Achyrocline satureioides (Lam.) DC.

Família 
Informações gerais 

Originária da América do Sul. No Brasil, ocorre principalmente da Região Nordeste até a Região Sul, assim como no Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina. Em alguns lugares esta espécie é considerada como erva-daninha. Suas principais indicações são: antidispéptica, antiespasmódica, emenagoga, anti-inflamatória, analgésica, antirreumática, antisséptica, antifúngica, antiviral, antibacteriana, anti-hemorrágica e sedativa[1,2,3,4,5,6,7,8].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 20-27.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 15-18.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 22-24.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 111-112.
5 - BARATA, L. E. S. et al. Brazilian Medicinal Plants. Achyrocline satureioides (Lam.) DC. (macela). Rev Fitos, v. 4, n. 1, p.120-125, 2009.
6 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 15-18.
7 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 211-212.
8 - DICKEL, M. L. et al. Achyrocline satureidoides (macela). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 541-544.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, anual, aromática, ereta ou ascendente, muito ramificada, entouceirada, de até 1,5 m de altura, com pilosidade esbranquiçada nos caules, ramos e folhas; folhas simples, inteiras, alternadas, lineares a lanceoladas, com 7 cm de comprimento, finas ou alongadas, com revestimento alvo e tomentoso na face inferior, de coloração verde-clara; inflorescências em capítulos corimbos-paniculados no ápice dos ramos, com 5 a 10 flores, de cor amarelo-dourado; o fruto é do tipo aquênio, medindo cerca de 0,5 cm de comprimento[1,2,3,4,5,6].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 21-22.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 15.
3 - BARATA, L. E. S. et al. Brazilian Medicinal Plants. Achyrocline satureioides (Lam.) DC. (macela). Rev Fitos, v. 4, n. 1, p.120-125, 2009.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 111.
5 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 60.
6 - DICKEL, M. L. et al. Achyrocline satureidoides (macela). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 541.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Marcela hembra Argentina Planta toda

Antidispéptica e antidiabética.

Infusão.

-

-

[ 1 , 2 ]
Marcela hembra Argentina -

Antiasmática, tônica, estimulante, febrífuga e anti-helmíntica.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
Macela do campo Brasil Parte aérea seca (à sombra)

Antiespasmódica, anti-inflamatória e antibacteriana.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
- Colômbia -

Antitumoral.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
- Paraguai Parte aérea

Anti-infecciosa.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
- Venezuela Planta toda

Hipoglicemiante, afrodisíaca e emenagoga.

-

-

-

[ 1 , 2 ]
Macela do campo, mirabira, yerba de chivo e birabira Países da América do Sul Flor

Antiespasmódica, analgésica, anti-inflamatória, emenagoga, antidiarreica, sedativa, hipoglicemiante e nos distúrbios gastrointestinais.

-

-

-

[ 1 ]
Macela do campo, mirabira, yerba de chivo e birabira Países da América do Sul -

Emenagoga e tônica.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Mirabira, suso, vira-vira, yatey-caa e yerba de chivo Tacana (Bolívia) Flor

Antidiarreica.

Ferver as flores por 5 minutos em água.

Uso interno.

Pode ser indicada para crianças.

[ 1 ]
Mirabira, suso, vira-vira, yatey-caa e yerba de chivo Tacana (Bolívia) Flor

Antitussígena.

Ferver as flores por 5 minutos em água. Adoçar com mel.

Uso interno.

Pode ser indicada para crianças.

[ 1 ]
Marcela e marcela hembra Uruguai Parte aérea

Colagoga, carminativa, anti-inflamatória, emenagoga, sedativa e hipocolesterolemiante.

Infusão.

-

-

[ 2 ]
Marcela e marcela hembra Uruguai Parte aérea

Antisséptica e anti-inflamatória.

Infusão.

Uso externo.

-

[ 2 ]
Marcela, marcela-do-campo e macela Brasil Sumidades floridas

Antiespasmódica.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal (rasurada) em 1 xícara de água. Coar.

Tomar até 4 xícaras ao dia.

Pode ocorrer quadros de hipersensibilidade (lactonas sesquiterpênicas). Usar com cautela durante a gravidez e lactação.

[ 3 ]
Marcela, marcela-do-campo e macela Brasil Sumidades floridas

Antidispéptica, antiespasmódica, sedativa leve e anti-inflamatória.

Infusão: 1,5 g (meia colher de sopa) do material vegetal em 150 mL de água (1 xícara de chá).

Tomar até 1 xícara (de chá) 4 vezes ao dia.

Pode ocorrer quadros de hipersensibilidade (lactonas sesquiterpênicas). Usar com cautela durante a gravidez e lactação.

[ 3 ]
Macela, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha e macela-da-terra Brasil For, folha e ramos

Antiepiléptica, no tratamento de problemas gástricos e cólicas (origem nervosa).

Chá: 5 g do material vegetal (seco) em 1 L de água.

-

-

[ 4 ]
Macela, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha e macela-da-terra Brasil Inflorescência

Antidiarreica, antidisentérica e digestiva.

Chá: 1 colher (de chá) do material vegetal (picado) em 1 xícara (de chá) de água.

Tomar 1 xícara (de chá) em jejum, antes das principais refeições. 

-

[ 4 ]
Macela, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha e macela-da-terra Brasil Planta toda

Antirreumática, analgésica (articular, muscular e cólicas menstruais).

Infusão: 5 colheres (de sopa) do material vegetal (picado) em 1 L de água.

Uso externo: na forma de cataplasma e banhos.

-

[ 4 ]
- Argentina Flor

Reguladora do ciclo menstrual e antiasmática.

Infusão: 20 g do material vegetal em 1 L de água.

-

-

[ 4 ]
- Uruguai Flor

Emenagoga, sedativa, antiespasmódica, útil no tratamento de doenças do sistema digestório.

Chá.

-

-

[ 4 ]
Macela, marcela, marcelinha e marcela-do-campo Paraná (Brasil) Folha e flor

No tratamento de doenças do sistema nervoso central, respiratório, gastrointestinal, ginecológico e urinário.

Infusão e xarope.

-

-

[ 5 ]
Marcela e marcela-do-campo Argentina -

Sedativa, analgésica, antitumoral, antiviral, antimicrobiana, anti-inflamatória, no tratamento de úlcera estomacal e doenças hepáticas.

-

-

Não há relatos de toxicidade na dose usual.

[ 6 ]
Marcela Porto Alegre-RS (Brasil) Parte aérea

Tônica, gastroprotetora, digestiva e antidiarreica.

-

-

-

[ 7 ]

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 110.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 55.
3 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 198.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 111.
5 - BOLSON, M. et al. Ethno-medicinal study of plants used for treatment of human ailments, with residents of the surrounding region of forest fragments of Paraná, Brazil. J Ethnopharmacol, v. 161, p.1-10, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2014.11.045
6 - RUFFA, M. J. et al. Cytotoxic effect of Argentine medicinal plant extracts on human hepatocellular carcinoma cell line. J Ethnopharmacol, v. 79, n. 3, p.335-339, 2002. doi: 10.1016/s0378-8741(01)00400-7
7 - DICKEL, M. L. et al. Plants popularly used for loosing weight purposes in Porto Alegre, South Brazil. J Ethnopharmacol, v. 109, n. 1, p.60-71, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.07.003

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extratos (0,75:10 planta/solvente): aquoso (decocção), hidroalcoólicos a 40 e 80% (maceração), originando extratos secos liofilizados e atomizados. Doses para ensaio: 250 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata e pleurisia induzidos por carragenina, pré-tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do volume do edema e nível de leucócitos totais em exsudato pleural.

O extrato hidroalcoólico a 40% liofilizado de A. satureioides, na dose de 250 mg/kg, apresenta atividade anti-inflamatória mais potente.

[ 7 ]
Anti-inflamatória
Inflorescência

Extrato: maceração de 2 kg do material vegetal em 10 L de etanol a 70%. Rendimento: 9,6%. Doses para ensaio: 1, 10 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de colite induzida por dextran sulfato de sódio, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do nível de sangue oculto nas fezes, parâmetros histológicos (fígado, baço e cólon), histoquímicos (mucina), oxidativos (GSH, LOOH, MPO, SOD e DPPH), inflamatórios (MPO, NO, TNF-α, IL-6, IL-4 e IL-10) e viabilidade celular (ensaio MTT); e avaliar a motilidade intestinal em camundongos normais.

O extrato hidroalcoólico de A. satureioides apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 100 mg/kg.

[ 10 ]
Anti-inflamatória

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato: maceração ou decocção de 30 g do material vegetal em água. Rendimento: 1,5 e 13,33 g, respectivamente. Extrato: maceração de 30 g do material vegetal em etanol. Rendimento: 11,37 g. Doses para ensaio (in vivo): 75 a 500 mg/kg.

In vitro:

Em íleo de cobaias, jejuno, duodeno e vaso deferente de ratos, incubados com os extratos vegetais e submetidos ao teste de contratilidade induzido por acetilcolina, histamina, noradrenalina e cloreto de bário.

 

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos CFl tratados com extratos vegetais, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina, contorções induzidas por ácido acético, trânsito intestinal após ingestão de suspensão de carvão a 10%, tempo de sono induzido por pentobarbital.

Os extratos de A. satureioides apresentam atividades anti-inflamatória, analgésica, antiespasmódica e sedativa, contudo não houve ação laxativa.

[ 24 ]
Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Imunomoduladora

Anti-inflamatória e Imunomoduladora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração de 1 g do material vegetal (seco) em 50 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,0006 a 0,24 µg/mL.

In vitro:

Em células mononucleares de sangue periférico (PBMCs) e leucócitos polimorfonucleares (PMNs) isolados de humanos, incubados com o extrato vegetal para análise da viabilidade celular (Azul de Tripano), citotoxicidade (MTT e LDH), proliferação celular (ELISA), níveis de espécies reativas ao oxigênio intracelular (fluorescência), IFN-γ, IL-4 e IL-8 (ELISA).

 

Observou-se que o extrato de A. satureioides apresenta atividade imunomoduladora e anti-inflamatória.

[ 14 ]
Anti-inflamatória e Imunomoduladora

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato etanólico. Rendimento: 4,5%.

In vitro:

Em cepas de Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella enterica e Staphylococcus aureus, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e unidade formadora de colônias (UFC).

 

Neste estudo, entre as 51 plantas, Achyrocline satureioides, Flourensia oolepis, Lepechinia floribunda e Lithrea molleoides apresentam atividade antibacteriana mais potente.

[ 20 ]
Antibacteriana

Antibacteriana e Antioxidante

Antibacteriana e Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extratos (7,5:100 p/v): aquoso liofilizado (decocção), hidroalcoólico a 80% liofilizado (maceração) e hidroalcoólico a 80% por spray-dried (maceração).

In vitro:

Determinar o potencial antioxidante total (TRAP), poder redutor de íon férrico (FRAP), ação quelante de Fe2+, eliminação do radical hidroxila (OH) e peroxidação lipídica (TBARS) dos extratos vegetais.

Em cepas de Listeria monocytogenes, L. innocua, Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Salmonella enteritidis, Pseudomonas spp., Aeromonas spp. Escherichia coli e Corynebacterium fimi, submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

O extrato hidroalcoólico liofilizado apresenta atividade antioxidante e antibacteriana mais potente, principalmente para B. cereus e S. aureus.

[ 4 ]
Antibacteriana e Antioxidante

Antiedematogênica e Anti-inflamatória

Antiedematogênica e Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Flor, Folha e caule

Hidrogéis (Carbopol® 940): contendo 5% do extrato oleoso ou nanopartículas de extrato oleoso. Dose para ensaio: 15 mg/orelha.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de edema de orelha induzido por óleo de cróton e radiação ultravioleta B (UVB), tratados com os hidrogéis, com posterior análise do diâmetro do edema, parâmetros histológicos e atividade da mieloperoxidase (MPO) em homogenato da orelha.

As formulações em hidrogéis contendo A. sauteroides apresentam atividade antiedematogênica e anti-inflamatória.

[ 2 ]
Antiedematogênica e Anti-inflamatória

Antimicrobiana e Imunomoduladora

Antimicrobiana e Imunomoduladora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: decocção de 10 g do material vegetal (pó) em 200 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,35 a 2,8 mg/mL.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus spp. isoladas de humanos, incubadas em meio ágar (placas) e extrato vegetal, para análise do crescimento bacteriano.

Em  cultura de linfócitos incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da proliferação celular (MTT), níveis de INF- γ e células T CD8(+). 

 

A decocção de A. satureoides apresenta atividade antimicrobiana e imunoestimulante.

[ 15 ]
Antimicrobiana e Imunomoduladora

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extratos (0,75:10 planta/solvente): aquoso (decocção), hidroalcoólicos a 40 e 80% (maceração), originando extratos secos liofilizados. Concentrações para ensaio: 0,06 a 0,25 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos vegetais em plasma isolado de humano saudável e através potencial antioxidante total (TRAP).

Em células Sertoli de ratos Wistar, incubadas com extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (Azul Tripano) e índice de peroxidação lipídica (TBARS) em homogenato celular.

 

O extrato hidroalcoólico a 80% liofilizado de A. satureioides apresenta atividade antioxidante mais potente, contudo demonstra citotoxicidade significativa.

[ 8 ]
Antioxidante

Extrato: infusão de 5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água. Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 50 mL de diclorometano. Concentrações para ensaio: 10, 100 e 1000 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos vegetais através dos testes TRAP, TAR e degradação da desoxirribose (TBARS).

Em homogenato hepático de ratos Wistar incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da peroxidação lipídica através da quimioluminescência por hidroperóxido e níveis de TBARS.

 

Observou-se que os extratos de A. satureoides apresentam atividade antioxidante relevante, principalmente nas concentrações de 100 e 1000 µg/mL.

[ 11 ]
Antioxidante
Flor

Extrato aquoso (1:100 p/v): por infusão. Concentrações para ensaio: 6 a 300 µg/mL.

In vitro:

Determinar da dose letal média (DL50) do extrato vegetal, através do bioensaio em Artemia salina; em linfócitos humanos incubados com o extrato vegetal, com posterior análise do teste do cometa.

Determinar atividade antioxidante total (TAC), ensaio com radicais DPPH e ABTS, redução do íon férrico (FRAP) e peroxidação lipídica (TBARS).

 

Observou-se que o extrato de A. satureioides apresenta atividade antioxidante e baixo potencial genotóxico.

[ 1 ]
Antioxidante

Antioxidante e Citoprotetora

Antioxidante e Citoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: infusão de 1 g do material vegetal (seco) em 50 mL de água. Concentrações para ensaio: 5 a 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Epilobium parviflorum e Ginko biloba.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante dos extratos vegetais através do radical ABTS.

Em cultura de células PC12 incubadas com peróxido de hidrogênio e extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (MTT).

 

Observou-se que os extratos de A. satureioides e E. parviflorum apresentam atividades citoprotetora e antioxidante mais potentes, respectivamente.

[ 5 ]
Antioxidante e Citoprotetora

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha e caule

Extrato: 20 mg do material vegetal (pó) em 1 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,02 a 2,5 mg/mL. Outras espécies em estudo: Eugenia uniflora, Foeniculum vulgare e Psidium guajava.

In vitro:

Em cultura de trofozoítos de Giardia lamblia, incubadas com extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (microscopia invertida e hemocitômetro).

 

Observou-se que A. satureioides apresenta atividade anti-giardial mais potente, principalmente na dose de 2,5 mg/mL.

[ 18 ]
Antiparasitária

Citotóxica

Citotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 5 g do material vegetal (pó) em 40 mL de metanol. Rendimento: 0,115 g. Concentrações para ensaio: 15,5 a 1000 µg/mL. Outras espécies em estudo: Aristolochia macroura, Lithraea molleioides, Schinus molle, Chenopodium ambrosioides, Petiveria alliacea, Plantago major e Celtis spinosa.

In vitro:

Em células de carcinoma hepatocelular humano (HepG2) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade (MTS/PMS).

 

Observou-se que os extratos de S. molle, A. satureioides, L. molleioides e A. macroura apresentam atividade citotóxica, dose-dependente.

[ 27 ]
Citotóxica

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: infusão de 10 g do material vegetal (pó) em 200 mL de água. Doses para ensaio: 100 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratas Wistar portadores de lesões hepáticas induzidas por bromobenzeno, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ALT, AST, TBARS, GSH e GSSH) e do fluxo biliar.

O extrato de A. satureioides apresenta atividade hepatoprotetora e digestiva, principalmente na dose de 300 mg/kg.

[ 23 ]
Hepatoprotetora

Hipocolesterolemiante

Hipocolesterolemiante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato aquoso (10 mg/mL): por decocção. Dose para ensaio: 1 mL/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a dieta hiperlipídica, tratados com extrato vegetal, com posterior análise do perfil lipídico plasmático (CT, TG, HDL, VLDL e LDL), níveis de peroxidação lipídica (TBARS), proteínas carboniladas, tióis não proteicos, atividade de SOD, CAT e Na+/K+- ATPase em homogenato hepático.

Observou que o extrato de A. satureioides apresenta atividade hipocolesterolêmica.

[ 17 ]
Hipocolesterolemiante

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato aquoso (2,5:100): por maceração. Concentrações para ensaio: 6,25 a 400 µg/mL.

In vitro:

Em linfócitos esplênicos de camundongos BALB/c, estimulados por mitógenos (concanavalina A e fitohemaglutina), incubados com extrato vegetal, com posterior análise de proliferação de linfócitos (MTT) e níveis de interleucina IL-2 (ELISA).

 

Observou-se que o extrato de A. satureoides apresenta atividade imunomoduladora, contudo demonstra ação imunossupressora leve.

[ 26 ]
Imunomoduladora

Proliferativa celular

Proliferativa celular
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato etanólico: por maceração. Rendimento: 16%. Extrato aquoso: por decocção ou infusão. Rendimento: 21%. Concentrações para ensaio: 1 a 50 µg/mL.

In vitro:

Em queratinócitos (HaCaT) e fibroblastos normais (MRC-5) de humanos, incubados com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (MTT), contagem celular (citometria de fluxo) e proliferação celular (antígeno Ki-67).

 

O extrato etanólico de A. satureioides apresenta atividade proliferativa (queratinócitos e fibroblastos) mais potente, além de baixa citotoxicidade.

[ 21 ]
Proliferativa celular
Parte aérea

Extrato: infusão de 1 g do material vegetal (seco) em 50 mL de água. Concentrações para ensaio: 10 e 20 µg/mL.

In vitro:

Em células PC12 (neuronais) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise morfométrica, diferenciação celular e atividade mitocondrial.

 

Observou-se que o extrato de A. satureioides induz a proliferação de células neuronais.

[ 25 ]
Proliferativa celular

Renoprotetora

Renoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 400 mL de etanol a 80 e 100% (por maceração ou assistida por ultrassom). Concentrações para ensaio (in vitro): 1,0 a 100 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 10 e 50 mg/kg.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS, redução do íon férrico (FRAP).

Em macrófagos RAW 264.7 estimulados por LPS e IFN-γ, incubados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico (NO); e em fibroblastos 3T3 incubados com os extratos vegetais para análise da citotoxicidade (MTT)

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de nefropatia induzida por contraste, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de ureia e creatinina plasmáticos, produtos proteicos de oxidação avançada e parâmetros histopatológicos renais.

O extrato etanólico a 100% por extração assistida por ultrasson apresenta atividade renoprotetora mais potente.

[ 12 ]
Renoprotetora
Ensaio Toxicológico

Citotoxicidade

Citotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração de 15 g do material vegetal (seco) em 700 mL de água. Concentrações para ensaio: 0,5 a 4 mg/kg.

In vitro:

Determinar as atividades citotóxica e genotóxica do extrato vegetal através do ensaio em Allium cepa.

 

Observou-se que o extrato aquoso de A. satureioides apresenta citotoxicidade em altas concentrações, contudo, não há relatos de genotoxicidade.

[ 22 ]
Citotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato liofilizado: 15 g do material vegetal (pó) em 700 mL de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 5 a 3600 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50 a 750 mg/kg.

In vitro:

Em células Vero incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (Azul tripano e MTT); em células mononucleares de sangue periférico de humanos, incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da citotoxicidade (Azul tripano e MTT), apoptose (coloração Hoeschst), fragmentação do DNA (luz ultravioleta) e genotoxicidade (teste do Cometa).

 

In vivo:

Em ratos Balb/c submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal média (DL50) e teste do micronúcleo em células da medula óssea.

Observou-se que o extrato de A. satureioides apresenta toxicidade em altas dosagens, acima de 200 µg/mL (in vitro) e 500 a 750 mg/kg (in vivo).

[ 9 ]
Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte aérea

Extrato: 20 g do material vegetal (seco) em 1 L de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 a 1000 µg/mL; 0,5 a 4 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100, 200 e 500 mg/kg.

In vitro:

Em células mononucleares de sangue periférico humano (PBMCs), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (Azul tripano e MTT), apoptose (Hoechst), integridade e fragmentação do DNA (Tunel e eletroforese); e determinar atividade genotóxica do extrato vegetal em Allium cepa.

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c tratados com extrato vegetal, com posterior análise da genotoxicidade (índice de toxicidade) em eritrócitos derivados de medula óssea femural (micronúcleos e policromáticos).

O extrato em estudo de A. satureioides apresenta citotoxicidade e genotoxicidade.

[ 16 ]
Citotoxicidade e Genotoxicidade

Genotóxica

Genotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Flor

Extrato aquoso a 50%. Outras espécies em estudo: Maytenus ilicifolia, Iodina rhombifolia, Desmodium incanum, Baccharis anomala, Tibouchina asperior e Luehea divaricata.

In vitro:

Determinar a mutagenicidade dos extratos vegetais através do teste de Ames (Salmonella/microssoma, TA98 e TA100).

 

Neste estudo, entre as espécies analisadas, A. saturoides, B. anomala e L. divaricata apresentam genotoxicidade.

[ 28 ]
Genotóxica

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha e flor

Extrato: 1 g do material vegetal em 50 mL de água. Doses para ensaio: 30 a 300 mg/kg; 1 a 5 g/kg.

In vivo:

Em camundongos (IIBCE) e ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de toxicidade aguda, via intraperitoneal e oral.

Observou-se que o extrato de A. satureioides não apresenta toxicidade nas doses indicadas.

[ 19 ]
Toxicidade aguda

Toxicidade crônica

Toxicidade crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato: maceração de 2 kg do material vegetal em 10 L de etanol a 70%. Rendimento: 9,6%. Doses para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade crônica.

Observou-se que o extrato hidroalcoólico de A. satureioides na dose de 100 mg/kg/7 dias não apresenta toxicidade.

[ 10 ]
Toxicidade crônica

Toxicidade materna e da prole

Toxicidade materna e da prole
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato (7,5: 100 p/v): aquoso (decocção) e hidroalcoólico a 80% (maceração). Doses para ensaio: 47 e 35 mg/kg, respectivamente.

In vivo:

Em ratas Wistar prenhes tratadas com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros clínicos e peso corporal maternos, malformações, peso corporal, viabilidade e mortalidade da prole, parâmetros antioxidativos (CAT, SOD, GSH, GPx, GST) e marcadores oxidativos (TBARS) em homogenato hepático, cardíaco, renal, córtex e cerebelo (materno e prole).

Os extratos, aquoso e hidroalcoólico, de A. satureioides apresentam toxicidade materna e para a prole.

[ 6 ]
Toxicidade materna e da prole

Toxicidade materna e paterna

Toxicidade materna e paterna
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Flor

Extrato: maceração de 5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 95%. Rendimento: 2,5 mg de extrato seco/mL. Doses para ensaio: 250, 500 e 750 mg/kg.

In vivo:

Em ratos e ratas Wistar submetidos a administração do extrato vegetal, nos períodos pré-acasalamento, acasalamento e pós-acasalamento (gravidez e pós-parto), com posterior análise de parâmetros bioquímicos, hematológicos, gestacionais (comportamento e sinais de parto), reprodutivo (espermograma) e de desenvolvimento da prole (peso, sexo, número vivos/mortos e anormalidades).

Observou-se que extrato de A. satureioides reduz o número de espermatozoides sem comprometer a fertilidade masculina, além de elevar os níveis de TSH materno.

[ 3 ]
Toxicidade materna e paterna

Toxicidade renal

Toxicidade renal
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Inflorescência

Extrato (1:13 p/v): maceração do material vegetal (seco) em etanol a 80%. Rendimento: 7,8%. Dose para ensaio: 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Portulaca pilosa.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com extratos vegetais, com posterior análise de volume urinário, níveis de potássio e sódio.

Observou-se que o extrato de A. satureioides não altera as concentrações de íons renais.

[ 13 ]
Toxicidade renal

Referências bibliográficas

1 - SALGUEIRO, A. C. F. et al. In vitro and in silico antioxidant and toxicological activities of Achyrocline satureioides. J Etthnopharmacol, v. 194, p.6-14, 2016. doi: 10.1016/j.jep.2016.08.048
2 - MACHADO, V. S. et al. Topical hydrogel containing Achyrocline satureioides oily extract (free and nanocapsule) has anti-inflammatory effects and thereby minimizes irritant contact dermatites. An Acad Bras Cienc, v. 92, n. 4, p.e20191066, 2020. doi: 10.1590/0001-3765202020191066
3 - MACIEL, M. D. et al. Effects of exposure to ethanolic extract from Achyrocline satureioides (Lam.) D.C. flowers on reproductive and developmental parameters in Wistar rats. J Toxicol Environ Health A, v. 82, n. 5, p.321-330, 2019. doi: 10.1080/15287394.2019.1593904
4 - MORESCO, K. S. et al. Effects of Achyrocline satureioides inflorescence extracts against pathogenic intestinal bacteria: chemical characterization, in vitro tests, and in vivo evaluation. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-10, 2017. doi: 10.1155/2017/4874865
5 - ARREDONDO, M. F. et al. Cytoprotection by Achyrocline satureioides (Lam) D.C. and some of its main flavonoids against oxidative stress. J Ethnopharmacol, v. 91, n. 1, p.13-20, 2004. doi: 10.1016/j.jep.2003.11.012
6 - MORESCO, K. S. et al. Supplementation with Achyrocline satureioides inflorescence extracts to pregnant and breastfeeding rats induces tissue-specific changes in enzymatic activity and lower neonatal survival. Biomedicines, v. 5, n. 3, p.1-14, 2017. doi: 10.3390/biomedicines5030053
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11 - DESMARCHELIER, C. et al. Antioxidant and free radical scavenging effects in extracts of the medicinal herb Achyrocline satureioides (Lam.) DC. ("marcela"). Braz J Med Biol Res, v. 31, n. 9, p.1163-1170, 1998. doi: 10.1590/s0100-879x1998000900010
12 - GUSS, K. L. et al. Ultrasound-assisted extraction of Achyrocline satureioides prevents contrast-induced nephropathy in mice. Ultrason Sonochem, v. 37, p.368-374, 2017. doi: 10.1016/j.ultsonch.2017.01.035
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14 - COSENTINO, M. et al. Immunomodulatory properties of Achyrocline satureioides (Lam.) D.C. infusion: a study on human leukocytes. J Ethnopharmacol, v. 116, n. 3, p.501-507, 2008. doi: 10.1016/j.jep.2007.12.014
15 - CALVO, D. et al. Achyrocline satureioides (LAM.) DC (Marcela): antimicrobial activity on Staphylococcus spp. and immunomodulating effects on human lymphocytes. Rev Latinoam Microbiol, v. 48, n. 3-4, p.247-255, 2006.
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23 - KADARIAN, C. et al. Hepatoprotective activity of Achyrocline satureioides (Lam) D. C. Pharmacol Res, v. 45, n. 1, p.57-61, 2002. doi:10.1006/phrs.2001.0904
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Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 20, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 22, 2018.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 21, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Inflorescência seca

100 g

Inflorescência fresca

200 g

* Após a filtragem, ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de Preparo

Tintura: pesar 100 g de inflorescências secas, colocar em frasco de vidro âmbar, adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de inflorescências frescas, colocar em frasco de vidro âmbar, adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Auxiliar no tratamento sintomático de processos inflamatórios das vias aéreas superiores e distúrbios gastrointestinais (BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Inflorescência seca íntegra

0,1 a 0,2 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de Preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Auxiliar no tratamento sintomático de processos inflamatórios das vias aéreas superiores e distúrbios gastrintestinais (BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a seis vezes ao dia.

Uso oral: crianças acima de 1 ano devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, três a seis vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Justicia pectoralis (folha tintura 10% p/v em etanol 70%)

100 mL

Achyrocline satureioides (flor - tintura 10% p/v em etanol 70%)

100 mL

Xarope simples

800 mL

 
Modo de Preparo

Com o auxílio de uma proveta, medir a quantidade necessária do xarope simples e acrescentar as tinturas e alcoolaturas de acordo com a fórmula padrão. Misturar até a preparação se tornar homogênea.

Pode preparar o xarope simples no momento que for preparar o xarope composto, de acordo com a técnica descrita em xarope simples. Inicia-se o processo com a preparação do xarope simples, efetuando os cálculos de acordo com a quantidade de xarope simples necessário para a quantidade de xarope composto, na sequência, em uma temperatura abaixo de 50°C, acrescentar as tinturas, homogeneizar, filtrar, se necessário, envasar em frascos âmbar esterilizados e etiquetar.

Principais indicações

Tosses secas e produtivas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 22-24.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 19-21.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 320-321.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos clorogênicos

ácido 3-5-dicafeoilquínico, ácido 4-5-dicafeoilquínico, ácido 1-5-dicafeoilquínico e ácido 3,4-dicafeoilquínico.

Ácidos fenólicos

cafeico, clorogênico e ferúlico.

Cumarinas

Fenilpironas

italidipirona.

Flavonoides

rutina, quercetina, isoquercitrina, 3-O-metilquercetina, luteolina, galangina, quercetagetina, tamarixetina, isognafalina, morina, caempferol, isocaempferida, achirobichalcona, 3,5 dipidroxi-6,7,8-trionetoxiflavona, 3,5-dihidroxi-7,8-dimetoxiflavona e 3,5,7,3,4-pentahidroxiflavona.

Lactonas sesquiterpênicas

Óleos essenciais

1,8-cineol, cis-β-ocimeno, trans-β-ocimeno, cariofileno, óxido de cariofileno, isognafalina, galangina, galangina-3-metiléter, quercetina-3-metiléter, protocatequilcalerianina, cafeoilcalerianina, γ e δ-cadineno, α-gurjuneno, α-guaiano, α-himachaleno, mirceno, α-terpineol, terpineno-4-ol, borneol, cariatina, germacreno-D, quercetina, quercetagetina, lauricepirona, α-pineno, tamarixetina, alnustina, issognafalina, canfeno, sabineno, α e β-felandreno, limoneno, xileno, eucaliptol, α-copaeno, aromadendreno, α-humuleno, cis-verbenol, calameneno, α-calacoreno, cadinol, muurolol, eudesmol, β-bisabolol, linalol, anetol, acetato de farnesil e salicilato de metila.

Outras substâncias

ésteres de colerianina, derivados de fenilpirona, compostos acelilênicos e kavapirona.

Princípios amargos

Resinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 21-22.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 17.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 111.
4 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 55.
5 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 198.
6 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 211.
7 - MARTÍNEZ-BUSI, M. et al. Purification, structural elucidation, antioxidant capacity and neuroprotective potential of the main polyphenolic compounds contained in Achyrocline satureioides (Lam) D.C. (Compositae). Bioorg Med Chem, v. 27, n. 12, p.2579-2591, 2019. doi: 10.1016/j.bmc.2019.03.047
8 - BIANCHI, S. E. et al. Semi-preparative isolation and purification of phenolic compounds from Achyrocline satureioides (Lam) D.C. by high-performance counter-current chromatography. Phytochem Anal, v. 30, n. 2, p.182-192, 2019. doi: 10.1002/pca.2803
9 - LABUCKAS, D. O. et al. Essential oils of Achyrocline satureioides, Achyrocline alata and Achyrocline tomentosa. Planta Med, v. 65, n. 2, p.184-186, 1999. doi: 10.1055/s-2006-960464
10 - LORENZO, D. et al. Achyrocline satureioides essential oils from southern Brazil and Uruguay. Planta Med, v. 66, n. 5, p.476-477, 2000. doi: 10.1055/s-2000-8590
11 - MACHADO, V. S. et al. Topical hydrogel containing Achyrocline satureioides oily extract (free and nanocapsule) has anti-inflammatory effects and thereby minimizes irritant contact dermatites. An Acad Bras Cienc, v. 92, n. 4, p.e20191066, 2020. doi: 10.1590/0001-3765202020191066

Propagação: 

realizada por sementes, e raramente por estacas. A semeadura deve ser realizada em canteiros ou saquinhos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), adicionando 3 sementes por recipiente. A germinação é favorecida em temperaturas de 25 a 28°C e na presença de luz. Deve-se realizar o desbaste 40 dias após a germinação. As plântulas com 60 dias devem ser transplantadas para local definitivo. O solo deve ser rico em matéria orgânica, a pleno sol e irrigação em dias alternados. O espaçamento para o plantio deve ser de 30 cm entre as plantas e 30 cm entre linhas. O florescimento na região Sul de fevereiro a março, enquanto que na região Sudeste além destes meses, também floresce em julho e dezembro [ 1 , 2 , 3 , 4 ] .

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & Manejo: 

esta espécie não é exigente quanto ao pH e fertilidade do solo, contudo, solo seco e arenoso pode comprometer o desenvolvimento da planta, devido ao sistema radicular superficial e ao pequeno número de raízes secundárias. Faz-se necessário, a capina para retirada de espécies invasoras como gramíneas e ciperáceas [ 4 ] .

Pós-colheita: 

as inflorescências devem ser colhidas logo que desabrocham e postas para secar à temperatura ambiente e à sombra por 5 dias. Utiliza-se peneiras com malhas de 0,5 mm e 0,25 mm para separação das sementes. O armazenamento por mais de 1 ano reduz em mais de 50% a viabilidade. A colheita das inflorescências para a produção de medicamentos também deve ser realizada logo após o desabrochar, e no período de 9 a 10 horas da manhã. A secagem do material vegetal deve ser realizada em estufa com ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. Armazenar em local seco e não mais que 6 meses [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie apresenta crescimento inicial lento, sendo o desbaste realizado 40 dias após a germinação [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 21.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 16-17.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 111.
4 - DICKEL, M. L. et al. Achyrocline satureidoides (macela). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Sul. Brasília, DF: MMA, 2011. p. 542.