Arctium lappa L.

Família 
Informações gerais 

Originária da Europa e América do Norte, sendo que alguns escritos afirmam sua origem como proveniente do Japão. No Brasil, cresce espontaneamente nos campos, sub-bosques e áreas ruderais. Suas principais indicações são: anti-inflamatória, antimicrobiana, antiviral, cicatrizante, diurética, hipoglicêmica, depurativa, antidispéptica, orexígena, antioxidante, antiagregante plaquetária, antisséptica e anti-histamínica[1,2,3,4,5,6].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 101-108.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 48-51.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 35-38.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 27-30.
5 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 55-56.
6 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 105-107.
Descrição da espécie 

Planta herbácea, ereta, bienal, com até 1,5 m de altura, caule floral ramificado a partir do segundo ano de plantio; folhas grandes com até 40 cm de comprimento, alternadas, pecioladas, cordiformes, rugosas, largas, pilosas, onduladas, verdes, sendo a parte inferior de coloração mais clara que a superior; flores azuladas a arroxeadas, agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados, esféricos, espiculosos, rodeados de brácteas verdes, terminadas em ponta; fruto do tipo aquênio, castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho, coberto por várias manchas pretas e papilhos, longo-elíptico ou obovado, com 5 a 6 mm de comprimento x 2,5 mm de largura; as sementes são negras; raiz fusiforme, de 1 a 2 cm de diâmetro, fosca por fora e branca por dentro[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 102.
2 -  PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 35.
3 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 128-129.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Bardana Brasil Raiz

No tratamento da seborreia.

Adicionar 50 g do material vegetal fresco (cortado ou ralado) em meio litro de água e ferver por 2 minutos. Após esfriar, bater no liquidificador.

Aplicar no couro cabeludo e deixar agir/30 minutos. Usar touca plástica.

Usar com cautela quando associado com hipoglicemiantes e insulina. Não deve ser indicada na gravidez e lactação e há relatos de hipersensibilidade com esta espécie.

[ 1 ]
Bardana Brasil Raiz

Antisséptica, anti-inflamatória e no tratamento de dermatites.

Decocção: 2,5 g (2,5 colheres de chá) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Aplicar no local, na forma de compressa, 3 vezes ao dia.  

Usar com cautela quando associado com hipoglicemiantes e insulina. Não deve ser indicada na gravidez e lactação e há relatos de hipersensibilidade com esta espécie.

[ 1 ]
Bardana Brasil Raiz

Antidispéptica, diurética e anti-inflamatória (artrite).

Decocção: 2,5 g (2,5 colheres de chá) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara (de chá) 2 a 3 vezes ao dia.

Usar com cautela quando associado com hipoglicemiantes e insulina. Não deve ser indicada na gravidez e lactação e há relatos de hipersensibilidade com esta espécie.

[ 1 ]
Bardana, bardana-maior e orelha-de-gigante Brasil Folha e caule

No tratamento de afecções cutâneas (abscessos, injurias, micose e picada de insetos) e nos órgãos genitais.

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[ 2 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 70.
2 - HOLETZ, F. B. et al. Screening of some plants used in the Brazilian folk medicine for the treatment of infectious diseases. Mem Inst Oswaldo Cruz, v. 97, n. 7, p.1027-1031, 2002. doi: 10.1590/s0074-02762002000700017

Afrodisíaca

Afrodisíaca
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 4 kg de material vegetal (pedaços) em água (10:1 (v/p). Rendimento 12,2% (p/p). Doses para ensaio: 300 a 1200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com extrato vegetal, com posterior análise do comportamento de acasalamento, níveis séricos de testosterona e reflexo peniano.

Observou-se que o extrato de A. lappa apresenta atividade afrodisíaca.

[ 32 ]
Afrodisíaca

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: decocção de 200 gm de material vegetal em 1 L de água. Rendimento: 24,67%. Concentrações para ensaio: 100, 300 e 1000 mg/kg.

In vitro:

Determinar a capacidade de eliminação dos radicais superóxido e hidroxila por Ressonância de Spin Eletrônico (ESR).

 

In vivo:

Em ratos Wistar tratados com o extrato vegetal, submetidos aos testes de edema de pata induzido por carragenina e hepatotoxicidade induzida por tetracloreto de carbono, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (GOT e GPT) e histopatológicos.

Observou-se que o extrato de A lappa apresenta ação anti-inflamatória e hepatoprotetora, através da ação antioxidante potente.

[ 3 ]
Anti-inflamatória
Raiz

Pó. Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de colite ulcerativa induzida por dextran sulfato de sódio (DSS), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, consistência das fezes, sangramento retal, níveis de TNF-α e IL-6 (imuno-histoquímica) e parâmetros histopatológicos.

Observou-se que o extrato de A. lappa apresenta atividade anti-inflamatória, sendo promissora para o tratamento da colite ulcerativa.

[ 36 ]
Anti-inflamatória
Folha

Extrato: 40 g de material vegetal (picado) em 160 mL de etanol. Associação com (4% de cada extrato): Plantago major, Mikannia glomerata e Equisetum arvense. Concentrações para ensaio para ensaio: 4 a 50%. Dose para ensaio: 1 mL.

In vitro:

Em eritrócitos incubados com a associação dos extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (espectrofotômetro).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), induzida por fumaça de cigarro, pré-tratados com a associação dos extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose, colesterol e γ-GT), histopatológicos e quantificação de mastócitos, imuno-histoquímicos (AnxA1 e NF-kB), quantificação do lavado brocoalveolar e níveis de IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-α).

A associação dos extratos vegetais apresenta atividade anti-inflamatória, através de sinergismo, sendo indicado para o tratamento de DPOC.

[ 37 ]
Anti-inflamatória
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol (0 a 60% v/v). Concentrações para ensaio (in vitro): 25 a 100 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em células endoteliais da veia umbilical humana (HUVECs) incubadas com extrato vegetal e estimuladas por TNF-α, com posterior análise adesão de monócitos, transativação de NF-kB (ensaio de gene repórter luciferase), expressão proteica (Western blotting), níveis de proteínas nucleares e citosólicas, imunocitoquímica e expressão gênica (qRT-PCR).

 

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de aterosclerose induzida por TNF-α, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de infiltração de monócitos e expressão de marcadores inflamatórios na aorta.

O extrato etanólico a 20% de A. lappa apresenta atividade anti-inflamatória mais potente, sendo promissora para o tratamento da aterosclerose, pois inibe a via de sinalização de NF-kB e suprime a adesão de monócitos.

[ 6 ]
Anti-inflamatória
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Derma-Hc (associação de Astragalus membranaceusSchizonepeta tenuifoliaCryptotympana pustulataAngelica sinensisArctium lappa): 100 g (20 g de cada) do material vegetal (seco) em 2 L de água. Rendimento: 20,21%. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 e 100 μg/mL. Concentração para ensaio (in vivo): 20 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de queratinócitos de humanos (HaCaT) estimulados por TNF-α e IFN-γ, incubados com o fitoterápico, com posterior análise da expressão de JAK1 e STAT3 (Western blotting) e IL-22, FLG, KLK5, KLK7, SPINK5 (RT-PCR).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de dermatite atópica (DA) induzida por DNCB, tratados topicamente com o fitoterápico, com posterior análise dos níveis de dermatite, frequência de coceira, parâmetros histopatológicos e expressão de DSC1 e IgG (imunofluorescência).

O fitoterápico em estudo apresenta atividade anti-inflamatória, através da modulação positiva da expressão de DSC1 e supressão da via JAK1/STAT3 mediada por IL-22.

[ 42 ]
Anti-inflamatória
Fruto

Extrato: 12,5 kg de material vegetal (pó) em 100 mL de etanol a 70%. Rendimento:  3469,8 g. Frações: éter de petróleo, acetato de etila, n-butanol e água. Doses para ensaio: 25, 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de colite induzida por dextran sulfato de sódio (DSS), tratados com extrato e frações vegetais, com posterior análise de parâmetros histológicos e níveis de MPO em homogenato do cólon

Observou-se que a fração acetato de etila dos frutos de A. lappa apresenta atividade anti-inflamatória mais potente.

[ 43 ]
Anti-inflamatória
Fruto

Extrato: 100 g de material vegetal (seco) em 1 L de água ou etanol a 70%. Rendimento: 6,8 e 13,7%, respectivamente. Concentrações para ensaio (in vitro): 50 e 100 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em células 3T3-L1 e C2C12 (cultivadas em meio e condições equivalentes aos para células CT-26), tratadas com os extratos vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (MTS), concentração de lipídios (Oil red), expressão de genes e proteínas (RT-PCR e Western blotting).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c inoculados com células de câncer colorretal (CT-26) para indução de caquexia, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise do volume do tumor, peso corporal, ingestão de alimentos, parâmetros bioquímicos (AST, ALT, BUN e creatinina) e microscópicos (tamanho de adipócitos em tecido muscular e adiposo), níveis de IL-6 (ELISA) e mortalidade.

Os extratos de A. lappa apresentam atividade anti-inflamatória, reduzindo assim a perda de tecido muscular e adiposo.

[ 24 ]
Anti-inflamatória

Antiaderente e Anti-inflamatória

Antiaderente e Anti-inflamatória
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
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Extrato (Burdock complex®): contendo Arctium lappa 64%, Angelica sinensis 10%, Lithospermum erythrorhizon 10% e Sesamum indicum 16%. Concentrações para ensaio: 0,1 a 10 mg/mL.

In vitro:

Em células epiteliais gástricas humanas (AGS) incubadas com Helicobacter pylori, tratadas com o extrato vegetal, com com posterior análise da concentração inibitória (CIM), viabilidade celular (MTT), atividade anti-adesão e níveis IL-8 e TNF-α (ELISA).

 

O complexo de A. lappa apresenta atividade anti-inflamatória e antiaderente, contudo, houve citotoxicidade na concentração de 0,8 mg/mL.

[ 4 ]
Antiaderente e Anti-inflamatória

Antialérgica

Antialérgica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Rizoma

Extrato: 500 g de material vegetal (não seco) em 5 L de etanol a 90%. Rendimento: 45 g. Doses para ensaio (in vivo): 25, 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley e camundongos ICR portadores de anafilaxia cutânea (na orelha ou sistêmica) induzida por antígeno específico (IgE) ou composto 48/80, respectivamente, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de histamina na orelha e plasmática.

Observou-se que o extrato da raiz de A. lappa apresenta atividade antialérgica local e sistêmica.

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Antialérgica

Extrato etanólico a 20%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,5 a 320 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo, oral): 0,5 mg. Concentrações para ensaio (in vivo, tópico): 0,5, 1,0 e 5,0 mg/orelha.

In vitro:

Em células de leucemia basófila de ratos (RBL-2H3), sensibilizadas por IgE α-adinitrofenil, incubadas com extrato vegetal e DNP-BSA, com posterior análise de dos níveis de β-hexosaminidase.

Em células mononucleares de sangue periférico de humanos (PBMCs) incubadas com IL-3 e extrato vegetal, estimuladas por α-IgE, com posterior análise da biossíntese de cys-leucotrienos e desgranulação de basófilos.

 

In vivo:

Em camundongos C3H/HeOuJ sensibilizados com soro de leite contendo toxina da cólera (via sistêmica ou tópica), pré-tratados com o extrato vegetal (via oral ou tópica), com posterior análise da espessura da orelha.

Observou-se que A. lappa apresenta atividade antialérgica, sendo por via tópica mais potente.

[ 10 ]
Antialérgica
Fruto

Extrato: 100 g de material vegetal (pó) em 1 L de água a 100° C ou etanol a 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 2 a 50 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 25 a 100 mg/kg.

In vitro:

Em mastócitos humanos (HMC-1) sensibilizadas com DNP-IgE, pré-tratadas com os extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de histamina (ELISA), expressão genética (RT-PCR), níveis de citocinas inflamatórias (ELISA), expressão de proteínas (Western blotting) e atividade da caspase-1.

 

In vivo:

Em camundongos ICR tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de choque anafilático induzido pelo composto 48/80 e anafilaxia cutânea passiva mediada por IgE.

Observou-se que os extratos de A. lappa apresentam atividade antialérgica, pois suprime a produção de histamina e citocinas inflamatórias (MAPKs/NF-kB e vias RIP2/caspase-1).

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Antialérgica

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 50 g de material vegetal (pó) em 500 mL de água. Nanopartículas de CeO2-NPs: contendo 300 mL de extrato e 5 g de nitrato de cério, encapsuladas ou não com 0,3 g de quitosana.

In vitro:

Em cepas de Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus submetidas aos testes de disco-difusão e microdiluição de ágar, para determinar zona de inibição (mm) e concentração mínima inibitória (CIM), respectivamente, e ensaios de supressão de biofilme.

Em cultura de eritrócitos de humanos incubados com as nanopartículas, com posterior análise da atividade hemolítica (espectrofotômetro).

 

Observou-se que a nanopartícula encapsulada com quitosana apresenta atividade antibacteriana mais potente, além da ausência de efeito hemolítico.

[ 12 ]
Antibacteriana

Antifúngica e Antiproliferativa

Antifúngica e Antiproliferativa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 20 g de material vegetal (pó) em 200 mL de água/etanol (1:1). Microemulsão: contendo 5% de extrato vegetal. Dose para ensaio (in vivo): 1 mL/100 g. Outra espécie em estudo: Veronica persica.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e do método fosfomolibdato.

Em cepas de Aspergillus niger e Penicillium hirsutum submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

Bioensaio em Allium cepa para determinar a alterações citogenéticas.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata induzido por dextrano e caulim, tratados com extratos vegetais, com posterior análise de volume do edema.

Os extratos apresentam atividades antioxidante, antifúngica, antiproliferativa e anti-inflamatória.

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Antifúngica e Antiproliferativa

Antileucêmica

Antileucêmica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz e parte aérea

Extrato: 1 g do material vegetal (pó) em 35 mL de metanol a 70%. Concentrações para ensaio: 0,04 a 1,0 mg/mL. Outras espécies em estudo: Artemisia absinthium, Calendula officinalis, Centaurea cyanus, Tanacetum vulgare e Tragopogon pratensis.

In vitro:

Em cultura de células leucêmicas de humanos (J-45.01) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (azul de Tripano) e apoptose (Anexina V).

 

O extrato de A. lappa apresenta atividade antileucêmica, assim como as demais espécies da família Asteraceae em estudo.

[ 18 ]
Antileucêmica

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Pasta dental: contendo extrato vegetal (fração de acetato de etila) e propilenoglicol.

In vitro:

Em dentes caninos de humanos inoculados em suspensão contendo Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Lactobacillus acidophilus, Streptococcus mutans e Candida albicans, tratados com a pasta dental, com posterior análise do crescimento microbiano.

 

A pasta dental contendo a fração de acetato de etila de A. lappa apresenta atividade antimicrobiana, somente a partir do 14º dia de tratamento.

[ 15 ]
Antimicrobiana
Folha

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em etanol/água (7:3). Frações: hexano, acetato de etila, butanol e água.

In vitro:

Em cultura de Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Bacilus sibitilis e Candida albicans, submetidas aos ensaios de disco-difusão em ágar e bioautográfico.

 

Observou-se que a fração de hexano apresenta atividade antimicrobiana, contra patógenos endodônticos, mais potente.

[ 16 ]
Antimicrobiana

Antiobesidade

Antiobesidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Fruto

Extrato: decocção de 100 g de material vegetal (pó) em 1 L de água. Extrato: 100 g de material vegetal (pó) em etanol a 70%. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1 a 1000 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 100 mg/kg.

In vitro:

Em pré-adipócitos (3T3-L-1) e adipócitos (BAS), estimulados a diferenciação, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (ensaio MTS), níveis de lipídios intracelular (Oil Red), expressão de genes (UCP1 e PGC1α) e proteínas (PPARγ e C/EBPα).

 

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J portadores de obesidade induzida por dieta rica hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da ingestão de alimentos, peso corporal e parâmetros bioquímicos (CT, HDL, LDL, TG, AST, ALT, creatinina e BUN).

Os extratos de A. lappa apresentam atividade antiobesidade, além da ausência de citotoxicidade.

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Antiobesidade

Antiobesidade e Hipolipemiante

Antiobesidade e Hipolipemiante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 0,5 kg do material vegetal (fresco) em água, posteriormente, em etanol a 95%. Frações: n-hexano, acetato de etila e n-butanol. Doses para ensaio (in vivo): 100 a 1000 mg/kg.

In vitro:

Em células de hepatoma humano (HepG2) incubadas com os extratos e frações vegetais, com posterior análise dos níveis de conteúdo lipídico intracelular (Oil red), expressão de FASN e atividade de ACC (Western blotting) e controle da expressão de LKB1 (siRNA).

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com a raiz de bardana, com posterior análise do peso corporal.

A raiz de A. lappa apresenta atividade antiobesidade e hipolipemiante, sendo a fração de n-hexano a mais potente nos testes in vitro.

[ 17 ]
Antiobesidade e Hipolipemiante

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de toxicidade renal induzida por cádmio, pré-tratados com a raiz de bardana, com posterior análise do teste do cometa (em sague retro-orbital venoso) e exame histopatológico renal. 

A suplementação com a raiz de A. lappa reduz apresenta atividade antioxidante significativa, reduzindo a genotoxicidade, principalmente na dose de 200 mg/kg.

[ 20 ]
Antioxidante

Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Antiproliferativa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato (2:1 solvente/planta): 770 g de material vegetal (fresco) em diclorometano, etanol a 95% e água. Extrato (1:5 solvente/planta): maceração de 276 g de material vegetal (fresco) em diclorometano, etanol a 95% e água. Extrato (1:5 solvente/planta): 100 ou 594 g de material vegetal (fresco) em água ou etanol a 70%, respectivamente. Concentrações para ensaio: 0,25 a 250 μg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em células tumorais de humanos, UACC-62 (melanoma), MCF-7 (mama), NCI-ADR/RES (ovário, resistente a múltiplas drogas), 786-0 (renal), NCI-H460 (pulmão), PC-3 (próstata), OVCAR-3 (ovário), HT-29 (cólon) e K562 (leucemia), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da proliferação celular (ensaio de sulforhodamina B) e efeito citostático (TGI). 

 

Os extratos hidroalcoólicos de A. lappa apresentam atividade antioxidante mais potentes, enquanto que os extratos de diclorometano apresentam atividade antiproliferativa seletiva para as linhagens K562, MCF-7 e 786-0.

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Antioxidante e Antiproliferativa

Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Gastroprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 13 kg de material (pó) em clorofórmio. Rendimento: 125 g. Frações: n-hexano/acetato de etila (1:3, 3:3 e 3:1), acetato de etila e etanol. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 500 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 10 a 600 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima ATPase, isolada da mucosa gástrica de coelhos, na presença do extrato e frações vegetais.

Determinar a atividade através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss portadores de lesões gástricas agudas e crônicas induzidas por etanol e ácido acético, respectivamente, pré-tratados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise das úlceras gástricas, volume e acidez do suco gástrico (ligadura de piloro) e motilidade intestinal (vermelho fenol e metilcelulose).

O extrato e frações de A. lappa apresentam atividade gastroprotetora e antioxidante, sem alterar a motilidade gastrointestinal.

[ 38 ]
Antioxidante e Gastroprotetora

Antioxidante e Genoprotetora

Antioxidante e Genoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
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Essiac (chá): associação de 680 g de Arcitum lappa, 455 g de Rumex acetosella, 120 g de Ulmus rubra e 30 g de Rheum officinale. Concentrações para ensaio: 5 a 50%.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação de radicais livres (Ressonância de Spin de Eletrônico) e danos ao DNA (reação de Fenton).

Em monócitos de camundongos (RAW 264.7) estimulados por malondialdeído (MDA), incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da peroxidação lipídica.

 

Observou-se que o chá contendo A. lappa, R. acetosella, U. rubra e R. officinale apresenta atividade antioxidante e genoprotetora.

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Antioxidante e Genoprotetora

Antioxidante e Hepatoprotetora

Antioxidante e Hepatoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: decocção de 100 g do material vegetal (fragmentado) em 1 L de água. Rendimento: 24,67%. Dose para ensaio: 300 mg/mL/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hepatotoxicidade induzida por etanol, associado ou não com tetracloreto de carbono, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (SGOP, SGPT e TG) e histopatológicos, e níveis de MDA, GSH, P-450 e b5 em homogenato hepático.

[ 27 ]
Antioxidante e Hepatoprotetora

Antioxidante e Supressora da apoptose

Antioxidante e Supressora da apoptose
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: 10 g do material vegetal (seco) em 500 mL de etanol. Rendimento: 1,35 g. Concentrações para ensaio (in vitro): 5 a 100 μg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50 a 20 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante (DPPH, ABTS e FRAP).

Em células epiteliais pigmentadas de retina humana (ARPE-19) portadoras de lesões induzidas por N-retinilideno-N-retiniletanolamina (A2E), incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ensaio DCFDA) e A2E intracelular, viabilidade celular (MTT) e expressão de Bax, Bcl-2, caspase (Western blotting).

 

In vivo:

Em camundongos BALB/c portadores de danos na retina induzida por exposição à luz branca, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos.

Observou-se que o extrato de A. lappa apresenta atividade antioxidante e suprime a apoptose, sendo promissor para a prevenção da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

[ 21 ]
Antioxidante e Supressora da apoptose

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato (1:10 m/v): decocção de material vegetal (seco) em água. Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de lesões intestinais induzidas por Angiostrongylus costaricensis, tratados com extrato vegetal, com posterior análise da intensidade infiltrados de eosinófilos e granulomas (baço, fígado, pulmão, intestinos delgado e grosso).

O extrato de A. lappa não apresenta efetividade para o tratamento da angiostrongilíase abdominal.

[ 22 ]
Antiparasitária

Antissecretora gástrica

Antissecretora gástrica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: percolação do material vegetal (pó) em etanol a 96%. Rendimento: 1,61%. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 1000 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 10 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima ATPase, isolada da mucosa gástrica de coelhos, na presença do extrato vegetal.

Em tiras de estômago isoladas de ratas Wistar incubadas com o extrato vegetal, acetilcolina, cloreto de cálcio, bário, cloreto de potássio, histamina e ranitidina, com posterior análise de contratilidade do músculo liso.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a ligadura de piloro e tratados com extrato vegetal, ranitidina e atropina por via intraduodenal, posteriormente estimulados por histamina, betanecol e pentagastrina, com posterior análise do volume e pH da secreção gástrica.

O extrato de A. lappa apresenta atividade antissecretora gástrica, pois reduz a atividade da enzima ATPase por inibição do influxo de cálcio e via colinérgica.

[ 25 ]
Antissecretora gástrica

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 500 g de material vegetal em (pó) em metanol. Frações: n-hexano, clorofórmio, acetato de etila e butanol. Concentrações para ensaio: 0,001 a 100 µg/mL. Outra espécie em estudo: Thymus vulgaris.

In vitro:

Em diferentes linhagens celulares de mieloma múltiplo (MM), células leucêmicas (CCRF-CEM sensível) e (CEM/ADR5000 multirresistente) e células mononucleares de sangue periférico (PBMCs), incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise de viabilidade celular (resazurina), apoptose, potencial da membrana mitocondrial, níveis de espécies reativas ao oxigênio e ciclo celular (citometria de fluxo), microscopia fluorescente e expressão de Beclin-1 e LC3B (Western blotting).

 

As frações de clorofórmio de A. lappa e T. vulgaris apresentam atividade antitumoral mais potente, principalmente para células NCI-H-929, além de baixa citotoxicidade para células PBMCs.

[ 5 ]
Antitumoral
Raiz

Extrato: 3 g de material vegetal (pó) em 400 mL de etanol, hexano e acetato de etila. Rendimento: 7,46, 1,03 e 10,9%, respectivamente. Concentrações para ensaio:  10 a 500 μg/mL.

In vitro:

Em fibroblastos embrionários normais de camundongos (3T3), células tumorais de humanos uterina (HeLa), de mama (MCF-7) e leucêmica (Jurkat), incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), morfológica, atividade de caspase-3/7, potencial de membrana mitocondrial e fragmentação de DNA.

 

Os extratos de acetato de etila e etanol apresentam atividade antitumoral mais potente, principalmente em células Jurkat, além da ausência de citotoxicidade em células normais.

[ 13 ]
Antitumoral

Antiviral e Esquistossomicida

Antiviral e Esquistossomicida
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Fruto

Extrato: maceração de 243 g de material vegetal (pó) em etanol/água (96:4) v/v. Rendimento: 20,3 g. Concentrações para ensaio: 3,125 a 400 µg/mL.

In vitro:

Em células Vero incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da citotoxicidade (MTT); e infectadas com vírus da herpes tipo-1 (HSV-1), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da degradação do material genético viral (RT-PCR).

Em vermes adultos de Schistosoma mansoni incubados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros morfológicos e reposição de ovos (microscopia confocal e estereomicroscópio).

 

Observou-se que o extrato de A. lappa apresenta atividade antiviral e esquistossomocida, concentração dependente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 20 ]
Antiviral e Esquistossomicida

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Folha

Extrato: maceração de 50 g de material vegetal (fresco) em 500 mL de azeite virgem ou etanol a 70%. Pomada: contendo 15 mL de extrato oleoso e 15 mL do extrato etanólico em 50 g de lanolina e 50 g de vaselina. Outras espécies em estudo: Calendula officinalis, Achillea millefoliume Hippophae rhamnoides.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas na região dorsal (incisão linear, excisão circular e queimadura térmica), tratados com o fitoterápico, com posterior análise do índice de contração da ferida, período de reepitelização e parâmetros histopatológicos.

As pomadas fitoterápicas de A. lappa e C. officinalis apresentam atividade cicatrizante, mais potente.

[ 2 ]
Cicatrizante

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 7 kg do material vegetal (pó) em clorofórmio, posteriormente, em etanol a 96%. Rendimento: 3%. Doses para ensaio (in vivo): 1 a 100 mg/kg. Concentrações para ensaio: 0,3 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões gástricas crônicas induzidas por ácido acético, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da aérea de lesão, volume e acidez do suco gástrico (ligadura de piloro), quantificação do muco gástrico, proliferação nuclear (PCA), marcadores oxidativos (EROs, SOD, GSH, LOOH) e inflamatórios (MPO e MVP) em homogenato do estômago.

O extrato de A. lappa apresenta atividade gastroprotetora, principalmente na dose de 10 mg/kg, além da ausência de toxicidade.

[ 39 ]
Gastroprotetora

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato (1:5 planta/solvente): material vegetal (fresco) em etanol a 70%. Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hepatotoxicidade induzida por cádmio, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (GOT, GPT, creatinina, bilirrubina e proteína total), marcadores oxidativos (MDA, CAT, SOD e GST) e estereologia hepática.

Observou-se que o extrato de A. lappa apresenta atividade hepatoprotetora, através da sua ação antioxidante potente.

[ 35 ]
Hepatoprotetora
Raiz

Extrato: 2,2 kg de material vegetal (pó) em etanol a 90%. Doses para ensaio:100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) portadores de esteatohepatite não alcoólica (NASH) induzida por dieta hipercalórica e tioacetamida, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise histopatológica, morfometria do colágeno, imuno-histoquímica, parâmetros bioquímicos (ALT, AST, TG e AG) e oxidativo (hidroperóxido lipídico, GSH-Px e CAT).

O extrato de A. lappa apresenta atividade hepatoprotetora, pois reduz o acúmulo de lipídeos hepáticos e o desenvolvimento lesões pré-neoplásicas.

[ 7 ]
Hepatoprotetora
Raiz

Extrato: decocção de 500 gm do material vegetal (pó) em 1 L de água. Dose para ensaio: 300 mg/10 mL/kg.

In vivo:

Em camundongos portadores de hepatotoxicidade induzida por tetracloreto de carbono ou acetaminofeno, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (SGOT e SGPT) e histopatológicos, níveis de MDA, GSH e P-450 em homogenato hepático.

Observou-se que o extrato aquoso da raiz de A. lappa apresenta atividade hepatoprotetora, sugerindo ação antioxidante significativa.

[ 26 ]
Hepatoprotetora

Hipocolesterolemiante

Hipocolesterolemiante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato aquoso. Dose para ensaio: 2, 4 e 8 g/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos à dieta hipercalórica associada a ingestão do extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, parâmetros bioquímicos (CT, TG, LDL-C, HDL-C e colesterol) e expressão gênica de marcadores envolvidos no metabolismo lipídico.

Observou-se que o extrato aquoso de A. lappa apresenta atividade hipocolesterolemiante, modulando a expressão de genes associados ao metabolismo lipídico.

[ 1 ]
Hipocolesterolemiante

Imunoestimulante

Imunoestimulante
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato etanólico a 40%. Dose para ensaio: 50 mg/kg. Outras espécies em estudo: Glycyrrhiza glabra, Urtica dioica e Bidens tripartido.

In vivo:

Em camundongos CBA/CaLac sensibilizados com eritrócitos de ovelha (antígeno timo dependente), tratados com extratos vegetais, com posterior análise da atividade da resposta imune humoral (níveis de IgG e Ig M) e atividade fagocitária de neutrófilos em sangue periférico.

Os extratos de A. lappa e B. tripartido estimulam a imunidade humoral, enquanto que G. glabra e U. dioica estimulam a imunidade celular e resistência inespecífica.

[ 40 ]
Imunoestimulante

Litolítica

Litolítica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
-

Extrato (3 g/L): por infusão. Outras espécies em estudo: Verbena officinalis, Lithospermum officinale, Taraxacum officinale, Arctium lappa, Arctostaphylos uva-ursi e Silene saxifraga.

In vivo:

Em ratas Wistar portadoras de urolitíase induzida por dieta comercial, tratadas com os extratos vegetais, com posterior análise de níveis de citratúria, calciúria, fosfatúria, pH e diurese.

Os extratos vegetais em estudo apresentam atividade anti-urolitíaca promissora, exceto, L. officinale.

[ 34 ]
Litolítica

Neuroprotetora

Neuroprotetora
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato: 20 g de material vegetal em etanol a 55%. Rendimento: 26,70%. Fração: acetato de etila. Rendimento: 4,46%. Concentrações para ensaio: 20 a 80 µg/mL.

In vitro:

Em células de neuroblastoma humano (SH-SY5Y) estimuladas por peróxido de hidrogênio, pré-tratadas com a fração vegetal, com posterior análise de viabilidade celular (MTT), condensação nuclear (coloração Hoechst), atividade antioxidante (GSH-Px, SOD, MDA, EROs, ABTS), potencial de membrana mitocondrial, apoptose (TUNEL e atividade caspase-3 e 9) e expressão de Bax, Bcl-2, citocromo c, caspase-3 e caspase-9 (Westem blotting).

 

A fração acetato de etila da raiz de A. lappa apresenta atividade neuroprotetora, devido as ações antioxidante e antiapoptótica.

[ 11 ]
Neuroprotetora
Raiz

Extrato: 20 g de material vegetal (pó) em 300 mL de etanol/água (55:45 v/v). Rendimento: 26,70%. Frações: clorofórmio, acetato de etila, n-butanol e água. Concentrações para ensaio: 20 a 160 µg/mL.

In vitro:

Em células de PC2 portadoras de estresse oxidativo induzido por glutamato, pré-tratadas com a fração de acetato de etila, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), atividade de LDH, morfológica (coloração Hoechst), níveis de GSH-Px, SOD, MDA e potencial de membrana mitocondrial, expressão de Bcl-2, Bax, caspase-3, citocromo c, JNK, p38, p38 244 e, ERK 1/2.

 

A fração acetato de etila de A. lappa apresenta atividade neuroprotetora, concentração dependente.

[ 31 ]
Neuroprotetora

Protetora do sistema reprodutor masculino

Protetora do sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Extrato etanólico a 70% (1:5 planta/solvente). Dose para ensaio: 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos portadores de lesões testiculares induzida por cádmio, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros biométricos, morfométricos e estereológicos dos testículos e glândulas acessórias.

Observou-se que o extrato de A. lappa não apresenta atividade protetora do sistema reprodutor masculino contra as lesões induzidas por cádmio.

[ 23 ]
Protetora do sistema reprodutor masculino
Folha e caule

Extrato: 25 g de material vegetal (pó) em metanol. Dose para ensaio: 500 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através do radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões testiculares induzidas por etanol, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos e bioquímicos (SOD, MDA e H2O2), motilidade espermática e nível de testosterona sérica.

O extrato de A. lappa apresenta atividade antioxidante e protetora do sistema reprodutor masculino.

[ 33 ]
Protetora do sistema reprodutor masculino

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências Atividade Farmacológica
Raiz

Tintura: material vegetal (seco) em solução hidroalcoólica (45 a 55%). DIG: associação das tinturas de Berberis vulgaris, Taraxacum officinale e Arctium lappa. Concentrações para ensaio: 1 a 10% (v/v). Concentrações para ensaio: 1 a 10%. Doses para ensaio: 0,2 a 2%.

In vitro:

Em células de ovário de hamster chinês (CHO-K1) incubadas com o fitoterápico e mitomicina, com posterior análise do teste do micronúcleo.

 

In vivo:

Em camundongos portadores de genotoxicidade induzida por mitomicina C, tratados com o fitoterápico, com posterior análise dos ensaios do micronúcleo (eritrócitos) e do cometa (fígado, rim, pulmão e testículo).

A combinação das tinturas de Berberis vulgaris, Taraxacum officinale e Arctium lappa apresenta atividade quimiopreventiva (antimutagênica/anticlastogênica).

[ 29 ]
Quimiopreventiva

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38 - DOS SANTOS, A. C. et al. Gastroprotective activity of the chloroform extract of the roots from Arctium lappa L. J Pharm Pharmacol, v. 60, n. 6, p.795-801, 2008. doi: 10.1211/jpp.60.6.0016
39 - DA SILVA, L. M. et al. Ethanolic extract of roots from Arctium lappa L. accelerates the healing of acetic acid-induced gastric ulcer in rats: involvement of the antioxidant system. Food Chem Toxicol, v. 51, p.179-187, 2013. doi: 10.1016/j.fct.2012.09.026
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41 - LEONARD, S. S. et al. Essiac tea: scavenging of reactive oxygen species and effects on DNA damage. J Ethnopharmacol, v. 103, n. 2, p.288-296, 2006. doi: 10.1016/j.jep.2005.09.013
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43 - WU, X. et al. Arctigenin but not arctiin acts as the major effective constituent of Arctium lappa L. fruit for attenuating colonic inflammatory response induced by dextran sulfate sodium in mice. Int Immunopharmacol, v. 23, n. 2, p.505-515, 2014. doi: 10.1016/j.intimp.2014.09.026

Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 21, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 26, 2018.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 41, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Raiz ou folha seca

100 g

Raiz ou folha fresca

200 g

* Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de Preparo

Tintura da raiz: pesar 100 g de raiz seca pulverizada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Tintura da folha: pesar 100 g de folha seca rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura da raiz: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura da folha: pesar 200 g de folhas frescas, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Raiz: auxiliar no aumento do fluxo urinário nos distúrbios urinários leves, como auxiliar na inapetência temporária (BRASIL, 2018); como anti-inflamatório na osteoartrite (MAGHSOUMI-NOROUZABAD et al., 2016). 

Folha: dermatoses inflamatórias e picadas de insetos.
Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Raiz seca pulverizada

0,9 a 1,1 g ou uma colher de café caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

                                                                                                  Obs: ¼ colher de chá padrão dessa raiz tem 1,0 g.

 

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de Preparo

Raiz: preparar por decocção (raiz fragmentada) ou por infusão (raiz pulverizada), por 5 minutos.

Folha: preparar por decocção, por 5 minutos.

Principais indicações

Decocto ou infuso da raiz: auxiliar no aumento do fluxo urinário nos distúrbios urinários leves, como auxiliar na inapetência temporária (BRASIL, 2018); como anti-inflamatório na osteoartrite (MAGHSOUMI-NOROUZABAD et al., 2016). 

Decocto das folhas: dermatoses inflamatórias e picadas de insetos.
Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso ou decocto duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso ou decocto sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 48-51.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 30-32.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos

cafeico, clorogênico, isoclorogênico, arctiína, acético, butírico, isovalérico, hexanóico, láurico, linoleico, linolênico, linolenato, mirístico, oleico, palmítico propiônico, esteárico, tíglico, málico, succínico e fumárico.

Aldeídos

acetaldeído, fenilacetaldeído, benzaldeído, butiraldeído, caproicaldeído, isovaleraldeído, propionaldeído e valeraldeído.

Aminoácidos

L-aspartato e L-arginina.

Compostos amargos

lapatina.

Compostos nitrogenados

metoxipirazina, metilpirazinas e derivados beta-lactâmicos.

Fitosteróis

β-sitosterol, estigmasterol e campesterol.

Lactonas sesquiterpênicas

arctiopicrina e germacranolideo.

Lignanas

(+)-7,8-didehidroarctigenina, arctigenina, matairesinol, arctiina, neoarquitina A, (isso)lappaol A, lappaol C e F.

Óleos essenciais

arctiol, arctinol, arctinal e arctinona.

Outras substâncias

guaianolídeo, lapina, trachelosídeo e fitohemaglutinina.

Poliacetilenos

1,11-tridecadieno-3,5,7,9-tetraino, 1,3,11-tridecatrieno-5,7,9-triino, 1-trideceno-3,5,7,911-pentaino, ácido árctico, arctinona, arctinol, arctinal, metilarctato e acetato de arctinona.

Polissacarídeos

inulina, mucilagem, pectina e açúcar.

Resinas

Sais minerais

carbonato de potássio, nitrato de potássio, enxofre, cálcio e ferro.

Taninos

Triterpenos

α-amirina e γ-taraxasterol.

Vitaminas

B e C.

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 103.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 38.
3 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 70.
4 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 55.
5 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 102-103.
6 - JAISWAL, R.; KUHNERT, N. Identification and characterization of five new classes of chlorogenic acids in burdock (Arctium lappa L.) roots by liquid chromatography/tandem mass spectrometry. Food Funct, v. 2, n. 1, p.63-71, 2011. doi: 10.1039/c0fo00125b
7 - MATSUMOTO, T. et al. Antiproliferative and apoptotic effects of butyrolactone lignans from Arctium lappa on leukemic cells. Planta Med, v. 72, n. 3, p.276-278, 2006. doi: 10.1055/s-2005-916174
8 - SU, S. et al. Natural lignans from Arctium lappa modulate P-glycoprotein efflux function in multidrug resistant cancer cells. Phytomedicine, v. 22, n. 2, p.301-307, 2015. doi: 10.1016/j.phymed.2014.12.009
9 - LEE, J. et al. Arctium lappa root extract containing L-arginine prevents TNF-α-induced early atherosclerosis in vitro and in vivo. Nutr Res, v. 77, p.85-96, 2020. doi: 10.1016/j.nutres.2020.03.003
10 - JAISWAL, R.; KUHNERT, N. Identification and characterization of five new classes of chlorogenic acids in burdock (Arctium lappa L.) roots by liquid chromatography/tandem mass spectrometry. Food Funct, v. 2, n. 1, p.63-71, 2011. doi: 10.1039/c0fo00125b
11 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 129.

Propagação: 

é realizada por sementes, com germinação entre 50 e 60%. A emergência das sementes inicia-se no 3º dia após a semeadura e estende até o 10º dia, depois deste período as sementes não germinam mais. A semeadura pode ser realizada diretamente no campo em leiras ou valas de 50 a 60 cm de profundidade, preenchidas com solo leve e rico em em substrato orgânico, facilitando a formação de raízes uniformes e vigorosas, enquanto que solos compactados produzem raízes fibrosas. Pode-se fazer a semeadura em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), ou em caixilho contendo substrato industrializado. As mudas assim produzidas devem permanecer em viveiro (sombrite 50%) por 40 dias, com irrigação diária. Posteriormente, devem ser transferidas para local definitivo, a pleno sol, com espaçamento de 40 cm entre as plantas e 40 cm entre linhas. O plantio deve ser realizado no mês de março, se houver interesse em colher as raízes para a produção de fitoterápico [ 1 , 2 ] .

Tratos culturais & manejo: 

prefere solos areno-argilosos, profundos, férteis, aerados, soltos e com boa drenagem para permitir o desenvolvimento das raízes. É recomendado fazer uma cobertura com resíduos orgânicos entre as plantas, o que mantém a temperatura do solo mais ameno favorecendo o desenvolvimento. A irrigação deve ser realizada em dias alternados [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

as folhas devem ser colhidas antes da floração, na primavera, 40 cm acima do solo, no período da manhã, entre 9 e 10 horas.  A colheita das raízes deve ser realizada com 100 a 120 dias após o plantio, pois as propriedades terapêuticas são mais proeminentes em raízes jovens. Recomenda-se também a retirada das raízes no inverno, devido a maior concetração de princípios ativos. A sabedoria popular recomenda que a colheita das raízes das plantas deve ser realizada na lua minguante e em estações do ano com menor índice pluviométrico, enquanto que a parte aérea deve ser realizada, preferencialmente pela manhã e na lua cheia ou nova. A colheita dos frutos e a separação das sementes deve ser realizada com proteção nas mãos, pois o contato da semente com a pele pode provocar alergia e coceira. No processo de beneficiamento, deve-se utilizar uma peneira para facilitar a limpeza e retirada das partes do fruto que são desnecessárias para a germinação das sementes. Posteriormente, as sementes são pesadas, acondicionadas em frascos identificados e armazenados em câmaras de refrigeração (5°C) por até 6 meses [ 1 , 2 ] .

Pós-colheita: 

o medicamento fitoterápico deve ser preparado, preferencialmente a partir das folhas e raízes frescas. No entanto, se houve necessidade do processo de secagem, as raízes devem ser lavadas, fatiadas em rodelas (3 mm) e acondicionadas em estufa com ar circulante a temperatura de 45°C/36 horas. O armazenamento da planta seca deve ser realizado em ambiente não úmido e não deve ultrapassar 6 meses [ 2 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 102-103.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 35-37.