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 466.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 271.

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