Citrus aurantium L.

Laranja amarga, laranja-da-terra e laranja azeda.

Sinonímia 
Citrus aurantium var. amara L.
Família 
Informações gerais 

Nativa da Ásia tropical, bem aclimatada em outras regiões como no Mediterrâneo e no Brasil. Esta espécie é muito cultivada em pomares domésticos. Suas principais indicações são: antidispéptica, espasmolítica, orexígena, antitérmica, analgésica, expectorante, antitussígena, antigripal, antisséptica oral, diurética e anti-hipertensiva[1,2,3,4,5,6].

Referências informações gerais
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 79-81.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 52-54.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 468.
4 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 86-87.
5 - GARCÍA, E. C.; SOLÍS, I. M. Manual de fitoterapia. 2 ed. Barcelona: Elsevier, 2016, p. 888-889.
6 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 39-40.
Descrição da espécie 

Árvore perenifólia, de 4 a 6 m de altura, copa globosa, possui casca lisa marrom-acinzentada, com inúmeros espinhos, os ramos jovens são angulares, posteriormente tornam-se teretes e glabros; as folhas são simples, alternadas, elípticas, ápice subagudo, , base arredondada ou cuneiforme, aromáticas, pecíolos alados, glabras, face adaxial verde-escura brilhante, face abaxial de coloração pálida, de 5 a 10 cm de comprimento; as flores são brancas, perfumadas, reunidas em pequenas cimeiras axilares; os frutos são globosos, tipo baga, ligeiramente achatado em ambas as extremidades, medindo de 7 a 9 cm de diâmetro, com casca grossa e áspera, de cor amarelo-alaranjada (quando maduro), a polpa possui sabor amargo e ácido, com muitas sementes[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 153.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 468.
3 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 86.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Laranja-amarga Brasil Folha

Coadjuvante no emagrecimento.

Pó: cápsulas de 500 mg.

Ingerir 1 a 2 cápsulas (500 mg) com 1 xícara de água (200 mL) 30 minutos antes das principais refeições (até 4 vezes ao dia).

Muito cautela na associação com medicamentos psicotrópicos, estimulantes e glicosídeos cardiotônicos. Não utilizar em indivíduos com hipertensão, cardiopatia, nefropatia e epilepsia. Poderão ocorrer reações alérgicas. Fotossensibilizante na exposição direta ao sol. Uso com cautela na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Laranja-da-terra Ceará (Brasil) Folha

antidispéptica, Calmante, tônica e nos casos de palpitações cardíaca.

Infusão.

-

-

[ 2 ]
Laranja-amarga e laranja-da-terra Brasil Folha

Sudorífica, antigripal, carminativa, antiespasmódica e no tratamento de reumatismo e taquicardia.

Chá.

-

-

[ 3 ]
Laranja-amarga e laranja-da-terra Brasil Casca do fruto

No casos de má-digestão.

Chá.

-

-

[ 3 ]
Laranja-amarga e laranja-da-terra Brasil Botão floral

Calmante suave, nos casos de insônia e nervosismo.

Extrato aquoso a frio.

-

-

[ 3 ]
Laranja-amarga e laranja-da-terra Brasil Folha

No tratamento de gripe, febre e resfriado.

Infusão: 1 colher (sopa) de folha picada em 1 xícara (média) de água.

Tomar 1 xícara à noite antes de deitar.

-

[ 3 ]
Laranja-amarga e laranja-da-terra Brasil Fruto

No tratamento da albuminúria em mulheres grávidas.

Suco.

-

-

[ 3 ]
Naranja Porto Rico (região Sudeste) Folha (fresca ou seca)

No tratamento da depressão, ansiedade, histeria, nervosismo, asfixia, falta de ar, desejo de abandonar o mundo, tremor, raiva, inquietação e calor repentino.

Decocção.

Oral.

-

[ 4 ]
Naranja Porto Rico (região Sudeste) -

Sedativa e no tratamento de distúrbios gastrointestinais.

-

-

-

[ 4 ]

Referências bibliográficas

1 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 184.
2 - MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha: Informações sobre o emprego na medicina caseira, de plantas do Nordeste, especialmente do Ceará. 2 ed. Fortaleza: EUFC, 1997, p. 153.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 468-469.
4 - ALVARADO-GUZMÁN, J. A. et al. TRAMIL ethnopharmacological survey: knowledge distribution of medicinal plant use in the southeast region of Puerto Rico. PR Health Sci J, v. 28, n. 4, p.329-339, 2009.

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo essencial: hidrodestilação. Dose para ensaio: 10 mL/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com óleo essencial, submetidos aos testes claro-escuro, natação forçada e barra rotatória, toxicidade (parâmetros bioquímicos e neuroquímicos) e quantificação dos níveis de neurotransmissores e seus metabólitos.

Observou-se que o óleo de C. aurantium apresenta atividade ansiolítica, mediada pelo sistema serotoninérgico, além da ausência de efeitos tóxicos.

[ 25 ]
Fruto (casca)

Óleo essencial. Doses para ensaio: 0,5 e 1,0 g/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes claro-escuro, enterramento de esferas de mármore e barra rotatória.

O óleo essencial de C. aurantium apresenta atividade ansiolítica, sem comprometimento do sistema locomotor.

[ 30 ]

Ansiolítica e Sedativa

Ansiolítica e Sedativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial. Concentração para ensaio: 10% em tween 80 (1% v/v em água). Outra espécie em estudo: Citrus sinensis (casca do fruto).

In vivo:

Em ratos albinos submetidos a inalação do óleo vegetal por 30 minutos, com posterior análise dos níveis de melantonina (MEL) e corticosterona (CORT), e dos testes claro-escuro, avaliação da atividade locomotora e suspensão da cauda.

Neste estudo somente o óleo essencial de C. senensis apresentou atividade ansiolítica e sedativa, contudo ambos os óleos vegetais não alteraram os níveis de MEL e CORT.

[ 13 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato aquoso: decocção de 5 g do material vegetal (pó) em 100 mL de água.

In vitro:

Em macrófagos murinos RAW 264.7 e hepatócitos humanos LO2 submetidas ao teste MTT.

Em macrófagos murinos RAW 264.7 incubadas com LPS para avaliar a produção de óxido nítrico (NO) e citocinas (IL-6, TNF-α e IL-1β), translocação de NF-κB por imunofluorescência e detecção de proteínas por Western Blotting.

 

Observou-se que o extrato de C. aurantium var. amara apresenta atividade anti-inflamatória, suprimindo a expressão de citocinas pró-inflamatórias.

[ 50 ]
Flor

Óleo essencial: destilação a vapor, 100 g do material vegetal (pó) em 2000 mL de água. Concentrações para ensaio: 31,25, 62,5, 125 e 250 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos radicais DPPH e ABTS.

Em hepatócitos humanos LO2, células de câncer de mama humano MCF-7, pré-adipócitos 3T3-L1 e macrófagos murino RAW 264.7 submetidos ao teste MTT.

Em macrófagos murino RAW 264.7 incubadas com LPS para avaliar a produção de óxido nítrico (NO), quantificação de citocinas (IL-6, TNF-α e IL-1β), translocação de NF-κB por imunocoloração e detecção de proteínas por Western Blotting.

 

O óleo essencial de C. aurantium var. amara apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na concentração de 250 µg/mL, reduzindo a expressão de citocinas pró-inflamatórias.

[ 51 ]
Fruto

Extrato hidroalcoólico: 100 g do material vegetal em 1 L de etanol à 70%/água. Dose para ensaio: 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de colite ulcerativa induzida por dextran sulfato de sódio (DSS), submetidos a análise do peso corporal, sinais clínicos, morfológica e histopatológica do cólon, expressão de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-10 e MCP-1).

O extrato de C. aurantium apresentou atividade anti-inflamatória, além de proteger contra a perda de peso corporal e o encurtamento do cólon.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Analgésica

Anti-inflamatória e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Óleo essencial: hidrodestilação, 2 kg do material vegetal (fresco). Doses para ensaio: 5, 10, 20, 40 e 80 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos aos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, da placa quente, edema de pata induzida por carragenina, e granuloma induzido por “pellets” de algodão.

O óleo essencial de C. aurantium apresenta atividades analgésica e anti-inflamatória, principalmente, na dose de 40 mg/kg no modelo de inflamação aguda.

[ 20 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato etanólico ou metanólico: 0,5 g do material vegetal (seco) em solvente. Extrato aquoso: 5 g do material vegetal em 100 mL de água fervente.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante: radical DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

Em macrófagos murinos RAW 264.7 estimulados por IFN-γ e LPS para avaliar a produção de óxido nítrico (NO) e citotoxicidade pelo ensaio MTT.

Em linhagens celulares: câncer humano (MCF-7, MDA-MB-231), hepatócito humano e adenocarcinoma do cólon humano (HT-29), e citotoxicidade pelo ensaio MTT.

 

O extrato metanólico de C. aurantium apresentou atividade antioxidante mais potente, se comparado aos outros extratos, bem como anti-inflamatória (dose-dependente), e antitumoral (MDA-MB-231, 50µg/mL), além de não afetar, significativamente, a viabilidade de células normais.

[ 5 ]
Fruto (casca)

Óleo essencial: hidrodestilação, com n-hexano. Rendimento: 3% (v/p). Concentrações para ensaio (in vitro): 1, 10 e 100 µg/mL, e (in vivo): 250 mL/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante: radical DPPH e método de branqueamento com β-caroteno.

Em macrófagos murinos RAW 264.7 incubados com LPS, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio XTT) e quantificação de óxido nítrico (NO).

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a hepatotoxicidade induzida por tetracloreto de carbono (CCl4) submetidos a avaliação de parâmetros bioquímicos (ALT, AST, ALP e LDH) e hepáticos (quantificação proteica, peroxidação lipídica, atividade de enzimas antioxidantes, fragmentação do DNA, expressão proteica e histológico).

Observou-se que o óleo essencial de C. aurantium apresenta atividades anti-inflamatória, antioxidante e hepatoprotetora.

[ 9 ]

Anti-inflamatória e Cicatrizante

Anti-inflamatória e Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo essencial. Dose para ensaio: 250 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por ácido acético, com posterior análises histológica, imuno-histoquímica, morfométrica e de toxicidade.

O óleo essencial de C. aurantium apresenta atividades anti-inflamatória, cicatrizante e gastroprotetora, além da ausência de efeitos tóxicos.

[ 23 ]

Anti-inflamatória e Relaxante muscular

Anti-inflamatória e Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (seco)

Extrato seco: contendo 3,8% de naringina. Concentrações para ensaio (in vitro): 50 a 200 µg/mL, e (in vivo): 125, 250 e 500 mg/kg.

In vitro:

Em jejuno de ratos incubados com indometacina, L-NAME e acetilcolina para avaliar a a contração muscular.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de colite induzida por ácido trinitrobenzeno sulfônico (TNBS), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise macroscópica do cólon e detecção de citocinas e mediadores inflamatórios no cólon e soro.

Observou-se que C. aurantium apresenta atividade anti-inflamatória, além de inibir a contração da musculatura lisa.

[ 10 ]

Antiamnésica

Antiamnésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Flor

Extrato metanólico. Doses para ensaio (in vivo): 300 e 600 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante pelo radical DPPH.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a deficiência de memória induzida por escopolamina, com posterior análise dos testes do labirinto aquático de Morris e esquiva passiva, quantificação dos níveis de malonaldeído (MDA) plasmático e no tecido cerebral, e de acetilcolinesterase no hipocampo.

Observou-se que o extrato de C. aurantium apresenta atividade antiamnésica, devido a redução do estresse oxidativo.

[ 21 ]

Antidepressiva e Neuroprotetora

Antidepressiva e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Produto Zhi-Zi-Hou-Po (Medicina Tradicional Chinesa) - extrato aquoso (1:10 p/v): associação de C. aurantium, Gardenia jasminoides (fruto) e Magnolia officinalis (casca). Rendimento: 18,2%. Doses para ensaio: 3,66, 7,32 e 14,64 g/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos ao modelo de estresse crônico imprevisível moderado (UCMS), avaliação da pelagem (cabeça, pescoço, região dorsal, patas e cauda), testes de preferência de sacarose, natação forçada e campo aberto, dosagem hormonal (ACTH e CORT) e teste de supressão de dexametasona, imuno-histoquímica (BDNF e DCX) e imunoflorescência (BrdU e NeuN).

A associação das plantas citadas neste trabalho, apresenta atividades antidepressiva e neuroprotetora.

[ 17 ]
Fruto imaturo

Extrato aquoso: 1:10 (p/v). Rendimento: 20,28%. Produto: Zhi-Qiao (Medicina Tradicional Chinesa).

In vitro:

Em células PC12 submetidas a toxicidade induzida por corticosterona, com posterior análise de viabilidade celular pelo ensaio MTT.

 

In vivo:

Em camundongos ICR tratados com o extrato vegetal, e submetidos aos testes de natação forçada e suspensão da cauda.

Observou-se que C. aurantium apresenta atividades antidepressiva e neuroprotetora.

[ 19 ]

Antiedematogênica

Antiedematogênica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Extrato hidroalcoólico: maceração de 500 g do material vegetal (pó) em 2,5 L de etanol à 70%. Concentração: 64 mg/mL. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1, 0,3 e 1,0 mg/mL), e (in vivo): 75, 150 e 200 mg/kg.

In vitro:

Determinar a agregação plaquetária, por turbidimetria, induzida por adenosina difosfato (ADP), epinegrina, colágeno ou ácido araquidônico.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao aumento da permeabilidade vascular induzida por histamina e dextrano.

O extrato de C. aurantium var. amara apresenta atividade antiedematogênica, principalmente para histamina e dextrano, contudo não houve alteração significativa na agregação plaquetária.

[ 49 ]

Antileucêmica

Antileucêmica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Extrato metanólico. Concentrações para ensaio: 10 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em células leucêmicas humanas (U937) incubadas com o extrato vegetal, e posterior análise de viabilidade celular pela coloração de DAPI (4’-6’-diamino-2-fenil-indol), em gel de agarose (fragmentação do DNA), citometria de fluxo, quantificação proteica (western blotting) e ensaio da atividade da caspase-3, -8 e -9.

 

Observou-se que o extrato de C. aurantium induz a apoptose, dose-dependente, em células leucêmicas.

[ 6 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Outras espécies em estudo: Carum carvi, Foeniculum vulgare, Illicium verum, Mentha x piperita, Trachyspermum copticum, Mentha arvensis, Lavandula angustifolia.

In vitro:

Em microrganismos do sistema trato gastrointestinal Bifidobacterium bifidum, B. longum, Bacteroides fragilis, Candida albicans, Clostridium difficile, C. perfringens, Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Eubacterium limosum, Lactobacillus acidophilus, L. plantarum e Peptostreptococcus anaerobius submetidas ao teste de diluição em ágar para determinar a concentração inibitória mínima (MIC).

 

Observou-se que os óleos de L. angustifolia, C. carvi, T. copticum e Citrus aurantium var. amara apresentaram seletividade potente para microrganismos patogênicos (C. albicans, Clostridium spp. e B. fragilis).

[ 52 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto maduro (casca)

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em metano/água (75%, 750 mL). Rendimento: 25,5% (p/p). Doses para ensaio (in vivo): 100, 200 e 400 mg/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante pelo radical DPPH.

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c tratados com ciclofosfamida, e submetidos ao teste do micronúcleo em células da medula óssea (eritrócitos policromáticos micronucleados-MnPCEs) e análise dos níveis de glutationa (GSH).

O extrato de C. aurantium var. amara demonstrou atividade antioxidante, dose-dependente, reduzindo assim, a genotoxicidade induzida por ciclofosfamida.

[ 47 ]
Fruto (casca e suco)

Extrato metanólico.

In vitro:

Determinara a atividade antioxidante: capacidade antioxidante total, radical DPPH, redução de Fe3+ para Fe2+ e inibição do branqueamento do β-caroteno.

 

Observou-se que os extratos de C. aurantium (casca e suco) apresentam atividade antioxidante, portanto, são menos potentes que BHT, BHA e ácido ascórbico.

[ 4 ]
Fruto (casca)

Extrato hidroalcoólico: 25 g do material vegetal em etanol/água (4:1 v/v). Doses para ensaio: 100 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a oxidação pulmonar induzida por dicromato de potássio (K2Cr2O7), com posterior análise de parâmetros bioquímicos e histopatológicos.

Observou-se que C. aurantium apresenta atividade antioxidante, reduzindo a toxicidade pulmonar induzida.

[ 26 ]

Antioxidante e Radioprotetora

Antioxidante e Radioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto maduro (casca)

Extrato hidroalcoólico: 100 g de material vegetal (seco) em 750 mL de etanol/água. Rendimento: 18% (p/p). Doses para ensaio: 250, 500 e 1000 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c submetidos a radiação gama (Cobalto-60), com posterior análise da medula óssea femoral (MnPCEs e MnNCEs) através do teste do micronúcleo.

O extrato de C. aurantium var. amara apresenta atividade antioxidante e radioprotetora, principalmente na dose de 250 mg/kg, reduzindo o efeito clastogênico induzido pela radiação.

[ 48 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule (casca)

Extrato metanólico: 1 kg do material vegetal (pó) em 5 L de metanol. Rendimento: 138 g.

In vitro:

Em linhagens celulares de câncer humano A549 (pulmão), HepG2 (fígado), MCF7 (mama) e PC3 (próstata) submetidas ao teste de citotoxicidade com o ensaio MTT.

 

Observou-se que C. aurantium apresenta atividade antitumoral.

[ 1 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato.

In vitro:

Em células renais embrionárias humanas (293T) e epiteliais de pulmão humano (A549) infecatadas por vírus Ebola (EBOV), Lassa (LASV) e gripe aviária H5N1 (AIV), para determinar a concentração inibitória média (CI50) e concentração citotóxica (CC50).

 

Neste estudo das várias espécies vegetais investigadas, observou-se que Gardenia jasminoides, Cirus aurantium, Viola yedoensis, Prunela vulgaris, Coix lacryma-jobi var. mayuen, Pinellia ternata e Morus alba apresentaram atividade antiviral significativa para EBOV.

[ 2 ]

Estimulante da adipogênese

Estimulante da adipogênese
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato seco: a partir de 100 mL de suco, e subsequente extração com metanol. Concentração final: 10 mg/mL. Concentração para ensaio: 100 µg/mL.

In vitro:

Em pré-adipócitos 3T3-L1 submetidos a diferenciação celular, ensaio de sulforrodamina B (SRB), quantificação de triglicerídeos (TG), quantificação do conteúdo lipídico intracelular (Oil red), captação de 2-desoxiglicose (2-DG) induzida por insulina, expressão proteica, imunoprecipitação por cromatina (ChIP) e crescimento celular e citometria de fluxo.

 

O extrato a partir do suco de C. aurantium estimula a adipogênese, além de melhorar a captação de glicose na presença de insulina.

[ 12 ]

Estimulante da motilidade intestinal

Estimulante da motilidade intestinal
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato aquoso: 1:5 (v/v). Concentração: 0,3 g/mL. Dose para ensaio: 2,0 mL/100 g (peso corporal/dia.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com extrato vegetal, com posterior análise de expressão do peptídeo intestinal vasoativo (VIP) e 5-hidroxitriptamina (5-HT) no antro, duodeno e jejuno por imuno-histoquímica, e histológica. 

Observou-se que o extrato de C. aurantium aumenta a motilidade gastrointestinal, devido aos diferentes níveis de expressão de VIP e 5-HT.

[ 22 ]

Estimulante de neurotransmissores centrais

Estimulante de neurotransmissores centrais
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Extrato: contendo 6% de sinefrina. Doses para ensaio: 1 a 10 mg/kg. Outra espécie em estudo: Rhodiola rosea (3% de rosavins e 1% de salidroside), doses para ensaio, 2 a 20 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos a hiperfagia ou suplementados com dieta hipercalórica, tratados com a associação dos extratos vegetais, com posterior a avaliação dos níveis plasmáticos e cerebral de NE, DA, 5-HT e metabólitos de catecolaminas.

Observou-se que a associação de C. aurantium e R. rosea reduz a gordura visceral e o apetite, além de elevar os níveis de catecolaminas centrais.

[ 24 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo essencial. Doses para ensaio: 50, 100 e 250 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar portadores de úlceras gástricas induzidas por etanol ou anti-inflamatório não esteroidal (AINEs), com posterior avaliação da concentração de suco gástrico e dos fatores de proteção da mucosa.

O extrato de C. aurantium apresenta atividade gastroprotetora, principalmente na dose de 250 mg/kg, pois aumenta os níveis basais de prostaglandinas (PGE2).

[ 28 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato: contendo aproximadamente 27% de nobiletina. Doses para ensaio: 50 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos ICR submetidos a hepatotoxicidade aguda e crônica induzida por cloreto de carbono (CCl4), com posterior análise dos níveis séricos de ALT e AST, e parâmetros antioxidantes (GSH, SOD e peroxidação lipídica), de expressão genética (Nrf2 e citocinas pró-inflamatórias) e histopatológico.

Observou-se que C. aurantium apresenta atividade hepatoprotetora, devido as ações antioxidante, anti-inflamatória e antiapoptótica.

[ 16 ]
Fruto

Extrato hidroalcoólico: 1,51 kg do material vegetal (seco) em etanol à 70%. Rendimento: 59,82 g. Doses para ensaio: 50, 100 e 200 mg/kg).

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 submetidos a lesão hepática induzida por etanol, pré-tratados com extrato vegetal e com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ALT, AST e TG), histopatológico, imuno-histoquímico e de expressão genética (Nrf2 e citocinas pró-inflamatórias).

Este estudo demonstra a atividade hepatoprotetora do extrato de C. aurantium, além das ações antioxidante, anti-inflamatória e antiapoptótica, na presença de danos hepáticos causados pelo etanol.

[ 18 ]
Folha

Extrato hidroalcoólico: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em etanol/água (80%). Fração: acetato de elila. Dose para ensaio: 25 mL/kg.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante: radical DPPH, inibição do branqueamento do β-caroteno e redução de Fe3+ para Fe2+.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a hepatotoxicidade aguda induzida por tetracloreto de carbono (CCl4), com posterior análise de parâmetros bioquímicos e histopatológicos.

Observou-se que o pré-tratamento com a fração de acetato de etila apresentou atividade hepatoprotetora, bem como potente ação antioxidante.

[ 29 ]

Hipoglicemiante e Lipolítica

Hipoglicemiante e Lipolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato: decocção de 2 kg de C. aurantium e 400 g de Rauwolfia vomitoria (folha), em 8 L de água. Rendimento: 12,5 g de extrato seco/1 L de extrato bruto. Doses para ensaio: 8,75 g de extrato seco/700 mL de extrato bruto, e 0,5 mL de extrato bruto.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J e NMRI submetidos ao teste de toxicidade, e em camundongos diabéticos C57BL/KsBom-db (db/db) submetidos a uma dieta hipocalórica, com posterior análise de parâmetros bioquímicos, dos órgãos rins, pâncreas, fígado e baço, e dos ácidos graxos oculares (Cromatografia Gasosa-Líquida).

Observou-se que a decocção de C. aurantium e Rauwolfia vomitoria apresenta atividades lipolítica e hipoglicemiante, com ausência de efeitos tóxicos significativos.

[ 31 ]

Hipolipemiante e Anti-inflamatória

Hipolipemiante e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Extrato etanólico. Doses para ensaio: 50 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6 portadores de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) induzida por dieta hipercalórica, com posterior análise dos níveis séricos de ALT, AST, CHO total e TG, e do tecido hepático (histopatologia e expressão proteica).

Observou-se que o extrato de C. aurantium apresenta atividade hipolipemiante e anti-inflamatória.

[ 8 ]

Hipotensora

Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato aquoso (1 g do extrato contém 12,5 mg de sinefrina): decocção de 100 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Rendimento: 11%. Doses para ensaio: 1,25, 2,5 e 5,0 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de hipertensão portal induzida por ligadura parcial da veia porta, tratados com o extrato vegetal, e posterior excisão da aorta, artéria mesentérica e veia porta para análise da contratilidade vascular.

Observou-se que o extrato de C. aurantium apresenta atividade hipotensora, dose-dependente, e vasoconstritora, principalmente na aorta e artéria mesentérica.

[ 33 ]

Inibidora enzimática (tirosinase)

Inibidora enzimática (tirosinase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato metanólico: 50 g do material vegetal em 300 mL de metanol. Concentrações para ensaio: 5, 25 e 50 µg/mL.

In vitro:

Ensaio de inibição da enzima tirosinase em 52 extratos de diferentes plantas medicinais.

 

Neste estudo as espécies Glycyrrhiza glabra, Morus alba, Syzygium aromaticum, Citrus aurantifolia, Cypreae moneta, Punica granatum e Citrus aurantium, apresentaram ação inibitória mais potente, dose-dependente.

[ 7 ]

Inibidora enzimática (xantina oxidase)

Inibidora enzimática (xantina oxidase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Extrato: 2 kg do material vegetal (seco) em solvente (éter, acetato de etila, butanol e etano/água). Concentração para ensaio: 200 µg/mL. Outras espécies em estudo: C. medica (fruto maduro), C. medica var. sarcodactylis (fruto maduro) e C. reticulata (fruto imaturo e maduro).

In vitro:

Avaliar a atividade inibitória da enzima xantina oxidase (XO).

 

Observou-se que o extrato de acetato de etila de C. aurantium apresentou potente ação inibitória da enzima XO (60,70 ± 0,74), e consequente redução nos níveis de ácido úrico.

[ 3 ]

Metabolismo

Metabolismo
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato seco: contendo 8,2% de sinefrina. Concentrações para estudo: 100 a 400 mg/L.

In vitro:

Em fígado isolado de ratos Wistar, submetido a avaliação do fluido de perfusão (veia porta/veia cava) quanto ao conteúdo de metabólitos.

 

Observou-se que o metabolismo hepático de C. aurantium é semelhante ao das substancias adrenérgicas.

[ 27 ]

Neuroprotetora e Antioxidante

Neuroprotetora e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato etanólico: casca e semente (pós), separadamente, em etanol à 70%. Concentrações para ensaio: 6 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em células de feocromocitoma de rato (PC12) incubadas com glutamato e pré-tratadas com o extrato vegetal, para avaliar a viabilidade celular pelo método MTT, determinar a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e detectar a apoptose por citometria de fluxo.

 

Observou-se que os extratos da casca e semente de C. aurantium apresentam atividades neuroprotetora e antioxidante.

[ 14 ]

Redutora de distúrbios gastrointestinais

Redutora de distúrbios gastrointestinais
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Óleo essencial. Outras espécies em estudo: Bupleurum chinense (raiz) e Cyperus rotundus (rizoma). Estas plantas compõe o produto QZWT, da Tradicional Medicina Chinesa.

In vivo:

Em camundongos ICR submetidos a disfunção gastrointestinal induzida por atropina, com posterior análise clínica, sorológica, morfológica (órgãos do sistema gastrointestinal), do mecanismo metabólico do produto QZWT e dos componentes ativos, por UPLC-QTOF-MS.

O produto QZWT apresenta efetividade no tratamento de distúrbios gastrointestinais, observando a ação sinergética entre as espécies C. aurantium, B. chinense e C. rotundus.

[ 15 ]

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentração (final): 0,1%.

In vitro:

Em anéis da aorta torácica de camundongos C57BL/6 incubados com prostaglandina F2 alfa (PGF2α), N-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME), 1H-[1,2,4]oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1-ona (ODQ), verapamil, cloridrato de hidralizina (Ni2), cloreto de tetraetilamônio (TEA) e rutênio vermelho para avaliar o relaxamento do músculo liso e do endotélio.

 

O óleo de Citrus aurantium var. amara reduz a contração muscular (principalmente para PGF2α), mediada pela via NO-sGC, além de modular o cálcio intracelular por receptores de rianodina (RyR).

[ 35 ]

Sedativa e Hipnótica

Sedativa e Hipnótica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca) e folha

Óleo essencial (casca): hidrodestilação. Extrato etanólico: maceração do material vegetal (pó da folha) em etanol à 70% (10% p/v), frações em hexano, diclorometano e água. Doses para ensaio: 0,5 e 1,0 g/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes, tempo de sono induzido por pentobarbital, labirinto em cruz elevado, campo aberto, barra rotatória e de convulsões induzias por pentilenetetrazol-PTZ ou eletrochoque.

Observou-se que óleo essencial e as frações (hexano e dicloromento) de C. aurantium apresentam atividades sedativa, hipnótica e ansiolítica, sem alterar a coordenação motora, contudo a ação anticonvulsivante não foi significativa.

[ 32 ]
Ensaios toxicológicos

Alterações cardíacas

Alterações cardíacas
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto

Extrato: contendo 6% de sinefrina. Dose para ensaio: 10 mg de sinefrina/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley tratados com o extrato vegetal por 28 dias consecutivos, com posterior avaliação da frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura corporal e medida do intervalo QT.

Observou-se que o extrato de C. aurantium aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial.

[ 40 ]

Antiestrogênica

Antiestrogênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Extrato metanólico (à 80%). Doses para ensaio: 25 e 50 mg/kg. Outra espécie em estudo: Ephedra sinica, dose de 85,5 e 855 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar (com 21 dias) submetidas ao tratamento com extrato vegetal, com posterior extirpação uterina para realização do ensaio uterotrófico.

Os extratos vegetais provocaram alterações morfológicas no fígado, rins, glândulas suprarrenais e útero, bem como ação antiestrogênica.

[ 43 ]

Citotoxicidade e Genotoxicidade

Citotoxicidade e Genotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 2,5 g do material vegetal (pó) em 25 mL de clorofórmio, metanol ou água. Concentrações (estoque): 2500 mg/mL (clorofórmio e metanol) e 100 mg/mL (água). Concentrações para ensaio: 0,75 a 75 mg/mL, e 0,78 a 25 mg/mL. Outras espécies em estudo: Anethum graveolens, Carthamus tinctorius, Cocos nucifera, Glycyrrhiza glabra, Melissa officinalis, Nigella arvensis, Pinus pinea, Prunus mahaleb e Zingiber officinale.

In vitro:

Em células renais de rato (NRK-52E) submetidas ao teste MTT e em linhagens de Salmonella typhimurium para o teste de Ames.

 

Observou-se que somente o extrato aquoso das plantas em estudo não apresentou citotoxicidade, contudo, apresentou maior genotoxicidade, quando comparado ao clorofórmico e metanólico.

[ 37 ]

Citotoxicidade e Mutagenicidade

Citotoxicidade e Mutagenicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato padronizado: contendo 50,1% de p-sinefrina (Advantra Z®). Doses para ensaio (in vivo): 250, 500, 1000 ou 2000 mg/kg/dia, e 5000 mg/kg; e (in vitro): 50, 150, 500, 1500 ou 5000 mg.

In vitro:

Em linhagens de Salmonella typhimurium submetidas ao teste de Ames.

 

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de toxicidade crônica e aguda.

O extrato padronizado de C. aurantium apresentou sinais de toxicidade nas doses de 1000 e 2000 mg/kg/dia, contudo não apresentou mutagenicidade.

[ 36 ]

Interação medicamentosa

Interação medicamentosa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Extrato seco: padronizado com 6, 10, 30 e 50% de p-sinefrina.

In vitro:

Determinar o teor de furanocumarina em 4 extratos padronizados de (Advantra Z®) por Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas.

 

Observou-se que os extratos de C. aurantium apresentaram baixo teores de furanocumarina (menor que 20 µg/g), sendo este valor insuficiente para alterar o metabolismo de drogas em humanos.

[ 34 ]
Fruto imaturo

Extrato hidroalcoólico: padronizado com 10% de sinefrina. Dose para ensaio: 164 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a avaliação de interação entre o extrato vegetal e amiodarona, através de estudos farmacocinéticos.

Os estudos de farmacocinética demonstraram que somente após 14 dias de tratamento com o extrato de C. aurantium, observou-se aumento da concentração plasmática do antiarrítmico.

[ 39 ]
Fruto

Extrato aquoso: decocção de 200 g do material vegetal em 4 L de água. Dose para ensaio: 200 mL. Outra espécie em estudo: Citrus grandis (pericarpo).

In vivo:

Em suíno Yorkshide submetidos a administração de ciclosporina em associação com o extrato vegetal, com posterior avaliação da concentração plasmática da ciclosporina por imunoensaio de fluorescência polarizada (FPIA).

Observou-se que os extratos C. aurantium e C. grandis aumentam a concentração plasmática (Cmax) de ciclosporina, ocasionando toxicidade.

[ 45 ]
Fruto

Extrato hidroalcoólico: contendo 10% de p-sinefrina. Dose para ensaio: 164 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar suplementados com o extrato vegetal e co-administração de lamotrigina (droga antiepiléptica), e pré-tratados com extrato vegetal (14 dias) com posterior administração de lamotrigina, para análise farmacocinética.

Observou-se que o uso de C. aurantium não apresenta alterações significativas na farmacocinética de lamotrigina.

[ 46 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto imaturo

Extrato metanólico. Doses para ensaio: 300, 500, 1000, 3500 e 5000 mg/kg (contendo 2,5% de p-sinefrina), e 5000 e 10000 mg/kg (contendo 3,0% de p-sinefrina).

In vivo:

Em ratos albinos CF1 submetidos a toxicidade aguda, com posterior análise da atividade locomotora espontânea e aferição da temperatura corporal por termômetro retal.

Observou-se que o extrato de C. aurantium reduziu a atividade locomotora, a partir da dose de 1000 mg/kg, contudo, não houve alteração na temperatura corporal.

[ 44 ]

Toxicidade em ratas prenhes

Toxicidade em ratas prenhes
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Fruto (casca)

Óleo essencial: hidrodestilação, 200 g do material vegetal. Doses para ensaio: 125, 250 e 500 mg/kg.

In vivo:

Em ratas Wistar prenhes tratadas com o óleo vegetal.

Observou-se que o óleo essencial de C. aurantium não apresenta toxicidade materna e fetal.

[ 38 ]
Fruto

Extrato: contendo 6% de sinefrina. Dose para ensaio: 10 a 100 mg de sinefrina/kg.

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley prenhes tratadas com o extrato vegetal, e posterior avaliação da toxicidade materna e no desenvolvimento fetal.

Observou-se que o extrato de C. aurantium não apresentou efeitos tóxicos.

[ 41 ]

Toxicidade subcrônica

Toxicidade subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato seco: contendo 7,5% de p-sinefrina. Doses para ensaio: 400, 2000 e 4000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos albinos CF1 submetidos ao estudo de toxicidade subcrônica via oral (análise clínica, hematológica, bioquímica e macroscópica).

Observou-se que o extrato de C. aurantium não apresenta sinais de toxicidade significativos.

[ 42 ]

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39 - RODRIGUES, M. et al. Investigating herb-drug interactions: the effect of Citrus aurantium fruit extract on the pharmacokinetics of amiodarone in rats. Food Chem Toxicol, v. 60, p.153-159, 2013. doi: 10.1016/j.fct.2013.07.041
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Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 27, 2011.
2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 56, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Pericarpo seco

100 g

Pericarpo fresco

200 g

                                                                 * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g do pericarpo seco rasurado e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g do pericarpo fresco, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Inapetência (BLUMENTHAL, 1998; GRUENWALD; BRENDLER; JAENICKE, 2007). Ansiolítico e sedativo leve, para má digestão e infecções de repetição.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Pericarpo seco fragmentado

0,9 a 1,1 g ou 1 colher de café cheia

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 10 a 15 minutos.

Principais indicações

Inapetência (BLUMENTHAL, 1998; GRUENWALD; BRENDLER; JAENICKE, 2007). Ansiolítico e sedativo leve, para má digestão e infecções de repetição.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso três a quatro vezes ao dia.

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o infuso duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 85-87.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 52-54.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos orgânicos

cítrico e málico.

Alcaloides

sinefrina, octopamina, hordenina, tiramina e n-metil-tiramina.

Cumarinas

8,3-β-D-glucopiranosiloxi-2'-hidroxi-3'-metilbutil-7-metoxicumarina, hidrato de merazina e isomerazina.

Flavonoides

hesperidina, naringina, naringenina, rutina, poncirin, hexametoxiflavona, sinesetina, tetrametil-O-isoscutelareína, nobiletin, heptametoxiflavona, 3-hidroxinobiletina, tangeretina, hidroxipentametoxiflavona, hexametoxiflavona, vinceninia II, diosmetina 6,8-di-C-glucosídeo, luteolina 7-O-neohesperidoside, hhoifolin, neodiosmina, neoeriocitrina, neoheperidina, brutieridina e melitidina.

Furanocumarinas

bergapteno, escoparona e aurapteno.

Óleos essenciais

limoneno, linalol, nerol, citronelol, acetato de linalila, geraniol, α-pineno e acetato de geranila.

Polissacarídeos

pectina, sacarose, glicose e frutose.

Substâncias amargas

Triterpenos

Vitaminas

ácido ascórbico.

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 469.
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3 - PARK, K. L. et al. Induction of the cell cycle arrest and apoptosis by flavonoids isolated from Korean Citrus aurantium L. in non-small-cell lung cancer cells. Food Chem, v. 135, n. 4, p.2728-2735, 2012. doi: 10.1016/j.foodchem.2012.06.097
4 - MENCHERINI, T. et al. HPLC-PDA-MS and NMR characterization of a hydroalcoholic extract of Citrus aurantium L. var. amara peel with antiedematogenic activity. J Agric Food Chem, v. 61, n. 8, p.1686-1693, 2013. doi: 10.1021/jf302815t 
5 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 86.
6 - GARCÍA, E. C.; SOLÍS, I. M. Manual de fitoterapia. 2 ed. Barcelona: Elsevier, 2016, p. 888.

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Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável[1,2].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes, menores de 12 anos e em pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol). Estudo em ratas prenhes demonstrou que não houve toxicidade materna ou embrionária após a administração do extrato de C. aurantium (6% de sinferina, dose 100 mg/kg/dia), exceto quanto a administração da sinferina isolada. A administração do óleo essencial resultou em efeitos adversos insignificativos[1,6].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

a droga vegetal ou óleo essencial podem provocar fotossensibilidade (eritema, inchaço, bolhas, pústulas, dermatoses, formação de crostas e manchas) devido a presença das furanocumarinas. Devido à semelhança estrutural entre a p-sinefrina e a efedrina, a fenilefrina (m-sinefrina), a epinefrina e a norepinefrina, assume-se que tenha os mesmos efeitos biológicos. Neste contexto, não deve ser usado por pacientes portadores de hipertensão, doenças cardíacas, úlceras, glaucoma, asma e em uso de inibidores da MAO (monoaminoxidase), antidepressivos tricíclicos, descongestionantes nasais, teofilina e α e β-bloqueadores. Contudo, as pesquisas tem demonstrado pequenas diferenças estruturais que resultam em marcada diferença na ligação a receptores adrenérgicos, o que explica a ausência de efeitos colaterais da p-sinefrina. Há relatos de que o uso de C. aurantium e de p-sinefrina parece ser muito seguro, sem nenhum efeito adverso grave que possa ser atribuível ao medicamento, principalmente se as doses usuais e o tempo de tratamento forem seguidos corretamente[1,2,3,4,5].

Interações medicamentosas: 

o efeito no tratamento da obesidade é potencializado pelo uso concomitante de picolinato de cromo ou cafeína. Pode aumentar os níveis de ciclosporina, dextrometorfano e felodipina. A presença dos constituintes químicos octopamina, tiramina e furanocumarinas podem bloquear enzimas metabolizadores de medicamentos[1,2,5,6].

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 87.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 53-54.
3 - GARCÍA, E. C.; SOLÍS, I. M. Manual de fitoterapia. 2 ed. Barcelona: Elsevier, 2016, p. 889.
4 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 87.
5 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 40.
6 - ______. Citrus aurantium. Reprotox, 21 de fev. de 2024. Disponível em: <https://reprotox.org/member/agents/29438>. Acesso em: 09 de maio de 2024.
7 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 56, 2021.

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