Salvia officinalis L.

Sálvia, chá-da-França, erva-sagrada, sal-das-boticas e sabiá.

Família 
Informações gerais 

Originária da Europa Mediterrânea, na região costeira do oeste Balcãs e penínsulas do sul dos Apeninos. Cultivada em vários lugares, como na América do Norte, e bem adaptada no Brasil. Além do uso medicinal, é muito apreciada como condimento, ornamental e na produção de cosméticos. Suas principais indicações terapêuticas são: anti-inflamatória, antimicrobiana, antisséptica, analgésica, antidispéptica, diurética, cicatrizante, hipoglicemiante, ansiolítica, antiespasmódica, antioxidante, anticolinesterásica, emenagoga, broncodilatadora, antisudorífica, estrogênica e neuroprotetora[1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,28].

Referências informações gerais
1 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 443.
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3 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 251-253.
4 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 512-514.
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28 - DOS SANTOS NETO, L. L. et al. The use of herbal medicine in Alzheimer's disease-a systematic review. Evid Based Complement Alternat Med, v. 3, n. 4, p.441-445, 2006. doi: 10.1093/ecam/nel071
Descrição da espécie 

Subarbusto, perene, lenhoso, ramificado na base, de 30 a 70 cm de altura; caule tomentoso-pubescente, ereto ou decumbente, branco-acinzentados, quadrangular, se renovam todo ano; folhas simples, opostas, pecioladas, pubescentes, rugosas, esparsas, oblongo-ovadas, lanceoladas ou elípticas no ápice, arredondada ou cordada na base, levemente crenadas e reticuladas, verde-esbranquiçadas na parte adaxial e branca na parte abaxial, medindo de 2 a 10 cm de comprimento x 1 a 2 cm de largura, muito aromáticas (picante, pouco amarga, adstringente e canforácea); flores azul-violáceas, róseas ou brancas, de até 3 cm de comprimento, curtamente pediceladas, dispostas em verticilos com 4 a 12 flores envolvidas por brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas, côncavas e caducas; cálice tem de 10 a 14 mm de comprimento, pubescente, campanulado, estriado, bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior)[1,2,3,4,5,].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 213.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 332.
3 - LONDRES. The Department of Health. British Pharmacopoeia 2012, vol. IV. London: Stationery Office Books, p. 3709, 2011.
4 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 655.
5 - JAKOVLJEVIC, M. et al. Bioactive profile of various Salvia officinalis L. preparations. Plants (Basel), v. 8, n. 3, p.1-30, 2019. doi: 10.3390/plants8030055
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Salvia, Garden sage e salbei Colômbia (Zona Tropical) Folha

Antibiótica, antiespasmódica, antisudorífica, anti-inflamatória (intestinal, cutânea, mucosa e garganta), antiofídica e antidiarreica.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
Salvia, Garden sage e salbei Colômbia (Zona Tropical) -

Antitussígena, diurética, antioxidante, antiespasmódica, hipoglicemiante, reguladora da menstruação, aumenta a fertilidade feminina, redutora da produção de leite materno e dos sintomas da menopausa.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Sálvia, chá-da-França, erva-sagrada e salva-dos-jardins Brasil Folha e flor

Antidispéptica e no tratamento da sudorese excessiva das mãos e axilas.

Infusão: 1 colher (sobremesa) do material vegetal (picado) em 1 xícara (de chá).

Tomar 1 xícara (de chá) 2 vezes ao dia.

-

[ 2 ]
Sálvia, chá-da-França, erva-sagrada e salva-dos-jardins Brasil Folha e flor

No tratamento de problemas menstruais e da menopausa.

Tintura: por maceração em vinho branco.

Tomar 1 cálice 3 vezes ao dia.

-

[ 2 ]
Sálvia Botucatu/SP (Brasil) Folha

Antidispéptica e no tratamento da transpiração excessiva.

Infusão: 1,5 a 2 g (3 a 4 colheres de café) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara (de chá) de 2 a 3 vezes ao dia.

Pode elevar a pressão arterial em pacientes hipertensos, altas doses pode provocar neurotoxicidade (convulsões) e hepatotoxicidade. Usar com cautela em pacientes em tratamento com psicotrópico, anticonvulsivante, anticoncepcionais e repositores hormonais. Não se deve indicar na gravidez, lactação, insuficiência renal e tumores mamários estrógeno dependente.

[ 3 , 4 ]
Sálvia Botucatu/SP (Brasil) Folha

Anti-inflamatória (boca e garganta).

Infusão: 3,5 g (7 colheres de café) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Fazer bochecho e gargarejo 1 ou 2 vezes ao dia. Não engolir, pois, pode provocar náusea, vômito, dor abdominal, tontura e agitação.

Pode elevar a pressão arterial em pacientes hipertensos, altas doses pode provocar neurotoxicidade (convulsões) e hepatotoxicidade. Usar com cautela em pacientes em tratamento com psicotrópico, anticonvulsivante, anticoncepcionais e repositores hormonais. Não se deve indicar na gravidez, lactação, insuficiência renal e tumores mamários estrógeno dependente.

[ 3 , 4 ]
Sálvia Brasil Folha

Antigripal, no tratamento de resfriados e tosses agudas.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal (rasurada) em 150 mL (1 xícara de chá) de água. Deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Tomar até 4 xícaras/dia (fazer gargarejo e engolir).

-

[ 4 ]
- Ancona (Itália) Folha

Antidispéptica, anti-hipertensiva e antidiarreica.

Infusão.

-

-

[ 5 ]
Salmia Beni Mellal, Taza, Tiznit e Chtouka-Aita Baha (Marrocos) Folha

Hipoglicemiante.

Decocção ou infusão.

Uso oral.

-

[ 6 , 7 , 8 ]
Salmia Rabat (Marrocos) Folha

Hipoglicemiante.

Infusão: 4 a 6 g do material vegetal (seco) em água. 

Tomar em 2 doses divididas ao dia.

-

[ 9 ]
- - -

Hipoglicemiante, reguladora do fluxo menstrual e no tratamento da transpiração noturna excessiva.

-

Uso interno.

-

[ 10 ]
- - Folha

Vulneraria e no tratamento de suores noturnos.

Tintura: maceração de 10 g do material vegetal em 100 mL de etanol/água (7:3). Reservar por 1 semana. Filtrar.

Uso externo e interno.

-

[ 10 ]
- - Folha

Vulnerária.

Infusão: 14 g do material vegetal em 3 xícaras de água.

Uso externo.

Não exceder a dosagem, pois a essência da sálvia é tóxica.

[ 10 ]
- - Folha

Tônica, reguladora do fluxo menstrual e digestiva.

Infusão: 14 g do material vegetal em 3 xícaras de água.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia, após refeições.

-

[ 10 ]
- - Folha

Tônica, reguladora do fluxo menstrual e digestiva.

Maceração: 85 g do material vegetal em 1 L de vinho branco. Reservar por 9 dias. Filtrar.

Tomar 1 colher (de sopa), 3 vezes ao dia, após refeições. 

-

[ 10 ]
- - Folha

Hipoglicemiante.

Maceração: 85 g do material vegetal em 1 L de vinho branco. Reservar por 9 dias. Filtrar.

Tomar 100 mL ao dia.

-

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 443.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 332.
3 - LIMA, G. P. P. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Saúde - Prescritores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 30.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 228.
5 - LUCCHETTI, L. et al. Ethnobotanical uses in the Ancona district (Marche region, Central Italy). J Ethnobiol Ethnomed, v. 15, n. 1, p.1-33, 2019.  doi: 10.1186/s13002-019-0288-1
6 - MRABTI, H. N. et al. Integrative herbal treatments of diabetes in Beni Mellal region of Morocco. J Integr Med, v. 17, n. 2, p.93-99, 2019. doi: 10.1016/j.joim.2019.01.001
7 - MRABTI, H. N. et al. Ethnobotanical survey of medicinal plants used by traditional healers to treat diabetes in the Taza Region of Morocco. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-16, 2021. doi: 10.1155/2021/5515634
8 - BARKAOUI, M. et al. Ethnobotanical survey of medicinal plants used in the traditional treatment of diabetes in Chtouka Ait Baha and Tiznit (Western Anti-Atlas), Morocco. J Ethnopharmacol, v. 198, p.338-350, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.01.023
9 - SKALLI, S. et al. An ethnobotanical survey of medicinal plants used for diabetes treatment in Rabat, Morocco. Heliyon, v. 5, n. 3, p.1-24, 2019. doi: 10.1016/j.heliyon.2019.e01421
10 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008, p. 485-486.

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Dose para ensaio (in vivo): 50 mg/kg. Outra espécie em estudo: Rosmarinus officinalis.

In vitro:

Em cultura de neurônios corticais isolados de embriões de ratos (E18) estimulados por microelétrodos, incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade neuronal.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de testes comportamentais (campo aberto, enterramento de esferas de mármore e ambiente claro/escuro).

Os extratos de S. officinalis e R. officinalis reduzem a atividade neuronal, sendo promissores para o tratamento da ansiedade.

[ 20 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: maceração do material vegetal em etanol a 68%. RDE: 1:0,37-0,45. Associado com: extrato etanólico a 42% de Citrullus colocynthis, na proporção de 5:1, respectivamente. Doses para ensaio: 1 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de colite crônica induzida por dextran sulfato de sódio, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histológicos e expressão de CXCL1/KC, IL-1β e IL-10 (ELISA).

A associação dos extratos de S. officinalis e C. colocynthis apresenta atividade anti-inflamatória, dose-dependente, sendo promissor para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais.

[ 99 ]
Folha

Tintura (1:10): em etanol a 70%. Dose para ensaio: 30 mg/100 g.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli submetida ao teste de fagocitose.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de inflamação aguda (pata traseira) induzida por óleo de terebintina, tratados com a tintura, com posterior análise da contagem total e diferencial de leucócitos e níveis de nitrito/nitrato.

A tintura de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória, pois reduz os níveis de leucócitos e a síntese de óxido nítrico.

[ 84 ]

Anti-inflamatória e Antimicrobiana

Anti-inflamatória e Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal em propilenoglicol. Concentrações para ensaio: 50 a 0,09 mg/mL.

In vitro:

Em culturas da cavidade oral, Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Streptococcus mutans, Candida albicans, C. tropicalis e C. glabrata, submetidas ao teste de microdiluição em água, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM), bactericida mínima (CBM) e fungicida mínima (CFM).

Em cultura de macrófagos murinos (RAW 264.7) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT) e expressão de citocinas pró-inflamatórias (IL-1β e TNF-α).

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antimicrobiana e anti-inflamatória, principalmente, na concentração de 50 mg/mL, além da ausência de citotoxicidade.

[ 40 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato:  percolação de 2 kg do material vegetal (pó) em etanol a 85%. Rendimento: 154 g. Doses para ensaio: 3 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de contorções abdominais, permeabilidade capilar e infiltração leucocitária induzidos por ácido acético, de nocicepção induzida por formalina, de envolvimento do sistema opioide na presença de naloxona, de edema de pata induzido por glutamato, capsaicina e cinamaldeído, e do campo aberto.

O extrato de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória e antinociceptiva, principalmente nas doses de 10, 30 e 100 mg/kg, sem alterar a locomoção.

[ 66 ]
Folha

Extrato: 150 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Rendimento: 7 g. Dose para ensaio: 10 a 1000 mg/kg.

Extrato: 350 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de éter de petróleo, seguidamente, em etanol a 95%, água/clorofórmio (1:1) e butanol. Rendimento: 6 g. Dose para ensaio: 10 a 316 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com os extratos vegetais, submetidos ao teste da placa quente, de formalina, edema de pata induzido por carragenina, formação de granuloma induzido por esferas de algodão e análise do mecanismo de ação (naloxona, antagonista opioide).

Os extratos de S. officinalis apresentam atividades antinociceptiva e anti-inflamatória, mediadas, possivelmente e parcialmente, por receptores opioides.

[ 63 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato metanólico: por maceração ou assistida por ultrassom. Concentrações para ensaio: 1 a 50 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, capacidade redutora do íon férrico (FRAP) e teste de branqueamento com β-caroteno.

Em macrófagos murinos (RAW 264.7), estimulados com LPS, na presença de células de câncer de mama de humanos (MCF-7 e MDA-MB-231), incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), níveis de espécies reativas ao oxigênio (EROs) e óxido nítrico, expressão de NF-kB, IL-1β, IL-6 e TNF-α (imunofluorescência e PCR).

 

Os extratos de S. officinalis apresentam atividade antioxidante potente, além de reduzir os processos inflamatórios relacionados à progressão neoplásica.

[ 32 ]
Flor

Extrato (1:5 p/v): decocção do material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do teste de branqueamento com β-caroteno.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlcera péptica induzida por etanol, pré-tratados com o extrato vegetal, associação ou não à sulfassalazina, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ferro, cálcio, magnésio, proteínas, ALP e PCR), macroscópicos, histopatológicos e antioxidantes (DPPH, MDA, H2O2, SOD e CAT) e acúmulo de fluido gástrico e intestinal.

A decocção de S. officinalis apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória, no tratamento de lesões gástricas, demonstrando sinergismo promissor com a sulfassalazina.

[ 34 ]
Flor

Extrato: maceração de 1 g do material vegetal (pó) em 20 mL de água. Doses para ensaio: 10 a 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical ABTS.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlcera péptica e diarreia induzidos por etanol e óleo de rícino, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (MDA, H2O2, DPPH, SOD, CAT, GPx, GSH, ALP, -SH, Fe, Ca, PCR e proteínas), macroscópicos (mucosa intestinal e gástrica) e histológicos.

O extrato de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante, sendo promissor para tratamento de distúrbios gastrointestinais como úlcera péptica e diarreia.

[ 43 ]
Parte aérea

Extrato líquido (Bellasoft®). Doses para ensaio: 10 e 30 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de inflamação induzida por lipopolissacarídeos, tratados como o extrato vegetal, com posterior análise do nível de inflamação pulmonar e hepática (tomografia por emissão de prótons), parâmetros bioquímicos plasmáticos, eritrocitários e em homogenato pulmonar, hepático e renal (SOD, CAT, GPx, NO, MDA, NF-kB e TNF-α).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante.

[ 15 ]
Folha

Extrato: maceração de 930 g do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Fração: metanol (posterior ao n-hexano). Rendimento: 29,5 e 18,1% (p/p), respectivamente. Doses para ensaio: 30 a 150 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de colite ulcerativa induzida por ácido acético, pré-tratados com o extrato e fração vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos em homogenato do cólon (MPO e MDA), macroscópicos e histopatológicos.

O extrato hidroalcoólico e a fração metanólica de S. officinalis apresentam atividades anti-inflamatória e antioxidante, exceto na dose de 30 mg/kg.

[ 49 ]
Folha

Extrato: infusão de 10 g do material vegetal (seco) em 200 mL de água ou maceração de 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de etanol/água (50:50). Por Soxhlet: extratos aquoso, etanólico e hidroalcoólico. Concentrações para ensaio: 5 a 250 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH, ABTS, ROO, NO e O2, e capacidade redutora do íon férrico.

Em cultura de fibroblastos do tecido adiposo (L929) de ratos incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da atividade metabólica (MTS), quantificação do DNA (teste fluorimétrico) e proteína total (BCA) e morfologia celular (Microscopia Eletrônica de Varredura).

Em cultura de monócitos (THP-1) isolados de sangue periférico humano, incubados com PMA (estimulante da diferenciação celular), LPS (estimulante da inflamação) e extratos vegetais, com posterior análise da atividade metabólica (Alamar blue), níveis de IL-6 e TNF-α (ELISA).

 

Os extratos etanólico e hidroalcoólico, obtidos através do método Soxhlet, apresentam atividades anti-inflamatória e antioxidante mais potentes, respectivamente.

[ 29 ]

Anti-inflamatória e Hipoglicemiante

Anti-inflamatória e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (seco) em metanol a 80%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,2 a 50 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100 e 400 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de adipócitos maduros (3T3-L1) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de glicerol e acúmulo de lipídeos.

 

In vivo:

Em camundongos (C57Bl6) portadores de obesidade induzida por alimentação hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal (massa magra e gorda), gasto de energia, parâmetros bioquímicos plasmáticos e hepáticos (glicose, insulina, leptina, glicogênio, CT, TG, HDL, IL-1β, IL-2, IL-4, IL-5, IL-6, IL-10, IL-12p70, TNF-α, IFN-γ e KC/GRO).

O extrato metanólico de S. officinalis, em baixas doses, apresenta atividade hipoglicemiante, anti-inflamatória e inibe a lipogênese nos adipócitos.

[ 33 ]
-

Óleo essencial. Dose para ensaio: 0,042 mg/kg.

In vivo:

Em ratos suplementados com dieta deficiente em zinco e portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos plasmáticos e em homogenato pancreático (glicose, zinco, PCR, TNF-α, IFN-γ, IL-1β, IL-6 e ZNT8) e histopatológicos do pâncreas.

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade hipoglicemiante e anti-inflamatória, além de melhorar os níveis de zinco.

[ 93 ]

Anti-inflamatória e Melhora desempenho cognitivo

Anti-inflamatória e Melhora desempenho cognitivo
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (seco) em etanol a 68% (v/v). RDE: 7,5:1. Concentrações para ensaio: 1,0 e 50 μg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade das enzimas COMT, MAO-A e AChE.

Em cultura de células epiteliais intestinais primárias e da barreira hematoencefálica de humanos incubadas com o extrato vegetal, na presença ou não de LPS e proteína IL-17A, respectivamente, com posterior análise dos níveis de citocinas (BioMAP Diversity PLUS) e espécies reativas ao oxigênio

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante, além de inibir a atividade das enzimas COMT e MAO, responsáveis pelo metabolismo de monoaminas.

[ 38 ]

Anti-inflamatória e Neuroprotetora

Anti-inflamatória e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (pó) em 750 mL de etanol a 80% (v/v). Rendimento: 40,2 g. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH, redução do íon férrico (FRAP) e teste de branqueamento com β-caroteno/ácido lineico.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de dor neuropática periférica induzida por lesão de constrição crônica no nervo ciático esquerdo, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da alodinia (mecânica e frio), teste da placa quente e de caminhada, parâmetros hematológicos, bioquímicos (PCR, AST, ALT, ureia e creatinina) e histopatológicos.

O extrato de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória, antioxidante e neuroprotetora, sendo promissor para o tratamento da dor neuropática.

[ 11 ]

Antiangiogênica

Antiangiogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 500 g do material vegetal (pó) em etanol a 70% (v/v). Rendimento: 80 g. Frações: n-hexano, acetato de etila, n-butanol e água. Concentrações para ensaio: 0 a 400 μg/mL.

In vitro:

Em anéis da aorta de ratos incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise da angiogênese.

Em cultura de células endoteliais da veia umbilical de humanos (HUVEC) incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (Azul de tripano e LDH) e proliferação celular (contagem celular), teste de reparação de feridas (microscopia invertida) e formação de tubo capilar (microscopia).

 

O extrato hidroalcoólico de S. officinalis (50 a 200 µg/mL) e a fração de hexano (100 a 300 µg/mL) apresentam atividade antiangiogênica mais potente.

[ 65 ]
Parte aérea

Nanopartículas de prata (AgNPs): contendo 0,5 mL do extrato vegetal, a partir da decocção de 5 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Concentrações para ensaio: 50 a 200 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade angiogênica do extrato vegetal através do ensaio da membrana corioalantoide de embrião de galinha (CAM).

 

As nanopartículas contendo o extrato de S. officinalis apresentam atividade antiangiogênica, sendo promissor para o tratamento antitumoral.

[ 97 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato metanólico.

In vitro:

Em dentes radiculares de humanos infectados com Enterococcus faecalis, incubados com extrato vegetal, com posterior da contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) em dentina isolada da parede interna do canal radicular.

 

O extrato metanólico de S. officinalis não apresenta atividade antibacteriana (E. faecalis) promissora.

[ 72 ]
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Outras espécies em estudo: Rosmarinus officinalis e Origanum majorana.

In vitro:

Em culturas de Pseudomonas aeruginosa, Salmonella enterica, Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Bacillus subtilis submetidas aos testes de disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar o halo de inibição (mm) e as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM).

 

Os óleos essenciais em estudo demonstram atividade antibacteriana promissora.

[ 51 ]
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal em 250 mL de água, por hidrodestilação. Outras espécies em estudo: Ocimum gratissimum e Cymbopogum citratus.

In vitro:

Em culturas de Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, K. oxytoca, Proteus mirabilis, Morganella morganii, Enterobacter aerogenes e Pseudomonas aeruginosa, isoladas de humanos com infecção do trato urinário, incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise do crescimento bacteriano.

 

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade antibacteriana mais potente, principalmente contra K. pneumonia, K. oxytoca e E. aerogenes.

[ 98 ]

Antibacteriana (Pseudomonas aeruginosa)

Antibacteriana (Pseudomonas aeruginosa)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 10,0 a 40,0 mg/mL. Outra espécie em estudo: Ocimum basilicum

In vitro:

Em cepas clínicas de Pseudomonas aeruginosa (multirresistentes) incubadas com os óleos vegetais com posterior análise da formação de biofilme (cristal violeta).

 

O óleo essencial de S. officinalis apresenta resultados promissores para o tratamento de infecções causadas por biofilmes de P. aeruginosa.

[ 78 ]
-

Óleo essencial. Outra espécie em estudo: Ocimum basilicum.

In vitro:

Em isolados clínicos de Pseudomonas aeruginosa submetidos ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM), e análise de parâmetros de virulência (formação e resistência de biofilme, produção de piocianina e motilidade em ágar).

 

Os óleos de S. officinalis e O. basilicum apresentam atividade antipseudomona.

[ 57 ]

Antibacteriana e Anti-inflamatória

Antibacteriana e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (20% m/m): maceração do material vegetal em etanol 30°. Associação com: Tropaeolum majus (flor), nas proporções de 1:1,1:2, 2:1, 1:3 e 3:1.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e redução do íon férrico (FRAP).

Em culturas de Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, S. pyogenes e S. agalactiae submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

Em cultura de fibroblasto dérmico normal de humanos (BJ) incubados com o fitocomplexo, na presença ou não de LPS, com posterior análise da viabilidade celular (ELISA), níveis de proteínas (Ensaio de Bradford) e citocinas pró-inflamatórias IL-6, IL-31, IL-33, TNF-α e STAT3 (ELISA), e expressão de NF-kB (Western blotting).

 

A associação dos extratos de T. majus e S. officinalis (1:2) apresenta atividade anti-inflamatória e antibacteriana (S. aureus), sendo promissor para o tratamento da dermatite atópica.

[ 42 ]

Antibacteriana e Antibiofilme

Antibacteriana e Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial (1:15): material vegetal (pó) em água, por hidrodestilação. Outra espécie em estudo: Origanum vulgare.

In vitro:

Em cultura de Streptococcus pyogenes submetida ao teste de microdiluição em ágar, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM), e a formação de biofilme (MTT e Microscopia Eletrônica de Varredura).

 

Os óleos de S. officinalis e O. vulgare apresentam atividade antibacteriana e antibiofilme, sendo promissor para o tratamento da faringite causada por S. pyogenes.

[ 24 ]

Anticolinesterásica e Antioxidante

Anticolinesterásica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Dose para ensaio (in vivo): 300 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e inibitória da enzima acetilcolinesterase (AChE), e nível de proteína glicada (Ensaio de antiglicação com D-galactose).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal, submetidos ao teste do labirinto em Y, com posterior análise das funções de memória e parâmetros bioquímicos em homogenato cerebral (ácido ascórbico, atividade de AChE, MDA e GSH).

O extrato de S. officinalis melhora o desempenho da memória, devido as atividades antioxidante e anticolinesterásica, sendo promissor para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

[ 82 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água. Doses para ensaio: 250 a 1000 mg/kg. Outra espécie em estudo: Lippia triphylla.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos testes de natação forçada, suspensão da cauda e parâmetros bioquímicos (ALAT, ASAT, ureia e creatinina).

Os extratos de S. officinalis e L. triphylla apresentam atividade antidepressiva.

[ 4 ]

Antidiarreica

Antidiarreica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical ABTS.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diarreia induzida por óleo de rícino, pré-tratados com o extrato vegetal, associado ou não com loperamida, com posterior análise do trânsito intestinal (teste com carvão), níveis de fluidos gástricos e intestinais, parâmetros bioquímicos plasmáticos (glicose, eletrólitos, ureia, ácido úrico, creatinina, glicose, transaminases, CT, HDL, TG, ALP, PCR) e em homogenato gástrico e intestinal (proteínas, MDA, H2O2, SOD, CAT, GPx e -SH).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antidiarreica, dose-dependente, além de demonstrar sinergismo com o medicamento sintético loperamida.

[ 45 ]

Antiestrogênica

Antiestrogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e ramo

Extrato: percolação de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Rendimento: 43 g. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar imaturas ovariectomizadas, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos dos hormônios luteinizante (LH) e folículo estimulante (FSH), parâmetros histopatológicos, histomorfométricos e imuno-histoquímicos. 

O extrato de S. officinalis aumenta os níveis de estrogênio, sendo promissor para o tratamento dos sintomas pós-menopausa.

[ 23 ]

Antiestrogênica e Antioxidante

Antiestrogênica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Pellets: contendo o material vegetal e água. Dose para ensaio: 5 g/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH, H2O2, NO e peroxidação lipídica.

 

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de deficiência de estrogênio induzida por ovariectomia, tratados com os pellets contendo o material vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, LDH, HDL, LDL, CT, TG, VLDL, LT, 17β-estradiol, glicogênio uterino, MDA, AOPP, SOD, CAT, GPx, GSH e proteínas) e histológicos (útero e fígado).

A suplementação com S. officinalis apresenta resultados promissores na redução de danos uterinos e hepáticos provenientes da menopausa (deficiência de estrogênio), além da ação antioxidante.

[ 7 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Nanopartículas de óxido de zinco (ZnONPs): contendo o extrato vegetal, 5,0 g do material vegetal (seco) em 200 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,125 a 250 µg/mL.

In vitro:

Em isolados clínicos de Candida albicans submetidos ao teste de disco-difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise do halo de inibição e das concentrações inibitória mínima (CIM) e fungicida mínima (CFM), respectivamente, nível de esterol e parâmetros morfológicos (Microscopia Eletrônica de Varredura).

 

As nanopartículas contendo o extrato vegetal apresentam atividade antifúngica, pois rompem a integridade da membrana celular inibindo, assim, a síntese de ergosterol.

[ 27 ]

Antifúngica e Anti-inflamatória

Antifúngica e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,16 a 1,25 µL/mL.

In vitro:

Em culturas de Candida albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis, C. guillermondii, C. krusei, Cryptococcus neoformans, Aspergillus niger, A. fumigatus, A. flavus, Epidermophyton floccosum, Trichophyton mentagrophytes, Microsporum canis, M. gypseum, Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes var. interdigitalse e T. verrucosum, submetidas ao teste de macrodiluição em ágar, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM) e letal mínima (CLM).

Em cultura de macrófagos (RAW 264.7) incubados com o óleo vegetal, estimulados com LPS, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico.

Em cultura de queratinócitos humanos (HaCaT) incubada com o óleo vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT).

 

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade anti-inflamatória e antifúngica (principalmente para dermatófitos), além da ausência de toxicidade para macrófagos e queratinócitos.

[ 71 ]

Antigenotóxica e Antioxidante

Antigenotóxica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,35%. Doses para ensaio: 0,1 a 0,4 mL/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ou não a administração, aguda ou subaguda, de tetracloreto de carbono (CCl4), tratados com óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros mutagênicos em células da medula óssea e em espermatócitos (micronúcleo, apoptose, danos no DNA, aberrações cromossômicas e anormalidades espermáticas) e histológicos (testículos).

O óleo essencial de S. officinalis reduz os danos genéticos e histológicos provocados por CCl4, além da ausência de genotoxicidade.

[ 47 ]

Antimicrobiana e Antioxidante

Antimicrobiana e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Nanopartículas de prata (AgNPs): contendo o extrato aquoso vegetal, a partir da percolação de 125 g do material vegetal em etanol a 70% (v/v). Outra espécie em estudo: Eucalyptus globulus.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e capacidade redutora do íon férrico (FRAP).

Em culturas de Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, B. cereus, Proteus vulgaris, P. mirabilis, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, para determinar o halo de inibição (mm).

 

As nanopartículas contendo os extratos de S. officinalis e E. globulus apresentam atividade antioxidante e antimicrobiana promissoras.

[ 30 ]

Antimicrobiana e Hipoglicemiante

Antimicrobiana e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: a partir de 100 g do material vegetal (pó), por hidrodestilação. Outra espécie em estudo: Mentha suaveolens.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e redução do íon férrico (FRAP), e atividade inibitória das enzimas α-amilase e α-glicosidase.

Em culturas de Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Enterococcus faecalis, Listeria monocytogens, Bacillus cereus, Escherichia coli, Salmonella typhimurium, Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis e Pseudomonas aeruginosa submetidas ao teste de disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar o halo de inibição e as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM), respectivamente.

 

Os óleos essenciais de S. officinalis e M. suaveolens apresentam atividade hipoglicemiante, antioxidante e antimicrobiana, promissoras, exceto para P. aeruginosa.

[ 13 ]
Folha e flor

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco) em 3 estágios diferentes (vegetativo, início da floração e plena floração), por hidrodestilação.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH, ABTS e H2O2 e redução do íon férrico (FRAP).

Determinar a atividade inibitória da atividade das enzimas α-amilase, α-glicosidase, lipase e 5-lipoxigenase.

Em culturas de Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, Proteus mirabilis, Escherichia coli e Salmonella typhimurium submetidas aos testes de disco-difusão e microdiluição em ágar, para determinar o halo de inibição e as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM).

 

O óleo essencial de S. officinalis em plena floração apresenta atividade antioxidante, hipoglicemiante, anti-inflamatória e antimicrobiana mais potente.

[ 16 ]

Antimutagênica

Antimutagênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão do material vegetal (seco) em 200 mL de água. Concentração para ensaio: 15 mg/mL.

In vitro:

Em larvas de Drosophila melanogaster incubadas com metanossulfonato de metila, pré ou pós-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros mutagênicos.

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antimutagênica, principalmente, no pós-tratamento.

[ 92 ]

Antimutagênica e Citoprotetora

Antimutagênica e Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Dose para ensaio: 25 a 100 µL/kg.

In vivo:

Em ratos tratados com o óleo vegetal, associado ou não com mitomicina C (agente mutagênico), com posterior análise de aberrações cromossômicas em células da medula óssea.

O óleo de S. officinalis, nas concentrações de 25 e 50 µL/kg, apresenta atividade citoprotetora e antimutagênica.

[ 96 ]

Antinociceptiva e Redutora da dependência à morfina

Antinociceptiva e Redutora da dependência à morfina
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (seco) em 1 L de etanol a 80% (v/v). Rendimento: 5,7 g. Doses para ensaio: 400 a 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos ao teste de suspensão da cauda, tempo de sono induzido por pentobarbital, teste de dependência à morfina e síndrome de abstinência (naloxona).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antinociceptiva e reduz a tolerância e dependência à morfina, principalmente nas doses de 600 e 800 mg/kg.

[ 61 ]

Antiobesidade e Hipoglicemiante

Antiobesidade e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio (in vitro): 50 a 200 μg/mL. Dose para ensaio (in vivo); 2,5 mL/animal.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória das enzimas α-amilase e lipase.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose, atividade das enzimas α-amilase e lipase, glicogênio hepático, creatinina, LDH, ALT e AST) e histológicos.

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade hipoglicemiante e antiobesidade, demonstrando ação protetora para os órgãos-alvo, como rim, fígado e pâncreas.

[ 46 ]

Antiosteoporose

Antiosteoporose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Dose para ensaio: 10 mL/kg.

In vivo:

Em ratas portadoras de osteoporose induzida por ovariectomia (deficiência de estrogênio), tratadas com o extrato vegetal associado ou não com 17β-estradiol (E2), com posterior análise de parâmetros bioquímicos (cálcio, fósforo, hormônio paratireoidiano e estradiol), expressão de biomarcadores ósseo (CTX-1, P1NP, RANKL, fosfatase alcalina óssea e osteocalcina), histopatológicos e imuno-histoquímicos (TNF-α).

A associação do extrato de S. officinalis e 17β-estradiol apresenta atividade promissora para o tratamento da osteoporose, pois aumenta os níveis de marcadores da formação óssea e reduz os relacionados a reabsorção óssea e inflamação.

[ 5 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico a 40%. Concentrações para ensaio: 0,01 a 100 mg/mL. Outra espécie em estudo: Thymus vulgaris.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e redução do íon férrico (FRAP).

Em cultura de células de carcinoma hepatocelular de humanos (HepG2) incubada com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), danos ao DNA induzidos por peróxido de hidrogênio e 2,3-dimetoxi1,4-naftoquinona (Teste do Cometa), nível de glutationa intracelular (Citometria de fluxo), atividade das enzimas SOD e GPx.

 

Os extratos de T. vulgaris e S. officinalis apresentam atividade antioxidante, principalmente em baixas concentrações de 0,5 e 2 mg/kg, respectivamente.

[ 64 ]
Parte aérea

Extrato: 25 g do material vegetal (pó) em 250 mL de água. Doses para ensaio: 100 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de intoxicação por cloreto de cádmio (CdCl2), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ALT, AST, Alb, PT, MDA, GPx, CAT, GSH, SOD, AFP, CEA, TNF-α, bilirrubina, creatinina, ácido úrico, ureia, óxido nítrico e perfil lipídico), histológicos (renais e hepáticos), expressão de GSH, GPx, SOD, CAT, Bax, Bcl-2 e fragmentação do DNA em homogenato hepático. 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, sendo promissor contra danos à saúde provocados por agentes tóxicos ambientais, como o CdCl2.

[ 6 ]
Folha

Extrato etanólico a 70% e aquoso. Doses para ensaio: 100 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Balb/c intoxicados com tetracloreto de carbono (CCl4), tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, ALP, GST e MDA).

O extrato etanólico a 70% de S. officinalis apresenta atividade antioxidante mais potente, principalmente na dose de 300 mg/kg.

[ 8 ]
Folha

Extrato: 1 g do material vegetal em 20 mL de água.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da capacidade redutora (FeCl3), quelante (Fe2+) e de degradação da desoxirribose (Reação de Fenton).

Em homogenato de tecido cerebral e hepático de ratos incubado com o extrato vegetal e agentes oxidativos (NPS e FeSO4), com posterior análise dos níveis de MDA e vitamina C.

 

O extrato aquoso de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, principalmente no tecido cerebral, sendo promissor para o tratamento de doenças neurodegenerativas associadas ao estresse oxidativo.

[ 74 ]
Folha

Extrato: infusão do material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 50 a 150 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de fibrose pulmonar induzida por bleomicina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos (MDA, CAT e SOD) e histológicos pulmonar e renal.

O extrato aquoso de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, principalmente na dose de 150 mg/kg.

[ 10 ]
Folha

Infusão (2,5%). Outra espécie em estudo: Foeniculum vulgare.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley expostos ao ácido tricloroacético (ATC) e tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos em eritrócitos e tecidos (GSH, GR, GST, CAT, SOD e MDA) e níveis enzimáticos (AST, ALT, CPK, LDH, ACP e ALP).

As infusões de F. vulgare e S. officinalis apresenta atividade antioxidante, reduzindo o estresse oxidativo induzido por ATC.

[ 77 ]
Parte aérea (com flor)

Extrato: decocção: 5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Outras espécies em estudo: Salvia elegans e S. greggii.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da capacidade de eliminação dos radicais DPPH, NO e O2, redução do íon férrico (FRAP), capacidade de absorção de radicais oxigênio (ORAC) e inibição da atividade da enzima xantina oxidase (XO).

Determinar a atividade inibitória das enzimas α-glicosidase, α-amilase e lipase pancreática.

 

Os extratos das espécies de Salvia apresentam atividade antioxidante potente, sendo promissores para o tratamento do diabetes e obesidade.

[ 18 ]
-

Óleo essencial. Dose para ensaio: 15 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos testes: capacidade antioxidante total, eliminação do radical ânion superóxido e redução do íon férrico (FRAP).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões hepáticas induzidas por vanádio, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos e em homogenato hepático (perfil lipídico, antioxidante, índice cardíaco e aterogênico), expressão de proteínas (Hsp72/73) e parâmetros histológicos hepáticos.

O óleo de S. officinalis apresenta atividade antioxidante e hepatoprotetora, contra danos oxidativos provenientes do elemento químico vanádio.

[ 19 ]
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 200 mL de metanol a 50%. Rendimento: 13,4%. Concentrações para ensaio: 10-4, 10-3, 10-2, 10-1 e 1 mg/mL. Outras espécies em estudo: Salvia aethiopis, S. austríaca, S. candelabrum, S. glutinosa, S. nemorosa, S. nutans, S. pratensis, S. ringens, S. tomentosa e S. verticillata.

In vitro:

Em homogenato do tecido cerebral (enzima independente) e microssomas hepáticos (enzima dependente) isolados de ratos incubados com os extratos vegetais, com posterior análise do nível de peroxidação lipídica.

 

Os extratos de S. candelabrum, S. ringens, S. tomentosa, S. nemorosa, S. glutinosa e S. officinalis apresentam atividade antioxidante mais potente, concentração dependente.

[ 90 ]

Antioxidante (melhora a função mitocondrial)

Antioxidante (melhora a função mitocondrial)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato aquoso: associação de 50% (p/v) de Salvia officinalis, 21% (p/v) de Panax ginseng, 21% (p/v) de Trigonella foenum-greacum e 8% (p/v) de Cinnamomum zeylanicum. Dose para ensaio: 130 mg/Kg.

In vivo:

Em camundongos (C57BL/6) portadores de obesidade e diabetes induzidos por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, associado com metformina ou exercício físico, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose e insulina) e moleculares (Ppargc1α, Tfam, Glut4, Cpt2, Ndufa2, mt-Nd1, mt-Nd5, Cox5a, Cox8b, mt-Co1, mt-Co2 e Atp5a) no tecido muscular gastrocnêmio.

O fitoterápico associado aos exercícios físicos apresenta resultados promissores, pois melhora a função mitocondrial, devido a ação antioxidante, reduzido assim, as complicações do diabetes.

[ 55 ]

Antioxidante e Antitumoral

Antioxidante e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 32%. Outra espécie em estudo: Rosmarinus officinalis.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

Em cultura de células de gliobastoma humano (42-GMBA) e de neurônios corticais incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Os extratos de S. officinalis e R. officinalis apresentam atividades antioxidante e antitumoral, além da ausência de danos aos neurônios corticais.

[ 14 ]

Antioxidante e Citoprotetora

Antioxidante e Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 4 g do material vegetal (pó) em 100 mL de metanol a 90%. Rendimento: 26,2% (p/p).

Extrato: infusão de 4 g do material vegetal (liofilizado) em 300 mL de água. Rendimento: 25,8% (p/p).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em cultura de células de carcinoma hepatocelular (HepG2) incubadas com hidroxiperóxido de terc-butila para indução de danos oxidativos, tratadas com os extratos vegetais, com posterior análise de danos no DNA (Teste do cometa) e parâmetros bioquímicos (GSH, TBARS, LDH e proteínas).

 

O extrato metanólico de S. officinalis apresenta atividades antioxidante e citoprotetora, mais potentes, pois inibe, principalmente, a depleção de GSH.

[ 76 ]
-

Extrato: contendo 7,03% de ácido rosmarínico, 3,21% de flavonas e 5,13% de flavanonas. Outras espécies em estudo: Rosmarinus officinalis, Origanum vulgare e Echinacea purpurea.

In vitro:

Em células de adenocarcinoma epitelial colorretal humana (Caco-2) incubadas com os extratos vegetais e peróxido de hidrogênio (H2O2), com posterior análise da integridade da membrana celular (ensaio da liberação da desidrogenase lactato), da viabilidade celular (ensaio de absorção de vermelho neutro), determinar a atividade antioxidante (GSH, CAT e SOD) e citotoxicidade (ensaio do Cometa).

 

[ 88 ]

Antioxidante e Estimulante da neoformação óssea

Antioxidante e Estimulante da neoformação óssea
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 40 g do material vegetal (pó) em 400 mL de água. Dose para ensaio: 20 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos ensaios: DPPH, ABTS e branqueamento com β-caroteno/ácido linoleico.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos a expansão e retenção pré-maxilar, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histológicos, histomorfométricos (neoformação óssea, número de capilares e células inflamatórias) e imuno-histoquímicos (osteoblastos e osteoclastos).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, estimula a neoformação óssea, a angiogênese e a resposta celular anti-inflamatória.

[ 39 ]

Antioxidante e Hepatoprotetora

Antioxidante e Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico a 40%. Outra espécie em estudo: Thymus vulgaris. Doses para ensaio: 0 a 13,33 mg/mL de água.

In vitro:

Em cultura de hepatócitos, isolados de ratos Sprague-Dawley suplementados com os extratos vegetais, incubados com peróxido de hidrogênio ou 2,3-dimetoxi-1,4-naftoquinona, com posterior análise de danos ao DNA (Teste do Cometa) e parâmetros bioquímicos celulares e plasmáticos (SOD, GPx, GSH, AST, ALT e ALP).

 

Os extratos de S. officinalis e T. vulgaris apresentam atividade antioxidante e hepatoprotetora, frente ao estresse oxidativo.

[ 70 ]
Parte aérea

Extrato: infusão do material vegetal (seco) em 150 mL de água. Rendimento: 26,3%.

In vitro:

Em hepatócitos isolados de ratos Wistar (suplementados com o extrato vegetal) incubados com um agente oxidante (t-BHP), com posterior análise dos níveis celulares de GR, GST, LDH, MDA, GSH, GSSG e proteínas.

 

In vivo:

Em camundongos (Balb/c) suplementados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, ingestão de alimentos, parâmetros bioquímicos plasmáticos e hepáticos (ALT e AST).

O extrato aquoso de S. officinalis apresenta atividade antioxidante e hepatoprotetora promissoras.

[ 73 ]
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Rendimento: 200 mg/10 mL. Dose para ensaio: 10 mL/kg. Outras espécies em estudo: Hibiscus sabdariffa e Rosmarinus officinalis.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões hepáticas induzidas por azatioprina, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos e em homogenato hepático (ALT, AST, GSH, SOD, CAT e MDA) e histopatológicos.

Os extratos de H. sabdarifa, S. officinalis e R. officinalis apresentam atividades hepatoprotetora e antioxidante.

[ 80 ]

Antioxidante e Hipolipemiante

Antioxidante e Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Dose para ensaio: 4 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais NO, OH e da peroxidação lipídica.

 

In vivo:

Em camundongos portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos (GGT, AST, ALT, LDH, ALP, CPK, CT, LT, HDL, LDL, TG, VLDL, bilirrubina, creatinina e ureia) e em homogenato hepático e renal (proteínas, TBARS, PCO, SOD, CAT e GPx), índices aterogênico e da artéria coronária, níveis de lipídeos fecais e análises histológicas.

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade hipolipemiante e antioxidante, com efetividade superior ao medicamento sintético sinvastatina, além da ausência de efeitos adversos.

[ 44 ]

Antioxidante e Inibidora enzimática (AChE)

Antioxidante e Inibidora enzimática (AChE)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 50 mL de etanol. Rendimento: 12,40%.

In vitro:

Determinar as atividades inibitória da enzima acetilcolinesterase (AChE) e antioxidante (DPPH, CAT e TDHC).

 

Neste estudo, das 26 espécies vegetais, Mentha piperita, M. longifolia, Salvia officinalis, Satureja montana, Teucrium chamaedrys, T. montanum, T. polium e Thymus vulgaris apresentam atividades inibitória da enzima AChE mais potente, além da ação antioxidante, sendo promissoras para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

[ 89 ]

Antioxidante e Nefroprotetora

Antioxidante e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de etanol. Nanopartículas de prata (AgNPs): contendo o extrato vegetal. Dose para ensaio: 150 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos Wistar portadores de lesões renais induzidas por metotrexato, tratados com as nanopartículas contendo o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (MDA, GSH, creatinina, nitrogênio ureico e ácido úrico).

As nanopartículas contendo o extrato de S. officinalis apresentam atividades antioxidante e nefroprotetora.

[ 48 ]

Antioxidante e Neuroprotetora

Antioxidante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória das enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE).

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, capacidade de redução do íon férrico (FRAP) e teste de branqueamento com β-caroteno.

 

Os óleos essenciais de S. officinalis, provenientes da Calábria (Sudoeste da Itália), apresentam atividade antioxidante e neuroprotetora, sendo promissores para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

[ 21 ]
Folha e flor

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol/água (70:30 v/v). Concentrações para ensaio: 4 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Determinar as atividades inibitória das enzimas acetilcolinesterase (AChE), butirilcolinesterase (BuChE) e de clivagem 1 (BACE-1); e antioxidante através da eliminação do radical ABTS.

Determinar a quimiotaxia e ação protetora contra deficiências induzidas por Aβ (1-42) em bioensaio com nematoide Globodera pallida.

 

Neste estudo, dentre as 18 espécies vegetais, Juglans regia, Ellettaria cardamomum, Cinnamomum zeylanicum, Salvia officinalis e Hypericum perforatum, apresentam resultados promissores para o tratamento da doença de Alzheimer.

[ 59 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Rendimento: 2,5% (p/v). Concentrações para ensaio: 20 a 200 μg/mL.

In vitro:

Em cultura de células epiteliais colônicas normais (FHC) e de câncer de cólon (Caco-2, HT-29 e HT-116) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da proliferação (MTT), viabilidade (Azul de tripano) e ciclo celular (Citometria de fluxo). 

 

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade antiproliferativa, além da ausência de toxicidade em células normais.

[ 36 ]
-

Extrato: infusão de 2 g do material vegeta (fresco) em 150 mL de água. Outra espécie em estudo: Salvia fruticosa. Concentrações para ensaio: 30 a 50 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de carcinoma colorretal (HCT15 e CO115) incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da proliferação celular (MTT) e apoptose (TUNEL) e expressão de proteínas (Western blotting).

 

Os extratos de S. officinalis e S. fruticosa apresentam atividade antiproliferativa, principalmente para as células HCT15, por inibição da via de sinalização MAPK/ERK.

[ 68 ]
Folha

Óleo essencial: 200 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 2,25% (p/v). Outras espécies em estudo: Satureja thymbra, Sideritis perfoliata, Pistacia palestina e Laurus nobilis.

In vitro:

Em cultura de células humanas de melanoma amelanótico (C32), de adenocarcinoma renal (ACHN), de carcinoma hormônio dependente da próstata (LNCaP) e de câncer de mama (MCF-7) incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da proliferação celular (Sulforodamina B).

 

Os óleos vegetais em estudo apresentam atividade antitumoral, principalmente, para as células C32 e ACHN.

[ 91 ]
Folha

Extrato: maceração ou infusão de 1 g do material vegetal (pó) em etanol a 80% (v/v) ou em 10 mL de água, respectivamente. Concentrações para ensaio: 5 a 5000 μg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, e níveis de CAT e SOD.

Em cultura de células tumorais (Hep-2, HeLa, HT-29, A-549 e A-375) e não tumorais (HEK-293 e MRC-5) incubadas com os extratos vegetais com posterior análise de citotoxicidade (MTT), morfologia (microscopia invertida) e apoptose (Anexina V).

 

O extrato hidroalcoólico apresenta atividade antitumoral mais potente, além de baixa toxicidade para células normais.

[ 60 ]
Folha e raiz

Extrato: 20 g do material vegetal (fresco liofilizado) em 100 mL de etanol a 95% ou acetona a 75%. Rendimentos: 1,73% (folha/etanol), 3,87% (folha/acetona), 1,75% (raiz/etanol) e 2,85% (raiz/acetona). Concentrações para ensaio: 10 a 200 µg/mL. Outra espécie em estudo: Salvia miltiorrhiza.

In vitro:

Em cultura de células humanas de carcinoma hepatocelular (HepG2) e normais hepáticas (WRL-68), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTS), integridade da membrana (LDH), nível de ATP, apoptose (citometria de fluxo) e parâmetros morfológicos (microscopia invertida).

 

Os extratos etanólicos e acetônicos de S. officinalis (folha e raiz) e S. miltiorrhiza (raiz) apresentam atividade antiproliferativa (HepG2), e baixa toxicidade para WRL-68.

[ 62 ]

Cardioprotetora (proveniente da SOP)

Cardioprotetora (proveniente da SOP)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: infusão de 2 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água.

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de Síndrome do Ovário Policístico (SOP) induzido por enantato de testosterona, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (capacidade antioxidante total, glicose, insulina, índice aterogênico, MDA, HDL, CT, LDL, VLDL e TG).

O extrato de S. officinalis reduz o estresse oxidativo, a glicemia e o índice aterogênico provenientes da SOP, demonstrando atividade protetora do sistema cardiovascular.

[ 26 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Pomada (parafina): contendo 2 ou 4% do óleo vegetal.

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de feridas circulares dorsais (5 mm) realizadas por procedimento cirúrgico, infectadas por Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, tratados com o fitoterápico, com posterior análise de parâmetros histológicos, imuno-histoquímicos (CD31, Bcl-2 e ciclina-D1), bioquímicos (CAT e MDA) e expressão de TNF-α, IL-1β, IL-6, FGF-2, ciclina-D1, Bcl-2 e VEGF (qRT-PCR). 

A pomada contendo o óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade cicatrizante, devido as ações antioxidante, anti-inflamatória e proliferativa.

[ 41 ]
-

Nanoelmulsão: contendo 20% de óleo vegetal. Dose para ensaio: 50 µL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas por excisão (4 cm2 de espessura), tratados topicamente com a nanoemulsão contendo o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros biofísicos (proteína total, índice de hidroxiprolina, ácido urônico e hexosamina), expressão de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α), ação antioxidante (radical DPPH) e antibacteriana (Sthaphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa) em homogenato do tecido da ferida.

A nanoemulsão contendo o óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade cicatrizante promissora.

[ 59 ]

Dermatoprotetora

Dermatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo, clorofórmio e metanol, respectivamente. Rendimento: 4,13%. Concentrações para ensaio (in vitro): 20 a 100 µg/ mL. Dose para ensaio (in vivo): 5% (uso tópico).

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Determinar a atividade inibitória das enzimas hialuronidase, colagenase e elastase.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a radiação cutânea (UV), pré-tratados topicamente com o extrato vegetal, com posterior análise do envelhecimento cutâneo (pontuação e medição de rugas).

O extrato metanólico de S. officinalis apresenta atividade dermatoprotetora, devido a ação antioxidante potente.

[ 12 ]

Estimulante da viabilidade (espermatozoides)

Estimulante da viabilidade (espermatozoides)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Outra espécies em estudo: Oreganum vulgare e Eucalipto globulus.

In vitro:

Em espermatozoides isolados do sêmen de 22 voluntários normais, incubados com os óleos vegetais, com posterior análise de parâmetros fisiológicos (mobilidade e viabilidade) em câmara Makler e coloração de eosina a 2%.

 

O óleo essencial de S. officinalis melhora apenas a vitalidade dos espermatozoides, enquanto que os óleos de E. globulus e O. vulgare demonstram resultados mais potentes para vitalidade e mobilidade.

[ 56 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação de 2 kg do material vegetal (pó) em etanol a 85%. Rendimento: 154 g. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,03 a 300 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 10 a 1000 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima H+,K+-ATPase e atividade antioxidante (DPPH, GSH, GST, CAT e SOD).

 

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de lesões agudas e úlceras crônicas gástricas, induzidas por etanol a 80% e ácido acético, respectivamente, análise do volume de ácido gástrico por ligadura do piloro.

O extrato de S. officinalis apresenta atividade gastroprotetora, principalmente, devido a propriedade antioxidante.

[ 81 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 400 g do material vegetal (fresco ou seco: por período de 1 a 4 semanas) em 700 mL de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 10000 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 20 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células humanas de adenocarcinoma da mama (MCF-7), carcinoma cervical (HeLa), carcinoma hepatocelular (HepG-2) e fibroblastos pulmonares normais (MRC-5) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da proliferação celular (MTT). 

Em cultura de células HepG-2 incubadas com acetaminofeno, pré-tratadas com o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), capacidade antioxidante total (TAOxC) e peroxidação lipídica (MDA).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hepatotoxicidade induzida por acetaminofeno, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ALP, AST, ALT, TG, CT, proteínas, ureia e creatinina).

O óleo essencial da parte aérea (após 4 semanas de secagem) de S. officinalis apresenta atividade hepatoprotetora mais potente, além de citotoxicidade moderada para células cancerígenas.

[ 17 ]
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em água. Outras espécies em estudo: Verbena officinalis, Hyssopus officinalis, Urtica dioica, Hemerocallis fulva, Citrus maxima, C. limon e Ficus formosana.

In vitro:

Em cultura de hepatócitos de camundongos (FL83B) incubados com ácido palmítico, ácido oleico, etanol, acetaminofeno e extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (Ensaio MTT).

 

Os extratos vegetais apresentam atividade hepatoprotetora, principalmente, contra os danos provocados por ácido palmítico e acetaminofeno, contudo, intensifica a hepatotoxicidade induzida por etanol.

[ 54 ]
Parte aérea

Extrato aquoso: por infusão. Doses para ensaio: 25 a 100 mg/kg. Outra espécie em estudo: Rosmarinus officinalis.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em fígado isolados de ratos Wistar expostos a solução hipotérmica para indução de isquemia, incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade de enzimas hepáticas (ASTA e ALAT), parâmetros oxidativos (SOD, CAT, GthS e TBARS) e histológicos.

 

Os extratos vegetais apresentam atividade hepatoprotetora, contudo, S. officinalis demonstra hepatotoxicidade em doses acima de 25 mg/kg.

[ 22 ]

Hepatoprotetora e Nefroprotetora

Hepatoprotetora e Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato: decocção de 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões hepáticas e renais induzidas por etanol, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmáticos (AST, ALT, LDH, ALP, PCR, CT, HDL, LDL, TG, DPPH, ureia, creatinina, ácido úrico e proteínas) e em homogenato hepático e renal (MDA, H2O2, SOD, CAT, GPx, GSH, -SH, Fe e Ca).

A decocção de S. officinalis apresenta atividade hepatoprotetora e nefroprotetora, devido as ações antioxidante e anti-inflamatória.

[ 37 ]
Folha

Óleo essencial: 5 kg do material vegetal (fresco) por hidrodestilação. Rendimento: 0,35% (p/p). Concentrações para ensaio: 0,1 a 0,4 mL/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono (CCl4), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos renais e hepáticos (ALT, AST, ALP, LDH, GGT, MDA, GST, proteína total, albumina, globulina, protrombina, bilirrubina, creatinina e ureia), histológicos e danos ao DNA de células hepáticas (Ensaio do Cometa).

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade hepatoprotetora e nefroprotetora, principalmente, na dose de 0,4 mL/kg.

[ 53 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 60 g do material vegetal (pó) em 300 mL de metanol a 80%. Doses para ensaio: 100 a 500 mg/kg.

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco) em 1000 mL de água, por hidrodestilação. Doses para ensaio: 0,042 a 0,4 mL/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato e óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose e insulina).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade hipoglicemiante, principalmente na dose de 500 mg/kg, exceto o óleo essencial.

[ 69 ]
-

SPTC: associação de 145 mg de Salvia officinalis, 145 mg de Panax ginseng, 65 mg de Trigonella foenum-graeceum e 25 mg de Cinnamomum zeylanicum. Dose para ensaio: 130 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de diabetes (tipo 2) induzido por dieta hipercalórica, tratados com o fitoterápico, associado com atividade física ou metformina, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose, insulina, espécies reativas ao oxigênio e capacidade antioxidante total), histológicos e expressão de genes citoprotetores (Nrf2, GLUT4, Keap1, Gpx1, Txn, Nqo1 e HO1).

O fitoterápico associado à atividade física ou metformina demonstra resultados promissores para o tratamento do diabetes, pois reduz o estresse oxidativo.

[ 52 ]
Parte aérea

Extrato: infusão de 2 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água.

In vitro:

Em hepatócitos isolados de ratos Wistar normais ou diabéticos (submetidos a administração do extrato vegetal), incubados com insulina e extrato vegetal, com posterior análise do nível de glicose (captação e gliconeogênese).

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c e ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do teste de tolerância à glicose intraperitoneal (IPGTT).

O óleo essencial de S. officinalis aumenta sensibilidade dos hepatócitos à insulina e inibe a gliconeogênese em animais normais, podendo ser indicado na prevenção do diabetes tipo 2.

[ 86 ]
Parte aérea

Extrato: decocção do material vegetal (seco) em metanol/água (70:30 v/v). Frações: acetato de etila e n-butanol. Concentrações para ensaio: 25 a 300 µg/mL; 25 a 200 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima α-amilase e α-glicosidase.

Em eritrócitos normais de humanos incubados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise da taxa de hemólise.

 

A fração de acetato de etila de S. officinalis apresenta atividade hipoglicemiante mais potente, pois inibe as enzimas digestivas, além de fraca ação hemolítica.

[ 25 ]
Planta toda

Extrato: maceração de 5 kg do material vegetal (pó) em 9 L de etanol a 15%. Rendimento: 18,4%. Dose para ensaio: 500 mg/kg. Outras espécies em estudo: Bidens pilosa, Psacalium peltatum e Turnera diffusa.

In vivo:

Em camundongos (CD1) normais e portadores de diabetes (leve ou grave) induzido por aloxana, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da glicemia.

Os extratos de S. officinalis, B. pilosa e P. peltatum apresenta atividade hipoglicemiante, exceto em casos graves.

[ 95 ]

Hipoglicemiante e Melhora a aprendizagem

Hipoglicemiante e Melhora a aprendizagem
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (seco) em 1 L de etanol a 80% (v/v). Rendimento: 5,7 g. Doses para ensaio: 400 a 800 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros de aprendizagem (evitação passiva), e bioquímicos (glicose, MDA, SOD e CAT).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade hipoglicemiante e antioxidante, além de melhorar o aprendizado, a memória e a cognição, exceto na dose de 400 mg/kg.

[ 67 ]

Hipoglicemiante e Neuroprotetora

Hipoglicemiante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: 1,5 g do material vegetal (pó) em 30 mL de etanol a 70% (v/v). Outra espécie em estudo: Salvia glutinosa e S. transsylvanica.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos métodos DPPH, ABTS, CUPRAC e FRAP.

Determinar a atividade inibitória das enzimas acetilcolinesterase (AChE), butirilcolinesterase (BChE), α-amilase e α-glicosidase.

Em culturas de Bacillus cereus, Micrococcus flavus, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhimurium, Listeria monocytogenes, Enterobacter cloacae, Aspergillus fumigatus, A. versicolor, A. ochraceus, A. niger, Trichoderma viride, Penicillium funiculosum, P. ochrochlorum e P. verrucosum submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM) e antifúngica mínima (CFM), e formação de biofilme.

Em cultura de células humanas de adenocarcinoma de pulmão (A549), câncer de mama (MCF-7), carcinoma hepatocelular (HepG2) e fibroblastos gengivais normais (HGF) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade.

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividades neuroprotetora, hipoglicemiante e citotóxica mais potentes.

[ 35 ]
Folha

Extrato: 5,0 g do material vegetal (pó) em 50 mL de etanol a 70%. Rendimento: 34,17%. Outras espécies em estudo: Salvia fruticosa, S. glutinosa, S. nemorosa, S. pratensis, S. sclarea e S. verticillata.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos ensaios: DPPH, NO, redução e atividade quelante de ferro, e peroxidação lipídica (cérebro bovino).

Determinar a atividade inibitória das enzimas acetilcolinesterase e α-glicosidase.

 

Os extratos de S. officinalis, S. verticillata, S. fruticosa e S. glutinosa apresentam atividades antioxidantes e inibidoras das enzimas acetilcolinesterase e α-glicosidase, sendo promissoras como hipoglicemiante e neuroprotetora.

[ 50 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Doses para ensaio: 5 a 25 mg/kg. Outras espécies em estudo: Zingiber officinale e Syzygium aromaticum.

In vivo:

Em camundongos Swiss imunizados com glóbulos vermelhos de ovelhas (SRBCs), imunossuprimidos ou não com ciclofosfamida, tratados com os óleos vegetais, com posterior análise da contagem de glóbulos brancos, resposta humoral de anticorpos e resposta de hipersensibilidade (tipo retardada).

O óleo de S. officinalis não apresenta atividade imunomoduladora, exceto o óleo de S. aromaticum.

[ 79 ]

Inibidora da enzima acetilcolinesterase

Inibidora da enzima acetilcolinesterase
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato hidroalcoólico a 70%. Rendimento: 7,5:1 (folha/extrato). Comprimido: contendo 167 e 54 g de excipientes.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima acetilcolinesterase (Método Colorimétrico de Ellman).

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade inibitória da enzima acetilcolinesterase.

[ 2 ]

Inibidora enzimática (AChE e BuChE)

Inibidora enzimática (AChE e BuChE)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 300 mg do material vegetal em 3 mL de etanol a 80%.

In vitro:

Em eritrócitos humanos incubados com o extrato vegetal para determinar a atividade inibitória das enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BuChE).

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade inibitória, principalmente, da enzima BuChE.

[ 1 ]

Nefroprotetora

Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: a partir de 250 g do material vegetal (fresco), por micro-ondas (sem solvente). Dose para ensaio: 15 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e H2O2.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões renais induzidas por metavanadato de amônio (NH4VO3), tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (LDH, ALP, TBARS, SOD, CAT, GPX, proteínas, ácido úrico, ureia, nitrogênio ureico e creatinina) e histopatológicos.

O óleo essencial de S. officinalis apresenta atividade nefroprotetora, devido as ações antioxidante e anti-inflamatória.

[ 28 ]

Neuroprotetora

Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 60 g do material vegetal (pó) em 300 mL de etanol a 80%. Rendimento: 3,5 g. Dose para ensaio: 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração intraperitoneal do extrato vegetal e intracerebroventricular de pilocarpina (agonista muscarínico), escopolamina (antagonista muscarínico), nicotina (agonista nicotínico) e mecamilamina (antagonista nicotínico), para analisar a aprendizagem através do teste de evitação passiva (antes e pós-tratamento).

O extrato hidroalcoólico de S. officinalis potencializa a retenção da memória, por interação com o sistema colinérgico.

[ 75 ]

Protetora do sistema reprodutor masculino

Protetora do sistema reprodutor masculino
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Doses para ensaio: 50 a 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao estresse por restrição motora, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, testes de acasalamento, do labirinto em cruz elevado, hormonais (LH, FSH e testosterona), parâmetros de fertilidade e espermáticos (motilidade, viabilidade e contagem).

O extrato hidroalcoólico de S. officinalis melhora os parâmetros reprodutores e comportamentais em animais submetidos ao estresse, principalmente na dose de 300 mg/kg.

[ 9 ]
Folha

Extrato etanólico a 96%. Concentrações para ensaio: 37,5 a 600 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em cultura de células Leydig TM3 normais, isoladas do testículo de camundongos, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), integridade da membrana celular (CFDA-AM), níveis de testosterona, progesterona (ELISA) e radicais superóxido (NBT).

 

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, estimula a esteroidogênese, além da ausência de citotoxicidade, exceto na concentração de 600 µg/mL, sendo promissora para melhorar o desempenho reprodutivo masculino.

[ 31 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: infusão de 6 g do material vegetal (liofilizado) em 450 mL de água.

In vivo:

Em ratas (Fischer 344) portadoras de câncer de cólon induzido por azoximetano, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da presença de foco de criptas aberrantes (identificação, quantificação e parâmetros imuno-histoquímicos), atividade do citocromo P450 2E1 e expressão da proteína 2E1 do citocromo P450 em frações hepáticas microssomais, níveis de GSH em homogenato hepático, danos ao DNA de colonócitos e linfócitos (Teste do Cometa).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade quimiopreventiva, pois reduz os danos ao DNA e a proliferação celular.

[ 83 ]

Tônica da memória a longo prazo

Tônica da memória a longo prazo
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 166,7 mg/kg. Outra espécie em estudo: Salvia lavandulaefolia (óleo encapsulado). CogniviaTM: associação dos extratos de S. officinalis e S. lavandulaefolia.

In vivo:

Em camundongos saudáveis (C57Bl/6J) submetidos a administração aguda e crônica dos extratos e óleo vegetal, com posterior análise das funções cognitivas (labirinto em Y e labirinto aquático de Morris), parâmetros bioquímicos e histológicos (MDA e SOD), e imuno-histoquímicos (neurogenese, expressão de c-Fos, BDNF, TrkB, GR, P-GR e CaMKII).

A administração crônica da associação dos extratos de Salvia apresenta sinergismo na melhora da memória a longo prazo, por modulação de CaMKII.

[ 3 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade

Citotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 12,07 mg/g. Concentrações para ensaio: 0 a 2000 nL/mL.

In vitro:

Em hepatócitos isolados de ratos Wistar incubados com o óleo vegetal, na presença ou não de hidroperóxido de terc-butila (t-BHP), com posterior análise da viabilidade celular (LDH), peroxidação lipídica (TBARS) e níveis de GSH.

 

O óleo essencial de S. officinalis não apresenta citotoxicidade em concentrações abaixo de 200 nL/mL, contudo, não demonstra ação citoprotetora contra a toxicidade induzida por t-BHP.

[ 85 ]

Hepatotoxicidade (interação erva/tóxico)

Hepatotoxicidade (interação erva/tóxico)
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: infusão de 2 g do material vegetal (seco) em 150 mL de água.

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono (CCl4), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (GST, GPox, GR, P450, ALT, AST, CYPR, EROD, PROD, PNP-H, GSSH e proteínas) e histológicos, e expressão de CYP2E1 em microssomas hepáticos (Western blotting).

O extrato de S. officinalis apresenta atividade antioxidante, contudo, potencializa a hepatotoxicidade induzida por CCl4, devido a interação (erva/tóxico), possivelmente por indução do CYP2E1.

[ 87 ]

Toxicidade (DL50)

Toxicidade (DL50)
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 60 g do material vegetal (pó) em 300 mL de metanol a 80%. Doses para ensaio: 2000 a 5000 mg/kg.

O extrato de S. officinalis apresenta DL50 = 4000 mg/kg.

[ 69 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água. Doses para ensaio: 1000 a 2000 mg/kg. Outra espécie em estudo: Lippia triphylla.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos de S. officinalis e L. triphylla apresentam sinais de toxicidade leves, com DL50 > 2000 mg/kg.

[ 4 ]
Folha e ramo

Extrato: percolação de 1 kg do material vegetal (pó) em etanol a 70%. Rendimento: 43 g. Doses para ensaio: 500 a 2000 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar submetidas ao teste de toxicidade aguda.

O extrato hidroalcoólico de S. officinalis não apresenta sinais de toxicidade até a dose de 2 g/kg.

[ 23 ]
Flor

Extrato: maceração de 1 g do material vegetal (pó) em 20 mL de água. Doses para ensaio: 10 a 3500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato aquoso da flor de S. officinalis não apresenta sinais de toxicidade nas doses em estudo, com DL50 > 3500 mg/kg.

[ 43 ]
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 50 a 3200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato aquoso da folha de S. officinalis não apresenta sinais de toxicidade nas doses em estudo, com DL50 > 3200 mg/kg.

[ 45 ]
Folha

Extrato:  percolação de 2 kg do material vegetal (pó) em etanol a 85%. Rendimento: 154 g. Doses para ensaio: 0,005 a 5 g/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda, para determinar a DL50.

O extrato de S. officinalis apresenta sinais de toxicidade na dose de 5 g/kg, e DL50 = 44,7579 g/kg.

[ 66 ]
Parte aérea

Extrato: 10 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Doses para ensaio: 50 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

O extrato de S. officinalis não apresenta sinais de toxicidade e mortalidade nas doses em estudo.

[ 82 ]

Toxicidade embrionária

Toxicidade embrionária
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Dose para ensaio: 0,25% da dieta. Outras espécies em estudo: Origanum vulgare, Thymus vulgaris, Syzygium aromaticum e Cinnamomum zeylanicum.

In vivo:

Em camundongos (ICR) fêmeas virgens, posteriormente, prenhes, suplementadas com os óleos vegetais, com posterior análise da pré-implantação, crescimento e desenvolvimento embrionária.

Os óleos vegetais, exceto T. vulgaris, interferem negativamente no crescimento e viabilidade embrionária, aumentado a incidência de morte celular.

[ 94 ]

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2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 79-80, 2018.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 176-179, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha seca

100 g

Folha fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.
Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Dispepsia e transpiração excessiva (BLUMENTHAL, 1998). Antidispéptica e anti-inflamatória e antisséptica da cavidade orofaríngea (BRASIL, 2018). Diabetes mellitus tipo 2 (KIANBAKHT; DABAGHIAN, 2013). Infecções das vias respiratórias.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Dispepsia e transpiração excessiva (BLUMENTHAL, 1998). Antidispéptica e anti-inflamatória e antisséptica da cavidade orofaríngea (BRASIL, 2018). Diabetes mellitus tipo 2 (KIANBAKHT; DABAGHIAN, 2013). Infecções das vias respiratórias.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.
Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 257-259.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 171-173.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos graxos

palmítico, linoleico, oleico e esteárico.

Álcoois

1-hexanol, 3-hexen-1-ol (Z), 3-octanol, 2-hexen-1-ol (E), 1-nonanol,2-furanmetanol, nerol, 2-(4-etil fenil)propano-2-ol, álcool benzílico, palustrol, p-cresol.

Aldeídos

acetaldeído, propanal, butanal, butenal, hexanal, pentenal, hexenal, heptenal, furfural, heptadienal e perilaldeído.

Cetonas

2,3-butanediona, 2,3-pentanediona, 3-penten-2-ona, 3-octanona, pinocarvona e acetofenona.

Compostos fenólicos

ácido cafeico, ácido clorogênico, ácido vanilíco, ácido rosmarínico, ácido ferúlico, ácido gálico, ácido elágico, ácido labiático, ácido cumárico, rosmanol, epirosmanol, rosmadial, metil carnosato, catecol, ácido p-hidrobenzóico, miricetina, rosmarinato de metila, ácido quínico, ácido protocatecuico e ácido salviolínico.

Diterpenos

ferruginol, ácido carnósico, carnosol, manool, rosmadiaol e galdosol.

Ésteres

ácido acético e salicilato de metila.

Fitoestrógenos

Flavonoides

quercetina, luteolina, apigenina, canferol, hispidulina, salvigenina, gankwanina, cirsimaritina, rutina, naringenina e cirsiliol.

Heterosídeos aromáticos

2-metil-furan, sabineno, metil pirazine, etil pirazine, eugenol e 2-isopropil-3-metoxipirazine.

Lactonas sesquiterpênicas

picrosalvina/carnosol.

Mucilagens

Óleos essenciais

α e β-tujona, cânfora, borneol, isoborneol, cineol, α-terpineol, linalol, α e β-cariofileno, 1,8-cineol, α e β-pineno, mirceno, β-copaeno, viridiflorol, timol, acetato de sabinol, limoneno, acetato de isobutil, canfeno, α-humuleno, naftalenona, germacreno-D, β-citral, geranial, spatulenol, α-eudesmol, carvacrol, timol, p-cimeno, aloaromadendreno, cinamaldeído, octadecanoato de n-butil, acetato de isobornila, óxido de cariofileno, camfenilona, mirtenal, acetato de linalil, acetato de α-terpenil e esclareol.
Flavonoides: quercetina, luteolina, apigenina, canferol, hispidulina, salvigenina, gankwanina, cirsimaritina, rutina, naringenina e cirsiliol.

Outras substâncias

ácido salvianólico e ácido saliânico.

Polissacarídeos

galactose, glicose, manose, arabinose, xilose, fucose e ácido urônico.

Princípios amargos

salvina e ácido carnosílico.

Resinas

Saponinas

Taninos

Triterpenos

ácido oleanólico, ácido ursólico, α e β-amirina e betulina.

Referências bibliográficas

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13 - GERICKE, S. et al. Identification of new compounds from sage flowers (Salvia officinalis L.) as markers for quality control and the influence of the manufacturing technology on the chemical composition and antibacterial activity of sage flower extracts. J Agric Food Chem, v. 66, n. 8, p.1843-1853, 2018. doi: 10.1021/acs.jafc.8b00581
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16 - PEJČIĆ, M. et al.  Anti-virulence potential of basil and sage essential oils: inhibition of biofilm formation, motility and pyocyanin production of Pseudomonas aeruginosa isolates. Food Chem Toxicol, v. 141, p.1-16, 2020. doi: 10.1016/j.fct.2020.111431
17 - ABU-DARWISH, M. S. et al. Essential oil of common sage (Salvia officinalis L.) from Jordan: assessment of safety in mammalian cells and its antifungal and anti-inflammatory potential. Biomed Res Int, p.1-9, 2013. doi: 10.1155/2013/538940
18 - LIMA, C. F. et al. Evaluation of toxic/protective effects of the essential oil of Salvia officinalis on freshly isolated rat hepatocytes. Toxicol In Vitro, v. 18, n. 4, p.457-465, 2004. doi: 10.1016/j.tiv.2004.01.001
19 - CAPEK, P.; HRÍBALOVÁ, V. Water-soluble polysaccharides from Salvia officinalis L. possessing immunomodulatory activity. Phytochemistry, v. 65, n. 13, p.1983-1992, 2004. doi: 10.1016/j.phytochem.2004.05.020

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Medicamentos e Produtos de Saúde do Canadá
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Medicamentos e Produtos de Saúde do Canadá
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2016
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Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2016
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2011
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
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Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável. Há experiência de sua indicação a partir dos 12 anos, sendo esta prática sempre orientada pelo profissional prescritor. O uso contínuo não deve ultrapassar 20 dias, podendo repetir o tratamento, se necessário, após intervalo de 7 dias[2,3].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes (reduz a produção de leite materno), epilépticos, portadores de insuficiência renal, neoplasia estrógeno dependentes e pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol)[1,2,3,4,5,7,8,10,12,13].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

altas doses podem provocar sensação de hipertermia, taquicardia, vertigens, vômitos, salivação excessiva, anemia, convulsões (epileptiformes) acompanhadas de cianose e risco de sufocamento com a língua. Pode ocorrer queilite angular ou estomatite em doses elevadas ou tempo de uso prolongado. O uso tópico pode causar irritação cutânea, bem como outras reações dermatológicas. Na forma inalatória, cuidado com a dose e tempo de uso, pois pode causar irritação na mucosa nasal. O constituinte químico, tujona, apresenta caráter neurotóxico, por isso deve-se utilizar quimiotipos de S. officinalis com menores teores deste terpeno. Recomenda-se verificar a quantidade de tujona nos produtos, sendo a exposição diária inferior a 6 mg[1,2,3,6,7,8,9,10,11,12,13].

Interações medicamentosas: 

não associar com sais de ferro e evitar o uso concomitante com medicamentos anticonvulsivantes. Pacientes diabéticos, em uso de hipoglicemiantes orais ou insulina, deverão ser monitorados com cuidado visto maior risco de hipoglicemia. Pode potencializar o efeito sedativo dos barbitúricos e diazepínicos. Não usar concomitantemente com outros medicamentos estrogênicos. Para potencializar a ação antisudorífica, associar com Borago officinalis (borragem), Verbena officinalis (verbena) ou Cnicus benedictus (cardo-santo). Associar com Thymus vulgaris (tomilho), Calendula officinalis (calêndula) e Melaleuca lanceolata (melaleuca) para obter ação antisséptica intensificada. Como digestiva associar com Matricaria chamomilla (camomila) ou Illicium verum (anis)[1,2,3,7,8,10,12].

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 177-178, 2021.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 259.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 172-173.
4 - MILLS, E. et al. Herbal medicines in pregnancy and lactation an evidence-based approach. United Kingdom: Taylor & Francis Group, 2006, p. 231-233.
5 - ______. Salvia officinalis. Reprotox, 26 de set. de 2023. Disponível em: <https://reprotox.org/member/agents/24905>. Acesso em: 23 de jul. de 2024.
6 - CALAPAI, G. et al. Contact dermatitis as an adverse reaction to some topically used European herbal medicinal products - Part 3: Mentha × piperita - Solanum dulcamara. Contact Dermatitis, v. 74, n. 3, p.131-144, 2016. doi: 10.1111/cod.12483
7 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 514.
8 - GARCÍA, E. C.; SOLÍS, I. M. Manual de fitoterapia. 2 ed. Barcelona: Elsevier, 2016, p. 275.
9 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 656.
10 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 175.
11 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008, p. 487.
12 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 252-253.
13 - ______. Sage. Drugs and Lactation Database (LactMed®), 15 de maio de 2024. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK501816>. Acesso em: 27 de jul. de 2024.

Propagação: 

pode ser realizada por sementes adquiridas de empresas produtoras de sementes (seguindo as especificações recomendadas) ou por estacas (a partir de ramos não lenhosos). Para o preparo das estacas, selecionar os ramos tenros, com 15 cm de comprimento, contendo 5 gemas e 2 pares de folhas (cortadas ao meio) na parte terminal da estaca. Introduzir as estacas (3 gemas) em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e transferir as mudas para viveiro (sombrite 50%) onde deverão permanecer por 3 meses. O plantio em local definitivo deve ser realizado a pleno sol, em solo areno-argiloso, levemente alcalino, bem drenado e rico em matéria orgânica. O espaçamento é de 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas, em covas medindo de 15x15 cm e adubadas com ½ kg de esterco [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

a irrigação deve ser realizada em dias alternados e a adubação com NPK ou esterco bovino, quando necessário, estas práticas estimulam o desenvolvimento do vegetal, favorecendo o rendimento de óleo essencial. É indispensável a retirada de plantas invasoras. A cultura deve ser renovada de 3 a 5 anos, quando as plantas se tornam muito lenhosas [ 1 , 2 , 5 ] .

Colheita: 

é realizada de 3 a 4 meses após o plantio, ou no segundo ano de plantio, no início do florescimento, sendo os ramos colhidos em dias ensolarados e quentes, 15 cm acima do solo. No primeiro ano de cultivo deve-se realizar uma colheita leve, enquanto que a partir do segundo ano de cultivo, pode-se realizar duas colheitas ao ano. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 , 3 ] .

Pós-colheita: 

o fitoterápico pode ser produzido a partir das folhas frescas ou secas. A secagem do material vegetal deve ser realizada em estufa com ar circulante a temperatura de 45°C/48 horas. A secagem natural é um processo que também pode ser indicado (secagem à sombra, em local fresco e ventilado), contudo, observa-se a perda de óleos voláteis. Após o procedimento de secagem, deve-se retirar manualmente as folhas dos galhos e armazena-las em ambiente não úmido por um período de 6 meses. Não é necessário moer a droga vegetal para o preparo do fitoterápico [ 1 , 2 , 3 ] .

Problemas & Soluções: 

pode ser acometida por doenças e pragas do solo, como a podridão do colo, devendo arrancar a planta atacada e plantar novas mudas em outro local. Solos ácidos favorecem a ocorrência de fungos patogênicos. Esta espécie desenvolve-se melhor em temperaturas amenas, contudo, não tolera sombreamento e é sensível a ventos frios. No período de floração plena obtém-se o melhor rendimento de óleo, entre os meses de maio e junho. No entanto, fatores ambientais como aumento da salinidade, aridez do solo, altitude, mudança de temperatura média anual, disponibilidade de água, bem como a parte da planta colhida, podem comprometer o rendimento, a qualidade química e a propriedade farmacológica do óleo essencial [ 1 , 2 , 4 , 6 , 7 ] .

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 213-215.
2 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 33.
3 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 655.
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5 - SOLTANBEIGI, A. et al. Growth responses and essential oil profile of Salvia officinalis L. influenced by water deficit and various nutrient sources in the greenhouse. Saudi J Biol Sci, v. 28, n. 12, p.7327-7335, 2021. doi: 10.1016/j.sjbs.2021.08.034
6 - STEFANAKIS, M. K. et al. Seasonal variation of aromatic plants under cultivation conditions. Plants (Basel), v. 11, n. 16, p.1-21, 2022. doi: 10.3390/plants11162083
7 - RUSSO, A. et al. Chemical composition and anticancer activity of essential oils of Mediterranean sage (Salvia officinalis L.) grown in different environmental conditions. Food Chem Toxicol, v. 55, p.42-47, 2013. doi: 10.1016/j.fct.2012.12.036

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