Artemisia absinthium L.

Família 
Informações gerais 

Originária da Europa, Ásia e norte da África, podendo ser encontrada também nas Américas do Norte e do Sul. Muito cultivada para fins terapêuticos e na fabricação de vinhos e licores. Suas principais ações terapêuticas são: desintoxicante, eupéptica, colagoga, hepatoprotetora, vermífuga, antiparasitária, antimicrobiana, antiviral, galactagoga, anti-inflamatória, emenagoga, orexígena, antimalárica e hepatoprotetora[1,2,3,4,5,6,7,8,9].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 116-122.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 39-42.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 53-55.
4 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 68-69.
5 - CAMARGO, M. T. L. A. As plantas medicinais e o sagrado: a etnofarmacobotânica em uma revisão historiográfica da medicina popular no Brasil. 1 ed. São Paulo: Ícone, 2014. p. 176.
6 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 189.
7 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 199-201.
8 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 830.
9 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 129.
Descrição da espécie 

Planta herbácea a subarbustiva, entouceirada, muito aromática, perene, medindo cerca de 0,4 a 1,0 m de altura, podendo chegar a 1,5 m, quando cultivada, de caule ramificado, piloso e curto, de aspecto sedoso, cor verde-prateada, com sulcos longitudinais; as folhas são recortadas, pecioladas, alternadas, flexíveis, medindo de 7 a 12 cm de comprimento, densamente tomentosas de ambos os lados, de cor cinza-esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior, aquelas que surgem na base da planta são tripartidas e com segmentos bem lanceolados e obtusos, as medianas são bipartidas e as próximas às flores são inteiras, subsésseis e lanceoladas; as flores são amarelas, pedunculadas, tubulosas, reunidas em capítulos dispostos em panículas axilares, de 3,5 a 4,5 mm de diâmetro e exalam um forte odor agradável; o fruto é do tipo aquênio glabro, com  cerca de 1,5 mm de comprimento[1,2,3,4,5,6].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 116-117.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 39-40.
3 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 130.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 118.
5 - LONDRES. The Department of Health. British Pharmacopoeia 2012, vol. IV. London: Stationery Office Books, p. 3767, 2011.
6 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 829.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Ajenjo hembra e wermutkraut Colômbia -

Digestiva, orexígena, galactagoga, carminativa, gastroprotetora, antitérmica, ansiolítica, afrodisíaca, anti-inflamatória, antiemética, antidiarreica, no tratamento da malária, dor de cabeça e hepatite.

Infusão ou decocção. 

-

Existem relatos em que o uso desta espécie na lactação, pode tornar o leite amargo.

[ 1 ]
Losna, absinto, erva-santa e erva-dos-vermes Brasil -

No tratamento de ferimentos e picadas de insetos.

Decocção: 1 mão cheia do material vegetal (fresco) em 1 L de água.

Uso externo: lavar o local.

-

[ 2 ]
Losna Brasil Folha

Vermífuga.

Infusão: 1 a 1,5 colheres (de sopa) da droga vegetal rasurada em 1 xícara de água. Deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Tomar o conteúdo, divindido-o em 2 porções/dia. Repetir o procedimento por 4 dias consecutivos. 

O uso prolongado desta espécie pode causar o “absintismo” (desordens neurológicas, gastrointestinais, hepáticas e urinárias). Evitar o uso em bebês, crianças, pacientes com doenças neurológicas e em uso de psicotrópicos. Não deve ser indicada na gravidez e lactação.

[ 3 ]
Losna, absinto, erva-santa e erva-dos-vermes Brasil -

Orexígena e no tratamento de distúrbios digestivos, hepáticos e da vesícula biliar.

Chá: 1 colher (de chá) do material vegetal em 1 xícara média de água. 

Tomar 1 xícara (de chá) até no máximo 3 vezes ao dia, meia hora antes das refeições.

Altas doses podem causar vômitos, cólicas estomacais e intestinais, cefaleia, zumbido nos ouvidos e distúrbios do sistema nervoso central. 

[ 2 ]
Ajenjo Indígenas (Guatemala) Folha

No tratamento do diabetes tipo 2.

Chá: associar com Allium sativum, Artemisia vulgaris, Carica papaya, Eucalyptus e Trigonella foenumgraecum.

-

-

[ 4 ]
Chhuma-jom e tethwan Shankaracharya Hill (Índia) Folha

Antitérimica e no tratamento da epilepsia.

Misturar 1 pitada do pó vegetal em leite.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Chhuma-jom e tethwan Shankaracharya Hill (Índia) Folha

Depurativa.

Extrato.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Chhuma-jom e tethwan Shankaracharya Hill (Índia) Folha

No tratamento de micose e sarna.

Extrato.

Uso tópico.

-

[ 5 ]
Chhuma-jom e tethwan Shankaracharya Hill (Índia) Galho

No tratamento da febre da malária.

Colocar na água a noite, e filtrar no outro dia, pela manhã. Associar com Fumaria indica e Swertia chirayita

Uso interno.

-

[ 5 ]
Chhuma-jom e tethwan Shankaracharya Hill (Índia) -

Antidiabética.

Extrato: associar com Swertia chirayita.

Uso interno.

-

[ 5 ]
Wormwood Trinidad e Tabago -

No tratamento complicações do sistema reprodutor feminino.

-

-

-

[ 6 ]
Pelin, absintum, gorcika, belipelin e vermute Sérvia Parte aérea

Anti-helmíntica (para crianças), desintoxicante, antídoto (para cogumelos venenosos), no tratamento de menorragia, esplenomegalia, hematomas de contusões, catarata e problemas no ouvido.

-

-

-

[ 7 ]
Lapsent Dominica (Índias Ocidentais), Argentina, Colúmbia Britânica (Canadá) e Caxemira (Índia) -

Vermífuga e tônica.

Licor ou decocção.

Uso interno.

-

[ 8 ]
Pelinotu, acipelin, pelin e acı pelinotu Província de Kirklareli (Turquia) Parte aérea

Orexígena e no tratamento de dores no estômago.

Infusão. 

Tomar de 1 a 2 xícaras (de chá) 2 vezes ao dia/5 a 6 dias.

-

[ 9 ]
Altamisa Republica Dominicana Folha

Antiflatulenta.

Maceração ou decocção.

Uso tópico ou oral.

-

[ 10 ]
Ajenjo Venezuela Folha

No tratamento de cólicas.

Decocção.

Uso oral.

-

[ 10 ]
- Martinica (Caribe) Folha

Antiparasitária intestinal.

Decocção.

Uso oral.

-

[ 10 ]
- Dominica (Caribe) Folha (talo)

Antidispéptica e no tratamento de dores abdominais.

-

-

-

[ 10 ]
- Porto Rico Parte aérea

Antitérmica, antisséptica, diurética, anti-helmíntica, digestiva, antidiarreica e vermífuga.

-

-

-

[ 10 ]

Referências bibliográficas

1 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 68-70.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 118-119.
3 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 189.
4 - ANDREWS, C. M. et al. The use of traditional and complementary medicine for diabetes in rural Guatemala. J Health Care Poor Underserved, v. 29, n. 4, p. 1188-1208, 2018. doi: 10.1353/hpu.2018.0092
5 - KUMAR, K. et al. Ethnomedicinal plants of Shankaracharya Hill, Srinagar, J&K, India. J Ethnopharmacol, v. 170, p.255-274, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.05.021
6 - LANS, C. et al. Ethnomedicines used in Trinidad and Tobago for reproductive problems. J Ethnobiol Ethnomed, v. 3, p.1-12, 2007. doi: 10.1186/1746-4269-3-13
7 - JARIC, S. et al. Phytotherapy in medieval Serbian medicine according to the pharmacological manuscripts of the Chilandar Medical Codex (15-16th centuries). J Ethnopharmacol, v. 137, n. 1, p.601-19, 2011. doi: 10.1016/j.jep.2011.06.016
8 - QUINLAN, M. B. et al. Ethnophysiology and herbal treatments of intestinal worms in Dominica, West Indies. J Ethnopharmacol, v. 75, n. 83, p.75-83, 2002. doi: 10.1016/s0378-8741(02)00002-8
9 - KÜLTÜR, S. Medicinal plants used in Kirklareli Province (Turkey). J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.341-364, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.11.035
10 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 72-73.

Anti-helmíntica

Anti-helmíntica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 100 g de material vegetal (pó) em 500 mL de água. Rendimento: 8,15 g. Concentrações para ensaio: 1 a 5 mg/mL. Doses para ensaio: 400 e 800 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de Hymenolepis nana incubados com extrato vegetal, com posterior análise da taxa de sobrevivência parasitária (microscopia eletrônica).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por ovos de Hymenolepis nana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da quantidade de ovos por grama de fezes (OPG) e redução da carga de vermes.

O extrato de A. absinthium apresenta atividade anti-helmíntica promissora, dose-dependente.

[ 14 ]
Anti-helmíntica

Anti-hemolítica

Anti-hemolítica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato metanólico: por percolação, Soxhlet ou assistida por ultrassom. Concentrações para ensaio: 0,25 a 4 mg/mL. Outras espécies em estudo: Orobanche orientalis, Cucumis melo, Albizzia julibrissin, Galium verum, Scutellaria tournefortii, Crocus caspius, Sambucus ebulus, Danae racemosa e Rubus fruticsos.

In vitro:

Em culturas de glóbulos vermelhos de camundongos Swiss incubados com peròxido de hidrogênio para indução da degradação oxidativa, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da taxa hemolítica e concentração inibitória media (CI50).

 

O extrato de G. verum (percolação) atividade anti-hemolítica mais potente, contudo, A. absinthium, por Soxhlet, demonstra ação promissora.

[ 26 ]
Anti-hemolítica
Parte aérea

Extrato: 20 g de material vegetal (pó) em 200 mL de água. Outras espécies em estudo: Lippia sp., Bryophyllum sp., Solidago microglossa, Cymbopogon citratus e Mentha x villosa.

In vitro:

Em eritrócitos de voluntários saudáveis incubados com cloreto de sódio, na presença ou ausência dos extratos vegetais, com posterior análise da estabilidade osmótica (hemólise), pH e estabilidade dos eritrócitos.

 

Os extratos de A. absinthium, Lippia sp., C. citratus e M. villosa apresentam atividade anti-hemolitica, enquanto que as espécies B. sp. e S. microglossa apresentam ação hemolítica e anti-hemolítica.

[ 11 ]
Anti-hemolítica

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato metanólico. Doses para ensaio: 12,5 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss portadores de edema subplantar induzido por veneno de Montivipera xanthina ou carragenina, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da inibição do edema.

O extrato metanólico de A. absinthium reduz a inflamação induzida por veneno de serpentes.

[ 20 ]
Anti-inflamatória

Anti-inflamatória e Antitumoral

Anti-inflamatória e Antitumoral
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha e caule

Extrato: 1 g de material vegetal (pó) em 60 mL de etanol a 80%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,5 a 10 mg /mL; 50 a 1000 μg/mL. Concentração para ensaio (in vivo): 2% (tópico).

In vitro:

Determinar atividade através da eliminação do radical DPPH.

Em culturas de queratinócitos normais de humanos (HaCaT), células de melanoma humano (A375) e adenocarcinoma de mama (MCF7), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio Azul Alamar), índice de seletividade e potencial migratório.

 

In vivo:

Em camundongos SKH1 portadores de edema de orelha induzido por TPA, tratados topicamente com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros histopatológicos.

O extrato do caule de A. absinthium apresenta atividade antitumoral, anti-migratória e anti-inflamatória, mais potente, além de ausência de citotoxicidade para célula normal.

[ 1 ]
Anti-inflamatória e Antitumoral

Antiaderente bacteriano

Antiaderente bacteriano
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato etanólico a 45%. RDE: 1:2 (p/v) Concentração para ensaio: 5 a 10 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de adenocarcinoma do cólon de humanos (HT‐29) incubadas com Campylobacter jejuni e extratos vegetais, com posterior análise da adesão bacteriana.

Em cultura de células de adenocarcinoma do cólon de humanos (HT‐29) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Neste estudo, dos 21 extratos vegetais, Zingiber officinale, Capsicum annum e Glycurhiza glabra apresentam atividade antiaderência mais potentes, contudo, a espécie Artemisia absinthium não demonstra ação significativa.

[ 13 ]
Antiaderente bacteriano

Antibacteriana e Antioxidante

Antibacteriana e Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 0,23% (v/p). Concentrações para ensaio: 0,1 a 100 µL/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS.

Em cepas de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella oxytoca, K. pneumoniae, Shigella sonnei, Enterobacter aerogenes, Proteus mirabilis, Staphylococcus aureus, Clostridium perfringens e Listeria monocytogenes submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

 

Observou-se que o óleo essencial de A. absinthium apresenta atividade antibacteriana e antioxidante.

[ 4 ]
Antibacteriana e Antioxidante
Parte aérea

Óleo essencial: maceração de 100 g de material vegetal (seco), posteriormente submetido a hidrodestilação a vapor. Rendimento: 0,12% (p/v). Concentrações para ensaio: 0,001 a 10,00 µL/mL. Outras espécies em estudo: Hyssopus officinalis, Achillea grandifolia, Achillea crithmifolia, Tanacetum parthenium e Laserpitium latifolium.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e ABTS.

Em cepas bacterianas multirresistentes de Escherichia coli, Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella sp., Proteus mirabilis, Acinetobacter sp., Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes e S. pneumoniae submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM).

 

Os óleos de A. grandifolia, A. absinthium e A. crithmifolia apresentam atividades antioxidante e antibacteriana mais potentes.

[ 12 ]
Antibacteriana e Antioxidante

Antibacteriana e Cicatrizante

Antibacteriana e Cicatrizante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea (com flor)

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de metanol a 85%. Concentração para ensaio (in vitro): 0,01 a 2,5 mg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 a 5000 mg/kg.

Preparação tópica (vaselina): contendo 5 ou 10% do extrato vegetal. Dose para ensaio: 500 mg/animal.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermis, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar submetidos aos testes de toxicidade aguda tópica e oral; e portadores de feridas circulares por excisão (2,5 cm de diâmetro), tratados com a preparação tópica, com posterior análise da contração das feridas.

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antibacteriana e cicatrizante, principalmente a 10%, além da ausência de sinais de toxicidade.

[ 31 ]
Antibacteriana e Cicatrizante

Extrato: 200 g de material vegetal (pó) em metanol a 60º C. Volume para ensaio (in vivo): 100 µL (mistura do extrato vegetal e água ultrapurificada: 10% p/v).

In vitro:

Em células de câncer de mama (MCF-7) e de cólon (HCT) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade (ensaio MTT) e morfologia celular (microscópio invertido).

Em cepas de Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Bacillus subtilis, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, submetidas aos testes difusão e difusão disco-difusão em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas cutâneas por lâmina cirúrgica, tratados topicamente com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de IL-1β, IL-6, FNT-α, caspases-3 e 9.

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antiproliferativa para células MCF-7 (CI50 = 80,96 µg/mL), antibacteriana moderada e cicatrizante/imunomoduladora.

[ 2 ]
Antibacteriana e Cicatrizante

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea (folha e flor)

Óleo essencial: 100 g de material vegetal (pó) extraído por destilação a vapor. Rendimento: 0,38 a 0,98%.

In vitro:

Em culturas de Staphylococous aureus, Escherichia coli, Enterococcus hirae, Candida albicans e Saccharomyces cerevisiae var. chevalieri submetidas ao teste de difusão em líquido, para determinar concentração inibitória mínima (CIM).

 

O óleo essencial de A. absinthium (origem francesa e sem tujona) apresenta atividade antifúngica, contudo, não demonstra ação antibacteriana.

[ 8 ]
Antifúngica

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Óleo vegetal: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 a 100 mg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 30 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de Leishmania amazonensis (forma promastigota) e em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c (forma amastigota) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e citotoxicidade (ensaio MTT).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados por L. amazonensis (promastigota) na pata direita, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise do peso corporal, taxa de sobrevivência, volume do edema e parasitemia.

O óleo essencial de A. absinthium apresenta ação promissora para o tratamento da leishmaniose, além de baixa citotoxicidade.

[ 18 ]
Antileishmaniose

Antileishmaniose e Citotóxica

Antileishmaniose e Citotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Óleo essencial: 430 g de material vegetal por hidrodestilação. Rendimento: 1,39%. Outra espécie em estudo: Echinops keberico.

In vitro:

Em cultura de Leishmania aethiopica e L. dovani (forma promastigota e amastigota axênica) submetidas ao teste de microtitulação em placa, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração efetiva média (CE50).

Em células de leucemia monocítica humana (THP-1) incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da concentração citotóxica média (CC50).

Em eritrócitos de ovelha incubados com os óleos essenciais, com posterior análise da concentração lítica média (CL50).

 

Os óleos vegetais apresentam atividade antileishmania potente e citotoxicidade, contudo, demonstra ação hemolítica leve.

[ 9 ]
Antileishmaniose e Citotóxica

Antileucêmica

Antileucêmica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea e raiz

Extrato: 1 g de material vegetal (pó) em 35 mL de metanol a 70%. Concentrações para ensaio: 0,04 a 1,0 mg/mL. Outras espécies em estudo: Arctium lappa, Calendula officinalis, Centaurea cyanus, Tanacetum vulgare e Tragopogon pratensis.

In vitro:

Em células leucêmicas humanas (J-45.01) incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (Azul tripano), apoptose (anexina V) e morfologia celular (microscópio de luz e fluorescência).

 

Observou-se que os extratos das espécies da família Asteraceae apresentam atividade antileucêmica promissora.

[ 30 ]
Antileucêmica

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 100 g de material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 12,26% (p/p). Concentrações para ensaio: 10 a 400 µg/mL. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação de radicais âniom superóxido, hidroxil, óxido nítrico, peróxido de hidrogênio e poder redutor (ferro).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de lesão global e estresse oxidativo induzido por isquemia/reperfusão através da oclusão da artéria carótida, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TBARS, GSH e SOD).

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antioxidante potente, sendo promissora para o tratamento de lesões neurológicas associadas ao estresse oxidativo.

[ 16 ]
Antioxidante

Antioxidante e Protetora do DNA

Antioxidante e Protetora do DNA
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em metanol.

In vitro:

Determinar as atividades: antioxidante através da eliminação do radical DPPH, protetora do DNA (plasmídeo pUC19 na presença de H2O2), hemolítica em eritrócitos humanos, letalidade em camarão-de-salmoura e mutagenicidade em cepas de Salmonella typhimurium.

 

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antioxidante e protetora do DNA, além da ausência de mutagenicidade e baixa ação hemolítica.

[ 7 ]
Antioxidante e Protetora do DNA

Antipirética

Antipirética
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: percolação de 1 g do material vegetal (pó) em 20 mL de etanol a 90%. Frações: hexano, clorofórmio e clorofórmio/água. Dose para ensaio: 150 mg/kg. Outras espécies em estudo: Viola odorata, Melia azadirachta, Fumaria parviflora, Butea frondosa, Berberis lycium e Sisymbrium irio.

In vivo:

Em coelhos portadores de pirexia por levedura, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise da temperatura corporal.

A fração de hexano das espécies A. absinthium, Viola odorata, Melia azadirachta e Fumaria parviflora apresentam atividade antipirética mais potente.

[ 27 ]
Antipirética

Antiplasmódica

Antiplasmódica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: percolação de 100 g de material vegetal (pó) em etanol a 80%. Frações: aquosa e diclorometano. Concentrações para ensaio (in vitro):10 a 1000 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100 e 200 mg/kg. Outras espécies em estudo: Artemisia annua, A. vulgaris, A. scoparia e A. dracunculus.

In vitro:

Determinar a letalidade média (LD50) através do bioensaio com Artemia salina.

Em cultura de Plasmodium falciparum (resistente ou sensível à cloroquina), incubados com os extratos e frações vegetais, com posterior análise dos níveis de lactato desidrogenase (LDH).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/C infectados por P. berghei em eritrócitos, tratados com extratos e frações vegetais, com posterior análise da parasitemia.

Os extratos e frações de A. absinthium e A. annua apresentam atividade antiplasmódica, principalmente na dose de 200 mg/kg, além de baixa toxicidade.

[ 23 ]
Antiplasmódica

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Caule, Folha, Flor e semente

Extrato: material vegetal (pó) em água, posteriormente em etanol a 85%. Frações: éter de petróleo e acetato de etila. Concentrações para ensaio (in vitro): 25 e 150 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 100 e 200 mg/kg.

In vitro:

Em células de hepatoma murino (H22) e humano (BEL-7404) incubadas com o extrato e e frações vegetais, com posterior análise da viabilidade e morfologia celular, apoptose, potencial de membrana, níveis de espécies reativas ao oxigênio e expressão de proteínas envolvidas no ciclo celular.

 

In vivo:

Em camundongos Kunming portadores de tumores, induzido por células H22, tratados com extrato e frações vegetais, com posterior análise do tamanho e volume tumoral.

O extrato e as frações de A. absinthium apresentam atividade antitumoral, além da ausência de efeitos colaterais significativos.

[ 3 ]
Antitumoral
Folha

Extrato: 400 g de material vegetal (pó) em metanol. Concentrações para ensaio: 50 a 1880 μg/mL.

In vitro:

Em células de câncer colorretal humano (HCT-116) e células Vero incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio MTT), expressão de BAX, BCL-2 e caspase-3 (qRT-PCR e Western blotting), ciclo celular e apopotose (citometria de fluxo/Anexina V/iodeto-propídio) e potencial de membrana mitocondrial.

 

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antitumoral (CI50 = 674,3 μg/mL), além da baixa citotoxicidade em células normais.

[ 5 ]
Antitumoral
Parte aérea

Extrato: 3 kg de material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 29,15 g. Concentrações para ensaio: 5 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em células de câncer de mama responsiva (MCF-7) e não responsiva (MDA-MB-231 (a estrogênios, incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade e morfologia celular (MTT/microscopia), apoptose, ciclo celular (citometria de fluxo) e expressão de PARP p85, MEK1/2, ERK1/2, caspase-7, Bcl-2 e Bad (Western blotting).

 

O extrato de A. absinthium apresenta atividade antitumoral, através da modulação de proteínas Bcl-2 e da via MEK/ERK.

[ 6 ]
Antitumoral

Citotóxica

Citotóxica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Planta toda

Nanopartículas polimétricas: contendo o extrato etanólico vegetal.

In vitro:

Em de células de câncer de mama (MCF-7 e MDA MB-231) incubadas com as nanopartículas contendo o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT), proliferação celular (CFSE), apoptose e ciclo celular (Citometria de Fluxo).

 

A nanopartículas contendo o extrato de A. absinthium apresenta atividade citotóxica, por apoptose, através da modulação das proteínas UBA52, TIAL1 e PPP1CC.

[ 10 ]
Citotóxica

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em metanol a 80%. Rendimento: 8%. Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono e acetaminofeno, pré e pós-tratados com extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de GOT e GPT, sono induzido por pentobarbital e letalidade induzida por estricnina.

O extrato de A. absinthium apresenta atividade hepatoprotetora, através do efeito antioxidante e inibidor das enzimas de metabolização de drogas microssomais (intensifica a ação farmacológica do pentobarbital e estricnina).

[ 22 ]
Hepatoprotetora
Planta toda

Extrato: 250 g de material vegetal (pó) em 4 L de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 50 µl/mL. Doses para ensaio (in vivo): 2,5, 5 e 10 mL/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e peróxido de hidrogênio.

 

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley e camundongos Swiss portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (GSH, G-6-Pase, AST, ALT e TBARS), tempo de sono induzido por hexobarbital, atividade colerética e níveis de enzimas de metabolizadoras de drogas microssomais (eliminação de bromosulfaleína).

O extrato de A. absinthium apresenta atividade hepatoprotetora, principalmente na dose de 2,5 mL/kg, através da ação antioxidante potente.

[ 24 ]
Hepatoprotetora
Parte aérea

Extrato aquoso: maceração de 500 g de material vegetal (pó) em 5 L de água. Rendimento: 25,6% (p/p). Doses para ensaio: 50, 100 e 200 mg/kg/dia.

In vivo:

Em camundongos Kunming e NIH portadores de lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono ou endotoxina (imunologicamente induzidos por BCG/LPS), pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos, bioquímicos plasmáticos (ALT, AST, TNF-α e IL-1) e em homogenato hepático (MDA, SOD e GPX).

O extrato de A absinthium apresenta atividade hepatoprotetora, dose-dependente, através das ações antioxidante e imunomoduladora.

[ 21 ]
Hepatoprotetora

Neuroprotetora

Neuroprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 50 g de material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 11,69% (p/p). Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de isquemia focal e reperfusão induzida por oclusão da artéria média, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de testes comportamentais (marcha inclinada, rota-rod e labirinto em cruz elevado), volume do infarto e parâmetros bioquímicos (TBARS, GSH, SOD e CAT).

O extrato de A. absinthium apresenta atividade neuroprotetora, dose-dependente, sendo promissor para o tratamento de AVC.

[ 15 ]
Neuroprotetora

Protetora do sistema reprodutor feminino

Protetora do sistema reprodutor feminino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato: decocção de 10 g do material vegetal em 500 mL de água. Dose para ensaio: 1% (p/v).

In vivo:

Em ratas prenhes submetidas ao estresse térmico, tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da ingestão de alimentos e água, temperatura, peso corporal da prole e a distância anogenital, e posteriormente na maturidade, de parâmetros reprodutivos.

Observou-se que A. absinthum reduz a alterações no sistema reprodutor masculino, provenientes do estresse térmico durante o pré-natal.

[ 19 ]
Protetora do sistema reprodutor feminino

Redutora da propulsão gastrointestinal

Redutora da propulsão gastrointestinal
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração de 20 g de material vegetal (pó) em 300 mL de metanol. Rendimento: 10,8% (p/v). Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de hiperperistalse induzida por goma acácia com carvão vegetal, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do trânsito gastrointestinal (piloro ao ceco).

Neste estudo, das 26 espécies vegetais, Geranium mexicanum, Artemisia absinthium e Matricaria recutita reduz a propulsão gastrointestinal, sendo promissoras para o tratamento da diarreia.

[ 28 ]
Redutora da propulsão gastrointestinal

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em metanol a 80%. Rendimento: 8%. Dose para ensaio: 0,5 a 4,0 g/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o extrato de A. absinthium não apresenta sinais de toxicidade nas doses indicadas.

[ 22 ]
Toxicidade aguda
Parte aérea

Extrato: percolação de 1 g do material vegetal (pó) em 20 mL de etanol a 90%. Frações: hexano, clorofórmio e clorofórmio/água. Doses para ensaio: 200 a 1600 mg/kg. Outras espécies em estudo: Viola odorata, Melia azadirachta, Fumaria parviflora, Butea frondosa, Berberis lycium e Sisymbrium irio.

In vivo:

Em coelhos submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos das espécies em estudo não apresentam sinais de toxicidade até a dose de 1600 mg/kg.

[ 27 ]
Toxicidade aguda

Tripanocida

Tripanocida
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água ou metanol a 80%. Dose para ensaio: 400 mg/kg. Outra espécie em estudo: Moringa stenopetala.

In vivo:

Em camundongos Swiss infectados por parasitas Trypanosoma congolense, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do peso corporal, nível da parasitemia e sobrevivência.

Observou-se que os extratos de A. absinthium e M. stenopetala apresentam atividade tripanocida promissora.

[ 17 ]
Tripanocida
Ensaio Toxicológico

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 0,23% (v/p). Concentrações para ensaio (in vitro): 0,19 a 3%. Doses para ensaio: 0 a 7000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos albinos Swiss submetidos ao teste de toxicidade oral aguda.

O óleo essencial de A. absinthium apresenta sinais de toxicidade na dose de 625 mg/kg (neurológica, muscular e gastrointestinal), exceto mortalidade.

[ 4 ]
Toxicidade aguda
Folha

Extrato fluido 3:1 (p/v) e tintura 10:1 (p/v). Concentrações para ensaio (in vivo): 1, 10 e 100 µg/mL. Doses para ensaio: 10, 100 e 1000 mg/kg.

In vitro:

Determinar a letalidade (CL50) através do bioensaio em Artemia salina.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal média (DL50).

Neste estudo, dentre os 20 diferentes extratos vegetais, observou-se que o bioensaio com Artemia salina apresenta relação significativa com o ensaio in vivo, sendo promissor para estudos de investigação de toxicidade oral aguda.

[ 29 ]
Toxicidade aguda

Toxicidade aguda e subaguda

Toxicidade aguda e subaguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Parte aérea

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em 500 mL de água ou metanol a 80%. Doses para ensaio: 400 mg/kg e 2000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de toxicidade subaguda e aguda.

Observou-se que os extratos vegetais não apresentam sinais de toxicidade nas doses indicadas.

[ 17 ]
Toxicidade aguda e subaguda

Toxicidade crônica

Toxicidade crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0 a 2%.

In vivo:

Em ratos Wistar suplementados com o extrato vegetal, por 13 semanas consecutivas, com posterior análise de parâmetros toxicológicos (taxa de sobrevivência, peso dos órgãos e corporal, análise bioquímica plasmática e histopatológico).

O extrato aquoso de A. absinthium não apresenta sintais de toxicidade nas concentrações indicadas.

[ 25 ]
Toxicidade crônica

Referências bibliográficas

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Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Parte aérea seca

100 g

Parte aérea fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de Preparo

Tintura: pesar 100 g de parte aérea seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de parte aérea fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar

Principais indicações

Intoxicações alimentares.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componentes

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de Preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Intoxicações alimentares.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso uma a duas vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 53-55.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 33-35.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

clorogênico, cafeico e tânico.

Ácidos graxos

palmítico e esteárico.

Ácidos orgânicos

gálico, ferúlico, málico e succínico.

Cumarinas

escopoletina e umbeliferona.

Fitosteróis

Flavonoides

rutina, quercitrina, isoquercitrina e artemetina.

Lactonas

guaianólicos (absintina, anabsintina, matricina e artabsina - princípios amargos), germacranolidos (cetopenelónidos A e B, hidroxipenelónido e artabina) e eudesmanodideo (arabsina).

Óleos essenciais

α e β-pineno, α e β-tujona, tuiol, sabineno, linalol, espatulenol, felandreno, β-curcumeno, cis-crisantenol, acetato de sabinila, trans-sabinol, mirceno, tuiona, limoneno, cineol, 1,8-cineol, p-cimeno, α-bisabolol, óxido de bisabolol, cardineno, cariofileno, proazulenos (azuleno e camazuleno), terpineol, cânfora, octa-3,5-dieno-2,7-diona, 4,5-dihidroxi, acetato de bornila, cinamato de etila, nerolidol, davanone, jasmonato de metila, β-eudesmol, 4-oxo-β-isodamascol, 2,6,6,10-tetramethil-undeca-8,10-dieno-3,7-diona, spiro[4.5]decan-7-ona, 1,8-dimethyl-8,9-epoxy-4-isopropil, santonina, (+)-E-nuciferol, borneol, ascaridol, carvacrol, cis-epoxicimeno, acetato de crisantenila, (5Z)-2,6-dimetilocta-5,7-dieno-2,3-diol, germacreno-D, β-selineno, (E)-3-hexenil butirato, alloocimeno, γ-terpineno, isovalerato de geranil, acetato de lavandulila, lavandulol, octanol, α-copaeno, β-sileneno, acetato de neril, propionato de neril, 3,7-dimetil-2-metilpropanóico, eugenol e γ-gurjuneno.

Oligossacarídeos

Sais minerais

potássio.

Taninos

Triacilgliceróis

Vitaminas

B3, B6 e C.

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 118.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 41.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 131.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 189.
5 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 199.
6 - NIBRET, E.; WINK, M. Volatile components of four Ethiopian Artemisia species extracts and their in vitro antitrypanosomal and cytotoxic activities. Phytomedicine, v. 17, n. 5, p.369-374, 2010. doi: 10.1016/j.phymed.2009.07.016
7 - REZAEINODEHI, A.; KHANGHOLI, S. Chemical composition of the essential oil of Artemisia absinthium growing wild in Iran. Pak J Biol Sci, v. 11, n. 6, p.946-949, 2008. doi: 10.3923/pjbs.2008.946.949
8 - MONZOTE, L. et al. Chemistry and leishmanicidal activity of the essential oil from Artemisia absinthium from Cuba. Nat Prod Commun, v. 9, n. 12, p.1799-1804, 2014. doi: 10.1177/1934578X1400901236
9 - SZOPA, A. et al. Artemisia absinthium L.-importance in the history of medicine, the latest advances in phytochemistry and therapeutical, cosmetological and culinary uses. Plants (Basel), v. 9, n. 9, p.1-33, 2020. doi: 10.3390/plants9091063
10 - MOACÃ, E. A. et al. Romanian wormwood (Artemisia absinthium L.): physicochemical and nutraceutical screening. Molecules, v. 24, n. 17, p.1-21, 2019. doi: 10.3390/molecules24173087
11 - MARTÍNEZ-DÍAZ, R. A. et al. Trypanocidal, trichomonacidal and cytotoxic components of cultivated Artemisia absinthium Linnaeus (Asteraceae) essential oil. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 110, n. 5, p.693-699, 2015. doi: 10.1590/0074-02760140129
12 - MIHAJILOV-KRSTEV, T. et al. Antimicrobial, antioxidative, and insect repellent effects of Artemisia absinthium essential oil. Planta Med, v. 80, n. 18, p.1698-1705, 2014. doi: 10.1055/s-0034-1383182
13 - JUTEAU, F. et al. Composition and antimicrobial activity of the essential oil of Artemisia absinthium from Croatia and France. Planta Med, v. 69, n. 2, p.158-161, 2003. doi: 10.1055/s-2003-37714
14 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 830.
15 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 129.

Propagação: 

pode ser realizada a partir de sementes lançadas em canteiros, na superfície do solo (no máximo de 0,5 cm de profundidade), principalmente na primavera. A germinação é em média 50%, entre 5 a 20 após a semeadura. Plântulas com 40 a 50 dias devem ser replantadas em local definitivo (à pleno sol). A reprodução também pode ser realizada a partir da divisão de touceiras ou por estacas a partir de ramos. As estacas devem medir 20 cm de comprimento, com no mínimo 3 gemas, das quais 2 serão introduzidas em saco plástico contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1). Se o solo for de consistência arenosa, recomenda-se adicionar apenas esterco (3:1). A parte superior da estaca deve conter folhas cortadas ao meio. Mudas a partir de estacas devem permanecer em viveiro por 60 dias e após este período devem ser transplantadas para local definitivo, à pleno sol. O espaçamento deve ser de 40 cm entre plantas e 50 cm entre linha [ 2 ] .

Seleção da muda para propagação

Seleção da muda para propagação

Seleção da muda para propagação

Seleção da muda para propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Propagação

Tratos culturais & Manejo: 

prefere clima temperado, é muito sensível a invernos rigorosos e não resiste a geadas, contudo é tolerante ao sombreamento. Cresce melhor em solo com pH entre 6,5 e 8,0, e o excesso de matéria orgânica reduz a produção de óleo essencial. A irrigação pode ser realizada 2 vezes por semana. Deve-se ralear as touceiras quando houver alta densidade de perfilhos. O florescimento ocorre nos meses de julho à setembro [ 1 , 2 , 3 ] .

Colheita: 

as folhas devem ser colhidas antes do florescimento no período da manhã, entre 9 e 10 horas, 10 cm acima do solo. No período de floração apresenta maior rendimento de óleos essenciais, contudo, é na fase da pré-floração que o óleo essencial apresenta maior concentração de camazuleno, o principal antioxidante encontrado nesta espécie. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deve ser realizada na lua cheia. Em casos de colheita da planta inteira, a espessura máxima dos ramos e caules deve ser de 7 mm. Em cultivos comerciais corta-se toda a planta após 2 anos [ 1 , 2 , 4 ] .

Pós-colheita: 

o medicamento fitoterápico deve ser preparado preferencialmente a partir de folhas frescas. Se houver necessidade de secar, deve-se utilizar estufa com ar circulante de 45°C/36 horas. O armazenamento da planta seca deve ser realizado em ambiente não úmido e não deve ultrapassar 6 meses [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

embora esta espécie possa viver até 20 anos, a cultura deve ser eliminada e replantada a cada 3 ou 5 anos, pois ocorre declínio natural da planta a partir do 5º ano. Esta é uma espécie muito resistente à pragas, muito interessante para ser cultivada em hortas e jardins, pois repele uma série de pragas. A A. absinthium é susceptível à doenças vasculares fúngicas, principalmente no verão [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 117-118.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 40-41.
3 - GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andrés Bello, 2008. p. 131.
4 - MOHAMMADI, A. et al. Seasonal variation in the chemical composition, antioxidant activity, and total phenolic content of Artemisia absinthium essential oils. Pharmacognosy Res, v. 7, n. 4, p.329-334, 2014. doi: 10.4103/0974-8490.158441