Pterodon emarginatus Vogel

Faveiro, sucupira-branca, fava-de-Santo-Inácio e sucupira-lisa.

Sinonímia 
Pterodon pubescens (Benth.) Benth.
Família 
Informações gerais 

Nativa do Cerrado brasileiro. Suas principais indicações são: anti-inflamatória, antiparasitária (bilharzia), antirreumática, analgésica, antinociceptiva, hipoglicemiante, depurativa, tônica e orexígena[1,2,3].

Referências informações gerais
1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 292-293.
2 - FOROUZANFAR, F.; HOSSINZADEH, H. Medicinal herbs in the treatment of neuropathic pain: a review. Iran J Basic Med Sci, v. 21, n. 4, p.347-358, 2018. doi: 10.22038/IJBMS.2018.24026.6021
3 - CAMILLO, J. et al. Pterodon emarginatus e Pterodon pubescens (sucupira-branca). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 861-874.
Descrição da espécie 

Árvore de copa piramidal, com ramos e gemas terminais glabros, com até 15 m de altura (habitualmente 10 m), tronco cilíndrico, de 50 a 70 cm de diâmetro, com casca lisa, de cor branco-amarelada ou acinzentada, descamante e exibindo rachaduras em árvores velhas; raízes em expansões ou tuberosas; folhas alternadas, espiraladas, compostas pinadas, com mais de 30 folíolos, medindo cerca de com 2 a 6 cm de comprimento x 1 a 4 cm de largura cada, alternos, opostos, oblongos ou ovados, margens inteiras, com base e ápice obtusos, arredondados ou emarginados, face inferior pubescente quando novos, e depois glabros; as flores em panículas racemosas terminais, rosáceas; frutos são vagens do tipo sâmara arredondadas, drupáceas, achatadas, elípticas, indeiscentes, aladas, com 5 cm de comprimento, de cor bege a marrom, contendo uma única semente, protegida dentro de uma cápsula lenhosa e envolvida em uma substância oleosa fortemente amarga, em estrutura esponjosa (como favos de mel); a semente possui formato ovoide a oblonga elíptica, medindo entre 6 a 12 mm de comprimento, 4 a 6,5 mm de largura e 4,5 mm de espessura, de coloração marrom claro a marrom escuro, lisa e polida[1,2,3,4].

Referências descrição da espécie
1 - DURIGAN, G. et al. Plantas do cerrado paulista: imagens de uma paisagem ameaçada. São Paulo: Páginas & Letras Editora Gráfica, 2004, p. 210.
2 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 3. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 116.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 292.
4 - CAMILLO, J. et al. Pterodon emarginatus e Pterodon pubescens (sucupira-branca). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 861-862.

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato: percolação de 5 kg do material vegetal (pó) em hexano. Rendimento: 2,5 kg. Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata induzido por carragenina, dextrano, histamina e nistatina, peritonite induzida por carragenina e indução de tecido granulomatoso por implantação cutânea de microesferas de algodão, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume da pata, migração celular e produção de tecido granulomatoso, respectivamente.

O extrato hexânico de P. imarginatus apresenta atividade anti-inflamatória, exceto, na presença do dextrano e histamina.

[ 8 ]
Fruto

Extrato oleaginoso: 30 g do material vegetal (seco) em 600 mL de etanol a 99,5%. Fração: hexano. Doses para ensaio: 125 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com a fração de hexano, submetidos aos testes de pleurisia induzida por carragenina e artrite induzida por Adjuvante Completo de Freund.

A fração de hexano apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 500 mg/kg.

[ 15 ]

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Óleo. Doses para ensaio: 498 e 980 mg/kg (via oral); e 2,5 mg/orelha (via tópica).

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com o óleo vegetal, via oral ou tópica, para análise da atividade anti-inflamatória em testes de artrite induzida por Adjuvante Completo de Freund (FCA), dermatite de orelha induzida por óleo de cróton, permeabilidade vascular na presença de mediadores inflamatórios (azul de Evans), contorções abdominais induzida por ácido acético, da placa quente e lesão gástrica induzida por estresse.

O óleo de P. emarginatus apresenta atividade anti-inflamatória e analgésica, através da inibição da via COX-2.

[ 1 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em diclorometano. Associação com: Cordia verbenacea. Doses para ensaio: 50 a 500 mg/kg (1:1).

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com associação do extrato de P. pubescens e óleo essencial de C. verbenacea, submetidos aos testes do campo aberto, contorções abdominais induzidas por ácido acético, da formalina, da placa quente, de movimento da cauda, edema de pata induzido por carragenina e prostaglandina-2, peritonite induzido por carragenina e alodinia mecânica induzida por Adjuvante Completo de Freund.

A associação de P. pubescens e C. verbenacea apresenta sinergismo para as atividades antinociceptiva e anti-inflamatória (inibe os mediadores inflamatórios e a via PEG2).

[ 10 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato hexânico. Dose para ensaio: 498 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a exercícios agudos por contrações padronizadas do músculo tibial anterior, pré e pós-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de creatina quinase e lactato, parâmetros histológicos, nível de peroxidação lipídica (TBARS), óxido nítrico e expressão de nitrotirosina em homogenato do cérebro, fígado e músculo tibial.

O extrato hexânico de P. emarginatus reduz a inflamação e o estresse oxidativo provocados por exercício agudo.

[ 7 ]

Anti-inflamatória e Antiproliferativa

Anti-inflamatória e Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em diclorometano. Concentrações para ensaio: 0,5 a 50 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de queratinócitos humanos (HaCaT) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade, proliferação e migração celular, e nível de IL-8 após estimulação celular com TNF-α.

 

O extrato de diclorometano de P. pubescens apresenta atividade anti-inflamatória e antiproliferativa, principalmente de 1,5625 a 25 µg/mL, além de ausência de citotoxicidade.

[ 9 ]

Anti-inflamatória e Antiulcerogênica

Anti-inflamatória e Antiulcerogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Óleo essencial: 30 g do material vegetal (triturado), por hidrodestilação. Rendimento: 3,9% (p/p). Doses para ensaio: 100 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss (Mus musculus) portadores de úlceras gástricas induzidas por etanol, anti-inflamatórios não esteroidais, HCl/etanol e pleurisia induzida por carragenina, pré-tratados com o óleo essencial vegetal, com posterior análise de parâmetros microscópicos (estômago e leucócitos), índice de inibição de úlceras, contagem de leucócitos, nível de óxido nítrico, TNF-α e IL-1α.

O óleo essencial de P. emarginatus apresenta atividade antiulcerogênica e anti-inflamatória, dose-dependente.

[ 2 ]

Antiartrítica

Antiartrítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 15%. Rendimento: 10 g (p/v). Dose para ensaio: 5 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos DBA1/J portadores de artrite induzida por colágeno II, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice de artrite, parâmetros toxicológicos subagudos (hematológicos, bioquímicos, anatômicos e histológicos).

O extrato de apresenta atividade antiartrítica, além da ausência de toxicidade subaguda.

[ 19 ]
Semente

Extrato: infusão de 2 g do material vegetal em 100 mL de etanol a 15%. Doses para ensaio: 5 e 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos DBA1/J portadores de artrite induzida por colágeno II, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice preventivo e terapêutico da artrite.

O extrato de P. pubescens apresenta resultado promissor para o tratamento da artrite reumatoide.

[ 20 ]

Antiedematogênica

Antiedematogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato oleaginoso: 50,02 g do material vegetal (pó) em etanol absoluto. Frações: hexano, diclorometano e acetato de etila. Rendimentos: hexano, diclorometano e acetato de etila. Doses para ensaio: 40 µg, 200 µg e 20 mg/kg; 2 a 200 µg/kg.

In vivo:

Em ratos SW tratados portadores de edema de pata e orelha, induzidos por carragenina e óleo de cróton, respectivamente, pré-tratados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise do índice de edema.

A fração de hexano de P. pubescens apresenta atividade antiedematogênica mais potente.

[ 18 ]

Antileishmaniose

Antileishmaniose
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Oleoresina: obtida por prensagem a frio. Rendimento: 30%. Nanoemulsão: contendo 20% da oleoresina. Concentrações para ensaio: 5, 10 e 20% (p/p).

In vivo:

Em camundongos BALB/c infectados com Leihsmania amazonensis (forma amastigota), tratados topicamente com a nanoemulsão, associada ou não com antimoniato de meglumina, com posterior análise do tamanho das lesões, parâmetros histopatológicos, quantificação parasitária, de INF-γ e IL-10.

A combinação da nanoemulsão de P. emarginatus e antimoniato de meglumina apresenta resultados promissores para o tratamento da leishmaniose cutânea.

[ 4 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g de material vegetal (pó) em 1000 mL de água/etanol (v/v). Rendimento: 15%. Doses para ensaio: 500 a 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o extrato vegetal e submetidos aos testes de tempo de sono induzido por pentobarbital, atividade motora espontânea, rota-rod, contorções abdominais induzida por ácido acético e placa quente.

O extrato de P. emarginatus apresenta atividade antinociceptiva, principalmente na dose de 1000 mg/kg.

[ 3 ]
Fruto

Extrato oleaginoso: 100 g do material vegetal (pó) em 1 L de álcool de cereais. Rendimento: 20,716 g. Doses para ensaio: 0,1 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de formalina, lesão muscular para simular a Síndrome da dor regional completa tipo I, alodinia mecânica, hiperalgesia térmica e do campo aberto.

O extrato oleaginoso de P. pubescens apresenta atividade antinociceptiva, em modelos animais de dor aguda e crônica, dose-dependente, sem alterar a função motora.

[ 12 ]
Semente

Extrato oleaginoso: 50,02 g do material vegetal em etanol. Frações: hexano, diclorometano e acetato de etila. Dose para ensaio: 0,065 a 130 µg/mL.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com o óleo e frações vegetais, submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, da formalina e de imersão da cauda.

O extrato oleaginoso e as frações (hexano e diclorometano) apresentam atividade antinociceptiva mais potente, principalmente nas doses de 6,5 a 13 µg/mL.

[ 14 ]
Fruto

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em 2 L de álcool de cereais. Rendimento: 47,83 g. Doses para ensaio: 30 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de dor neuropática induzida por ligadura parcial do nervo ciático, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da hiperalgesia (mecânica e térmica), mecanismo de ação (na presença de agonistas ionotrópicos e metabotrópicos, agonistas de TRPV1 e TRPA1, e citocinas IL-1β e TNF-α), teste de campo aberto e parâmetros bioquímicos.

O extrato de P. pubescens apresenta atividade antinociceptiva, dose-dependente, por inibição dos receptores glutamatérgicos, canais TRPV1 e TRPA1 e citocinas pró-inflamatórias, além da ausência de sedação e disfunção locomotora.

[ 17 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato oleaginoso: 15 g do material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 100%. Rendimento: 50% (p/p). Concentrações para ensaio: 10 a 50 µg/mL.

In vitro:

Em células de leucemia mieloide crônica humana (K562, CCL-243) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade (Azul de Tripano), proliferação (radioatividade 3H-Tdr), ciclo celular (iodeto de propídio), apoptose (citometria de fluxo) e expressão de ciclina D1 e E2 (RT-PCR).

 

O extrato de P. pubescens apresenta atividade antiproliferativa, principalmente na concentração de 50 µg/mL.

[ 16 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Extrato: infusão de 100 g do material vegetal em 1 L de etanol a 15%. Doses para ensaio: 5 e 50 mg/kg.

In vivo:

Em ratos DBA1/J portadores de artrite induzida por colágeno II (CII), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do índice artrítico, parâmetros histopatológicos, nível sério de anticorpos IgG anti-CII e quantificação de antígenos CD’s em linfonodos inguinais.

O extrato de P. pubescens apresenta atividade imunomoduladora em casos de doença inflamatória crônica.

[ 21 ]

Imunomoduladora e Neuroprotetora

Imunomoduladora e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Óleo essencial: 50 g de material vegetal (pó), por hidrodestilação. Rendimento: 4,9% (p/p). Doses para ensaio (in vivo): 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de encefalomielite autoimune experimental (EAE), tratados com o óleo essencial, com posterior análise dos linfonodos inguinais (citometria de fluxo), dos níveis de IFN-γ, IL-10 e IL-4 (ELISA) e da medula espinhal (imuno-histoquímica e imunofluorescência).

O óleo essencial de P. emarginatus apresenta atividade imunomoduladora, por modulação do equilíbrio imunológico Th1/Treg, e neuroprotetora, principalmente na dose de 100 mg/kg.

[ 5 ]
Ensaios toxicológicos

Citotóxica e Mutagênica

Citotóxica e Mutagênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Óleo. Concentração para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss (Mus muscululus) tratados com óleo vegetal, associando ou não com mitocina C, com posterior análise das atividades mutagênica/antimutagênica em homogenato da medula óssea isolada de células femorais e citotóxica através da razão de eritrócitos policromáticos/normocromáticos.

O óleo de P. emarginatus não apresenta atividades mutagênica, antimutagênica e citotóxica, na dose em estudo.

[ 6 ]

Mutagenicidade e Toxicidade aguda

Mutagenicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em diclorometano. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,48 a 250 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 5 a 2000 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de células de ovário de Hamster (CHO-K1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular, fragmentação do DNA e mutagenicidade.

 

In vivo:

Em culturas de células de ovário de Hamster (CHO-K1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular, fragmentação do DNA e mutagenicidade.

O extrato de P. pubescens apresenta sinais de toxicidade a partir da dose de 500 mg/kg, contudo não demonstra genotoxicidade e mutagenicidade.

[ 11 ]
Semente

Extrato oleoso: 15 g do material vegetal em 100 mL de etanol. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,07 a 70 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 2 a 8 g/kg.

In vitro:

Em células mononucleares de sangue periférico de humanos (PBMNC) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade; determinar a atividade antimutagênica em cepas de Salmonella typhimurium.

 

In vivo:

Em camundongos DBA1/J submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Em camundongos DBA1/J submetidos ao teste de toxicidade aguda.

[ 13 ]

Toxicidade (dose letal)

Toxicidade (dose letal)
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato: percolação de 5 kg do material vegetal (pó) em hexano. Rendimento: 2,5 kg. Dose para ensaio: 9,8 a 4900 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal (DL50).

O extrato hexânico de P. emarginatus apresenta DL50 = 4,02 g/kg.

[ 8 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato (1:3): material vegetal (pó) em diclorometano. Associação com: Cordia verbenacea. Doses para ensaio: 50 a 500 mg/kg (1:1).

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

A associação de P. pubescens e C. verbenacea não apresenta sinais de toxicidade.

[ 10 ]

Toxicidade aguda e subaguda

Toxicidade aguda e subaguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato oleaginoso: 30 g do material vegetal (seco) em 600 mL de etanol a 99,5%. Fração: hexano. Doses para ensaio: 1000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss submetidos aos testes de toxicidade subaguda e aguda.

A fração de hexano não apresenta sinais de toxicidade na dose de 1000 mg/kg.

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Referências bibliográficas

1 - DOS SANTOS, C. B. R. et al. Oil from the fruits of Pterodon emarginatus Vog.: a traditional anti-inflammatory. Study combining in vivo and in silico. J Ethnopharmacol, v. 222, p.107-120, 2018. doi: 10.1016/j.jep.2018.04.041
2 - DUTRA, R. C. et al. Antiulcerogenic and anti-inflammatory activities of the essential oil from Pterodon emarginatus seeds. J Pharm Pharmacol, v. 61, n. 2, p.243-250, 2009. doi: 10.1211/jpp/61.02.0015
3 - NEGRI, G. et al. Antinociceptive activity of the HPLC- and MS-standardized hydroethanolic extract of Pterodon emarginatus Vogel leaves. Phytomedicine, v. 21, n. 8-9, p.1062-1069, 2014. doi: 10.1016/j.phymed.2014.04.009
4 - KAWAKAMI, M. Y. M. et al. Efficacy of nanoemulsion with Pterodon emarginatus Vogel oleoresin for topical treatment of cutaneous leishmaniasis. Biomed Pharmacother, v. 134, p.1-12, 2021. doi: 10.1016/j.biopha.2020.111109
5 - ALBERTI, T. B. et al. Essential oil from Pterodon emarginatus seeds ameliorates experimental autoimmune encephalomyelitis by modulating Th1/Treg cell balance. J Ethnopharmacol, v. 155, n. 1, p.485-494, 2014. doi: 10.1016/j.jep.2014.05.044
6 - ASSUNÇÃO, L. A. et al. Assessment of the cytotoxic, genotoxic, and antigenotoxic activities of sucupira oil (Pterodon emarginatus). Genet Mol Res, v. 14, n. 2, p.6323-6329, 2015. doi: 10.4238/2015.June.11.7
7 - PAULA, F. B. A. et al. Protective action of a hexane crude extract of Pterodon emarginatus fruits against oxidative and nitrosative stress induced by acute exercise in rats. BMC Complement Altern Med, v. 5, p.1-9, 2005. doi: 10.1186/1472-6882-5-17
8 - CARVALHO, J. C. et al. Anti-inflammatory activity of the crude extract from the fruits of Pterodon emarginatus Vog. J Ethnopharmacol, v. 64, n. 2, p.127-133, 1999. doi: 10.1016/s0378-8741(98)00116-0
9 - BASTING, R. T. et al. Antiproliferative effects of Pterodon pubescens extract and isolated diterpenes in HaCaT cells. Planta Med, v. 87, n. 3, p.218-224, 2021. doi: 10.1055/a-1279-0645
10 - BASTING, R. T. et al. Pterodon pubescens and Cordia verbenacea association promotes a synergistic response in antinociceptive model and improves the anti-inflammatory results in animal models. Biomed Pharmacother, v. 112, p.1-10, 2019. doi: 10.1016/j.biopha.2019.108693
11 - SOUZA, V. H. S. et al. Evaluation of non-clinical toxicity of extract and vouacapans from fruits of Pterodon pubescens Benth. Drug Chem Toxicol, v. 45, n. 3, p.1325-1338, 2022. doi: 10.1080/01480545.2020.1822858
12 - NUCCI, C. et a. Oleaginous extract from the fruits Pterodon pubescens Benth induces antinociception in animal models of acute and chronic pain. J Ethnopharmacol, v. 143, n. 1, p.170-178, 2012. doi: 10.1016/j.jep.2012.06.020
13 - SABINO, K. C. et al. In vitro and in vivo toxicological study of the Pterodon pubescens seed oil. Toxicol Lett, v. 108, n. 1, p.27-35, 1999.  doi: 10.1016/s0378-4274(99)00110-1
14 - COELHO, L. P. et al. Antinociceptive properties of ethanolic extract and fractions of Pterodon pubescens Benth. seeds. J Ethnopharmacol, v. 98, n. 1-2, p.109-116, 2005. doi: 10.1016/j.jep.2005.01.014
15 - HOSCHEID, J. et al. Inhibitory effect of the hexane fraction of the ethanolic extract of the fruits of Pterodon pubescens Benth in acute and chronic inflammation. Evid Based Complement Alternat Med, p.1-7, 2013. doi: 10.1155/2013/272795
16 - PEREIRA, M. F. et al. Pterodon pubescens seed extract induces the cell cycle arrest of leukemic cells by deregulating cyclin D1 and E2 mRNA levels. Oncol Lett, v. 1, n. 3, p.533-536, 2010. doi: 10.3892/ol_00000094
17 - NUCCI-MARTINS, C. et al. Ameliorative potential of standardized fruit extract of Pterodon pubescens Benth on neuropathic pain in mice: evidence for the mechanisms of action. J Ethnopharmacol, v. 175, p.273-286, 2015.  doi: 10.1016/j.jep.2015.09.005
18 - SILVA, M. C. C. et al. Acute and topic anti-edematogenic fractions isolated from the seeds of Pterodon pubescens. J Pharm Pharmacol, v. 56, n. 1, p.135-141, 2004. doi: 10.1211/0022357022485
19 - COELHO, M. G. P. et al. Subacute toxicity evaluation of a hydroalcoholic extract of Pterodon pubescens seeds in mice with collagen-induced arthritis. J Ethnopharmacol, v. 77, n. 2-3, p.159-164, 2001. doi: 10.1016/s0378-8741(01)00288-4
20 - SABINO, K. C. et al. Successful treatment of collagen-induced arthritis in mice with a hydroalcohol extract of seeds of Pterodon pubescens. Phytother Res, v. 13, n. 7, p.613-615, 1999. doi: 10.1002/(sici)1099-1573(199911)13:7<613::aid-ptr503>3.0.co;2-d
21 - COELHO, M. G. P. et al. Immunomodulatory effects of sucupira (Pterodon pubescens) seed infusion on collagen-induced arthritis. Clin Exp Rheumatol, v. 22, n. 2, p.213-218, 2004. 

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Componente

Quantidade

Etanol 98%

1000 mL

Fruto

200 g

Modo de preparo

Tintura: pesar 200 g de frutos, triturar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após este período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Afecções inflamatórias das vias aéreas superiores, em especial sinusites.

Posologia

Uso oral: tomar 1 gota por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Cordia curassavica (óleo medicinal 10%)

1 mL

Ocimum gratissimum (óleo medicinal10%)

1 mL

Pterodon emarginatus (tintura a 20% em etanol 98%)

8 mL

Creme base não iônico

90 g

 
Modo de preparo

Pesar o creme base e incorporar a tintura e os óleos.

Principais indicações

Processos inflamatórios e dolorosos localizados, especialmente articulares.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Água destilada

80 mL

Curcuma longa (tintura a 10% em etanol 70%)

10 mL

Pterodon emarginatus (tintura a 20% em etanol 98%)

10 mL

 
Modo de preparo

Misturar as tinturas com a água destilada.

Principais indicações

Rinite alérgica e sinusite.

Posologia

Uso tópico: diluir ao meio com soro fisiológico e pingar 1 gota em cada narina 2 ou 3 vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 242-244.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 269-370.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 372.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Diterpenos

geranilgeraniol, 6α-acetoxi-7β-hidroxivouacapan-17β-oato, metil-6α-hidroxi-7β-acetoxivouacapan-17β-oato, éster metílico de 6α,7β-dihidroxivouacapan-17β-oato, 6α-acetoxivouacapano, 6α,7β-dimetoxivouacapan-17-eno, 6α-acetoxi,7β-hidroxivouacapano, 6α,7β-diacetoxicoucapano e ácido 6α,7β-dihidroxivouacapan-17β-óico.

Fitosteroides

estigmasterol e β-sitosterol.

Flavonoides

vicenina, schaftosídeo, luteolina e crisoeriol-8-C-glucosil-2”-O-glicuronídeo-6-C-arabinosídeo.

Óleos essenciais

elemeno, cariofileno, gurjuneno, humuleno, muuroleno, germacreno, biciclogermacreno, spatulenol, óxido de cariofileno e acetato de cis-farnesil.

Saponinas

oleanano e hederagenina.

Triterpenoides

lupeol.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 293.
2 - DUTRA, R. C. et al. Antiulcerogenic and anti-inflammatory activities of the essential oil from Pterodon emarginatus seeds. J Pharm Pharmacol, v. 61, n. 2, p.243-250, 2009. doi: 10.1211/jpp/61.02.0015
3 - GALCERAN, C. B. et al. Anti-inflammatory and analgesic effects of 6α,7β-dihydroxy-vouacapan-17β-oic acid isolated from Pterodon emarginatus Vog. fruits. Inflammopharmacology, v. 19, n. 3, p.139-143, 2011. doi: 10.1007/s10787-011-0081-9
4 - HOSCHEID, J. et al. Determination by GC-MS-SIM of furanoditerpenes in Pterodon pubescens Benth.: development and validation. Talanta, v. 100, p.372-376, 2012.  doi: 10.1016/j.talanta.2012.07.094
5 - CAMILLO, J. et al. Pterodon emarginatus e Pterodon pubescens (sucupira-branca). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 864.

Propagação: 

por sementes. A propagação desta espécie apresenta algumas dificuldades, pois a semente é revestida por uma estrutura bastante lenhosa e por uma camada de glândulas oleosas impedindo a entrada de água. Deste modo, deve-se, preferencialmente, cortar os frutos em uma das extremidades (antes da semeadura) ou ainda realizar a remoção do tegumento e escarificação das sementes. Estes procedimentos aumentam consideravelmente a taxa de germinação. Em um recipiente contendo substrato organo-arenoso, lançar 2 frutos cortados ou 2 sementes e cobri-los com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado. Transferir para um ambiente semi-sombreado com irrigação duas vezes ao dia. A emergência ocorre após 30 a 50 dias, ou até 4 anos.  Esta espécie é de crescimento lento. Outra estratégia para aumentar a taxa de germinação é a propagação in vitro [ 1 , 3 ] .

Colheita: 

os frutos devem ser colhidos quando iniciar a queda espontânea, diretamente da árvore ou do chão logo após a queda [ 3 ] .

Problemas & Soluções: 

os frutos com sementes viáveis podem ser selecionados submergindo-os em água, e aqueles que afundarem devem ser selecionados para a semeadura. Outro aspecto para a seleção de sementes viáveis é a coloração do tegumento (amarelo, marrom claro, marrom escuro e preto) das sementes desta espécie que está diretamente relacionado à qualidade fisiológica, ou seja, as sementes com tegumento de coloração mais clara demonstram maior taxa de germinação [ 2 , 3 ] .

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 292.
2 - MEDEIROS, R. V. et al. Associations between integument color and physical and physiological quality in Pterodon pubescens seeds. Plants (Basel), v. 11, n. 10, p.1-16, 2022. doi: 10.3390/plants11101302
3 - CAMILLO, J. et al. Pterodon emarginatus e Pterodon pubescens (sucupira-branca). In: VIEIRA, R. F. V. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o Futuro: Região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2016. p. 868-869.

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