Lippia origanoides Kunth

Alecrim-pimenta, alecrim-de-tabuleiro, estrepa-cavalo e alecrim-bravo.

Sinonímia 
Lippia sidoides Cham.
Família 
Informações gerais 

Ocorre na América do Sul e Central, especificamente na Bolívia, Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Paraguai, norte da Argentina, Costa Rica e México. No Brasil, ocorre principalmente nos Biomas Caatinga (Rio Grande do Norte e Ceará) e Cerrado. Muito utilizada para fins medicinais e na culinária. Suas principais indicações são: antimicrobiana, antifúngica, anti-inflamatória, imunomoduladora, antiparasitária, antisséptica, antitumoral e inseticida[1,2,3,4,5,6].

Referências informações gerais
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78-86.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530-531. 
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 164-165.
4 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 113-115.
5 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 167-172.
6 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 370-376.
Descrição da espécie 

Planta arbustiva esgalhada, ereta, com até 3 m de altura, muito resistente à seca, ramos quebradiços, com casca sulcada e frágil, perde as folhas na estação da seca e rebrota na primavera; folhas simples, elípticas a ovadas, pecioladas, opostas, ápice agudo, margens crenadas, aromáticas com odor canforáceo, picantes, finamente serreadas, com 2 a 3 cm de comprimento; flores pequenas, brancas, com pedúnculo longo, dispostas em inflorescências tetragonais, em racemos curtos, em espigas axilares; frutos do tipo aquênio diminutos, com cerca de 0,1 a 0,2 cm de comprimento; as sementes são extremamente pequenas e raramente germinam[1,2,3,4,5]

Referências descrição da espécie
1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 135.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530. 
4 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 167-168.
5 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 370.
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Alecrim-pimenta, alecrim-do-cavalo, estrepa-cavalo e alecrim-bravo Nordeste (Brasil) Folha e flor

No tratamento da renite alérgica com espirros (“estalicido”).

Chá.

Fazer lavagem nasal. 

-

[ 1 , 2 , 3 ]
Alecrim-pimenta, alecrim-do-cavalo, estrepa-cavalo e alecrim-bravo Nordeste (Brasil) Folha e flor

No tratamento de afecções de pele (acne, sarna, pano branco, impingens, mau-cheiro dos pés, axilas e virilhas), couro cabeludo, infecções de garganta, boca e vaginal.

Infusão: 15 a 20 folhas em 1 xícara (de chá) de água. Tintura: 10 g das folhas secas à sombra ou 20 g das folhas frescas em 30 mL de etanol e 70 mL de água. Tintura caseira: encher de folhas um frasco de boca larga, adicionar álcool até a metade e completar com água. Após 3 dias coar. Esta preparação conserva-se bem até 3 meses. Óleo: extraído por hidrodestilação.

Uso tópico, gargarejo, bochecho ou lavagem vaginal. A tintura deve ser diluída em 1 ou 2 partes de água fervida para uso como gargarejo, bochecho e lavagem vaginal.

O óleo não deve ser inalado pois é irritante.

[ 1 , 2 , 3 ]
Alecrim-pimenta Brasil Folha

No tratamento do corrimento vaginal.

Infusão: 3 colheres (de sobremesa) da droga vegetal em 1 L de água. Abafar por 20 minutos e coar.

Fazer banho de assento até 3 vezes/dia.

Utilizar por até 30 dias em problemas de baixa gravidade. Não indicada na gravidez e lactação.

[ 4 ]
Alecrim-pimenta - Folha

Antisséptica e no tratamento de inflamações da boca e garganta.

Infusão: 2 a 3 g (2 a 3 colheres de chá) do material vegetal em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Fazer gargarejos e lavagens 2 a 3 vezes/dia. 

Utilizar por até 30 dias em problemas de baixa gravidade. Não indicada na gravidez e lactação.

[ 4 ]
Alecrim-estrepa-cavalo Nordeste (Brasil) Folha

Antisséptica (mucosas e pele), antifúngica e no tratamento de infecção de garganta.

Infusão.

-

-

[ 5 ]

Referências bibliográficas

1 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530-531.
2 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 1991, p. 53-54.
3 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 172.
4 - PANIZZA, S. T. et al. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012, p. 47.
5 - MAGALHÃES, K. N. et al. Medicinal plants of the Caatinga, northeastern Brazil: Ethnopharmacopeia (1980-1990) of the late professor Francisco José de Abreu Matos. J Ethnopharmacol, v. 237, p.314-353, 2019. doi: 10.1016/j.jep.2019.03.032

Amebicida

Amebicida
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 75g do material vegetal (pó), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 5 a 40 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia gracilis, L. pendunculosa e L. alba.

In vitro:

Em trofozoítos de Acanthamoeba polyphaga incubados com os extratos vegetais, com posterior análise da concentração inibitória media (CI50).

Em cultura de células de carcinoma mucoepidermoide pulmonar de humano (NCI-H29), incubadas com óleos essenciais, para determinar citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Os óleos essenciais de L. sidoides e L. gracilis apresentam atividade amebicida mais potente, enquanto que L. alba apresenta melhor ação citotóxica.

[ 35 ]

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico a 96%. Rendimento: 18%. Frações: n-hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Concentrações para ensaio: 62,5 a 250 µg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH.

Em células monocíticas de humanos (THP-1), estimuladas por lipopolissacarídeo (LPS), incubadas com extratos vegetais e frações, com posterior análise dos níveis de fator de necrose tumoral (TNF-α) e quimiocina (CCL2) por imunoabsorção enzimática e viabilidade celular (MTT).

 

Neste estudo, das 18 espécies analisadas, Caryocar brasiliense, Casearia sylvestris, Coccoloba cereifera, Lippia sidoides e Terminalia glabrescens apresentam atividade anti-inflamatória mais potente.

[ 34 ]
Parte aérea

Extrato: 50 mg material vegetal (pó) em 1 mL etanol a 85%. Concentrações para ensaio: 1,6 a 160 µg/mL.

In vitro:

Em células embrionárias renais de humanos (HEK293T) transfectadas com vetor contendo o gene repórter Luciferase, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade da enzima fosfodiasterase.

Em células de leucemia monocítica aguda de humanos (THP-1), incubadas com extrato vegetal e lipopolissacarídeos (LPS), com posterior análise dos níveis de IL-10 e expressão de p38.

 

Observou-se que o extrato de L. sidoides apresenta ação anti-inflamatória, pois aumenta a concentração cAMP intracelular, IL-10 e ativação da via p38 MARK.

[ 18 ]
Folha

Óleo essencial: 140 mg do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06% (p/p). Concentração para ensaio: 2 mg/orelha.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de inflamação aguda na orelha induzida por óleo de cróton (dose única ou múltiplas doses), ácido araquidônico, fenol ou histamina, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da espessura do edema e peso da orelha.

O óleo essencial de L. sidoides reduz, significativamente, o edema induzido por ácido araquidônico e fenol, contudo o uso crônico tem efeito inflamatório.

[ 27 ]

Anti-inflamatória e Antimicrobiana

Anti-inflamatória e Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 300 g do material vegetal (fresco). Rendimento: 1,2% (p/p). Gel: associação de 0,5% de Lippia sidoides (óleo essencial) e 5% de Myracrodruon urundeuva (extrato fluido).

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de periodontite induzida por ligadura ao redor dos segundos molares superiores esquerdos, tratados com o gel, com posterior análise da perda óssea alveolar, histopatológica, atividade da mieloperoxidase, níveis das citocinas TNF-α e IL-1β, e da flora bacteriana no tecido gengival.

O gel contendo L. sidoides e M. urundeuva apresenta atividade antimicrobiana e anti-inflamatória, demonstrando efetividade na prevenção da reabsorção óssea.

[ 24 ]

Anti-inflamatória e Gastroprotetora

Anti-inflamatória e Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: extração do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 66,67%. Concentração para ensaio: 1 a 10 mg/orelha e 10 a 100 mg/kg.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH (CI50).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos aos testes de edema de orelha induzido por TPA (via tópica) e lesões gástricas induzidas por etanol, tratados com óleo essencial, com posterior análise das dimensões do edema, índice de úlcera e concentração do muco gástrico. 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação anti-inflamatória, gastroprotetora e antioxidante.

[ 26 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 140 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06%. Concentrações para ensaio: 3 a 50%.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa submetidas ao teste de contato gasoso com o óleo vegetal, na presença ou não de discos contendo gentamicina, amicacina e neomicina, com posterior análise da zona de inibição (mm) e a dose inibitória mínima (DIM).

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antibacteriana, principalmente para P. aeruginosa, além de sinergismo com os aminoglicosídeos em estudo.

[ 32 ]
Parte aérea

Óleo essencial: 180 g do material vegetal (pó), por hidrodestilação. Rendimento: 1,6 % (estação seca) e 1,7 % (estação chuvosa). Concentração para ensaio:  90 µL/mL.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli e Staphylococcus aureus, submetidas aos testes de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta atividade antibacteriana, com eficácia independente da época de colheita do material vegetal.

[ 9 ]
Folha

Extrato: maceração de 1,120 g do material vegetal (pó) em etano. Rendimento: 309,5 g. Frações: hexano, diclorometano e acetato de etila.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus (MRSA) incubadas com extratos e frações, associado ou não à antibióticos, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, com posterior análise de concentração inibitória mínima (CIM) e modulação de atividade antibiótica (neomicina e amicacina).

 

Observou-se que L. origanoides não apresenta atividade antibacteriana para a linhagem em estudo, contudo as frações de hexano e diclorometano demonstram sinergismo com os antibióticos neomicina e amicacina.

[ 15 ]

Antibacteriana e Antibiofilme

Antibacteriana e Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 200 g do material vegetal em 300 mL de água, por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,37 a 3 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Escherichia coli e Staphylococcus aureus (MRSA), submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM), e ao teste de formação de biofilme em microplaca (ELISA e MEV).

Em células Vero incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Neste estudo, das 12 plantas analisadas, observou-se que os óleos essenciais de L. origanoides, ricos em carvacrol ou timol, apresentam ação antibacteriana e antibiofilme relevante, contudo demonstram citotoxicidade significativa.

[ 12 ]
-

Óleo essencial (quimiotipos: timol/carvacrol e felandreno): 200 g do material vegetal em 300 mL de água, por hidrodestilação assistida por micro-ondas.

In vitro:

Em cepas de Escherichia coli e Staphylococcus epidermidis, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM), e ao teste de formação de biofilme (cristal violeta).

Em cepas de Chromobacterium violaceum incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da produção do pigmento violaceína e viabilidade celular.

Em cultura de células Vero incubadas com óleos essenciais, com posterior análise da viabilidade celular (CC50) através do ensaio MTT.

 

Neste estudo, das 14 plantas analisadas, L. origanoides e Thymus vulgaris apresentam atividade antibacteriana, antibiofilme e anti-quórum sensing, contudo demonstra citotoxicidade significativa.

[ 16 ]

Antibiofilme

Antibiofilme
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 140 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 1,06% (p/p). Concentrações para ensaio: 2,5 a 10%.

In vitro:

Em cultura de Enterococcus faecalis, incubadas com óleo essencial, com posterior análise de inibição da formação de biofilme.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação antibiofilme, podendo auxiliar no tratamento de canais radiculares.

[ 19 ]

Antidepressiva

Antidepressiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: 1 kg do material vegetal, por hidrodestilação. Doses para ensaio: 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de comportamento depressivo induzido por corticosterona, tratados com óleo essencial, submetidos aos testes de natação forçada, campo aberto, suspensão de cauda, labirinto em cruz elevado e preferência por sacarose.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta ação antidepressiva, sem alterar a atividade locomotora.

[ 28 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,002 a 100 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Microsporum canis, Candida parapsilosis e C. krusei submetidas aos testes de difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm), concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fúngica mínima (CFM).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antifúngica, além de baixa toxicidade.

[ 23 ]

Antifúngica e Antioxidante

Antifúngica e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em metanol. Outras espécies em estudo: Lippia pseudo-thea, L. hermannioides, L. rubella e L. alba.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante dos extratos vegetais através do radical DPPH e efeito redutor com ferrricianeto de potássio e a letalidade média (DL50) em Artemia salina.

Em culturas de Streptococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhyimurium, Shigella sonnei, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Bacillus cereus, Candida albicans e Cryptococcus neoformans, submetidas ao teste de microdiluição e difusão em ágar, para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e ao ensaio de bioautografia (TLC).

 

O extrato de L. sidoides apresenta antifúngica e antioxidante, mais potente, sendo L. rubeola a mais citotóxica.

[ 33 ]

Antigenotóxica

Antigenotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato: material vegetal (fresco) por extração com CO2 supercrítico. Concentração para ensaio: 5 µl.

In vitro:

Em linhagem de Escherichia coli, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da genotoxicidade (Cromoteste SOL), atividade de β-galactosidade e fosfatase alcalina; submetidas a radiação (UVA/UVB) e tratadas com os extratos vegetais, para análise da inibição da genotoxicidade (CGI).

 

Neste estudo, das 37 plantas analisadas, observou-se os extratos de Baccharis nitida, Solanum crotonifolium, Hyptis suaveolens, Persea caerulea e Lippia origanoides apresentam atividade antigenotóxica mais potente, além da ausência de genotoxicidade.

[ 11 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,13 a 100 µg/mL. Dose para ensaio: 100 a 1000 mg/kg. Outras espécies em estudo: Vanillosmopsis arborea e Croton zehntneri.

In vitro:

Em eritrócitos de humanos infectados por Plasmodium falciparum (resiste à cloroquina), incubados com óleo essencial, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50).

Em camundongos Swiss infectados com Plasmodium berghei, tratados com óleo essencial, com posterior análise da parasitemia.

 

Observou-se que os óleos essenciais de L. sidoides, V. arborea e C. zehntneri apresentam atividade antimalárica, além da ausência de toxicidade.

[ 21 ]

Antimicrobiana

Antimicrobiana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Caule, Folha e flor

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em metanol. Frações: hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Outras espécies em estudo: Lippia alnifolia e Lippia thymoides.

In vitro:

Em cepas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Bacillus cereus, Pseudomonas aeruginosa, Candida albicans e C. parapsilosis submetidas ao teste de difusão-difusão e microdiluição em ágar, com posterior análise da zona de inibição (mm) e da concentração inibitória mínima (CIM).

 

Observou-se que o extrato das folhas de L. origanoides apresenta atividade antimicrobiana mais potente.

[ 10 ]
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,625 a 80 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de patógenos orais, Streptococcus mutans, S. mitis, S. sanguis, S. salivarius e Candida albicans, submetidas aos testes de difusão em disco-difusão e diluição em ágar, para determinar a zona de inibição (mm), concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e concentração fungicida mínima (CFM).

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade antimicrobiana, principalmente para S. mutans e C. albicans.

[ 31 ]

Antimicrobiana e Antinociceptiva

Antimicrobiana e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (pó), por hidrodestilação. Rendimento: 0,8%.

Extrato (1:5 p/v): maceração do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Fração: hexano, diclorometano, acetato de etila e aquosa. Doses para ensaio (in vivo): 100, 300 e 1000 mg/kg.

In vitro:

Em culturas de Candida parapsilosis, C. albicans, Cryptococcus sp., Cryptococcus neoformans, C. gatti, Bacillus cereus, B. subtilis, Micrococcus roseus, M. luteus, Staphylococcus epidermidis, S. aureus, Enterobacter aerogenes, E. clocae, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella spp. e Serrattia marcenscens, submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar concentração inibitória (CIM).

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise dos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, edema de pata e orelha induzido por formalina e óleo de cróton, respectivamente, movimento de cauda, campo aberto, chaminé e tempo de sono induzido por pentobarbital.

Observou-se que L. sidoides apresenta atividade antimicrobiana, além das ações anti-inflamatória e antinoceciptiva provenientes do extrato etanólico.

[ 29 ]

Antioxidante e Inibidora enzimática

Antioxidante e Inibidora enzimática
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial (quimiotipos: 1,8-cineol, timol, β-cariofileno/α e β-felandreno e (E)-nerolidol/β-cariofileno) : 100 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através do radical DPPH e atividade inibitória da enzima tirosinase na presença dos substratos L-tirosina e L-dopa.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides rico em timol, apresenta atividade antioxidante e inibitória da tirosinase, mais potente.

[ 14 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 10,3 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em protozoários Trypanosoma cruzi (formas epimastigota e tripomastigota), incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise morfológica (MET), viabilidade e atividade mitocondrial (microscopia confocal e citometria de fluxo), e motilidade (Câmara de Neubauer).

Em macrófagos peritoneais infectados por T. cruzi (forma amastigota), incubados com o óleo vegetal, com posterior análise o Índice de sobrevivência (porcentagem de macrófagos infectados e número de parasitas intracelular).

 

Observou-se que L. origanoides apresenta atividade antiparasitária significativa.

[ 13 ]
Folha

Óleo essencial (quimiotipos: timol e carvacrol): 75 g do material vegetal (seco), por hidrodestilação. Rendimentos: 6,7% e 6,8 % (p/v), respectivamente. Concentrações para ensaio: 2,5 a 160 nL/ mL.

In vitro:

Em cultura de Leishmania chagasi (forma promastigota) incubada com óleos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides com maior concentração de carvacrol apresenta atividade leishmanicida mais potente (CI50 = 54,8 μg/mL).

[ 30 ]

Antiprotozoária

Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimentos: 1,0 a 4,4%. Concentrações para ensaio: 0 à 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia citriodora, L. micromera, L. alba e L. dulcis.

In vitro:

Em cultura de Trypanosoma cruzi (epimastigota) e Leishmania chagasi (promastigota), incubadas com com óleos essenciais, com posterior contagem parasitária em hemocitômetro.

Em células Vero (linhagem de macacos) infectadas com T. cruzi (tripamastigota) e células THP-1 (leucêmica de humanos) infectadas com L. chagasi (promastigota), incubadas com óleos essenciais, com posterior análise do nível de infecção celular (coloração de Giemsa).

Em células Vero e THP-1 incubadas com óleos essenciais, com posterior análise de citotoxicidade (ensaio MTT).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. alba e L. origanoides apresentam atividade antiprotozoária contra de T. cruzi e L. chagasi, respectivamente, além da ausência de citotoxicidade.

[ 5 ]
-

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 15,6 a 250 µg/mL. Outras espécies em estudo: Chenopodium ambrosioides, Ocimum gatissimum, Justicia pectoralis e Vitex agnus-castus.

In vitro:

Em protozoário Trypanosoma cruzi (formas epimastigota e tripomastigota) e macrófagos de camundongos Balb/c infectados pela forma amastigota, incubados com os óleos essenciais, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e concentração letal média (CL50); e análise de citotoxicidade em macrófagos (CC50) através do ensaio MTT.

 

Observou-se que os óleos essências de L. origanoides e C. ambrosioides apresentam atividade tripanocida mais potentes, e efeitos citotóxicos insignificativos.

[ 7 ]
Parte aérea

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 4%.

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis (forma promastigota), isoladas de camundongos Balb/c, incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise do crescimento celular através da concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos peritoneais de camundongos Balb/c, incubados com o óleo vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), e infectados com L. amazonensis (promastigota-amastigota) na presença do óleo vegetal, com posterior análise das células infectadas, sobrevivência do protozoário e ultraestrutura morfológica.

 

O óleo essencial de L. sidoides apresenta atividade leishmanicida, além da ausência de citotoxicidade.

[ 20 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato (50 mg/mL): material vegetal (fresco) em metanol.

In vitro:

Em cultura de células de mama TNBC (MDA-MB-231 e CRL-231), células epiteliais normais (MCF10A-H e MCF-10A), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise de atividade metabólica (ensaio MTT); em células MDA-MB-231 incubadas com o óleo vegetal para análise do ciclo celular e apoptose (citometria de fluxo), nível de caspase 3, 7 e 8 (fluorescência), expressão de ciclina D1, cIAP2, RIPI e RIP1 (Western blotting).

 

O extrato de L. origanoides apresenta atividade antitumoral (induz apoptose e reduz a sinalização de NF-kB), sem efeitos significativos nas células normais.

[ 1 ]
Folha e caule

Extrato: 200 g do material vegetal (pó) por extração com CO2 supercrítico. Concentrações para ensaio: 0,09 a 0,15 mg / ml.

In vitro:

Em células de câncer de mama triplo-negativo (MDA-MB-231) e epiteliais normais (MCF-10A), incubadas com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT); em celula MDA-MB-231 incubadas com o extrato para análise da expressão de ciclina D1 e caspase-8 (Western blotting), e investigação proteômica.

 

O extrato de L. origanoides apresenta atividade antitumoral (apoptose), além de baixa citotoxicidade para a linhagem normal.

[ 2 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial: material vegetal (seco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Rendimento: 3,5% (p/p). Concentrações para ensaio: 3,7 a 100 µg/mL. Outras espécies em estudo: Lippia alba, Oreganum vulgare e Artemisia vulgaris.

In vitro:

Em células Vero incubadas com os óleos vegetais, com posterior análise da citotoxicidade (MTT).

Em células Vero infectadas por vírus da febre amarela (YFV), incubadas com os óleos vegetais (antes e após a adsorção viral), para determinar concentração inibitória mínima (CIM) e a reprodução viral.

 

Observou-se que os óleos essenciais das plantas analisadas, apresentam atividade antiviral, além da ausência de citotoxicidade.

[ 6 ]

Bloqueadora da excitabilidade de nervos periféricos

Bloqueadora da excitabilidade de nervos periféricos
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 10 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em nervo ciático de rato Wistar submetidos a eletroestimulação e exposição ao óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros eletrofisiológicos (reobase, cronaxia, PPA e CAP).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides bloqueia a excitabilidade dos nervos periféricos.

[ 22 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Óleo essencial. Concentrações para ensaio: 12, 25, 50 e 100%. Pomada: contendo 6 e 12% (p/v) de óleo essencial.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Wistar com a pele íntegra submetidos a administração tópica do óleo vegetal (dose única ou múltiplas doses) em uma área de 1 cm2, e em animais com de feridas cutâneas dorsais por excisão, submetidos a administração tópica do óleo vegetal, com posterior análise morfológica, histológica e imuno-histoquímica (COX-2 e VEGF).

Em ratos Wistar com feridas dorsais por excisão (4 cm2), tratados com a pomada contendo o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros macroscópicos, taxa de contração e área da ferida.

O óleo de L. sidoides aumenta a resposta inflamatória, sem alterar o processo de cicatrização das lesões, contudo deve ser usado em doses mais baixas.

[ 25 ]

Espasmolítica

Espasmolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (seco) em 1000 mL de água, por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1 a 729 µg/mL.

In vitro:

Em traqueia isolada de porquinhos-da-índia, incubada com óleo essencial, com posterior análise da contratilidade muscular induzida por histamina, carbacol e KCL, e mecanismo de ação com adição de diferentes drogas agonistas e antagonistas (glibenclamida, propranolol, indometacina, hexametônio, aminofilina, L-NAME, dexametasona, atropina, 4-aminopiridina, tetraetilamônio, nitroprussiato de sódio, CsCl e ODQ).

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta efeito espasmolítico, com ativação da enzima guanilato ciclase solúvel (GCs) e dos canais de Ca2+ e K+.

[ 4 ]

Estimulante da viabilidade e proliferação celular

Estimulante da viabilidade e proliferação celular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 1,0, 5,0 e 25,0 µg/mL.

In vitro:

Em células-tronco isoladas do tecido adiposo de humanos, incubadas com o óleo essencial, com posterior análise da taxa de crescimento/viabilidade (MTT) e contagem (Câmara Neubauer) celulares.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides aumenta a viabilidade e a proliferação de células-tronco.

[ 3 ]

Moduladora enzimática

Moduladora enzimática
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (1:25 p/v): infusão do material vegetal (pó) em água.

Extrato: maceração do material vegetal (pó) em etanol a 70%.

In vitro:

Determinar a atividade da enzima fosfolipase A2 em gema de ovo na presença dos extratos vegetais.

Determinar a atividade hemolítica em eritrócitos, trombolítica em coágulos de sangue de humanos, coagulante em plasma de humanos e fibrinogenolítica, incubados com os extratos vegetias e venenos de Bothrops atrox, B. jararacuçu, B. moojeni e Lachesis muta muta.

Determinar a genotoxicidade em leucócitos incubados com veneno de L. muta muta e extratos vegetais (Teste do Cometa).

Determinar a atividade das enzimas (suínas) lipase pancreática, α-amilase pancreática, tripsina pancreática e α-glicosidase do duodeno, incubadas com os extratos vegetais na presença ou não de fluido gástrico simulado.

 

Os extratos de L. sidoides modulam a atividade das fosfolipases, proteases e enzimas digestivas, além ação antigenotóxica.

[ 17 ]

Quimiopreventiva

Quimiopreventiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação assistida por micro-ondas. Concentrações para ensaio: 1,8 a 475 µg/mL.

In vitro:

Em linhagem de Escherichia coli incubadas com o óleo vegetal e bleomicina, submetidas ao ensaio Cromoteste SOS, para determinar atividade antigenotoxicidade e genotoxicidade.

 

Observou-se que o óleo essencial de L. origanoides apresenta atividade quimiopreventiva, dose-dependente.

[ 8 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Toxicidade aguda

Citotoxicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio (in vitro): 10 a 500 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0,15 a 10 g/kg. Outras espécies em estudo: Vanillosmopsis arbórea e Croton zehntneri.

In vitro:

Em células HeLa (carcinoma cervical de humano) e macrófagos de camundongos, incubados com os óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda (DL50).

Observou-se que o óleo essencial apresenta toxicidade baixa.

[ 21 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco) por hidrodestilação. Rendimento: 66,67%. Doses para ensaio: 0,5 a 500 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides não apresenta toxicidade nas doses analisadas.

[ 26 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 100 a 3000 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (Rattus norvegicus) e camundongos Swiss (Mus musculus) submetidos aos testes de toxicidade aguda e subcrônica.

Observou-se que o óleo essencial de L. sidoides apresenta baixa toxicidade.

[ 23 ]

Referências bibliográficas

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Referências bibliográficas

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2 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 80, 2011.
3 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 104, 2011.
4 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição. Brasília: Anvisa, p. 123, 2011.
5 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 1ª edição – Primeiro Suplemento. Brasília: Anvisa, p. 58, 2018.
6 - BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 2ª edição. Brasília: Anvisa, p. 118, 2021.

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Etanol/água 70%

1000 mL

Etanol/água 80%

1000 mL

Folha e sumidade florida seca

100 g

Folha e sumidade florida fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de etanol 98%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e sumidade florida seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e sumidade florida fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de etanol a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Anti-inflamatório e antisséptico da cavidade oral, afecções da pele e couro cabeludo, antisséptico tópico, antimicótico e escabicida (BRASIL, 2016; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso tópico: incorporar em pomada, creme ou gel, ou usar a tintura diluída em água na forma de gargarejos.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem sumidade florida) seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Anti-inflamatório e antisséptico da cavidade oral, afecções da pele e couro cabeludo, antisséptico tópico, antimicótico e escabicida (BRASIL, 2016; BRASIL, 2018).

Posologia

Uso tópico: fazer bochechos ou gargarejos com o infuso duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: aplicar o infuso sobre a pele ou úlcera duas a três vezes ao dia.

Uso tópico: fazer banhos de assento duas a três vezes ao dia com volume suficiente do infuso.

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 3 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 163-165.
2 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2020, p. 101-103.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 , 20 , 21 , 22 , 23 , 24 , 25 , 26 , 27 , 28 , 29 , 30 , 31 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

vanílico, ferúlico, caféico e p-cumárico.

Alcaloides

Antraquinonas

Cumarinas

Fitosteroides

β-sitosterol.

Flavonoides

taxifolina, quercetina, luteolina, circimaritina, pinocembrina, naringenina, gliciteína e eriodictiol.

Lignanas

isolariciresinol.

Óleos essenciais

timol, carvacrol, cineol, eugenol, p-cimeno, terpineol, 1,8-cineol, trans-β-cariofileno, (E)-cariofileno, óxido cariofileno, mirceno, α e γ-terpineno, linalol, α-copaeno, aromadendreno, α-humuleno, γ-muuroleno, δ-candieno, α e β-felandreno, limoneno, spathulenol, biciclogermacreno, nerolidol, α-terpineol, p-metoxitimol, β-pineno, acetato de timila, trans-β-ocimeno, timol metil éter, isoborneol, acetato de bornila, α-fenchona e β-selineno.

Polifenóis

catequina, epicatequina e galato de epigalocatequina.

Quinonas

isocatalponol, tecomaquinona I, lapachenol, tectol, acetato de tectol, 6-oxo-3,4,4a,5-tetrahidro-3-hidroxi-2-,2-dimetilnafto-1,2-pirano e lippsidoquinona.

Resinas

Saponinas

Taninos

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 80-82.
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31 - MOTA, M. L. et al. In vitro and in vivo antimalarial activity of essential oils and chemical components from three medicinal plants found in northeastern Brazil. Planta Med, v. 78, n. 7, p.658-664, 2012. doi: 10.1055/s-0031-1298333

Propagação: 

por estaquia, através de ramos não lenhosos e mais finos, com 10 a 20 cm de comprimento, deixando de 2 a 5 pares de folhas cortadas ao meio na parte superior da estaca. Inserir em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e transferi-las para viveiro com sombrite de 50%, A irrigação deve ser realizada 1 vez/dia e evitar o excesso de água durante a rega. De modo geral o enraizamento não ultrapassa 60%. Após 90 dias, as mudas bem enraizadas devem ser transferidas para local definitivo (a pleno sol), em covas medindo 15x15 cm, adubadas com ½ kg de esterco, com espaçamento de 1,5 m entre plantas e 1,0 m entre linhas. O plantio deve ser realizado, preferencialmente, em meses com maior índice pluviométrico [ 1 , 2 , 3 , 4 , 6 ] .

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Propagação por estacas.

Propagação por estacas

Tratos culturais & Manejo: 

a irrigação em coleções de plantas medicinais de ser realizada 1 vez/semana e em campo de cultivo comercial não é necessário fazer a irrigação [ 1 ] .

Colheita: 

a primeira colheita deve ser realizada após 120 dias do plantio, aproximadamente 30 cm acima do solo, entre 11 e 13 horas. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 , 6 ] .

Pós-colheita: 

a secagem das folhas deve ser realizada a temperatura ambiente ou em estufa com ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas. Posteriormente, a droga vegetal deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada no período máximo de 6 meses, devido a redução de óleos essenciais nas folhas. A droga vegetal não deve ser moída e o fitoterápico pode ser preparado a partir das folhas frescas ou secas [ 1 , 2 ] .

Problemas & Soluções: 

esta espécie apresenta plasticidade química, sendo necessário a seleção de genótipos que garantam a ação farmacológica [ 5 , 6 ] .

Referências bibliográficas

1 - GILBERT, B. et al. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: Abifito, 2005, p. 78-79.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 135-136.
3 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 530.
4 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 171.
5 - TOZIN, L. R. S. et al. Glandular trichome density and essential oil composition in leaves and inflorescences of Lippia origanoides Kunth (Verbenaceae) in the Brazilian Cerrado. An Acad Bras Cienc, v. 87, n. 2, p.943-953, 2015. doi: 10.1590/0001-3765201520140376
6 - SILVA, T. D. et al. Lippia origanoides (alecrim-pimenta). In: CORADIN, L. et al. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: Plantas para o futuro: Região Nordeste. Brasília, DF: MMA, 2018. p. 372-373.

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2018
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Ano de Publicação: 2016
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