Dimorphandra mollis Benth.

Faveira, canafístula-do-cerrado, falso-barbatimão e favo d’anta.

Família 
Informações gerais 

Nativa do Cerrado brasileiro, mas não endêmica. Ocorre principalmente nos estados do Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. Muito utilizada pela Indústria Farmacêutica Brasileira para a extração de rutina. Suas principais indicações são: vasoconstritora tópica, antiespasmódica, hipotensora, antioxidante, hipolipidêmica, anti-inflamatória, gastroprotetora e anticarcinogênica[1,2,3].

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 107-109.
2 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 761-762.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 292-293.
Descrição da espécie 

Árvore de porte médio, medindo até 15 m de altura, com caule cilíndrico, delgado e tortuoso, com casca espessa, escura, escamosa e decorticante, os ramos novos apresentam pilosidade ferrugínea; as folhas são alternas, compostas, bipinadas, pecioladas, com margens revolutas, com 6 a 19 folíolos, alternos, opostos elípticos, base e ápice obtusos, com pilosidade em ambas as faces, com cerca de 1 cm de comprimento e 0,5 cm de largura; as flores sésseis, amareladas, dispostas em densas espigas reunidas em panículas corimbosas, pequenas, eretas, hermafroditas, com odor agradável; os frutos são na forma de vagens, semideiscentes, achatados, com até 15 cm de comprimento x 4 cm de largura, de coloração verde (imaturo), e marrom-escuro a quase negro (maduro), opaco, superfície irregular, rugoso, ápice e base arredondados, bordo irregular, apresenta epicarpo fino, mesocarpo apresenta aspecto farináceo, com sabor adocicado e desagradável, e endocarpo esbranquiçado a amarelo; as sementes são eurispérmicas, oblonga ou reniforme, ou largo-elípticas, de coloração marrom-claro a vermelho-telha, com testa lisa, dura, com tégmen membranáceo, amarelado, semitransparente, aderido ao endosperma[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 292-293.
2 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 761.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018
3 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 122.
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda e crônica

Toxicidade aguda e crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: material vegetal (pó) em água:etanol (8:2). Padronizado com 76 ± 3% de rutina. Doses para ensaio: 500 a 5000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de toxicidade aguda e crônica, com análise de parâmetros hematológicos, bioquímicos e histológicos.

Observou-se que o extrato de D. mollis apresenta segurança até a dose de 1000 mg/kg, contudo, o uso por tempo prolongado deve ser realizado com cautela.

[ 1 ]

Referências bibliográficas

1 - FÉRES, C. A. et al. Acute and chronic toxicological studies of Dimorphandra mollis in experimental animals. J Ethnopharmacol, v. 108, n. 3, p.450-456, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2006.06.002

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Alcoolatura

Componente

Quantidade*

Etanol/água 80%

1000 mL

Fruto fresco verde sem semente

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário.
Modo de preparo

Alcoolatura: pesar 200 g de fruto verde fresco sem semente, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Varizes e hematomas.

Posologia

Uso tópico: na forma de tintura, pomada, creme ou gel, aplicar na área afetada 2 a 3 vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 112-113.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos orgânicos

gálico.

Antocianidinas

cianidina.

Enzimas

serina proteinases (DMTI e DMTI-II).

Flavonoides

rutina, quercetina e astilbin (5,7,3', 4'-tetra-hidroxi-2,3-di-hidroflavonol-3-β-o-ramamida).

Polifenóis

catequina e epicatequina.

Polímeros

Proteínas

Taninos condensáveis

Referências bibliográficas

1 - ROSEGHINI, R. et al. Flavonoid rutin alters the viability and function of mitogen-stimulated splenocytes and thymocytes compared with non stimulated cells. Immunopharmacol Immunotoxicol, v. 29, n. 2, p.271-285, 2007. doi: 10.1055/s-0029-1185316
2 - MELLO, G. C. et al. Enhancement of the pulmonary allergic granulocyte recruitment in rats exposed to DMTI-II, a Kunitz-type inhibitor isolated from Dimorphandra mollis seeds. Int Immunopharmacol, v. 11, n. 6, p.740-747, 2011. doi: 10.1016/j.intimp.2011.01.024
3 - MELLO, G. C. et al. Oedematogenic activity induced by Kunitz-type inhibitors from Dimorphandra mollis seeds. Toxicon, v. 47, n. 2, p.150-155, 2006. doi: 10.1016/j.toxicon.2005.10.003
4 - PETACCI, F. et al. Inhibition of peroxidase activity and scavenging of reactive oxygen species by astilbin isolated from Dimorphandra mollis (Fabaceae, Caesalpinioideae). Biol Res, v. 43, n. 1, p.63-74, 2010. doi: /S0716-97602010000100008
5 - SANTOS, S. C. et al. Tannin composition of barbatimão species. Fitoterapia, v. 73, n. 4, p.292-299, 2002. doi: 10.1016/s0367-326x(02)00081-3

Propagação: 

por sementes. Faz-se necessário escarificação, e colocadas em recipiente com água, por um período de 8 a 12 horas para intumescimento. Posteriormente, as sementes são enterradas em sacos plásticos contendo terra ou areia, numa profundidade de 2 cm. A irrigação deve ser realizada de 1 a 3 vezes ao dia. Para o plantio definitivo no campo, recomentada-se o espaçamento de 5 a 10 metros entre as plantas [ 1 ] .

Problemas & Soluções: 

apresenta crescimento lento e desuniforme [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - SILVA, S. R. Dimorphandra mollis. In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 765.  Disponível em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dcbio/_ebooks/regiao_sul/Regiao_Sul.pdf. Acesso em: 18 mar. 2018.

Parceiros