Hymenaea courbaril L.

Jatobá, jitaí, aboi-timbaí, farinheira, fava-doce e burandã.

Sinonímia 
Hymenaea animifera Stokes
Família 
Informações gerais 

Originária da América tropical, ocorre desde o México, América Central e nordeste da América do Sul (especificamente na mata semidecídua da bacia do Paraná, Brasil Central e Amazônia). Suas principais indicações são: anti-inflamatória, cicatrizante, tônica geral, antiviral, antifúngica, antibacteriana, antiprotozoária, moluscicida, antioxidante, antiespasmódica, hipoglicemiante, anti-hipertensiva, diurética e antiasmática[1,2,3,4,5,6,7].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110-114.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 144-146.
3 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 95-97.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257-258.
5 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 260.
6 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 359-360.
7 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024   
Descrição da espécie 

Árvore perene, de até 30 m de altura, esgalhada, com copa densa e ampla, de ramos glabros; tronco com córtex liso, cilíndrico de até 2 m de diâmetro, que secreta uma seiva resinosa, que se petrifica em várias formas; folhas alternas, bifolioladas, assimétricas, falciformes, glabras, de 4 a 15 cm de comprimento x 2 a 5 cm de largura, pecioladas, oval a elíptica ou oval-lanceolada, ápice acuminado ou agudo; flores hermafroditas, brancas, oval-elípticas, reunidas em inflorescências terminais; frutos em vagens cilíndricas, de até 15 cm de comprimento, ápice arrendondado a apiculado, de cor marrom, com 3 a 8 sementes duras, amarronzadas, envoltas com substância farinácea e adocicada de odor não agradável[1,2,3,4,5]

Referências descrição da espécie
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257.
2 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 359.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110.
4 - SOUZA, I. M. et al. Morphological analyses suggest a new taxonomic circumscription for Hymenaea courbaril L. (Leguminosae, Caesalpinioideae). PhytoKeys, n. 38, p.101-118, 2014. doi: 10.3897/phytokeys.38.7408
5 - SOUZA, V. C. et al. Hymenaea L. In: TOZZI, A. M. G. A. (Ed.). Flora fanerogâmica do Estado de São Paulo. São Paulo: Instituto de Botânica, 2016. p. 73. Disponível em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/wp-.... Acesso em: 22 set. 2020.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Jatobá Ceará (Brasil) Entrecasca

Antitussígena, adstringente, no tratamento de bronquite, coqueluche e escarro de sangue.

Infusão ou xarope.

Uso oral.

-

[ 1 ]
Jatobá Ceará (Brasil) Entrecasca

Adstringente, no tratamento de feridas na boca e escorbuto.

Decocção.

Uso local.

-

[ 1 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex (macerado)

Antidiarreica, anti-hemorrágica, antiparasitária, antibiótica, hipoglicemiante, no tratamento de cistite, hepatite, prostatite e bronquite.

Decocção. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex

Antifúngica (pés), carminativa, anti-hemorrágica e no tratamento de problemas estomacais.

Infusão. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

No tratamento de úlceras bucais.

-

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Folha e córtex

Hipoglicemiante.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

Calmante.

Suco. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Resina

Sedativa, antiasmática, antitussígena e no tratamento de bronquite.

Tintura. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Córtex

Anti-hipertensiva e no tratamento de sangue na urina.

Extrato. 

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Fruto

Anti-hipertensiva e antirreumática.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Folha

Antidiarreica e no tratamento de dores estomacais.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Algarrobo, nazareno, copal brasil e stinking toe Colômbia Resina (pulverizada)

Antiartrítica, antirreumática, no tratamento de infecções e feridas.

-

-

-

[ 2 ]
- Peru e Guianas (indígenas) Casca (moída)

Antidiarreica.

-

-

-

[ 3 ]
- Amazônia (indígenas) Seiva

Antitussígena e no de bronquite.

-

-

-

[ 3 ]
- Amazônia (indígenas) Casca

Antifúngica e problemas estomacais.

Chá.

-

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Casca

Antidiarreica, antidisentérica e no tratamento de cólicas intestinais.

Chá: 1 colher (de sopa) do material vegetal picado em 1 xícara (de chá) de água em fervura por 5 minutos.

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Casca

Antitussígena, antiasmática, expectorante, no tratamento de bronquite e fraqueza pulmonar.

Xarope: fazer o chá com 1 colher (de sopa) do material vegetal picado em 1 xícara (de chá) de água em fervura por 5 minutos. Adicionar açúcar e mel.

Tomar 1 xícara (de chá) 3 vezes ao dia.

-

[ 3 ]
Jatobá, jitaí, fava-doce e burandã Brasil Folha

No tratamento de afecções do sistema urinário e prostatite.

Chá.

-

-

[ 3 ]
- Estados Unidos -

Tônica, antiasmática, descongestionante, antifúngica, anti-hemorrágica, antiartrítica, no tratamento da bursite, infecções da bexiga e próstata.

-

-

-

[ 3 ]
Jatobá Brasil Casca

No tratamento da tosse alérgica, pigarros e inflamação da garganta.

Infusão: 1 a 2 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em pó em 1 xícara de água. Tampar, deixar em repouso por 20 minutos e coar.

Fazer gargarejos até 6 vezes ao dia. Não engolir.

Utilizar por até 30 dias, devido as altas concentrações de taninos, que são altamente adstringentes, podendo causar prisão de ventre e irritação gastrointestinal. Não utilizar na gravidez e lactação.

[ 4 ]
- Guatemala Córtex seco

Febrífuga, sudorífuga e antirreumática.

-

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica Córtex (óleo)

Antiasmática.

Inalação.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica Folha e córtex

Hipoglicemiante.

Infusão.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica (região Atlântica) Córtex do fruto

Anti-hipertensiva e antirreumática.

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Guapinol Costa Rica (região Guanacaste) Folha, córtex do tronco e raiz

Antidiarreica e para aliviar dores no estômago. 

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Fruto

No tratamento de úlceras na boca.

In natura.

Comer o fruto em jejum durante 10 dias.

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Resina

Antiasmática, antidispéptica, estomáquica, expectorante, orexígena, no tratamento da gonorreia, cistite, laringite e beribéri.

-

-

-

[ 5 ]
Algarrobo Panamá Córtex

Antirreumática e analgésica.

-

-

-

[ 5 ]
Guapinol e nazareno Colômbia Córtex interno

Vermífuga.

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Guapinol e nazareno Colômbia Córtex interno

Adstringente e anti-hipertensiva.

Extrato fluido.

-

-

[ 5 ]
Jatobá e copal Brasil Seiva

No tratamento de bronquite.

-

-

-

[ 5 ]
Jatobá e copal Brasil Córtex

No tratamento de dores estomacais.

-

-

-

[ 5 ]
Jatobá Nordeste (Brasil) Casca e fruto

Antigripal, depurativa, antidiarreica, antianêmica, tônica geral, expectorante, antitérmica, anticonvulsivante e no tratamento da tuberculose.

Casca: infusão, maceração (etanol ou água), xarope e pó. Fruto (imaturo): infusão.

-

-

[ 6 ]
Jatobá e farinheira Brasil -

Antidiarreica, antidisentérica, no tratamento de cólica intestinal, fraqueza pulmonar e cistite crônica.

-

-

-

[ 7 ]
Jatobá Comunidade Minguiriba (Brasil) Casca e resina

Antitussígena, expectorante, antipirético, analgésica, cicatrizante de feridas, anti-inflamatória e útil no tratamento de bronquite.

-

-

-

[ 8 ]
Jatobá pequeno Brasil -

Antidiarreica, antidisentérica, antiviral, tônica pulmonar e útil no tratamento de cistite crônica e cólica intestinal.

-

-

-

[ 9 ]
Jatobá Comunidades de Matozinho, Estância, Serra do Zé Gomes e Mangueiras (Exu, Pernambuco, Brasil) Casca e fruto

Antitussígena, antiofídica, antigripal, no tratamento de constipação, congestão (nasal e peitoral) e problemas hematológicos.

Decocção, infusão e xarope.

Uso oral.

-

[ 10 ]
Jatobá Comunidade do Riacho da Catingueira (Aiuaba, Ceará, Brasil) Fruto, semente e haste

Antianêmica, antigripal, expectorante, anti-herpética, antileucêmica, útil no tratamento de problemas prostáticos, renais, estomacais, bronquite, inflamação da garganta e pediculose.

Decocção, infusão e tintura. 

-

-

[ 11 ]
Jatobá Povoado de Curituba (Caniridé do São Francisco, Sergipe, Brasil) Caule

Antimicótica.

Maceração.

Uso tópico.

-

[ 12 ]
Jatobá Brasil Casca

Tônico energético (“Vinho de Jatobá”).

Extrato etanólico.

-

-

[ 13 ]
Jatobá - Casca

Tônico energético, vermífuga, carminativa, laxante, sedativa, antifúngica, adstringente peitoral e digestiva.

Chá.

-

-

[ 13 ]
Jatobá Brasil Casca

No tratamento de feridas.

Óleo.

-

-

[ 13 ]
Jatobá Brasil Casca

Antisséptica, purgante, antidiarreica, útil no tratamento de cistite, laringite, hepatite, prostatite, tuberculose e úlceras.

Maceração em água quente.

Uso oral.

-

[ 13 ]
- Peru (Indígenas Karaja) e Guiana (povo crioulo) Casca

Antidiarreica, antitussígena, no tratamento de cistite, hepatite e prostatite.

Maceração. 

-

-

[ 13 ]
- Guatemala (povos indígenas) Casca

Vermífuga, antirreumática e no tratamento de úlceras bucais.

Decocção. 

-

-

[ 13 ]
- Venezuela e Suriname Casca

Antidiarreica, antidisentérica e no tratamento de doenças torácicas.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Venezuela e Suriname Folha

No tratamento de fraturas, feridas e problemas pulmonares.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Haiti Casca

Laxante e purgativa.

Decocção e infusão.

-

-

[ 13 ]
- Haiti Resina

Analgésica (artrite, reumatismo, cólica, mialgia, hematomas e feridas).

Pó.

Uso tópico.

-

[ 13 ]
- ha Planta toda

Antiasmática, antidiarreica, no tratamento de constipação, enfisema pulmonar, cefaleia, espasmo e enterose.

-

-

-

[ 13 ]
- Honduras Casca

Antimalárica.

Decocção e infusão. 

-

-

[ 13 ]
- Panamá Casca

Analgésica, hipoglicemiante, gastroprotetora, tônica e no tratamento de úlceras bucais, doenças das vias respiratórias superiores e cardiopulmonares.

Chá.

-

-

[ 13 ]
- Panamá Folha

Antidiarreica e no tratamento de dores estomacais.

Decocção.

-

-

[ 13 ]
- Panamá Folha

Hipoglicemiante e no tratamento de bronquite (principalmente em crianças).

Infusão.

-

-

[ 13 ]
- México Resina

Antiasmática e no tratamento da histeria.

-

Inalação.

-

[ 13 ]
- - Seiva

Antitussígena, no tratamento de doenças cardíacas (misturar com mel), blenorragia, feridas, prostatite e cistite crônica.

-

-

-

[ 13 ]
- China Planta toda

Descongestionante, tônica energética, no tratamento de cistite e prostatite.

-

-

-

[ 13 ]

Referências bibliográficas

1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 143.
2 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 260-261.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 257-258.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 180.
5 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 360.
6 - MAGALHÃES, K. N. et al. Medicinal plants of the Caatinga, northeastern Brazil: Ethnopharmacopeia (1980-1990) of the late professor Francisco José de Abreu Matos. J Ethnopharmacol, n. 237, p.314-353, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2019.03.032
7 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
8 - SOUZA, R. K. D. et al. Ethnopharmacology of medicinal plants of carrasco, northeastern Brazil. J Ethnopharmacol, n. 157, p.99-104, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.09.001
9 - RIBEIRO, T. G. et al. Antileishmanial activity and cytotoxicity of Brazilian plants. Exp Parasitol, v. 143, p.60-68, 2014. doi: 10.1016/j.exppara.2014.05.004
10 - SARAIVA, M. E. et al. Plant species as a therapeutic resource in areas of the savanna in the state of Pernambuco, Northeast Brazil. J Ethnopharmacol, n. 171, p.141-153, 2015. doi: 10.1016/j.jep.2015.05.034
11 - CARTAXO, S. L. et al. Medicinal plants with bioprospecting potential used in semi-arid northeastern Brazil. J Ethnopharmacol, v. 131, n. 2, p.326-342, 2010. doi: 10.1016/j.jep.2010.07.003
12 - CRUZ, M. C. S. et al. Antifungal activity of Brazilian medicinal plants involved in popular treatment of mycoses. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.409-412, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.005
13 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024

Anti-inflamatória e Relaxante muscular

Anti-inflamatória e Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em etanol. Rendimento: 86 g. Fração: acetato de etila. Rendimento: 2,41%. Dose para ensaio (in vivo): 150 mg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante do extrato e fração vegetal através do radical DPPH.

Em anéis de traqueia isoladas de ratos Wistar incubadas com o extrato e fração vegetal, carbacol, cálcio, bário, cloreto de potássio e acetilcolina, com posterior análise de contratilidade.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de leucocitose e hipersensibilidade das vias aéreas induzidos por ovalbulmina, pré-tratados com extrato vegetal e fração vegetal, com posterior análise dos níveis de cloreto de potássio nos anéis da traqueia e contagem total e diferencial de células em fluido de lavagem broncoalveolar.

Observou-se que o extrato e fração de acetato de etila de H. courbaril apresenta atividade antioxidante, anti-inflamatória e relaxante da musculatura lisa.

[ 4 ]

Anticitotóxica e Antigenotóxica

Anticitotóxica e Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Seiva. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,3 à 15 mL.

In vitro:

Em células da medula óssea femoral isoladas de camundongos Swiss (Mus musculus), incubadas com extrato vegetal e mitomicina, com posterior análise dos níveis de eritrócitos policromáticos micronucleados (MNPCE), eritrócitos policromáticos e a relação entre PCE/MMPCE, através do teste do micronúcleo.

Em larvas de Drosophila melanogaster incubadas com extrato vegetal, associado ou não a doxorubicina, submetidas ao teste de mutação e recombinação somática (SMART).

 

Observou-se que a seiva de H. courbaril apresenta atividade antigenotóxica, anticitotóxica e antimutagênica.

[ 2 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Tronco

Seiva: 250 mL. Extrato seco: 2,6 g. Concentrações para ensaio: 0,25 à 256 µg/mL.

In vitro:

Em cepas de Cryptococcus neoformas e dermatófitos, incubadas com extrato vegetal, submetidas ao teste de microdiluição para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fúngica mínima (CFM).

Em cultura de fibroblastos (Balb/c 3T3-A31) incubados com extrato vegetal, para determinar a concentração inibitória média (CI50) através da coloração com vermelho neutro.

 

Observou-se que a seiva de H. courbaril apresenta atividade antifúngica e baixa citotoxicidade.

[ 3 ]
Caule

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (triturado) em água. Rendimento: 3 à 5%. Concentração para ensaio: 1 mg/mL. Outras espécies em estudo: Ziziphus joazeiro, Caesalpinia pyramidalis e Bumelia sartorum.

In vitro:

Em linhagens fúngicas de Cryptococcus neoformans, Candida albicans, Candida guilliermondii e Trichophyton rubrum, submetidas aos testes de difusão em ágar e microdiluição em ágar, para determinar a zona de inibição do halo e a concentração inibitória  mínima (CIM), respectivamente.

 

Observou-se que os extratos de Ziziphus joazeiro e Caesalpinea pyramidalis apresentam atividade antifúngica mais potente.

[ 9 ]

Antigenotóxica e Citotóxica

Antigenotóxica e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em 500 mL de etanol à 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 à 200 mg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50, 100 e 200 mg/1000 g do peso corporal.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH e teor de flavonoides.

Em células de melanoma murino (B16F10), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (Azul de tripano).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extrato vegetal, com posterior análise da medula óssea femoral (Teste de micronúcleo) e aberração cromossômica.

Observou-se que o extrato H. courbaril apresenta atividade antioxidante, antigenotóxica e citotóxica, dependente da dose e tempo de exposição ao extrato vegetal.

[ 1 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha, raiz e caule (casca)

Extrato: maceração de 1 Kg do material vegetal (pó) em etanol e hexano, sucessivamente. Concentrações para ensaio: 1,56 à 200 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de macrófagos de camundongos BALB/c infectados com Leishmania amazonensis (forma promastigota), incubados com extrato vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e concentração citotóxica média (CC50), através do ensaio MTT.

 

Neste estudo, das 16 espécies, Dipteryx alata, Syzygium cumini, Hymenaea courbaril, H. stignocarpa, Jacaranda caroba e J. cuspidifolia apresentam atividade antileishmaniose mais potente, além de baixa citotoxicidade.

[ 5 ]

Antiplasmódica

Antiplasmódica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca e folha

Extrato: 20 g do material vegetal (triturado) em 150 mL de petróleo/acetato de etila (1:1), posteriormente em metanol/água (8:2). Outras espécies em estudo: Albizia saman, Calea tenuifolia, Jatropha curcas, Momordica charantia e Moringa oleífera.

In vitro:

Em cultura de Plasmodium falciparum (sensível ou resistente à cloroquina), incubada com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) através de técnica de microcultura com radioisótopo.

 

Observou-se que os extratos de H. courbaril, M. oleira, M. charantia e C. tenuifolia apresentam atividade antiplasmódica mais potentes.

[ 7 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: percolação do material vegetal (seco) em etanol à 95%. Concentrações para ensaio: 50 à 5000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura celular do rim de macaco Rhesus (MA-104), incubada com extrato vegetal, posteriormente infectada com Rotavírus Símio (SA11), para determinar concentração máxima não tóxica (CMNT), efeito citopático e amplificação do material genético viral (RT-PCR).

 

Observou-se que das 14 espécies analisadas, os extratos de Hymenaea courbaril, Bryrsonima verbascifolia, Eugenia dysenterica e Myracrodroun urundeuva apresentam atividade antiviral significativa, com CMNT = 50 à 500 µg/mL.

[ 6 ]

Inibidora enzimática (5-lipoxigenase)

Inibidora enzimática (5-lipoxigenase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Resina: 50 µL em etanol. Concentração para ensaio: 19 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima 5-lipoxigenase em leucócitos suínos incubados com o extrato vegetal, ionóforo de cálcio e cloreto de cálcio, na presença de [14C]-ácido araquidônico e ácido eicosatetraenóico, com posterior análise dos níveis de ácido araquidônico e metabólitos.

 

Neste estudo, dentre as 19 espécies vegetais, Hymenaea courbaril, Hedychium coronarium e Xylopia frutescens inibem significativamente, a atividade da enzima 5-lipoxigenase, com 100, 86,2 e 84,6%, respectivamente.

[ 8 ]
Ensaios toxicológicos

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule

Extrato: maceração de 500 g do material vegetal (triturado) em água. Rendimento: 3 à 5%. Doses para ensaio: 1,0 à 5,0 g/kg. Outras espécies em estudo: Ziziphus joazeiro, Caesalpinia pyramidalis e Bumelia sartorum.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que os extratos vegetais em estudo apresentam baixa toxicidade, nas doses analisadas.

[ 9 ]

Referências bibliográficas

1 - SPERA, K. D. et al. Genotoxicity, anti-melanoma and antioxidant activities of Hymenaea courbaril L. seed extract. An Acad Bras Cienc, v. 91, n. 4, p.1-10, 2019. doi: 10.1590/0001-3765201920180446
2 - VALE, C. R. et al. Assessment of toxic, genotoxic, antigenotoxic, and recombinogenic activities of Hymenaea courbaril (Fabaceae) in Drosophila melanogaster and mice. Genet Mol Res, v. 12, n. 3, p.2712-2724, 2013. doi: 10.4238/2013
3 - DA COSTA, M. P. Antifungal and cytotoxicity activities of the fresh xylem sap of Hymenaea courbaril L. and its major constituent fisetin. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-7, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-245
4 - BEZERRA, G. P. et al. Phytochemical study guided by the myorelaxant activity of the crude extract, fractions and constituent from stem bark of Hymenaea courbaril L. J Ethnopharmacol, v. 149, n. 1, p.62-69, 2013. doi: 10.1016/j.jep.2013.05.052
5 - RIBEIRO, T. G. et al. Antileishmanial activity and cytotoxicity of Brazilian plants. Exp Parasitol, v. 143, p.60-68, 2014. doi: 10.1016/j.exppara.2014.05.004
6 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031
7 - KÖHLER, I. et al. In vitro antiplasmodial investigation of medicinal plants from El Salvador. Z Naturforsch C J Biosci, v. 57, n. 3-4, p.277-281, 2002. doi: 10.1515/znc-2002-3-413
8 - BRAGA, F. C. et al. Screening Brazilian plant species for in vitro inhibition of 5-lipoxygenase. Phytomedicine, v. 6, n. 6, p.447-452, 2000. doi: 10.1016/S0944-7113(00)80073-2
9 - CRUZ, M. C. S. et al. Antifungal activity of Brazilian medicinal plants involved in popular treatment of mycoses. J Ethnopharmacol, v. 111, n. 2, p.409-412, 2007. doi: 10.1016/j.jep.2006.12.005

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Entrecasca seca

100 g

Entrecasca fresca

200 g

                                                                    * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de entrecasca seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de entrecasca fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Estados consumptivos, estafa, estresse e debilidades orgânicas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Entrecasca seca fragmentada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de café rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 10 minutos.

Principais indicações

Estados consumptivos, estafa, estresse e debilidades orgânicas em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 145-147.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 87-88.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Cumarinas

Esteroides

β-sitosterol.

Flavonoides

astilbina, fisetina fisetinediol, fustin, 3-O-metil-2,3-trans-fustina e taxifolina.

Óleos fixos

Outras substâncias

ácido iso-enantio comúnico, copacanfeno e ácido 1,2,3-naftaleno-5-carboxílico.

Polissacarídeos

pectina, amido e xiloglucano.

Princípios amargos

Resinas

Taninos

Terpenoides

ácido copálico, β-bourboneno, α-, α-, β- e γ-cadineno, ciclosativeno, β-gurjeneno, α-himachaleno, α-humuleno, α-, β- e δ-selineno, selina-4, calareno, α-calacoreno, ciclosativeno, β-cariofileno, (E)- e (Z)-cariofileno, óxido de cariofileno, α-cubebeno, α-copaeno, β-elemeno, aromadrendreno, α- e γ-muuroleno, δ-amorfeno, trans-calameneno, α-calacoreno, germacreno-B e D, spatulenol, β-copaen-4α-ol, salvial-4(14)-em-1-one, 1-epi-cubenol, epi-α-muurolol e selin-11-em-4α-ol, biciclogermacreno, (13R)-13-hydroxy-1(10), ácido 14-ent-halimadien-18-oic, (2S,13R)-2,13-dihidroxi-1, ácido 14-ent-halimadien-18-oic, (13R)-2-oxo-13-hidroxi-1, ácido 14-ent-halimadien-18-oic.

Referências bibliográficas

1 - GUPTA, M. P. (Ed.). 270 Plantas medicinales ibero-americanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología, Cyted, Convenio Andres Bello, 1995. p. 360.
2 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 180.
3 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 111.
4 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024
5 - AGUIAR, J. C. et al. Chemical constituents and larvicidal activity of Hymenaea courbaril fruit peel. Nat Prod Commun, v. 5, n. 12, p.1977-1980, 2010. 
6 - ROSÁRIO, M. M. T. et al. Degalactosylation of xyloglucans modify their pro-inflammatory properties on murine peritoneal macrophages. Int J Biol Macromol, v. 105, (Pt 1), p.533-540, 2017. doi: 10.1016/j.ijbiomac.2017.07.068
7 - ABDEL-KADER, M. et al. Isolation and absolute configuration of ent-Halimane diterpenoids from Hymenaea courbaril from the Suriname rain forest. J Nat Prod, v. 65, n. 1, p.11-15, 2020. doi: 10.1021/np0103261
8 - DA COSTA, M. P. Antifungal and cytotoxicity activities of the fresh xylem sap of Hymenaea courbaril L. and its major constituent fisetin. BMC Complement Altern Med, v. 14, p.1-7, 2014. doi: 10.1186/1472-6882-14-245
9 - CECÍLIO, A. B. et al. Screening of Brazilian medicinal plants for antiviral activity against rotavirus. J Ethnopharmacol, v. 141, n. 3, p.975-981, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.03.031

Hymenaea courbaril: 

por sementes. A germinação ocorre entre 20 à 30 dias após a semeadura, com taxa de germinação de 40 à 90%. As sementes apresentam dormência, portanto, recomenda-se a escarificação através de cortes ou tratamento com solução de ácido sulfúrico concentrado por 1 hora [ 3 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

recomenda-se o controle de ervas daninhas antes e após o plantio (até que as mudas atinjam em torno de 2 metros de altura). Esta espécie tolera solo com baixa fertilidade [ 3 ] .

Colheita: 

a colheita das partes aéreas deve ser realizada segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as parte subterrânea deve ser colhida na lua minguante [ 1 ] .

Pós-colheita: 

a colheita das partes aéreas deve ser realizada segundo a sabedoria popular, preferencialmente pela manhã, na lua cheia ou nova, enquanto que as parte subterrânea deve ser colhida na lua minguante [ 3 ] .

Problemas & Soluções: 

os frutos podem ser atacados por Hypothenmus buscki, Myelois decolor e Acanthoscelides spp., enquanto que as sementes podem ser atingidas por Rhinocherus spp. (gorgulho). Formigas cortadeiras, Atta spp., alimentam-se das folhas de H. courbaril, e a madeira pode ser atacada por cupim (Nasutitermes costalis) e brocas marinhas (Toredo spp.). O crescimento desta planta é limitado por temperatura alta, assim o fenômeno El Niño é um dos fatores que pode influenciar a distribuição desta espécie [ 1 , 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 110-111.
2 - LOCOSSELLI, G. M. et al. Impact of temperature on the growth of a Neotropical tree species (Hymenaea courbaril, Fabaceae) at its southern distribution limit. Int J Biometeorol, v. 63, n. 12, p.1683-1692, 2019. doi: 10.1007/s00484-019-01786-y
3 - BONIFACE, P. K. et al. Current state of knowledge on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of the genus Hymenaea. J Ethnopharmacol, v. 206, p.193-223, 2017. doi: 10.1016/j.jep.2017.05.024

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